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João Emanuel Carneiro

13/05/2013

às 11:17 \ É página virada

‘Avenida Brasil’ volta ao ar hoje

Carminha (Adriana Esteves) e Nina (Débora Falabella): uma semana para matar saudade (Divulgação)

Apenas sete meses depois de encerrada e ainda gravada na memória dos fãs, Avenida Brasil começa a ser reprisada hoje no Vídeo Show (Globo, 13h50). A trama de João Emanuel Carneiro ocupará o quadro Novelão, que repassa novelas de sucesso durante uma semana. Mas, neste caso, serão três semanas.

A volta da novela-sensação não é das mais oportunas, justamente nos dias em que vão ao ar os últimos capítulos de Salve Jorge, trama que sofreu comparações com sua antecessora. Além da reprise, o programa receberá o ator Murilo Benício, o Tufão, para falar sobre a novela.

Na semana passada, teve boa repercussão nas redes sociais a reprise de A Favorita (2008), também de João Emanuel, que só deve voltar escrever uma novela em 2015. Enquanto isso, Avenida Brasil também rende frutos em Portugal, onde é apresentada com grande sucesso pela SIC – chega a ter um terço da audiência, ficando atrás apenas do remake de Dancin’Days, novela de Gilberto Braga de 1978 que é contada em produção local.

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05/11/2012

às 11:46 \ Folhetinescas

‘Avenida Brasil’ se recusa a terminar

Déora Falabella e Murilo Benicio em cena: romance dos atores ganhou torcida na vida real e deu sobrevida à novela (Divulgação)

O Divino saiu da gente, mas a gente não quer sair do Divino. Lá se vão três semanas sem Avenida Brasil, mas a trama e os personagens continuam presentes. Uma parte da persistência, é verdade, está mais na vida privada dos atores do que em Carminha, Tufão, Nina e companhia.  A impressão, no momento, é a de que Avenida Brasil pode ter servido de antessala da imortalidade para parte do elenco.

É relativamente comum que uma trama de sucesso ecoe por alguns dias após o último capítulo, o que pode até barrar a aceitação da trama que estreia entre parte do público. Mas a novela de João Emanuel Carneiro fez disso um fenômeno como nunca se viu antes, coisa que a internet tem ajudado a deixar bastante evidente.

Como faz com o Big Brother Brasil, o público acompanha os desdobramentos dos romances que surgiram nos bastidores, em especial o dos atores Murilo Benício e Débora Falabella, o Tufão e a Nina. Benício, ao se declarar à amada no Marília Gabriela Entrevista (GNT), tornou-se uma paixão nacional que sem querer tem ofuscado o perfeito Théo (Rodrigo Lombardi) da atual novela das 21h, Salve Jorge, o príncipe encantado da vez. “Ela é um encanto. Ontem entrei onde ela estava se arrumando e me deu vontade de chorar, de tão linda que ela é”, disse ele com os olhos brilhando, texto de novela na vida real.

Bem longe do Divino, em férias com os filhos em Nova York, Benício voltou a ser notícia dias depois, com a passagem do furacão Sandy. Primeiro, soubemos que ele avisou a mãe que estava “tudo bem”. Depois, ouvimos dizer que, em meio ao caos, ele “foi obrigado”a andar de ônibus com as crianças – qualquer coisa é assunto quando se trata do namoradinho do Brasil.

Entre outros fatores, a comparação entre as duas novelas parece mesmo se refletir negativamente no ibope da trama de Glória Perez, que marcou preocupantes 27 pontos na semana passada. Quando está no ar, não são poucos os noveleiros que usam a tag #salvejorge para pedir uma “Avenida Brasil 2” no Twitter.  E a própria tag #avenidabrasil, que se manteve nos Trending Topics durante sete meses, ainda é bastante usada, em geral por quem vive uma espécie de crise de abstinência. “O tema da redação do Enem deveria ser Avenida Brasil”, exagerou um tuiteiro na sexta-feira (o tema foi “Movimentos imigratórios para o Brasil no século XXI”).

Forte, portanto, no imaginário do público, o bairro do Divino não deixa de ser assunto até mesmo nos programas da Globo, que teoricamente teria interesse em “enterrar” Avenida Brasil. Não bastassem as citações diárias à novela no Vídeo Show, o Domingão do Faustão, há 15 dias, manteve Adriana Esteves durante meia hora no palco, matando a saudade da vilã Carminha – Salve Jorge já estava no ar havia uma semana.

Somente ontem, o programa abriu espaço para a nova novela, mas um ato falho deu a dimensão do quanto é difícil esquecer Avenida Brasil. Ao anunciar que receberia a protagonista, Fausto Silva disse: “Você vai conhecer Nanda Costa, a Morena de Avenida… da novela de Glória Perez que será uma avenida de sucesso.”

Assim, fica difícil.

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20/10/2012

às 11:46 \ Folhetinescas

Agora, prometa: “Nunca mais vou ver novela!”

Morena (Nanda Costa) e Théo (Rodrigo Lombardi): fãs de Carminha (Adriana Esteves) ameaçam boicotar a novela (Divulgação)

No começo da noite de ontem, em meio ao frisson que antecedeu o último capítulo de Avenida Brasil, a sucessora Salve Jorge apareceu na 10ª posição dos Trending Topics do Twitter. Um feito que chamou a atenção, mas cuja explicação não é das melhores notícias: a maioria dos posts era do tipo “não vou ver Salve Jorge de jeito nenhum!”, em algumas variações bem menos lisonjeiras.

É a concretização em massa de algo que eu costumava ouvir quando criança da minha tia Irene. Sempre decepcionada com os finais das tramas, lançava: “Nunca mais eu me prendo a novela nenhuma!”

Claro que ela acompanhou com grande fidelidade outras tantas novelas depois disso, como deve acontecer com a maioria dos tuiteiros que agora desdenham da obra de Glória Perez que estreia na segunda.

A autora sabe o que é isso. Em 2009, ela estreou Caminho das Índias depois de A Favorita, também de João Emanuel Carneiro e, como Avenida Brasil, uma novela cult desde o primeiro capítulo. Houve quem jurou que não se deixaria apanhar por mais uma “novela étnica” da Glória, porque “as dancinhas são ridículas” e tal. A estreia marcou tímidos 37 pontos, 11 a menos que o final de A Favorita – que, anote-se, foi menos retumbante que o de Avenida Brasil, com seus 52 pontos.

Para contar a história de amor de Maya (Juliana Paes) e Raj (Rodrigo Lombardi), Glória enfrentou a antipatia imediata do público a um dos protagonistas, Bahuan (Márcio Garcia) mas, habilidosa, conseguiu reverter a situação com sucesso surpreendente. E a novela ainda ganhou um Emmy Internacional. Touché.

Por isso, vá considerando usar uma fantasia de turco no carnaval.

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19/10/2012

às 23:54 \ Folhetinescas

‘Avenida Brasil’ é mais “durante” do que “finalmente”

E a "duquesa" voltou para o lixão: mudanças físicas de Carminha formam conjunto memorável (Divulgação)

Quem foi pego desprevenido pelo congelamento da bandeira do Divino no mais do que esperado final de Avenida Brasil e já proferiu “nunca mais me prendo a novela nenhuma nessa vida” deve dar um desconto ao nosso querido folhetim. É que quanto mais uma novela é incrível nos seus quase 200 capítulos, mais ela cria expectativa sobre o seu final e, portanto, mais ela pode frustrar os telespectadores mais exigentes.

Como mandar uma figura tão incrível quanto Carminha (Adriana Esteves) para a posteridade? João Emanuel Carneiro foi pelo caminho da redenção e, para chegar a ela, fez a vítima trocar de lugar com a vilã. “O único antídoto da vingança é o perdão”, filosofou o autor, ao Globo Repórter que falou da novela logo depois do final – toda a grade da Globo se voltou para trama.

Sem fórmulas mirabolantes para explicar seus mistérios, a trama terminou de maneira competente, mas não bombástica. A assassina de Max (Marcello Novaes) era mesmo Carminha. E a praga que o ex-amante dela lançou antes de morrer – “A gente começou no lixão e vai terminar no lixão” – concretizou-se. Arrependida e em dia com a sociedade, a megera terminou morena e catadora de lixo, sob a asa de Lucinda (Vera Holtz). As mudanças físicas da personagem durante a novela, aliás, formam um conjunto notável.

A novela que se destacou ao ser ancorada no ódio e não no amor, ainda terminou fazendo um baita elogio ao simplório, com os cafonas vestidos de estampas mais chamativas do que nunca e Adalto (Juliano Cazarré), sujeito simpático, mas que beira a deficiência mental, como herói do Divino Futebol Clube.

Mas para preceder o Globo Repórter que ensinou que a vingança na vida real não é bacana, só mesmo o final feliz das rivais Nina (Débora Falabella) e Carminha se abraçando na sala de Lucinda – uma matou o filho da outra; a outra causou a morte do pai da primeira; e a mais velha traiu a mãe da outra. Chega de vingança, que esse tempo acabou. Também descobrimos, coisa mesmo para embasbacar, que a vilã amou Tufão (Murilo Benício) de verdade, embora tenha repetido durante toda a novela que era casada com um paspalho, e, mais, que adorava morar com a família que sempre demonstrou desprezar.

Verdade, Carminha? Ou será que você disse isso porque era final de novela?

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09/10/2012

às 22:27 \ Folhetinescas

Na saída do Divino, Carminha cita Bia Falcão

Só mesmo Bia Falcão (Fernanda Montenegro) para socorrer Carminha (Adriana Esteves) na praça do Divino, exposta em praça pública pela sogra raivosa, Muricy (Eliane Giardini), mas sem perder a majestade. “Pobreza pega!”, disse ela no capítulo desta noite de Avenida Brasil, citando a vilã de Belíssima, novela de Silvio de Abreu de 2005.

Silvio foi supervisor de João Emanuel Carneiro na sua primeira novela como titular, Da Cor do Pecado (2004), em reprise no Vale a Pena Ver de Novo.

Na cena abaixo, Bia diz ainda que prende o ar involuntariamente quando visita algum bairro pobre – memorável.

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05/10/2012

às 9:25 \ Folhetinescas

Carminha vê Max afundar: “Deve ser bom morrer feliz”

Lucinda (Vera Holtz) tira Max (Marcello Novaes) do barco sabotado por Lúcio (Emiliano D'Avila): vaso ruim (Divulgação)

Depois de um tempo em marcha lenta, Avenida Brasil retomou o ritmo daqueles dias em torno do capítulo 100. Tufão (Murilo Benício) está prestes a pôr os olhos nas fotos de Carminha (Adriana Esteves) e Max (Marcello Novaes),  o que deve acontecer amanhã, depois do malandro sofrer um naufrágio. “Deve ser bom morrer feliz”, dirá ela para os seus botões, chorando a morte do amante.

A família Tufão também vai viver toda a emoção da morte do marido de Ivana (Letícia Isnard), mas não será desta vez. Max será salvo pela mãe Lucinda (Vera Holtz), como denunciaram as últimas cenas de ontem.

A poucos capítulos do fim, o autor João Emanuel Carneiro aproveita ao máximo os personagens principais e dá oportunidade de solo para cada um deles. Antes de sair de cena – a enxadadas, segundo corre a boca-miúda –, Max vai detonar a Carminha para família, como ele gosta de dizer.

Com Tufão acordando, Carminha de olhos vermelhos de ódio e Max tocando fogo no Divino, a novela fez as pazes com o público que, mesmo reclamando e fazendo piadas nas redes sociais, não deixou de acompanhar e repercutir a novela. E a trama voltou à lista dos assuntos mais comentados. Na quarta, no meio da indefinição sobre o amistoso entre Brasil e Argentina, não foram poucos os que sugeriram na tag que faz a contagem regressiva de Avenida Brasil  no Twitter: será que não dá pra antecipar o #oioioi166?

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23/07/2012

às 11:06 \ Folhetinescas

‘Avenida Brasil’ recorre a Eça de Queiroz

Marília Pêra foi a Juliana na adaptação para a TV de 'O Primo Basílio': Nina aprendeu com ela como domar uma patroa (Divulgação/Globo)

Se quando leu o livro presenteado por Nina (Débora Falabella), Tufão (Murilo Benício) não prestou muita atenção, ele terá nova oportunidade numa encenação particular de O Primo Basílio dentro de sua própria casa. Nos próximos capítulos de Avenida Brasil, a cozinheira vai repetir a personagem Juliana de Eça de Queiroz e fazer de Carminha (Adriana Esteves) sua Luísa.

Como visto na semana passada, Nina já estava pronta para dar fim à vingança contra a ex-madrasta. A intenção era entregar para o marido traído as fotos que fez da vilã em situação comprometedora em companhia do cunhado e capanga, Max (Marcello Novaes), mas Carminha estava um passo à frente e eis que Nina foi parar na cova de um cemitério. Diante dessa nova maldade, encerrar a vingança pra quê?

Nina (Débora Falabella): mocinha? (Reprodução)

No capítulo de hoje, Nina voltará à mansão e usará o trunfo das fotos para chantagear a madame, com requintes de crueldade – a ponto da família Tufão desconfiar de sua sanidade mental. Assim, num novo ponto alto do roteiro de João Emanuel Carneiro, estará mais próxima de uma vilã do que de uma mocinha. “Ela vai se arrepender de não ter me matado”, dirá Nina, com cara de quem não está para brincadeiras.

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Em O Primo Basílio, romance de 1878 que ajudou a fundar as bases dramáticas do que seria a telenovela, a empregada é a vilã e a senhora da casa, uma mocinha iludida e adúltera. Juliana, ressentida e invejosa, consegue interceptar cartas de amor da patroa e seu primo. Com chantagem, ameaçando contar tudo ao marido traído, consegue dinheiro e vantagens mil, como deixar de fazer o serviço da casa. A situação, entretanto, não acaba bem para nenhuma das duas, que morrem no final.

O livro, vale lembrar, foi adaptado por Gilberto Braga e Leonor Básseres, em 1988, em minissérie da Globo dirigida por Daniel Filho. Juliana foi interpretada por Marília Pêra, no que talvez seja o seu papel mais marcante na TV, e Luísa, por Giulia Gam. Em 2007, o mesmo Daniel Filho dirigiu uma adaptação do romance para o cinema – Juliana foi interpretada por Glória Pires e Luísa, coincidentemente, por Débora Falabella.

Na cena abaixo, da minissérie, veja como Luísa é a própria Carminha e Juliana tem um tudo de Nina. É o momento em que a empregada se recusa a trabalhar porque está com as tais cartas que comprometem a patroa e tem tudo a ver com o que vai ao ar hoje em Avenida Brasil:


20/07/2012

às 0:30 \ Folhetinescas

Carminha salva ‘Avenida Brasil’ de anticlímax

Carminha (Adriana Esteves) vasculha apartamento de Nina (Débora Falabella): tudo dentro do previsto (Reprodução/Globo)

A diferença crucial entre o fã de seriado americano e o noveleiro tem a ver com a maneira com que cada tipo lida com a surpresa. O primeiro foge dos spoilers, enquanto que o segundo adora uma fofoca sobre o que vai acontecer nos próximos capítulos.

O disse-me-disse sobre as tramas acompanha a novela nos seus 60 anos e, apesar de desagradar os autores, é institucionalizada, já que as próprias emissoras divulgam o conteúdo dos capítulos. Estava, portanto, mais do que alardeado tudo o que aconteceria no capítulo 100 de Avenida Brasil, que foi ao ar na noite de quinta anunciado como especial e precursor de novos rumos na novela das 9.

As fofocas, entretanto, não afastam o telespectador, pelo contrário – em novela, a graça é ver com os próprios olhos, ainda mais quando o pacote vem acompanhado de marketing e burburinho na imprensa. No tal capítulo 100, Roni (Daniel Rocha) chorou – ainda na ladainha da descoberta de a mãe é “ex-atriz de cinema nacional” –, Cadinho (Alexandre Borges) brochou, e Nina (Débora Falabella) passou por uma verdadeira maratona – fotografou Carminha (Adriana Esteves) na cama com Max (Marcello Novaes), visitou Jorginho (Cauã Reymond) no hospital e deu um pulo na casa da Mãe Lucinda (Vera Holtz) no lixão.

Mas nada era mais aguardado do que a cena em que Carminha descobriria que Nina é Rita, sua ex-enteada, e que vinha sendo feita de palhaça por ela para todo o Brasil ver. Todo mundo sabia que ia acontecer e foi exatamente o que aconteceu. De repente, e ninguém contou. A ficha caiu e só.

A expectativa em torno do capítulo, muito por causa da boa fama que o autor João Emanuel Carneiro adquiriu com A Favorita (2008), poderia criar um anticlímax com a confirmação das teorias que circulavam na internet antecipando os eventos da última noite. Se isso não aconteceu é porque não há como deixar de ver Adriana Esteves espumando de ódio, dirigindo tresloucada enquanto repassa a contratação de Nina como cozinheira da mansão, a amizade, as confidências, a bajulação. “Como eu pude ser tão idiota?”, resumiu a vilã. Bem feito, Carminha!

A perspicácia tardia não trará dias melhores. Na nova fase de Avenida Brasil que começa agora, ela será chantageada e espezinhada por uma sádica Nina, a gente já sabe. Mas mesmo não vai querer perder.

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13/07/2012

às 17:44 \ Folhetinescas

Sexta-feira macabra em ‘Avenida Brasil’

Lucinda (Vera Holtz) e Santiago (Juca de Oliveira): 'Avenida Brasil' ganha contornos de thriller (Divulgação/Globo)

Não pode ser mera coincidência que justamente numa sexta-feira 13 como esta a mãe Lucinda (Vera Holtz) abra o capítulo de Avenida Brasil num cenário macabro, o hospital de bonecas do misterioso Santiago (Juca de Oliveira).

Closes em bonecas velhas e estropiadas são um clássico dos filmes de terror, perfeitos para dar o clima carregado de suspense que a trama assume daqui para a semana que vem, quando vários segredos serão revelados e a novela toma novos rumos.

A sexta-feira 13 será especialmente desastrosa para Jorginho (Cauã Reymond) que, desiludido depois de flagrar Nina (Débora Falabella) com Max (Marcello Novaes), vai acampar no meio do mato, sai andando sonâmbulo e acaba caindo num precipício. No lixão, é Nilo (José de Abreu) que parece estar com o diabo no corpo, e põe fogo na casa de Lucinda. Na mansão do Divino, Nina é pressionada por Max quando os dois são flagrados por Tufão (Murilo Benício), o que deve aumentar a desconfiança da família sobre a vida dupla da cozinheira.

Autor do triller A Cura, que a Globo exibiu em 2010 e transformava a histórica Diamantina (MG) em uma cidade sombria, João Emanuel Carneiro é bom em criar cenários macabros. Pois foi não numa sexta-feira 13, mas quase – numa sexa-feira 12 – que o autor promoveu um banho de sangue cinematográfico em A Favorita (2008), que você revê abaixo.

Quando Gonçalo (Mauro Mendonça) descobre que ela não é flor que se cheire, a vilã Flora (Patrícia Pillar) o recebe toda ensanguentada na mansão dos Fontines, fazendo parecer que acabara de trucidar Irene (Glória Menezes) e Lara (Mariana Ximenes). Era para fazê-lo enfartar, já que ela vinha há tempos trocando seus remédios por “balinhas”. “É, gente velha é um perigo – morre por qualquer coisinha”, diz a psicopata, triunfante.

10/07/2012

às 11:10 \ Folhetinescas

Falta de homem (rico) explica fenômeno Cadinho

Cadinho: poder do Don Juan, apesar da estampa de Alexandre Borges, está no bolso (Divulgação/Globo)

Batalhadora, empresária de sucesso e uma das poucas mulheres exemplares do horário nobre da Globo, Monalisa (Heloísa Périssé) já disse mais de uma vez em Avenida Brasil que depois da internet e da TV a cabo ninguém precisa mais de homem. Exageros e humor à parte, a frase faz a personagem parecer viver num futuro distante do presente em que Verônica (Débora Bloch), Noêmia (Camila Morgado) e Alexia (Carolina Ferraz) orbitam em volta de Cadinho (Alexandre Borges), a última bolacha do pacote na novela de João Emanuel Carneiro.

O núcleo  do empresário “trígamo” é o alívio cômico da trama, um contraponto à densidade da história soturna de Nina (Débora Falabella) e Carminha (Adriana Esteves). Por isso, é assumidamente fantasioso a maior parte do tempo. Mas, ainda assim, seu maior trunfo vem de uma observação atenta do autor à mecânica dos relacionamentos modernos, terreno no qual o homem heterossexual é visto como artigo de luxo.

Cadinho é uma hipérbole do homem que seria ideal – amoroso,  bonito, bom pai e, sobretudo, rico. Se falta homem no mercado como reclama Verônica – repetindo o que as moças dizem por aí – o personagem está disposto a fazer a sua parte, dividindo-se em três.

João Emanuel faz graça com o cinismo daquelas que, contrariando as Monalisas que levantam a bandeira da autossuficiência, fazem do casamento um meio de vida. Num primeiro momento magoadas, quando descobriram que compartilhavam o marido, Noêmia e Verônica chegaram rapidamente ao lugar-comum da ex-mulher que se vinga atacando o bolso do ex. “Ele economiza aqui para gastar lá”, disse Verônica no capítulo de ontem, inconformada porque Cadinho não quis pagar um helicóptero para levá-la a São Paulo.

Na crônica divertida e bem arranjada da novela, não é o amor que faz de Cadinho um artigo raro no mercado dos relacionamentos, mas sua disponibilidade em prover. E haja disposição para bancar esse harém.

Até agora mantendo a pose de independente, Alexia descobriu no capítulo de ontem que a fortuna de sua família virou pó. Ou seja, será mais uma a depender do marido, com a mãe a reboque. Com tantas bocas para sustentar – com seus cremes, viagens e deslocamentos de helicóptero para bancar – não seria surpreendente se Cadinho – que raramente aparece pegando no batente, note-se – terminasse a novela falido, quem sabe até fazendo bico no salão de Monalisa no Divino.

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