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Humberto Carrão

15/05/2013

às 12:05 \ Folhetinescas

‘Sangue Bom’, uma novela cheia de charme

A diva louca Bárbara Ellen (Giulia Gam): frasista de mão cheia e vaidosa sem-noção, ela lembra a Chayenne (Claudia Abreu) de 'Cheias de Charme' (Divulgação)

Embora com um enredos completamente diferentes, Sangue Bom, a nova novela das 7 da Globo, tem notáveis semelhanças com Cheias de Charme, arrasa-quarteirão que ocupou o horário no ano passado. Não chega a ser um pecado, já que a teledramaturgia vive da repetição de ícones e, no caso da simpática trama de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari, uso é feito com inventividade  – e deliciosa acidez.

Brunette (Ellen Roche), a Mulher Mangaba: clipe lançado na internet, como As Empreguetes (Divulgacão)

Como Cheias de Charme, Sangue Bom é bem ancorada na música. Na primeira, havia o trio formado por Penha (Taís Araújo), Cida (Isabelle Drummond) e Rosário (Leanda Leal); na segunda, há a funkeira Mulher Mangaba (Ellen Roche), que lança o clipe Solteirinha da Pompéia no capítulo desta quarta (15), numa ação semelhante à das Empreguetes, e ainda um karaokê, onde personagens como Malu (Fernanda Vasconcellos) e Bento (Marco Pigossi) aparecem cantando.

Veja o teaser do clipe Solteirinha da Pompeia, da Mulher Mangaba

Ainda no terreno musical, a trilha sonora da novela atual tem bom equilíbrio entre hits populares, como Camaro Amarelo (Munhoz e Mariano), e canções de qualidade, como Poema (Ney Matogrosso). Não por acaso, a consultoria é do antropólogo Hermano Vianna, que também atuou em Cheias de Charme.

No horário das 7, crianças e jovens são fundamentais na audiência. Essa influência começa na abertura de Sangue Bom, uma vinheta de estética juvenil à moda das fofíssimas bonecas de pano que dançavam ao som de Ex Mai Love em Cheias de Charme.

Mais chique, porém igualmente destrambelhada, Bárbara Ellen (Giulia Gam) é uma diva vaidosa e sem limites como foi a Chayenne (Cláudia Abreu) – cobertas de referências ao meio artístico, as duas personagens se sentem no centro do universo e dão margem a boas piadas que envolvem figuras do show business real.

Humberto Carrão, o Fabinho: antes de terno e agora de jaqueta de couro, com o mesmo charme (Divulgação)

Alguns nomes dos elencos das duas novelas se repetem. Isabelle Drummond, até outro dia a Cida, aparece menos delicada, mas com o mesmo bom caráter, desta vez como a corintiana Giane. Daniel Dantas, o pai amoroso de Rosário em Cheias de Charme, agora é o bondoso Gilson, dono do lar de adoção que recebeu os protagonistas de Sangue Bom quando crianças. Sucesso com as moças como o batalhador Elano no ano passado, Humberto volta igualmente charmoso, mas “do outro lado da Força”, como o bad boy Fabinho.

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09/07/2012

às 13:42 \ Folhetinescas

Cida mostra as garras em ‘Cheias de Charme’

Cida (Isabelle Drummond) e Sônia (Alexandra Richter): agora, quem vai servir é a perua (Divulgacão/Globo)

Não serão necessários nem cem capítulos para que os “dias de empreguete” fiquem para trás e que o trio Rosário (Leandra Leal), Penha (Taís Araújo) e Cida (Isabelle Drummond) passe de uma vez por todas para o time das patroas em Cheias de Charme (Globo, 19h30). Até agora um fenômeno restrito à internet e alguns shows, As Empreguetes vão enfim alcançar o sucesso nacional em sequência que começa a ir ao ar na semana que vem – o desafio, então, será manter o trio unido e não ceder à empáfia que costuma acompanhar o sucesso.

Para completar o pacote e como numa espécie de gangorra social, ao mesmo tempo em que as domésticas sobem na vida, as patroas descem a miséria. Os mais atingidos pela maré de má-sorte serão os Sarmentos, que perderão quase tudo quando as falcatruas do escritório de advocacia forem denunciadas por Elano (Humberto Carrão).

Humilhada anos a fio, Cida vai aproveitar que está por cima para dar o troco. Vai comprar um apartamento no mesmo condomínio dos patrões – como fez a Griselda (Lilia Cabral) em Fina Estampa, que ganhou na loteria e foi morar bem ao lado da inimiga, Tereza Cristina (Christiane Torloni). E mais: numa visita à afrescalhada Galerie, disposta a gastar e mostrar que está podendo, a popstar vai exigir ser atendida por Sônia (Alexandra Richter), numa vingança pelo que sofreu quando foi obrigada pela ex-patroa a servir no casamento de Conrado (Jonatas Faro) e Isadora (Giselle Batista).

Mas antes que se diga que “nunca antes na história da TV” as empregadas domésticas tiveram tal chance de brilhar acima das patroas como protagonistas, o blog aproveita a virada das Empreguetes para lembrar de Sem Lenço, Sem Documento, novela de 1977 escrita por Mário Prata e que se apoiava na história de quatro irmãs – Rosário (Ana Maria Braga, a atriz, não a apresentadora), Cotinha (Ilva Niño), Das Graças (Isabel Ribeiro) e Dorzinha (Arlete Salles) – que deixam Pernambuco para tentar a vida como empregadas domésticas no Rio. Abaixo, cenas do último capítulo da trama:

 

 

 

 

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