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Grazi Massafera

11/04/2014

às 11:35 \ Fotonovela

Grazi aparece sensual em ‘A Grande Família’

Chegada de Rose (Grazi Massafera) vai preocupar Dona Nenê (Marieta Severo) (Divulgação)

Chegada de Rose (Grazi Massafera) vai preocupar Dona Nenê (Marieta Severo) (Divulgação)

Acostumada a viver mulheres doces e heroínas românticas, Grazi Massafera aparecerá quase irreconhecível no terceiro episódio da nova temporada de A Grande Família (Globo, quintas, 22h30). De peruca preta e figurino-escândalo, ela será Rose, a mãe biológica do bebê adotado por Nenê (Marieta Severo) e Lineu (Marco Nanini).

Dançarina leva vida sofrida no palco da Boate Perdição (Divulgação)

Dançarina leva vida sofrida no palco da Boate Perdição (Divulgação)

Rose trabalha como dançarina na boate Perdição e leva uma vida sofrida. Sua aparição vai preocupar Nenê, que teme perder a guarda de Lineuzinho. Vai ao ar no dia 24.

Afastada das novelas desde Flor do Caribe, que foi ao ar no passado, Grazi atualmente apresenta o Super Bonita no GNT.

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29/11/2013

às 11:49 \ Bastidores

Globo tenta, mas não consegue blindar Cauã e Ísis em coletiva de ‘Amores Roubados’

Ísis Valverde e Cauã Reymond posam, enfim, para fotógrafos durante apresentação de 'Amores Roubados': emissora tenta evitar que fofocas envolvendo os protagonistas ofusquem a bela minissérie de George Moura (Divulgação)

Ísis Valverde e Cauã Reymond posam, enfim, para fotógrafos durante apresentação de ‘Amores Roubados’: emissora tenta evitar que fofocas envolvendo os protagonistas ofusquem a bela minissérie de George Moura (Divulgação)

Já é uma tradição nas entrevistas coletivas que apresentam as produções da Globo: quando aparece um beijo entre os mocinhos, os mais animados na plateia armam chacrinha soltando assobios e gritinhos de “u-hu”. Mas no encontro entre imprensa e elenco de Amores Roubados, realizado na noite de ontem (28) num casarão histórico do bairro do Catete, no Rio, apenas um tímido, curto e incômodo “u-hu” foi ouvido. Aconteceu quando, logo na primeira cena, os personagens Leandro Dantas e Antônia surgiram num delicado beijo de namorados, ofuscado pelo sol a pino do sertão pernambucano. Em dez capítulos diários, a minissérie estreia em 6 de janeiro.

A noite era aguardada com ansiedade por parte da imprensa por se tratar da primeira aparição de Cauã Reymond e Ísis Valverde, depois dos boatos de que houve um affaire nos bastidores, o que teria causado a separação dele de Grazi Massafera. Era um “prato cheio”, como se costuma dizer das grandes pautas – não que, claro, esta tenha sido melhor que a do próprio lançamento da obra, uma adaptação moderna e vigorosa do romance A Emparedada da Rua Nova, do pernambucano Carneiro Vilela, publicado como folhetim no Jornal Pequeno de Recife, entre 1909 e 1912. Pelo que se viu no clipe e pelo o que se conversou com a equipe, a minissérie promete ser tão ou mais impactante que O Canto da Sereia, também dirigida por José Luiz Villamarim e escrita por George Moura, e levada ao ar em janeiro deste ano.

Patrícia Pillar (Isabel), Ísis Valverde (Antônia) e Dira Paes (Celeste) vivem as três conquistas de Leandro Dantas: "Ele é um don juan um pouco maldito", define Cauã Reymond (Divulgação)

Patrícia Pillar (Isabel), Ísis Valverde (Antônia) e Dira Paes (Celeste) vivem as três conquistas de Leandro Dantas: “Ele é um don juan um pouco maldito”, define Cauã Reymond (Divulgação)

Ciente do interesse da imprensa e temendo todo tipo de constrangimento, a Globo pôs em cena um time numeroso e atento de assessoras de imprensa. É claro que ninguém estava feliz com o escândalo, que rouba as atenções da minissérie, biscoito fino a inaugurar a programação de 2014. Por isso, na tentativa de blindar os atores e  manter a conversa no campo profissional pelo máximo possível de tempo, o evento seguiu uma dinâmica diferente da maioria dos lançamentos. Em vez de ficar “solto pelo salão”, o elenco foi  posicionado no palco a uma distância, digamos, saudável da imprensa. O burburinho foi geral. “E agora?”, perguntavam-se os repórteres.

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A partir dali, era questão de tempo até que alguém impetuoso fizesse a pergunta mais incômoda da noite – e não demorou. As pálpebras de Cauã deram uma piscada comprida quando se ouviu o fatídico “pergunta para Cauã e Ísis”. Tentando escolher as palavras menos indiscretas para cometer a maior das indiscrições, uma colega questionou, se os atores não temem que o público confunda a vida real com a ficção, já que eles são “um casal na tela e né?….”. Não houve quem não engoliu seco no palco.

Sempre simpática, Ísis manteve o sorriso e, não soubesse da novela que se desenvolve à boca-miúda, o interlocutor nem sequer perceberia que ela, uma das atrizes mais talentosas e valorizadas da TV atual, estava em tremenda saia-justa. “Tomara que tudo isso traga mais Ibope”, arriscou Cauã em tom de piada, dando nó em pingo d’água. Patrícia Pillar, que interpreta Isabel, amante do personagem de Cauã e mãe da jovem vivida por Ísis, chegou a corar e não se conteve: “O que é isso? Não entendi”, disse, indignada.

Sem mais sobressaltos, a coletiva foi seguida de uma sessão de fotos, num espaço cercado. Foi quando tirou-se, enfim, o retrato de Cauã e Ísis juntos, imagem rara nos últimos tempos – a Globo evitou quanto pôde divulgar cenas dos dois. “Tudo bem com você?”, disse ele para ela, tentando mostrar bom humor.

Murilo Benício é o produtor de vinhos Jaime, marido traído de Isabel (Patrícia Pillar): "É mais um Tufão", brincou o ator, em referência ao personagem de 'Avenida Brasil' (Divulgação)

Murilo Benício é o produtor de vinhos Jaime, marido traído de Isabel (Patrícia Pillar): “É mais um Tufão”, brincou o ator, em referência ao personagem de ‘Avenida Brasil’ (Divulgação)

Pego num canto pelos repórteres, mulheres em grande maioria, Cauã ouviu logo de cara: “O povo quer saber e a gente tem de perguntar: você está mesmo separado da Grazi?” O ator riu e chegou a dar um passo para trás. “De novo você me pergunta isso? Chega, gente…”, desconversou. “Mas o povo quer saber”, sublinhou a colega.

A ideia de que o que se fazia ali era, portanto, um “serviço de interesse público” me fez pensar em como é cada vez mais complicada e esgarçada a relação entre o que se quer saber – e, a julgar pelos números de audiência das notícias como as que envolvem os três atores, esse interesse é enorme – e o que nós, da imprensa, queremos ou devemos perguntar. Entre um lado e outro há os chamados “famosos” que, ao que parece, têm de pagar o preço pelo sucesso e realização profissional. Esse ônus é o julgamento moral a que o interesse na vida alheia acaba levando – a sempre gentil Ísis vem sendo vítima de comentários mais do que maldosos nas redes sociais. É algo implacável e raramente aplicado na mesma proporção a quem, de fato, nos deve explicações, como os mandatários corruptos. E acho que só mesmo Brad Pitt, Angelina Jolie e Jennifer Aniston sabem o que Cauã, Grazi e Ísis estão passando no momento, o que deve se estender, no mínimo, até o fim da minissérie.No caso dos atores americanos, há fofocas a respeito do ocorrido em 2005 até hoje.

Com destreza impressionante, Cauã teve ainda de se esquivar de um punhado de perguntas surreais – “O que uma mulher tem de fazer na cama para te conquistar?”; “Já foi traído?”; “Já traiu?”; “Perdoaria uma traição?”; “Já roubou o amor de alguém?”; “Teve algum amor roubado?”; “A gravação da minissérie e o isolamento no sertão trouxeram algum prejuízo para sua vida pessoal?”; “Cadê a aliança?”.

Depois de falar sobre corpo, sotaque, cabelo, esmalte e, ufa, a personagem, Ísis, ainda no cercadinho das fotos, foi questionada sobre o clima nos bastidores e algo que tenha saído fora dos planos. “Somos uma família”, disse, mandando um beijo num sopro, antes de ser estrategicamente requisitada por uma fiel assessora e sair à francesa. O ponto de interrogação sobre a cabeça de cada um dava a dica: essa novela, paralela e bizarra, está longe de acabar.

Saiba mais sobre Amores Roubados neste post.

14/09/2013

às 12:51 \ Folhetinescas

Melhor na estética que no enredo, Flor do Caribe’ tem desfecho sem sal

Ester (Grazi Massafera) e seus dois maridos, Alberto (Igor Rickli) e Cassiano (Henri Castelli): triângulo amoroso dos amigos de infância tinha tudo para ir bem, mas ficou diluído no meio de tramas paralelas pouco consistentes (Divulgação)

Como o andar da trama nos últimos dias já denunciava, o desfecho de Flor do Caribe (Globo, 18h20), apresentado na noite de ontem (13) e com reapresentação neste sábado, foi morno e carente de emoção. Com todas as tramas resolvidas, restaram poucas cartas na manga do autor Walther Negrão, que pôs seus personagens numa sucessão de cenas do tipo “então é isso, pessoal”, que deram a ideia de que a paz voltou ao povoado fictício que abrigou a história.

O delírio visual, marca do diretor Jayme Monjardim, foi sem dúvida o melhor da novela. Perfeita do ponto de vista estético, a obra pecou, entretanto, na construção da maioria dos personagens que, nos últimos dias, expuseram sua fragilidade dramática ao mudar da água para o vinho, resolvendo conflitos num passe de mágica. Daí, os intransigentes viraram compreensivos; os briguentos, pacifistas; os solteiros convictos, casadoiros; e os arrogantes, humildes.

Dionísio (Sérgio Mamberti) foi condenado a prisão perpétua: não vale grande coisa, uma vez que ele deve uns 110 anos (Divulgação)

Visto pela TV numa notícia de “repercussão mundial”, o vilão Dionísio Albuquerque (Sérgio Mamberti) foi condenado a prisão perpétua na Alemanha pelo extermínio de “judeus, ciganos e homossexuais” durante a Segunda Guerra. Num momento de graça involuntária, Alberto (Igor Rickli) comentou que a sentença não valia grande coisa porque “com a idade que ele está, não vai durar mais dois anos”. A idade do velho antissemita foi um dos pontos obscuros do roteiro, uma vez que, para a história fazer sentido, ele deveria ter algo como 110 anos – que, definitivamente, não é uma idade que cabe a Mamberti.

Mesmo assim, o ator veterano segurou bons momentos durante toda a trama. Fez boa parceria com o novato Igor Rickli que, vale observar, evoluiu no ofício neste período. Mas, no grand finale, apesar do notável esforço, não foi capaz de salvar seu vilão transtornado do constrangimento – poucas vezes se viu uma tentativa de suicídio tão pateta quanto a que o personagem tentou cometer. Só perdeu no quesito constrangimento para o momento em que os mocinhos Ester (Grazi Massafera) e Cassiano (Henri Castelli) resgataram o amigo do mar. “Obrigado”, disse ele após uma massagem cardíaca sem um pingo de emoção – e olhe que foi a última cena da novela.

Todo de renda foi feita à mão com fitilhos, vestido de noiva de Ester (Grazi Massafera) foi um dos pontos altos do último capítulo da novela, que se destacou pelo apuro estético (Divulgação)

De qualquer forma, teve um simbolismo bonito a ideia dos três amigos de mãos dadas na praia, juntos como na infância. Entre a cabrocha que se tornou modelo internacional, o mafioso caribenho que se regenerou, o administrador de empresas que virou pescador e o nazista sanguinário que foi manchete internacional, a história do trio protagonista era, enfim, o melhor da novela. Pena que não tenha se devolvido como prometeu a estreia.

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12/09/2013

às 12:37 \ Folhetinescas

‘Fermento’ desanda reta final de ‘Flor do Caribe’

Matusquela durante toda a novela, Candinho (José Loretto) anda tendo momentos de sabedoria: alguns personagens, de repente, mudaram de personalidade (Divulgação)

Flor do Caribe (Globo, 18h20) chegou à última semana com menos fôlego do que se costuma esperar de uma trama em seus “momentos finais”. Novela praiana, ela manteve durante os seis meses no ar um ritmo mais tranquilo que combinou bem com o cenário paradisíaco do Rio Grande do Norte. Mas, obrigada a ficar no ar uma semana além do previsto, para dar mais tempo à produção da sucessora Joia Rara,que estreia nesta segunda (16),  a trama de Walther Negrão perdeu a oportunidade de surpreender os telespectadores que a prestigiaram – e não foram poucos, uma vez que é sucesso no Ibope, com média de 30 pontos.

O fermento saiu caro: da semana passada até agora, o que mais se viu foram sequências longas, com conversas que pareciam intermináveis, e um punhado de acontecimentos que soaram desnecessários. Nessa toada, até mesmo as ações de merchandising ajudaram a preencher os capítulos e alguns personagens dão a impressão de que mudaram de personalidade de uma hora para outra.

Dionísio (Sergio Mamberti): vilão centenário (Divulgação)

Uma das figuras femininas mais simpáticas da novela, a bióloga Nathália (Daniela Escobar) ficou um pouco boba depois que se casou com o pescador Juliano (Bruno Gissoni). Com a trama dela resolvida na semana passada, a solução foi criar novos conflitos. Por isso, o fato de as filhas dela andaram seminuas pela casa passou a ser um grande problema – e o bonitão Juliano, de repente, virou um tremendo careta. No capítulo de terça (10), ela se lembrou de que não escreveu uma linha sequer da pesquisa que a levou à Vila dos Ventos. Veio bem a calhar, já que agora ela terá com que se ocupar nestes capítulos finais. Mas não é estranho que a personagem tenha simplesmente esquecido de trabalhar?

Em novela, uma semana pode ser uma eternidade. Em geral, quando consultados sobre ficar um tempo a mais no ar, os autores costumam recusar – acabou de acontecer com Glória Perez, que quase teve de esticar sua Salve Jorge para favorecer a produção dos primeiros capítulos de Amor à Vida.

Por isso, em Flor do Caribe, houve tempo de sobra para que Cassiano (Henri Castelli) criasse um suspense vazio, ao desconfiar de que a amada Ester (Grazi Massafera) pudesse estar muito doente – quem sabe um tumor? – após ela uma vertigem. Mas que nada, era gravidez. E que tipo de gente cogita logo um tumor diante de um sintoma de típico de gestante? Só mesmo um mocinho que esteja precisando ficar mais tempo no ar.

Todo tempo sobrando, entretanto, não conseguirá solucionar o maior mistério da novela: quantos anos, afinal, tem o “velho” Dionísio (Sérgio Mamberti)? Quanto mais do passado do “simpatizante do nazismo que teve importante papel durante a Segunda Guerra Mundial” vem à tona, mais se chega à conclusão de que o vilão só pode ser centenário. Mas se é assim, como ele pode parecer mais jovem e faceiro do que seu inimigo, Samuel (Juca de Oliveira), segundo consta, perseguido por ele quando criança? Definitivamente não é o pior da novela, mas é um tipo de licença poética que não fica bem numa obra tão amparada em fatos reais. Rocambolesca na tentativa de misturar história mundial e folhetim, a trama acabou se mostrando frágil e, mesmo favorecida pela bela embalagem e competente na busca pela audiência, não contou muita coisa.

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11/06/2013

às 16:21 \ Fotonovela

Ester é expulsa de casa em ‘Flor do Caribe’

Na rua da amargura: Ester (Grazi Massafera) é expulsa da mansão de Alberto (Igor Rickli) em 'Flor do Caribe' (Divulgação)

Depois de fazer de tudo para ter Ester (Grazi Massafera) de volta, o vilão Alberto (Igor Rickli) terá um rompante de revirar as dunas locais no capítulo desta terça (11) de Flor do Caribe (Globo, 18h30). Ao descobrir que a mulher deu continuidade ao processo de divórcio, contrariando um acordo entre os dois, ele a expulsa de casa, com todo o drama que lhe é peculiar. “Pode retirar os seus lixos da minha casa e sair daqui: você e o seu filho Samuca, agora!”, dirá, referindo-se ao filho que ela tem com Cassiano (Henri Castelli).

Amparado por uma manobra judicial digna de novela – já que a guarda da filha do casal foi concedida ao pai em tempo recorde –, Alberto faz chantagem com a amada, para mantê-la afastada de Cassiano. “Achou que ia me passar pra trás e ficar com a Laurinha? Não vai ficar com a sua filha, não!”, dirá, para toda a Vila dos Ventos ouvir.

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03/05/2013

às 14:14 \ Folhetinescas

No folhetim, não há limites para a tecnologia

Ester (Grazi Massafera) tenta não ser reconhecida usando óculos escuros – à noite – em 'Flor do Caribe': marido instalou câmeras no acessório, mas ela nem percebeu. Acorda, menina! (Reprodução)

Desde os tempos mais remotos da ficção que heróis e bandidos lançam mão de engenhosos apetrechos para chegar a um objetivo, mas nem sempre com compromisso com a verdade – lembremos de James Bond ou de As Panteras, cujos arsenais de espionagem desafiavam o bom senso. Nas novelas, a tecnologia ajuda, atrapalha e, não raro, é motivo de piada porque, num registro realista, certas invenções parecem boas demais para ser verdade.

Russo (Adriano Garib): surpresa, você estava sendo filmado (Divulgação)

Ou, melhor dizendo, tem coisa que pode até estar na maleta de um agente da CIA, mas não, por exemplo, nas mãos da dondoca praiana Ester (Grazi) de Flor do Caribe (Globo, 18h). Já deve constar na lista dos desejos das bisbilhoteiras noveleiras os incríveis óculos com microcâmeras que a bela usou no capítulo da última terça. Foi um ato involuntário, já que o mecanismo foi acoplado, pelo marido e vilão Alberto (Igor Rickly), num par de óculos comum, pego no closet da heroína. “Ela nem vai perceber”, anotou a secretária Ivete (Patricia Naves), ao apresentadar a novidade do patrão.

Não vai notar? Quem sairia com óculos presos ao nariz sem ao menos notar que há três câmeras instaladas nele? Alguém que, estranhamente, sai de óculos de sol a noite – só pode ser. Foi assim que Ester saiu, talvez tentando não chamar a atenção, para um encontro com o amado Cassiano (Henri Castelli). Alberto viu tudo depois, o que complica a situação do mocinho foragido. E, no fim das contas, é para isso que a tecnologia ficcional serve: para fazer a trama andar, atrapalhando ou ajudando os personagens.

Por coincidência, é a tecnologia que também vem agitando Salve Jorge nos últimos dias. No capítulo desta quinta, Russo (Adriano Garib) encontrou na “boate das traficadas” a caneta espiã da policial infiltrada Jô/Lohana (Thammy Miranda). Diferentemente os óculos de Grazi, o apetrecho usado por Thammy é fácil de encontrar e, por isso, vetor de muita confusão e algumas histórias que até parecem coisa de novela. Será assim também na trama de Glória Perez. Agora, para se livrar da suspeita que paira sobre todos no estabelecimento, ela terá de intensificar a paquera sobre o brutamontes – e vai rolar beijo.

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22/04/2013

às 12:21 \ Folhetinescas

Só pobres têm sotaque em ‘Flor do Caribe’

Candinho (José Loreto): abilolado, o divertido personagem tem sotaque tão carregado, que compensa a falta do acento potiguar na Vila dos Ventos (Divulgação)

Pouco antes de Flor do Caribe estrear, no mês passado, Grazi Massafera confessou ao blog que se sentiu aliviada quando soube que sua Ester, embora natural do Rio do Grande do Norte, não teria sotaque. A preocupação da atriz era justificável. Afinal, o jeito de falar nordestino de alguns personagens de novela, quando não bem-construído, é coisa para comprometer a atuação, por isso deve ser usado com prudência. Mesmo assim, a prosódia da novela das 6 parece um tanto confusa.

Como um lugar tipicamente turístico, a fictícia Vila dos Ventos tem vários sotaques, até mesmo de hermanos como Duque (Jean Pierre Noher). Dito isso,  é compreensível que mal se ouça um “mainha” ou um “apombalhado” no acento potiguar. Mas o fato é que na divisão entre os que falam com sotaque e os que têm  um vocabulário “mais limpo”, como disse Grazi, só os pobres locais tentam parecer nordestinos – e como.

O abilolado Candinho (José Loreto) parece ter pego o potiguês só para si. Sua pequena família, humilde de tudo e comandada por uma Laura Cardoso que até outro dia era baiana de Ilhéus em Gabriela, também é de gente “cabra da peste”. Entre os pescadores da vila há, por exemplo, Donato, mais uma boa interpretação de Luiz Carlos Vasconcelos, e a mulher dele, Bibiana, vivida pela baiana Cyria Coentro – ele, paraibano, e ela, baiana, usam acento sutil que, na comparação, faz Loreto soar ainda mais exagerado.

Os ricos,  os instruídos e os cosmopolitas da novela, entretanto, passam longe do potiguês. Mesmo filha de uma “cabocla legítima”, Lindaura (Angela Vieira), Ester não tem sotaque. O mesmo acontece com os homens que disputam a protagonista – Cassiano (Henri Castelli), filho de pescador e com um jeito de falar mais adequado ao Posto 9 de Ipanema, e Alberto (Igor Rickli). Os dois personagens, vá lá, moraram longe da vila por bastante tempo – quem sabe foi isso que lhes tirou o jeitinho especial de falar?

Sotaques são sempre ponto de discussão entre os telespectadores de novela, especialmente nas regiões onde se passam as tramas. Vale lembrar que em A Vida da Gente (2010), de Lícia Manzo e dirigida pelo mesmo Jayme Monjardim de Flor do Caribe, os personagens não tinham um pingo sequer do gauchês, embora se dividissem entre Porto Alegre e Gramado, no Rio Grande do Sul. Polêmicas à parte e justiça seja feita, não se pode dizer que a novela, um sucesso como a trama de Walther Negrão deverá ser, tenha sido comprometida pelo jeito de falar em cena.

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25/03/2013

às 13:02 \ Fotonovela

Veja o vestido de noiva de Grazi em ‘Flor do Caribe’

Ester (Grazi Massafera) pensa que Cassiano (Henri Castelli) morreu e se casa com Alberto (Igor Rickli) em 'Flor do Caribe' (TV Globo/Alex Carvalho))

Ester, a personagem de Grazi Massafera em Flor do Caribe (Globo, 18h), entrou em cena disposta a arrasar nos modelos feitos em renda nordestina. Mais precisamente, os vestidos que a guia turística desfila nas dunas da fictícia Vila dos Ventos, localizada no Rio Grande do Norte, são da cidade de Caicó, distante quase 300 quilômetros dali, no semiárido.

Vestido de noiva da personagem, em renda Renascença, foi trazido da cidade de Caicó (RN) (TV Globo/Alex Carvalho)

Espere para ver o vestido de casamento da moça, em cena que vai ao ar no próximo sábado,  dia 30. A exuberância da Renascença, técnica italiana renascentista de bordado que é passada entre gerações no Nordeste, compensa a simplicidade do modelo, feito por rendeiras locais a pedido do figurinista Severo Luzardo. “Ela usa peças valiosas de renda e também outras produzidas especialmente para a novela por rendeiras locais”, explica ele, que chegou a fazer vestidos a partir de imensas toalhas de mesa.

A renda, quase sempre vista por aí em branco, abusa das cores em Flor do Caribe, e seguindo o colorido das imagens aparece em vermelho, amarelo e laranja. Mas não deixou de chamar atenção, ainda, o vestido preto que Grazi usou nas cenas do último sábado, quando Ester pôs luto para chorar por Cassiano (Henri Castelli).

Por pensar que ele está morto, a mocinha vai se envolver com Alberto (Igor Rickli), o vilão da história. E acabará se casando com o responsável pelo desaparecimento do seu amado.

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11/03/2013

às 20:47 \ Folhetinescas

‘Flor do Caribe’ eleva beleza ao quadrado e faz boa estreia

Belos no paraíso: corpos de Grazi Massafera (Ester) e Henri Castelli (Cassiano) foram o grande assunto no Twitter durante a exibição do primeiro capítulo da trama das 18h (Divulgação)

Walther Negrão é o autor que mais pôs novelas e minisséries no ar e domina como poucos seu ofício, escrevendo tramas que, se não notáveis pela novidade, são sempre corretas no equilíbrio entre romance, intrigas e humor. A experiência do autor é elemento mais que presente no primeiro capítulo de Flor do Caribe, que a Globo levou ao ar nesta segunda.

Foi uma bela estreia, cuja marca discreta no Ibope – 18 pontos, em números preliminares – pode ser incluída na conta do desempenho aquém das expectativas da antecessora Lado a Lado e tem tudo para ser revertida.Beleza, aliás, é um elogio a ser empregado no sentido mais restrito da palavra no caso da “novela solar”. O diretor Jayme Monjardim, referência quando o assunto é captar paisagens paradisíacas, esbanjou nos planos típicos de cartão postal, que servem de cenário para a maior quantidade possível de gente bonita por metro quadrado.

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Tanta exuberância deve surtir efeito rápido. Mal tirou a camisa, Cassiano (Henri Castelli) foi parar na lista dos assuntos mais comentados do Twitter. O mesmo aconteceu com Grazi Massafera (Ester), que apareceu toda faceira de biquíni apenas dez meses após o nascimento da filha, Sofia. Com tanto sol em cena, o figurino deve ser econômico, em oposição às roupas classudas da novela anterior. Ajuda a fisgar a audiência mas, claro, não é tudo.

Nesse contexto, outro contraste a se notar é o perfil da mocinha, bem diferente das heroínas combativas de Lado a Lado. Ester parece pura água com açúcar, o que nem mesmo o fato de  a personagem morar num pequeno vilarejo praiano pode justificar. “Eu fico burra quando não te vejo”, disse ela para o amado Cassiano. O blog torce para que ela não demore a acordar para a vida – afinal, há 149 capítulos pela frente.

11/03/2013

às 13:53 \ Folhetinescas

Conheça as tramas de ‘Flor do Caribe’

Galã em 'Avenida Brasil', José Loreto reaparece em 'Flor do Caribe' como o matusquela Candinho, que vende leite de cabra de porta em porta na fictícia Vila dos Ventos, no Rio Grande do Norte (Divulgação)

Quem já estava acostumado com a luz difusa de Lado a Lado deve precisar de óculos escuros nesta segunda para assistir à estreia de Flor do Caribe, nova trama das 18h da Globo na qual o sol brilha em potência máxima, refletido nas areias do Rio Grande do Norte e nos olhos claros de seus protagonistas.

Escrita por Walther Negrão e dirigida por Jayme Monjardim, é uma novela que parte de uma traição entre amigos, motivada pela disputa por uma bela mulher. Mas além das aflições e vilanias que cercam o trio central, há uma boa base de figuras aventureiras, engraçadas. O blog destaca as melhores histórias:

Amigos, amigos, namorada à parte

No centro da trama está o casal Cassiano (Henri Castelli) e Ester (Grazi Massafera), cujo noivado é interrompido por uma armação do mimado Alberto (Igor Rickli). Certo de que Alberto é seu amigo, Cassiano vai ao Caribe entregar um carregamento de diamantes, mas acaba sequestrado por um mafioso local. Ester, então, acaba caindo nos braços do vilão, por achar que Cassiano morreu. “A Ester é uma moça otimista e alegre, como a própria novela, que é uma história alto-astral”, explica Grazi ao blog.

 

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