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Giovanna Antonelli

15/03/2014

às 9:49 \ Folhetinescas

A batalha dos celulares na ficção

Chica (Natália do Vale) namora pelo celular: Samsung é a marca preferida dos personagens de 'Em Família' (Reprodução)

Chica (Natália do Vale) namora pelo celular: Samsung é a marca preferida dos personagens de ‘Em Família’ (Reprodução)

Depois de anos como objeto de desejo dos mais charmosos personagens, os celulares Apple ganharam um rival de peso também dentro da ficção – e não é só na cerimônia do Oscar. Como na vida real, fala-se muito ao telefone em Em Família, na maior parte das vezes em aparelhos da Samsung.

Carrie (Sarah Jessica Parker) perde a paciência com um iPhone em 'Sex And The City 2": se ela tivesse simplesmente feito a ligação, não seria tão marcante  (Reprodução)

Carrie (Sarah Jessica Parker) perde a paciência com um iPhone em ‘Sex And The City”: se ela tivesse simplesmente feito a ligação, não seria tão marcante (Reprodução)

No capítulo de quarta (12), aparelhos da gigante coreana tiveram destaque em nada menos do que três sequências. Primeiro, Chica (Natália do Vale) apareceu namorando Ricardo (Herson Capri) por meio de um Note 3 de capa rosa. Depois, a vilã diva Shirley (Vivianne Pasmanter) falou com o filho num aparelho do mesmo modelo, preto. Por fim, Fernando (Leonardo Medeiros) começou uma cena falando num S4. Não se tratou, entretanto, de uma ação de merchandising – que, no mesmo capítulo, aliás, foi feita pela operadora Nextel.

Imprescindíveis na vida real, os smartphones se tornaram mais do que necessários na ficção, ajudando a criar situações e a compor personagens. Na disputa para fazer parte do life style dos tipos mais populares dos seriados americanos, a Apple sempre pareceu levar vantagem, apesar de não admitir pagar para aparecer. É famoso o episódio de Sex and the City em que Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker) tem sérios problemas com seu iMac, praticamente um personagem do seriado. Anos depois, em 2008, no longa-metragem baseado na série, ela reclamou por não saber fazer uma ligação num iPhone, nervosa que estava com o sumiço de Mr. Big na porta da igreja. A cena se tornou mais marcante do que se, simplesmente, ela fizesse a ligação de uma vez, o que ensina muito sobre como vender produtos usando dramaturgia. Mas todo o amor entre Carrie e seu fiel escudeiro Apple acabou no segundo filme da franquia, de 2010, já que a personagem passou a usar um HP, graças a um acordo comercial entre a marca e os produtores.

Frank Underwood (Kevin Spacey) deu status às mensagens de texto em 'House of Cards' (Reprodução)

Frank Underwood (Kevin Spacey) deu status às mensagens de texto em ‘House of Cards’ (Reprodução)

Mestres no assunto, os americanos poderiam dividir seus seriados pelas marcas dos gadgets de seus personagens. As patricinhas de Gossip Girl, por exemplo, tramavam intrigas por meio de seus BlackBerry; os nerds de The Big Bang Theory já se meteram em tramas envolvendo seus iPhones; em Pretty Little Liars, o vilão misterioso A. envia mensagens ameaçadoras para os celulares das protagonistas, um de cada marca; Walter White (Bryan Cranston) usava sempre aparelhos de 50 dólares em Breaking Bad; House of Cards transformou as mensagens de texto em objeto de cena, com as conspirações que o deputado Francis Underwood (Kevin Spacey) trama na tela do seu Blackberry, reforçando a ideia de segurança de dados que a marca adora vender; e não se pode esquecer da boa sacada de i-Carly, que criou um “perafone” baseado na maçã de Steve Jobs.

Na novela das 9, além dos já citados, faz sucesso – mais uma vez – a capa do iPhone da personagem de Giovanna Antonelli, Clara. A atriz, que teve um aparelho vestido de coelho em Aquele Beijo (2011) e outro fingindo ser soco inglês quando foi a “delegata” Helô de Salve Jorge (2013), já popularizou uma cobertura em formato de boca. Outra no clube Apple, Marina (Tainá Müller) também tem um iPhone – que, aliás, atendeu de cabeça para baixo outro dia.

Clara (Giovanna Antonelli) e sua capinha em formato de boca (Reprodução)

Clara (Giovanna Antonelli) e sua capinha em formato de boca (Reprodução)

 

 

 

 

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05/03/2014

às 15:03 \ Folhetinescas

O carnaval acabou, mas o topless continua em ‘Em Família’

Enquanto Clara (Giovanna Antonelli) reclama do jeito sossegado de Cadu (Reynaldo Gianecchini), Marina (Tainá Múller) – ops! – tira a parte de cima do biquíni (Divulgação)

Enquanto Clara (Giovanna Antonelli) reclama do jeito sossegado de Cadu (Reynaldo Gianecchini), Marina (Tainá Múller) – ops! – tira a parte de cima do biquíni (Divulgação)

Nos últimos dias, Em Família contrariou o clima festivo do país e, sem uma cena sequer de carnaval, teve dramas aos baldes: para resumir, no momento mais intenso, Helena (Júlia Lemmertz) esbofeteou Laerte (Gabriel Braga Nunes), logo após o velório do pai dele, e levou o troco na mesma moeda.

Mas, agora que a folia na vida real (quase) acabou, o autor Manoel Carlos preparou uma cena quase carnavalesca, que certamente não passará despercebida no capítulo desta quarta (5). Marina (Tainá Müller) – sempre ela – fará topless na praia, em mais uma ousadia para chocar, e quem sabe apaixonar, Clara (Giovanna Antonelli).

Os tempos e as intenções, obviamente, são outros, mas os que guardam memória da teledramaturgia com certeza lembrarão de um outro topless notável – não por acaso escrito por Gilberto Braga em parceria com Manoel Carlos. Em 1980, em Água Viva, que atualmente é reprisada pelo canal Viva (seg a sábado, 0h e 13h30), Stella Simpson, personagem prafrentex de Tônia Carrero tirou a parte de cima do biquíni em plena praia de São Conrado, causando tremenda confusão.

Naquele tempo, Monique Evans ainda não tinha desfilado pela Sapucaí com os seios de fora, mas a prática já aparecera nas praias cariocas nos 70. O que não impediu que Stella e suas amigas – Beth (Maria Padilha) e Gilda (Maria Zilda Bethlem), além da adolescente Sandra (Glória Pires) – fossem abordadas por um policial. “Ah, vá te catar!”, diz a milionária ao guarda. Apesar da pouca roupa vista nos últimos dias, o excelente texto da cena continua bastante atual, uma vez que descartar o sutiã do biquíni é coisa que segue causando alvoroço no Rio. Em novembro, na Praia do Arpoador, a atriz Cristina Flores tentou posar para uma foto com os seios à mostra e foi interpelada por três policiais. “Tinha mais de um policial para cada seio”, disse ela na época ao jornal O Globo.

Será que a Mariana de Em Família conseguirá ser libertária em paz?

Enquanto isso, veja a cena emblemática e divertida de Água Viva:

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26/02/2014

às 10:18 \ Fotonovela

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Depois de se declarar para Clara (Giovanna Antonelli), Marina (Tainá Múller) faz mais um ensaio fotográfico da dona de casa: expectativa em torno do futuro casal é grande vitória da novela no seu primeiro mês (Divulgação)

Depois de se declarar para Clara (Giovanna Antonelli), Marina (Tainá Múller) faz mais um ensaio fotográfico da dona de casa: expectativa em torno do futuro casal lésbico é grande vitória da novela no seu primeiro mês (Divulgação)

Com pouco menos de um mês de exibição, já deu para perceber que o futuro casal Clara (Giovanna Antonelli) e Marina (Tainá Müller) – ou ‘Clarina’ como é chamado nas redes sociais – é o mais palpitante de Em Família (Globo, 21h15). Diga-se de passagem, a direta e charmosa Marina anda botando os galãs da novela no bolso: tem o emprego que muita gente pediu a Deus (é fotógrafa especializada em nus) e pode esbanjar ao ponto de levar a amada para passear de helicóptero até Angra dos Reis.

Pois é mesmo nos céus do Rio de Janeiro que a femme fatale vai abrir o coração para Clara, no capítulo desta quarta (26). “Te vi pela primeira vez e, já no mesmo momento, falei para mim mesma: é ela. Encontrei!”, dirá Marina, bem de pertinho. Clara, sempre meio avoada,  não entende. E Marina explica, com uma cantada não muito inédita, mas quase sempre eficaz: “Sempre te procurei em todas as mulheres que eu conheci.”

O propósito da viagem é fazer mais um ensaio fotográfico de Clara. Após um jantar singelo, mas regado a muito vinho, as duas acabam dormindo na mesma cama – e só, por enquanto. Interpretado por duas atrizes bastante carismáticas e conduzido pelo autor Manoel Carlos e o diretor Jayme Monjardim com uma boa mistura de sensibilidade e sensualidade, o casal lésbico é um dos grandes acertos da novela – que, veja que coisa, sucede Amor à Vida, trama de Walcyr Carrasco que deve seu sucesso a um personagem homossexual, o saudoso Félix (Mateus Solano).

Nessa toada, Maneco joga a isca para que o público alimente a expectativa em torno do momento em que Clara finalmente cairá nos braços de Marina – é certo que acontecerá e, no que depender da fotógrafa, não vai demorar até o fim da novela. Ao mesmo tempo, o casamento de Clara com “simpático mas um tanto inábil” Cadu (Reynaldo Gianecchini) só fará degringolar.

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Marina (Tainá Müller) convence Clara (Giovanna Antonelli) a posar para suas lentes: futuro casal, elas são pura provocação (Divulgação)

Marina (Tainá Müller) convence Clara (Giovanna Antonelli) a posar para suas lentes: futuro casal, elas são pura provocação (Divulgação)

Favorecido pelo voyerismo que costuma despertar no público masculino, o romance entre Marina (Tainá Müller) e Clara (Giovanna Antonelli) em Em Família (21h15) deve ser muito mais quente do que o amor caseiro de Félix (Mateus Solano) e Niko Carneirinho (Thiago Fragoso) de Amor à Vida, que enfim levou o beijo gay ao horário nobre da Globo.

Pelo visto, Clara (Giovanna Antonelli) precisou conhecer Marina (Tainá Müller) para abandonar o guarda-roupa de meninota usado segunda fase (Divulgação)

Pelo visto, Clara (Giovanna Antonelli) precisou conhecer Marina (Tainá Müller) para abandonar o guarda-roupa de meninota usado segunda fase (Divulgação)

O autor Manoel Carlos, não se pode deixar de lembrar, já havia criado uma Clara lésbica em 2003, para Mulheres Apaixonadas. Mas era uma adolescente, interpretada por Alinne Moraes. Por isso, o romance entre a personagem e Rafaela (Paula Picarelli) foi tratado pelo autor com boa dose de ingenuidade e valorização da amizade entre as duas – mesmo assim, teve beijo.

Agora, a situação é bem diferente, mas, como no caso anterior, promete ser desenvolvida com sensibilidade. Marina, com aquele jeito de “fotógrafa moderna reconhecida internacionalmente” é uma predadora sexual . Mirou em Clara e age com tanta determinação que chega a contrariar o “ritmo Manoel Carlos” de contar.

Logo de cara, recebeu a amiga imersa numa banheira de espuma. No capítulo desta segunda (17), as duas vão brincar de ensaio fotográfico, no qual Clara aparecerá com um figurino bem diferente daquelas roupas de meninota que vem usando desde a segunda fase da novela – ou seja, há 20 anos.

Com um marido e um filho entre as duas, chama a atenção que Cadu (Reynaldo Gianecchini) não pareça cego diante do interesse da fotógrafa pela sua mulher, como costuma acontecer com personagens à beira da traição. No capítulo de sábado, ao saber que Marina é lésbica – num diálogo que, aliás, repetiu diversas vezes a palavra “sapata” –, ele riu malicioso e arriscou: “Será que ela está a fim de você?”

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12/02/2014

às 13:42 \ Entrevista

Hoje é dia de Giane

Após 13 anos, Reynaldo Gianecchini volta a trabalhar com o padrinho Manoel Carlos, como o bon vivant Cadu: "É muito gostoso fazer gente apaixonada", brinca o ator, cujo personagem passará por uma grave doença (Divulgação)

Após 13 anos, Reynaldo Gianecchini volta a trabalhar com o padrinho Manoel Carlos, como o bon vivant Cadu: “É muito gostoso fazer gente apaixonada”, brinca o ator, cujo personagem passará por uma grave doença (Divulgação)

Uma das figuras mais simpáticas nos bastidores da TV, Reynaldo Gianecchini parece brilhar mais do que nunca desde que venceu um linfoma, no ano passado. Após a batalha pública que travou contra a doença, o ator jamais se recusa a comentar o assunto e, por isso, atendeu com gosto ao pedido do autor Manoel Carlos para que vivesse um doente na novela das 9, Em Família (Globo, 21h15). “Quando resolvi dar uma doença ao personagem, perguntei a ele se estaria tudo bem. Caso o incomodasse, para ter o Giane no elenco, eu cortaria esse ponto do roteiro sem pensar duas vezes”, detalha Maneco a QUANTO DRAMA!. “Ele não só aceitou, como disse que Cadu poderia ter a mesma doença que ele teve – eu é que não quis. Giane é muito bom de cabeça.”

As primeiras cenas do bon vivant Cadu vão ao ar no capítulo desta quarta (12). Num primeiro momento, ele será o “marido charmoso e aspirante a chef de cozinha” de Clara (Giovanna Antonelli), que vai trocá-lo por uma “fotógrafa charmosa e internacionalmente reconhecida”, Marina (Tainá Müller). Maneco ainda não decidiu qual doença pegará o personagem na curva – “mas será uma boa doença”, brinca. “Não me incomodo mesmo de falar sobre esse assunto. Acabo de comemorar dois anos da minha nova medula, veja que maravilha”, diz Giane ao blog. “A doença me fez passar por um processo de auto-conhecimento, não foi algo baixo astral. Acho bacana discutir isso na novela, falar sobre como reagir a uma doença grave. Eu sou muito grato pela minha cura e pelo ser humano melhor que eu acho que  me tornei após tudo aquilo.”

Gianecchini volta a trabalhar com Manoel Carlos após 13 anos, nesta que, segundo diz o autor, será sua última novela. Em Laços de Família, de 2000, ele foi Eduardo Pirajá de Albuquerque, jovem médico que se envolvia com a Helena de Vera Fischer e, depois, com a filha dela, Camila (Carolina Dieckmann). Na época inexperiente e ainda com a carga de ex-modelo, que em geral atrapalha os que tentam ser reconhecidos como atores, ele enfrentou grande resistência. “Se eu estou aqui hoje é porque o Maneco me bancou”, anota Giane. Por coincidência, a Camila de Laços de Família passava por uma leucemia e por um doloroso processo de quimioterapia. A cena em que a personagem perde os cabelos, presenciada na coxia entre lágrimas por Giane, é uma das mais tocantes e inesquecíveis da teledramaturgia nacional. “Sem dúvida, sinto um déjà vu agora. É como fechar um ciclo”, define ele.

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23/01/2014

às 12:49 \ Entrevista

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Na novela que estreia no dia 3, na Globo, Clara (Giovanna Antonelli) trocará o marido bonitão, Cadu (Reynaldo Gianecchini) pela fotógrafa Marina (Tainá Müller) (Divulgação)

Na novela que estreia no dia 3, na Globo, Clara (Giovanna Antonelli) trocará o marido bonitão, Cadu (Reynaldo Gianecchini) pela fotógrafa Marina (Tainá Müller) (Divulgação)

Enquanto o público espera o desfecho de Niko (Thiago Fragoso) e Félix (Mateus Solano) em Amor à Vida (Globo, 21h), já começa o burburinho sobre o casal gay de Em Família, Clara (Giovanna Antonelli) e Marina (Tainá Müller). Na coletiva que a presentou a novela de Manoel Carlos à imprensa, ontem (quarta, 22) no Projac, as atrizes e o autor foram diversas vezes questionados sobre o que se chamou de “grande pauta da sociedade”: vai ou não ter beijo? “Nós vamos contar uma história de amor. Minha preocupação é que conseguir transmitir esse sentimento, não importa se com beijo ou não”, disse Giovanna, com certa impaciência. “Se o público se sentir beijado, sentir o tesão entre as duas, maravilha. É o mais importante.”

Diante da resistência que a emissora vem mostrando nos últimos tempos a exibir tal cena, é impossível incluir um personagem homossexual numa trama sem criar expectativa. “Os beijos estão incorporados no amor. Se couber na história, eu escreverei e o Jayme (Monjardim, diretor) gravará. Agora, se vai ao ar, não sei… não é comigo”, disparou Maneco, para gargalhada geral. Vamos lembrar que ele já criou um casal lésbico bastante sensual – as adolescentes Clara (Alinne Moraes) e Rafaela (Paula Picarelli) de Mulheres Apaixonadas, em 2003, que chegaram a dar um selinho inocente durante uma encenação de Romeu e Julieta na escola e até apareceram tomando banho juntas.

Na nova história, Clara – vale dizer, totalmente diferente da personagem de Alinne Moraes –, é casada com Cadu (Reynaldo Gianecchini) e mãe de um menino, quando se apaixonada perdidamente por Marina, uma fotógrafa charmosa. “Queria uma personagem que me tirasse o chão. Ela é uma artista, intensa e irracional. Poderia se apaixonar, por exemplo, pelo personagem do Giane, mas acontece de ser a Clara”, disse Tainá, também tentando evitar que o possível beijo entre as duas personagem ofusque a história. “Estamos vivendo um cataclisma climático, gente. Não dá para ficar se preocupando com isso (beijo gay na TV)”, exagerou.

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17/05/2013

às 14:04 \ Folhetinescas

‘Salve Jorge’: Quem Jorge salvou, e quem o dragão queimou

Além dos milhares de devotos que tem na vida real e do Corinthians, que já lhe dão trabalho suficiente, São Jorge teve de se desdobrar para ajudar não só os personagens, mas também os atores da novela das nove que o homenageia.  E, num balanço final no dia em que a Globo exibe o último capítulo de Salve Jorge, entre mortos, surrados, traídos e vítimas de “seringa de conteúdo letal”, nem todos se salvaram – e terminam, digamos, chamuscados pelo dragão.

É comum que parte dos telespectadores sintonize numa novela apenas para ver um Antonio Fagundes, um Tony Ramos ou uma Adriana Esteves. Não foi o caso de Salve Jorge, que já no anúncio de seu elenco chamou a atenção mais pelas “personalidades” do que pelos grandes atores . De cara, a presença de figuras como a “filha da Gretchen”, do “neto do Silvio Santos”, da “ex-mulher do Tande”, da “namorada do Neymar” e, enfim, do “namorado da Xuxa” monopolizou as atenções da imprensa e do público, algo que teve muito mais a ver com a vida pessoal dos atores do que com seus personagens em si. Thammy Miranda, Tiago Abravanel, Lisandra Souto, Bruna Marquezine e Juno terminam o trabalho, obviamente, com saldo positivo.

Nem todos tiveram a mesma sorte. Veja abaixo uma seleção de outros que São Jorge salvou e quem – fazer o quê? – o dragão queimou.

Quem sai ileso e quem sai chamuscado de 'Salve Jorge'

1 de 11

Helô - Salva

Favorecida pelo heroísmo e pela estampa de "delegata", Giovanna Antonelli brilhou, esbanjando o carisma que a protagonista Morena não tinha.

16/05/2013

às 9:09 \ Folhetinescas

Os 7 hits de ‘Salve Jorge’

Lívia Marine (Cláudia Raia) limpa as digitais de sua "seringa de conteúdo letal" após matar Raquel (Ana Beatriz Nogueira): sucesso da temporada (Divulgação)

Salve Jorge pode até não terminar nesta sexta consagrada como um sucesso, mas esteve o tempo todo na boca do povo, especialmente nas redes sociais.

Relembre abaixo sete itens que deram o que falar durante a novela de Glória Perez, autora já acostumada a lançar moda na TV:

1. Seringa de conteúdo letal de Lívia Marine: é só sacar, mirar e… todos os seus problemas acabam! A vilã de Salve Jorge não seria ninguém sem a sua seringa absurdamente letal.

Maria Vanúbia (Roberta Rodrigues): filosofia de botequim e periguetismo (Divulgação)

2. Juba da Morena: Modelada à mexicana, lisa ou como juba natural, o cabelo de Morena (Nanda Costa) mudou diversas vezes – algumas na mesma sequência – durante a novela. E em todas elas virou assunto.

3. “Os mega” da Maria Vanúbia: Roberta Rodrigues entrou para a – já extensa – galeria das periguetes mais divertidas da TV. Com a língua afiada, cunhou as melhores frases da novela e apresentou as gírias do momento no Morro do Alemão para todo o país.

4. Batom  fúcsia da Lívia Marine: Cláudia Raia disse poucas e boas durante a novela. Algumas ficarão na memória muito por causa do berrante batom fúcsia que ela passou a usar em cena.

 

Helô (Giovanna Antonelli): vestida para dormir? (Reprodução)

5. Conga, conga, conga: O hit da Gretchen não estava na trilha sonora oficial, mas apresentado por Thammy Miranda na “boate das traficadas”, embalou o momento mais divertido da novela.

Bolsa porta-bebês da Wanda: pequena por fora e surpreendentemente espaçosa por dentro, a it bag da bandida foi uma maneira muito estranha de carregar criancinhas indefesas por aí.

Pijamas da Dona Helô: No começo, a “delegata” de Giovanna Antonelli chegou a ser referência de estilo. Depois, encasquetou com o look pijama, e passou a desfilar um sem-fim de conjuntos estampados de gosto bastante duvidoso.

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14/05/2013

às 13:30 \ Folhetinescas

Corra que a PF de ‘Salve Jorge’ vem aí

Helô (Giovanna Antonelli): carismática e divertida, porém fanfarrona, ela gasta os tubos na operação contra a quadrilha de Lívia Marine (Cláudia Raia), mas não prende ninguém (Reprodução/Instagram)

Não há dúvida de que a Helô é a melhor personagem de Salve Jorge (Globo, 21h15). Mas nem todo o carisma de Giovanna Antonelli é capaz de disfarçar as trapalhadas cometidas pela delegada e sua trupe, coisa para fazer corar os agentes da Polícia Federal na vida real. Na reta final da novela, que termina nesta sexta (17), sobram absurdos na caça à quadrilha de Lívia Marine (Cláudia Raia), muito além daquele desconto que a gente costuma dar para um folhetim. A sorte dos agentes é que os bandidos da novela não são muito espertos – com fanfarrões de um lado e tapados de outro, a vitória do bem contra o mal está garantida porque, na ficção, cada herói tem o vilão que merece.

Veja sete trapalhadas da “delegata” e seus subordinados:

(Reprodução)

1. Depois de aparecer como uma menina ingênua no começo da novela, Morena (Nanda Costa) se transformou numa verdadeira agente secreta, agora infiltrada na prostituição de Istambul. Civil e destemperada, ela convenceu os policiais que poderia andar por aí armada já que, oras, recebeu treinamento do ex-namorado bandido no Morro do Alemão.

2. Morena atraiu Lívia para uma armadilha e, com a bandida sob a mira de sua arma minúscula, arrancou-lhe a confissão sobre a morte de Jéssica (Carolina Dieckmann). Os policiais ouviam tudo mas, mesmo assim e ainda depois de alguns disparos, não prenderam a bandida. No capítulo desta segunda (13), mesmo acompanhada de um agente, foi a mocinha que arriscou o pescoço para resgatar Maria Vanúbia (Roberta Rodrigues) das garras dos bandidos, no momento em que a periguete, sob a mira de um capanga, ameaçava Wanda (Totia Meirelles) com um canivete.

3. Prova de que a trama se arrasta com dificuldade são os fatos policialescos que recheiam os últimos capítulos sem qualquer impacto na história principal. Thompson (Odilon Wagner), por exemplo, foi sequestrado quando visitava Lucimar (Dira Paes) no Alemão. Mas, no fim das contas, o carro dos bandidos deu apenas uma volta na rua cenográfica que representa o Morro do Alemão. Resgatado, o mordomo foi tomar café em vez de ser levado à delegacia pela policial infiltrada Neuma (Brenda Haddad). No capítulo desta terça (14), a menina Jéssica Vitória, filha de Morena, será levada pelos bandidos do mesmo local e debaixo do nariz da agente – que vai tomar refresco batizado com calmantes.

4. Ainda bem que os cofres públicos da novela são fictícios – e que não parece haver corregedoria na trama. Compradora compulsiva na vida privada, Helô gasta os tubos na operação contra a quadrilha de traficantes de pessoas: além do luxuoso apart hotel onde Morena ficou escondida, das passagens Rio-Istambul e diárias em hotéis, o agente Almir (Murilo Grossi) paga US$ 200 a cada vez que vai “a campo” com a prostituta Waleska (Laryssa Dias), no melhor estilo “garganta profunda”. No fim, o policial ainda vai se dar bem, engatando namoro com a “fonte”.

5. Para obter – mais? – informações sobre a quadrilha, Sheila (Lucy Ramos), outra civil posta em perigo pela PF, caiu de propósito na lábia de Rosângela (Paloma Bernardi). Mas não deu para entender por que a delegada forjou a prisão da moça, arrancada aos berros do avião, com direito a puxão de cabelo. Isso não poderia alertar os bandidos de que a polícia vem aí?

 

(Reprodução)

6. É verdade que a crônica policial é repleta de histórias inacreditáveis. Mas o que dizer da fuga de Wanda (Totia Meirelles) da prisão? A bandida conseguiu se disfarçar e trocar de lugar com uma mulher que foi visitá-la, sem que ninguém no presídio percebesse. Depois, mais absurdo ainda, foi direto para o mesmo hotel onde foi presa – e nada da polícia aparecer.

7. Wanda, aliás, deveria estar apodrecendo atrás das grades faz tempo: ainda em fevereiro, ela empunhou uma barra de ferro para bater em Helô que, como uma verdadeira heroína, conseguiu se defender. Além da tentativa de agressão, a bandida tinha uma arma, obviamente irregular, mas nada da delegada efetuar a prisão.

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12/05/2013

às 10:59 \ Folhetinescas

As mães mais sereias da ficção

A "delegata" Helô (Giovanna Antonelli) é aquele tipo que está mais para irmã do que para mãe da filha, Drica (Mariana Rios) (Divulgação)

O que se diz na vida real pode ser aplicado à teledramaturgia: as mães são todas iguais, só mudam as novelas. Mas, talvez por uma feliz coincidência, entre os tipos supermaternais, pegajosos e até negligentes que povoam as histórias atuais, há uma bela safra de “mamães sereias”, tão exuberantes quanto a personagem de Cher em Minha mãe é uma sereia, filme de 1990 que inspira esse post.

Quem ousaria dar um ferro de passar ou um penhoar de matelassê para as mães mais gatas da ficção?

1. Heloísa, de Salve Jorge: Na vida real, a “delegata” Helô teria de ouvir muitas vezes perguntas do tipo “é sua irmã?” ao se apresentar como mãe de Drika. Afinal, quem poderia acreditar que Giovanna Antonelli é mãe de Mariana Rios?

2. Natália, de Flor do Caribe: De tão sereia que é, Natália não demorou a cair na rede do pescador Juliano (Bruno Gissoni) na novela das 6. Como Giovanna Antonelli de Salve Jorge, Daniela Escobar desafia o tempo em Flor do Caribe: é mãe das bem-crescidas Mila e Carol, respectivamente, papéis de Tainá Muller e Maria Joana – mas quem diria?

 

 

 

3. Ester de Flor do Caribe: Mãe novata na vida real, Grazi Massafera começou em Flor do Caribe como praticamente uma adolescente. Dois meses depois da estreia, a sua Ester  já tem dois filhos pequenos para criar, o que não a impede de desfilar linda e loira pelas areias da Vila dos Ventos.

 

 

 

4. Lucimar, de Salve Jorge: Além das “mães sereias”, há as “avós sereias”. Nessa categoria, não há representante melhor do que a Lucimar, que conta com a boa forma de Dira Paes ao desfilar com categoria pelo Morro do Alemão para, como diria a Maria Vanúbia (Roberta Rodrigues), desespero das recalcadas.

 

 

 

 

5. Paloma, de Amor à Vida: Na novela das 9 que estreia no dia 20, a jovem médica vai abandonar a carreira e a vida confortável que a família lhe proporciona por amor. Depois de um salto no tempo, aparecerá como a mãe sofrida de uma pré-adolescente, Paulinha (Klara Castanho), que foi dada como morta, mas sobreviveu e foi criada por Bruno (Malvino Salvador).

 

 

6. Julia Matos, de Dancin’Days: Mães com tudo em cima não são uma exclusividade destes tempos. Já em 1978, a Júlia Matos vivida por Sônia Braga fervia na boate de Dancin’Days sem que ninguém ali suspeitasse que ela era mãe de uma adolescente, Marisa (Glória Pires).

 

 

 

 

7. Jocasta, de Mandala: No auge de sua beleza, Vera Fischer viveu uma das mães mais controversas da teledramaturgia. Em 1987, a Jocasta de Mandala seduzia, sem querer, o próprio filho, Édipo (Felipe Camargo), num encontro inusitado entre a tragédia grega e o folhetim.

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