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Fina Estampa

09/09/2012

às 10:58 \ Folhetinescas

Miss Pirangi repete Crodoaldo Valério em ‘Gabriela’

"Eu também tenho direito de ter meus segredos", diz Miss Pirangi (Gero Camilo) (Reprodução/Globo)

Não é o desgastado “quem matou?”, mas o “quem deitou?” o mistério que ronda a Ilhéus de Gabriela, terra cujas noites são agitadas por encontros amorosos dos mais variados. Desde a semana passada, as quengas do Bataclan tentam saber quem é o amante misterioso de Miss Pirangi (Gero Camilo) que, segundo consta, tem recebido um coronel generoso em seus aposentos. “Eu também tenho direito de ter meus segredos”, repete ele às meninas.

O caso amoroso, sem dúvida, reforça a ideia de que a cidade, como escreveu Jorge Amado no romance que originou a novela, vive imersa numa falsa moral. Qual daqueles coronéis da patota de Ramiro Bastos (Antônio Fagundes) estaria pagando pelos serviços do “invertido”? “Eu sou a melhor quenga de Ilhéus!”, gaba-se Pirangi. Marginalizado, o mordomo homossexual de Maria Machadão (Ivete Sangalo) ganha destaque na nova adaptação muito além do livro, no qual é citado em poucas linhas, que não fazem menção a romance algum. Vale lembrar que na novela de 1975, por medo da censura, ele nem sequer apareceu (como o blog contou aqui).

Divertido, o mistério deve complicar em breve a vida do coronel Melk Tavares (Chico Diaz), que se tornará o principal suspeito – justo ele, tão moralista.

Crô (Marcelo Serrado): dono do pé ainda em anonimato (Divulgação)

O imbróglio, não se pode deixar de comentar, aproxima Miss Pirangi de outro mordomo-sensação da teledramaturgia: Crodoaldo Valério (Marcelo Serrado), que até outro dia recebia um certo amante misterioso no seu cafofo cor-de-rosa em Fina Estampa (2011). Também na fase final da novela, o caso de Crô era bem semelhante ao que agora agita Gabriela: perseguido pelos machões de plantão, ele provava que a vida pode ser maravilhosa quando se tem um amante com um escorpião tatuado no pé.

Mais ruidoso do que qualquer outra charada lançada por Aguinaldo Silva, o “quem é o amante do Crô?” não teve solução no final da novela.  Será que Walcyr Carrasco pretende fazer o mesmo com o seu Miss Pirangi?

Veja também:

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13/05/2012

às 11:32 \ É página virada

Mãe de novela não é “tudo igual”

Se o clichê “mãe é tudo igual, só muda o endereço” não se confirma na vida real, que dirá nas novelas, gênero no qual a criatividade dos autores já deu origem a todo tipo de mãe – das dedicadas às relapsas, das amorosas às cruéis, das sábias às tresloucadas. Mãe que é mãe é capaz de sustentar uma trama sozinha, porque basta um nascimento para – como em Bebê a Bordo (1988) e Barriga de Aluguel (1991) – uma história se desenvolver e emocionar.

E já que as mães não são todas iguais, o Quanto Drama! aproveita o segundo domingo de maio para deixar aqui registrada uma pequena porção do que é a “mãe brasileira de novela”, em toda sua diversidade.

→ Mãe coragem

Um filho perdido, uma mãe corajosa e, pronto, já se tem uma novela. A Maria do Carmo (Susana Vieira) de Senhora do Destino (2004), tinha o pesar da filha que lhe fora roubada, mas o alto astral de uma mãe brasileira típica. Como ela, mas muito mais chique, lembre-se de Bete Gouveia (Fernanda Montenegro), de Passione (2010), que levou 50 anos para reencontrar o filho Totó (Tony Ramos), e da Verbena (Ana Lúcia Torre), da atual novela das 6, Amor Eterno Amor, que esperou 30 anos por Rodrigo (Gabriel Braga Nunes).

Na cena abaixo, o reencontro de Maria do Carmo e Lindalva (Carolina Dieckmann), a filha que lhe foi tirada e criada pela temível Nazaré Tedesco (Renata Sorrah):

→ Mãe de filho ingrato

Pelo nome da novela – Meus Filhos Minha Vida (1984,SBT) – já dá para imaginar parte do sofrimento pelo qual a protagonista passa. Interpretada de maneira emocionante por Miriam Pires, a faxineira Luzia Santos Silva era uma viúva batalhadora que não media esforços para criar os três filhos – três trastes, para desespero da heroína. Antes dela, houve a Dona Xepa (Yara Cortes), da novela homônima de 1977, feirante e mãe de dois filhos que sentiam vergonha dela. No ano passado, duas novelas trouxeram esse tipo de trama: Morde & Assopra, com a Dulce (Cássia Kis Magro), e Fina Estampa, com a Griselda (Lilia Cabral).

Nesta cena, Luzia recebe uma carta frustrante do filho Pedro (Carlo Briani):

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23/03/2012

às 23:52 \ Folhetinescas

Crô faz o final feliz de ‘Fina Estampa’

Crô (Marcelo Serrado): pé de coelho (Divulgação/TV Globo)

Não existe novela boa sem repercussão, e Aguinaldo Silva é mestre em atrair atenção para as suas tramas, muito antes de ser frequentador assíduo das redes sociais. Ele, por exemplo, sabe como ninguém dar nomes a personagens – Griselda, Crodoaldo Valério, Guaracy. Cunha boas frases de efeito – “Você é capaz de comer a própria perna” – e é provocativo, engraçado – como quando cria malícias do tipo “entrega de robalo em domicílio”.

Fina Estampa, que teve o último capítulo exibido na noite desta sexta, esteve na boca do povo por causa desses ingredientes, mais do que pela trama em si, mas também porque fez de tudo para agradar a audiência. Não é pecado, mas corre-se o risco do exagero, como na cena em que Tereza Cristina (Christiane Torloni) e Pereirinha (José Mayer) fogem de barco, uma verdadeira remissão à chanchada.  Depois dessa passagem, inevitável pensar que talvez fosse melhor que a vilã tivesse morrido.

Excessos à parte, Crodoaldo Valério (Marcelo Serrado) encerrou divinamente sua participação na novela. A ONG de apoio às “bibas pintosas” é uma provocação divertida a quem acusou o personagem de reforçar o estereótipo do gay saltitante. Longe disso, Crô foi o melhor personagem da novela, aquele que a gente esperava mesmo aparecer em cena. E foi dele, o gay que sofria bullying na mansão dos Albuquerque Velmont,  o maior triunfo de Fina Estampa: Griselda ficou rica porque ganhou na loteria, mas Crô – isso sim é ascensão da classe C – terminou abençoado pela “santa Madonna de La Isla Bonita” porque Marcelo Serrado fez por merecer.

 

23/03/2012

às 17:18 \ Folhetinescas

‘Fina Estampa’: como chegamos aqui?

Tereza Cristina (Christiane Torloni) fará nova vítima hoje: Ferdinand (Carlos Machado) (Divulgação/TV Globo)

Se em nove meses a vida de qualquer um pode mudar radicalmente, imagine o que ocorre quando se trata de um personagem de novela – 200 capítulos, e o pobre fica milionário, a mocinha se torna meio má para depois voltar a ser boa, enfim, rola muita água debaixo da ponte.

Sendo assim, seria compreensível se o telespectador já não se lembrasse mais dos caminhos que conduziram os personagens de Fina Estampa à situação em que se encontram hoje, quando vai ao ar o último capítulo da novela de Aguinaldo Silva.

Com as tramas paralelas já resolvidas, o capítulo de hoje deve se concentrar nas desventuras da protagonista Griselda (Lilia Cabral) e  seu embate final com a vilã Tereza Cristina (Christiane Torloni), e na expectativa em torno de quem vai para o “felizes para sempre” com o mordomo Crodoaldo Valério (Marcelo Serrado), que conquistou o público.

No capítulo de ontem, Griselda (Lilia Cabral) foi sequestrada por Ferdinand (Carlos Machado) a mando da vilã Tereza Cristina (Christiane Torloni).  Como ela foi parar ali?

Relembre 10 momentos marcantes da novela: » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

22/03/2012

às 9:51 \ Folhetinescas

Público quer Tereza Cristina viva, mas pobre em ‘Fina Estampa’

Tereza Cristina (Christiane Torloni): o novo Pereirão (Divulgação/TV Globo)

Com três esqueletos no armário e outros tantos delitos acumulados durante os nove meses em que Fina Estampa esteve no ar, a vilã Tereza Cristina (Christiane Torloni) não precisa morrer – apenas ficar pobre. É isso que espera o telespectador, de acordo com a enquete do site de VEJA, que na manhã desta quinta-feira registrava 74 % de preferência por um final com a “jacaroa do Nilo” viva, punida pela pobreza e necessidade de pegar no batente. Para 18%, a perua deve ficar livre, sem nenhuma punição.

A morte, destino comum das vilãs criadas pelo autor Aguinaldo Silva, é o desfecho ideal para apenas 9% dos telespectadores. Em entrevista ao blog, ele admitiu ser muito difícil punir Tereza Cristina, o que dá margem a especulações sobre um último capítulo menos trágico do que se poderia prever. A novela das 21h termina amanhã.

Enquete: Você quer Tereza Cristina viva ou morta no final de ‘Fina Estampa’?

21/03/2012

às 14:11 \ Folhetinescas

O futuro de Tereza Cristina

Tereza Cristina (Christiane Torloni): destino dela é incerto, mas não deve passar pelo cemitério (Divulgação/TV Globo)

O “paredão” do BBB não foi batizado assim à toa. O público adora poder julgar e punir os que vacilaram, seja lá como for. A vontade do público de fazer justiça parece compensar a impunidade de todos os dias na vida real no Brasil, e move também as ressacas na audiência nos finais de novela em que o grande vilão não é punido.

O que será de Tereza Cristina (Christiane Torloni), quando Fina Estampa acabar na sexta-feira? Fugirá para a Europa? Vestirá o macacão de Griselda (Lilia Cabral) e deixará o bigode crescer? Ou passará a viver de sombra, robalo e água fresca, a bordo do barco de Pereirinha (José Mayer)?

Enquete: Você quer Tereza Cristina viva ou morta no final de ‘Fina Estampa’?

As possibilidades são muitas porque, a gente sabe, a criatividade de Aguinaldo Silva, particularmente em ‘Fina Estampa’, não trabalha com limites. Mas uma análise no currículo de grandes vilãs do autor, entretanto, pode assustar os fãs da “jacaroa do Nilo”. Sim, ele costuma matá-las.

Mas calma lá. Desta vez pode ser diferente. Em conversa com o blog, Aguinaldo anotou que “a novela não deve ser exemplar” e admitiu que “é difícil punir Tereza Cristina”. Ou seja: algum castigo ela há de ter, mas a morte é o menos provável.

Enquanto não se conta o fim desta história, relembre nas cenas abaixo as mortes apoteóticas das piores (ou melhores, depende do ponto de vista) vilãs aguinaldianas:

Altiva (Eva Wilma): final trágico, "of course" (Divulgação/TV Globo)

- A Tia Íris de Fina Estampa não usa expressões em inglês por acaso – é uma referência à incrível Altiva, que a mesma Eva Wilma encarnou em  A Indomada, novela que Aguinaldo escreveu em 1997. No final, a vilã morre no incêndio que ela mesma provoca.

- Cercada pela polícia após perseguição hollywoodiana, Maria Regina (Letícia Spiller) joga o carro num precipício em Suave Veneno (1999).

- Em Senhora do Destino (2004), perseguida pela polícia e pelos personagens “do bem” da trama após sequestrar o bebê de Isabel (Carolina Dieckmann), a divertida Nazaré Tedesco (Renata Sorrah) se atira de uma ponte.

18/03/2012

às 11:31 \ Entrevista

“É difícil punir Tereza Cristina”, diz Aguinaldo Silva

No sábado, Álvaro (Wolf Maya) disse à queima-roupa: "Tereza Cristina, você é minha irmã!" (Divulgação/Globo)

Especialista em fazer barulho, Aguinaldo Silva escondeu artilharia pesada no seu bunker na Barra da Tijuca, onde vive no Rio, para chamar a atenção da audiência nos últimos capítulos da sua Fina Estampa, que entra na última semana hoje. Recheados de sensualidade – gente bonita molhada, fortão fazendo ensaio fotográfico de cueca e desfile de biquíni – e reviravoltas típicas do autor, os últimos capítulos têm posto a Rede Globo num patamar de Ibope que ela não alcançava desde Caminho das Índias (2009) – na quinta, o pico foi de 49 pontos.

Ontem, o capítulo deixou no ar duas das principais questões da trama: o segredo de Tereza Cristina (Christiane Torloni), que já fora revelada filha da empregada e agora descobriu ser mesmo filha da patroa; e o caso de Baltazar (Alexandre Nero) que, expulso de casa pela mulher, encontrou o ombro amigo e perfumado de Crô (Marcelo Serrado) – no meio da confusão, mostrou-se que o motorista machão tem um escorpião tatuado no pé, marca do amante misterioso do mordomo.

Em conversa com o blog no calor dos últimos acontecimentos, o autor – que costuma matar suas piores vilãs – diz que é muito difícil punir Tereza Cristina e revela: a “jacaroa do Nilo” assistiu a Senhora do Destino (2004) – daí, a admiração dela por Nazaré Tedesco (Renata Sorrah).

Aguinaldo: "Não acho que a novela deva ser exemplar" (Divulgação/Globo)

Fim de novela traz sempre a expectativa do que acontecerá com a vilã. Na sua opinião, qual é a importância de uma punição? A novela precisa entregar essa espécie de saldo positivo ao telespectador?

Não acho que a novela deva ser exemplar. Exemplar deve ser a própria vida, e não é isso o que a gente vê atualmente: na nossa vida real e brasileira os vilões estão todos a se dar bem. No caso da Tereza Cristina é ainda mais difícil puní-la porque as pessoas a adoram. Mas como é preciso dar um final para ela, depois de ter cometido tantos crimes o que se espera é que ela sofra algum tipo de castigo. Qual será ele? Surpresa!…

Quando a Tereza Cristina empurrou o chef Fred (Marcos Vieira) escada abaixo e citou a Nazaré Tedesco (Renata Sorrah), fiquei com uma dúvida:  ela, de repente, conheceu a Nazaré no passado ou teria assistido a Senhora do Destino?

A Tereza Cristina, como o Brasil inteiro, assistiu a Senhora do Destino e adorou a Nazaré, foi isso. Eu sou um pouquinho pretensioso, você sabe, e acho sempre que todo mundo adora o que eu escrevo… Parece que isso aconteceu com Nazaré, da qual todos falam até hoje… E está acontecendo com Tereza Cristina. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

16/03/2012

às 22:39 \ Maestro, uma nota

“Por que ele tem de ficar com aquela cara de cachorro abandonado querendo ser adotado?”

Crô (Marcelo Serrado): Santa Madonna! (Divulgação/TV Globo)

 

de Crodoaldo Valério, pedindo à “santa Madonna” que lhe dê forças para resistir aos encantos de Baltazar (Alexandre Nero), em Fina Estampa. No capítulo de hoje, o machão foi expulso de casa ao tentar agredir a mulher, Celeste (Dira Paes), mostrou que tem certo escorpião tatuado no pé (a marca do amante misterioso de Crô) e deu abriu caminho para um final feliz fora do armário, quando a novela acabar na próxima sexta.

12/03/2012

às 14:45 \ Maestro, uma nota

“Acho que é isso que está me deixando deprimido”

René (Dalton Vigh): galã foi pra escanteio (Divulgação/TV Globo)de René Velmont (Dalton Vigh), lamentando que não esteja acontecendo nada na sua vida, em Fina Estampa. De fato, deu para notar que o personagem, que deveria ser o grande galã da novela a ser disputado pelas protagonistas, andou meio encostado nos últimos capítulos. Mas quem mandou reclamar? Acabou levando um tiro da ex-mulher, Tereza Cristina (Christiane Torloni)

11/03/2012

às 10:00 \ Folhetinescas

Tereza Cristina: ela não existe

Tereza Cristina atira Fred (Marcos Vieira) escada abaixo, para desespero de Crô (Marcelo Serrado): aprendeu com a a Nazaré (Renata Sorrah) (Divulgação)

Quando Tereza Cristina (Christiane Torloni) serviu um rato morto numa bandeja de prata para a filha Patrícia (Adriana Birolli) em Fina Estampa, cheguei a me perguntar: “Onde ela conseguiu um rato, credo?”, pensando no lado operacional da maldade. Porque mesmo se eu quisesse server um rato morto a alguém, jamais saberia onde encontrar um. Mas, que nada. Tereza Cristina não é real – os ratos mortos, as camisolas de seda e os robalos saltam de uma cena para a outra, de maneira que só pode ser deliberadamente inverossímil.

Antes da novela começar, o autor Aguinaldo Silva me disse que seria uma história absolutamente ficcional. E que Tereza Cristina superaria em maldade até mesmo a mais querida das vilãs, Nazaré Tedesco (Renata Sorrah), que ele criou para Senhora do Destino em 2004. Na reta final da novela, pode-se dizer que, sim, Tereza é mais cruel que Nazaré. Mas, talvez por isso, é menos humana.

Nazaré (Renata Sorrah): ecos da "raposa loira e felpuda) (Divulgação)

Nazaré fez tudo o que fez com a “anta nordestina” (Maria do Carmo/Suzana Vieira), porque ela louca pela filha que sequestrou dela, Isabel (Carolina Dieckmann). E por que afinal Tereza Cristina odeia Griselda (Lilia Cabral)? Por que ela tem bigode?

Tereza é uma mulher sem razão e uma sucessão de exageros que, pensando bem, combina com estes tempos de Mulheres Ricas. O que mais pode chocar e chamar a atenção senão a alegoria? É justamente o exagero que a aproxima do publico, somado ao texto cortante de Aguinaldo, a presença exuberante de Christiane Torloni e a parceria divertida com Marcelo Serrado, o mordomo Crô.

O alardeado “segredo de Tereza Cristina” há de trazer alguma resposta sobre a alma enigmática da “pitonisa de Tebas”. De onde veio essa mulher, gente?

 

Tereza Cristina traz vários elementos das vilãs mais marcantes da carreira de Aguinaldo. Ela é esnobe, surtada e elegante como a Maria Regina (Letícia Spiller) de Suave Veneno (1999) e a Altiva (Eva Wilma) de A Indomada(1997). E liberta, sexy e imprevisível como a Nazaré de Renata Sorrah.

Maria Regina (Letícia Spiller), em 'Suave Veneno': suicida

Todas elas, sinto dizer, pagaram com a morte os crimes que cometeram durante suas novelas: numa tentativa de matar a mocinha, Altiva acabou queimada; cercada pela polícia, Maria Regina atirou o carro no precipício; Nazaré, em grand finale, atirou-se de uma ponte. Será que Tereza Cristina terá um final digno de “rainha do Nilo”?

 

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