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Fernanda Montenegro

07/03/2014

às 11:33 \ Folhetinescas

Sem alarde, Globo exibe mais um beijo gay

Fernando (Matheus Nachtergaele) e Roberto (Evandro Soldatelli) seguem os passos de Niko (Thiago Fragoso) e Félix (Matehsu Solano) em 'Doce de Mãe' (Reprodução)

Fernando (Matheus Nachtergaele) e Roberto (Evandro Soldatelli) seguem os passos de Niko (Thiago Fragoso) e Félix (Mateus Solano) em ‘Doce de Mãe’ (Reprodução)

Depois de todo o frisson causado pelo casal Niko (Thiago Fragoso) e Félix (Mateus Solano), que conseguiu, enfim, selar seu relacionamento com um beijo de Amor à Vida, é capaz que cenas de afeto entre homossexuais se tornem corriqueiras na teledramaturgia da Globo. Cerca de um mês depois do final da trama de Walcyr Carrasco, Fernando (Matheus Nachtergaele) encerrou o episódio de ontem (quinta, 6) de Doce de Mãe (quintas, 23h30) beijando o namorado, Roberto (Evandro Soldatelli).

Com um humor singular, ao mesmo tempo lírico e politicamente incorreto, o seriado do diretor Jorge Furtado vem se superando a cada semana, ao mostrar um lado nada óbvio da terceira idade e da relação que nós, filhos e netos, estabelecemos com ela. No seu sexto episódio, contou como a adorável Dona Picucha se envolveu com um suposto professor de tango, Jamón (Fabrício Belsoff) – que, na verdade, fazia horas extras como garoto de programa no lar de idosos.

Picucha não chega a recorrer aos serviços do moço, mas a confusão põe o assunto sexo em discussão na família. Entre empadinhas, numa das cenas mais engraçadas, a protagonista perguntou à queima-roupa para a filha Elaine (Louise Cardoso): “Há quanto tempo você não faz sexo?”, disse, logo após pedir o pote de canela. “Mamãe, como a senhora foi da canela para o sexo?”, espantou-se a outra. “Mulher quando fica burra assim, é falta de sexo”, justificou Picucha, um tanto sem jeito, mas querendo dizer que o marasmo na cama pode desconcentrar qualquer criatura no dia-a-dia.

Em paralelo ao tango, Fernando seguiu tentando fazer dar certo o seu “bar para amantes de Frank Sinatra que gostam de futebol”. Para os irmãos, era melhor que ele abrisse um bar gay. “Só por que eu sou gay, tenho de abrir um bar gay?”, questionou.

No fim, ao som de La Cumparsita, todo mundo dançou, sensualizou e beijou – até quem há tempos não o fazia, como Elaine, e quem não podia beijar na TV, como Fernando, apesar de ter sido bem rápido, discreto e filmado em plano aberto. Picucha não beijou ninguém, mas comemorou o grand finale com O Fole Roncou, de Baby Consuelo. Muito apropriado, aliás.

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27/12/2012

às 12:20 \ Folhetinescas

Fernanda Montenegro pede mais classe média na TV

Fernanda Montenegro como Picucha: "Acho que está na hora da gente se ver do jeito que a gente é" (Divulgação)

Sempre  chamada de “grande dama do teatro”, Fernanda Montenegro construiu uma carreira igualmente respeitável na televisão. Ela já foi chiquérrima como a Charlô, da Guerra dos Sexos (1983) original; trambiqueira como a Naná de Cambalacho (1986); cafetina e sábia, como a Jacutinga de Renascer (1993); pérfida como a Bia Falcão de Belíssima (2005); e crédula como a Bete Gouveia de Passione (2010). Mas depois de tantos papeis, a Picucha de Doce de Mãe que a leva ao ar novamente hoje na Globo (22h15), é a figura que aproxima a estrela Fernanda da verdadeira Arlette que ela é na vida real.

Com 83 anos, a atriz conserva uma vitalidade tão admirável quanto a de Picucha, apenas dois anos mais velha. Serelepe e faceira, a personagem tenta convencer os quatro filhos – Silvio (Marco Ricca), Fernando (Matheus Nachtergaele), Elaine (Louise Cardoso) e Suzana (Mariana Lima) – de que pode continuar vivendo sozinha, mesmo tendo perdido a empregada Zaida (Mirna Spritzer), até então companheira de todas as horas. “Ela tem uma identificação com a vida”, diz Fernanda ao blog, admitindo que tem pensado com frequência nas mesmas questões que rondam a personagem. “Já imaginei várias vezes se estarei sempre com saúde para continuar vivendo sozinha.”

Mas no telefilme escrito e dirigido por Jorge Furtado, a ideia da finitude não é coisa para atingir apenas a atriz ou os que já vivem a terceira idade. “É uma história de gente como a gente”, define Fernanda, de um jeito que resume a própria obra do diretor gaúcho, que fez filmes como O Homem que Copiava (2003), Meu Tio Matou um Cara (2004) e Saneamento Básico (2007).

Doce de Mãe é de fato um respiro na tão falada tentativa da TV de espelhar a “nova classe C”, que na visão de Fernanda passou dos limites. “A classe média perdeu lugar na ficção. Sinceramente, não aguento mais”, diz ela, sem meias-palavras. “Parece que, hoje em dia, a história precisa abordar os extremos, o doentio e os estereótipos para poder chamar a atenção. Acho que está na hora da gente se ver do jeito que a gente é.”

Já que se tocou no assunto, Furtado, que é mestre em atingir sentimentos profundos por meio do que há de mais simples no cotidiano, conta uma história divertida sobre os caminhos tortuosos do mercado do entretenimento. “Quando Saneamento Básico estreou, estive num cinema em São Paulo. Para minha surpresa, das cinco salas, ele era o único filme estrelado por seres humanos”, diverte-se. “O humanismo precisa resistir.”

Comédia lírica, Doce de Mãe é um telefilme de 1h20, formato que rendeu no ano passado o excelente Homens de Bem, também de Furtado, com Rodrigo Santoro e indicado ao Emmy Internacional. A produção já tem tudo para se desdobrar num seriado em 2013, no núcleo de Guel Arraes.

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29/06/2012

às 13:11 \ Folhetinescas

E tudo termina bem em ‘As Brasileiras’

Fernanda Montenegro (Mary Torres) e Paulo José (Rômulo): diálogo no carro foi ponto alto (Ique Esteves/Divulgação)

Em conversa com o blog publicada na última quarta, Fernanda Montenegro perguntou o que seria dela se, depois de 60 anos de carreira, não tivesse um tanto de bajulação ou alguém a passar-lhe a mão na cabeça. Mas não deve ser vista como bajulação a constatação de que Maria do Brasil foi o melhor episódio da temporada de As Brasileiras, que terminou ontem a primeira temporada na Globo.

A história da atriz veterana mas sem talento que se vê incapaz de agradar manteve equilíbrio delicado entre o cômico e o lírico, nos bons diálogos entre Mary Torres (Fernanda Montenegro) e seu camareiro Ney (Pedro Paulo Rangel). “Faltou um pouco de brilho, talento”, concluiu a personagem que, apesar da falta de aptidão, só queria atuar – de cortar o coração. Gracioso também o final reservado à personagem, que encontrou em RIomulo (Paulo José) um fã – toda estrela deve ter o seu. A cena dos dois dentro do carro antigo, ela aflita para decorar a única fala que teria na filmagem da novela, deve estar entre as mais belas do ano na TV.

Maria Ximenes foi A Adormecida de Foz do Iguaçu (Divulgação)

Mas nem todos os 22 episódios tiveram boa solução como o último. Alguns deram a impressão de apressar o final para caber nos 20 minutos, caso de A Viúva do Maranhão, com Patrícia Pillar. O formato, que voltará com algumas mudanças no ano que vem, é charmoso ao ancorar cada um dos episódios no carisma – e em alguns casos na sensualidade – de uma atriz. Nem todas, entretanto, deram sorte com seus enredos. Juliana Alves, A Mascarada do ABC, apareceu contando história para boi dormir, enganando o marido como uma stripper mascarada – mais inverossímil impossível e, pior, sem muita graça.

Entre as melhores, Ivete Sangalo, de veia cômica natural, divertiu como A Desastrada de Salvador; Letícia Sabatella revelou-se para a comédia em A Apaixonada de Niterói; Mariana Ximenes arrasou como A Adormecida de Foz do Iguaçu. Sandy foi bem como A Reacionária do Pantanal e Glória Pires também como A Mamãe da Barra, atuando ao lado das filhasNenhuma paulistana poderia aprovar o sotaque forçado da carioca Giovanna Antonelli como A Venenosa de Sampa, mas não é por isso que se deixa de reconhecer na perua interpretada por ela algumas de nossas conterrâneas.

Com gravações por todo o país numa produção grandiosa, o mosaico de beldades ficou interessante no fim das contas. E encerramento feito por Fernanda Montenegro deixou a sensação de que os acertos prevaleceram. É bem como disse Pedro Paulo Rangel na ultima cena: tudo bem quando termina bem.

E qual é sua “brasileira” favorita? Deixe seu comentário.

* Abaixo, veja um making-of da charmosa abertura, feito pela Lereby, a produtora do idealizador e narrador da série, Daniel Filho. “As pessoas veem todas essas mulheres juntas e pensa que é uma briga de egos, mas nada disso…”, diz Juliana Paes, A Justiceira de Olinda:

27/06/2012

às 12:34 \ Entrevista

Fernanda Montenegro vive o insucesso em ‘As Brasileiras’

Fernanda Montenegro como Mary Torres: personagem homenageia a mãe de Daniel Filho, Mary Daniel, e o marido da atriz, Fernando Torres (Ique Esteves/Divulgação)

Sempre com termos elogiosos como “diva” e “maior atriz do país” a preceder o seu nome, Fernanda Montenegro experimenta o outro lado da moeda de seu ofício como a protagonista de Maria do Brasil, episódio que encerra a temporada de As Brasileiras amanhã (Globo, 23h50). “É um episódio muito diferente dos outros da série, que foge dos cânones e da tônica dos anteriores”, explica a atriz, em conversa ao telefone com o blog. “É uma homenagem do Daniel (Filho, diretor) aos que ficam na periferia, digamos, dos meios teatrais. É uma modesta, mas quente e amorosa homenagem ao teatro.”

Coquete de tudo, Mary Torres é um atriz que não decolou, apesar de ter passado toda a vida na ribalta. “Ela é uma daquelas que envelhecem fazendo sempre os mesmos papeis, muitas vezes fora de sua idade. O episódio mostra o mundo do teatro que está na sombra – mas nada pesado, claro”, detalha Fernanda.

Carregado de simbolismo, Maria do Brasil faz várias homenagens, a começar pelo nome da protagonista. Mary vem de Mary Daniel, a mãe de Daniel Filho, de origem circense e atriz de sucesso do teatro de revista; e Torres vem do ator Fernando Torres (1927-2008), o marido de Fernanda. “Isso ganhou uma sensibilização maior porque Mary faleceu na semana passada, aos 101 anos. Triste que tenha acontecido justamente na semana em que Daniel vai apresentar uma homenagem à mãe dele”, observa Fernanda.

Entre a atriz e a personagem, diz Fernanda, a única semelhança é a vocação. De trajetória bem diferente dela, Mary nunca alcançou o estrelato, mas terá, de repente, uma oportunidade de atuar na TV – quem sabe daí não virá o sucesso? “Ela sabe que terá de lutar muito ainda, e embora já seja uma senhorinha ela vai atrás da chance dela”, conta a protagonista, que vê com a graça a sua escalação para o papel, já que reconhecimento profissional nunca lhe faltou. “A segurança para mim veio cedo. Mas nunca pensei que seria a pessoa tão reconhecida, e até adulada, que sou hoje”, diz ela. “Calhou que a alquimia da vida me deu uma chance boa. Mas se não tivesse dado, eu seria como a Mary do Brasil, e estaria fazendo o teatro que pudesse fazer.”

E se o aplauso unânime não é condição essencial para exercer seu ofício, Fernanda diz, por outro lado e com franqueza, que ele é muito bem-vindo. “E quem é que não quer ser adulado?”, pergunta ela, rindo. “E outra: depois de 60 anos de carreira, se alguém não me passasse a mão na cabeça, imagina que tristeza…”

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17/05/2012

às 11:09 \ Bastidores

‘Guerra dos Sexos’ terá Fernanda Montenegro. E Paulo Autran

Otávio (Paulo Autran) e Charlô (Fernanda Montenegro) em 1983: homenagem especial, claro (Divulgação/Globo)

É cercada de expectativa a provável participação especial de Fernanda Montenegro no remake de Guerra dos Sexos, de 1983, que volta repaginada em outubro, para substituir Cheias de Charme. Por enquanto, o autor Silvio de Abreu entrega que não só ela, mas Paulo Autran (1922-2007) estarão em cena na novela, novamente dirigida por Jorge Fernando. “Eles voltarão em flashbacks propiciados pela memória da governanta Olivia”, contou o autor a Quanto Drama!.

Olívia (Marilu Bueno)

A personagem será interpretada mais uma vez pela atriz Marilu Bueno, que havia deixado a Globo em 2005, fez duas novelas na Record e agora está de volta por causa do papel.

Um flashback que não deve faltar é a famosa cena de café da manhã na qual os personagens de Fernanda e Autran, Charlô e Otávio, enfrentam-se numa batalha de brioches e café-com-leite. Ao final, Olívia diz: “Essa gente rica é muito esquisita…”

Gravada numa tacada só a pedido de Paulo Autran – que avisou que não se limparia e voltaria a gravar se algo desse errado –, a cena foi ousada por juntar num pastelão dois dos grandes nomes do teatro do país. Silvio queria, como de fato conseguiu, mudar o olhar do público e da crítica sobre a comédia na TV e fixar um modelo cômico que marca o horário da 7 até hoje. “Se fossem dois comediantes, como o Renato Aragão e a Dercy Gonçalves, por exemplo, diriam ‘ih, lá vem eles com aquele circo…’. Mas como eram Fernanda Montenegro e Paulo Autran, aí sim, a percepção foi bem diferente”, observa o autor – o que, fora a diversão em si, explica por que a cena está entre as mais clássicas e revistas da teledramaturgia brasileira.

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25/04/2012

às 12:05 \ Bastidores

Saiba tudo sobre a nova ‘Guerra dos Sexos’

Irene Ravache será a combativa Charlô: guerra volta com elas por cima (Divulgação/Globo)

Basta uma olhada rápida nas novelas que estão no ar para concluir que as mulheres estão com tudo, na vida e na ficção. Espelho imediato do que acontece na sociedade, a novela se esmerou em deglutir e traduzir conceitos que dariam conteúdo para verdadeiras teses de estudo social mas que, nas mãos de um bom autor, tornaram-se comédias memoráveis.

Foi assim com Guerra dos Sexos, trama de 1983 que começa a ser regravada em julho para voltar  à TV no segundo semestre, substituindo Cheias de Charme na faixa das 19h da Globo. As gravações, sob a batuta do mesmo Jorge Fernando que dividiu a direção a original com Guel Arraes, começam pela mesma São Paulo da primeira novela, escrita por Silvio de Abreu na crista da onda – para usar um termo da época – que elevou as mulheres ao patamar de soberanas.

Nesse contexto, a Charlô (Fernanda Montenegro), que lutava com o primo Otávio (Paulo Autran, 1922-2007) pelo controle da rede de lojas de roupas da família, seria uma ancestral da Monalisa (Heloísa Périssé), de Avenida Brasil, que, dona de si, vive recusando os pedidos de casamento de Silas (Ailton Graça) e, melhor, costuma dizer aos quatro ventos que “com internet e televisão, ninguém precisa mais de homem”. O equilíbrio seria, sem dúvida, um caminho mais prudente, mas se as mulheres parecem ter ganho (será?) a guerra dos sexos da vida real, de que tratará o remake de Guerra dos Sexos, quase 30 anos depois?

Otávio (Paulo Autran) e Charlô (Fernanda Montenegro), em 1984 (Divulgação)

“A guerra será a mesma, com duas partes antagônicas lutando pelo poder. As mulheres estão por cima, então os homens serão a parte mais fraca nessa nova versão”, adianta o autor Silvio de Abreu, jogando conversa fora com o Quanto Drama!. “Mas toda a comédia será preservada e a novela não pretende ser, como também não foi (em 1984), nenhum estudo sociológico do comportamento masculino ou feminino. Vou, sim, usar o antagonismo eterno entre os dois sexos para fazer uma divertida comédia.”

Silvio vem tentando refazer Guerra dos Sexos há alguns anos. O primeiro projeto, que teve Jorge Fernando como capitão, era levar a história aos cinemas, mas a produção era caríssima e, somada à rotina do autor sempre envolvido entre novelas das 21h da Globo, mostrou-se inviável. O remake de Ti-Ti-Ti, novela de Cassiano Gabus Mendes repaginada com grande sucesso por Maria Adelaide Amaral em 2010, abriu caminho para a volta da história de Bimbo e Cumbuca, de novo como novela.

O elenco, principal preocupação quando se fala de remakes de novelas de grande sucesso como foi Guerra dos Sexos, está praticamente todo escalado – muito bem escalado, anote-se. Na cena da batalha de brioches no café da manhã, talvez a mais reprisada da história da TV (se não resistir, reveja aqui), estarão agora Irene Ravache e Tony Ramos, como Charlô e Otávio.

O atrapalhado Felipe, papel que mostrou um Tarcísio Meira diferente do que o público estava acostumado a ver, será agora de Edson Celulari. Relembrando: o personagem é o filho adotivo de Charlô, mas, como homem, passa para o lado de Otávio quando a guerra começa. Ele será seduzido pela inescrupulosa Carolina, vilã interpretada por Lucélia Santos no original e que agora será feito pela doce Bianca Bin – na época, como se sabe, Lucélia também era especialista em mocinhas doces e deu uma virada graças à ousadia de Silvio.

Bianca Bin será a vilã Carolina (Divulgação)

Roberta, braço-direito de Charlô e antes de Glória Menezes, será agora papel de Glória Pires. É ela que se envolve com o motorista bonitão Nando, que foi interpretado por Mário Gomes – o personagem continuará bonito, porque agora é de ninguém menos que Reynaldo Gianechinni. Na disputa pelo moço – que tinha uma tal tatuagem no peito que deixava a audiência louca – está também Juliana, filha de Felipe. No original, ela foi personagem de Maitê Proença; agora, volta como Mariana Ximenes.

Já confirmados no elenco ainda estão Drica Moraes, que será a noveleira Nieta, que é casada com Dinorah, antes Ary Fontoura, e agora Fernando Eiras; Mayana Moura será Veruska, a secretária de Roberta que é espiã de Otávio – o papel foi de  Sônia Clara na novela original; Ulisses, o boxer apaixonado por Carolina e que em 1984 foi interpretado por José Mayer será vivido por Eriberto Leão.

20/03/2012

às 10:15 \ Folhetinescas

‘Amor Eterno Amor’ recorre ao clássico “mãe encontra filho”

Verbena (Ana Lúcia Torre) e Carlos (Gabriel Braga Nunes): 'Amor Eterno Amor' toma novo rumo (Divulgação/TV Globo)

Histórias envolvendo mães em busca de filhos desaparecidos são um clássico das novelas, que já trataram do tema das mais diversas formas. Há o filho perdido, o sequestrado e o deixado para trás, mas um ingrediente não pode faltar: a cena do reencontro, que tem de ser capaz de emocionar quem tem e quem não tem mãe.

Na sexta, os violinos devem tocar em Amor Eterno Amor para Verbena (Ana Lúcia Torre) receber o filho Carlos (Gabriel Braga Nunes), que ela procurou por mais de 30 anos. O reencontro acontece no mesmo lugar em que os dois se viram pela última vez, antes de ele, que na verdade se chama Rodrigo, ser levado de uma praça onde brincava.  » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

 

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