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Cauã Reymond

20/03/2014

às 11:14 \ Eu faço drama

Cauã Reymond reedita o ‘mito José Mayer’

Cauã Reymond volta à TV como o ex-policial André: expulso da corporação, personagem vive de caçar recompensas (Divulgação)

Cauã Reymond volta à TV como o ex-policial André: expulso da corporação, personagem vive de caçar recompensas (Divulgação)

O espectador pode até não acreditar, mas um dos tipos mais difíceis de se representar é o do pegador, aquele que conquista sem muito esforço e pelo qual as mulheres costumam se estapear em cena. Na teledramaturgia da Globo, durante décadas, esse papel foi principalmente de José Mayer, que viveu os mais variados tipos de Don Juan – do jagunço ao médico, do quase miserável ao milionário – sempre com um notável borogodó.

Acontece que José Mayer, já com 60 e poucos, precisa passar o cetro para alguém. Muitos querem e outros tantos são até bonitos o suficiente, mas não é exatamente de beleza que um conquistador nato precisa – como a carreira de Mayer, aliás, demonstra. É mais conveniente uma dose extra de simpatia, aliada à sensualidade que, de tão bem colocada em cena, não parece ensaiada, forçada. Por essas e outras, o posto é de Cauã Reymond.

Leia também: Cauã Reymond vai à caça em 2014

Depois de uma série de personagens sedutores, em especial o sommelier Leandro Dantas da minissérie Amores Roubados, exibida em janeiro, o ator de 33 anos é agora um ex-policial sofrido, injustiçado e estrategicamente tatuado em O Caçador, drama policial dirigido por José Alvarenga Jr. e Heitor Dalhia e escrito por Marçal Aquino e Fernando Bonassi. Estreia no dia 11 na Globo, às 23h30. O “caçador” do título é seu personagem, André, que vive atrás de recompensas, após ter sido preso e expulso da polícia, acusado de um crime que não cometeu.

É verdade também que, quando o assunto é mulheres, ele parece mais caça do que caçador. Antes mesmo do começo da ação,  já é certo que as duas beldades do pedaço vão dar trabalho ao moço. Kátia (Cleo Pires) é cunhada de André, mulher do irmão dele, o delegado Alexandre (Alejandro Claveaux) – sobram cenas quentes entre os dois. Há ainda Marinalva, personagem de Nanda Costa que, mais uma vez, trafega no mundo da prostituição. “Eu visto a roupa da personagem e não tenho problema em tirar. A arte não tem limite”, disse ela na coletiva que apresentou o seriado à imprensa, na noite de ontem (quarta, 19), numa boate em Copacabana, no Rio.

Não só por Cauã e pelas cenas de sexo que sempre chamam a atenção do público, o seriado promete. Basta lembrar que o trio Alvarenga, Aquino e Bonassi foi também responsável pelo excelente Força-Tarefa, seriado com Murilo Benício exibido pela emissora entre 2009 e 2011.

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17/01/2014

às 18:01 \ Folhetinescas

Jaime morre, mas vinga Tufão em final de ‘Amores Roubados’

Acostumado, como seus antepassados, a mandar até onde a vista alcança, Jaime (Murilo Benício) foi desafiado e respondeu como um velho coronel (Divulgação)

Acostumado, como seus antepassados, a mandar até onde a vista alcança, Jaime (Murilo Benício) foi desafiado e respondeu como um velho coronel (Divulgação)

(*) atualizado às 23h57:

“Ah, não, corno de novo?”, brincou Murilo Benício ao receber do diretor José Luiz Villamarim o convite para interpretar o coronel Jaime Favais em Amores Roubados (Globo, 23h). Nos últimos tempos, ele já fora feito de gato e sapato pela Flora (Patrícia Pillar) quando foi o Dodi de A Favorita (2008) e enganado para todo o Divino ver pela Carminha (Adriana Esteves), como o Tufão de Avenida Brasil (2012). Mas agora manda-chuva sertanejo e com uma esposa bem menos peste, foi a vez de ir à forra – e brilhar.

Não bastasse ter mandado matar Leandro Dantas (Cauã Reymond) na segunda (13) e provocado um enfarte no sogro ontem (quinta, 16), ele segue se vingando da mulher, Isabel (Patrícia Pillar) na prévia do capítulo desta noite, o último – veja aqui. “Que Leandro?”, perguntará se fazendo de desentendido, quando ela disser que sabe sobre o assassinato. Logo depois, inventará que Antonio (Germano Haiut) andava triste e preocupado com a depressão dela, por isso acabou tendo um enfarte. “Arrisco dizer que o doutor Antonio morreu por sua causa.”

Maior audiência de uma minissérie da Globo desde 2007 (com Amazônia, de Glória Perez), Amores Roubados teve um final cercado de expectativa. Embora o livro que originou o roteiro de George Moura – A Emparedada da Rua Nova, de Carneiro Vilela – conte a morte dos protagonistas, muita gente ficou com a impressão de que Leandro Dantas pudesse estar  vivo em algum canto do sertão. Mas ele estava mesmo morto. E Jaime, apesar de ter conseguido acabar com a vida do oponente, despencou num precipício ao saber que a filha, Antônia (Isis Valverde) não só foi mais uma conquista de Leandro, mas também esperava um filho dele.

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16/01/2014

às 13:37 \ Folhetinescas

A cartilha da sedução, por Leandro Dantas

Todas choram pelo sumiço do sommelier sertanejo – a mãe, a filha, a amiga das duas e a até as telespectadoras (Divulgação)

Todas choram pelo sumiço do sommelier sertanejo em ‘Amores Roubados’ – a mãe, a filha, a amiga das duas e a até as telespectadoras (Divulgação)

Se há algo que a dramaturgia ensina é que jamais se pode subestimar o poder de um cafajeste.  É uma tese provada e reaplicada há séculos, curiosamente sobre as mesmas bases, como demonstra a mise-en-scène mais do que aprovada de Leandro Dantas, o sommelier sertanejo que Cauã Reymond interpreta em Amores Roubados (Globo, 23h). Um olhar oblíquo aqui, duas ou três palavras em francês, uma camisa meio aberta e pronto – lá estão todas as mulheres da trama a chorar pelo sumiço do homem. Do lado de cá, na vida real, as moças (e alguns moços também) se solidarizam com as personagens, e vão às redes sociais demonstrar preocupação.

“Acho bom o Cauã estar vivo…”, escreveu uma tuiteira inconsolável, logo após o fim do capítulo de segunda (13), quando o carro de Leandro despencou num barranco após uma perseguição sangrenta, completada por um tanto de gasolina e um fogaréu do qual ele dificilmente escaparia.

A morte do conquistador que enlouquece as mulheres lembra o caso de Jorge Tadeu (Fábio Jr.), em 'Pedra sobre Pedra'', de 1992. (Divulgação) conquistador

A morte do conquistador que enlouquece as mulheres lembra o caso de Jorge Tadeu (Fábio Jr.), em ‘Pedra sobre Pedra”, de 1992. (Divulgação)

Tamanha comoção faz o blog lembrar do divertido e inconsequente Jorge Tadeu, que Fábio Jr. interpretou em Pedra sobre Pedra (1992). Também na linha do “bonitão que chega e deixa a cidade em polvorosa”, mas num registro bem-humorado, o personagem morreu em determinado momento da trama, depois de deixar uma dúzia de mulheres apaixonadas. Num dos capítulos mais divertidos da teledramaturgia nacional, os autores Aguinaldo Silva, Ricardo Linhares e Ana Maria Moretzsohn transformaram o velório do doce cafajeste num revoar de borboletas, para depois reencarnar o homem numa flor – e quem viu a novela jamais terá um antúrio pela frente sem se lembrar de Fábio Jr. nos seus tempos de maior charme. Veja uma cena aqui.

Não é coisa para qualquer um. Afinal, é preciso um talento nato para dizer coisas tipo “um homem que prova todos os vinhos tem de provar também todas as mulheres” sem parecer (muito) ridículo. Mas, pensando bem, é possível montar uma “cartilha da cafajestagem” a la Leandro Dantas. Veja abaixo uma lista com as lições essenciais que o conquistador de ocasião pode aprender com o personagem. É prudente, entretanto, recomendar cuidado na aplicação. Postas em prática, as dicas – ainda mais se somadas a um sorriso como o de Cauã – podem ter consequências explosivas.

1. Frases de efeito

Até a maior das bobagens – como a já citada “um homem que prova todos os vinhos tem de provar também todas as mulheres” – pode ter um bom efeito quando dita com propriedade e certa dose de humor. Comparar mulheres e vinhos é, aliás, um clássico do cafajestismo.

2. Presentear com livro de poesia

É algo que sempre amoleceu corações por aí, e um gesto que deve ser ainda mais valorizado nestes tempos de e-book.

3. Gastar todo um pouco do francês

Como diria o Pepe Le Gambá, tudo o que envolve o amor fica mais intenso em francês. O efeito, entretanto, não é o mesmo em todos os tipos de conquista – vale mais para as que têm apreço cultural, como é o caso de Isabel (Patrícia Pillar), que ficou toda animada logo com o primeiro “oui” que Leandro soltou.

 

Antes do sussuro, um tanto de desprezo: toda cheia de atitude, Antônia (Isis Valverde) se apaixonou quando levou um fora do conquistador (Divulgação)

Antes do sussuro, um tanto de desprezo: toda cheia de atitude, Antônia (Isis Valverde) se apaixonou quando levou um fora do conquistador (Divulgação)

4. Jogar com o perigo

Na degustação às cegas que organizou na casa do patrão Jaime (Murilo Benício), Leandro aproveitou os olhos vendados dos presentes para alisar Celeste (Dira Paes), que estava acompanhada do marido. E se alguém estivesse espiando por uma fresta no tapa-olho? Pois é… aí é que está a magia.

5. Saber se exibir com aparente despretensão

A timidez é, sem dúvida, um elemento de conquista – mas, em geral, torna tudo mais demorado. Conquista a jato, como pratica Leandro Dantas na minissérie, só mesmo para os que sabem o momento certo de se exibir. Nem que seja preciso se jogar no Rio São Francisco, no meio do expediente.

6. Mostrar afinidade com crianças e/ou falar da infância difícil

Até as mulheres que ainda não pensam em ter filhos gostam de ver um homem que se dá bem com crianças – nem precisa ser Freud para explicar. Da mesma forma, a ideia de que o cabra é um pouco infantil ou que carrega dores da infância, sabe-se lá o motivo, dá a sensação a algumas de que ele precisa ser protegido. E se esse pensamento vingar, a conquista é certa.

7. Pisar, de leve

Toda cheia de atitude, Antônia (Isis Valverde) sentiu o coração bater mais forte justamente quando foi desprezada por Leandro. Claro que não precisa ir tão longe, e deixar a moça na beira da estrada como ele fez. Mas uma pequena dose de “posso sumir a qualquer momento” tem seu efeito – pode até doer, mas tem grande chance de apaixonar.

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Puro frescor ribeirinho

15/01/2014

às 15:44 \ Eu vejo novela

O que Cauã Reymond e Agostinho Carrara têm em comum?

(Divulgação)

(Divulgação)

O figurino do sedutor Leandro Dantas (Cauã Reymond) de Amores Roubados (Globo, 23h) demonstra muito bem como a moda é intrigante. Não estaria o charmoso sommelier comprando as belas camisas na mesma loja que o Agostinho Carrara (Pedro Cardoso) de A Grande Família?

Numa cena extra exibida no site da minissérie, o pequeno Leandro Dantas – veja que graça – já aparece como fã das camisas setentistas (Reprodução)

Numa cena de flashback, o pequeno Leandro Dantas – veja que graça – já aparece como fã das camisas setentistas (Reprodução)

Não é isso, mas quase. Em comum, os dois personagens têm o mesmo figurinista, Cao Albuquerque, que assina o trabalho atual com Nathália Duncan. Estampadas e com as golas pontudas de inspiração setentista, as camisas são quase que um uniforme para os cafajestes da ficção – do Tony Montana (Al Pacino) em Scarface (1983) ao Dodi (Murilo Benício) de A Favorita (2008) –, mas podem parecer charmosas, kitsch ou bregas mesmo, dependendo de quem veste e de qual é o contexto do personagem.

Em resumo, as peças de Cauã a gente quer copiar; as de Agostinho, a gente pensa em deixar para o carnaval. “Nós queríamos achar um Don Juan e que fosse o nosso Don Juan nordestino. Ao mesmo tempo ele tinha que ter uma coisa não cafajeste, mas ter a beleza brasileira em primeiro plano”, conta Cao ao blog, que misturou as camisas retrô com calças jeans mais do que modernas. “Aqui nós tínhamos que encontrar um cara que, apesar de tudo, tivesse algo mais realista.”

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14/01/2014

às 23:34 \ Eu vejo novela

Com estreia curta, ‘BBB14′ poupa ‘Amores Roubados’

Louca por causa do sumiço de Leandro (Cauã Reymond), Isabel (Patrícia Pillar) caiu nos braços de um desconhecido – todas choram a ausência de Cauã (Divulgação)

Louca por causa do sumiço de Leandro (Cauã Reymond), Isabel (Patrícia Pillar) caiu nos braços de um desconhecido – todas choram a ausência de Cauã (Divulgação)

Embora tenha sido anunciado na grade oficial para as 23h20, o capítulo desta terça de Amores Roubados começou bem mais cedo, às 22h55, depois de uma estreia econômica do Big Brother Brasil 14, de apenas meia hora. A trama de George Moura vem sendo apresentada com grande sucesso desde a semana passada, por isso foi privilegiada na programação. O plano divulgado pela emissora previa que a exibição começaria às 23h2o, depois de uma hora de BBB. “Vamos logo com isso que eu quero ver Amores Roubados“, disse o apresentador Pedro Bial num momento de “sincericídio”, durante a apresentação dos novos participantes.

Desde que a Globo comprou os direitos do reality show, há 14 anos, os autores de minissérie lamentam que suas obras sejam sacrificadas com a entrada do reality show no ar, quando os capítulos são empurrados para mais tarde e sem horário certo. A primeira consequência é a queda da audiência. Ao menos hoje, a minissérie levou a melhor.

Sem o charmoso Leandro Dantas de Cauã Reymond, que despencou num precipício um dia antes, o capítulo desta noite teve muitas lágrimas – todas choram o sumiço do sommelier. Sentindo-se abandonadas, desesperadas e em péssima situação, as mulheres da minissérie andam cometendo loucuras. Isabel (Patrícia Pillar), por exemplo, atropelou um ciclista desconhecido e acabou transando com ele ali mesmo, na estrada.

O que todo mundo quer saber é se o protagonista está mesmo morto ou se escapou dos tiros, do capotamento, e do incêndio no carro. A audiência do capítulo de segunda (13), como informou o Radar on-line bateu recorde, com 34 pontos no Rio e 32 em São Paulo. Vale dizer que a estreia do BBB13 marcou 25 pontos no ano passado.

10/01/2014

às 13:50 \ Entrevista

Dira Paes: ‘Celeste é um Don Juan de saias’

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Dira Paes fala sobre as cenas de nudez em ‘Amores Roubados’: “O que faz diferença é o projeto. Quando nos propomos a participar de um trabalho como ‘Amores Roubados’, sabemos que cada cena será feita com cuidado e bom gosto.” (Divulgação)

Há uma piada interna feminina segundo a qual, depois de certa idade, a mulher não liga tanto para os que elogiam seu talento e intelecto, mas sente bater mesmo o coração quando é chamada de bonita – ou, quem sabe, de coisa mais picante. Aos 44 anos de vida e 29 de carreira, Dira Paes não precisa escolher: passou a semana recebendo elogios entusiasmados nas redes sociais pelo corpo e pelo talento, de homens e mulheres de todas as idades, ao surgir toda faceira em cenas quentes com Cauã Reymond em Amores Roubados.

Acostumada a causar frisson desde que se destacou como a índia Corina de Ele, o boto, longa-metragem que Walter Lima Júnior dirigiu em 1987, a atriz responde com charme a perguntas sobre como encarou as cenas de nudez e, principalmente, a reação do público a elas. Modesta, anota que a iluminação de Walter Carvalho lhe favorece a silhueta e chegou até a agradecer ao diretor José Luiz Villamarim por ter escondido suas celulites. “O projeto é excelente e nunca tive dúvidas de que seria um sucesso! Fico muito feliz de saber que o meu trabalho está sendo comentado, assim como dos meus colegas”, diz ela a QUANTO DRAMA!. “Quando nos propomos a participar de um trabalho como Amores Roubados, sabemos que cada cena será feita com cuidado e bom gosto.”

E pensar que ainda outro dia ela interpretava uma avó em Salve Jorge. A sofrida Lucimar teve bons momentos na trama de Glória Perez, mas nada que se compare à Celeste que traz Dira de volta à TV. Socialite sertaneja, a personagem é descrita pelo autor George Moura como uma mulher apaixonada pelo marido, o produtor de mangas Deodoro Cavalcanti (Osmar Prado), mas que “precisa de paixão para sobreviver”. Poderia lembrar a fogosa Norminha de Caminho das Índias (2008), mas é muito mais intrigante e imprevisível. “Ela é uma socialmente, e outra no seu íntimo”, analisa Dira. “Vimos primeiro a Celeste entre quatro paredes, depois ela em seu convívio social e, por último, vamos conhecer a verdadeira Celeste.”

Celeste é o tipo de mulher que o conquistador Leandro Dantas vai lamentar ter se envolvido. É o correspondente feminino ao personagem de Cauã, tão predadora quanto. “Ela é uma mulher contemporânea. Tem uma relação de amor, um casamento bem-sucedido, mas é uma mulher fiel aos seus desejos”, detalha a atriz. “De início, ela acha que o caso com o Leandro é uma aventura, até que se vê apaixonada por ele. Quando entra o sentimento pelo Leandro é que as coisas se complicam.”

Uma boa personagem como essa não é novidade na carreira de Dira, também acostumada aos papeis sensuais no cinema. Versátil, ela aparece na minissérie e não deixa muito espaço para que o telespectador se lembre da dona Helena da cinebiografia 2 Dois Filhos de Franciso (2005) ou a Solineusa do seriado A Diarista (2003-2007).  A galeria de personagens dela é sortida, mas Celeste tem algo de inédito na carreira da atriz: é sua primeira madame. E longe de ser mais uma das óbvias madames que só fazem peruar, ela repensa mais uma vez a mulher brasileira – agora, é a libertária que se diverte enquanto os homens brincam de faroeste no parreiral. “Na minha carreira costumo aceitar papéis desafiadores e fico feliz de representar os mais diversos tipos de mulheres”, observa Dira. “A Celeste é uma personagem profunda e, assim como a temática da minissérie, traz em seu núcleo de convivência esse sertão moderno, mas cheio de valores arcaicos. Ela é uma mulher de classe, mas na verdade é um Don Juan de saias.”

10/01/2014

às 11:14 \ Eu vejo novela

‘Amores Roubados’ põe The xx no topo do iTunes

Bem na foto: sucesso da minissérie com Cauã Reymond (leandro) e Antônia (Isis Valverde) se reflete no frisson em torno do trio brtiânico – que, veja que coisa, teve passagem discreta pelo país no ano passado (Reprodução)

Bem na foto: sucesso da minissérie com Cauã Reymond (Leandro) e Antônia (Isis Valverde) se reflete no frisson em torno do trio brtiânico – que, veja que coisa, passou discretamente pelo país no ano passado (Reprodução)

Apenas quatro capítulos de Amores Roubados – sem contar, é claro, as diversas chamadas durante a programação da Globo – foram suficientes para levar o trio britânico The xx ao topo do ranking do iTunes. Intro e Angels, duas faixas usadas na minissérie para embalar o amor dos protagonistas Leandro (Cauã Reymond) e Antônia (Isis Valverde), amanheceram nesta sexta (10) como, respectivamente, a primeira e a segunda mais baixadas pelos brasileiros na loja virtual.

Desde que as chamadas da minissérie de George Moura começaram a ir ao ar, na semana passada, o nome The xx passou a circular freneticamente pelas redes sociais, como o blog destacou neste post. “Que música é essa?”, perguntavam-se os internautas. O diretor José Luiz Villamarim contou que Intro lhe foi apresentada pelo filho. “Eu achei que tinha muito a ver com o personagem da Isis, que era o único que poderíamos associar a uma coisa moderna, já que ela veio da Europa”, disse a QUANTO DRAMA!.“A música reforça o conceito da minissérie de trabalhar a contemporaneidade do sertão.”

Se, a essa altura, você ainda não cansou das duas músicas, ouça-as aqui – Intro e Angels.

08/01/2014

às 14:58 \ Folhetinescas

Puro frescor ribeirinho

À beira do São Francisco, Leandro Dantas (Cauã Reymond) não perde tempo e se joga na água, para surpresa de Isabel (Patrícia Pillar): "Não deixei de ser criança", justificou ele (Reprodução)

À beira do São Francisco, Leandro Dantas (Cauã Reymond) não perde tempo e se joga na água, para surpresa de Isabel (Patrícia Pillar) em cena de ‘Amores Roubados’: “Seca rápido”, diz ele (Reprodução)

“Pode deixar ‘o senhora’”, disse a elegante Isabel (Patrícia Pillar) a Leandro Dantas (Cauã Reymond) depois de vê-lo num inesperado e surpreendente banho no Rio São Franciso, ao som de Play Gold Ring de Nina Simone, em mais uma cena de tirar o fôlego na minissérie Amores Roubados, que foi ao ar ontem (terça, 7). Não há como condenar a personagem: é de se esperar que todas as formalidades sejam dispensadas diante de tal situação. Com tanta água doce neste país, são relativamente raros os banhos de rio a animar a nossa teledramaturgia – com homens no papel principal como foi com Cauã, são mais esporádicos ainda. De qualquer forma, é tipo de cenário que já rendeu belas e memoráveis sequências, algumas das mais sensuais da história da TV. Como antídoto para o forte calor dos últimos dias e inspirado por Leandro Dantas, QUANTO DRAMA! relembra aqui cinco momentos de puro frescor ribeirinho:

1. Maria Marruá (Cássia Kiss), em Pantanal (1990)

Falar em banho de rio na TV é falar em Pantanal, de Benedito Ruy Barbosa, que a extinta Manchete exibiu em 1990 – é capaz que seja a novela com mais cenas de gente molhada da história. Entre tantas, o blog destaca o banho de Maria Marruá, com Cássia Kiss (naquele tempo ainda, com dois esses).

2. Estela (Cléo Pires) em Araguaia (2010)

Outra novela que teve água doce aos montes foi Araguaia, de Walther Negrão – não por acaso, foi dirigida por Jayme Monjardim, também responsável por Pantanal. Mas, novela das 6, não pôde ter a mesma carga erótica da trama de 1990, exibida depois das 22h. Mesmo assim, houve espaço para a misteriosa Estela sensualizar em cena muito comentada na época:

3. Eduarda (Vera Fischer), em Riacho Doce (1990)

Como todas as mulheres do pedaço, a sofisticada Eduarda (Vera Fischer) ficou louca de amor pelo pescador Nô (Carlos Alberto Riccelli), na minissérie Riacho Doce, escrita por Aguinaldo Silva e Ana Maria Moretzsohn a partir do romance de José Lins do Rego. Mas, apesar do título, os banhos em cena costumam acontecer no mar, quando Nô levava Eduarda para tardes de mergulho, amor e sal. Demorou, mas a “galega” acabou entrando no místico riacho:

4. Dona Beija (Maitê Proença), em Dona Beija (1986)

Para ser mais preciso, seria melhor frisar que os memoráveis banhos de Dona Beija (Maitê Proença) na minissérie de Wilson Aguiar Filho que a Manchete exibiu com sucesso em 1986 eram, na verdade, de cachoeira – sempre, aliás, seguidos de um mergulho na lama poderosa de Araxá (MG). Mas quem liga para um mero detalhe?

5. Tieta (Claudia Ohana), em Tieta (1989)

É muito rápido, apenas um mergulho despretensioso. Mas vale rever o banho noturno da jovem Tieta (Claudia Ohana) no Rio Real de Mangue Seco, na grande novela que Aguinaldo Silva, Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares escreveram a partir do romance de Jorge Amado (29m40s).

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Sertão moderno e sensual encanta em ‘Amores Roubados’

‘Amores Roubados’ apresenta The xx para as massas

07/01/2014

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Sertão moderno e sensual encanta em ‘Amores Roubados’

Leandro Dantas (Cauã Reymond) e Celeste (Dira Paes): erotismo em clima de "árido movie" valorizam texto da minissérie que teve estreia promissora, com prévia de 29 pontos no Ibope (Divulgação)

Leandro Dantas (Cauã Reymond) e Celeste (Dira Paes): erotismo em clima de “árido movie” valorizam texto da minissérie que teve estreia promissora, com 30 pontos no Ibope (Divulgação)

Com o nome impresso em alguns dos melhores trabalhos da TV Globo nos últimos tempos, já não é de hoje que o pernambucano George Moura é apontado como um dos melhores roteiristas do país – ele foi indicado seis vezes ao Emmy Internacional. Mas se restava alguma dúvida, ela se esvaiu na noite de ontem (6), logo no primeiro capítulo de Amores Roubados.

Há a direção firme de José Luiz Villamarim, a fotografia nada óbvia do mestre Walter Carvalho e o trabalho de um elenco enxuto, bem escalado e muito à vontade em cena  – o que dizer de uma minissérie que tem Patrícia Pillar e Cássia Kis Magro? –, mas o acerto da produção começa justamente na maneira inteligente com que Moura transpôs o folhetim A Emparedada da Rua Nova, de Carneiro Vilela, datado do começo do século 20, para os dias atuais.

Já no primeiro capítulo, Cássia Kis Magro anuncia que a prostituta Carolina será mais uma das suas grandes personagens – e olhe que ela mal falou em cena (Divulgação)

Já no primeiro capítulo, Cássia Kis Magro anuncia que a prostituta Carolina será mais uma das suas grandes personagens – e olhe que ela mal falou em cena (Divulgação)

Crônica de costumes da sociedade recifense de sua época, a história foi deslocada para o “novo sertão”, e ambientada numa bela vinícola. É realmente um alívio ver algo que se passa fora do eixo Rio-São Paulo e, mais do que isso, um Nordeste além da visão mais do que desgastada do cinema novo, sempre concentrada nas mazelas da seca e nas paisagens que, não se pode negar, imprimem que é uma beleza. Mas longe de tentar apresentar uma “Toscana à beira do São Francisco”, tanto o texto quanto a direção conseguem captar a ideia de oásis que o ambiente sugere, sem ceder à exploração óbvia da pobreza ou à cafonice de um elogio forçado ao progresso. Mesmo assim, há uma crítica ao abandono do lugar, sem panfletagem e passada pelo olhar marejado de Antônia (Isis Valverde), personagem inquieta que retorna à terra natal após dois anos na Itália. ”Já viajei, voltei, anos se passaram, milhões foram gastos e o que se vê? Abandono”, diz Antônia a Ana Clara (Thaysa Zooby), certamente falando das obras de transposição do São Francisco.

Nessa espécie de ilha de parreirais cercada de terra rachada por todos os lados, Jaime (Murilo Benício) é um “painho moderno”, mas ainda tão “painho” quanto aquele retratado por Carneiro Vilela – o retrato desse novo patriarcado nordestino, ainda preso a velhos poderes, é uma boa sacada minissérie, um encontro da teledramaturgia atual com uma figura que é a cara do folhetim brasileiro.

A trama começou com impacto, sendo contada do fim para o começo, numa sequência de perseguição empoeirada a um Leandro Dantas (Cauã Reymond) ensanguentado, quatro meses depois de sua chegada à vinícola Vieira Braga. O recurso é cada vez mais comum nos seriados americanos, mas seria injusto dizer que Amores Roubados tenta copiar qualquer modelo – pelo contrário, se ela dialoga com algo é com o nosso “árido movie”, estilo consagrado por nomes como Cláudio Assis, Lírio Ferreira e Hilton Lacerda. Há, na verdade, uma intenção de contar a história de maneira mais ralentada, com espaço precioso para os atores trabalharem os silêncios e olhares – coisa que Cássia e Murilo puderam dominar muito bem no primeiro capítulo. Assim, a tensão elevada da primeira cena foi, digamos, uma isca, quase um falso brilhante.

Dito tudo isso, vamos ao que mais interessou o público, pelo que se viu nos comentários nas redes sociais: o erotismo, usado sem exagero, mas também sem pudor, como convém a uma produção que vá ao ar tarde da noite. Cauã está excelente no papel do Don Juan de “sutaque” – charmoso, cativante e tão volátil quanto os vinhos que serve nas degustações. Mas o grande destaque do primeiro capítulo foi Dira Paes que, como Celeste, mulher fogosa de um senhor rico (Cavalcanti, vivido por Osmar Prado), deixou meio-mundo com o queixo caído nas cenas quentes com Cauã – curiosamente, a atriz tem a oportunidade de usar na TV o mesmo tipo de sensualidade de suas personagens no cinema, em especial em filmes pernambucanos como Amarelo Manga (2002) e Baixio das Bestas (2006), os dois de Cláudio Assis. Ela demonstra o quanto a combinação de sensualidade e talento pode ser irresistível.

No roteiro, na fotografia, na direção ou qualquer outro item que se relacione aqui, Amores Roubados supera a já muito boa O Canto da Sereia, minissérie produzida pela mesma equipe e exibida pela Globo no ano passado – vale lembrar que foi feita a toque de caixa, logo ao final de Avenida Brasil, também dirigida por Villamarim e com Ísis no elenco. Com isso, fica o sentimento otimista de que a nossa teledramaturgia segue amadurecendo. O resultado no Ibope foi dos melhores, como informa a coluna Radar on-line: 30 pontos, a melhor estreia de uma minissérie desde 2009 (Maysa, de Manoel Carlos).

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‘Amores Roubados’ apresenta The xx para as massas

A tristeza é senhora: Antônia (Ísis Valverde) tem suas angústias embaladas por trio britânico em 'Amores Roubados) (Divulgação/Estevan Avellar)

A tristeza é senhora: Antônia (Ísis Valverde) tem suas angústias embaladas por trio britânico em ‘Amores Roubados’ (Divulgação/Estevan Avellar)

É impossível ficar indiferente à bela chamada de Amores Roubados, minissérie em 10 capítulos que a Globo exibe a partir de hoje, às 22h15. Cenas deslumbrantes do sertão, perseguição em parreirais, tiros, beijos e um ar de mistério promissor se juntam a um ingrediente fundamental: uma música minimalista, hipnótica, densa e perfeita para anunciar a história de amor desesperado que está por vir.

Jamie xx, Romy Croft e Oliver Sim, o The xx: trio britânico formado na adolescência dos músicos é biscoito fino da trilha de 'Amores Roubados' (Divulgação)

Jamie xx, Romy Croft e Oliver Sim, o The xx: trio britânico formado na adolescência dos músicos é biscoito fino da trilha de ‘Amores Roubados’ (Divulgação)

Que música é essa?, correram logo a perguntar os noveleiros nas redes sociais e no espaço de comentários aqui no QUANTO DRAMA!. É Intro, do grupo inglês The xx, que chega com toda sua melancolia para embalar o amor intenso e complicado dos protagonistas da minissérie, Leandro Dantas (Cauã Reymond) e Antônia (Ísis Valverde). No roteiro escrito por George Moura a partir do romance pernambucano A Emparedada da Rua Nova, de Carneiro Vilela (1846-1913), ele é um sommelier mulherengo que carrega um mistério; ela, filha do dono de uma vinícola que tenta lutar contra um destino já traçado. “Meu filho me mostrou essa música e eu achei que tinha muito a ver com o personagem da Isis, que era o único que poderíamos associar a uma coisa moderna, já que ela veio da Europa”, detalha o diretor José Luiz Villamarim ao blog. “A música reforça o conceito da minissérie de trabalhar a contemporaneidade do sertão.”

A trilha terá músicas nas vozes de Nina Simone, Geraldo Azevedo, Amelinha, Elomar, Zé Ramalho. The xx participa ainda com Angels, cuja letra parece ter sido feita sob medida para a história de Leandro e Antônia: And the end is unknown/ But I think I’m ready/ As long as you’re with me (E o fim é desconhecido/ Mas eu acho que estou preparada/ Enquanto você estiver comigo).

Intro faz parte de xx, primeiro álbum do grupo, de 2009, e já tem uma carreira como trilha sonora – foi usada em chamadas de reportagens especiais da rede britânica BBC e nos filmes Se enlouquecer, não se apaixone (It’s Kind of a Funny Story, 2010) e Project X (2012). Também tem certa fama por ter sido sampleada por Rihanna em Drunk on Love, do álbum Talk That Talk, de 2011.

Pouco conhecido no Brasil, mesmo tendo se apresentado no país em outubro passado, o trio se lançou num canal do MySpace durante um verão tedioso, em 2005 – Romy Madley Croft (vocais e guitarra) e Oliver Sim (vocais e baixo) e Jamie xx (produtor e DJ), estavam na faixa dos 15 anos. Chamaram atenção fazendo covers do The Pixies – o que, afinal, faz todo sentido – e logo foram aclamados pela exigente crítica musical britânica. Desde então, o talentoso Jamie xx vem atuando na cozinha do mainstream, tendo trabalhado com, além de Rihanna, Radiohead, Adele e Florence and The Machine.

No Youtube, o vídeo de Intro conta mais de 11 milhões de visualizações no Youtube e o de Angels com mais de 15 milhões, números só fazem aumentar desde que a chamada de Amores Roubados entrou no ar. O blog não pode deixar de lembrar que é um efeito parecido com o que ocorreu com a minissérie Capitu, que em 2008 levou Machado de Assis à TV ao som de Elephant Gun da banda americana – também indie – Beirut.

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