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Cauã Reymond

24/04/2015

às 14:03 \ Folhetinescas

‘Malhação’ chega aos 20, mas mantém espírito teen

Carolina Dieckmann, a vilã Juli da primeira temporada, aparece na abertura especial de 'Malhação', no ar nesta sexta (24) (Divulgação)

Carolina Dieckmann, a vilã Juli da primeira temporada, aparece na abertura especial de ‘Malhação’, no ar nesta sexta (24) (Divulgação)

Sempre criticada, mas com mais momentos de sucesso do que de fracassos, Malhação (Globo, 17h45) completa 20 anos no ar nesta sexta (24) em alta, valendo-se da boa sacada de voltar às origens e construir seu roteiro com base na oposição entre a “galera dos esportes” e a “galera das artes”.

Com 20 anos de idade, como a própria Malhação, os atores isabella Santoni e  Rafael Vitti conquistaram os adolescentes como Karina e Pedro, o casal Perina: oposição entre arte marcial e arte dramática deu novo fôlego à novelinha (Divulgação)

Com 20 anos de idade, como a própria Malhação, os atores Isabella Santoni e Rafael Vitti conquistaram os adolescentes como Karina e Pedro, o casal Perina: oposição entre arte marcial e arte dramática deu novo fôlego à novelinha (Divulgação)

Única opção dirigida aos jovens na TV aberta nacional, a novelinha nunca foi um suprassumo da teledramaturgia. Mas, verdade seja dita, mesmo restrita ao mundinho da zona sul carioca, conseguiu estabelecer conexão com seu público, ano após ano, apresentando basicamente os mesmos temas, típicos da faixa etária que mais lhe interessa – ou seja, gravidez na adolescência, uso de drogas, conflitos familiares e afirmação de personalidade. E é isso o que importa.

Para comemorar, a equipe do diretor de núcleo José Alvarenga Jr. preparou uma abertura que reúne os personagens mais marcantes das 22 temporadas do seriado, do malandro Mocotó de André Marques à espevitada Fatinha de Juliana Paiva, passando pela Juli de Carolina Dieckman, a Patrícia de Luana Piovani e o Mau-Mau de Cauã Reymond – o que demonstra como o programa também é vitorioso na tarefa de fabricar estrelas da TV.

Nesta toada, QUANTO DRAMA! aproveita para enumerar as cinco aberturas mais marcantes da nossa soap opera mais longeva:

→ 1997:

Assim caminha a humanidade, de Lulu Santos, faz parte da história da televisão brasileira por causa de Malhação. Tema de abertura entre 1995 e 1999, a música estará na vinheta especial programa para o capítulo de hoje. Em 1997, ela embalava uma sequência de cenas recheadas de gente bonita, entre shortinhos e bíceps sarados.

→ 1999:

Em 1999, o conceito “geração saúde”” já não agradava tanto, por isso a Academia Malhação deu lugar ao Colégio Múltipla Escolha. E o seriado, naquele momento estrelado pelos então iniciantes Giovanna Antonelli, Daniel de Oliveira e Priscilla Fantin, lançou mais uma abertura que confirmaria um hit – Te levar daqui, do Charlie Brown Jr.

→ 2011:

Com o objetivo principal de criar uma ponte entre televisão e redes sociais, além de uma boa dose de ousadia na construção do roteiro, a temporada de 2011 não conseguiu, infelizmente, cativar o público. Mas a abertura, ao som de Todos, de Macaco e Marcelo D, foi com certeza uma das melhores:

→ 2012:

Por causa do fiasco da temporada 2011, o seriado se reinventou no ano seguinte e apareceu com uma vinheta linda, embalada por Tempos Modernos, de Lulu Santos na interpretação do Jota Quest:

→ 2015:

A mistura de arte marcial e arte dramática da temporada atual do programa deu um caldo bom no roteiro e também na abertura – ao som de Agora Só Falta Você, com Pitty cantando Rita Lee, é uma das mais bonitas destes 20 anos. 

Twitter: @patvillalba

21/04/2015

às 12:06 \ Folhetinescas

Globo escala Cauã para ajudar ‘Babilônia’

Cauã Reymond é Leandro, um don juan sertanejo, e Isis Valverde é Antônia, filha de um coronel dos vinhedos em 'Amores Roubados': cenas quentes e fofocas de bastidores incrementaram o interesse pela minissérie (Divulgação)

Cauã Reymond é Leandro, um don juan sertanejo, e Isis Valverde é Antônia, filha de um coronel dos vinhedos em ‘Amores Roubados’: cenas quentes e fofocas de bastidores incrementaram o interesse pela minissérie (Divulgação)

Com a audiência do horário nobre comprometida pelo desempenho da novela das 9, Babilônia, a Globo tira hoje da gaveta seu último sucesso retumbante para reabrir a programação especial pelo aniversário da emissora, que completa 50 anos no domingo: pouco mais de um ano após a exibição original, Amores Roubados volta ao ar em duas partes, nesta terça (21) e quinta (23), às 23h30 – ou, como se diz, “depois de Tapas & Beijos e Chapa Quente). 

O festival Luz, Câmera… 50 anos vem apresentando desde janeiro as minisséries que marcaram a história da emissora, entre elas Lampião e Maria Bonita (1982), O Pagador de Promessas (1988), Presença de Anita (2001) e Maysa, quando fala o coração (2009). Na nova leva de reprises, estão A Justiceira (1997), A Cura (2010), Subúrbia (2012) e o clássico Carga Pesada (1979-1981 e 2003-2008), seriado estrelado por Antonio Fagundes e Stênio Garcia, como os adoráveis caminhoneiros Pedro e Bino.

Leia também: Cauã vive don juan arretado em ‘Amores Roubados’

A expectativa é que a minissérie escrita por George Moura e Sérgio Goldenberg a partir do romance A Emparedada da Rua Nova, de Carneiro Vilela, consiga incrementar o Ibope das noites da emissora, como aconteceu no ano passado, quando chegou a marcar 32 pontos – na última sexta (17), Babilônia obteve 24 pontos em São Paulo, o mesmo da novela das 7, Alto Astral.

Além do enredo instigante, das belas imagens captadas pelo diretor José Villamarim e pelo fotógrafo Walter Carvalho e das interpretações notáveis de Patrícia Pillar (Isabel), Cássia Kis Magro (Carolina), Osmar Prado (Roberto), Irandhir Santos (João) e Murilo Benício (Jaime), a minissérie chamou atenção pelas cenas quentes protagonizadas por Cauã Reymond, que interpreta o don juan sertanejo Leandro Dantas, um especialista em vinhos que enlouquece as mulheres do pedaço, em especial a fogosa Celeste de Dira Paes e a instável Antônia de Isis Valverde. Para completar, como o leitor deve bem se lembrar, um burburinho sobre um susposto relacionamento amoroso entre o galã e Isis durante as filmagens no Vale do São Francisco ajudou a atiçar a curiosidade do público – a história, infelizmente para os envolvidos, que nunca assumiram romance algum, deve voltar a causar frisson nas redes sociais.

Twitter: @patvillalba

03/01/2015

às 14:02 \ Folhetinescas

Na parte 2, ‘Tim Maia’ inclui Elis. E esquece briga com a Globo

Babu Santana como Tim Maia: faltas frequentes a programas e críticas à direção da emissora fizeram do músico persona non grata na emissora nos seus últimos anos, situação que só teve fim com homenagens póstumas de 1998 (Divulgação)

Babu Santana como Tim Maia: faltas frequentes a programas e críticas à direção da emissora fizeram do músico persona non grata na emissora nos seus últimos anos, situação que só teve fim com homenagens póstumas, em 1998 (Divulgação)

Biografias são campo fértil para polêmicas, que podem ser multiplicadas por mil vezes se o personagem em questão é Tim Maia. Depois de ter surpreendido ao apresentar um Roberto Carlos bem diferente do que se viu nos cinemas, a versão televisiva de Tim Maia, longa-metragem do diretor Mauro Lima que foi exibido pela Globo em duas partes, na última quinta e ontem (2), corrigiu uma falha: destacou, enfim, a importância de Elis Regina na carreira de Tim – ao gravar These Are The Songs em 1969, ela abriu caminho na Polydor para o primeiro disco-solo do músico, lançado em 1970. Grande amiga, mas deixada de lado pelo filme, ela foi citada pelo biógrafo Nelson Motta quando o docudrama abordou a fascinação das cantoras brasileiras pelo rei do soul – dali, a narrativa foi para Marisa Monte, Ivete Sangalo e, acredite, Cláudia Leitte, com direito a “participação especial” de Daniel (sim, no palco do esganiçado The Voice Brasil).

Hyldon, parceiro de Tim que na época do lançamento do filme reclamou por não ter sido incluído, também apareceu para falar sobre a personalidade forte do amigo. “Se ele soubesse o quanto era querido, teria se cuidado mais”, disse, por fim. O depoimento é o mesmo que compôs o especial Por Toda a Minha Vida, que a Globo exibiu em 2007.

Apesar das aparentes correções – mais fáceis de fazer com material de arquivo do que no campo da dramaturgia, que demanda negociações complicadas de direitos autorais e de imagem –, momentos importantes do filme foram de novo suprimidos e passagens espinhosas da vida do cantor, lembradas com leveza. Caetano Veloso lembrou, por exemplo, da folclórica dificuldade de Tim em cumprir horários e compromissos, como quando ele simplesmente faltou ao programa Chico & Caetano, em 1986 – por sorte, o diretor Roberto Talma mandara gravar o ensaio, um dia antes. “Isso faz parte do charme do Tim Maia”, disse Caetano no palco, ao justificar a ausência do convidado para os telespectadores.

Neste ponto, não se pode deixar de notar que a versão televisiva não mostrou a mágoa que Tim cultivou da Globo na sua última década de vida. Após vários “canos” e críticas à direção da emissora, ele se tornou persona non grata nos programas da casa – e tratou de reclamar aos quatro ventos, inclusive numa famosa entrevista ao Jô Soares Onze e Meia, em 1998, no SBT. “Há dez anos eles não deixam eu me apresentar”, disse. “Não estou dizendo que sou um anjinho, mas acho que somos todos brasileiros e precisamos nos unir”, completou, ao enfatizar que se sentia perseguido e que a fama de faltoso dificultava sua carreira. Sem ser convidado para cantar uma música sequer durante anos, ele só voltou à tela da Globo no dia em que morreu, 15 de março de 1998, nas diversas homenagens póstumas que lhe rendem até hoje.

Em cartaz no país por seis semanas, Tim Maia atraiu pouco mais de 800 mil espectadores aos cinemas, do fim de outubro ao começo de dezembro. Na TV, na versão docudrama Tim Maia – Vale o que Vier, a produção alcançou ótimos 28 pontos no Ibope. A remontagem do filme não foi feita pelo diretor Mauro Lima, que chegou a recomendar aos fãs do cantor, em postagem no Instagram, que não vissem a minissérie da Globo antes do longa.

Em paralelo à polêmica, a música de Tim, sempre maior do que tudo isso, andou na boca do povo nas redes sociais – a hashtag #TimMaia foi pura poesia nos últimos dois dias. Abaixo, ouça o belíssimo dueto de Elis e Tim em These Are The Songs:

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As 14+ de 2014

Vilã de novela adora se fingir de “quase morta”

02/05/2014

às 13:16 \ Eu faço drama

Os mortos que sempre aparecem

Como o tenente Wilson (Murilo Benício) de 'Força-Tarefa' (2009), o ex-policial André (Cuaã Reymond) também é assombrado pelo fantasma do pai, André (Cauã Reymond), Saulo (Jackson Antunes) (Divulgação)

Como o tenente Wilson (Murilo Benício) de ‘Força-Tarefa’ (2009), o ex-policial André (Cauã Reymond) também é assombrado pelo fantasma do pai, Saulo (Jackson Antunes) (Divulgação)

Quando as pistas de uma investigação se tornam mais escassas do que o detetive gostaria, nada melhor do que poder contar com um fantasma capaz de fornecer as peças que darão sentido ao quebra-cabeça em questão – é um luxo com o qual só os personagens de ficção podem contar. No capítulo desta sexta (2) de O Caçador (Globo, 23h), o sofrido e confuso André (Cauã Reymond) reencontra o pai traidor, Saulo (Jackson Antunes). Morto nos tempos em que o filho passou na prisão, condenado por um crime que teve sua participação, Saulo volta num sonho para – quem sabe – ajudar a pôr alguns pingos nos is. A reboque, trará o tal Ribeiro (Joca Andreazza), figura central na trama que envolve o protagonista.

Esse detalhe da produção é bom, porque a amplia a participação de Jackson Antunes. Conversar com gente morta é uma mania que certamente cai bem num personagem que se mostra instável e perturbado como André, mas não se pode deixar de notar que o seriado usa um recurso testado e aprovado em diversos seriados americanos (como Dexter) e, ainda, na série policial Força-Tarefa. Dos mesmos autores (Fernando Bonassi e Marçal Aquino) e diretor (José Alvarenga Jr.), a história exibida pela Globo entre 2009 e 2011, era ambientada numa unidade da corregedoria da polícia carioca, vista a partir da trajetória do tenente Wilson (Murilo Benício). Do mesmo tipo “instável e perturbado” que o André de Cauã, ele tinha por hábito conversar com o padrinho, Jonas (Rogério Trindade), que se suicidou por não conseguir conviver com a culpa de um ato de corrupção.

Jonas (Rogério Trindade), o alter-ego de Wilson (Murilo Benício) em 'Força-Tarefa': como o pai de André (Cauã Reymond) em 'O Caçador', ele estava envolvido em atos de corrupção na polícia (Divulgação)

Jonas (Rogério Trindade), o alter-ego de Wilson (Murilo Benício) em ‘Força-Tarefa’: como o pai de André (Cauã Reymond) em ‘O Caçador’, ele estava envolvido em atos de corrupção na polícia (Divulgação)

Além das coincidências com a obra anterior dos autores, O Caçador mostra no novo episódio um caso envolvendo nazismo. Lopes (Aílton Graça) é contratado por Jurgen (Chico Nogueira), um alemão que quer investigar um suposto pai – André acaba descobrindo a ligação desse homem misterioso com condenados por crimes durante a Segunda Guerra Mundial.

E como problema nunca vem desacompanhado, entre fantasmas e nazistas, André recebe um pedido de ajuda da cunhada femme fatale Kátia (Cléo Pires) que está prestes a ser internada em uma clínica psiquiátrica pelo marido, Alexandre (Alejandro Claveaux).

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20/03/2014

às 11:14 \ Eu faço drama

Cauã Reymond reedita o ‘mito José Mayer’

Cauã Reymond volta à TV como o ex-policial André: expulso da corporação, personagem vive de caçar recompensas (Divulgação)

Cauã Reymond volta à TV como o ex-policial André: expulso da corporação, personagem vive de caçar recompensas (Divulgação)

O espectador pode até não acreditar, mas um dos tipos mais difíceis de se representar é o do pegador, aquele que conquista sem muito esforço e pelo qual as mulheres costumam se estapear em cena. Na teledramaturgia da Globo, durante décadas, esse papel foi principalmente de José Mayer, que viveu os mais variados tipos de Don Juan – do jagunço ao médico, do quase miserável ao milionário – sempre com um notável borogodó.

Acontece que José Mayer, já com 60 e poucos, precisa passar o cetro para alguém. Muitos querem e outros tantos são até bonitos o suficiente, mas não é exatamente de beleza que um conquistador nato precisa – como a carreira de Mayer, aliás, demonstra. É mais conveniente uma dose extra de simpatia, aliada à sensualidade que, de tão bem colocada em cena, não parece ensaiada, forçada. Por essas e outras, o posto é de Cauã Reymond.

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Depois de uma série de personagens sedutores, em especial o sommelier Leandro Dantas da minissérie Amores Roubados, exibida em janeiro, o ator de 33 anos é agora um ex-policial sofrido, injustiçado e estrategicamente tatuado em O Caçador, drama policial dirigido por José Alvarenga Jr. e Heitor Dalhia e escrito por Marçal Aquino e Fernando Bonassi. Estreia no dia 11 na Globo, às 23h30. O “caçador” do título é seu personagem, André, que vive atrás de recompensas, após ter sido preso e expulso da polícia, acusado de um crime que não cometeu.

É verdade também que, quando o assunto é mulheres, ele parece mais caça do que caçador. Antes mesmo do começo da ação,  já é certo que as duas beldades do pedaço vão dar trabalho ao moço. Kátia (Cleo Pires) é cunhada de André, mulher do irmão dele, o delegado Alexandre (Alejandro Claveaux) – sobram cenas quentes entre os dois. Há ainda Marinalva, personagem de Nanda Costa que, mais uma vez, trafega no mundo da prostituição. “Eu visto a roupa da personagem e não tenho problema em tirar. A arte não tem limite”, disse ela na coletiva que apresentou o seriado à imprensa, na noite de ontem (quarta, 19), numa boate em Copacabana, no Rio.

Não só por Cauã e pelas cenas de sexo que sempre chamam a atenção do público, o seriado promete. Basta lembrar que o trio Alvarenga, Aquino e Bonassi foi também responsável pelo excelente Força-Tarefa, seriado com Murilo Benício exibido pela emissora entre 2009 e 2011.

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17/01/2014

às 18:01 \ Folhetinescas

Jaime morre, mas vinga Tufão em final de ‘Amores Roubados’

Acostumado, como seus antepassados, a mandar até onde a vista alcança, Jaime (Murilo Benício) foi desafiado e respondeu como um velho coronel (Divulgação)

Acostumado, como seus antepassados, a mandar até onde a vista alcança, Jaime (Murilo Benício) foi desafiado e respondeu como um velho coronel (Divulgação)

(*) atualizado às 23h57:

“Ah, não, corno de novo?”, brincou Murilo Benício ao receber do diretor José Luiz Villamarim o convite para interpretar o coronel Jaime Favais em Amores Roubados (Globo, 23h). Nos últimos tempos, ele já fora feito de gato e sapato pela Flora (Patrícia Pillar) quando foi o Dodi de A Favorita (2008) e enganado para todo o Divino ver pela Carminha (Adriana Esteves), como o Tufão de Avenida Brasil (2012). Mas agora manda-chuva sertanejo e com uma esposa bem menos peste, foi a vez de ir à forra – e brilhar.

Não bastasse ter mandado matar Leandro Dantas (Cauã Reymond) na segunda (13) e provocado um enfarte no sogro ontem (quinta, 16), ele segue se vingando da mulher, Isabel (Patrícia Pillar) na prévia do capítulo desta noite, o último – veja aqui. “Que Leandro?”, perguntará se fazendo de desentendido, quando ela disser que sabe sobre o assassinato. Logo depois, inventará que Antonio (Germano Haiut) andava triste e preocupado com a depressão dela, por isso acabou tendo um enfarte. “Arrisco dizer que o doutor Antonio morreu por sua causa.”

Maior audiência de uma minissérie da Globo desde 2007 (com Amazônia, de Glória Perez), Amores Roubados teve um final cercado de expectativa. Embora o livro que originou o roteiro de George Moura – A Emparedada da Rua Nova, de Carneiro Vilela – conte a morte dos protagonistas, muita gente ficou com a impressão de que Leandro Dantas pudesse estar  vivo em algum canto do sertão. Mas ele estava mesmo morto. E Jaime, apesar de ter conseguido acabar com a vida do oponente, despencou num precipício ao saber que a filha, Antônia (Isis Valverde) não só foi mais uma conquista de Leandro, mas também esperava um filho dele.

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16/01/2014

às 13:37 \ Folhetinescas

A cartilha da sedução, por Leandro Dantas

Todas choram pelo sumiço do sommelier sertanejo – a mãe, a filha, a amiga das duas e a até as telespectadoras (Divulgação)

Todas choram pelo sumiço do sommelier sertanejo em ‘Amores Roubados’ – a mãe, a filha, a amiga das duas e a até as telespectadoras (Divulgação)

Se há algo que a dramaturgia ensina é que jamais se pode subestimar o poder de um cafajeste.  É uma tese provada e reaplicada há séculos, curiosamente sobre as mesmas bases, como demonstra a mise-en-scène mais do que aprovada de Leandro Dantas, o sommelier sertanejo que Cauã Reymond interpreta em Amores Roubados (Globo, 23h). Um olhar oblíquo aqui, duas ou três palavras em francês, uma camisa meio aberta e pronto – lá estão todas as mulheres da trama a chorar pelo sumiço do homem. Do lado de cá, na vida real, as moças (e alguns moços também) se solidarizam com as personagens, e vão às redes sociais demonstrar preocupação.

“Acho bom o Cauã estar vivo…”, escreveu uma tuiteira inconsolável, logo após o fim do capítulo de segunda (13), quando o carro de Leandro despencou num barranco após uma perseguição sangrenta, completada por um tanto de gasolina e um fogaréu do qual ele dificilmente escaparia.

A morte do conquistador que enlouquece as mulheres lembra o caso de Jorge Tadeu (Fábio Jr.), em 'Pedra sobre Pedra'', de 1992. (Divulgação) conquistador

A morte do conquistador que enlouquece as mulheres lembra o caso de Jorge Tadeu (Fábio Jr.), em ‘Pedra sobre Pedra”, de 1992. (Divulgação)

Tamanha comoção faz o blog lembrar do divertido e inconsequente Jorge Tadeu, que Fábio Jr. interpretou em Pedra sobre Pedra (1992). Também na linha do “bonitão que chega e deixa a cidade em polvorosa”, mas num registro bem-humorado, o personagem morreu em determinado momento da trama, depois de deixar uma dúzia de mulheres apaixonadas. Num dos capítulos mais divertidos da teledramaturgia nacional, os autores Aguinaldo Silva, Ricardo Linhares e Ana Maria Moretzsohn transformaram o velório do doce cafajeste num revoar de borboletas, para depois reencarnar o homem numa flor – e quem viu a novela jamais terá um antúrio pela frente sem se lembrar de Fábio Jr. nos seus tempos de maior charme. Veja uma cena aqui.

Não é coisa para qualquer um. Afinal, é preciso um talento nato para dizer coisas tipo “um homem que prova todos os vinhos tem de provar também todas as mulheres” sem parecer (muito) ridículo. Mas, pensando bem, é possível montar uma “cartilha da cafajestagem” a la Leandro Dantas. Veja abaixo uma lista com as lições essenciais que o conquistador de ocasião pode aprender com o personagem. É prudente, entretanto, recomendar cuidado na aplicação. Postas em prática, as dicas – ainda mais se somadas a um sorriso como o de Cauã – podem ter consequências explosivas.

1. Frases de efeito

Até a maior das bobagens – como a já citada “um homem que prova todos os vinhos tem de provar também todas as mulheres” – pode ter um bom efeito quando dita com propriedade e certa dose de humor. Comparar mulheres e vinhos é, aliás, um clássico do cafajestismo.

2. Presentear com livro de poesia

É algo que sempre amoleceu corações por aí, e um gesto que deve ser ainda mais valorizado nestes tempos de e-book.

3. Gastar todo um pouco do francês

Como diria o Pepe Le Gambá, tudo o que envolve o amor fica mais intenso em francês. O efeito, entretanto, não é o mesmo em todos os tipos de conquista – vale mais para as que têm apreço cultural, como é o caso de Isabel (Patrícia Pillar), que ficou toda animada logo com o primeiro “oui” que Leandro soltou.

 

Antes do sussuro, um tanto de desprezo: toda cheia de atitude, Antônia (Isis Valverde) se apaixonou quando levou um fora do conquistador (Divulgação)

Antes do sussuro, um tanto de desprezo: toda cheia de atitude, Antônia (Isis Valverde) se apaixonou quando levou um fora do conquistador (Divulgação)

4. Jogar com o perigo

Na degustação às cegas que organizou na casa do patrão Jaime (Murilo Benício), Leandro aproveitou os olhos vendados dos presentes para alisar Celeste (Dira Paes), que estava acompanhada do marido. E se alguém estivesse espiando por uma fresta no tapa-olho? Pois é… aí é que está a magia.

5. Saber se exibir com aparente despretensão

A timidez é, sem dúvida, um elemento de conquista – mas, em geral, torna tudo mais demorado. Conquista a jato, como pratica Leandro Dantas na minissérie, só mesmo para os que sabem o momento certo de se exibir. Nem que seja preciso se jogar no Rio São Francisco, no meio do expediente.

6. Mostrar afinidade com crianças e/ou falar da infância difícil

Até as mulheres que ainda não pensam em ter filhos gostam de ver um homem que se dá bem com crianças – nem precisa ser Freud para explicar. Da mesma forma, a ideia de que o cabra é um pouco infantil ou que carrega dores da infância, sabe-se lá o motivo, dá a sensação a algumas de que ele precisa ser protegido. E se esse pensamento vingar, a conquista é certa.

7. Pisar, de leve

Toda cheia de atitude, Antônia (Isis Valverde) sentiu o coração bater mais forte justamente quando foi desprezada por Leandro. Claro que não precisa ir tão longe, e deixar a moça na beira da estrada como ele fez. Mas uma pequena dose de “posso sumir a qualquer momento” tem seu efeito – pode até doer, mas tem grande chance de apaixonar.

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Puro frescor ribeirinho

15/01/2014

às 15:44 \ Eu vejo novela

O que Cauã Reymond e Agostinho Carrara têm em comum?

(Divulgação)

(Divulgação)

O figurino do sedutor Leandro Dantas (Cauã Reymond) de Amores Roubados (Globo, 23h) demonstra muito bem como a moda é intrigante. Não estaria o charmoso sommelier comprando as belas camisas na mesma loja que o Agostinho Carrara (Pedro Cardoso) de A Grande Família?

Numa cena extra exibida no site da minissérie, o pequeno Leandro Dantas – veja que graça – já aparece como fã das camisas setentistas (Reprodução)

Numa cena de flashback, o pequeno Leandro Dantas – veja que graça – já aparece como fã das camisas setentistas (Reprodução)

Não é isso, mas quase. Em comum, os dois personagens têm o mesmo figurinista, Cao Albuquerque, que assina o trabalho atual com Nathália Duncan. Estampadas e com as golas pontudas de inspiração setentista, as camisas são quase que um uniforme para os cafajestes da ficção – do Tony Montana (Al Pacino) em Scarface (1983) ao Dodi (Murilo Benício) de A Favorita (2008) –, mas podem parecer charmosas, kitsch ou bregas mesmo, dependendo de quem veste e de qual é o contexto do personagem.

Em resumo, as peças de Cauã a gente quer copiar; as de Agostinho, a gente pensa em deixar para o carnaval. “Nós queríamos achar um Don Juan e que fosse o nosso Don Juan nordestino. Ao mesmo tempo ele tinha que ter uma coisa não cafajeste, mas ter a beleza brasileira em primeiro plano”, conta Cao ao blog, que misturou as camisas retrô com calças jeans mais do que modernas. “Aqui nós tínhamos que encontrar um cara que, apesar de tudo, tivesse algo mais realista.”

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14/01/2014

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Louca por causa do sumiço de Leandro (Cauã Reymond), Isabel (Patrícia Pillar) caiu nos braços de um desconhecido – todas choram a ausência de Cauã (Divulgação)

Louca por causa do sumiço de Leandro (Cauã Reymond), Isabel (Patrícia Pillar) caiu nos braços de um desconhecido – todas choram a ausência de Cauã (Divulgação)

Embora tenha sido anunciado na grade oficial para as 23h20, o capítulo desta terça de Amores Roubados começou bem mais cedo, às 22h55, depois de uma estreia econômica do Big Brother Brasil 14, de apenas meia hora. A trama de George Moura vem sendo apresentada com grande sucesso desde a semana passada, por isso foi privilegiada na programação. O plano divulgado pela emissora previa que a exibição começaria às 23h2o, depois de uma hora de BBB. “Vamos logo com isso que eu quero ver Amores Roubados“, disse o apresentador Pedro Bial num momento de “sincericídio”, durante a apresentação dos novos participantes.

Desde que a Globo comprou os direitos do reality show, há 14 anos, os autores de minissérie lamentam que suas obras sejam sacrificadas com a entrada do reality show no ar, quando os capítulos são empurrados para mais tarde e sem horário certo. A primeira consequência é a queda da audiência. Ao menos hoje, a minissérie levou a melhor.

Sem o charmoso Leandro Dantas de Cauã Reymond, que despencou num precipício um dia antes, o capítulo desta noite teve muitas lágrimas – todas choram o sumiço do sommelier. Sentindo-se abandonadas, desesperadas e em péssima situação, as mulheres da minissérie andam cometendo loucuras. Isabel (Patrícia Pillar), por exemplo, atropelou um ciclista desconhecido e acabou transando com ele ali mesmo, na estrada.

O que todo mundo quer saber é se o protagonista está mesmo morto ou se escapou dos tiros, do capotamento, e do incêndio no carro. A audiência do capítulo de segunda (13), como informou o Radar on-line bateu recorde, com 34 pontos no Rio e 32 em São Paulo. Vale dizer que a estreia do BBB13 marcou 25 pontos no ano passado.

10/01/2014

às 13:50 \ Entrevista

Dira Paes: ‘Celeste é um Don Juan de saias’

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Dira Paes fala sobre as cenas de nudez em ‘Amores Roubados’: “O que faz diferença é o projeto. Quando nos propomos a participar de um trabalho como ‘Amores Roubados’, sabemos que cada cena será feita com cuidado e bom gosto.” (Divulgação)

Há uma piada interna feminina segundo a qual, depois de certa idade, a mulher não liga tanto para os que elogiam seu talento e intelecto, mas sente bater mesmo o coração quando é chamada de bonita – ou, quem sabe, de coisa mais picante. Aos 44 anos de vida e 29 de carreira, Dira Paes não precisa escolher: passou a semana recebendo elogios entusiasmados nas redes sociais pelo corpo e pelo talento, de homens e mulheres de todas as idades, ao surgir toda faceira em cenas quentes com Cauã Reymond em Amores Roubados.

Acostumada a causar frisson desde que se destacou como a índia Corina de Ele, o boto, longa-metragem que Walter Lima Júnior dirigiu em 1987, a atriz responde com charme a perguntas sobre como encarou as cenas de nudez e, principalmente, a reação do público a elas. Modesta, anota que a iluminação de Walter Carvalho lhe favorece a silhueta e chegou até a agradecer ao diretor José Luiz Villamarim por ter escondido suas celulites. “O projeto é excelente e nunca tive dúvidas de que seria um sucesso! Fico muito feliz de saber que o meu trabalho está sendo comentado, assim como dos meus colegas”, diz ela a QUANTO DRAMA!. “Quando nos propomos a participar de um trabalho como Amores Roubados, sabemos que cada cena será feita com cuidado e bom gosto.”

E pensar que ainda outro dia ela interpretava uma avó em Salve Jorge. A sofrida Lucimar teve bons momentos na trama de Glória Perez, mas nada que se compare à Celeste que traz Dira de volta à TV. Socialite sertaneja, a personagem é descrita pelo autor George Moura como uma mulher apaixonada pelo marido, o produtor de mangas Deodoro Cavalcanti (Osmar Prado), mas que “precisa de paixão para sobreviver”. Poderia lembrar a fogosa Norminha de Caminho das Índias (2008), mas é muito mais intrigante e imprevisível. “Ela é uma socialmente, e outra no seu íntimo”, analisa Dira. “Vimos primeiro a Celeste entre quatro paredes, depois ela em seu convívio social e, por último, vamos conhecer a verdadeira Celeste.”

Celeste é o tipo de mulher que o conquistador Leandro Dantas vai lamentar ter se envolvido. É o correspondente feminino ao personagem de Cauã, tão predadora quanto. “Ela é uma mulher contemporânea. Tem uma relação de amor, um casamento bem-sucedido, mas é uma mulher fiel aos seus desejos”, detalha a atriz. “De início, ela acha que o caso com o Leandro é uma aventura, até que se vê apaixonada por ele. Quando entra o sentimento pelo Leandro é que as coisas se complicam.”

Uma boa personagem como essa não é novidade na carreira de Dira, também acostumada aos papeis sensuais no cinema. Versátil, ela aparece na minissérie e não deixa muito espaço para que o telespectador se lembre da dona Helena da cinebiografia 2 Dois Filhos de Franciso (2005) ou a Solineusa do seriado A Diarista (2003-2007).  A galeria de personagens dela é sortida, mas Celeste tem algo de inédito na carreira da atriz: é sua primeira madame. E longe de ser mais uma das óbvias madames que só fazem peruar, ela repensa mais uma vez a mulher brasileira – agora, é a libertária que se diverte enquanto os homens brincam de faroeste no parreiral. “Na minha carreira costumo aceitar papéis desafiadores e fico feliz de representar os mais diversos tipos de mulheres”, observa Dira. “A Celeste é uma personagem profunda e, assim como a temática da minissérie, traz em seu núcleo de convivência esse sertão moderno, mas cheio de valores arcaicos. Ela é uma mulher de classe, mas na verdade é um Don Juan de saias.”

 

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