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Carolina Ferraz

10/07/2012

às 11:10 \ Folhetinescas

Falta de homem (rico) explica fenômeno Cadinho

Cadinho: poder do Don Juan, apesar da estampa de Alexandre Borges, está no bolso (Divulgação/Globo)

Batalhadora, empresária de sucesso e uma das poucas mulheres exemplares do horário nobre da Globo, Monalisa (Heloísa Périssé) já disse mais de uma vez em Avenida Brasil que depois da internet e da TV a cabo ninguém precisa mais de homem. Exageros e humor à parte, a frase faz a personagem parecer viver num futuro distante do presente em que Verônica (Débora Bloch), Noêmia (Camila Morgado) e Alexia (Carolina Ferraz) orbitam em volta de Cadinho (Alexandre Borges), a última bolacha do pacote na novela de João Emanuel Carneiro.

O núcleo  do empresário “trígamo” é o alívio cômico da trama, um contraponto à densidade da história soturna de Nina (Débora Falabella) e Carminha (Adriana Esteves). Por isso, é assumidamente fantasioso a maior parte do tempo. Mas, ainda assim, seu maior trunfo vem de uma observação atenta do autor à mecânica dos relacionamentos modernos, terreno no qual o homem heterossexual é visto como artigo de luxo.

Cadinho é uma hipérbole do homem que seria ideal – amoroso,  bonito, bom pai e, sobretudo, rico. Se falta homem no mercado como reclama Verônica – repetindo o que as moças dizem por aí – o personagem está disposto a fazer a sua parte, dividindo-se em três.

João Emanuel faz graça com o cinismo daquelas que, contrariando as Monalisas que levantam a bandeira da autossuficiência, fazem do casamento um meio de vida. Num primeiro momento magoadas, quando descobriram que compartilhavam o marido, Noêmia e Verônica chegaram rapidamente ao lugar-comum da ex-mulher que se vinga atacando o bolso do ex. “Ele economiza aqui para gastar lá”, disse Verônica no capítulo de ontem, inconformada porque Cadinho não quis pagar um helicóptero para levá-la a São Paulo.

Na crônica divertida e bem arranjada da novela, não é o amor que faz de Cadinho um artigo raro no mercado dos relacionamentos, mas sua disponibilidade em prover. E haja disposição para bancar esse harém.

Até agora mantendo a pose de independente, Alexia descobriu no capítulo de ontem que a fortuna de sua família virou pó. Ou seja, será mais uma a depender do marido, com a mãe a reboque. Com tantas bocas para sustentar – com seus cremes, viagens e deslocamentos de helicóptero para bancar – não seria surpreendente se Cadinho – que raramente aparece pegando no batente, note-se – terminasse a novela falido, quem sabe até fazendo bico no salão de Monalisa no Divino.

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04/05/2012

às 20:22 \ Maestro, uma nota

“Eu sou a moita que você não desocupa”

(Divulgação)

de Alexia (Carolina Ferraz), discutindo a relação com Cadinho (Alexandre Borges), em Avenida Brasil. No capítulo de ontem, a esposa eventual, terceira a chegar no harém da novela das 21h da Globo, ficou brava porque o empresário atrapalhou seu jantar romântico. Ou seja: ele não quer vê-la com outro, mas também não deixa a vida de bígamo, na qual ainda acumula Noêmia (Camila Morgado) e Verônica (Débora Bloch).

01/05/2012

às 12:25 \ Folhetinescas

Cadinho se desespera com incesto em ‘Avenida Brasil’

Tomás (Ronny Kriwat) e Cadinho (Alexandre Borges): paquera entre irmãos (Divulgação/Globo)

É cada vez mais confusa a situação de Cadinho (Alexandre Borges), o bígamo charmoso e canastrão de Avenida Brasil (Globo, 21h). Desde que suas duas mulheres, Verônica (Débora Bloch) e Noêmia (Camila Morgado) se tornaram amigas e passaram a frequentar a casa uma da outra, o empresário corre o risco de ser pego em flagrante a cada cena.

A situação vai se complicar muito a partir do capítulo de hoje, quando Tomás (Ronny Kriwat), o filho de Cadinho com Noêmia, contar ao pai que está muito interessado em Débora (Nathália Dill), filha dele com Verônica. Tudo faz parte de um plano arquitetado pelas mães, que resolveram bancar os cupidos.

Hoje é só um susto. A partir da semana que vem, ficará mesmo impossível para Cadinho manter as duas famílias separadas. É que por causa de uma série de acontecimentos cruzados na trama de João Emanuel Carneiro que levarão ao fim do noivado de Débora e Jorginho, a moça, desiludida, vai aceitar sair com o filho da amiga da mãe.

Pressionado, Cadinho não terá saída senão contar ao filho que ele é irmão de Débora – a cena vai ao ar no sábado. Tão bom em inventar mentiras e subterfúgios para manter os dois casamentos, o empresário não contará toda a verdade, entretanto. Mas logo o filho descobrirá que o pai é também marido de Verônica. E, como se não bastasse, mais um pouco adiante, ele verá Cadinho beijando a sua terceira e menos frequente mulher, Alexia (Carolina Ferraz).

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Cadinho e seu amor transbordante em ‘Avenida Brasil’

15/04/2012

às 12:00 \ É página virada

Cadinho e seu amor transbordante em ‘Avenida Brasil’

Alexandre Borges, o romântico em excesso de 'Avenida Brasil': "Ele ama as três", diz o ator (Divulgação/Globo)

Os homens estão sempre reclamando de que as mulheres dão muito trabalho, mas o que diriam aqueles que não se contentam com uma ou duas esposas e constituem três familías? “O Cadinho ama as três com a mesma intensidade”, disse Alexandre Borges ao Quanto Drama!, analisando a psique do seu personagem na novela das 21h da Globo, Avenida Brasil.

Cadinho se divide entre Verônica (Débora Bloch), Noêmia (Camila Morgado) e Alexia (Carolina Ferraz). “Ele não é simplesmente um mulherengo, tanto é que formou família com as três”, anota Alexandre, defendendo o personagem, um milionário que tem dinheiro de sobra para sustentar – com muito conforto – três casas. As três mulheres do empresário são totalmente diferentes entre si. Verônica é uma perua, Noêmia é quase uma “bicho grilo” e Alexia é uma modernosa que buscava um homem para realizar o sonho de engravidar.

Quequé com Santinha em 'Rabo de Saia' (Divulgação/Globo)

Cadinho não é o primeiro e, tendo em vista o sucesso que personagens do tipo costumam fazer, não será o último da nossa teledramaturgia a colecionar esposas. Logo de cara, ele lembra o Quequé (Ney Latorraca), caixeiro-viajante da minissérie Rabo de Saia (1984), de Walter George Durst, que mantinha três famílias: uma com Eleuzinha (Dina Sfat), outra com Santinha (Lucinha Lins) e mais uma com Nicinha (Tássia Camargo).

O personagem, muito divertido, foi homenageado pelas autoras Thelma Guedes e Duca Rachid, esta última que trabalhou como colaboradora de Durst, em Cordel Encantado (2011). O Farid (Mohammed Harfouch), também caixeiro-viajante tinha três mulheres, uma de cada tipo, e passou a novela, coitando, tentando se equilibrar entre Neusa (Heloísa Périssé), Bartira (Andréa Horta) e Penélope (Paula Burlamaqui).

Também de personalidades bastante diferentes entre si, as mulheres de Quequé viviam em três cidades fictícias do Nordeste. No caso de Cadinho, o universo é menor, pois todas as mulheres estão no Rio – Verônica mora na Barra da Tijuca, Noêmia vive numa bela casa na região serrana, e Alexia é uma socialite da zona sul.

Rei Davi (Leonardo Brício) (Divulgação/Record)

Em tramas de época, a situação costuma funcionar melhor. Rabo de Saia e Cordel Encantado, passavam-se nos anos 20. Na minissérie Rei Davi, no ar na Record, o protagonista interpretado por Leonardo Brício, encantador de moças nos tempos a.C., tem no momento duas mulheres sob o mesmo teto. A primeira, Mical (Maria Ribeiro), é uma víbora. A segunda, Bate-Seba (Renata Dominguez) é seu grande amor, com quem cometeu adultério e só pôde se casar após a morte do marido dela – o castigo de Deus não tardou, e o casal perdeu o primeiro filho. E antes da história terminar, já na velhice, o rei ainda deverá tomar mais uma esposa.

Seja por costume cultural ou pela precariedade da comunicação e dificuldade de locomoção de outros tempos, os bígamos da ficção soam menos inverossímeis do que Cadinho. Afinal, não havia celular, internet, redes sociais e todos os mecanismos modernos que, se não impedem a traição, tornam pouco provável a possibilidade de um mesmo homem constituir três famílias. As mulheres de Quequé e Farid, por exemplo, ficavam em casa, quietas, esperando o marido aparecer das viagens a trabalho. As de Cadinho – como já aconteceu – podem se esbarrar num restaurante a qualquer momento.

Para Cadinho, portanto, fica difícil esticar a mentira. Talvez seja por isso que o autor João Emanuel Carneiro tenha dado um tom de farsa ao núcleo – até vinhetas típicas de desenho animado estão sendo usadas na edição, deslocando completamente a história dele dos demais núcleos da novela, que aparecem num registro bastante realista.

Mas mal começou a novela, as máscaras do personagens vêm caindo, uma a uma. Alexia foi a primeira a descobrir, ainda em 2000, antes da passagem de tempo que trouxe a novela para os dias atuais. Noêmia, depois de ser enganada por uns 20 anos, finalmente, pegou o adúltero. E Verônica anda desconfiada, ainda mais depois que o malandro inventou uma tal reunião em Zanzibar, na África, para justificar um período de ausência. “Desta vez eu pego ele!”, ameçou ela, no capítulo de sexta.

 

16/03/2012

às 15:21 \ Bastidores

Inspirada na classe C, festa de ‘Avenida Brasil’ foi quente

Quadra da Rocinha recebe festa da Globo: calor, muito calor (Divulgação/TV Globo)

Até deu para entender a intenção da Globo de realizar a festa de lançamento de Avenida Brasil na quadra da Acadêmicos da Rocinha. A nova novela das 9, não com novidade, põe a classe C no foco principal e tem grande parte da trama ambientada num bairro fictício localizado ao longo da Avenida Brasil – que é distante da Rocinha, anote-se.

A escolha do local teve, obviamente, a ver com a “nova classe média”, e a ideia inicial era a de que o elenco recebesse a imprensa e convidados no melhor clima subúrbio. Dessa forma, um espaço ao lado da favela bem que poderia dar charme ao evento. Mas durante os preparativos, a quadra original pareceu feia, simples demais. A cenografia, então, entrou com tudo na favela, e tratou de decorar e cobrir o lugar de tecidos, purpurinas e iluminação colorida. Assim, em quadra descaracterizada e, pior, sem ar condicionado, o que mais se ouviu durante a festa foi a pergunta “por que a festa é aqui?”.

Atores e atrizes pingavam suor e reclamavam demais – alguns com bom-humor, como Cauã Reymond, outros com impaciência, como Carolina Ferraz, que chegou tarde e foi embora cedo. Murilo Benício, suando em bicas e com sorriso amarelo, negou-se a dar entrevista – de início, até mesmo para a própria Globo. “Primeiro vou conversar com meus amigos de elenco, depois vem a entrevista, ok?”, repetiu, uma dezena de vezes antes de sair à francesa.

Depois da apresentação do clipe de lançamento, o elenco debandou sem dó. O troféu simpatia da noite ficou com Fabiula Nascimento, que será a cabeleira Olenka na novela. No show dos MCs Sapão e Márcio G, ela se jogou na pista de dança e arrasou nos passos de charme, ao lado dos dançarinos profissionais que trataram de manter a animação da noite.

 

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