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Caminho das Índias

08/02/2013

às 15:15 \ Fotonovela

Ayla de ‘Salve Jorge’ vinga a Duda de ‘Caminho das Índias’

Tira o olho, que o homem é meu!: Ayla (Tânia Khalill) aperta o braço do marido Ziah (Domingos Montagner) ao encontrar a rival Bianca (Cléo Pires) (Divulgação)

As voltas que o mundo dá são muito mais rápidas nas novelas do que na vida real. Em cenas que vão ao ar na semana que vem em Salve Jorge, Ayla (Tânia Khalill) terá oportunidade de exibir sua figura ao lado do marido, Ziah (Domingos Montagner), e chocar a rival, Bianca (Cléo Pires).

Sari justo: em 'Caminho das Índias', foi Duda, da mesma Tânia Khalill, que levou um susto ao ver o grande amor, Raj (Rodrigo Lombardi) casado com Maya (Juliana Paes) (Divuglação)

Acontecerá numa visita dos recém-casados ao Brasil, precisamente durante uma festa que a ricaça Leonor (Nicete Bruno) organiza em homenagem aos amigos turcos. Animada com a presença do galã da caverna, Bianca comparece na esperança de reatar o romance que ela mesma rompeu na Capadócia. Mas se surpreende ao descobrir que a fila andou. ”Ele nunca mais será seu!”, ouvirá de Ayla, para piorar a situação.

E veja como são as coisas no mundo das novelas: em Caminho das Índias, que a mesma Gloria Perez escreveu em 2009, a personagem da mesma Tânia Khalill se via em situação semelhante – mas por baixo, como agora está Bianca. Depois de ser desprezada e até ter um filho em segredo, Duda encontrava seu grande amor, Raj (prodrigo Lombardi), e sua nova esposa, Maya (Juliana Paes) no calçadão da praia.

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27/11/2012

às 11:46 \ Folhetinescas

Por que ‘Salve Jorge’ não é ‘Caminho das Índias’

Demir (Tiago Abravanel) e Tamar (Yanna Lavigne) se casam em 'Salve Jorge': sem o mesmo charme dos indianos de 'Caminho das Índias' (Divulgação)

Salve Jorge não é tão parecida com Caminho das Índias quanto se diz por aí. Vista com razão como uma releitura dos elementos mais marcantes da obra da autora, a atual novela de Glória Perez difere da anterior em pontos que foram cruciais para o sucesso em 2009.

O primeiro deles é o país escolhido, a Turquia. A paisagem deslumbrante da Capadócia pode ser um cartão-postal perfeito, mas não é mais dramática do que o fictício Rajastão de Caminho das Índias.

É possível que os turcos de agora não estejam sendo mostrados com o mesmo charme, mas sem dúvida os indianos daquela trama pareciam bem mais divertidos. Na sala do patriarca Opash, papel de Tony Ramos, o elenco era tão bem escalado quanto o da família Tufão de Avenida Brasil. Para começar, havia a dupla de veteranos Laura Cardoso e Flávio Migliaccio, como os impagáveis Laksmi e Chacha. Num cabo de guerra com as noras e a sogra, estava a maravilhosa Eliane Giardini, como a chiliquenta Indira. E, a qualquer momento, todos se levantavam e começavam a dançar – impossível não rir.

Maya (Juliana Paes) e Raj (Rodrigo Lombardi) em 'Caminho das Índias': casamento dos protagonistas foi inesquecível (Divulgação)

Desde o final dos anos 60  a cultura indiana demonstra ter apelo pop inesgotável, e com a novela não foi diferente. O sistema de castas que oprime os “dalits”, os casamentos arranjados, as disputas entre as mulheres que vivem sob o mesmo teto, o respeito aos mais velhos, enfim, há uma porção de detalhes curiosos, prato cheio para os autores de folhetim.

Até mesmo a dança indiana tem mais apelo na tela do que a dança turca – pelo menos é essa a impressão que deixaram as dancinhas na sala da família Ananda. Vale lembrar que a novela se aproveitou muito bem da onda indiana deflagrada pelo sucesso no Ocidente dos filmes de Bollywood – nos quais os números musicais são ponto alto.

Caminho das Índias estreou ainda sob os ecos do lançamento de Quem Quer Ser Um Milionário?, filme de  Danny Boyle de 2008 – que levaria 8 Oscar quando a trama já estava no ar. Foi, sem dúvida, um “momento auspicioso”, como diria um dos personagens da novela.

Próxima do Ocidente e menos exótica do que a Índia, a Turquia aparece em Salve Jorge mais como cenário do que como um determinante da história que se conta. A cultura local deve ser mais explorada daqui em diante, quando começa a acontecer o romance de Bianca (Cléo Pires) e Ziah (Domingos Montagner), mas o núcleo turco, pelo que se viu até aqui, não se compara aos indianos de Caminho das Índias – não é a toa que a novela foi a primeira brasileira a conquistar o Emmy Internacional.

No meio de um caldeirão com um equilíbrio interessante entre Oriente e Ocidente, o drama da protagonista Maya (Juliana Paes) não demorou a conquistar o público. Bem menos doce e com uma trajetória menos óbvia, a Morena (Nanda Costa) de Salve Jorge deve levar mais tempo – mas vai conseguir, quem sabe quando estiver “exibindo a figura” nos mercados de Stambul.

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18/11/2012

às 11:40 \ Folhetinescas

Teste de DNA virou arma na mão dos vilões

Sarmento (Tato Gabus) fingiu ser pai de Cida (Isabelle Drummond): mil possibilidades de golpe (Divulgação)

Nem mesmo um autor de imaginação fértil como João Emanuel Carneiro seria capaz de criar um roteiro policial com tantos detalhes sórdidos quanto o caso do goleiro Bruno, cujo julgamento pela morte de Eliza Samudio começa amanhã. Nas novelas, o final feliz é praticamente garantido para as “Elizas” que atravessam capítulos tentando provar a paternidade de seus rebentos, em geral com a intenção de subir na vida.

Surgido em meados dos anos 80 para desespero dos que tentam fugir das responsabilidades na vida real, o teste de DNA acabou com um dos maiores clichês do folhetim. Demorou a ser incorporado como elemento dramático e só passou a frequentar grande das tramas recentemente, depois que Glória Perez popularizou o termo e as pesquisas sobre clonagem na fantasiosa O Clone (2002). Hoje, peca o autor que resiste ao recurso, como em Avenida Brasil, quando Jorginho (Cauã Reymond) precisava provar a Tufão (Murilo Benício) que era filho de Max (Marcello Novaes).

Em ''Viver a Vida' (2009), Dora (Giovanna Antonelli) tinha dúvida sobre o pai do seu bebê. No final, venceu o argentino Maradona (Mario Jose Paz)

Depois de décadas arrastando novelas em torno de dúvidas sobre paternidade, os autores se viram obrigados a absorver a nova tecnologia e resolver esse tipo de mal-entendido em poucos capítulos. Ou não.

Os laboratórios da ficção são verdadeiras espeluncas, onde se pode comprar exames falsos ou alterar dados ao gosto do freguês. Assim, se por um lado já não pega bem postergar uma dúvida sobre paternidade, por outro criaram-se diversas maneiras de manipular informações. E falsificar teste de DNA se tornou um dos golpes preferidos dos vilões e periguetes em geral.

Aconteceu outro dia em Cheias de Charme, de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira.  Primeiro, a empreguete Cida (Isabelle Drummond) descobriu que era filha de seu patrão, o inescrupuloso Sarmento (Tato Gabus). A revelação, não por acaso, aconteceu quando ela ficou rica e ele, amargava uma falência. Somente na última semana se revelou que o crápula falsificou o exame de DNA, para se aproveitar da moça.

Não há limites para os mal-entendidos que podem surgir de um exame falso de paternidade. Em Araguaia (2010), de Walter Negrão, os mocinhos Manoela (Milena Toscano) e Solano (Murilo Rosa) passaram pelo tormento da suspeita de incesto quando o pai dela, Max (Lima Duarte), tirou da manga um exame de DNA que dizia que os dois eram irmãos. Nesse caso, a nova tecnologia se aliou a outro dos maiores clichês das novelas, a relação incestuosa. Mas tudo era uma armação, claro.

Com ou sem tecnologia, entretanto, as suspeitas sobre paternidade sempre prenderam e vão continuar prendendo o público, porque despertam sentimentos comuns à grande maioria. Ainda que seja um clichê, poucas cenas são tão tocantes quanto a de Caminho das Índias (2009) em que Laksmi (Laura Cardoso) revela que os inimigos Shankar (Lima Duarte) e Opash (Tony Ramos) são pai e filho. Reveja abaixo (a partir de 6:00):

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13/05/2012

às 11:32 \ É página virada

Mãe de novela não é “tudo igual”

Se o clichê “mãe é tudo igual, só muda o endereço” não se confirma na vida real, que dirá nas novelas, gênero no qual a criatividade dos autores já deu origem a todo tipo de mãe – das dedicadas às relapsas, das amorosas às cruéis, das sábias às tresloucadas. Mãe que é mãe é capaz de sustentar uma trama sozinha, porque basta um nascimento para – como em Bebê a Bordo (1988) e Barriga de Aluguel (1991) – uma história se desenvolver e emocionar.

E já que as mães não são todas iguais, o Quanto Drama! aproveita o segundo domingo de maio para deixar aqui registrada uma pequena porção do que é a “mãe brasileira de novela”, em toda sua diversidade.

→ Mãe coragem

Um filho perdido, uma mãe corajosa e, pronto, já se tem uma novela. A Maria do Carmo (Susana Vieira) de Senhora do Destino (2004), tinha o pesar da filha que lhe fora roubada, mas o alto astral de uma mãe brasileira típica. Como ela, mas muito mais chique, lembre-se de Bete Gouveia (Fernanda Montenegro), de Passione (2010), que levou 50 anos para reencontrar o filho Totó (Tony Ramos), e da Verbena (Ana Lúcia Torre), da atual novela das 6, Amor Eterno Amor, que esperou 30 anos por Rodrigo (Gabriel Braga Nunes).

Na cena abaixo, o reencontro de Maria do Carmo e Lindalva (Carolina Dieckmann), a filha que lhe foi tirada e criada pela temível Nazaré Tedesco (Renata Sorrah):

→ Mãe de filho ingrato

Pelo nome da novela – Meus Filhos Minha Vida (1984,SBT) – já dá para imaginar parte do sofrimento pelo qual a protagonista passa. Interpretada de maneira emocionante por Miriam Pires, a faxineira Luzia Santos Silva era uma viúva batalhadora que não media esforços para criar os três filhos – três trastes, para desespero da heroína. Antes dela, houve a Dona Xepa (Yara Cortes), da novela homônima de 1977, feirante e mãe de dois filhos que sentiam vergonha dela. No ano passado, duas novelas trouxeram esse tipo de trama: Morde & Assopra, com a Dulce (Cássia Kis Magro), e Fina Estampa, com a Griselda (Lilia Cabral).

Nesta cena, Luzia recebe uma carta frustrante do filho Pedro (Carlo Briani):

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10/03/2012

às 12:52 \ É página virada

‘Chocolate com Pimenta’ continua a “maratona Laura Cardoso” na TV

Mariana Ximenes (Ana Francisca) e Laura Cardoso (Carmen), em 'Chocolate com Pimenta': duas vezes sucesso

Com o fim da reprise de Mulheres de Areia no Vale a Pena Ver de Novo, que patinou em alguns momentos, mas encerrou ontem com Ibope excelente (20 pontos), a Globo não quis arriscar e escalou seu maior sucesso do horário das 6 nos últimos tempos: Chocolate com Pimenta. Escrita por Walcyr Carrasco, ela foi ao pela primeira vez em 2003 e depois reprisada no Vale a Pena , em 2007, as duas vezes com audiência nas alturas.

A história clássica da heroína que é humilhada na cidade natal, ascende socialmente e volta poderosa para se vingar é sem dúvida um marco na carreira de Mariana Ximenes, que interpreta a protagonista Ana Francisca. Mas a reprise da novela divertida, romântica e com figurinos encantadores é também mais uma chance de ver Laura Cardoso em cena.

Aliás, quando Laura não está no ar?

Laura Cardoso como a Isaura de 'Mulheres de Areia'

Vejamos. Até ontem, ela era Isaura, mãe das gêmeas Ruth e Raquel (Glória Pires), que claramente preferia a filha má. Fez uma dupla matadora com Sebastião Vasconcelos, pai das moças que, pescador humilde, preferia a filha boa. Antes, esteve no ar como a Mariquita, na novela das seis Araguaia (2010/2011). De quebra, participou do seriado A Grande Família, como a mãe de Lineu (Marco Nanini).

Pioneira da TV, com perto de completar 85 anos, a atriz faz uma novela atrás da outra, desde 1952, quando apareceu em Tribunal do Coração (Tupi), vinda do teatro.  Mesmo quando não é uma das figuras de destaque da trama, como foi com a Laksmi de Caminho das Índias (2009), ela é frequentemente chamada para, de repente, para fazer a diferença, como em Duas Caras, na qual fez uma participação especial como a mãe de Ferraço (Dalton Vigh) – talvez a cena mais emocionante de toda a novela.

Na segunda, Laura estará de novo no ar, como Carmem, a avó querida de Ana Francisca, única pessoa equilibrada do sítio onde vive a destrambelhada família da protagonista de Chocolate com Pimenta.  Terá, sem dúvida, belas cenas pela frente. Sempre tem.

Na quinta, penúltimo capítulo, ela segurou uma cena praticamente em silêncio, só no olhar. De arrepiar (veja a partir do minuto 32):

 

 

 

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