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Camila Pitanga

08/03/2013

às 14:52 \ Folhetinescas

‘Lado a Lado’ chega ao fim com muito prestígio e pouca audiência

Isabel (Camila Pitanga) e Zé Maria (Lázaro Ramos) concretizam, enfim, o casamento interrompido no primeiro capítulo de 'Lado a Lado': com as bênçãos da Igreja Católica e do candomblé (Divulgação)

Pouco antes de Lado a Lado (Globo, 18h20) estrear, em  setembro, Patrícia Pillar disse que a novela abordaria um momento histórico que explica o Brasil atual. Hoje, dia em que a novela termina, pode-se dizer que a atriz foi certeira na definição e que, mais do que isso, uma das grandes virtudes da trama foi justamente como os autores de João Ximenes Braga e Cláudia Lage estabeleceram a ponte entre o período de transição da monarquia para a República e esse nosso presente apocalíptico.

Foi preciso uma dose de didatismo, é verdade, recurso imprescindível a uma obra que, por estar na TV aberta e ter um alto investimento na produção, deve falar a um público enorme. Mas o tom professoral, dirigido aos que não têm o repertório necessário para entender certos contextos, talvez tenha sido o que afugentou parte da audiência que não respondeu tanto quanto a novela merecia.

Constância (Patrícia Pillar): com quase todas as tramas resolvidas, destino da ex-baronesa é o maior suspense do último capítulo de 'Lado a Lado' (Divulgação)

Injustiça como a que ocorreu com Força de um desejo, trama das 18h escrita por Gilberto Braga e Alcides Nogueira em 1999 e que, apesar do primor da produção, da inquietação da trama e da qualidade do texto, não alcançou as metas estabelecidas para o horário. Lado a Lado, curiosamente supervisionada pelo mesmo Gilberto – “Confio nessa novela, mas não confio no público”, disse ele lá no começo –, passa para a posteridade da mesma forma: uma novela de muito prestígio, vista todos os dias por um público fiel e atento, mas com baixo Ibope. A média total deve ficar em torno dos 18 pontos, a menor já registrada na faixa e que nem mesmo a reta final conseguiu elevar.

Nestes tempos em que só brigas entre mulheres parecem ser capazes de chamar a atenção a ponto de produzir um recorde de audiência, como vem acontecendo com Salve Jorge (Globo, 21h30), quem se incomodou ao perceber um tom professoral na trama das 18h perdeu. Não é sempre que se tem uma aula desse tipo na TV, quando a história se materializa ora nas sutilezas, ora no vigor da interpretação de atrizes como Patrícia Pillar (Constância), Marjorie Estiano (Laura), Camila Pitanga (Isabel) e Zezeh Barbosa (Tia Jurema), quatro personagens que sintetizam a mulher brasileira do século XX de forma comovente, entre ricas decadentes, pobres esperançosas, descasadas marginalizadas, contestadoras incorrigíveis e religiosas corajosas. Chega a ser simbólico que uma novela tão seriamente feminina – e não “mulherzinha” – termine neste 8 de março.

Por tudo isso, o ganho institucional para a emissora é com certeza mais valioso do que aquele que vem da medição imediata da audiência.E a história da TV agradece.

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29/01/2013

às 12:45 \ Bastidores

UFC de época: ‘Lado a Lado’ reproduz luta emblemática de 1909

Zé Maria e Jun Murakami lutam em 'Lado a Lado': nas cenas com o judoca Rodrigo Oyie, Lázaro, que foi batizado na capoeira como o "Zé Navalha" da novela, gravou quase tudo sem dublê (Divulgação/Fred Rozário))

Uma luta célebre e simbólica ocorrida em 1909 começa a ser reconstruída em Lado a Lado a partir de hoje. Na novela das 18h da Globo, que se passa nos anos 1910, o “capoeira” Zé Maria (Lázaro Ramos) sobe num ringue para desafiar um campeão de jiu-jitsu que visita o Rio de Janeiro a convite da Marinha brasileira.

Camila Pitanga nos bastidores da cena: Isabel teme pelo amado, mas acaba engrossando o coro de "Zé! Zé! Zé!" (Divulgação/Fred Rozário)

Contado com, obviamente, alguns elementos ficcionais, o episódio é real.  Segundo consta, foi vivido por Francisco da Silva Cyríaco, o maior mestre de capoeira da época. “A capoeira era proibida no Brasil e os praticantes costumavam ir presos por vadiagem. Por isso, ao desafiar e vencer o mestre oriental, inclusive diante de autoridades, o capoeirista passou a mensagem de que a capoeira não poderia continuar sendo considerada um crime”, explica Marcio Henrique de Oliveira Barbosa, o mestre Cocoroca, preparador dos atores da novela, nos bastidores da cena visitados pelo blog.

Ao saber que a Marinha recorre a um lutador japonês para o treinamento de defesa pessoal, Zé Maria, ex-marinheiro, questiona: “Por que o jiu-jitsu e não a capoeira que já temos aqui?”

Inconformado, o herói vai até o pavilhão e assiste a Jun Murakami (Rodrigo Oyie) – apresentado como um lutador de “agilidade indestrutível” e capaz de “pulos maquiavélicos” – derrubar uma meia dúzia de fracotes. “Mais algum homem de coragem na plateia?”, provoca o mestre de cerimônias. É quando Zé, para desespero de Isabel (Camila Pitanga), entra no ringue.

Mas basta um rabo-de-arraia, o mesmo golpe usado pelo mestre Cyríaco em 1909, para o capoeira derrotar o japonês. “Pra gente, é muito bacana poder reproduzir um fato histórico tão pouco conhecido assim, na novela, e trazê-lo para o grande público”, observa o diretor Vinicius Coimbra, responsável pela sequência gravada na última sexta no Centro Hípico do Exército, em São Cristovão (zona norte do Rio).

Cena foi gravada no Centro Hípico do Exército no Rio, que vestiu cartazes à moda antiga para servir de Pavilhão de Lutas e recebeu 150 figurantes (Divulgação/Fred Rozário)

Os autores Cláudia Lage e João Ximenes Braga têm se esmerado em costurar momentos históricos do período na trama que envolve seus personagens. A Revolta da Vacina (1904) e a Revolta da Chibata (1910), por exemplo, já foram adaptados e contados pelo folhetim das 18h.

Ao sinal do diretor, a platéia de 150 figurantes grita – “Zé! Zé! Zé!” –, quando o apresentador diz que “um campeão invicto foi derrotado por um capoeira”. “Capoeira não é coisa de marginal, não. É coisa de brasileiro. Precisa de ritmo, força e coragem”, discursa o herói, antes de receber um beijo da amada, coisa digna dos campeões.

Em cena, estarão ainda os jornalistas Carlos Guerra (Emilio de Mello) e Jonas (George Sauma), além do protagonista Edgar (Thiago Fragoso) que, sob pseudônimo, vai assinar um artigo registrando o ocorrido.

Na vida real, aconteceu quase o mesmo. A história foi parar nos jornais, e o fato de a luta ter sido presenciada por autoridades militares e de segurança reforçou o questionamento que já se fazia da proibição da capoeira. Mas a luta, trazida de Angola na época da escravidão e preservada como tesouro cultural pelos ex-escravos, só deixaria de ser crime em 1937, durante o governo Getúlio Vargas.

Registro fotográfico da luta 1909, feito pela 'Revista da Semana': episódio deu força à legalização da capoeira como esporte genuinamente brasileiro, o que só aconteceria por meio da política nacionalista de Getúlio Vargas em 1937 (Reprodução)

25/01/2013

às 11:56 \ Folhetinescas

Globo exalta liberdade religiosa na novela das 6

Jurema (Zezeh Barbosa), em 'Lado a Lado': revelação dos búzios deu início a uma perseguição religiosa no Rio de Janeiro de 1910 (Divulgação)

Personagem simpática e marcante, mas até agora secundária, a Tia Jurema (Zezeh Barbosa) vem, nos últimos dias, protagonizando um drama particular em Lado a Lado (18h). Com a personagem, os autores João Ximenes Braga e Cláudia Lage fazem uma defesa contundente da liberdade de credo e, de quebra, explicam as raízes das religiões africanas e do sincretismo religioso no Brasil.

A história da praticante de candomblé que é presa acusada de feitiçaria acontece pouco depois de a Globo ser alvo de críticas de líderes evangélicos por levar ao ar uma novela que remete a São Jorge (embora Salve Jorge não tenha viés religioso) e uma minissérie (O Canto da Sereia) cuja protagonista era filha de Iemanjá.

Na porta da delegacia de 'Lado a Lado', de ex-escravos a beatas, personagens fazem vigília pela libertação de Jurema (Divulgação)

Numa boa sequência, com resolução pouco comum a um dos mistérios da trama, Jurema viu no jogo de búzios que o filho de Isabel (Camila Pitanga), dado como morto, está vivo. Essa pista levou a heroína a descobrir que a ex-baronesa Constância (Patrícia Pillar) escondia o neto bastardo desde o começo da novela. Desmascarada, para se vingar, a megera convenceu o padre a fazer uma denúncia à polícia, acusando a mãe-de-santo de feitiçaria.

Com prisão decretada, Jurema, numa cena tocante, teimou em deixar o morro para visitar uma certa Tia Ciata – sim, aquela quituteira baiana real que teve papel fundamental no nascimento do samba nos morros cariocas –, mas não chegou ao destino. Na pequena Rio de Janeiro de 1910, a discussão do caso da pobre Tia Jurema vai do morro ao centro. Numa conversa com o padre Olegário (Cláudio Tovar), Isabel chegou a dizer: “Ela faz no morro o que o senhor faz aqui na cidade – cuida dos mais necessitados.”

De acordo com o Código Penal de 1890, artigo 157, “praticar o espiritismo, a magia e seus sortilégios, usar de talismãs e cartomancias” era mesmo crime, punido com prisão de seis meses e multa de 500 mil réis. A liberdade religiosa no país só passaria a vigorar com o novo código, de 1940, mas os efeitos práticos do artigo 157 seriam sentidos até meados dos anos 1960.

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17/01/2013

às 15:50 \ Folhetinescas

‘Lado a Lado’: barraco de época e com classe

Luva de pelica? Que nada!: Isabel (Camila Pitanga) toma satisfações com Constância (Patrícia Pillar, de costas), que a fez chorar durante anos a morte de um filho vivo (Divulgação)

A teledramaturgia não sobrevive sem os clichês. Mas não é justo criticar o seu uso quando os autores sabem conduzir uma cena que, não fosse o bom encadeamento do texto e a dedicação dos atores, pareceria mera reprise.

Quantas vezes, afinal, já vimos a sequência “mãe descobre filho perdido”? Muitas. Mas poucas se comparam à que Lado a Lado (Globo, 18h20) apresentou ontem. Com Camila Pitanga (Isabel) e Patrícia Pillar (Constância) como protagonistas, e ainda Milton Gonçalves  (Afonso) e Marjorie Estiano (Laura) como coadjuvantes, a cena mostrou o esperado confronto entre a dançarina que teve o filho dado como morto e a ex-baronesa que promoveu tal maldade.

No capítulo de hoje, Isabel (Camila Pitanga) pune Zenaide (Ana Carbatti), passando pimenta na boca da megera (Divulgação)

A novela se passa em 1910, muito antes do exame de DNA que encurtou esse tipo de trama e complicou a vida dos autores que adoram alongar as histórias. Mas, mesmo podendo fazer isso, os autores João Ximenes Braga e Cláudia Lage juntaram mãe e filho muito antes do que se poderia supor e numa velocidade que chega a surpreender numa novela de época.

Inconformada com o relacionamento entre Isabel e seu filho, o janota Albertinho (Rafael Cardoso), Constância armou um plano para sumir com o neto. Numa trama tipicamente folhetinesca, mandou que substituíssem a criança viva por um natimorto e vinha pagando duas megeras para criar o garoto.

A mágica da personagem de Patrícia está na contradição de, mesmo sendo capaz de grosserias, preconceitos e vilanias, amar o neto bastardo e mulato de todo o coração. Presa às tradições da velha monarquia, a ex-baronesa tem um apego doentio aos laços de família. Não é exatamente má, mas algo muito mais complexa do que isso. Isabel, por outro lado, é exatamente boa, mas nada boba. É heroína das que se admira, das roupas às atitudes.

O barraco classudo de ontem seria digno dos últimos capítulos da novela, mas é certo que outros rounds entre as duas virão – ainda há muita história pela frente até o grand finale, previsto para março.

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10/09/2012

às 13:09 \ Folhetinescas

A história recente vista pelas mulheres de ‘Lado a Lado’

Lado a Lado não é uma novela de época, mas uma novela sobre uma época que ajuda a compreender as mulheres de hoje. É essa a primeira conclusão que se tem da nova trama das 18h, que estreia hoje na Globo, ao ver as cenas apresentadas à imprensa há duas semanas e ao colher as impressões do elenco e da equipe envolvidos na produção.

Tudo gira ao redor delas e é sobre elas, seus sonhos, vontades e batalhas na virada do século 20 e na transição da Monarquia para a República, cenário reconstruído pela equipe do diretor Dennis Carvalho segundo imaginaram os autores Claudia Lage e João Ximenes Braga, sob supervisão de Gilberto Braga.

Inicialmente, há duas amigas, Isabel (Camila Pitanga) e Laura (Marjorie Estiano). A primeira é a bela filha de um ex-escravo, Afonso (Milton Gonçalves), que trabalha como doméstica desde os 14 anos. A segunda é uma normalista, filha de família tradicional em franca decadência. As duas sonham com a liberdade e vão se casar – Isabel com José Maria (Lázaro Ramos), por amor; Laura com Edgar (Thiago Fragoso), por conveniência.

Entre as duas jovens, e com o peso de décadas de tradicionalismo nas costas, Constância (Patrícia Pillar) se agarra como pode ao título de baronesa e luta, em vão, contra os novos valores que começam a se estabelecer. Mãe de Laura, ela acredita que só um bom casamento pode garantir futuro a uma mulher. Que o público espere, portanto, duelos cênicos dos mais palpitantes entre as talentosas Camila Pitanga, Patrícia Pillar e Marjorie Estiano. Abaixo, as atrizes ajudam o blog a desvendar o que move suas personagens:

Isabel, por Camila Pitanga:

Isabel (Camila Pitanga), a libertária (Divulgação/Globo)

“Ela tem a auto-estima de pé, é o traço mais importante dela. O bacana da novela, mais do que chamar a atenção para o preconceito, é falar do negro se afirmando na sociedade. A gente não sabe nada sobre a mãe, mas ela tem um pai muito afetivo, que conseguiu comprar a sua liberdade e trabalhar como barbeiro. A patroa dela não chega a ser uma mãe, mas é afetiva. E como é uma senhora refinada, a Isabel aprendeu a se portar, teve boa edução. Ela vive bem no cortiço e numa casa de elite, transita entre esses dois mundos. Sempre que você olha para a história, está se pensando hoje. É uma oportunidade que essa novela dá.

 

Constância, por Patrícia Pillar 

Constância (Patrícia Pillar), a controladora (Divulgação/Globo)

“A novela fala muito sobre o nascimento da mulher moderna, por meio de uma filha do povo e de uma filha da elite. A Constância representa o nascimento de uma parte da elite que nós temos hoje, a mais preconceituosa. Ela luta por coisas que não vai conseguir conter, como o pensamento da filha. A Laura quer trabalhar e não aceita o casamento, mas a Constância tem uma opinião contrária porque, afinal, ela viveu esse modelo e foi feliz. Ela é uma falsa moralista, uma moralista que está a serviço de tudo menos da moralidade, como diz o Veríssimo. Fora isso, a novela tem também uma parte cultural maravilhosa, sobre o nascimento do samba e a vinda do futebol para o Brasil. Isso será matéria-prima do nosso dia a dia aqui, através de personagens que representam o nosso passado recente e também o nosso presente.”

Laura, por Marjorie Estiano 

Laura (Marjorie Estiano), a reprimida (Divulgação/Globo)

“Tenho feito mulheres de opinião, que lutam por seus ideais. Talvez a Laura seja a precursora de todas elas. Ela tem um temperamento empreendedor, questionador e, por isso, bate de frente com a mãe. A relação delas sempre foi muito difícil. A Constância faz uma invasão muito grande na vida da Laura, ainda que seja por amor. Ela aceita o casamento, mas não como limitação – isso não determinou que ela vá parar de trabalhar.”

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02/09/2012

às 12:26 \ Bastidores

“A Catarina chega para perturbar”, diz Alessandra Negrini sobre nova personagem

Alessandra Negrini na festa de 'Lado a Lado', no Rio: "Se precisar cantar, ok. Eu finjo que canto bem" (Divulgação/Globo)

Elemento surpresa de Lado a Lado, que substituirá Amor Eterno Amor no próximo dia 10 na Globo, Alessandra Negrini  caprichou nas evasivas para manter o mistério em torno de Catarina, femme fatale de época que vai tirar Edgar (Thiago Fragoso) dos eixos na nova novela das 18h. “Sei tanto dela quanto você. Ela vem para perturbar”, disse a atriz, em conversa com o blog durante a festa de lançamento da trama, ontem, na Estação Leopoldina, no centro do Rio.

A protagonista Camila e o pai, Antônio Pitanga (Divulgação/Globo)

A personagem que traz a atriz de volta às novelas depois de cinco anos, desde quando ela fez jornada dupla como as gêmeas de Paraíso Tropical (2007), é uma cantora lírica que teve um envolvimento com o herói da história em Lisboa. De volta ao Brasil, num arranjo de interesses entre famílias, Edgar se casa a contragosto com Laura (Marjorie Estiano). E justamente quando o casal estiver se acertando, Catarina chegará ao Rio. “Não sei quando será. Ainda não fiz prova de figurino, não gravei nada e não sei quando vou gravar”, limitou-se a dizer Alessandra, que também jurou não saber se terá de cantar em cena. “Se tiver de cantar, ok. Eu finjo que canto bem!”, brincou.

Com decoração e ambientação impecável, a festa de lançamento da novela fez a bela e hoje desprezada Estação Leopoldina reviver os tempos de sua inauguração em 1897. Os móveis, tapetes, painéis, arranjos florais e até a comida remetiam à época em que se passa a trama de Claudia Lage e João Ximenes, na virada do século 20.

Num vestido longo lilás com uma fenda frontal à Angelina Jolie, Camila Pitanga, que vive a protagonista Isabel, foi a estrela da noite, a mais animada na pista do show do cantor Marcelo D2. Ela foi acompanhada pelo pai, Antonio Pitanga, que contou ao blog que entrará na novela “lá pelo capítulo 100” e que “empresta” a filha ao amigo Milton Gonçalves de bom grado. “Já fui pai dela em Cama de Gato (2010). Agora é deixa um pouco pra ele…”, disse, referindo-se ao barbeiro Afonso, ex-escravo e pai de Isabel na novela.

Decoração devolveu o glamour à velha Estação Leopoldina (Divulgação/Globo)

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27/08/2012

às 12:20 \ Entrevista

Camila Pitanga reforça time das empreguetes charmosas

Isabel (Camila Pitanga) dança nos primórdios do samba: "A coragem dela é admirável" (Divulgação/Globo)

Quando Camila Pitanga surgir rodopiando numa roda de tambores no primeiro capítulo de Lado a Lado, no dia 10, a Globo estará numa situação curiosa. Todas as novelas da maior produtora de dramaturgia do país terão empregadas domésticas como protagonistas.

A maratona das empreguetes mais charmosas da TV começa à tarde, com a reprise de Chocolate com Pimenta, na qual Mariana Ximenes vive Ana Franscisca, que começou a trama como faxineira até se tornar milionária. Às 18h, entra em cena Camila, como Isabel, mulher batalhadora que luta para se afirmar no Brasil do início do século 20 em Lado a Lado. Depois dela, é a vez de Cheias de Charme e suas domésticas pop stars. Depois do Jornal Nacional, brilham as cozinheiras: em Avenida Brasil, Nina (Débora Falabella) aterroriza Carminha (Adriana Esteves) vestida num uniforme vermelho e, um pouco mais tarde, Gabriela (Juliana Paes) não precisa de uniforme nenhum para mexer com a cabeça de Nacib (Humberto Martins) e toda da população masculina de Ilhéus.

Em comum, as empreguetes da TV têm a personalidade forte e, por isso, são donas de suas histórias. Isabel, a nova integrante do grupo não é diferente “A coragem dela é admirável”, anota Camila, em conversa com o blog, adiantando que a personagem passará por péssimos momentos, mas sem perder a esperança.

Na novela de João Ximenes Braga e Claudia Lage, que se passa em 1904, Isabel é a impetuosa filha de um ex-escravo, Afonso (Milton Gonçalves). “Ela passa por um duplo preconceito porque, além de negra, é mulher. E, na época, mulher não votava, não trabalhava fora e, enfim, não podia exercer sua liberdade”, detalha a atriz, que volta à TV depois de Insensato Coração (2011).

A heroína começa a trama como empregada doméstica de Madame Besançon, uma rica viúva francesa vivida por Beatriz Segall. Mas logo a moça descobrirá sua veia artística e os esfregões vão ficar para trás. “A madame não chega a ser uma mãe para ela, mas a relação das duas é boa. Na casa dela desde os 14 anos, a Isabel aprendeu francês e boas maneiras. Por isso, é uma mulher refinada, apesar da origem humilde”, adianta Camila, que diz “se virar bem” no idioma.

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10/08/2012

às 10:31 \ Bastidores

Lázaro Ramos calibra a ginga para ‘Lado a Lado’

Lázaro Ramos grava nas ruas de São Luís sob orientação do Mestre Cocoroca (Divulgação/Globo)

Lázaro Ramos voltou às aulas de capoeria para interpretar o protagonista de Lado a Lado, novela das 6 que substituirá Amor Eterno Amor no mês que vem. Está praticando com o Mestre Cocoroca desde o fim de maio, mas não precisa de tanto esforço para flutuar como na foto acima.

“Eu já tinha uma noção de capoeira desde quando fiz Madame Satã”, conta ele ao blog, citando o filme de 2002 dirigido por Karim Aïnouz, longa-metragem que lhe rendeu vários prêmios e elogios.

Na trama escrita por João Ximenes e Cláudia Lage, Lázaro será o capoeirista Zé Maria, que se apaixonará por Isabel, personagem de Camila Pitanga – os dois atores repetem o par André e Carol de Insensato Coração (2010).

Dirigida por Dennis Carvalho, a novela teve as primeiras cenas gravadas no Centro Histórico de São Luís, no Maranhão, perfeito para a reconstrução do Rio de Janeiro do começo do século 20. Nas ruas da cidade, Lázaro gravou várias sequências para ilustrar a porção capoeirista do personagem.

A história tem como pano de fundo as transformações sociais que moldaram o Brasil de hoje: o início da República, o surgimento das favelas, as primeiras composições de samba e a busca da mulher pela igualdade de direitos.

Abaixo, o trailer do ainda impactante Madame Satã:

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13/07/2012

às 11:17 \ Folhetinescas

Todo poder às domésticas

Não é de hoje que as empregadas domésticas protagonizam ou se destacam nas novelas. Mas nunca antes na história da teledramaturgia as empreguetes mandaram tanto quanto agora – elas são estrelas  de quatro das seis tramas que a Globo, a emissora líder em audiência, põe no ar todos os dias.

Espertas, lindas e, é claro, muito charmosas, as curicas, como Chayene (Claudia Abreu) gosta de chamá-las, estão com tudo, simbolizando a nova imagem da categoria que sempre foi sinônimo de mulher batalhadora – e nada mal para a TV aberta agradá-las, já que a classe C ameaça debandar para os canais por assinatura. Aqui, o blog apresenta uma seleção das dez empreguetes mais charmosas da ficção televisiva:

 

(Divulgação)

1. Ana Francisca (Mariana Ximenes): No começo de Chocolate com Pimenta, novela de Walcyr Carrasco em reprisse no Vale a Pena Ver de Novo (14h40), a faxineira desajeitada Ana Francisca (Mariana Ximenes) inspirava pena. Depois de sofrer bullying no baile da cidade, casou com o dono da principal fábrica do pedaço e agora é conhecida como a elegante e cobiçada “viuvinha”.

 

 

 

 

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2. Rosário (Leandra Leal), Penha (Taís Araújo) e Cida (Isabelle Drummond): as domésticas de Cheias de Charme (19h) parecem princesas de contos de fadas, mas ao mesmo tempo são bastante verossímeis. Lindas e carismáticas, encantam crianças com seus figurinos coloridos e os marmanjos de plantão com um ou outro traje provocante.

 

 

 

 

 

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3. Nina (Débora Falabella): A heroína vingadora de Avenida Brasil (21h15) é uma mocinha com jeito de vilã. Ardilosa, é uma assombração na vida da vilã Carminha (Adriana Esteves) e faz sucesso com seu tempero especial. Quatro homens já caíram de amores por ela: Jorginho (Cauã Reymond), Tufão (Murilo Benício), Max (Marcello Novaes) e o ex-namorado Hector (Daniel Kuzniecka), que chora até hoje a partida da amada na Argentina.

 

 

 

 

(Divulgação)

4. Gabriela (Juliana Paes): É, meus camaradas… A cozinheira mais famosa de Ilhéus é concretização dos doces sonhos de Nacib (Humberto Martins) em Gabriela (23h): bonita, talentosa com as panelas, servil e fogosa. De quebra, tem o tal cheiro de cravo e a cor de canela, que Jorge Amado imaginou. Como se sabe, está em véspera de patroa, já que vai casar com o dono da casa e se tornar “senhora de respeito”.

 

 

 

 

 

 

 

 

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5. Moira O’Hara (Alexandra Breckenridge): o fenômeno empreguete não é restrito à TV brasileira. Para a patroa e demais personagens femininas da série americana American Horror Story (2011, canal FX), a arrumadeira Moira aparecia como uma senhora caolha. Mas para os homens, especialmente para o patrão Ben (Dylan McDermott), a morta-viva tratava de se mostrar como uma ruiva fetichista.

 

 

 

 

 

 

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