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Amores Roubados

21/04/2015

às 12:06 \ Folhetinescas

Globo escala Cauã para ajudar ‘Babilônia’

Cauã Reymond é Leandro, um don juan sertanejo, e Isis Valverde é Antônia, filha de um coronel dos vinhedos em 'Amores Roubados': cenas quentes e fofocas de bastidores incrementaram o interesse pela minissérie (Divulgação)

Cauã Reymond é Leandro, um don juan sertanejo, e Isis Valverde é Antônia, filha de um coronel dos vinhedos em ‘Amores Roubados’: cenas quentes e fofocas de bastidores incrementaram o interesse pela minissérie (Divulgação)

Com a audiência do horário nobre comprometida pelo desempenho da novela das 9, Babilônia, a Globo tira hoje da gaveta seu último sucesso retumbante para reabrir a programação especial pelo aniversário da emissora, que completa 50 anos no domingo: pouco mais de um ano após a exibição original, Amores Roubados volta ao ar em duas partes, nesta terça (21) e quinta (23), às 23h30 – ou, como se diz, “depois de Tapas & Beijos e Chapa Quente). 

O festival Luz, Câmera… 50 anos vem apresentando desde janeiro as minisséries que marcaram a história da emissora, entre elas Lampião e Maria Bonita (1982), O Pagador de Promessas (1988), Presença de Anita (2001) e Maysa, quando fala o coração (2009). Na nova leva de reprises, estão A Justiceira (1997), A Cura (2010), Subúrbia (2012) e o clássico Carga Pesada (1979-1981 e 2003-2008), seriado estrelado por Antonio Fagundes e Stênio Garcia, como os adoráveis caminhoneiros Pedro e Bino.

Leia também: Cauã vive don juan arretado em ‘Amores Roubados’

A expectativa é que a minissérie escrita por George Moura e Sérgio Goldenberg a partir do romance A Emparedada da Rua Nova, de Carneiro Vilela, consiga incrementar o Ibope das noites da emissora, como aconteceu no ano passado, quando chegou a marcar 32 pontos – na última sexta (17), Babilônia obteve 24 pontos em São Paulo, o mesmo da novela das 7, Alto Astral.

Além do enredo instigante, das belas imagens captadas pelo diretor José Villamarim e pelo fotógrafo Walter Carvalho e das interpretações notáveis de Patrícia Pillar (Isabel), Cássia Kis Magro (Carolina), Osmar Prado (Roberto), Irandhir Santos (João) e Murilo Benício (Jaime), a minissérie chamou atenção pelas cenas quentes protagonizadas por Cauã Reymond, que interpreta o don juan sertanejo Leandro Dantas, um especialista em vinhos que enlouquece as mulheres do pedaço, em especial a fogosa Celeste de Dira Paes e a instável Antônia de Isis Valverde. Para completar, como o leitor deve bem se lembrar, um burburinho sobre um susposto relacionamento amoroso entre o galã e Isis durante as filmagens no Vale do São Francisco ajudou a atiçar a curiosidade do público – a história, infelizmente para os envolvidos, que nunca assumiram romance algum, deve voltar a causar frisson nas redes sociais.

Twitter: @patvillalba

30/12/2014

às 15:27 \ Folhetinescas

As 14+ de 2014

Num ano em que se destacam as produções de curta duração, o Comendador José Alfredo de 'Império' surgiu para provar que o pulso da telenovela ainda pulsa – e como (Divulgação)

Num ano em que se destacam as produções de curta duração, o Comendador José Alfredo de ‘Império’ surgiu para provar que o pulso da telenovela ainda pulsa – e como (Divulgação)

Este foi um ano de produções mais curtas na teledramaturgia brasileira, com destaque inegável para os seriados e com motivos suficientes para que ressurgisse o velho questionamento sobre o futuro da novela como gênero dominante na programação. Não poderia ser diferente, diante do sucesso da minissérie Amores Roubados, que abriu o ano da Globo com apenas 10 capítulos, e do desempenho abaixo das expectativas de Em Família, novela mais do que tradicional de Manoel Carlos que ocupou o horário nobre no primeiro semestre.  Mas eis que a telenovela encerra o ano demonstrando por que é o programa mais visto do país há mais de 60 anos: Império e seu admirável Comendador José Alfredo chegaram em julho para fisgar de novo o público e calar as bocas de Matilde – na história da televisão, nada melhor do que um capítulo após o outro.

Visto em retrospecto, entre os costumeiros beijos cinematográficos, tapas na cara, reconhecimentos de paternidade, assassinatos em série e muito burburinho nas redes sociais, 2014, o ano que parecia nunca terminar, demonstra que deu um bom caldo na ficção. Aqui, as 14 cenas preferidas desta colunista – na ordem em que foram ao ar:

Jaime (Murilo Benício), em 'Amores Roubados' (Divulgação)

Jaime (Murilo Benício), em ‘Amores Roubados’ (Divulgação)

1. Crime e castigo

Cercada de muito falatório antes e durante sua exibição, por causa dos boatos envolvendo seus protagonistas, a minissérie Amores Roubados teve muitas cenas poéticas e fortes. Entre tantas, fica na memória a morte do coronel do vinho Jaime (Murilo Benício), que despenca do precipício no capítulo final (17/1), depois de mandar matar o homem que encantou sua mulher e sua filha e ainda lhe deixou um neto.  

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17/01/2014

às 18:01 \ Folhetinescas

Jaime morre, mas vinga Tufão em final de ‘Amores Roubados’

Acostumado, como seus antepassados, a mandar até onde a vista alcança, Jaime (Murilo Benício) foi desafiado e respondeu como um velho coronel (Divulgação)

Acostumado, como seus antepassados, a mandar até onde a vista alcança, Jaime (Murilo Benício) foi desafiado e respondeu como um velho coronel (Divulgação)

(*) atualizado às 23h57:

“Ah, não, corno de novo?”, brincou Murilo Benício ao receber do diretor José Luiz Villamarim o convite para interpretar o coronel Jaime Favais em Amores Roubados (Globo, 23h). Nos últimos tempos, ele já fora feito de gato e sapato pela Flora (Patrícia Pillar) quando foi o Dodi de A Favorita (2008) e enganado para todo o Divino ver pela Carminha (Adriana Esteves), como o Tufão de Avenida Brasil (2012). Mas agora manda-chuva sertanejo e com uma esposa bem menos peste, foi a vez de ir à forra – e brilhar.

Não bastasse ter mandado matar Leandro Dantas (Cauã Reymond) na segunda (13) e provocado um enfarte no sogro ontem (quinta, 16), ele segue se vingando da mulher, Isabel (Patrícia Pillar) na prévia do capítulo desta noite, o último – veja aqui. “Que Leandro?”, perguntará se fazendo de desentendido, quando ela disser que sabe sobre o assassinato. Logo depois, inventará que Antonio (Germano Haiut) andava triste e preocupado com a depressão dela, por isso acabou tendo um enfarte. “Arrisco dizer que o doutor Antonio morreu por sua causa.”

Maior audiência de uma minissérie da Globo desde 2007 (com Amazônia, de Glória Perez), Amores Roubados teve um final cercado de expectativa. Embora o livro que originou o roteiro de George Moura – A Emparedada da Rua Nova, de Carneiro Vilela – conte a morte dos protagonistas, muita gente ficou com a impressão de que Leandro Dantas pudesse estar  vivo em algum canto do sertão. Mas ele estava mesmo morto. E Jaime, apesar de ter conseguido acabar com a vida do oponente, despencou num precipício ao saber que a filha, Antônia (Isis Valverde) não só foi mais uma conquista de Leandro, mas também esperava um filho dele.

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16/01/2014

às 13:37 \ Folhetinescas

A cartilha da sedução, por Leandro Dantas

Todas choram pelo sumiço do sommelier sertanejo – a mãe, a filha, a amiga das duas e a até as telespectadoras (Divulgação)

Todas choram pelo sumiço do sommelier sertanejo em ‘Amores Roubados’ – a mãe, a filha, a amiga das duas e a até as telespectadoras (Divulgação)

Se há algo que a dramaturgia ensina é que jamais se pode subestimar o poder de um cafajeste.  É uma tese provada e reaplicada há séculos, curiosamente sobre as mesmas bases, como demonstra a mise-en-scène mais do que aprovada de Leandro Dantas, o sommelier sertanejo que Cauã Reymond interpreta em Amores Roubados (Globo, 23h). Um olhar oblíquo aqui, duas ou três palavras em francês, uma camisa meio aberta e pronto – lá estão todas as mulheres da trama a chorar pelo sumiço do homem. Do lado de cá, na vida real, as moças (e alguns moços também) se solidarizam com as personagens, e vão às redes sociais demonstrar preocupação.

“Acho bom o Cauã estar vivo…”, escreveu uma tuiteira inconsolável, logo após o fim do capítulo de segunda (13), quando o carro de Leandro despencou num barranco após uma perseguição sangrenta, completada por um tanto de gasolina e um fogaréu do qual ele dificilmente escaparia.

A morte do conquistador que enlouquece as mulheres lembra o caso de Jorge Tadeu (Fábio Jr.), em 'Pedra sobre Pedra'', de 1992. (Divulgação) conquistador

A morte do conquistador que enlouquece as mulheres lembra o caso de Jorge Tadeu (Fábio Jr.), em ‘Pedra sobre Pedra”, de 1992. (Divulgação)

Tamanha comoção faz o blog lembrar do divertido e inconsequente Jorge Tadeu, que Fábio Jr. interpretou em Pedra sobre Pedra (1992). Também na linha do “bonitão que chega e deixa a cidade em polvorosa”, mas num registro bem-humorado, o personagem morreu em determinado momento da trama, depois de deixar uma dúzia de mulheres apaixonadas. Num dos capítulos mais divertidos da teledramaturgia nacional, os autores Aguinaldo Silva, Ricardo Linhares e Ana Maria Moretzsohn transformaram o velório do doce cafajeste num revoar de borboletas, para depois reencarnar o homem numa flor – e quem viu a novela jamais terá um antúrio pela frente sem se lembrar de Fábio Jr. nos seus tempos de maior charme. Veja uma cena aqui.

Não é coisa para qualquer um. Afinal, é preciso um talento nato para dizer coisas tipo “um homem que prova todos os vinhos tem de provar também todas as mulheres” sem parecer (muito) ridículo. Mas, pensando bem, é possível montar uma “cartilha da cafajestagem” a la Leandro Dantas. Veja abaixo uma lista com as lições essenciais que o conquistador de ocasião pode aprender com o personagem. É prudente, entretanto, recomendar cuidado na aplicação. Postas em prática, as dicas – ainda mais se somadas a um sorriso como o de Cauã – podem ter consequências explosivas.

1. Frases de efeito

Até a maior das bobagens – como a já citada “um homem que prova todos os vinhos tem de provar também todas as mulheres” – pode ter um bom efeito quando dita com propriedade e certa dose de humor. Comparar mulheres e vinhos é, aliás, um clássico do cafajestismo.

2. Presentear com livro de poesia

É algo que sempre amoleceu corações por aí, e um gesto que deve ser ainda mais valorizado nestes tempos de e-book.

3. Gastar todo um pouco do francês

Como diria o Pepe Le Gambá, tudo o que envolve o amor fica mais intenso em francês. O efeito, entretanto, não é o mesmo em todos os tipos de conquista – vale mais para as que têm apreço cultural, como é o caso de Isabel (Patrícia Pillar), que ficou toda animada logo com o primeiro “oui” que Leandro soltou.

 

Antes do sussuro, um tanto de desprezo: toda cheia de atitude, Antônia (Isis Valverde) se apaixonou quando levou um fora do conquistador (Divulgação)

Antes do sussuro, um tanto de desprezo: toda cheia de atitude, Antônia (Isis Valverde) se apaixonou quando levou um fora do conquistador (Divulgação)

4. Jogar com o perigo

Na degustação às cegas que organizou na casa do patrão Jaime (Murilo Benício), Leandro aproveitou os olhos vendados dos presentes para alisar Celeste (Dira Paes), que estava acompanhada do marido. E se alguém estivesse espiando por uma fresta no tapa-olho? Pois é… aí é que está a magia.

5. Saber se exibir com aparente despretensão

A timidez é, sem dúvida, um elemento de conquista – mas, em geral, torna tudo mais demorado. Conquista a jato, como pratica Leandro Dantas na minissérie, só mesmo para os que sabem o momento certo de se exibir. Nem que seja preciso se jogar no Rio São Francisco, no meio do expediente.

6. Mostrar afinidade com crianças e/ou falar da infância difícil

Até as mulheres que ainda não pensam em ter filhos gostam de ver um homem que se dá bem com crianças – nem precisa ser Freud para explicar. Da mesma forma, a ideia de que o cabra é um pouco infantil ou que carrega dores da infância, sabe-se lá o motivo, dá a sensação a algumas de que ele precisa ser protegido. E se esse pensamento vingar, a conquista é certa.

7. Pisar, de leve

Toda cheia de atitude, Antônia (Isis Valverde) sentiu o coração bater mais forte justamente quando foi desprezada por Leandro. Claro que não precisa ir tão longe, e deixar a moça na beira da estrada como ele fez. Mas uma pequena dose de “posso sumir a qualquer momento” tem seu efeito – pode até doer, mas tem grande chance de apaixonar.

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Puro frescor ribeirinho

15/01/2014

às 15:44 \ Eu vejo novela

O que Cauã Reymond e Agostinho Carrara têm em comum?

(Divulgação)

(Divulgação)

O figurino do sedutor Leandro Dantas (Cauã Reymond) de Amores Roubados (Globo, 23h) demonstra muito bem como a moda é intrigante. Não estaria o charmoso sommelier comprando as belas camisas na mesma loja que o Agostinho Carrara (Pedro Cardoso) de A Grande Família?

Numa cena extra exibida no site da minissérie, o pequeno Leandro Dantas – veja que graça – já aparece como fã das camisas setentistas (Reprodução)

Numa cena de flashback, o pequeno Leandro Dantas – veja que graça – já aparece como fã das camisas setentistas (Reprodução)

Não é isso, mas quase. Em comum, os dois personagens têm o mesmo figurinista, Cao Albuquerque, que assina o trabalho atual com Nathália Duncan. Estampadas e com as golas pontudas de inspiração setentista, as camisas são quase que um uniforme para os cafajestes da ficção – do Tony Montana (Al Pacino) em Scarface (1983) ao Dodi (Murilo Benício) de A Favorita (2008) –, mas podem parecer charmosas, kitsch ou bregas mesmo, dependendo de quem veste e de qual é o contexto do personagem.

Em resumo, as peças de Cauã a gente quer copiar; as de Agostinho, a gente pensa em deixar para o carnaval. “Nós queríamos achar um Don Juan e que fosse o nosso Don Juan nordestino. Ao mesmo tempo ele tinha que ter uma coisa não cafajeste, mas ter a beleza brasileira em primeiro plano”, conta Cao ao blog, que misturou as camisas retrô com calças jeans mais do que modernas. “Aqui nós tínhamos que encontrar um cara que, apesar de tudo, tivesse algo mais realista.”

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14/01/2014

às 23:34 \ Eu vejo novela

Com estreia curta, ‘BBB14′ poupa ‘Amores Roubados’

Louca por causa do sumiço de Leandro (Cauã Reymond), Isabel (Patrícia Pillar) caiu nos braços de um desconhecido – todas choram a ausência de Cauã (Divulgação)

Louca por causa do sumiço de Leandro (Cauã Reymond), Isabel (Patrícia Pillar) caiu nos braços de um desconhecido – todas choram a ausência de Cauã (Divulgação)

Embora tenha sido anunciado na grade oficial para as 23h20, o capítulo desta terça de Amores Roubados começou bem mais cedo, às 22h55, depois de uma estreia econômica do Big Brother Brasil 14, de apenas meia hora. A trama de George Moura vem sendo apresentada com grande sucesso desde a semana passada, por isso foi privilegiada na programação. O plano divulgado pela emissora previa que a exibição começaria às 23h2o, depois de uma hora de BBB. “Vamos logo com isso que eu quero ver Amores Roubados“, disse o apresentador Pedro Bial num momento de “sincericídio”, durante a apresentação dos novos participantes.

Desde que a Globo comprou os direitos do reality show, há 14 anos, os autores de minissérie lamentam que suas obras sejam sacrificadas com a entrada do reality show no ar, quando os capítulos são empurrados para mais tarde e sem horário certo. A primeira consequência é a queda da audiência. Ao menos hoje, a minissérie levou a melhor.

Sem o charmoso Leandro Dantas de Cauã Reymond, que despencou num precipício um dia antes, o capítulo desta noite teve muitas lágrimas – todas choram o sumiço do sommelier. Sentindo-se abandonadas, desesperadas e em péssima situação, as mulheres da minissérie andam cometendo loucuras. Isabel (Patrícia Pillar), por exemplo, atropelou um ciclista desconhecido e acabou transando com ele ali mesmo, na estrada.

O que todo mundo quer saber é se o protagonista está mesmo morto ou se escapou dos tiros, do capotamento, e do incêndio no carro. A audiência do capítulo de segunda (13), como informou o Radar on-line bateu recorde, com 34 pontos no Rio e 32 em São Paulo. Vale dizer que a estreia do BBB13 marcou 25 pontos no ano passado.

10/01/2014

às 13:50 \ Entrevista

Dira Paes: ‘Celeste é um Don Juan de saias’

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Dira Paes fala sobre as cenas de nudez em ‘Amores Roubados’: “O que faz diferença é o projeto. Quando nos propomos a participar de um trabalho como ‘Amores Roubados’, sabemos que cada cena será feita com cuidado e bom gosto.” (Divulgação)

Há uma piada interna feminina segundo a qual, depois de certa idade, a mulher não liga tanto para os que elogiam seu talento e intelecto, mas sente bater mesmo o coração quando é chamada de bonita – ou, quem sabe, de coisa mais picante. Aos 44 anos de vida e 29 de carreira, Dira Paes não precisa escolher: passou a semana recebendo elogios entusiasmados nas redes sociais pelo corpo e pelo talento, de homens e mulheres de todas as idades, ao surgir toda faceira em cenas quentes com Cauã Reymond em Amores Roubados.

Acostumada a causar frisson desde que se destacou como a índia Corina de Ele, o boto, longa-metragem que Walter Lima Júnior dirigiu em 1987, a atriz responde com charme a perguntas sobre como encarou as cenas de nudez e, principalmente, a reação do público a elas. Modesta, anota que a iluminação de Walter Carvalho lhe favorece a silhueta e chegou até a agradecer ao diretor José Luiz Villamarim por ter escondido suas celulites. “O projeto é excelente e nunca tive dúvidas de que seria um sucesso! Fico muito feliz de saber que o meu trabalho está sendo comentado, assim como dos meus colegas”, diz ela a QUANTO DRAMA!. “Quando nos propomos a participar de um trabalho como Amores Roubados, sabemos que cada cena será feita com cuidado e bom gosto.”

E pensar que ainda outro dia ela interpretava uma avó em Salve Jorge. A sofrida Lucimar teve bons momentos na trama de Glória Perez, mas nada que se compare à Celeste que traz Dira de volta à TV. Socialite sertaneja, a personagem é descrita pelo autor George Moura como uma mulher apaixonada pelo marido, o produtor de mangas Deodoro Cavalcanti (Osmar Prado), mas que “precisa de paixão para sobreviver”. Poderia lembrar a fogosa Norminha de Caminho das Índias (2008), mas é muito mais intrigante e imprevisível. “Ela é uma socialmente, e outra no seu íntimo”, analisa Dira. “Vimos primeiro a Celeste entre quatro paredes, depois ela em seu convívio social e, por último, vamos conhecer a verdadeira Celeste.”

Celeste é o tipo de mulher que o conquistador Leandro Dantas vai lamentar ter se envolvido. É o correspondente feminino ao personagem de Cauã, tão predadora quanto. “Ela é uma mulher contemporânea. Tem uma relação de amor, um casamento bem-sucedido, mas é uma mulher fiel aos seus desejos”, detalha a atriz. “De início, ela acha que o caso com o Leandro é uma aventura, até que se vê apaixonada por ele. Quando entra o sentimento pelo Leandro é que as coisas se complicam.”

Uma boa personagem como essa não é novidade na carreira de Dira, também acostumada aos papeis sensuais no cinema. Versátil, ela aparece na minissérie e não deixa muito espaço para que o telespectador se lembre da dona Helena da cinebiografia 2 Dois Filhos de Franciso (2005) ou a Solineusa do seriado A Diarista (2003-2007).  A galeria de personagens dela é sortida, mas Celeste tem algo de inédito na carreira da atriz: é sua primeira madame. E longe de ser mais uma das óbvias madames que só fazem peruar, ela repensa mais uma vez a mulher brasileira – agora, é a libertária que se diverte enquanto os homens brincam de faroeste no parreiral. “Na minha carreira costumo aceitar papéis desafiadores e fico feliz de representar os mais diversos tipos de mulheres”, observa Dira. “A Celeste é uma personagem profunda e, assim como a temática da minissérie, traz em seu núcleo de convivência esse sertão moderno, mas cheio de valores arcaicos. Ela é uma mulher de classe, mas na verdade é um Don Juan de saias.”

10/01/2014

às 11:14 \ Eu vejo novela

‘Amores Roubados’ põe The xx no topo do iTunes

Bem na foto: sucesso da minissérie com Cauã Reymond (leandro) e Antônia (Isis Valverde) se reflete no frisson em torno do trio brtiânico – que, veja que coisa, teve passagem discreta pelo país no ano passado (Reprodução)

Bem na foto: sucesso da minissérie com Cauã Reymond (Leandro) e Antônia (Isis Valverde) se reflete no frisson em torno do trio brtiânico – que, veja que coisa, passou discretamente pelo país no ano passado (Reprodução)

Apenas quatro capítulos de Amores Roubados – sem contar, é claro, as diversas chamadas durante a programação da Globo – foram suficientes para levar o trio britânico The xx ao topo do ranking do iTunes. Intro e Angels, duas faixas usadas na minissérie para embalar o amor dos protagonistas Leandro (Cauã Reymond) e Antônia (Isis Valverde), amanheceram nesta sexta (10) como, respectivamente, a primeira e a segunda mais baixadas pelos brasileiros na loja virtual.

Desde que as chamadas da minissérie de George Moura começaram a ir ao ar, na semana passada, o nome The xx passou a circular freneticamente pelas redes sociais, como o blog destacou neste post. “Que música é essa?”, perguntavam-se os internautas. O diretor José Luiz Villamarim contou que Intro lhe foi apresentada pelo filho. “Eu achei que tinha muito a ver com o personagem da Isis, que era o único que poderíamos associar a uma coisa moderna, já que ela veio da Europa”, disse a QUANTO DRAMA!.“A música reforça o conceito da minissérie de trabalhar a contemporaneidade do sertão.”

Se, a essa altura, você ainda não cansou das duas músicas, ouça-as aqui – Intro e Angels.

09/01/2014

às 18:59 \ Eu vejo novela

Sussurre mais alto, Cauã…

Sussurre mais alto, Cauã: Globo apura provável falha técnica que vem prejudicando a compreensão da bela minissérie (Divulgação)

Cauã Reymond (Leandro) e Isis Valverde (Antônia) em cena de ‘Amores Roubados’: Globo apura provável falha técnica que vem prejudicando a compreensão da bela minissérie (Divulgação)

Com fotografia excelente, belas cenas e atuações, a minissérie Amores Roubados vem apresentando um problema grave desde sua estreia, na última segunda (6): o áudio.

Não, leitor, você não está surdo. O telespectador atento já reparou que boa parte dos diálogos são inaudíveis, em especial quando os personagens estão de costas para a câmera. A situação tem provocado comentários nas redes sociais. “#AmoresRoubados deve ser legal, pena que não entenda do que falam! Áudio péssimo!”, escreveu ontem @Cathwillows. “Mais um dia de áudio péssimo em #AmoresRoubados”, revoltou-se @vifortes.

Produtos especiais, que fogem do esquema de produção dos estúdios do Projac, são um desafio para as equipes, ainda mais no caso do áudio – a captação em externas, como é a maioria das cenas da minissérie, é mais complicada. Mas não é nada que a emissora não domine – tanto é que Amor à Vida se ouve que é uma beleza.

Procurada pelo blog, a Globo, por meio de seu departamento de Comunicação, informou que, no momento, busca descobrir “se houve alguma questão técnica de áudio”. A expectativa é que o capítulo desta quinta, o quarto, se faça ouvir melhor.

Com texto de George Moura e direção de José Luiz Villamarim, a minissérie de dez capítulos é a sensação da temporada – estreou com 31 pontos, a melhor média de uma minissérie desde Maysa, de Manoel Carlos, em 2009.

Atualização: No capítulo de quinta (9) e de ontem (10), o áudio da minissérie teve melhora considerável. Amores Roubados tem ainda uma semana pela frente – o final vai ao ar na próxima sexta, dia 17.

08/01/2014

às 14:58 \ Folhetinescas

Puro frescor ribeirinho

À beira do São Francisco, Leandro Dantas (Cauã Reymond) não perde tempo e se joga na água, para surpresa de Isabel (Patrícia Pillar): "Não deixei de ser criança", justificou ele (Reprodução)

À beira do São Francisco, Leandro Dantas (Cauã Reymond) não perde tempo e se joga na água, para surpresa de Isabel (Patrícia Pillar) em cena de ‘Amores Roubados’: “Seca rápido”, diz ele (Reprodução)

“Pode deixar ‘o senhora’”, disse a elegante Isabel (Patrícia Pillar) a Leandro Dantas (Cauã Reymond) depois de vê-lo num inesperado e surpreendente banho no Rio São Franciso, ao som de Play Gold Ring de Nina Simone, em mais uma cena de tirar o fôlego na minissérie Amores Roubados, que foi ao ar ontem (terça, 7). Não há como condenar a personagem: é de se esperar que todas as formalidades sejam dispensadas diante de tal situação. Com tanta água doce neste país, são relativamente raros os banhos de rio a animar a nossa teledramaturgia – com homens no papel principal como foi com Cauã, são mais esporádicos ainda. De qualquer forma, é tipo de cenário que já rendeu belas e memoráveis sequências, algumas das mais sensuais da história da TV. Como antídoto para o forte calor dos últimos dias e inspirado por Leandro Dantas, QUANTO DRAMA! relembra aqui cinco momentos de puro frescor ribeirinho:

1. Maria Marruá (Cássia Kiss), em Pantanal (1990)

Falar em banho de rio na TV é falar em Pantanal, de Benedito Ruy Barbosa, que a extinta Manchete exibiu em 1990 – é capaz que seja a novela com mais cenas de gente molhada da história. Entre tantas, o blog destaca o banho de Maria Marruá, com Cássia Kiss (naquele tempo ainda, com dois esses).

2. Estela (Cléo Pires) em Araguaia (2010)

Outra novela que teve água doce aos montes foi Araguaia, de Walther Negrão – não por acaso, foi dirigida por Jayme Monjardim, também responsável por Pantanal. Mas, novela das 6, não pôde ter a mesma carga erótica da trama de 1990, exibida depois das 22h. Mesmo assim, houve espaço para a misteriosa Estela sensualizar em cena muito comentada na época:

3. Eduarda (Vera Fischer), em Riacho Doce (1990)

Como todas as mulheres do pedaço, a sofisticada Eduarda (Vera Fischer) ficou louca de amor pelo pescador Nô (Carlos Alberto Riccelli), na minissérie Riacho Doce, escrita por Aguinaldo Silva e Ana Maria Moretzsohn a partir do romance de José Lins do Rego. Mas, apesar do título, os banhos em cena costumam acontecer no mar, quando Nô levava Eduarda para tardes de mergulho, amor e sal. Demorou, mas a “galega” acabou entrando no místico riacho:

4. Dona Beija (Maitê Proença), em Dona Beija (1986)

Para ser mais preciso, seria melhor frisar que os memoráveis banhos de Dona Beija (Maitê Proença) na minissérie de Wilson Aguiar Filho que a Manchete exibiu com sucesso em 1986 eram, na verdade, de cachoeira – sempre, aliás, seguidos de um mergulho na lama poderosa de Araxá (MG). Mas quem liga para um mero detalhe?

5. Tieta (Claudia Ohana), em Tieta (1989)

É muito rápido, apenas um mergulho despretensioso. Mas vale rever o banho noturno da jovem Tieta (Claudia Ohana) no Rio Real de Mangue Seco, na grande novela que Aguinaldo Silva, Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares escreveram a partir do romance de Jorge Amado (29m40s).

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