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Amor à Vida

25/08/2014

às 14:29 \ É página virada

Lucinha e Carlão se reencontram em ‘Boogie Oogie’

Como Carlão e Lucinha, Francisco Cuoco e Betty Faria formavam o casal sensação da TV nos tempos retratados em 'Boogie Oogie' (Divulgação)

Como Carlão e Lucinha, Francisco Cuoco e Betty Faria formavam o casal sensação da TV nos tempos retratados em ‘Boogie Oogie’ (Divulgação)

Uma cena aparentemente despretensiosa, mas carregada de simbolismo foi ao ar na última quinta (21) em Boogie Oogie: a madame pra frentex Madalena tocou, por engano, a campainha da casa do personagem mais rabugento da novela, Vicente. Cheio de resmungos e com boa dose de humor, o encontro é uma homenagem do autor Rui Vilhena ao casal ícone da telenovela dos anos 70, Betty Faria e Francisco Cuoco, e a única conclusão possível é que os personagens ainda terão um romance.

Ao tocar a campainha errada, Madalena (Betty faria), conheceu Vicente (Francisco Cuoco): Lucinha e Carlão de 'Pecado Capital' mandam lembranças (Reprodução)

Ao tocar a campainha errada, Madalena (Betty faria), conheceu Vicente (Francisco Cuoco): Lucinha e Carlão de ‘Pecado Capital’ mandam lembranças (Reprodução)

A sequência remete ao casal Lucinha e Carlão de Pecado Capital, sucesso que Janete Clair escreveu em 1975 – três anos, portanto, antes do momento em que se passa Boogie Oogie. Atrevidos e charmosos, os personagens destoavam dos “namoradinhos do Brasil” que costumavam estrelar as novelas. Lucinha era uma operária ambiciosa e muito bonita, que ascendia socialmente ao se tornar modelo. Noiva de Carlão, taxista suburbano e ciumento, ela quase enlouqueceu o homem ao bater na tecla de que precisava mudar de vida, ainda mais quando se envolveu com o viúvo rico  Salviano Lisboa (Lima Duarte). Nesse contexto, embalada por Paulinho da Viola cantando que “dinheiro na mão é vendaval”, a história começava com um assalto a banco e uma mala cheia de notas esquecida no banco do táxi.

E pensar que um dos maiores sucessos da teledramaturgia nacional foi produzido às pressas. Naquele ano, a censura deixou a Globo em maus lençóis quando proibiu integralmente Roque Santeiro, de Dias Gomes, que teria Betty como Viúva Porcina e, veja que coisa, Couco como Roque. Janete correu e tirou Pecado Capital da cartola, mantendo boa parte do elenco da produção censurada. Cuoco ganhou, então, mais um grande personagem da autora de Selva de Pedra (1972), da qual ele foi o protagonista Cristiano. Mais tarde, em 1978, ela voltaria a escrever um sucesso para o seu ator preferido, o Herculano Quintanilha de O Astro.

Abaixo, antes das muitas cenas que ainda virão de Betty e Cuoco em Boogie Oogie, um momento especial de Pecado Capital: Lucinha volta para casa de carona com o bonitão Nélio Porto Rico (Dennis Carvalho) e provoca a ira de Carlão. “Volta aqui, seu bochecha mole!”, diz ele, após dar uns sopapos no oponente, que foge a mil no fusquinha.

 

10/07/2014

às 13:06 \ Fotonovela

Viviane Araújo é musa inspiradora e atriz em ‘Império’

Em 'Império', que estreia no dia 21 na Globo, Viviane Araújo é a manicure Naná e contracena com Chris Vianna, que vive a madrinha de bateria Juju, cuja história foi inspirada em sua vida (Divulgação)

Em ‘Império’, que estreia no dia 21 na Globo, Viviane Araújo é a manicure Naná e contracena com Chris Vianna, que vive a madrinha de bateria Juju, cuja história foi inspirada em sua vida (Divulgação)

Aguinaldo Silva não esconde que se encantou com o carisma e desenvoltura de Viviane Araújo no reality show A Fazenda (Record), do qual a modelo saiu vencedora em 2012. “Eu sabia que ela sempre quis ser atriz e quis dar isso a ela”, lembra o autor, que estreia no dia 21 a sua Império, novela das nove que substituirá Em Família na Globo.

Ailton Graça caracterizado como a travesti Xana Summer, dona do salão onde a Naná de Viviane Araújo trabalha: segundo o autor, é uma dupla do barulho para arrancar risadas (Divulgação)

Ailton Graça caracterizado como a travesti Xana Summer, dona do salão onde a Naná de Viviane Araújo trabalha: segundo o autor, é uma dupla do barulho para arrancar risadas (Divulgação)

A ideia inicial era que ela encenasse uma história muito próxima da sua, de uma rainha de bateria que sofre com a prisão do namorado, mais ou menos como aconteceu com Viviane e o cantor Belo em 2004. Mas, no fim das contas, o papel da “melhor passista do pedaço”, Juju, ficou com a atriz Cris Vianna.”Eu e o Rogério Gomes (diretor-geral) chegamos à conclusão de que não ficaria bom Viviane representar algo tão parecido com sua própria história. Por isso, criei outro papel para ela, da manicure Naná”, explica Aguinaldo, em conversa com o blog, afastando os boatos de que o diretor teria barrado a escalação da modelo.

Fofocas à parte, a troca de papéis deve ser boa para novela e para a atriz novata. Cris Vianna é, sem dúvida, mais preparada para dar vida à uma personagem tão densa quanto promete ser a madrinha de bateria da Unidos de Santa Teresa. E Viviane formará uma dupla divertida com Ailton Graça, que surgirá irreconhecível como a travesti Xana Summer, dona do salão onde Naná trabalha. “O Aguinaldo me convidou há dois anos. Então, você pode imaginar como estou ansiosa”, disse a rainha de bateria da Acadêmicos do Salgueiro, acrescentando que batalha há “uns 15 anos” por uma chance.

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02/05/2014

às 13:16 \ Eu faço drama

Os mortos que sempre aparecem

Como o tenente Wilson (Murilo Benício) de 'Força-Tarefa' (2009), o ex-policial André (Cuaã Reymond) também é assombrado pelo fantasma do pai, André (Cauã Reymond), Saulo (Jackson Antunes) (Divulgação)

Como o tenente Wilson (Murilo Benício) de ‘Força-Tarefa’ (2009), o ex-policial André (Cauã Reymond) também é assombrado pelo fantasma do pai, Saulo (Jackson Antunes) (Divulgação)

Quando as pistas de uma investigação se tornam mais escassas do que o detetive gostaria, nada melhor do que poder contar com um fantasma capaz de fornecer as peças que darão sentido ao quebra-cabeça em questão – é um luxo com o qual só os personagens de ficção podem contar. No capítulo desta sexta (2) de O Caçador (Globo, 23h), o sofrido e confuso André (Cauã Reymond) reencontra o pai traidor, Saulo (Jackson Antunes). Morto nos tempos em que o filho passou na prisão, condenado por um crime que teve sua participação, Saulo volta num sonho para – quem sabe – ajudar a pôr alguns pingos nos is. A reboque, trará o tal Ribeiro (Joca Andreazza), figura central na trama que envolve o protagonista.

Esse detalhe da produção é bom, porque a amplia a participação de Jackson Antunes. Conversar com gente morta é uma mania que certamente cai bem num personagem que se mostra instável e perturbado como André, mas não se pode deixar de notar que o seriado usa um recurso testado e aprovado em diversos seriados americanos (como Dexter) e, ainda, na série policial Força-Tarefa. Dos mesmos autores (Fernando Bonassi e Marçal Aquino) e diretor (José Alvarenga Jr.), a história exibida pela Globo entre 2009 e 2011, era ambientada numa unidade da corregedoria da polícia carioca, vista a partir da trajetória do tenente Wilson (Murilo Benício). Do mesmo tipo “instável e perturbado” que o André de Cauã, ele tinha por hábito conversar com o padrinho, Jonas (Rogério Trindade), que se suicidou por não conseguir conviver com a culpa de um ato de corrupção.

Jonas (Rogério Trindade), o alter-ego de Wilson (Murilo Benício) em 'Força-Tarefa': como o pai de André (Cauã Reymond) em 'O Caçador', ele estava envolvido em atos de corrupção na polícia (Divulgação)

Jonas (Rogério Trindade), o alter-ego de Wilson (Murilo Benício) em ‘Força-Tarefa’: como o pai de André (Cauã Reymond) em ‘O Caçador’, ele estava envolvido em atos de corrupção na polícia (Divulgação)

Além das coincidências com a obra anterior dos autores, O Caçador mostra no novo episódio um caso envolvendo nazismo. Lopes (Aílton Graça) é contratado por Jurgen (Chico Nogueira), um alemão que quer investigar um suposto pai – André acaba descobrindo a ligação desse homem misterioso com condenados por crimes durante a Segunda Guerra Mundial.

E como problema nunca vem desacompanhado, entre fantasmas e nazistas, André recebe um pedido de ajuda da cunhada femme fatale Kátia (Cléo Pires) que está prestes a ser internada em uma clínica psiquiátrica pelo marido, Alexandre (Alejandro Claveaux).

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A história de Clara e Marina é o caminho, não o fim

Os 7 erros de ‘Em Família’

30/04/2014

às 15:43 \ Folhetinescas

História de Clara e Marina é o caminho, não o fim

No capítulo desta quinta (1), Clara (Giovanna Antonelli) terá conversa séria-sincera com Marina (Tainá Müller): Não quero que você pense que estou brincando com você, Marina. Tudo o que a gente viveu até aqui foi verdadeiro e muito importante para mim. Fez eu me redescobrir como mulher." (Divulgação)

No capítulo desta quinta (1), Clara (Giovanna Antonelli) terá conversa séria-sincera com Marina (Tainá Müller): “Não quero que você pense que estou brincando com você, Marina. Tudo o que a gente viveu até aqui foi verdadeiro e muito importante para mim. Fez eu me redescobrir como mulher.” (Divulgação)

Logo que Em Família começou, não bastasse o que fora alardeado pela imprensa, ficou evidente que Clara (Giovanna Antonelli) e Marina (Tainá Müller) seriam um casal. Mas ainda que Marina parecesse determinada a conquistar a dona de casa – heterossexual, segundo consta –, não estava nos planos do autor Manoel Carlos juntar as duas em tempo recorde. “Clara tem muito a perder”, me alertou ele em março, quando comentamos sobre a aceitação das personagens nas redes sociais, ferramenta moderna que transforma a mínima polêmica na mais urgente das discussões.

Cuidadoso com a psique de suas criaturas, Maneco não quer transformar Clara em homossexual num passe de mágica. Se o fizesse de improviso, para surfar na popularidade do Clarina – Clara + Marina, como é chamado o casal na internet –, certamente seria criticado. É preciso que ela pense, fique em dúvida, passe pelas dificuldades do transplante do marido, Cadu (Reynaldo Gianecchini). O processo de escolha é, enfim, a história. Ficar com Marina, se assim for, é coisa para o final da novela, como aliás costuma acontecer com os amores tipicamente românticos.

Mas a espera, que passaria despercebida num romance entre heterossexuais, instalou um incômodo disse-que-disse nas redes sociais. A base é a ideia (errada) de que o romance ficou em suspenso, quiçá correndo risco de não ir adiante. Por causa dessa “ameaça”, há, acredite, quem esteja passando o dia todo tuitando, com o objetivo de pressionar o autor a jogar Clara de vez nos braços de Marina. Os ânimos andam tão exaltados que até as atitudes mais despretensiosas andam provocando debate. Se Marina não aparece num capítulo, por exemplo, lá vão os fãs – auto-intitulados “clarináticos” – puxar a orelha de Maneco. Não só as personagens, mas atrizes também têm os passos virtuais vigiados de perto. Há dois dias, Giovanna postou uma foto ao lado de Reynaldo Gianecchini (o marido de Clara, Cadu) e Vitor Figueiredo (o Ivan, filho dos dois), com a legenda “Família em Família!”. A imagem, que teve mais de 37 mil likes, provocou uma chuva de críticas, mal-criações e incertezas. “O que será que ela quis dizer com isso?”, perguntou uma, entre tantas que repetiram a hashtag #clarina nos comentários.  “E daí que isso é chato? Também torço por Clarina, mas também sei separar o real da ficção”, ponderou outra.

No capítulo desta quarta (30) de 'Em Família', Clara (Giovanna Antonelli) se desespera ao ver Cadu (Reynaldo Gianecchini) passando mal: ele ainda está no páreo (Divulgação)

No capítulo desta quarta (30) de ‘Em Família’, Clara (Giovanna Antonelli) se desespera ao ver Cadu (Reynaldo Gianecchini) passando mal: ele ainda está no páreo (Divulgação)

Numa novela que repercute menos do que se esperava, o casal de lésbicas tem provocado as mais acaloradas discussões na internet. Mesmo após o tão aguardado e comentado beijo gay de Amor à Vida, muitos têm tentado transformar as personagens de Em Família em símbolos contra o preconceito ou musas da causa LGBT. Mas será que é o caso de dizer que o preconceito é que atrapalha o romance das duas?

Não, não é. Quando o beijo entre Félix (Mateus Solano) e Niko (Thiago Fragoso) foi levado ao ar, diante da tamanha torcida pelo casal, questionei se a novela conseguira mesmo acabar com o preconceito ou se, mais provável, o público fora levado a gostar especificamente daquele casal – o que já é muito, mas é importante considerar que são coisas bem diferentes. Neste sentido, a polêmica que cercava Félix tinha a ver apenas com a exibição ou não de um beijo que já estava presumido, e não de uma escolha drástica. Walcyr Carrasco construiu a trama de tal maneira a não deixar dúvidas sobre a verdade e importância do romance. Qualquer um que estivesse acompanhando a novela deveria supor que o melhor para o nosso malvado favorito era ficar com Niko “Carneirinho” – lembremos que Félix era casado com uma tremenda mau-caráter, Edith (Bárbara Paz).  O amor foi a salvação, com o bônus de uma família digna de comercial de margarina.

O caso de Clara e Marina é outro, e pode ser visto como um passo além daquele de Walcyr. Desta vez, o amor não é de salvação, o que o que o tornaria mais fácil de ser aceito pelo público, mas de perdição, de transformação. O amor vem para chacoalhar uma vida pacata – e feliz! –, não para acalmar um temperamento ruim. Maneco poderia ter, simplesmente, criado um marido bronco para Clara, que a empurrasse para os braços de uma mulher – como foi com a Catarina (Lilia Cabral) de A Favorita (2008) –, mas não. Preferiu, de caso mais que pensado, instalar a dúvida na cabeça do telespectador, dando à personagem um parceiro educado, amoroso e, para completar, com grave doença. Palmas para o autor.

Com isso, Maneco ainda se distanciou da história da cantora Daniela Mercury que, segundo o próprio autor, foi sua inspiração. Daniela, como se sabe, assumiu publicamente o relacionamento com a jornalista Malu Versoça, em abril do ano passado. Na ocasião livre, desimpedida e mãe de filhos adultos, a cantora teve um caminho aparentemente tranquilo ao “sair do armário”. Clara, cuja trajetória na novela é bem diferente da estrela, vive situação dramaturgicamente mais interessante na sua vida mais que prosaica. Para falar a verdade, até o momento, nem deu para entender se ela é ou não lésbica, se ama mesmo Marina e, mais, se deixou de amar Cadu. A decisão será pavimentada aos poucos pelo autor, ainda que haja beijo e tudo o que “as duas têm direito”, como vêm pregando as moças no tuíter. Mas se, no fim, elas não ficarem juntas apesar de todo o encantamento que uma sente pela outra, não terá sido ruim – muito pelo contrário, seria bem verossímil. Ou será que caímos na armadilha de pensar que todo romance homossexual de novela tem obrigatoriamente que vingar agora?

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12/03/2014

às 16:10 \ Bastidores

Comédia vive uma crise na TV, diz roteirista da Globo

Marcelo Adnet como o Dr. Paladino de 'O Dentista Mascarado': grande aposta de 2013, ele chegou a Globo como gênio, mas seriado não agradou (Divulgação)

Marcelo Adnet como o Dr. Paladino de ‘O Dentista Mascarado’: grande aposta de 2013, ele chegou à Globo como gênio, mas seriado não agradou (Divulgação)

Ao mesmo tempo em que sustenta o cinema nacional, dominando as produções que chegam às telas brasileiras e alcançam grandes bilheterias, a comédia anda passando por maus bocados na TV. “Sem dúvida há uma crise no humor”, afirmou o roteirista Mauro Wilson, redator final de seriados de sucesso como A Grande Família e A Mulher Invisível, durante palestra no Rio Content Market, que reúne produtores e executivos de televisão de hoje (12) a sexta no Rio.

Líder em audiência e maior produtora de audiovisual do pais, a Globo tem no seu elenco os atores cômicos e roteiristas mais queridos do momento, como Tatá Werneck, Marcelo Adnet, Paulo Gustavo, Fábio Porchat, Leandro Hassun, Marcius Melhem e Bruno Mazzeo, para citar apenas alguns. Mas, paradoxalmente, não apresentou novidades capazes de atrair o público no último ano. Basta lembrar que Adnet, chamado de novo gênio da comédia nacional, não foi feliz com O Dentista Mascarado, e Tatá Werneck fez sucesso protagonizando uma espécie de quadro do Zorra Total dentro da novela Amor à Vida – ou seja, mais do mesmo. Houve ainda, vale citar, Pé na Cova, que foi bem no primeiro semestre, mas ficou mais lírica do que engraçada na segunda temporada. “Os maiores sucessos da comédia na TV hoje são A Grande Família, que tem 14 anos, e Tapas & Beijos, que já teve três temporadas”, observou Wilson, em conversa com o blog.

Para o roteirista, duas vezes indicado ao Emmy por Os Amadores (2005) e vencedor do prêmio com A Mulher Invisível em 2012, é preciso encontrar novas formas para o modelo de sitcom, solução que nada teria a ver os esquetes que fazem sucesso na internet em portais como Parafernalha e Porta dos Fundos. “A maneira como as pessoas veem televisão e conteúdo de internet são bem diferentes”, detalha Wilson. “Alguém te fala sobre um vídeo legal no trabalho e você vê na hora do café, em cinco minutos.  Na TV não é assim, há um horário, uma preparação do telespectador para assistir ao programa. Então, uma coisa que faz sucesso na internet não pode simplesmente ser transportada para a televisão.”

No painel sobre comédia no Brasil, numa das salas mais concorridas do evento, Wilson esteve ao lado de Bruno Mazzeo e Paulo Fontenele, que dirigiu a série Se Eu Fosse Você, baseada no longa-metragem homônimo e exibida no ano passado pela Fox. Apesar de os distribuidores, como disseram os palestrantes, “só quererem saber de comédia” por causa dos bons números que o filão tem alcançado nos cinemas – em 2013, o melhor ano desde a retomada de 1995, dos 10 maiores faturamentos, 7 vieram de comédias –, Mazzeo não parece ver o cenário atual com grande otimismo. “O excesso de quantidade diminuiu a qualidade. Às vezes, acho que a nossa comédia ficou um pouco rasa, com pouco humor crítico”, observou. “Torço para que o ‘boom da comédia’ traga o ‘boom do drama’ para o nosso cinema.”

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Um ano de novelas curtas. Ainda bem 

Mais uma vez, Anita

28/02/2014

às 13:25 \ Folhetinescas

Um ano de novelas mais curtas. Ainda bem

Bruna Linzmeyer será Juliana, a protagonista de 'Meu Pedacinho de Chão': remake da obra de Benedito Ruy Barbosa de 1971 terá menos capítulos que a original (Divulgação)

Bruna Linzmeyer será Juliana, a protagonista de ‘Meu Pedacinho de Chão’: remake da obra de Benedito Ruy Barbosa de 1971 terá menos capítulos que a original (Divulgação)

Há décadas se comenta nos bastidores da TV como seria bom se as tramas durassem menos no ar. Ao mesmo tempo que investe em seriados num esquema de curtas temporadas, a Globo resiste a diminuir suas novelas, com a justificativa de que os, em geral, oito meses de duração são necessários para o retorno do investimento e também porque se tenta tirar o máximo de um sucesso – como o do Félix (Mateus Solano) de Amor à Vida, que bateu a marca de 221 capítulos.

Murilo Benício será um dos protagonistas de 'Geração Brasil', novela das 7 que substituirá 'Além do Horizonte' em maio e sofrerá cortes durante a Copa (Divulgação)

Murilo Benício será um dos protagonistas de ‘Geração Brasil’, novela das 7 que substituirá ‘Além do Horizonte’ em maio e sofrerá cortes durante a Copa (Divulgação)

Depois de um 2013 com a novela mais longa dos últimos tempos, muito prejudicada pelo esticamento em mais de um mês, a emissora terá, enfim, um ano de tramas mais curtas. Acontecerá não só por causa da Copa, que vai mexer na grade de programação, mas também por uma reivindicação dos profissionais envolvidos. Quando foi chamado a escrever mais uma novela, Manoel Carlos pediu a direção que ela tivesse “algo em torno de 150 capítulos”. “Não recebi ainda a comunicação de quantos capítulos terei que fazer, mas torço para que sejam o que eu pedi: ao redor dos 150”, contou o autor de Em Família a QUANTO DRAMA!. “Se isso se confirmar, vou ficar muito feliz. Afinal, esse número é mais do que suficiente para se contar qualquer história.”

Com 150 capítulos, a atual novela das 9 atravessaria a Copa, entre 12 de junho e 13 de julho, para acabar logo depois. Aguinaldo Silva, responsável pela sucessora – por enquanto atendendo pelo nome falso de Falso Brilhante – já anunciou no seu portal que trabalha a todo vapor.

No horário das 6, a cargo de Luiz Fernando Carvalho, estreia em abril Meu Pedacinho de Chão, remake da novela de Benedito Ruy Barbosa de 1971 escrito por ele mesmo, em parceria com a filha Edilene Barbosa e o neto Marcos Barbosa. Cercado de segredos e com Bruna Linzmeyer, Juliana Paes e Rodrigo Lombardi no elenco, deve lembrar a delicadeza da minissérie Hoje É Dia de Maria, que Carvalho dirigiu em 2005. Por causa desse perfil, digamos, artesanal, o diretor pediu que ela seja curta – deve ter em torno de 115 capítulos, 70 menos do que a original, aliás. Afastado das novelas desde Esperança, de 2002, Carvalho tem se dedicado a microsséries.

Geração Brasil, que trará a dupla Izabel de Oliveira e Filipe Miguez à faixa das 7 a partir de maio, fatalmente perderá o horário para a transmissão dos jogos, programados para as 13h, 16h, 17h e 19h, principalmente. O mesmo acontecerá com Malhação, que poderá ser cortada ou não ir ao ar em alguns dias. Prevista para durar até novembro, entretanto, Geração Brasil deve ser mais longa que a novela que consagrou a dupla – Cheias de Charme, sucesso em 2012, ficou pouco mais do que cinco meses no ar.

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24/02/2014

às 12:43 \ Folhetinescas

As gafes mais divertidas das novelas

Alô, doçura!: em meio a uma confusão no estúdio, Marina (Tainá Müller) atende o telefone com o aparelho de cabeça para baixo – e fala pelos cotovelos (Reprodução)

Alô, doçura!: em meio a uma confusão no estúdio, Marina (Tainá Müller) atende o telefone com o aparelho de cabeça para baixo – e fala pelos cotovelos (Reprodução)

Com tanta gente que presencia a gravação e, depois, assiste a um capítulo de novela antes de ir ao ar, chega ser surpreendente que erros grosseiros de gravação sejam enfim exibidos. Mas acontece – e aos montes, até mesmo no cinema hollywoodiano. Um mês depois da estreia, Em Família (Globo, 21h15) já cometeu sua primeira gafe, quando no capítulo da última quinta (20), Marina (Tainá Müller) não só atendeu como falou pelos cotovelos ao telefone com o aparelho de cabeça para baixo – proeza que só a paixão por Clara (Giovanna Antonelli) ou o descuido do pessoal da continuidade pode explicar.

Não foi, de jeito nenhum, algo que tenha prejudicado a mensagem que o autor passava da cena, a demonstrar como a fotógrafa anda ansiosa para encontrar com a nova amiga. E também não é nada incomum de acontecer, ainda mais numa novela, que tem muitos capítulos e é feita sob muita pressão. Mas não deixa de ser divertido perceber certos deslizes – a própria Tainá Müller, bem-humorada, tratou de rir de si mesma em seu perfil no Twitter. “Gente, a Marina tem Iphone 6.9, ainda não chegou ao Brasil”, escreveu, logo que o erro começou a gerar comentários.

Nesse clima, QUANTO DRAMA! relembra aqui outros detalhes descabidos de novelas recentes, que deram o que falar:

 

(Reprodução)

(Reprodução)

→ Batom da Glauce, em ‘Amor à Vida’ (2013)

Antes de cair nos braços da morte, a doutora vilã Glauce (Leona Cavalli) bebeu, beijou o amigo gay na boca e capotou o carro. No beijo, borrou o batom vermelho. E enquanto dirigia, numa mesma sequência, alternou a boca borrada com os lábios perfeitamente pintados. O detalhe acabou chamando mais atenção nas redes sociais do que a cena em si ­– muito boa, aliás.

 

 

(Reprodução)

(Reprodução)

→ Cabelo mutante de Morena, em ‘Salve Jorge’ (2013)

Quem nunca teve um dia de cabelo ruim? O da Morena (Nanda Costa) não deve ter reagido bem ao clima da Capadócia, já que ficava liso nos ambientes internos e rebelde nas cenas externas. A explicação é que as sequências da heroína correndo pelos campos da Turquia foram gravadas antes de a novela começar e as internas, foram feitas na cidade cenográfica montada no Projac. Ao que parece, ninguém se preocupou em igualar o penteado da personagem, daí ela alternar dois tipos de cabelo numa mesma sequência.

 

(Reprodução)

(Reprodução)

→ Max vai de táxi, em ‘Avenida Brasil’ (2012)

Capacho de Carminha (Adriana Esteves), Max não era um bandido lá muito competente. Mas chegou ao ápice da confusão mental quando apareceu na casa de Jorginho (Cauã Reymond) no próprio carro e, depois, pegou um táxi para ir embora. Quem nunca?

 

 

 

(Reprodução)

(Reprodução)

→ Henrique esfaqueia a Tia Neném, em ‘Insensato Coração’ (2011)

Meio mau-caráter, mas bem divertida, a Tia Neném certamente não merecia o tipo de esfaqueamento que acabou tendo: levou um golpe do vilão Henrique (Ricardo Pereira) do lado direito do abdome, mas sangrou do lado esquerdo.

 

 

 

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Hoje é dia de Giane

Após 13 anos, Reynaldo Gianecchini volta a trabalhar com o padrinho Manoel Carlos, como o bon vivant Cadu: "É muito gostoso fazer gente apaixonada", brinca o ator, cujo personagem passará por uma grave doença (Divulgação)

Após 13 anos, Reynaldo Gianecchini volta a trabalhar com o padrinho Manoel Carlos, como o bon vivant Cadu: “É muito gostoso fazer gente apaixonada”, brinca o ator, cujo personagem passará por uma grave doença (Divulgação)

Uma das figuras mais simpáticas nos bastidores da TV, Reynaldo Gianecchini parece brilhar mais do que nunca desde que venceu um linfoma, no ano passado. Após a batalha pública que travou contra a doença, o ator jamais se recusa a comentar o assunto e, por isso, atendeu com gosto ao pedido do autor Manoel Carlos para que vivesse um doente na novela das 9, Em Família (Globo, 21h15). “Quando resolvi dar uma doença ao personagem, perguntei a ele se estaria tudo bem. Caso o incomodasse, para ter o Giane no elenco, eu cortaria esse ponto do roteiro sem pensar duas vezes”, detalha Maneco a QUANTO DRAMA!. “Ele não só aceitou, como disse que Cadu poderia ter a mesma doença que ele teve – eu é que não quis. Giane é muito bom de cabeça.”

As primeiras cenas do bon vivant Cadu vão ao ar no capítulo desta quarta (12). Num primeiro momento, ele será o “marido charmoso e aspirante a chef de cozinha” de Clara (Giovanna Antonelli), que vai trocá-lo por uma “fotógrafa charmosa e internacionalmente reconhecida”, Marina (Tainá Müller). Maneco ainda não decidiu qual doença pegará o personagem na curva – “mas será uma boa doença”, brinca. “Não me incomodo mesmo de falar sobre esse assunto. Acabo de comemorar dois anos da minha nova medula, veja que maravilha”, diz Giane ao blog. “A doença me fez passar por um processo de auto-conhecimento, não foi algo baixo astral. Acho bacana discutir isso na novela, falar sobre como reagir a uma doença grave. Eu sou muito grato pela minha cura e pelo ser humano melhor que eu acho que  me tornei após tudo aquilo.”

Gianecchini volta a trabalhar com Manoel Carlos após 13 anos, nesta que, segundo diz o autor, será sua última novela. Em Laços de Família, de 2000, ele foi Eduardo Pirajá de Albuquerque, jovem médico que se envolvia com a Helena de Vera Fischer e, depois, com a filha dela, Camila (Carolina Dieckmann). Na época inexperiente e ainda com a carga de ex-modelo, que em geral atrapalha os que tentam ser reconhecidos como atores, ele enfrentou grande resistência. “Se eu estou aqui hoje é porque o Maneco me bancou”, anota Giane. Por coincidência, a Camila de Laços de Família passava por uma leucemia e por um doloroso processo de quimioterapia. A cena em que a personagem perde os cabelos, presenciada na coxia entre lágrimas por Giane, é uma das mais tocantes e inesquecíveis da teledramaturgia nacional. “Sem dúvida, sinto um déjà vu agora. É como fechar um ciclo”, define ele.

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Ah, essa Helena…

06/02/2014

às 13:35 \ Eu faço drama

Ah, essa Helena…

Ao desfilar no concurso de Miss Esperança, Helena (Bruna Marquezine) fica nervosa com a presença de Laerte (Guilherme Leicam) e cai – é o casal mais barraqueiro da cidade (Divulgação)

Ao desfilar no concurso de Miss Esperança, em cena que vai ao ar amanhã (7), Helena (Bruna Marquezine) fica nervosa com a presença de Laerte (Guilherme Leicam) e cai – é o casal mais barraqueiro da cidade (Divulgação)

Em novela de Manoel Carlos, há sempre uma certeza: haja o que houver, a Helena será culpada de alguma coisa. O autor nunca teve pudores em lançar suas protagonistas em atitudes questionáveis, atípicas para uma heroína. Foi assim com a Helena de Taís Araújo em Viver a Vida (2009), quando ela, por pura birra, impediu que a enteada mimada Luciana (Alinne Moraes) saisse da Jordânia em seu carro exclusivo – no ônibus a moça sofreu um acidente e ficou paraplégica. Em Por Amor (1997), a Helena de Regina Duarte disse ao marido Atílio (Antonio Fagundes) que o filho dos dois nasceu morto – tinha, na verdade, trocado o bebê pelo da filha Maria Eduarda (Gabriela Duarte), esse sim morto no parto.

Do jeito que anda Em Família (Globo, 21h) nesta primeira semana, desta vez não será diferente. Quanto drama essa Helena foi capaz de aprontar em apenas três capítulos! Fez um pacto de sangue demodê com o namorado – lembremos que a novela se passa nos anos 80 –, sexo sem prevenção a gravidez e, principalmente, brincou com o amor de Laerte e Virgílio (Fernando Rodrigues), num jogo que vai acabar numa tentativa de assassinato.

Será Laerte (Guilherme Leicam) o louco ciumento de que tanto falam os personagens a sua volta? Ou não seria Helena (Bruna Marquezine) uma provocadora inconsequente de conflitos? Mais uma pergunta: Laerte precisa de psiquiatra ou deveria se afastar da namorada?

O rapaz tentará matar Virgílio, e a descoberta do crime vai azedar seu casamento com Helena. É quando a culpa – um outro traço comum às Helenas de Maneco – vai amargar, levando a protagonista a se casar com Virgílio, o pretendente bonzinho. Mas, é interessante notar, o autor toma cuidado para não cair no maniqueísmo, o que seria transformar Laerte num vilão. Personagens instáveis, mas coerentes na sua instabilidade são os melhores que Maneco sabe criar. Afinal, o ciúme de Laerte parece justificado no contexto da novela e será até legitimado quando Helena, essa mulher marrenta que brinca com o perigo, se casar com Virgílio.

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05/02/2014

às 16:38 \ Folhetinescas

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Onde estará Félix (Mateus Solano) agora? Quem sabe assistindo a 'Caras & Bocas' ...(Reprodução)

Onde estará Félix (Mateus Solano) agora? Quem sabe assistindo a ‘Caras & Bocas’ … (Reprodução)

Aos saudosos que já lamentam o fim de Amor à Vida na última sexta (31), se é que eles existem, resta um consolo nas tardes do Vale a Pena Ver de Novo da Globo: boa parte das tramas da primeira novela das 9 de Walcyr Carrasco estão na sua segunda novela das sete, Caras & Bocas, exibida em 2009 e agora em reprise.

Confira algumas semelhanças entre as duas tramas:

 

Como Félix (Mateus Solano), Cássio (Marco Pigossi) adora um bordão – "Choquei! Estou rosa chiclete", repete (Divulgação)

Como Félix (Mateus Solano), Cássio (Marco Pigossi) adora um bordão – “Choquei! Estou rosa chiclete”, repete (Divulgação)

Cássio/Félix

Gay fofo, mas com língua quase tão afiada quanto à do ex-malvado de Amor à Vida, Cássio (Marco Pigossi) é uma espécie de pré-Félix. Em Caras & Bocas, vive também vive uma história de aceitação.

Bruno/Gabriel

As duas novelas têm o mesmo protagonista, Malvino Salvador. Os dois são íntegros, trabalhadores e com queda por patricinhas. Daí, que remédio, sentem dificuldade em conviver com a riqueza das amadas.

Linda/Anita

A autista Linda (Bruna Linzemeyer) sofria com a super proteção da família em Amor à Vida na mesma toada que a deficiente visual Anita (Daniele Haloten). As duas costumam ser levadas, aliás, para passear em parques onde, cada uma do seu jeito, se surpreende com as árvores.

Rebeca/Benjamin

Como as novelas se passam em São Paulo, Walcyr faz questão de ter uma família judia em cena. Em Amor à Vida, ele promoveu a paz entre árabes e palestinos por meio dos personagens Rebeca (Paula Braun) e Pérsio (Mohammed Fatouch). Em Caras & Bocas, o judeu Benjamin (Sidney Sampaio) lutava pelo amor de uma não-judia, Tatiana (Rachel Ripani) – que mais adiante, aliás, vai se descobrir judia.

 

Tatiana (Rachel Ripani) perde os cabelos em 'Caras & Bocas': Nicole (Marina Ruy Barbosa) manteve as madeixas, mas perdeu a vida (Divulgação)

Tatiana (Rachel Ripani) perde os cabelos em ‘Caras & Bocas’: Nicole (Marina Ruy Barbosa) manteve as madeixas, mas perdeu a vida (Divulgação)

Nicole/Tatiana

O autor bem que tentou, mas não conseguiu raspar os cabelos de Nicole (Marina Ruy Barbosa) em Amor à Vida como fez com Tatiana (Rachel Ripani) em Caras & Bocas. Na primeira novela, Tatiana desenvolve um câncer de mama, do qual se cura após tratamento. Na segunda, Nicole acabou morrendo durante a batalha contra um linfoma de Hodgkin, ao mesmo tempo em que reclamava da queda das madeixas.

Márcia/Socorro

Duas personagens do tipo “simplórias, barraqueiras e coração de ouro” vividas pela mesma Elizabeth Savalla: em Caras & Bocas ela era Socorro, pasteleira e mãe de Gabriel; em Amor à Vida, era a ex-chacrete e vendedora de cachorro-quente. Em ambas as novelas, ela se apaixona por um cinquentão de fino trato.

Jaques/Edgar

Por mais sem imaginação que pareça, Júlio Rocha, o bonitão aproveitador de Amor à Vida era o bonitão aproveitador de Caras & Bocas – fora a obsessão pelo “cargo de cirurgião-chefe do hospital”, o texto dele é praticamente o mesmo nas duas novelas.

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