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Amor à Vida

12/03/2014

às 16:10 \ Bastidores

Comédia vive uma crise na TV, diz roteirista da Globo

Marcelo Adnet como o Dr. Paladino de 'O Dentista Mascarado': grande aposta de 2013, ele chegou a Globo como gênio, mas seriado não agradou (Divulgação)

Marcelo Adnet como o Dr. Paladino de ‘O Dentista Mascarado’: grande aposta de 2013, ele chegou à Globo como gênio, mas seriado não agradou (Divulgação)

Ao mesmo tempo em que sustenta o cinema nacional, dominando as produções que chegam às telas brasileiras e alcançam grandes bilheterias, a comédia anda passando por maus bocados na TV. “Sem dúvida há uma crise no humor”, afirmou o roteirista Mauro Wilson, redator final de seriados de sucesso como A Grande Família e A Mulher Invisível, durante palestra no Rio Content Market, que reúne produtores e executivos de televisão de hoje (12) a sexta no Rio.

Líder em audiência e maior produtora de audiovisual do pais, a Globo tem no seu elenco os atores cômicos e roteiristas mais queridos do momento, como Tatá Werneck, Marcelo Adnet, Paulo Gustavo, Fábio Porchat, Leandro Hassun, Marcius Melhem e Bruno Mazzeo, para citar apenas alguns. Mas, paradoxalmente, não apresentou novidades capazes de atrair o público no último ano. Basta lembrar que Adnet, chamado de novo gênio da comédia nacional, não foi feliz com O Dentista Mascarado, e Tatá Werneck fez sucesso protagonizando uma espécie de quadro do Zorra Total dentro da novela Amor à Vida – ou seja, mais do mesmo. Houve ainda, vale citar, Pé na Cova, que foi bem no primeiro semestre, mas ficou mais lírica do que engraçada na segunda temporada. “Os maiores sucessos da comédia na TV hoje são A Grande Família, que tem 14 anos, e Tapas & Beijos, que já teve três temporadas”, observou Wilson, em conversa com o blog.

Para o roteirista, duas vezes indicado ao Emmy por Os Amadores (2005) e vencedor do prêmio com A Mulher Invisível em 2012, é preciso encontrar novas formas para o modelo de sitcom, solução que nada teria a ver os esquetes que fazem sucesso na internet em portais como Parafernalha e Porta dos Fundos. “A maneira como as pessoas veem televisão e conteúdo de internet são bem diferentes”, detalha Wilson. “Alguém te fala sobre um vídeo legal no trabalho e você vê na hora do café, em cinco minutos.  Na TV não é assim, há um horário, uma preparação do telespectador para assistir ao programa. Então, uma coisa que faz sucesso na internet não pode simplesmente ser transportada para a televisão.”

No painel sobre comédia no Brasil, numa das salas mais concorridas do evento, Wilson esteve ao lado de Bruno Mazzeo e Paulo Fontenele, que dirigiu a série Se Eu Fosse Você, baseada no longa-metragem homônimo e exibida no ano passado pela Fox. Apesar de os distribuidores, como disseram os palestrantes, “só quererem saber de comédia” por causa dos bons números que o filão tem alcançado nos cinemas – em 2013, o melhor ano desde a retomada de 1995, dos 10 maiores faturamentos, 7 vieram de comédias –, Mazzeo não parece ver o cenário atual com grande otimismo. “O excesso de quantidade diminuiu a qualidade. Às vezes, acho que a nossa comédia ficou um pouco rasa, com pouco humor crítico”, observou. “Torço para que o ‘boom da comédia’ traga o ‘boom do drama’ para o nosso cinema.”

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28/02/2014

às 13:25 \ Folhetinescas

Um ano de novelas mais curtas. Ainda bem

Bruna Linzmeyer será Juliana, a protagonista de 'Meu Pedacinho de Chão': remake da obra de Benedito Ruy Barbosa de 1971 terá menos capítulos que a original (Divulgação)

Bruna Linzmeyer será Juliana, a protagonista de ‘Meu Pedacinho de Chão’: remake da obra de Benedito Ruy Barbosa de 1971 terá menos capítulos que a original (Divulgação)

Há décadas se comenta nos bastidores da TV como seria bom se as tramas durassem menos no ar. Ao mesmo tempo que investe em seriados num esquema de curtas temporadas, a Globo resiste a diminuir suas novelas, com a justificativa de que os, em geral, oito meses de duração são necessários para o retorno do investimento e também porque se tenta tirar o máximo de um sucesso – como o do Félix (Mateus Solano) de Amor à Vida, que bateu a marca de 221 capítulos.

Murilo Benício será um dos protagonistas de 'Geração Brasil', novela das 7 que substituirá 'Além do Horizonte' em maio e sofrerá cortes durante a Copa (Divulgação)

Murilo Benício será um dos protagonistas de ‘Geração Brasil’, novela das 7 que substituirá ‘Além do Horizonte’ em maio e sofrerá cortes durante a Copa (Divulgação)

Depois de um 2013 com a novela mais longa dos últimos tempos, muito prejudicada pelo esticamento em mais de um mês, a emissora terá, enfim, um ano de tramas mais curtas. Acontecerá não só por causa da Copa, que vai mexer na grade de programação, mas também por uma reivindicação dos profissionais envolvidos. Quando foi chamado a escrever mais uma novela, Manoel Carlos pediu a direção que ela tivesse “algo em torno de 150 capítulos”. “Não recebi ainda a comunicação de quantos capítulos terei que fazer, mas torço para que sejam o que eu pedi: ao redor dos 150”, contou o autor de Em Família a QUANTO DRAMA!. “Se isso se confirmar, vou ficar muito feliz. Afinal, esse número é mais do que suficiente para se contar qualquer história.”

Com 150 capítulos, a atual novela das 9 atravessaria a Copa, entre 12 de junho e 13 de julho, para acabar logo depois. Aguinaldo Silva, responsável pela sucessora – por enquanto atendendo pelo nome falso de Falso Brilhante – já anunciou no seu portal que trabalha a todo vapor.

No horário das 6, a cargo de Luiz Fernando Carvalho, estreia em abril Meu Pedacinho de Chão, remake da novela de Benedito Ruy Barbosa de 1971 escrito por ele mesmo, em parceria com a filha Edilene Barbosa e o neto Marcos Barbosa. Cercado de segredos e com Bruna Linzmeyer, Juliana Paes e Rodrigo Lombardi no elenco, deve lembrar a delicadeza da minissérie Hoje É Dia de Maria, que Carvalho dirigiu em 2005. Por causa desse perfil, digamos, artesanal, o diretor pediu que ela seja curta – deve ter em torno de 115 capítulos, 70 menos do que a original, aliás. Afastado das novelas desde Esperança, de 2002, Carvalho tem se dedicado a microsséries.

Geração Brasil, que trará a dupla Izabel de Oliveira e Filipe Miguez à faixa das 7 a partir de maio, fatalmente perderá o horário para a transmissão dos jogos, programados para as 13h, 16h, 17h e 19h, principalmente. O mesmo acontecerá com Malhação, que poderá ser cortada ou não ir ao ar em alguns dias. Prevista para durar até novembro, entretanto, Geração Brasil deve ser mais longa que a novela que consagrou a dupla – Cheias de Charme, sucesso em 2012, ficou pouco mais do que cinco meses no ar.

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24/02/2014

às 12:43 \ Folhetinescas

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Alô, doçura!: em meio a uma confusão no estúdio, Marina (Tainá Müller) atende o telefone com o aparelho de cabeça para baixo – e fala pelos cotovelos (Reprodução)

Alô, doçura!: em meio a uma confusão no estúdio, Marina (Tainá Müller) atende o telefone com o aparelho de cabeça para baixo – e fala pelos cotovelos (Reprodução)

Com tanta gente que presencia a gravação e, depois, assiste a um capítulo de novela antes de ir ao ar, chega ser surpreendente que erros grosseiros de gravação sejam enfim exibidos. Mas acontece – e aos montes, até mesmo no cinema hollywoodiano. Um mês depois da estreia, Em Família (Globo, 21h15) já cometeu sua primeira gafe, quando no capítulo da última quinta (20), Marina (Tainá Müller) não só atendeu como falou pelos cotovelos ao telefone com o aparelho de cabeça para baixo – proeza que só a paixão por Clara (Giovanna Antonelli) ou o descuido do pessoal da continuidade pode explicar.

Não foi, de jeito nenhum, algo que tenha prejudicado a mensagem que o autor passava da cena, a demonstrar como a fotógrafa anda ansiosa para encontrar com a nova amiga. E também não é nada incomum de acontecer, ainda mais numa novela, que tem muitos capítulos e é feita sob muita pressão. Mas não deixa de ser divertido perceber certos deslizes – a própria Tainá Müller, bem-humorada, tratou de rir de si mesma em seu perfil no Twitter. “Gente, a Marina tem Iphone 6.9, ainda não chegou ao Brasil”, escreveu, logo que o erro começou a gerar comentários.

Nesse clima, QUANTO DRAMA! relembra aqui outros detalhes descabidos de novelas recentes, que deram o que falar:

 

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→ Batom da Glauce, em ‘Amor à Vida’ (2013)

Antes de cair nos braços da morte, a doutora vilã Glauce (Leona Cavalli) bebeu, beijou o amigo gay na boca e capotou o carro. No beijo, borrou o batom vermelho. E enquanto dirigia, numa mesma sequência, alternou a boca borrada com os lábios perfeitamente pintados. O detalhe acabou chamando mais atenção nas redes sociais do que a cena em si ­– muito boa, aliás.

 

 

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→ Cabelo mutante de Morena, em ‘Salve Jorge’ (2013)

Quem nunca teve um dia de cabelo ruim? O da Morena (Nanda Costa) não deve ter reagido bem ao clima da Capadócia, já que ficava liso nos ambientes internos e rebelde nas cenas externas. A explicação é que as sequências da heroína correndo pelos campos da Turquia foram gravadas antes de a novela começar e as internas, foram feitas na cidade cenográfica montada no Projac. Ao que parece, ninguém se preocupou em igualar o penteado da personagem, daí ela alternar dois tipos de cabelo numa mesma sequência.

 

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→ Max vai de táxi, em ‘Avenida Brasil’ (2012)

Capacho de Carminha (Adriana Esteves), Max não era um bandido lá muito competente. Mas chegou ao ápice da confusão mental quando apareceu na casa de Jorginho (Cauã Reymond) no próprio carro e, depois, pegou um táxi para ir embora. Quem nunca?

 

 

 

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→ Henrique esfaqueia a Tia Neném, em ‘Insensato Coração’ (2011)

Meio mau-caráter, mas bem divertida, a Tia Neném certamente não merecia o tipo de esfaqueamento que acabou tendo: levou um golpe do vilão Henrique (Ricardo Pereira) do lado direito do abdome, mas sangrou do lado esquerdo.

 

 

 

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12/02/2014

às 13:42 \ Entrevista

Hoje é dia de Giane

Após 13 anos, Reynaldo Gianecchini volta a trabalhar com o padrinho Manoel Carlos, como o bon vivant Cadu: "É muito gostoso fazer gente apaixonada", brinca o ator, cujo personagem passará por uma grave doença (Divulgação)

Após 13 anos, Reynaldo Gianecchini volta a trabalhar com o padrinho Manoel Carlos, como o bon vivant Cadu: “É muito gostoso fazer gente apaixonada”, brinca o ator, cujo personagem passará por uma grave doença (Divulgação)

Uma das figuras mais simpáticas nos bastidores da TV, Reynaldo Gianecchini parece brilhar mais do que nunca desde que venceu um linfoma, no ano passado. Após a batalha pública que travou contra a doença, o ator jamais se recusa a comentar o assunto e, por isso, atendeu com gosto ao pedido do autor Manoel Carlos para que vivesse um doente na novela das 9, Em Família (Globo, 21h15). “Quando resolvi dar uma doença ao personagem, perguntei a ele se estaria tudo bem. Caso o incomodasse, para ter o Giane no elenco, eu cortaria esse ponto do roteiro sem pensar duas vezes”, detalha Maneco a QUANTO DRAMA!. “Ele não só aceitou, como disse que Cadu poderia ter a mesma doença que ele teve – eu é que não quis. Giane é muito bom de cabeça.”

As primeiras cenas do bon vivant Cadu vão ao ar no capítulo desta quarta (12). Num primeiro momento, ele será o “marido charmoso e aspirante a chef de cozinha” de Clara (Giovanna Antonelli), que vai trocá-lo por uma “fotógrafa charmosa e internacionalmente reconhecida”, Marina (Tainá Müller). Maneco ainda não decidiu qual doença pegará o personagem na curva – “mas será uma boa doença”, brinca. “Não me incomodo mesmo de falar sobre esse assunto. Acabo de comemorar dois anos da minha nova medula, veja que maravilha”, diz Giane ao blog. “A doença me fez passar por um processo de auto-conhecimento, não foi algo baixo astral. Acho bacana discutir isso na novela, falar sobre como reagir a uma doença grave. Eu sou muito grato pela minha cura e pelo ser humano melhor que eu acho que  me tornei após tudo aquilo.”

Gianecchini volta a trabalhar com Manoel Carlos após 13 anos, nesta que, segundo diz o autor, será sua última novela. Em Laços de Família, de 2000, ele foi Eduardo Pirajá de Albuquerque, jovem médico que se envolvia com a Helena de Vera Fischer e, depois, com a filha dela, Camila (Carolina Dieckmann). Na época inexperiente e ainda com a carga de ex-modelo, que em geral atrapalha os que tentam ser reconhecidos como atores, ele enfrentou grande resistência. “Se eu estou aqui hoje é porque o Maneco me bancou”, anota Giane. Por coincidência, a Camila de Laços de Família passava por uma leucemia e por um doloroso processo de quimioterapia. A cena em que a personagem perde os cabelos, presenciada na coxia entre lágrimas por Giane, é uma das mais tocantes e inesquecíveis da teledramaturgia nacional. “Sem dúvida, sinto um déjà vu agora. É como fechar um ciclo”, define ele.

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Ah, essa Helena…

06/02/2014

às 13:35 \ Eu faço drama

Ah, essa Helena…

Ao desfilar no concurso de Miss Esperança, Helena (Bruna Marquezine) fica nervosa com a presença de Laerte (Guilherme Leicam) e cai – é o casal mais barraqueiro da cidade (Divulgação)

Ao desfilar no concurso de Miss Esperança, em cena que vai ao ar amanhã (7), Helena (Bruna Marquezine) fica nervosa com a presença de Laerte (Guilherme Leicam) e cai – é o casal mais barraqueiro da cidade (Divulgação)

Em novela de Manoel Carlos, há sempre uma certeza: haja o que houver, a Helena será culpada de alguma coisa. O autor nunca teve pudores em lançar suas protagonistas em atitudes questionáveis, atípicas para uma heroína. Foi assim com a Helena de Taís Araújo em Viver a Vida (2009), quando ela, por pura birra, impediu que a enteada mimada Luciana (Alinne Moraes) saisse da Jordânia em seu carro exclusivo – no ônibus a moça sofreu um acidente e ficou paraplégica. Em Por Amor (1997), a Helena de Regina Duarte disse ao marido Atílio (Antonio Fagundes) que o filho dos dois nasceu morto – tinha, na verdade, trocado o bebê pelo da filha Maria Eduarda (Gabriela Duarte), esse sim morto no parto.

Do jeito que anda Em Família (Globo, 21h) nesta primeira semana, desta vez não será diferente. Quanto drama essa Helena foi capaz de aprontar em apenas três capítulos! Fez um pacto de sangue demodê com o namorado – lembremos que a novela se passa nos anos 80 –, sexo sem prevenção a gravidez e, principalmente, brincou com o amor de Laerte e Virgílio (Fernando Rodrigues), num jogo que vai acabar numa tentativa de assassinato.

Será Laerte (Guilherme Leicam) o louco ciumento de que tanto falam os personagens a sua volta? Ou não seria Helena (Bruna Marquezine) uma provocadora inconsequente de conflitos? Mais uma pergunta: Laerte precisa de psiquiatra ou deveria se afastar da namorada?

O rapaz tentará matar Virgílio, e a descoberta do crime vai azedar seu casamento com Helena. É quando a culpa – um outro traço comum às Helenas de Maneco – vai amargar, levando a protagonista a se casar com Virgílio, o pretendente bonzinho. Mas, é interessante notar, o autor toma cuidado para não cair no maniqueísmo, o que seria transformar Laerte num vilão. Personagens instáveis, mas coerentes na sua instabilidade são os melhores que Maneco sabe criar. Afinal, o ciúme de Laerte parece justificado no contexto da novela e será até legitimado quando Helena, essa mulher marrenta que brinca com o perigo, se casar com Virgílio.

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05/02/2014

às 16:38 \ Folhetinescas

‘Amor à Vida’ acabou, mas a história continua

Onde estará Félix (Mateus Solano) agora? Quem sabe assistindo a 'Caras & Bocas' ...(Reprodução)

Onde estará Félix (Mateus Solano) agora? Quem sabe assistindo a ‘Caras & Bocas’ … (Reprodução)

Aos saudosos que já lamentam o fim de Amor à Vida na última sexta (31), se é que eles existem, resta um consolo nas tardes do Vale a Pena Ver de Novo da Globo: boa parte das tramas da primeira novela das 9 de Walcyr Carrasco estão na sua segunda novela das sete, Caras & Bocas, exibida em 2009 e agora em reprise.

Confira algumas semelhanças entre as duas tramas:

 

Como Félix (Mateus Solano), Cássio (Marco Pigossi) adora um bordão – "Choquei! Estou rosa chiclete", repete (Divulgação)

Como Félix (Mateus Solano), Cássio (Marco Pigossi) adora um bordão – “Choquei! Estou rosa chiclete”, repete (Divulgação)

Cássio/Félix

Gay fofo, mas com língua quase tão afiada quanto à do ex-malvado de Amor à Vida, Cássio (Marco Pigossi) é uma espécie de pré-Félix. Em Caras & Bocas, vive também vive uma história de aceitação.

Bruno/Gabriel

As duas novelas têm o mesmo protagonista, Malvino Salvador. Os dois são íntegros, trabalhadores e com queda por patricinhas. Daí, que remédio, sentem dificuldade em conviver com a riqueza das amadas.

Linda/Anita

A autista Linda (Bruna Linzemeyer) sofria com a super proteção da família em Amor à Vida na mesma toada que a deficiente visual Anita (Daniele Haloten). As duas costumam ser levadas, aliás, para passear em parques onde, cada uma do seu jeito, se surpreende com as árvores.

Rebeca/Benjamin

Como as novelas se passam em São Paulo, Walcyr faz questão de ter uma família judia em cena. Em Amor à Vida, ele promoveu a paz entre árabes e palestinos por meio dos personagens Rebeca (Paula Braun) e Pérsio (Mohammed Fatouch). Em Caras & Bocas, o judeu Benjamin (Sidney Sampaio) lutava pelo amor de uma não-judia, Tatiana (Rachel Ripani) – que mais adiante, aliás, vai se descobrir judia.

 

Tatiana (Rachel Ripani) perde os cabelos em 'Caras & Bocas': Nicole (Marina Ruy Barbosa) manteve as madeixas, mas perdeu a vida (Divulgação)

Tatiana (Rachel Ripani) perde os cabelos em ‘Caras & Bocas’: Nicole (Marina Ruy Barbosa) manteve as madeixas, mas perdeu a vida (Divulgação)

Nicole/Tatiana

O autor bem que tentou, mas não conseguiu raspar os cabelos de Nicole (Marina Ruy Barbosa) em Amor à Vida como fez com Tatiana (Rachel Ripani) em Caras & Bocas. Na primeira novela, Tatiana desenvolve um câncer de mama, do qual se cura após tratamento. Na segunda, Nicole acabou morrendo durante a batalha contra um linfoma de Hodgkin, ao mesmo tempo em que reclamava da queda das madeixas.

Márcia/Socorro

Duas personagens do tipo “simplórias, barraqueiras e coração de ouro” vividas pela mesma Elizabeth Savalla: em Caras & Bocas ela era Socorro, pasteleira e mãe de Gabriel; em Amor à Vida, era a ex-chacrete e vendedora de cachorro-quente. Em ambas as novelas, ela se apaixona por um cinquentão de fino trato.

Jaques/Edgar

Por mais sem imaginação que pareça, Júlio Rocha, o bonitão aproveitador de Amor à Vida era o bonitão aproveitador de Caras & Bocas – fora a obsessão pelo “cargo de cirurgião-chefe do hospital”, o texto dele é praticamente o mesmo nas duas novelas.

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As preferidas do Maneco

Bruna Marquezine, destaque aos 7 anos em 'Mulheres Apaixonadas' (2003) ganhou dois papeis em 'Em Família": será a Helena jovem e, na segunda fase da trama, a filha dela, Luiza (Divulgação)

Bruna Marquezine, destaque aos 7 anos em ‘Mulheres Apaixonadas’ (2003) ganhou dois papeis em ‘Em Família”: será a Helena jovem e, na segunda fase da trama, a filha dela, Luiza (Divulgação)

Não é só de Helenas que vive Manoel Carlos. Um dos mestres da teledramaturgia na construção de personagens femininas, ele vem, ao longo das suas 12 novelas, distribuindo papeis que, não raro, se transformam em divisor de águas na carreira de atrizes de todas as gerações, de Natália do Vale a Bruna Marquezine.

Em Família que, diz ele, será sua última novela, o autor procurou reunir o maior número possível de antigos parceiros, como Reynaldo Gianecchini, lançado em Laços de Família (2000). Mas são as atrizes as suas verdadeiras musas. Veja quem são as queridinhas do autor na novela que estreia nesta segunda (3) na faixa das 9 da Globo, substituindo Amor à Vida.

 

Natália do Vale como a Lúcia de 'Baila Comigo', de 1981, ao lado de Tony Ramos: 'Em Família' é a sexta novela de que ela faz do autor (Divulgação)

Natália do Vale como a Lúcia de ‘Baila Comigo’, de 1981, ao lado de Tony Ramos: ‘Em Família’ é a sexta novela de que ela faz do autor (Divulgação)

Natália do Vale, a Chica

Apesar de ter trabalhado com os mais diversos autores em 40 anos de carreira, Natáilia do Vale é diretamente ligada a Manoel Carlos, que lhe deu a primeira grande chance na TV Globo. Ela havia aparecido em Gabriela (1975), de Walter George Durst, e feito algumas participações em outras novelas, mas foi como a Márcia Mesquita de Água Viva (1980), escrita por Maneco em parceria com Gilberto Braga, que ganhou reconhecimento do grande público. De lá para cá, foi escalada para o autor para mais cinco tramas: Baila Comigo (1981), Mulheres Apaixonadas (2003), Páginas da Vida (2006), Viver a Vida (2009) e, agora, Em Família.

Helena Ranaldi, a Verônica

Com nome de heroína de Manoel Carlos, Helena Ranaldi teve seu melhor papel numa novela do autor: a professora Raquel de Mulheres Apaixonadas (2003), que mantinha um relacionamento com um jovem aluno enquanto tentava fugir do marido psicopata e agressor, Marcos (Dan Stulbach). Ao todo, integra o elenco de cinco tramas de Maneco: além de Mulheres Apaixonadas, Laços de Família (2000), Presença de Anita (minissérie de 2001),Páginas da Vida (2006) e, agora, volta como a Verônica de Em Família.

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Vivianne Pasmanter, a Shirley

Vilã em Em Família, como a invejosa Shirley, Vivianne Pasmanter é pela quarta vez estrela de uma novela de Maneco – é, declaradamente, uma das preferidas do autor. Dele, fez Felicidade (1991), sua estreia na Globo, além  de Por Amor (1997), quando foi a marcante Laura, e Páginas da Vida (2006).

Giovanna Antonelli, a Clara

Uma das atrizes de TV mais valorizadas do momento, Giovanna Antonelli despontou como estrela quando roubou a cena como a garota de programa Capitu de Laços de Família, sucesso de Manoel Carlos em 2000. Depois disso, fez a Dora de Viver a Vida (2009) e, agora, volta para papel de grande destaque, como a homossexual Clara de Em Família.

 

Salete (Bruna Marquezine) e Fernanda (Vanessa Gerbelli) em 'Mulheres Apaixonadas', sucesso de Manoel Carlos em 2003 (Divulgação)

Salete (Bruna Marquezine) e Fernanda (Vanessa Gerbelli) em ‘Mulheres Apaixonadas’, sucesso de Manoel Carlos em 2003 (Divulgação)

Bruna Marquezine

Em Família é a segunda novela de Manoel Carlos com Bruna Marquezine. Mas sua participação foi classificada como fundamental pelo autor, que teve de disputá-la nos bastidores. Tudo, pelo valor afetivo de fechar um ciclo que começou com a atriz ainda criança, quando ela foi a Salete de Mulheres Apaixonadas (2003). Na nova parceria com o autor que a lançou ao estrelato, ela se dividirá entre dois papeis: o da Helena jovem e o da filha dela, Luiza.

Vanessa Gerbelli

Da mesma forma que Bruna, Vanessa Gerbelli volta a uma novela de Maneco por causa do trabalho em Mulheres Apaixonadas. Na novela de 2003, ela foi a sofrida mãe de Salete (Bruna Marquezine), Fernanda, que morreu atingida por uma bala perdida durante um assalto no Leblon. A atriz passou um tempo na Record e volta à Globo graças a um pedido especial do autor, para ser Juliana, tia de Helena que é obcecada pela vontade de ter um filho.

01/02/2014

às 0:09 \ Folhetinescas

Beijo gay faz de ‘Amor à Vida’ um marco da TV

Torcida do público pelo casal, conquistada pelo carisma que Félix (Mateus Solano) e Niko (Thiago Fragoso) mostraram durante a novela, convenceu a emissora de que um beijo de amor entre homens poderia ir ao ar numa novela das 9 (Reprodução)

Torcida do público pelo casal, conquistada com o carisma que Félix (Mateus Solano) e Niko (Thiago Fragoso) mostraram durante a novela, convenceu a emissora de que um beijo de amor entre homens poderia ir ao ar numa novela das 9 (Reprodução)

Uma das emoções mais vibrantes que as novelas do tempo das nossas avós conseguiam criar era a da espera pelo beijo do mocinho na mocinha – em geral, era ele que tomava a iniciativa. Há tempos, entretanto, já não é o tipo de coisa que provoca rufar de tambores, tantas vezes previsível. E, para falar a verdade, os pares românticos não andam causando frisson ultimamente. Mas eis que um casal homossexual conseguiu fazer o público reviver a expectativa pelo amor, trajetória que teve torcida desde a primeira cena até o final feliz e inédito na história das novelas que vimos na noite desta sexta (31), em Amor à Vida (Globo, 21h).

Em clima de harmonia familiar, Félix (Mateus Solano) e Niko (Thiago Fragoso) deram um beijo de amor, em boa medida de empolgação para o relacionamento dos personagens. Foi apaixonado, mas não singelo; verdadeiro, mas com cuidado para não chocar. A cena confirmou os sinais emitidos neste sentido durante os 221 capítulos da novela de Walcyr Carrasco, que soma esse mérito à exitosa carreira de teledramaturgo. É um marco, em mais de um sentido, ainda que Amor à Vida, em si, não tenha sido uma novela exemplar.

O público se apaixonou pelo malvado de língua ferina e o carneirinho de fala doce, mas é claro que foi levado a isso, numa empatia construída com destreza pelo autor. Félix e Niko foram grandes personagens, duas faces de uma moeda que espelhar na novela o tema da aceitação. Um, solar e bem-sucedido, feliz com sua homossexualidade. O outro, soturno e amargo, atormentado pelo pai homofóbico. Foi um grande drama gay, cheio de bordões sagazes e divertidos. O amor dos dois homens engoliu e salvou a novela.

Aline (Vanessa Giácomo): numa cena que beirou o tragicômico, a vilna morreu eletrocutada ao tentar escapar da prisão (Divulgação)

Aline (Vanessa Giácomo): numa cena que beirou o tragicômico, a vilna morreu eletrocutada ao tentar escapar da prisão (Divulgação)

Os críticos do gênero podem achar exagerado e até fazer muxoxo diante do fuzuê que a expectativa pela cena vem causando nas redes sociais. Mas a importância dela vem do inédito e da resistência declarada da emissora em exibi-la no programa mais visto no país. É claro que a decisão anterior de levar ao ar uma novela centralizada num homossexual já mostrava que a mentalidade mudou. E a exibição da cena só aconteceu porque Niko e Félix passaram 220 capítulos conquistando o público e alimentando a expectativa para o grand finale. “Toda cena de novela é consequência da história, responde a uma necessidade dramatúrgica e reflete o momento da sociedade. O beijo entre Felix e Niko selou uma relação que foi construída com muito carinho pelos dois personagens. Foi, portanto, o desdobramento dramatúrgico natural dessa trama. A pertinência desse desfecho foi construída com muita sensibilidade pelo autor, diretor e atores e assim foi percebida pelo público. É importante lembrar que o relacionamento homossexual sempre esteve presente nas nossas  novelas e séries de maneira constante, responsável e natural. A cena esteve de acordo com essa premissa e com a relevância para a história”, informou ao blog a emissora, por meio departamento de Comunicação.

Para merecer o beijo, Félix teve de passar de vilão a mocinho, ficou de castigo no núcleo cômico e, mesmo quase transformado em outro, continuou agradando. Se há algo de glamouroso no posto de “ator que protagonizou o primeiro beijo entre homens numa novela da Globo”, deve ficar com Mateus Solano – o personagem sugou a novela, como uma ilha cercada de tramas pouco desenvolvidas por todos os lados. Nem Valdirene (Tatá Werneck), que começou com potencial, resistiu ao desgaste.

Com mais de duas horas de duração marcado pelo som dos violinos, o capítulo não teve grandes surpresas e, em vez disso, apresentou um sequência de finais bonitinnhos – os conflitos sumiram todos e, num passe de mágica, tudo se acertou. A exceção foi o desfecho à mexicana para César (Antonio Fagundes) e Pilar (Susana Vieira), com ele marcado pelas sequelas de um AVC – claro que lembrou o Dom Lázaro interpretado por Lima Duarte de Meu Bem, Meu Mal (1990).

Enfim, foi a “mami poderosa” a grande vilã da novela: sabotou o carro da amante do marido e acabou provocando a vingança de Aline (Vanessa Giácomo), que desgraçou a vida dele. Aline, por sua vez, numa fuga mal-sucedida, morreu eletrocutada na cerca da prisão, mas longe de ter um final apoteótico de uma Carminha (Adriana Esteves) ou de uma Nazaré (Renata Sorrah).

Apesar do peso que cena de beijo ganhou no capítulo final, Walcyr, com sensibilidade,  deixou o fechar das cortinas com César e Félix. Homofóbico que, trocando em miúdos, provocou os sentimentos que foram a força motriz da novela, ele terminou quase cego e dependente do filho homossexual que sempre renegou – mais uma semana, e Félix terminaria canonizado. Numa ótima cena em clima de Morte em Veneza, o filho ouviu aquele “eu te amo” que sempre quis. E os tempos de bebês na caçamba ficaram para trás.

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Era uma vez um ex-lobo, um carneirinho e uma lacraia de olhos furta-cor

Está provado: a Linda de ‘Amor à Vida’ não existe

31/01/2014

às 8:00 \ Entrevista

‘A Linda me virou do avesso’, diz Bruna Linzmeyer

Imersa no processo de dar vida a Linda, Bruna evita responder sobre a polêmica envolvendo o beijo e o casamento da personagem: "A pergunta importa mais do que a resposta", diz (Divulgação)

Imersa no processo de dar vida a Linda, Bruna Linzmeyer evita responder sobre a polêmica envolvendo o beijo e o casamento da personagem: “A pergunta é que é maravilhosa, mais do que qualquer resposta”, diz (Divulgação)

Linda sobe hoje ao altar em Amor à Vida (Globo, 21h), atendendo aos apelos de boa parte do público, que se encantou com a história de amor puro e ingênuo entre uma jovem autista e um advogado. A decisão do autor Walcyr Carrasco é sem dúvida cercada por ressalvas de especialistas e pais de crianças autistas, mas há de se reconhecer o empenho da atriz Bruna Linzmeyer na condução da personagem, que foi de um nível acentuado a uma presença mais leve da síndrome durante os 221 capítulos da novela. “A Linda me virou do avesso”, define ela em conversa com o blog, já em Florianópolis para gravar o longa-metragem Celulares, de Jefferson De.

Logo depois de viver a primeira protagonista no cinema, ela volta ao Projac como a professora Juliana de Meu Pedacinho de Chão, novela de Benedito Ruy Barbosa de 1971 que voltará à Globo em abril como um remake dirigido por Luiz Fernando Carvalho para o horário das 6. Não por coincidência, foi o diretor que lançou Bruna na televisão, como a Tatiana Ravichencko do seriado Afinal, o que querem as mulheres?, de 2010.

Ainda sob o impacto da Linda e de toda a discussão que ela provocou, a atriz de 21 anos diz que ainda não parou para pensar sobre o posto de protagonista que acaba de conquistar. “Talvez seja melhor não pensar muito. Só trabalhar e sentir, viver esses trabalhos tão bonitos”, filosofa.

Na trajetória da Linda, chama a atenção o fato de o romance ter despertado a torcida do público desde o primeiro momento – especialmente entre os mais jovens. A aceitação de um namoro tão pouco convencional surpreendeu você? 

Não imaginava essa reação do público. É claro que há um desejo de que as pessoas se envolvam com a história que você está contando e talvez esse foi O grande desejo, poder falar de amor, e viver esse amor tão primordial, singelo e ao mesmo tempo profundo que é o amor da Linda e do Rafael, e também o amor da Linda, singularmente.

No ano passado, Bruna protagonizou uma comentada "dança dos leques" no Bataclã de 'Gabriela' (Reprodução)

Em 2012, Bruna protagonizou uma comentada “dança dos leques” no Bataclã de ‘Gabriela’ (Reprodução)

Você acaba de realizar um trabalho muito difícil e chega ao final com grande reconhecimento – até dos que não concordam com os rumos da personagem, note-se. Como foi esse caminho? O que te deu segurança para moldar a Linda como ela foi moldada?

Foi um caminho exatamente como você disse: difícil, muito difícil. Até a última cena, a cada segundo era preciso concentração e dedicação. Foi desafiador, um trabalho que me virou do avesso, mexeu com as minhas emoções como atriz e como ser humano. O que me deu segurança foram as pessoas que estavam à minha volta, envolvidas nesse trabalho: Mauro Mendonça Filho, Walcyr Carrasco, Sérgio Penna (nosso preparador de elenco), Laura Sarmento (artista e psicóloga que trabalhou conosco em todos os ensaios e gravações), André Barros (diretor que passou a dirigir as cenas da Linda). Tudo foi feito com afeto, com emoção e com muita seriedade e respeito. Só isso poderia nos dar segurança de que, pelo menos, demos o nosso melhor. A Linda não existiria sem o trabalho e compromisso dessas pessoas.

Como foi trabalhar com tão pouco texto? É algo que faz você trabalhar mais intuitivamente?

Foi maravilhoso. Sinto que meu trabalho é intuitivo, e no caso da Linda, sim, ainda mais. Há espaço para improvisos, há espaço para deixar-se afetar pelo que acontece em cena, deixar-se afetar por esses personagens, por esses atores maravilhosos com quem trabalhei.

Até a Linda, você havia feito personagens bastante sensuais. Como avalia a experiência de ter se despido de vaidade?

Foi incrível essa experiência. Assim como o contrário também o é. Eis o que sempre estará em primeiro lugar: o desafio. O desejo de fazer o que não se sabe, e assim, ter que trabalhar muito para descobrir o caminho.

Segundo Bruna, um dos momentos mais delicados de gravar foi o pedido de socorro de Linda, que foi ao ar na semana passada (Reprodução)

Linda pede socorro, a cena preferida de Bruna: “Sinto que meu trabalho é intuitivo e, no caso da Linda, ainda mais. Há espaço para improvisos, para deixar-se afetar pelo que acontece em cena, deixar-se afetar por esses personagens e por esses atores maravilhosos com quem trabalhei” (Reprodução)

Qual cena da Linda é sua preferida? Qual momento foi mais difícil/complicado de gravar?

Gosto muito da sequência que antecede o pedido de socorro. Quando a Linda está em crise constante, em estado de melancolia. E foram cenas incríveis de gravar. Especialmente por ter a Sandra (Corveloni) e a dona Nathália (Timberg) ao meu lado.

Não posso deixar de te perguntar: você, Bruna, acha que a Linda deveria namorar e até casar com o Rafael?

Acho que a pergunta é que é maravilhosa, muito mais do que qualquer resposta. Pois não estamos falando só da Linda, estamos falando de uma sociedade inteira.

Já teve tempo para se familiarizar com a Juliana, de Meu Pedacinho de Chão? Como está vivendo a expectativa de voltar a trabalhar com Luiz Fernando Carvalho e, para completar, interpretar sua primeira protagonista?  

Tenho plena admiração, paixão e confiança no Luiz e no trabalho que ele faz. Mas antes da novela ainda rodo um longa em Floripa, do Jeferson De. E ainda me despedindo da nossa querida Linda… Talvez seja melhor não pensar muito. Só trabalhar e sentir, viver esses trabalhos tão bonitos.

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30/01/2014

às 12:59 \ Folhetinescas

Globo alimenta expectativa pelo beijo do casal ‘Feliko’

Félix (Mateus Solano) e Niko (Thiago Fragoso) em uma "cerimônia misteriosa", segundo o site de 'Amor à Vida' (Divulgação)

Félix (Mateus Solano) e Niko (Thiago Fragoso) em uma “cerimônia misteriosa”, segundo o site de ‘Amor à Vida’ (Divulgação)

Como boa parte da audiência desejava, Félix (Mateus Solano) e Niko (Thiago Fragoso) já são um casal de fato desde o capítulo de ontem (quarta, 29), quando o ex-vilão aceitou o convite do “carneirinho” para pernoitar. Nos corredores do Projac, o beijo entre os dois, típico dos mocinhos em final de novela, é dado como certo. E tem mesmo grande chance de acontecer, teoria que é alimentada pela própria emissora.

O site oficial da novela amanheceu com uma intrigante chamada, sobre uma foto do casal ‘Feliko’, ambos de branco, numa tal “cerimônia misteriosa”. “O que será?”, pergunta o site. O casamento dos dois, talvez? Se for, é justo que tenha beijo.

Mas, alto lá, não é o casamento dos dois. O cenário parece ser o mesmo da cerimônia de Linda (Bruna Linzmeyer) e Rafael (Rainer Cadete). As cenas vão ao ar nesta quinta (30), no penúltimo capítulo.

Ainda sem negar de vez ou confirmar a esperada cena, o autor Walcyr Carrasco sempre se mostra favorável ao beijo gay. E embora façam questão de sublinhar que a história de amor entre Niko e Félix é o mais importante, Thiago Fragoso e Mateus Solano já se prontificaram a gravar. Até a mulher de Solano, Paula Braun, que interpreta a médica Rebeca, torce pelo beijo e já mandou seu recado na campanha #BeijaFelix que circula no Twitter. “Alô, @WalcyrCarrasco! Queremos o beijo do Félix e do Niko”, escreveu ela, um pedido que vem sendo repetido no Twitter desde segunda (27). Alguns tuiteiros chegaram a questionar Walcyr no momento da sequência apimentada entre Patrícia (Maria Casadevall) e Michel (Caio Castro). “Se pode uma cena de sexo tão ousada, por que não um beijo gay?”, perguntam.

Contra o beijo, vale considerar, estão as lideranças evangélicas ligadas à emissora, em especial o pastor Silas Malafaia, como mostrou o Radar on-line. Uma campanha contra a cena já circula pela internet, pregando o boicote à novela – embora, sem grande força. Mas a palavra final sobre a exibição é da direção da emissora que, lembremos, barrou a exibição de cena semelhante entre o Júnior (Bruno Gagliasso) e o Zeca (Eron Cordeiro) de América, em 2005. Naquela ocasião, a expectativa em torno fez o último capítulo da novela Glória Perez marcar 66 pontos no Ibope, com incríveis picos de 70 pontos.

Nove anos depois, cá estamos na mesma situação – e seria complicado recuar de novo. Mas estariam a família brasileira preparada para ver dois homens se beijando na novela das 9? Só exibindo a cena para descobrir.

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