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Além do Horizonte

11/03/2014

às 12:21 \ Folhetinescas

Os chateados merecem a máquina da felicidade

Para LC (Antonio Calloni), boa parte da humanidade deveria ser submetida à "máquina da felicidade" de 'Além do Horizonte' (Reprodução)

Para LC (Antonio Calloni), boa parte da humanidade deveria ser submetida à “máquina da felicidade” de ‘Além do Horizonte’ (Reprodução)

Imagine entrar num túnel, como os que realizam exames por ressonância magnética, e sair de lá leve, levinho, e disposto a fazer recortes e colagens na companhia de crianças. Dito assim, o vilão LC Barcelos (Antonio Calloni) tem razão: boa parte da humanidade bem que poderia – ou deveria – ser submetida à “máquina da felicidade” de Além do Horizonte (Globo, 19h30).

Ele mesmo, há alguns capítulos, quase teve os miolos derretidos pelos também vilões Hermes (Alexandre Nero) e Tereza (Carolina Ferraz), mas foi salvo no último minuto pela comparsa Angelique (Sabrina Greve). Como vingança, mandou Hermes para a geringonça. E, em vez de felicidade, o que se vê é uma abobalhamento total do personagem – os cientistas da novela ainda não conseguiram calibrar a máquina.

Mesmo assim, com os devidos ajustes que, quem sabe, surgirão até o fim da trama, o tratamento poderia servir para boa parte dos estressados da ficção. Veja sete potenciais cobaias selecionadas por Quanto Drama!:

 

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1. Helena (Júlia Lemmertz)

Não é fácil ser Helena de Manoel Carlos, a gente sabe. A protagonista de Em Família (Globo, 21h15) terá de ver o primo e ex-noivo Laerte (Gabriel Braga Nunes) se apaixonar pela filha, Luiza (Bruna Marquezine). Só a máquina de Além do Horizonte pode salvá-la, coitada.

 

 

 

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2. Juliana (Vanessa Gerbelli)

É certo que Juliana precisa de algum tratamento psicológico: com tanta criança precisando de uma mãe, ela foi cismar com Bia (Bruna Faria). A novela mal começou e ela já está furtando a família e enchendo a cara de calmantes.

 

 

 

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3. Manfred (Carmo Dalla Vecchia)

O bonitão de brilhantina passou a vida toda se sentindo humilhado na condição de bastardo de Ernest (José de Abreu). Mas eis que a verdade era bem pior: ele não é filho do joalheiro, mas do beberrão Venceslau (Reginaldo Faria). Mais maluco a cada capítulo de Joia Rara (Globo, 18h20), merece uma passagem para Tapiré.

 

 

 

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4. Laerte (Gabriel Braga Nunes)

Todo lírico e sofrido, Laerte tem metade do elenco feminino de Em Família ao seu dispor. Ou seja: nem pode ser introspectivo em paz.

 

 

 

 

 

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5. Selma (Luciana Paes)

Isso sim seria uma experiência valiosa: será que a Selma de Além do Horizonte ficaria menos chata se fosse submetida à máquina?

 

 

 

 

 

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6. Priscila “Pri” (Laila Zaid)

Como a Selma, a prima estridente de Lili (Juliana Paiva) é outra que poderia aproveitar a geringonça da comunidade alternativa para mudar de perfil.

 

 

 

 

 

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7. Tereza (Carolina Ferraz)

A vilã é a personagem mais divertida da novela, um acerto de Carolina Ferraz. Por isso, até que poderia ser interessante ver a tensa criatura em versão paz e amor.

 

 

 

 

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21/02/2014

às 16:06 \ Folhetinescas

‘Além do Horizonte’ faz ficção científica sem ciência

No capítulo desta sexta (21), LC (Antonio Calloni) vai submeter a filha à "máquina da felicidade": quanto drama por um efeito que, na vida real, se parece com o da terapia de eletrochoque (Reprodução)

No capítulo desta sexta (21), LC (Antonio Calloni) vai submeter a filha à “máquina da felicidade”: quanto drama por um efeito que, na vida real, se parece com o da terapia de eletrochoque (Reprodução)

Espera-se que a ficção científica, pelo menos a boa, apresente um ou outro elemento da ciência real. É, em resumo, aquele tipo de informação que, transmitida numa cena, dá credibilidade à história e limita os eventuais questionamentos do espectador sobre sua verossimilhança.

Falta esse tempero em Além do Horizonte, novela de Marcos Bernstein e Carlos Gregório que tenta inovar levando ao horário das 7 da Globo uma alternativa à comédia romântica de costume. Com uma boa premissa, sobre uma comunidade alternativa e misteriosa instalada na Amazônia, a trama só consegue provar que a ficção científica pede mais profundidade do que uma telenovela parece querer comportar.

No momento, por exemplo, a trama gira em torno de uma tal “máquina da felicidade” que o maquiavélico LC (Antonio Calloni) desenvolve usando os membros rebeldes da comunidade como cobaias. O resultado tem mais a ver com apatia do que com felicidade em si, é mais um se enquadrar do que se realizar. No fim das contas, nada mais é do que um tratamento de eletrochoque, usado contra a depressão desde os anos 30. “Imagine submeter líderes mundiais a máquina”, conspira LC, pensando em vender o trambolho para, quem sabe, Barack Obama usar contra Hassan Rohani – ou vice-e-versa. Bobagem, sou obrigada a concluir.

Até agora, a máquina, um tubo como os de ressonância magnética, foi cercada de mistério. Com cara de galã de Malhação, mas ocupando o posto de “grande bioquímico”, o mocinho Marlon (Rodrigo Simas) trabalha no projeto, metido num macacão isolante – para quê? – e pensando em voz alta frases salpicadas de científicos, usados aleatoriamente.

Mas, a bem da verdade, nada do que se diz no laboratório da novela parece interessar o público jovem que ela atraiu. O povo quer mesmo saber do romance entre a charmosa protagonista Lili (Juliana Paiva) e o bonitão Marlon. Pronto, caímos de novo na comédia romântica.

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11/02/2014

às 12:12 \ Eu vejo novela

Amarelo é o novo preto em ‘Além do Horizonte’

Tereza (Carolina Ferraz) sofre na cadeia – e a gente espera que ela grite "Eu sou ricaaaaa!" a qualquer momento (Reprodução)

Tereza (Carolina Ferraz) sofre na cadeia – e a gente espera que ela grite “Eu sou ricaaaaa!” a qualquer momento (Reprodução)

Anda muito divertida a passagem da malvada Tereza pela cadeia em Além do Horizonte (Globo, 19h30). Interpretada pela sempre elegante Carolina Ferraz, a vilã foi confinada a um figurino amarelo pavoroso e vem passado por todo tipo de bullying, como se pressupõe que aconteça com uma figura delicada que vá parar atrás das grades – é o clima Orange Is The New Black.

Na excelente série do Netflix, Piper Chapman (Taylor Schilling), uma jovem de classe média alta que está prestes a se casar, é presa por ter se envolvido com o tráfico de drogas anos antes, levada por uma namorada bandida. Quando o passado bate a sua porta, não resta alternativa senão vestir o uniforme laranja e passar por todo tipo de constrangimento, perigo e provação na penitenciária. A transformação da personagem, ao longo dos 13 episódios da primeira temporada, é impressionante.

À parte dos problemas que pesam sobre a novela das 7, vale destacar que a personagem de Carolina Ferraz, em boa parceria com Alexandre Nero, é uma das mais interessantes da carreira da atriz. Sem um pingo de maquiagem e muito ódio no coração pelo ex-amante LC (Antonio Calloni), que armou contra ela e provocou toda a situação, Tereza livrou a trama do marasmo.

A pressão sobre a vilã é tão grande que o noveleiro espera que, a qualquer momento, ela sairá gritando do banho de sol: “Eu sou ricaaaa!”, como a inesquecível Norma, de Beleza Pura (2008). Em homenagem a Tereza, QUANTO DRAMA! relembra abaixo a antológica cena, quando Norma diz a Guilherme (Edson Celulari) que, no Brasil, rico não vai parar na cadeia – a vilã de Além do Horizonte certamente discorda.

07/01/2014

às 18:25 \ Folhetinescas

Filhos renegados dominam três novelas

Laços de família: em 'Amor à Vida', que quase se chamou 'Em Nome do Pai', Félix (Mateus Solano) age movido pela rejeição que recebeu do pai, César (Antonio Fagundes), recurso que se repete com variações em 'Joia Rara' e 'Além do Horizonte' (Divulgação)

Laços de família: em ‘Amor à Vida’, que quase se chamou ‘Em Nome do Pai’, Félix (Mateus Solano) age movido pela rejeição que recebeu de César (Antonio Fagundes), recurso que se repete com variações em ‘Joia Rara’ e ‘Além do Horizonte’ (Divulgação)

Na vida real, pais relapsos costumam condenar os filhos a anos e anos de terapia. Na ficção, terreno onde tudo se resolve com mais facilidade, o trauma é um prato cheio para os autores. O recurso, que gera tantas sequelas quanto possibilidades de histórias, move hoje nada menos do que as três novelas do horário nobre da Globo.

Manfred (Carmo Dalla Vecchia): supostamente filho bastardo, ele é puro veneno em 'Joia Rara':  Freud nem precisaria  explicar (Divulgação)

Manfred (Carmo Dalla Vecchia): supostamente filho bastardo, ele é puro veneno em ‘Joia Rara’: essa Freud nem precisaria explicar (Divulgação)

Às 18h20, lá está Manfred (Carmo Dalla Vecchia) em Joia Rara, supostamente filho bastardo do vilão Ernest (José de Abreu) com a governanta Gertrude (Ana Lúcia Torre). Depois de anos e anos à sombra do manda-chuva da novela e agora sentindo que a vida lhe deve reparação com juros altos, o rapaz vem, numa espécie de delírio, chantageando e castigando Ernest. Quer, à força, o posto de primogênito da família – logo, porém, vira à tona que o pai dele é outro.

Num salto dos anos 40 para os nossos dias, às 19h30, lá estão os filhos cobrando os pais novamente. Em Além do Horizonte, a mocinha Lili (Juliana Paiva) deixou sua casa no Rio de Janeiro, para ir atrás do pai LC (Antonio Caloni). Durante anos, ela pensou que ele estivesse morto, mas que nada – forjou a própria morte para viver numa comunidade alternativa suspeita na Amazônia.

Verdadeiro protagonista da novela das 9 – que, aliás, quase se chamou Em Nome do Pai –, Félix (Mateus Solano) passou quase toda Amor à Vida agindo a partir da rejeição que recebeu de César (Antônio Fagundes). Agora, que vive momento “Félix paz e amor” depois de cair no fundo do poço do hot dog, será ele o herói a resgatar o pai das garras de Aline (Vanessa Giácomo) – e, sem que seja necessária nenhuma uma sessão de terapia, terá um final feliz, como pede o público ao autor Walcyr Carrasco.

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26/12/2013

às 12:11 \ Folhetinescas

Humor e sexo tentam salvar ‘Além do Horizonte’

Keila (Sharon Menezes) é a arma secreta da novela: perua tapirana, ela faz boa dupla com Kléber (Marcello Novaes)

Keila (Sharon Menezes) é a arma secreta da novela: perua tapirana, ela faz boa dupla com Kléber (Marcello Novaes) (Reprodução)

Embora não tenha mudado a espinha dorsal de sua trama os autores Marcos Bernstein e Carlos Gregório trataram de incrementar as cenas de humor e sensualidade em Além do Horizonte (Globo, 19h30).Com uma proposta bem diferente do modelo de comédia romântica a que o público se acostumou ver na TV e, ainda, tentando uma identificação com seriados americanos, a novela patina no Ibope desde a estreia, em 4 de novembro – dos modestos 21 pontos do primeiro capítulo restam agora preocupantes 16.

Nilson (JP Rufino): personagem cômico ganha destaque entre os tantos atores novatos do elenco (Divulgação)

Nilson (JP Rufino): personagem cômico ganha destaque entre os tantos atores novatos do elenco (Divulgação)

Mas, como o diretor Ricardo Waddington disse a QUANTO DRAMA!, esse é o preço da ousadia. A questão é que uma história de mistério não pode ser radicalmente alterada – nem seria esse o caso, segundo o diretor. Por isso, enquanto a trama envolvendo a tal “comunidade alternativa para onde vão os que buscam a felicidade” diz a que veio – e é preciso um certo tempo para que o público absorva a ideia –, os autores apimentam as beldades tapiranas e ampliam o espaço dos personagens cômicos. Nesse sentido, Keila (Sharon Menezes) e Nilson (JP Rufino) se tornaram, digamos, armas secretas.

Sharon faz boa dupla com Marcello Novaes (Kleber), mais uma vez num personagem que é dominado pela mulher, mas agora um bandido mais competente que o Max de Avenida Brasil.Perua ribeirinha, Keila fecha os olhos para os negócios suspeitos do marido, mas gosta de bancar a detetive quando desconfia de uma traição – é a esperteza seletiva. Nos últimos tempos, a personagem vem aparecendo como “mulher fogosa que ama o marido” e “esposa brava que arma barraco com supostas periguetes”.

Em outra frente que também ganha espaço, entre tantos jovens atores, o destaque da novela é o pequeno JP Rufino, que costura os núcleos da cidade de Tapiré como o precoce Nilson. Identificado pelo público como uma fofura, ele aparece tanto quanto os personagens principais, sempre aprontando alguma confusão. Da mesma forma que as cenas quentes de Keila, o menino vive situações típicas de uma novela das 7 – é, sem dúvida, uma tentativa de tornar Além do Horizonte mais palatável. Enquanto isso, a pergunta fica no ar: “Qual o objetivo da tal comunidade?”

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09/12/2013

às 15:34 \ Eu vejo novela

‘Além do Horizonte’ se veste com a moda ‘Breaking Bad’

Chamado de "biólogo brilhante", Marlon (Rodrigo Simas) conhece o laboratório da comunidade alternativa: pesquisa busca a "verdadeira felicidade" (Reprodução)

Chamado de “biólogo brilhante”, Marlon (Rodrigo Simas) conhece o laboratório da comunidade alternativa: pesquisa busca a “verdadeira felicidade” (Reprodução)

Laboratório da ficção, seja novela, filme de Hollywood ou seriado, é lugar para todo o tipo de exagero. Afinal, deve ser quase irresistível ilustrar o espetáculo da ciência senão num ambiente cheio de microscópios, bicos de Bunsen, tubos de ensaio e balões volumétricos, sempre muito decorativos com seus líquidos coloridos.

Jesse Pinkman (Aaron Paul) e Walter White (Bryan Cranston): traje isolante usado no laboratório de metanfetamina virou um ícone da TV americana (Divulgação)

Jesse Pinkman (Aaron Paul) e Walter White (Bryan Cranston): traje isolante usado no laboratório de metanfetamina de ‘Breaking Bad’ virou um ícone da TV americana (Divulgação)

Mas, mesmo dando um bom desconto, é impossível não ficar com a pulga atrás da orelha diante das cenas no laboratório da comunidade alternativa de Além do Horizonte (Globo, 19h30), diante do inusitado da pesquisa: a busca pela felicidade. Subterrâneo e com um acesso que depende de uma escada em caracol, ele lembra um pouco a “cozinha” de Walter White (Bryan Cranston) em Breaking Bad, inspiração que se confirma quando os cientistas da novela vestem um traje isolante muito semelhante àquele que é um dos grandes ícones da TV americana atualmente. A trama das 7, cabe explicar, tem usado diversas referências a seriados e filmes americanos, principalmente Lost e A Vila.

O detalhe é que na série a vestimenta tem a função de isolar os personagens do material tóxico que se desprende durante da fabricação de metanfetamina. Na novela, o que se faz é algo, digamos, menos palpável e aparentemente mais inocente. Portanto, entre peixes dourados num aquário, afrodisíacos e “substâncias sintéticas instáveis”, do que Marlon (Rodrigo Simas) e seus colegas precisariam se proteger?

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06/12/2013

às 15:35 \ Folhetinescas

‘Além do Horizonte’ não vai mudar, garante Ricardo Waddington

Paulinha (Christiana Ubach) e Marlon (Rodrigo Simas) em cena de 'Além do Horizonte': "Público ainda vai se apaixonar pelos personagens", aposta diretor (Divulgação)

Paulinha (Christiana Ubach) e Marlon (Rodrigo Simas) em cena de ‘Além do Horizonte’: “Público ainda vai se apaixonar pelos personagens”, aposta diretor (Divulgação)

Quando a audiência de uma novela entra em estado crítico, é comum que os autores façam manobras para tentar reverter a situação, aumentando a participação dos personagens mais carismáticos e diminuindo o que parece desagradar ao público. Mas apesar de estar agora no nada confortável posto de “o pior Ibope já registrado por uma novela das 7 da Globo”, o diretor de núcleo Ricardo Waddington, responsável por sucessos como Avenida Brasil e Cordel Encantado, garante que Além do Horizonte (Globo, 19h15) não vai passar por alterações. “A história que temos para contar é essa – nem teria outro jeito de contá-la. A Globo e eu estamos felizes. Há uma absoluta compreensão de que é uma história nova e os números devem ser vistos com cautela”, disse ele ao blog.

Mistura de Lost, A Vila, Jogos Vorazes e outros tantos filmes e seriados americanos de mistério e aventura, a novela de Marcos Bernstein e Carlos Gregório mudou de maneira radical o estilo que até então dominava o horário, a comédia romântica. Super produção que estreou há um mês, conta a história de uma comunidade alternativa cravada no meio da floresta, para onde vão os que pretendem encontrar a verdadeira felicidade. Nas redes sociais, o comentário mais frequente é sobre a dificuldade de entender a trama, que vem sendo revelada aos poucos. “É uma novela que já sabíamos que era ousada, pela temática, pela narrativa e a maneira como estamos contando”, analisa Waddington. “Acho que aos poucos o público vai entender a história, se apaixonar pelos personagens e se sentir mais seguro nesse ambiente.”

Aos obstáculos impostos pela dinâmica da história, soma-se a escalação do elenco, com maioria de atores pouco ou nada conhecidos – neste ponto, sem dúvida, a produção correu seu maior risco, já que algumas cenas são de fato comprometidas pela inexperiência. Resultado: na última quarta (4), a novela marcou apenas 13,5 pontos, bem abaixo da expectativa para o horário que vai de 25 a 30. O diretor nega que esteja sofrendo pressão. “A Globo e eu estamos felizes. Há uma absoluta compreensão de que é uma história nova e que os números devem ser vistos com cautela.”

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05/11/2013

às 10:45 \ Folhetinescas

Cópia tira o brilho da estreia de ‘Além do Horizonte’

Juliana Paiva, uma das atrizes mais queridas pelos adolescentes noveleiros, vive mais uma "menina mimada de novela das 7", em relação morde-e-assopra com William (Tiago Rodrigues) (Divulgação)

Juliana Paiva, uma das atrizes mais queridas pelos adolescentes noveleiros, vive mais uma “menina mimada de novela das 7″, em relação morde-e-assopra com William (Tiago Rodrigues) (Divulgação)

Na eterna busca pela novela das 7 ideal, aquela que vai conseguir fisgar o jovem e a criança sem afugentar a dona de casa, cada trama estreia com a missão difícil de apresentar algo novo. De bastidores da moda a aventuras envolvendo dinossauros, quase tudo já foi tentado, com sucessos pontuais e alguns equívocos. Entre os tantos caminhos, a tentativa de aproximar a telenovela dos seriados americanos, guardadas as diferenças incontornáveis entre os dois gêneros, tornou-se uma constante nos útimos anos. É um recurso que pode ser muito interessante, desde que não venha acompanhado da mera cópia, como faz agora Além do Horizonte com Lost, sucesso mundial da rede ABC entre 2004 e 2010.

A novela que a dupla Marcos Bernstein e Carlos Gregório estreou na noite desta segunda (4) na Globo apresentou logo de cara seu grande mistério, que envolve uma tal “besta” a aterrorizar uma comunidade ribeirinha da Amazônia, enredo que lembra muito o “monstro de fumaça” do seriado americano. A própria ideia de uma comunidade alternativa plantada numa floresta tropical, centro da trama brasileira, também tem ligação direta com o roteiro americano.

Está certo que a TV costuma usar bem referências a filmes e programas de sucesso em outras bandas. E que a ideia de um “lugar bonito para viver em paz” é uma imagem que povoa as mentes criativas há tempos, em todas as vertentes artísticas. As feras misteriosas, vale ainda anotar, são abundantes no nosso folclore, especialmente na Amazônia, onde se passa a história.

O tema não é, portanto, exclusivo de Lost ou de A Vila (2004), filme de M. Night Shyamalan que também aparece como referência. Mas usado com tanto destaque na novela – pelo menos foi assim no primeiro capítulo – deixa de ser um charme e se torna um problema, pois é reconhecido justamente pelo público que se pretendia surpreender – que, claro, viu Lost e vai correr para as redes sociais “denunciar” a semelhança. Daí, veja que coisa, em vez do termo “Além do Horizonte” estar entre os assuntos mais comentados do Twitter, é Lost que acaba dominando as conversas.

Assim, o principal assunto deixa de ser a nova novela, que parece bem-estruturada e, sim, diferente do que se costuma ver no horário. Ao largo da tal Besta, chama a atenção o clima um tanto soturno, com uma música de suspense a pontuar boa parte das cenas, e a ausência de humor, que é a grande marca das novelas das 7 da emissora. Só por isso, já valeria a pena ver Além do Horizonte, mas há ainda a informação de que a produção é do núcleo de Ricardo Waddington, que também respondeu por Avenida Brasil, o que é garantia de boa luz, cuidado com os atores e planos que fogem do óbvio.

Isso anotado, agora resta esperar para ver a história. Porque a de Lost a gente já viu.

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‘Além do Horizonte’ ergue cidade flutuante no Projac

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29/10/2013

às 16:30 \ Bastidores

‘Além do Horizonte’ ergue cidade flutuante no Projac

Rodrigo Simas e Christiana Ubach durante as gravações na Amazônia (Reprodução/Instagram)

Rodrigo Simas e Christiana Ubach durante as gravações na Amazônia (Reprodução/Instagram)

A aposta alta da Globo em Além do Horizonte, novela das 7 que substitui Sangue Bom a partir de segunda (4), reflete-se principalmente na sofisticada cidade cenográfica construída no Projac: com dimensões de um povoado real, a fictícia Tapiré foi plantada sobre a água, numa área escavada de 5.700 metros quadrados.

Com 22 edificações, entre armazém, escola, igreja, boate e palafitas, o conjunto criado pelo cenógrafo Alexandre Gomes reproduz uma típica cidade ribeirinha da Amazônia, onde se passa parte da trama dos estreantes Marcos Bernstein e Carlos Gregório. Há ainda um lago, para as cenas com canoas e barcos, cuja água é renovada por um sistema especial de filtros e bombas. Soma-se a isso um backlot estrategicamente posicionado e – voilá! – não saberemos distinguir o que é Amazônia e o que é Projac.

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15/10/2013

às 15:42 \ Folhetinescas

Flávia Alessandra repete personagem em ‘Além do Horizonte’

Flávia como a Dafne de 'Caras & Bocas'

Flávia como a Dafne de ‘Caras & Bocas’ (Divulgação)

Por uma daquelas voltas que só a ficção pode dar, Flávia Alessandra será a rica e charmosa Heloísa, que cria a filha, Alice (Juliana Paiva) sozinha após o sumiço do marido, LC Barcelos (Antonio Calloni) em Além do Horizonte, novela que substitui Sangue Bom na faixa das 7 da Globo a partir do dia 4. De cara, o papel lembra bastante a Dafne de Caras & Bocas, de 2009, que tinha um avô rico sumido, Jacques (Ary Fontoura), e uma filha tão intempestiva quanto Alice, Bianca (Isabelle Drummond).

Estreia da dupla Marcos Bernstein e Carlos Gregório como titulares, a novela vai falar da busca de um lugar ideal para ser feliz – além do horizonte, como diz o título.

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