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29/01/2015

às 13:37 \ Folhetinescas

Perto do fogo

Josie Pessoa, a Eduarda de 'Império': com o cabelo mais desejado e formando par perfeito com João Lucas (Daniel Rocha), personagem ganha espaço na trama (Reprodução/Instagram)

Josie Pessoa, a Eduarda de ‘Império’: com o cabelo mais desejado e formando par perfeito com João Lucas (Daniel Rocha), personagem ganha espaço na trama (Reprodução/Instagram)

Há tempos não se via nada parecido entre as modas de novela: em pouco mais de 24 horas, do Rio ao interior de Minas, deparei-me com nada menos do que cinco mulheres com os cabelos em fogo, num tom idêntico ao que a atriz Josie Pessoa usa para compor a sua Du em Império (Globo, 21h10). Vermelho-escândalo, as madeixas da moça são um item forte da caracterização da personagem, que começou como “doidinha rebelde” e agora tenta ser a mãe dedicada de dois bebês.

Se o objetivo era chamar a atenção, deu mais do que certo: Du e seu par, João Lucas (Daniel Rocha), juntaram uma legião de fãs incansáveis na tarefa de encher os ouvidos do autor Aguinaldo Silva com pedidos por mais cenas do casal Lucadu  – tanto é, que no capítulo desta quarta (29) os dois protagonizaram uma espécie de videoclipe de namoro.

E já que não se pode copiar o “ruivo de nascença” de Marina Ruy Barbosa, a “sweet child” Maria Isis, as noveleiras vêm tentando descobrir como aderir ao cabelo fantasia de Du. Esse é o questionamento número 1 da Central de Atendimento ao Telespectador (CAT), que não indica marcas.

Há, por sorte, uma grande variedade de colorações no mercado que prometem um vermelho intenso, mas o processo para chegar a ele não é simples: é preciso, antes, deixar o cabelo loiro e, para mantê-lo brilhante, retocar a tintura de 15 em 15 dias – e olhe que a mãe de gêmeos recém-nascidos vive dizendo que não tem tempo nem mesmo para um banho. Toda novela traz esse tipo de semente, algo que possa ganhar as ruas – todos tentam, mas poucos conseguem. Neste sentido, os cabelos são peça fundamental, não apenas para ajudar na composição de um personagem, mas também para demonstrar que a trama está na boca – ou na cabeça – do povo. Por isso, a história da teledramaturgia está repleta de exemplos de cabelos de novela que ganharam as ruas. Relembre 7 dos mais marcantes:

(*) o blog Ruiva Diva tem boas dicas sobre como aderir ao look da atriz.

jo_agatacomeu

(Divulgação)

1. Jô, de A Gata Comeu (1985) Em formato de asa-delta e todo armadão, muito antes das “escovas progressivas”, o penteado da mimada Jô (Christiane Torloni) de A Gata Comeu fez a cabeça de muitas moderninhas nos anos 80.

 

 

 

 

 

 

 

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2. Ninon, de Roque Santeiro (1985) Ah, o corte pigmaleão… Também chamado de penteado “poodle de madame”, o cabelo da dançarina Ninon (Cláudia Raia) não foi criado especialmente para a novela – já andava fazendo sucesso por aí, mas virou uma febre com o sucesso de Roque Santeiro.

 

 

 

 

 

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3. Solange Duprat, de Vale Tudo (1988) Antes das práticas chapinhas, teve gente – acredite – passando a franja a ferro para ficar com o cabelo como o da intrépida Solange Duprat (Lídia Brondi) em 1988.

 

 

 

 

 

 

 

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4. Maria do Carmo, de Rainha da Sucata (1990) Como a batalhadora protagonista da novela de Silvio de Abreu, Regina Duarte popularizou não apenas um corte de cabelo, mas um penteado bem específico: franja e coque, arrematado por um laçarote. A personagem, curiosamente, era brega, mas de tão forte, impôs seu estilo.

 

 

 

 

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5. Rachel Green, de Friends (1994-2004) Em escala mundial, o cabelo mais comentado da televisão ainda é o da Rachel de Friends. No auge de popularidade do seriado, chegou a ser o mais pedido nos salões americanos. Comprido, levemente repicado e liso era sem dúvida muito bonito, mas nada que justificasse o frisson – o fato de atriz ser casada com Brad Pitt talvez fosse a melhor explicação.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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6. Bárbara, de Da Cor do Pecado (2004) Giovanna Antonelli é boa em lançar modas – de capinhas de celular ao look pijama da “delegata” Helô. Nem mesmo o mau caráter da Bárbara de Da Cor do Pecado conseguiu impedir a mulherada de correr aos salões para imitar o curtinho pontudo e platinado da vilã.

 

 

 

 

 

(Divulgação)

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7. Roberta, de Rebelde (2004-2006) Muito antes da Du de Império, a mexicana Dulce Maria inspirou ruivas de toda a América Latina como a Roberta da novela adolescente Rebelde (Televisa).

 

Leia também: Menos Carminha, Adriana Esteves está de volta em ‘Felizes para Sempre’

7 personagens “gourmetizados” de ‘Império’

‘Quem morreu?’ vai agitar reta final de ‘Império’

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24/01/2015

às 12:24 \ Folhetinescas

Volta, Zé!

Alô, doçura: depois de telefonema desesperado e emocionante, reencontro de Maria Marta (Lilia Cabral) e José Alfredo (Alexandre Nero) é um dos momentos mais esperados de 'Império' (Reprodução)

Alô, doçura: depois de telefonema desesperado e emocionante, reencontro de Maria Marta (Lilia Cabral) e José Alfredo (Alexandre Nero) é um dos momentos mais esperados de ‘Império’ (Reprodução)

Que José Alfredo está vivo, Maria Marta tem quase certeza. Só falta acontecer a esperada cena que uniará novamente Alexandre Nero e Lilia Cabral em Império (Globo, 21h15). Como todos os embates entre os personagens, o encontro promete, mas não deve ser romântico – mais uma semana e a imperatriz vai denunciar o marido à Polícia Federal, para salvar a própria pele contra as tramóias de Maurílio (Carmo Dalla Vecchia). Até lá, cada vez mais personagens ficarão sabendo que o comendador está vivinho da silva. No capítulo deste sábado (24), será a vez do filho João Lucas (Daniel Rocha) e da nora Duda (Josie Pessoa) descobrirem a verdade.

Desde o começo da novela, o Lilia e Nero vêm fazendo jus ao jargão “química em cena” – se isso realmente existe, está ali espelhado nos encontros dois dois. E provaram no capítulo desta sexta (23) que contracenam com excelência mesmo a distância. Maria Marta deu o bote em Cristina (Leandra Leal) e lhe arrancou o celular da mãos, quando ela falava com o pai supostamente morto – estava aflita porque os irmãos a destituíram da presidência da empresa. “Fala comigo, Zé!”, implorou a viúva “que foi sem nunca ter sido”, enquanto o Comendador ouvia impassível. “Eu penso em você todos os dias, estou com saudade. Você precisa voltar ou me dizer o que fazer”, apelou, sem ouvir um suspiro sequer do outro lado, numa das cenas mais emocionantes da novela.

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José Alfredo, o garimpeiro fiel

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17/01/2015

às 11:58 \ Folhetinescas

Duas vezes Laura Cardoso

Jesuína (Laura Cardoso) conduz José Alfredo (Alexandre Nero) e Josué (Roberto Birindelli) ao túmulo do verdadeiro Maurílio (Divulgação)

Jesuína (Laura Cardoso) conduz José Alfredo (Alexandre Nero) e Josué (Roberto Birindelli) ao túmulo do verdadeiro Maurílio (Divulgação)

Especialista em participações especiais e memoráveis, Laura Cardoso entrou em Império (Globo, 21h15) para ajudar o comedador José Alfredo (Alexandre Nero) a desvendar o passado de seu maior inimigo, Maurílio (Carmo Della Vecchia). Ela interpreta Jesuína, mulher de Sebastião Ferreira (Reginaldo Farias), de quem o vilão diz ser filho. Mas, após uma conversa com as galinhas no quintal – “Te dou milho, talo de verdura e nada d’ocê ponhá um ovo pra mim?” –, ela revelará ao Comendador no capítulo deste sábado (17) que o verdadeiro Maurílio está morto e enterrado em São João del Rey.

A informação só aumenta o mistério em torno do vilão que tem feito de tudo para destruir José Alfredo, sabe-se lá com que propósito. E não é um plano de um homem só: de uns tempos para cá, Maurílio tem falado ao telefone com um homem misterioso, a quem chama de “pai”.

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O pacote “Laura Cardoso, Aguinaldo Silva e um segredo bombástico” fazem o blog lembrar da bela sequência de Duas Caras que foi ao ar em 20 de maio de 2008. Também em participação especial e breve, Laura interpretou Alice, a mãe do atormentado protagonista Marconi Ferraço, que foi resgatar sua infância miserável no interior de Pernambuco. Emocionte, a passagem foi decisiva para que o personagem, um vilão complexo que se transformou ao longo da trama, fosse visto com mais doçura pelo público.

Abaixo, você revê Laura Cardoso como a sofrida Alice de Duas Caras:

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16/01/2015

às 12:57 \ Folhetinescas

7 personagens gourmetizados de ‘Império’

Rejuvenescida e determinada, Cora (Marjorie Estiano) tenta ser grã-fina e liberada (Reprodução)

Rejuvenescida e determinada, Cora (Marjorie Estiano) tenta ser grã-fina e liberada (Reprodução)

Embora uns e outros, como o Enrico (Joaquim Lopes), insistam em não aprender com as próprias lambanças, Império (Globo, 21h15) tem atualmente uma boa quantidade de personagens que chegarão ao último capítulo bem diferentes do começo. Seja pelo bem da história ou para agradar aos fãs, há figuras que desceram alguns degraus na vida – como Danielle (Maria Ribeiro), que parecia mulher apaixonada até se revelar uma vilã das mais sádicas e interesseiras – e outras que aproveitaram os capítulos para evoluir (e talvez parecer mais palatável) – como o Salvador (Paulinho Vilhena), nosso pintor maluquinho favorito.

Bons ou maus, mas devidamente “gourmetizados” por Aguinaldo Silva, eles provam que o samba de Império não vive de uma nota só:

1. Cora (Marjorie Estiano)

Rejuvenescida, a vilã voltou do spa milagroso decidida a deixar de ser donzela, título que ostentou a vida toda. A cada dia mais pirada desde a morte do Comendador, ela cismou agora com José Pedro (Caio Blat) – a carola surtada e o filhinho da mamãe, quem poderia imaginar?, formam um par que promete.  

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14/01/2015

às 22:39 \ Folhetinescas

Maria Marta foi casada Silviano, revela autor de ‘Império’

Silviano (Othon Bastos), quem diria, já foi bem mais que um serviçal para a imponente madame (Reprodução)

Silviano (Othon Bastos), quem diria, já foi bem mais que um serviçal para a imponente madame (Reprodução)

Mordomo de novela, como se sabe, quase sempre guarda um segredo, capaz de abalar as estruturas da trama a qualquer momento. Foi assim, por exemplo, com o Alfred (Ítalo Rossi) de Senhora do Destino (2007) – que, soube-se depois de muita humilhação, era o verdadeiro pai do esnobe Leonardo Correia de Andrade e Couto (Wolf Maya) – e assim será com o Silviano (Othon Bastos) de Império (Globo, 21h15). Autor das duas histórias, Aguinaldo Silva revelou na noite desta quarta (14) em seu site que a abelhuda Lorraine (Dani Barros) vai descobrir em breve que Maria Marta (Lilia Cabral) foi casada num passado distante com o dedicado serviçal.

Lorraine entrará escondida na casa de Silviano para tentar descobrir alguma informação útil para o blog de Téo Pereira (Paulo Betti). Xeretando, acabará encotrando um álbum com recortes antigos, um deles dando conta do casamento de Maria Marta Medeiros e Albuquerque com um tal Renato – é Silviano, que perceberá que a recordação foi furtada. “Naquele álbum estava toda a sua história, a verdadeira história… documentada em todos os detalhes”, dirá ele a Maria Marta. “E nesse exato momento tem alguém lendo tudo a seu respeito… Principalmente que eu, Renato Silviano dos Santos Muniz, fui seu primeiro marido!”

Com o spoiler, Aguinaldo não perdeu a oportunidade de provocar o público com mais perguntas sobre o futuro da trama. Nas mãos de quem vai parar o material bombástico? Por que Maria Marta mantém o ex-marido tão próximo?

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12/01/2015

às 15:42 \ Folhetinescas

‘Quem morreu?’ vai agitar reta final de ‘Império’

Mártir da fofoca? : Téo Pereira (Paulo Betti) pode estar marcado para morrer no carnaval, em meio à toda purpurina que ele merece (Divulgação)

Mártir da fofoca? : Téo Pereira (Paulo Betti) pode estar marcado para morrer no carnaval, em meio à toda purpurina que ele merece (Divulgação)

Alguém está marcado para morrer em Império (Globo, 21h15), em pena Sapucaí na terça-feira de carnaval. Confirmando nota do jornalista Ancelmo Goés no Globo, o autor Aguinaldo Silva confirmou nesta sexta (9) que Maurílio vai matar alguém durante o desfile da União de Santa Teresa. A escola fictícia vai homenagear o comendador José Alfredo (Alexandre Nero) o que, portanto, vai envolver boa parte do elenco a pouco mais de um mês do final da novela. “Já sabemos quem matou. Agora eu pergunto a vocês: quem será – ou quem deve ser – a vítima?”, questionou o autor em seu perfil no Facebook, prometendo levar os comentários dos seguidores em consideração.

Se assim for, a trama pode se complicar para Maria Marta (Lilia Cabral) a mais indicada para morrer entre os responderam ao autor. Danielle (Maria Ribeiro) também foi citada algumas vezes, mais do que seu marido, José Pedro (Caio Blat).

É preciso contar, claro, com a possibilidade de um personagem menos óbvio – como, por exemplo, Leonardo (Klebber Toledo) ou até mesmo um Silviano (Othon Bastos)  – vir a cruzar o caminho do vilão nos próximos capítulos.  Mas apesar de todos os palpites, Téo Pereira (Paulo Betti) é, por coerência e merecimento, a vítima em maior potencial. Conhecido por falar demais, o blogueiro andou recebendo das mãos de Maurílio informações privilegiadas sobre a família do comendador, o que certamente será inconveniente após o lançamento da biografia bombástica de José Alfredo (Alexandre Nero). Além disso, o jornalista ainda tem perspicácia suficiente para vir a descobrir que o vilão não é quem diz ser.

Será Téo Pereira o primeiro mártir da fofoca?

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05/01/2015

às 12:40 \ Folhetinescas

José Alfredo, o garimpeiro fiel

Feliz ano novo, sweet child: arretado e viril, o comendador José Alfredo (Alexandre Nero) ainda consegue bancar o herói apaixonado que consegue amargar seis meses de abstinência sexual para esperar o reencontro com seu amor verdadeiro, Maria Ísis (Marina Ruy Barbosa) (Divulgação)

Arretado e viril, o comendador José Alfredo (Alexandre Nero) ainda consegue bancar o herói apaixonado que amarga seis meses de abstinência sexual para esperar o reencontro com seu amor verdadeiro, Maria Ísis (Marina Ruy Barbosa) (Divulgação)

Há um cabo de guerra disputado todas as noites no Twitter entre os noveleiros que acompanham a exibição de Império (Globo, 21h10). Embora a novela já venha, há tempos, deixando claro que o “felizes para sempre” de José Alfredo (Alexandre Nero) será ao lado de Maria Isis (Marina Ruy Barbosa), houve quem encasquetasse que ele deve ficar com Maria Marta (Lilia Cabral), que se mantém a todo custo no posto de imperatriz dos diamantes. Dessa forma, não é difícil imaginar o autor Aguinaldo Silva sendo puxado pelos braços, de um lado pelos “alfredísis”, os fãs do casal José Alfredo e Ísis e, do outro, os “malfreds”, que pedem insistentemente por José Alfredo e Marta – #queremosmaismalfred é hashtag do grupo, vista de uns dias para cá na lista dos assuntos mais comentados. “O que esse povo tem na cabeça que não shipa eles?”, questiona o perfil @MalFredForever, usando o verbo que significa torcer por um casal, no dialeto das redes sociais.

No momento, Lilia e Nero não andam aparecendo juntos em cena, porque Maria Maria foi excluída do plano de morte e ressureição do comendador. É uma situaçãp que só tem a ver com o andamento da história, mas os partidários mais dedicados da personagem não querem saber: chegam a ameaçar o autor com o controle remoto quando começam as cenas românticas de José Alfredo com sua “sweet child”. Argumentam, com razão, que o protagonista quase não tem conversa com a namorada. Com Marta, anotam, há o que falar – pudera, as cenas dos dois são sempre um show de frases cortantes.

Mais no campo da vilania do que do heroísmo, entretanto, Marta tem poucas chances de terminar a novela com o seu Zé. Na verdade, não é preciso reparar muito para perceber que, mesmo com toda a experiência de vida, o poder acumulado e a ratificacão diária de sua macheza, o comendador é também um herói romântico clássico, do tipo “de uma mulher só” – e essa mulher é Maria Ísis, não há dúvida. Uma comparação rápida: até mesmo o mocinho da novela, Vicente (Rafael Cardoso), não teve pudores ao sair dos braços de Cristina (Leandra Leal) para os da irmã dela, Maria Clara (Andreia Horta), com direito a recaída no ano novo.

Chay Suede e Adriana Birolli como os jovens José Alfredo e Maria Marta: Ísis (Marina Ruy Barbosa) é o amor verdadeiro do homem de preto – mas para os fãs do casal MalFred, enquanto houver capítulos haverá esperança (Reprodução)

Chay Suede e Adriana Birolli como os jovens José Alfredo e Maria Marta: Ísis (Marina Ruy Barbosa) é o amor verdadeiro do homem de preto – mas para os fãs do casal MalFred, enquanto houver capítulos haverá esperança (Reprodução)

Em novela, todo mundo sabe, tudo pode acontecer. E enquanto houver capítulos pela frente, haverá esperança para Maria Marta. Mas o fato é que o abominável homem de preto não se deixa enredar tão fácil. Lembremos do plano mirabolante – com direito a sangue da galinha – que ele armou para não “inaugurar” a vida sexual de Cora (Marjorie Estiano) e mesmo assim recuperar seu diamante cor-de-rosa. E, antes, da sequência em que ele, alcoolizado, acabou dormindo com Maria Marta, mas chamou-a de Ísis logo depois – ou seja, pensou que estivesse com a ruivinha.

Como se não bastassem todas as provas de amor, o todo-poderoso ainda confessou no revéillon mais açucarado de todos os tempos: passou seis meses num garimpo, sem tocar em mulher nenhuma – e olhe que ele estava brigado com Ísis quando morreu de mentira. Vendo a vida pelo vitrô do quartinho onde se esconde em Santa Teresa e irritado com a abstinência sexual, pediu que o fiel escudeiro Josué (Roberto Birindelli) tomasse as devidas providências. Mas que não trouxesse uma qualquer. “É a Ísis que eu quero”, disse, reforçando a ideia do autor de que o amor entre o casal é mais do que verdadeiro.

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03/01/2015

às 14:02 \ Folhetinescas

Na parte 2, ‘Tim Maia’ inclui Elis. E esquece briga com a Globo

Babu Santana como Tim Maia: faltas frequentes a programas e críticas à direção da emissora fizeram do músico persona non grata na emissora nos seus últimos anos, situação que só teve fim com homenagens póstumas de 1998 (Divulgação)

Babu Santana como Tim Maia: faltas frequentes a programas e críticas à direção da emissora fizeram do músico persona non grata na emissora nos seus últimos anos, situação que só teve fim com homenagens póstumas, em 1998 (Divulgação)

Biografias são campo fértil para polêmicas, que podem ser multiplicadas por mil vezes se o personagem em questão é Tim Maia. Depois de ter surpreendido ao apresentar um Roberto Carlos bem diferente do que se viu nos cinemas, a versão televisiva de Tim Maia, longa-metragem do diretor Mauro Lima que foi exibido pela Globo em duas partes, na última quinta e ontem (2), corrigiu uma falha: destacou, enfim, a importância de Elis Regina na carreira de Tim – ao gravar These Are The Songs em 1969, ela abriu caminho na Polydor para o primeiro disco-solo do músico, lançado em 1970. Grande amiga, mas deixada de lado pelo filme, ela foi citada pelo biógrafo Nelson Motta quando o docudrama abordou a fascinação das cantoras brasileiras pelo rei do soul – dali, a narrativa foi para Marisa Monte, Ivete Sangalo e, acredite, Cláudia Leitte, com direito a “participação especial” de Daniel (sim, no palco do esganiçado The Voice Brasil).

Hyldon, parceiro de Tim que na época do lançamento do filme reclamou por não ter sido incluído, também apareceu para falar sobre a personalidade forte do amigo. “Se ele soubesse o quanto era querido, teria se cuidado mais”, disse, por fim. O depoimento é o mesmo que compôs o especial Por Toda a Minha Vida, que a Globo exibiu em 2007.

Apesar das aparentes correções – mais fáceis de fazer com material de arquivo do que no campo da dramaturgia, que demanda negociações complicadas de direitos autorais e de imagem –, momentos importantes do filme foram de novo suprimidos e passagens espinhosas da vida do cantor, lembradas com leveza. Caetano Veloso lembrou, por exemplo, da folclórica dificuldade de Tim em cumprir horários e compromissos, como quando ele simplesmente faltou ao programa Chico & Caetano, em 1986 – por sorte, o diretor Roberto Talma mandara gravar o ensaio, um dia antes. “Isso faz parte do charme do Tim Maia”, disse Caetano no palco, ao justificar a ausência do convidado para os telespectadores.

Neste ponto, não se pode deixar de notar que a versão televisiva não mostrou a mágoa que Tim cultivou da Globo na sua última década de vida. Após vários “canos” e críticas à direção da emissora, ele se tornou persona non grata nos programas da casa – e tratou de reclamar aos quatro ventos, inclusive numa famosa entrevista ao Jô Soares Onze e Meia, em 1998, no SBT. “Há dez anos eles não deixam eu me apresentar”, disse. “Não estou dizendo que sou um anjinho, mas acho que somos todos brasileiros e precisamos nos unir”, completou, ao enfatizar que se sentia perseguido e que a fama de faltoso dificultava sua carreira. Sem ser convidado para cantar uma música sequer durante anos, ele só voltou à tela da Globo no dia em que morreu, 15 de março de 1998, nas diversas homenagens póstumas que lhe rendem até hoje.

Em cartaz no país por seis semanas, Tim Maia atraiu pouco mais de 800 mil espectadores aos cinemas, do fim de outubro ao começo de dezembro. Na TV, na versão docudrama Tim Maia – Vale o que Vier, a produção alcançou ótimos 28 pontos no Ibope. A remontagem do filme não foi feita pelo diretor Mauro Lima, que chegou a recomendar aos fãs do cantor, em postagem no Instagram, que não vissem a minissérie da Globo antes do longa.

Em paralelo à polêmica, a música de Tim, sempre maior do que tudo isso, andou na boca do povo nas redes sociais – a hashtag #TimMaia foi pura poesia nos últimos dois dias. Abaixo, ouça o belíssimo dueto de Elis e Tim em These Are The Songs:

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Vilã de novela adora se fingir de “quase morta”

02/01/2015

às 17:56 \ Folhetinescas

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Roberto Carlos (George Sauma) e Tim Maia (Robson Nunes): relação de amizade foi reforçada na versão para TV por meio de depoimentos (Divulgação)

Roberto Carlos (George Sauma) e Tim Maia (Robson Nunes): relação de amizade foi reforçada na versão para TV por meio de depoimentos (Divulgação)

A Globo levou ao ar na noite de ontem (quinta, 1) uma versão diferente de Tim Maia, cinebiografia do “síndico da MPB”, daquela que estreou nos cinemas em outubro. Em formato de docudrama, o longa-metragem de Mauro Lima foi remontado com depoimentos e imagens de arquivo, em dois capítulos. O segundo vai ao ar nesta sexta (2), às 22h40.

Na TV, a narração deixou de ser de Cauã Reymond, no papel do cantor Fábio, e passou para próprio Tim (Babu Santana). Em um camarim, ele repassa sua trajetória desde os tempos de dureza na Tijuca até os anos loucos de rei do soul brasileiro. Entre tantos momentos saborosos da carreira do músico, o primeiro episódio dedicou um espaço considerável para a briga que Tim teve com Roberto Carlos, quando os dois tentavam a sorte no programa de Carlos Imperial. Nelson Motta, autor de Vale Tudo – O Som e a Fúria de Tim Maia (Ed. Objetiva, 2007), livro que originou o filme, Erasmo Carlos e Roberto Carlos falam sobre a amizade e o temperamento difícil de Tim. “Existe a lenda, mas a gente sabe, internamente, que havia uma amizade”, sublinhou Erasmo.

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Controverso, como se espera da biografia de um personagem como Tim Maia, o filme apresentou nos cinemas um jovem Roberto Carlos (George Sauma) um tanto desleal e afetado pela fama. Numa cena, quando Tim (Robson Nunes) finalmente fura o cerco de seguranças em torno do amigo para oferecer uma música, um dos assessores joga algumas notas no chão: “Aqui, Tião”, diz, com soberba. Na TV, a cena foi suprimida e o caminho de Tim até Roberto, consideravelmente encurtado – até a paz retomada da amizade com o lançamento da música Não Vou Ficar, em 1969. “Tudo o que ele cantou ele valorizou”, disse Roberto. “Ninguém nunca deixou de estender a mão pra ele”, reforçou Erasmo.

Com a opção de detalhar a história do músico por meio das entrevistas, a narrativa deixou o campo do cinema e caiu no didatismo de explicar, por exemplo, quem foram James Dean e Elvis Presley. Foi, claro, uma maneira de mostrar algo além do conteúdo que se viu nos cinemas, em vez de partir as 2h20 de duração em duas sessões. Mas é uma pena que bons momentos do longa, como a passagem de Tim pelos Estados Unidos e tudo o que fez para chegar até lá, tenham sido reduzidos ao limite.  No novo formato, vale ainda dizer, o longa se aproximou dos episódios de Por Toda Minha Vida, que homenageou Tim Maia em 2007.

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30/12/2014

às 15:27 \ Folhetinescas

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Num ano em que se destacam as produções de curta duração, o Comendador José Alfredo de 'Império' surgiu para provar que o pulso da telenovela ainda pulsa – e como (Divulgação)

Num ano em que se destacam as produções de curta duração, o Comendador José Alfredo de ‘Império’ surgiu para provar que o pulso da telenovela ainda pulsa – e como (Divulgação)

Este foi um ano de produções mais curtas na teledramaturgia brasileira, com destaque inegável para os seriados e com motivos suficientes para que ressurgisse o velho questionamento sobre o futuro da novela como gênero dominante na programação. Não poderia ser diferente, diante do sucesso da minissérie Amores Roubados, que abriu o ano da Globo com apenas 10 capítulos, e do desempenho abaixo das expectativas de Em Família, novela mais do que tradicional de Manoel Carlos que ocupou o horário nobre no primeiro semestre.  Mas eis que a telenovela encerra o ano demonstrando por que é o programa mais visto do país há mais de 60 anos: Império e seu admirável Comendador José Alfredo chegaram em julho para fisgar de novo o público e calar as bocas de Matilde – na história da televisão, nada melhor do que um capítulo após o outro.

Visto em retrospecto, entre os costumeiros beijos cinematográficos, tapas na cara, reconhecimentos de paternidade, assassinatos em série e muito burburinho nas redes sociais, 2014, o ano que parecia nunca terminar, demonstra que deu um bom caldo na ficção. Aqui, as 14 cenas preferidas desta colunista – na ordem em que foram ao ar:

Jaime (Murilo Benício), em 'Amores Roubados' (Divulgação)

Jaime (Murilo Benício), em ‘Amores Roubados’ (Divulgação)

1. Crime e castigo

Cercada de muito falatório antes e durante sua exibição, por causa dos boatos envolvendo seus protagonistas, a minissérie Amores Roubados teve muitas cenas poéticas e fortes. Entre tantas, fica na memória a morte do coronel do vinho Jaime (Murilo Benício), que despenca do precipício no capítulo final (17/1), depois de mandar matar o homem que encantou sua mulher e sua filha e ainda lhe deixou um neto.  

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