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Arquivo da categoria Eu faço drama

10/06/2013

às 11:44 \ Eu faço drama

Globo tenta resgatar “o velho” Adnet

Adnet imita a vocalista do Roxette, Marie Fredriksson: quadros na internet lembram os tempos de MTV (Reprodução)

Muito criticado na sua mais do que esperada estreia na Globo, como o Alberto Paladino de O Dentista Mascarado, Marcelo Adnet entrou na noite deste domingo (9) para o “time do Fantástico”, disposto a recuperar o prestígio como humorista craque no improviso.

Adnet comenta o primeiro gol do Brasil no amistoso contra a França: emissora tenta dar espaço para o humorista criar (Reprodução)

Depois de engessá-lo no texto fechado do seriado, o que parece não ter agradado aos fãs, a emissora deu-lhe um raro espaço para invenção, como comentarista da Copa das Confederações, a partir do próximo domingo. Mas, pelo que se viu na pré-estreia de ontem, não é fácil atingir o nível de espontaneidade da MTV em terreno global.

Se os fãs não têm visto graça em Adnet ao lado de gente como Leandro Hassun e Taís Araújo, o que dizer do trio Renata Ceribelli, Zeca Camargo e Tadeu Schimidt? Sem um pingo de timing, os apresentadores tentaram fazer crer que o humorista foi pego de surpresa, com um desafio de última hora para comentar o amistoso entre Brasil e França – não colou.

Desafio dado, Adnet partiu, supostamente, para a ilha de edição, onde iria criar e improvisar. Ao final, depois de algumas chamadas que tentavam elevar o suspense, ele voltou ao palco com um bumbo – “Emprestado de um amigo da Penha”, disse –, para cantar um funk que narrava o jogo com graça. Apesar do esforço de Zeca e Renata para mostrar que era coisa para “de rolar de rir”, não foi dos melhores momentos do já chamado “gênio do humor”. E, na comparação, O Dentista Mascarado consegue ser muito mais engraçado – com um Ibope baixo, que foi de 17 a 11 pontos em 10 episódios, o seriado tem ótimos momentos e é mais criticado do que merece.

O quadro, enfim, é uma experiência com data para terminar. A emissora segue buscando um formato que aproveite melhor o talento do humorista. Enquanto isso, o ator tem revivido os tempos de imitador em vídeos especiais para o site do seriado – no Hits de Consultório, dentista Paladino vai do funkeiro Naldo à oitentista Roxette. Veja aqui:

 

28/05/2013

às 10:52 \ Eu faço drama

Neymar como ator – não foi desta vez

Valdirene (Tatá Werneck) ataca Neymar em 'Amor à Vida': quem marcou gol foi ela (Divulgação)

Por sorte de Amor à Vida, a alardeada participação de Neymar foi ao ar no mesmo dia em que o jogador encerrou a novela da sua transferência para o Barcelona. No capítulo desta segunda (27), numa sequência iniciada no sábado, o craque, ainda como atacante do Santos, foi atacado pela periguete Valdirene (Tatá Werneck), que tenta garantir o futuro engravidando de algum milionário desavisado. Praticamente mudo, ele mostrou que como ator é um grande jogador de futebol – teve menos desenvoltura do que nos tantos comerciais que costuma estrelar. A graça foi garantida pela comediante que, sem muita resposta do companheiro de cena, parecia ainda mais surtada.

Pelé no bar da Dona Jura, ponto de encontro de 'O Clone', em 2001: encontro com Nazira (Eliane Giardini) foi memorável (Divulgação)

De qualquer forma, sempre vale a pena juntar as duas maiores paixões nacionais. Novela e futebol vivem se encontrando, menos nos personagens atletas do que nas participações especiais de jogadores reais, que adoram tirar uma onda na TV. No auge da carreira, por exemplo, Renato Gaúcho fez presença vip no Copacabana Café de Barriga de Aluguel, em 1991. Ao lado de Gil, seu companheiro no Flamengo, teve um diálogo um tanto sem sentido com Lulu, personagem vascaíno de Eri Johnson – mas, no fim das contas, falou mais que Neymar em Amor à Vida. Na mesma novela, o então elenco do Vasco também entrou em cena, com Bebeto como estrela principal (veja as duas cenas abaixo).

Majestade absoluta, Pelé foi um dos muitos famosos que passaram pelo Bar da Dona Jura em O Clone (2001) – esta sim uma participação memorável e muito esperada na época. Contracenou com Solange Couto e ainda jogou charme para a Nazira (Eliane Giardini), solteirona que sonhava se casar. Num evento em abril, o Rei chegou a cobrar de Murilo Benício uma ponta em Avenida Brasil, que tinha um time inteiro de futebol para justificar sua participação especial. Uma pena que ela não tenha ocorrido.

24/05/2013

às 12:50 \ Eu faço drama

PEC das Domésticas vira piada genial de Miguel Falabella

Haroldinho (Cassiano Carneiro) e Adenóide (Sabrina Korgut) bolam um projeto de poder em 'Pé na Cova': retrato surreal da nova relação entre patroas e empregadas (Reprodução)

De impacto imediato nas contas dos lares brasileiros, a PEC das Domésticas teve uma interpretação no mínimo surreal no seriado Pé na Cova, da Globo. Das tantas referências à lei que vêm aparecendo na teledramaturgia, a visão de Miguel Falabella certamente foi a mais original e, mesmo com o viés bizarro do programa, sincera.

No novo cenário, em que se acirram os ânimos entre patroas e empregadas, Falabella fez emergir a figura do “advogado de porta de cozinha” – Haroldinho (Cassiano Carneiro) –, sujeito ensebado e metido num terno de tergal, que vive em busca de processos trabalhistas. E transformou a empregada Adenóide (Sabrina Korgut), até então coadjuvante, em protagonista.

Sempre contando detalhes escabrosos da vida além dos emergentes da classe C, a presença da empregada na Funerária Unidos do Irajá era uma incógnita. Afinal, se a família de Ruço (Miguel Falabella) vive numa pindaíba terrível, como pode manter uma serviçal?  – coisas que só a miséria além da miséria pode explicar, mais ou menos na linha do ditado popular que diz que “em terra de cego, quem tem um olho é rei”.

Mas eis que a PEC das Domésticas e a influência do novo namorado, o tal Haroldinho, deram voz a Adenoide, que armou um levante das empregadas do bairro. “A PEC vai pegar!”, repetiam os personagens, exigindo adicional noturno e tempo de descanso, uma piada do autor com o direito adquirido que se tornou verdadeiro pesadelo da classe média.

Inebriada pelo poder, a desvalida Adenóide já pensava em se aventurar como presidente de sindicato. Ao mesmo tempo, a vaga de empregada na funerária era cobiçada por quem tem ainda menos. Luz Divina (Eliana Rocha), a vizinha esquizofrênica de Ruço, topou dar conta do serviço em troca de “comida, remédios e sexo”. Mas, após negociação, deixou por bem menos – só comida.

Com uma dose politicamente incorreta maior do que se costuma ver na TV brasileira, Pé na Cova acerta semana após semana, num equilíbrio, mantido com inteligência, entre o absurdo das situações e os elementos que não deixam os personagens se descolarem da vida real. Assim, o autor consegue algo muito difícil: mesmo bizarros além da conta, Ruço e seus agregados parecem cada vez mais reais. Valorizar e  bajular as empregadas domésticas já é quase um clichê na teledramaturgia nestes tempos. Mas captar a tensão que inevitavelmente aparece no novo cenário – tirando graça disso sem ofender nenhum dos lados –, só mesmo Falabella.

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18/04/2013

às 13:39 \ Eu faço drama

Mãe coruja vê vídeo pornô de Théo em ‘Salve Jorge’

Áurea (Suzana Faini): mãe de Théo, que gosta de fingir piripaques, desta vez vai passar mal de verdade (Divulgação)

O que acontece em Vegas, dizem os americanos, permanece em Vegas. Mas as derrapadas ocorridas na Turquia, pelo menos em Salve Jorge (Globo, 21h), não deixam de repercutir com força no Brasil. É assim que o plano de Théo (Rodrigo Lombardi), que levou a vilã Lívia (Claudia Raia) para a cama com um nebuloso objetivo de vingar ou obter informações, transformou-se num pesadelo, a durar até o final da novela, em meados de maio.

Sabe-se lá como, Lívia tirará da manga nos próximos capítulos um vídeo gravado durante a inesquecível noite de amor com Théo em Istambul e mandará uma cópia em DVD para Érica (Flávia Alessandra) que, a essa altura do campeonato, não tem mais ilusões sobre o capitão. O estrago maior, entretanto, será na imagem de filho perfeito que a mãe de Théo, Áurea (Suzana Faini), faz questão de manter.

Como um verdadeiro castigo, acabará assistindo ao DVD, na companhia da vizinha fiel Cacilda(Rosi Campos) – sessão, obviamente, nada agradável que a faz passar mal . O novo quiprocó da trama de Glória Perez vai ao ar no dia 27.

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01/04/2013

às 14:19 \ Eu faço drama

Se beber, não case no Paraguai

Natália e o Cara de Bigode (Lucas Oradovschi): lua de mel entre cassinos, sequestro e fugas, a série brasileira mais divertida da TV paga volta em quarta temporada (Divulgação/Multishow)

Nas comédias americanas é um tanto comum acordar de ressaca depois de uma noitada em Las Vegas, em geral casado com um desconhecido. Na reestreia de Adorável Psicose, nesta quarta (3) no Multishow (22h), Natália acorda na mesma situação, mas em Ciudad Del Este e ao lado do onipresente Cara de Bigode (Lucas Oradovschi) – figura já conhecida de quem assiste à série.

Agora, os dois são marido e mulher, embora Natália não se lembre nada. Sem documentos e dinheiro, o casal parte em uma saga em busca de reconstruir o roteiro, num clima Se Beber Não Case (Todd Phillps, 2009) – tudo regado a muito uísque paraguaio, com a ‘classe’ que é peculiar às histórias de Natália.

É a quarta temporada do divertido seriado criado, escrito e estrelado pela talentosa atriz Natália Klein.

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07/03/2013

às 11:05 \ Eu faço drama

Tony Ramos volta hoje a ‘Guerra dos Sexos’

Mistério à portuguesa: site oficial da novela faz mistério sobre o novo visual de Tony Ramos, que agora será Dominguinhos, primo português de Charlô e Otávio (Reprodução)

De boina tipicamente ibérica e sem qualquer bigode, seja branco ou preto. É assim que Tony Ramos reaparecerá hoje em Guerra dos Sexos (Globo, 19h30), quando Charlô (Irene Ravache), já no final do capítulo, sair em perseguição a uma figura muito parecida com Otávio, cujo sumiço vem movimentando a trama de Silvio de Abreu.

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Mas não será o fim do mistério envolvendo o paradeiro do primo irritante. Como o blog já contou, Tony será, por enquanto, outro primo, o português Dominguinhos – mais um a atormentar Charlô. Daqui em diante, resta saber se Dominguinhos é mesmo quem diz ser ou se é Otávio disfarçado.

Em 1983, na novela original, o autor usou a primeira opção e, mais do que isso, introduziu logo depois uma prima idêntica a Charlô, Altamiranda – assim, a versão portuguesa dos personagens era interpretada pelos mesmos Paulo Autran e Fernanda Montenegro, em sequências impagáveis. Agora, ele faz mistério. “Mudei muito essa parte da trama, até porque Tony ficou bem menos tempo fora do que Paulo Autran em 1983″, avisa ele.

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28/02/2013

às 16:16 \ Eu faço drama

Ah, esse cabelo indomável da Morena…

Morena (Nanda Costa), sob o sol da Capadócia e com mechas selvagens (Reprodução)

Sabe aqueles dias em que a gente se vê com o cabelo meio indefinido? Em geral, tem a ver com a umidade, mas na árida Capadócia de Salve Jorge (Globo, 21h30) as madeixas de Morena (Nanda Costa) aparecem lisas em ambientes internos e cheias de cachos indomáveis e mais claros nas externas.

Morena (Nanda Costa), com Demir (Thiago Abravanel): na caverna deve ter chapinha (Divulgação)

Não é preciso ter olhos atentos para perceber a diferença nos penteados da protagonista, que está passando uma temporada escondida na caverna de Ziah (Domingos Montagner). O erro de continuidade acontece porque as cenas internas foram gravadas nos últimos dias no Projac e aquelas em que Morena aparece saltitante na paisagem lunar são da viagem do elenco  à Turquia, em julho. Desse jeito, ela parece a Mulher Maravilha do antigo seriado de TV – de cabelo escorrido e preso em coque na identidade de Diana Prince e de cabelo esvoaçante de amazona quando girava para se transformar em super-heroína.

Enquanto Lucimar (Dira Paes) e Théo (Rodrigo Lombardi) choravam a suposta morte da mocinha, o cabelo dela, como tudo o que acontece na novela, virou piada no Twitter. “Tá f… Morena em Salve Jorgemudando de peruca a cada cena”, escreveu Guto Franco (@gutof). “Incrível como o cabelo da Morena é bipolar”, surpreendeu-se Tato (@userporra). ”Morena morreu e um leão encarnou no corpo dela”, tentou explicar Gabi Castelan (@gabicastelan).

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12/02/2013

às 14:58 \ Eu faço drama

Para São Clemente, novela é exclusividade da Globo

Porcina e Sinhozinho Malta encontram Carminha na comissão de frente da São Clemente, que projetou algumas das cenas mais famosas das novelas brasileiras, como a morte de Odete Roitman em 'Vale Tudo' (Silvia Izquierdo/AP)

Porcina e Sinhozinho Malta encontram Carminha na comissão de frente da São Clemente, que projetou algumas das cenas mais famosas das novelas brasileiras, como a morte de Odete Roitman em 'Vale Tudo' (Silvia Izquierdo/AP)

Com um samba muito feliz na árdua tarefa de reunir os maiores ícones das telenovelas brasileiras, a São Clemente pecou no seu desfile ontem (segunda) ao levar a Marquês de Sapucaí apenas produções da TV Globo.

Para ilustrar o enredo Horário Nobre, o carnavalesco Fábio Ricardo foi a pontos de concentração popular, como o Largo do Machado, no Flamengo, perguntar a quem passava quais são os personagens inesquecíveis. Por isso, desfilaram ontem em alas e alegorias da escola de Botafogo, figuras de novelas como Gabriela (1975/2012), Irmãos Coragem (1970), Saramandaia (1976), O Bem Amado (1973), Cambalacho (1986), Vale Tudo (1988), O Astro (1978/2011), O Rei do Gado (1996), O Clone (2001) e Caminho das Índias (2009) – faltou Guerra dos Sexos (1983, e atualmente com remake no ar) e sua antológica cena de café da manhã com Fernanda Montenegro e Paulo Autran. Na melhor sacada, os componentes da bateria se fantasiaram como o Crô de Fina Estampa, e tiveram o ator Marcelo Serrado como padrinho.

Entre tantas novelas citadas, chamou a atenção o fato de que nenhuma trama não-global foi lembrada. Ficou claro que a intenção da escola não era contar a história da telenovela, apenas fazer um apanhado do gênero. E não se pode esquecer que, claro, a Globo tem os direitos de transmissão dos desfiles e, ainda, é a maior produtora de novelas do país. Mas como esquecer, por exemplo, de Beto Rockfeller (Tupi, 1968), Pantanal (Manchete, 1990) e Xica da Silva (Manchete, 1996), produções suficientemente alegóricas para estarem na avenida.

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31/01/2013

às 17:52 \ Eu faço drama

‘Pé na Cova’ tem ‘defunta’ ilustre

Laura Cardoso como a Tia Mozica de 'Pé na Cova': visita a funerária termina de maneira tragicômica (Divulgação/Estevan Avellar)

Se o centro da história está numa funerária, aparecer como o defunto da vez é posto de honra. Pouco depois de deixar a terrível e adorável Dona Dorotéia de Gabriela, que terminou em outubro, Laura Cardoso volta à TV como a Tia Mozica de Ruço (Miguel Falabella) no segundo episódio de Pé na Cova, nesta quinta-feira (23h25) na Globo.

A personagem, acompanhada da filha Vera Lúcia (Ângela Dip, também em participação especial), vem visitar o sobrinho na sua festa de 50 anos. Na noite anterior, Ruço sonha com dente, o que no seu ofício não pode ser considerado exatamente como um mau presságio, mas nem imagina que uma morte acontecerá dentro da própria família – Tia Mozica não deve chegar viva ao segundo bloco do programa.

A série, escrita e estrelada por Falabella, é como A Grande Família vista pelo avesso. Com humor negro, acompanha o balanço de vida de um sujeito que tira o sustento de uma funerária no subúrbio do Rio, rodeado por tipos perfeitos para povoar um  pós-apocalipse.

 

 

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23/01/2013

às 11:12 \ Eu faço drama

A “loira do banheiro” de ‘Salve Jorge’ e outros fantasmas de novela

Jéssica (Carolina Dieckmann) aparece para Morena (Nanda Costa) em 'Salve Jorge': mocinha prometeu vingar a morte da amiga, o que deve levá-la de volta a Istambul (Divulgação)

Para quem pensou que a lágrima derramada ao morrer seria o fechar de cortinas de Jéssica (Carolina Dieckmann) em Salve Jorge, surpresa. A traficada não perdeu a oportunidade de sair de cena sem apelar ao melodrama e virou fantasma no final do capítulo de ontem (terça) da novela das 21h da Globo – era a própria “loira do banheiro”.

Fenômeno sobrenatural ou um delírio da protagonista Morena (Nanda Costa)? A bela bem que poderia agir à moda dos fantasmas dos seriados americanos, como Ghost Whisperer e Medium, e ajudar na investigação, dando uma dica de que Lívia (Cláudia Raia) é sua assassina e a chefe de uma quadrilha internacional. Mas não disse uma palavra. A cena serviu para a heroína jurar vingança aos traficantes de pessoas, o que deve rechear a trama de Glória Perez até o final, no começo de maio. E pôs a Jéssica no rol dos fantasmas de novela, gênero que sempre foi assombrado por personagens memoráveis. Relembre cinco deles, selecionados pelo blog:

1. Alexandre (Guilherme Fontes), de A Viagem (1994): Quando assunto é “fantasma de novela”, o primeiro nome a se lembrar é o delinquente que, do Além, azucrinava os protagonistas da novela de Ivani Ribeiro e passava por maus bocados no “vale dos suicidas” da novela.

 

 

 

2. Vadinho (Edson Celulari), de Dona Flor e Seus Dois Maridos (1998): Já vivido no cinema por José Wilker, o malandro baiano que volta para perturbar a mulher foi levado à TV por Edson Celulari em adaptação do livro de Jorge Amado feita por Dias Gomes, na qual formava triângulo amoroso com Marco Nanini e Giulia Gam.

 

 

 

3. Nanda (Fernanda Vasconcellos), de Páginas da Vida (2007) A personagem de Manoel Carlos morria num atropelamento, pouco depois de dar à luz um casal de gêmeos. A partir da morte dela, desenvolve-se a história das crianças, que são acompanhadas pela aparições ocasionais do espírito da mãe, devidamente trajando uma camisola branca.

 

 

 

 

 

4. Mortos de Incidente em Antares (1994): Que belo time de fantasmas tinha a minissérie dirigida por Paulo José, uma adaptação de Nelson Nadotti e Charles Peixoto do livro de Érico Verissimo – João Paz (Diogo Vilela), Barcelona (Elias Gleizer), Cícero Branco (Paulo Betti), Quitéria (Fernanda Montenegro), Menandro (Rui Rezende), Erotildes (Marília Pêra) e Pudim de Cachaça (Gianfrancesco Guarnieri). Eles morrem no mesmo dia, mas uma greve geral na cidade impede o sepultamento. Revoltados, em clima de crítica política, assombram os vivos entregando os podres dos poderosos locais.

5. Daniel (Jayme Matarazzo) de Escrito nas Estrelas (2010): Sucesso da autora Elizabeth Jhin, a novela conta a história de um mocinho que morre logo no primeiro capítulo. Inconformado, seu pai, o médico Ricardo (Humberto Martins) procura uma mulher perfeita para gerar um neto, a partir de inseminação artificial. A escolhida é Viviane (Nathália Dill), por quem Daniel se apaixonara pouco antes de morrer. A moça acaba se envolvendo com o Ricardo, o que revolta Daniel no Além, e levanta uma discussão ética.

 

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