Blogs e Colunistas

09/01/2015

às 22:36 \ Eu faço drama

Não há mais divas

Claudio Bolgari (José Mayer) vai a campo em 'Império': "Eu sou o André", disse ele ao funcionário do restaurante (Reprodução)

Claudio Bolgari (José Mayer) vai a campo em ‘Império’: “Eu sou o André”, disse ele ao funcionário do restaurante (Reprodução)

Todo faceiro, Cláudio Bolgari (José Mayer) não levou muitos capítulos de Império (Globo, 21h15) para seduzir o cozinheiro mau-caráter Felipe (Laércio Fonseca). Depois de abordá-lo numa rede social de encontros, o cerimonialista se revelou como admirador secreto do funcionário e engatou um bom papo sobre cinema – os dois gostam da era de ouro de Hollywood. “Depois dos anos 60 o cinema ficou muito realista”, observou Cláudio, mais afetado do que de é de costume nesta sexta (9). “Não há mais divas pra gente admirar”, completou o outro.

Longe de ser uma paquera verdadeira, a abordagem tem a ver com um plano do festeiro para provar a participação de seu filho, Enrico (Joaquim Lopes) na armação do camarão estragado que fechou o restaurante outro dia. Mal percebeu, entretanto, que não será muito difícil para o funcionário transformar o episódio num caso de assédio sexual.

Leia também:

José Alfredo, o garimpeiro fiel

Twitter: @patvillalba

Facebook: facebook.com/QuantoDrama

06/01/2015

às 23:08 \ Maestro, uma nota

‘Eu tenho um nome!’

(Divulgação)

(Divulgação)

Não chega a ser uma tomada da Bastilha, mas o pessoal dos arredores do castelo de Império (Globo, 21h15) anda com as manguinhas de fora e, por assim dizer, deixando os nobres no chinelo. Na tentativa de salvar a empresa da tempestade fiscal, Cristina (Leandra Leal) quer vender peças de compra mais imediata, em vez dos modelos incrementados da irmã, Maria Clara (Andreia Horta) – a designer se recusa a criar para a plebe. Na queda-de-braço que vem desde a morte fingida do comendador, venceu a estratégia popular da filha bastarda, com direito a mimimi da patricinha mimada. “Eu tenho um nome!”, gritou entre lágrimas, ameaçando pedir emprego na concorrência.

Twitter: @patvillalba

Facebook: facebook.com/QuantoDrama Leia também: José Alfredo, o garimpeiro fiel

As 14+ de 2014

Melhor atriz coadjuvante, Drica Moraes comemora com beijo em Andreia Horta

05/01/2015

às 12:40 \ Folhetinescas

José Alfredo, o garimpeiro fiel

Feliz ano novo, sweet child: arretado e viril, o comendador José Alfredo (Alexandre Nero) ainda consegue bancar o herói apaixonado que consegue amargar seis meses de abstinência sexual para esperar o reencontro com seu amor verdadeiro, Maria Ísis (Marina Ruy Barbosa) (Divulgação)

Arretado e viril, o comendador José Alfredo (Alexandre Nero) ainda consegue bancar o herói apaixonado que amarga seis meses de abstinência sexual para esperar o reencontro com seu amor verdadeiro, Maria Ísis (Marina Ruy Barbosa) (Divulgação)

Há um cabo de guerra disputado todas as noites no Twitter entre os noveleiros que acompanham a exibição de Império (Globo, 21h10). Embora a novela já venha, há tempos, deixando claro que o “felizes para sempre” de José Alfredo (Alexandre Nero) será ao lado de Maria Isis (Marina Ruy Barbosa), houve quem encasquetasse que ele deve ficar com Maria Marta (Lilia Cabral), que se mantém a todo custo no posto de imperatriz dos diamantes. Dessa forma, não é difícil imaginar o autor Aguinaldo Silva sendo puxado pelos braços, de um lado pelos “alfredísis”, os fãs do casal José Alfredo e Ísis e, do outro, os “malfreds”, que pedem insistentemente por José Alfredo e Marta – #queremosmaismalfred é hashtag do grupo, vista de uns dias para cá na lista dos assuntos mais comentados. “O que esse povo tem na cabeça que não shipa eles?”, questiona o perfil @MalFredForever, usando o verbo que significa torcer por um casal, no dialeto das redes sociais.

No momento, Lilia e Nero não andam aparecendo juntos em cena, porque Maria Maria foi excluída do plano de morte e ressureição do comendador. É uma situaçãp que só tem a ver com o andamento da história, mas os partidários mais dedicados da personagem não querem saber: chegam a ameaçar o autor com o controle remoto quando começam as cenas românticas de José Alfredo com sua “sweet child”. Argumentam, com razão, que o protagonista quase não tem conversa com a namorada. Com Marta, anotam, há o que falar – pudera, as cenas dos dois são sempre um show de frases cortantes.

Mais no campo da vilania do que do heroísmo, entretanto, Marta tem poucas chances de terminar a novela com o seu Zé. Na verdade, não é preciso reparar muito para perceber que, mesmo com toda a experiência de vida, o poder acumulado e a ratificacão diária de sua macheza, o comendador é também um herói romântico clássico, do tipo “de uma mulher só” – e essa mulher é Maria Ísis, não há dúvida. Uma comparação rápida: até mesmo o mocinho da novela, Vicente (Rafael Cardoso), não teve pudores ao sair dos braços de Cristina (Leandra Leal) para os da irmã dela, Maria Clara (Andreia Horta), com direito a recaída no ano novo.

Chay Suede e Adriana Birolli como os jovens José Alfredo e Maria Marta: Ísis (Marina Ruy Barbosa) é o amor verdadeiro do homem de preto – mas para os fãs do casal MalFred, enquanto houver capítulos haverá esperança (Reprodução)

Chay Suede e Adriana Birolli como os jovens José Alfredo e Maria Marta: Ísis (Marina Ruy Barbosa) é o amor verdadeiro do homem de preto – mas para os fãs do casal MalFred, enquanto houver capítulos haverá esperança (Reprodução)

Em novela, todo mundo sabe, tudo pode acontecer. E enquanto houver capítulos pela frente, haverá esperança para Maria Marta. Mas o fato é que o abominável homem de preto não se deixa enredar tão fácil. Lembremos do plano mirabolante – com direito a sangue da galinha – que ele armou para não “inaugurar” a vida sexual de Cora (Marjorie Estiano) e mesmo assim recuperar seu diamante cor-de-rosa. E, antes, da sequência em que ele, alcoolizado, acabou dormindo com Maria Marta, mas chamou-a de Ísis logo depois – ou seja, pensou que estivesse com a ruivinha.

Como se não bastassem todas as provas de amor, o todo-poderoso ainda confessou no revéillon mais açucarado de todos os tempos: passou seis meses num garimpo, sem tocar em mulher nenhuma – e olhe que ele estava brigado com Ísis quando morreu de mentira. Vendo a vida pelo vitrô do quartinho onde se esconde em Santa Teresa e irritado com a abstinência sexual, pediu que o fiel escudeiro Josué (Roberto Birindelli) tomasse as devidas providências. Mas que não trouxesse uma qualquer. “É a Ísis que eu quero”, disse, reforçando a ideia do autor de que o amor entre o casal é mais do que verdadeiro.

Leia também:

As 14+ de 2014

Melhor atriz coadjuvante, Drica Moraes comemora com beijo em Andreia Horta

03/01/2015

às 14:02 \ Folhetinescas

Na parte 2, ‘Tim Maia’ inclui Elis. E esquece briga com a Globo

Babu Santana como Tim Maia: faltas frequentes a programas e críticas à direção da emissora fizeram do músico persona non grata na emissora nos seus últimos anos, situação que só teve fim com homenagens póstumas de 1998 (Divulgação)

Babu Santana como Tim Maia: faltas frequentes a programas e críticas à direção da emissora fizeram do músico persona non grata na emissora nos seus últimos anos, situação que só teve fim com homenagens póstumas, em 1998 (Divulgação)

Biografias são campo fértil para polêmicas, que podem ser multiplicadas por mil vezes se o personagem em questão é Tim Maia. Depois de ter surpreendido ao apresentar um Roberto Carlos bem diferente do que se viu nos cinemas, a versão televisiva de Tim Maia, longa-metragem do diretor Mauro Lima que foi exibido pela Globo em duas partes, na última quinta e ontem (2), corrigiu uma falha: destacou, enfim, a importância de Elis Regina na carreira de Tim – ao gravar These Are The Songs em 1969, ela abriu caminho na Polydor para o primeiro disco-solo do músico, lançado em 1970. Grande amiga, mas deixada de lado pelo filme, ela foi citada pelo biógrafo Nelson Motta quando o docudrama abordou a fascinação das cantoras brasileiras pelo rei do soul – dali, a narrativa foi para Marisa Monte, Ivete Sangalo e, acredite, Cláudia Leitte, com direito a “participação especial” de Daniel (sim, no palco do esganiçado The Voice Brasil).

Hyldon, parceiro de Tim que na época do lançamento do filme reclamou por não ter sido incluído, também apareceu para falar sobre a personalidade forte do amigo. “Se ele soubesse o quanto era querido, teria se cuidado mais”, disse, por fim. O depoimento é o mesmo que compôs o especial Por Toda a Minha Vida, que a Globo exibiu em 2007.

Apesar das aparentes correções – mais fáceis de fazer com material de arquivo do que no campo da dramaturgia, que demanda negociações complicadas de direitos autorais e de imagem –, momentos importantes do filme foram de novo suprimidos e passagens espinhosas da vida do cantor, lembradas com leveza. Caetano Veloso lembrou, por exemplo, da folclórica dificuldade de Tim em cumprir horários e compromissos, como quando ele simplesmente faltou ao programa Chico & Caetano, em 1986 – por sorte, o diretor Roberto Talma mandara gravar o ensaio, um dia antes. “Isso faz parte do charme do Tim Maia”, disse Caetano no palco, ao justificar a ausência do convidado para os telespectadores.

Neste ponto, não se pode deixar de notar que a versão televisiva não mostrou a mágoa que Tim cultivou da Globo na sua última década de vida. Após vários “canos” e críticas à direção da emissora, ele se tornou persona non grata nos programas da casa – e tratou de reclamar aos quatro ventos, inclusive numa famosa entrevista ao Jô Soares Onze e Meia, em 1998, no SBT. “Há dez anos eles não deixam eu me apresentar”, disse. “Não estou dizendo que sou um anjinho, mas acho que somos todos brasileiros e precisamos nos unir”, completou, ao enfatizar que se sentia perseguido e que a fama de faltoso dificultava sua carreira. Sem ser convidado para cantar uma música sequer durante anos, ele só voltou à tela da Globo no dia em que morreu, 15 de março de 1998, nas diversas homenagens póstumas que lhe rendem até hoje.

Em cartaz no país por seis semanas, Tim Maia atraiu pouco mais de 800 mil espectadores aos cinemas, do fim de outubro ao começo de dezembro. Na TV, na versão docudrama Tim Maia – Vale o que Vier, a produção alcançou ótimos 28 pontos no Ibope. A remontagem do filme não foi feita pelo diretor Mauro Lima, que chegou a recomendar aos fãs do cantor, em postagem no Instagram, que não vissem a minissérie da Globo antes do longa.

Em paralelo à polêmica, a música de Tim, sempre maior do que tudo isso, andou na boca do povo nas redes sociais – a hashtag #TimMaia foi pura poesia nos últimos dois dias. Abaixo, ouça o belíssimo dueto de Elis e Tim em These Are The Songs:

Leia também:

Como docudrama, ‘Tim Maia’ limpa barra de Roberto Carlos

As 14+ de 2014

Vilã de novela adora se fingir de “quase morta”

02/01/2015

às 17:56 \ Folhetinescas

Como docudrama, ‘Tim Maia’ limpa barra de Roberto Carlos

Roberto Carlos (George Sauma) e Tim Maia (Robson Nunes): relação de amizade foi reforçada na versão para TV por meio de depoimentos (Divulgação)

Roberto Carlos (George Sauma) e Tim Maia (Robson Nunes): relação de amizade foi reforçada na versão para TV por meio de depoimentos (Divulgação)

A Globo levou ao ar na noite de ontem (quinta, 1) uma versão diferente de Tim Maia, cinebiografia do “síndico da MPB”, daquela que estreou nos cinemas em outubro. Em formato de docudrama, o longa-metragem de Mauro Lima foi remontado com depoimentos e imagens de arquivo, em dois capítulos. O segundo vai ao ar nesta sexta (2), às 22h40.

Na TV, a narração deixou de ser de Cauã Reymond, no papel do cantor Fábio, e passou para próprio Tim (Babu Santana). Em um camarim, ele repassa sua trajetória desde os tempos de dureza na Tijuca até os anos loucos de rei do soul brasileiro. Entre tantos momentos saborosos da carreira do músico, o primeiro episódio dedicou um espaço considerável para a briga que Tim teve com Roberto Carlos, quando os dois tentavam a sorte no programa de Carlos Imperial. Nelson Motta, autor de Vale Tudo – O Som e a Fúria de Tim Maia (Ed. Objetiva, 2007), livro que originou o filme, Erasmo Carlos e Roberto Carlos falam sobre a amizade e o temperamento difícil de Tim. “Existe a lenda, mas a gente sabe, internamente, que havia uma amizade”, sublinhou Erasmo.

Leia também: Na parte 2, ‘Tim Maia’ inclui Elis. E esquece briga com a Globo

Controverso, como se espera da biografia de um personagem como Tim Maia, o filme apresentou nos cinemas um jovem Roberto Carlos (George Sauma) um tanto desleal e afetado pela fama. Numa cena, quando Tim (Robson Nunes) finalmente fura o cerco de seguranças em torno do amigo para oferecer uma música, um dos assessores joga algumas notas no chão: “Aqui, Tião”, diz, com soberba. Na TV, a cena foi suprimida e o caminho de Tim até Roberto, consideravelmente encurtado – até a paz retomada da amizade com o lançamento da música Não Vou Ficar, em 1969. “Tudo o que ele cantou ele valorizou”, disse Roberto. “Ninguém nunca deixou de estender a mão pra ele”, reforçou Erasmo.

Com a opção de detalhar a história do músico por meio das entrevistas, a narrativa deixou o campo do cinema e caiu no didatismo de explicar, por exemplo, quem foram James Dean e Elvis Presley. Foi, claro, uma maneira de mostrar algo além do conteúdo que se viu nos cinemas, em vez de partir as 2h20 de duração em duas sessões. Mas é uma pena que bons momentos do longa, como a passagem de Tim pelos Estados Unidos e tudo o que fez para chegar até lá, tenham sido reduzidos ao limite.  No novo formato, vale ainda dizer, o longa se aproximou dos episódios de Por Toda Minha Vida, que homenageou Tim Maia em 2007.

Leia também:

As 14+ de 2014

Vilã de novela adora se fingir de “quase morta”

30/12/2014

às 15:27 \ Folhetinescas

As 14+ de 2014

Num ano em que se destacam as produções de curta duração, o Comendador José Alfredo de 'Império' surgiu para provar que o pulso da telenovela ainda pulsa – e como (Divulgação)

Num ano em que se destacam as produções de curta duração, o Comendador José Alfredo de ‘Império’ surgiu para provar que o pulso da telenovela ainda pulsa – e como (Divulgação)

Este foi um ano de produções mais curtas na teledramaturgia brasileira, com destaque inegável para os seriados e com motivos suficientes para que ressurgisse o velho questionamento sobre o futuro da novela como gênero dominante na programação. Não poderia ser diferente, diante do sucesso da minissérie Amores Roubados, que abriu o ano da Globo com apenas 10 capítulos, e do desempenho abaixo das expectativas de Em Família, novela mais do que tradicional de Manoel Carlos que ocupou o horário nobre no primeiro semestre.  Mas eis que a telenovela encerra o ano demonstrando por que é o programa mais visto do país há mais de 60 anos: Império e seu admirável Comendador José Alfredo chegaram em julho para fisgar de novo o público e calar as bocas de Matilde – na história da televisão, nada melhor do que um capítulo após o outro.

Visto em retrospecto, entre os costumeiros beijos cinematográficos, tapas na cara, reconhecimentos de paternidade, assassinatos em série e muito burburinho nas redes sociais, 2014, o ano que parecia nunca terminar, demonstra que deu um bom caldo na ficção. Aqui, as 14 cenas preferidas desta colunista – na ordem em que foram ao ar:

Jaime (Murilo Benício), em 'Amores Roubados' (Divulgação)

Jaime (Murilo Benício), em ‘Amores Roubados’ (Divulgação)

1. Crime e castigo

Cercada de muito falatório antes e durante sua exibição, por causa dos boatos envolvendo seus protagonistas, a minissérie Amores Roubados teve muitas cenas poéticas e fortes. Entre tantas, fica na memória a morte do coronel do vinho Jaime (Murilo Benício), que despenca do precipício no capítulo final (17/1), depois de mandar matar o homem que encantou sua mulher e sua filha e ainda lhe deixou um neto.  

» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

29/12/2014

às 15:17 \ Eu vejo novela

Vilã de novela adora se fingir de “quase morta”

Vilã chateada: farsa de Vitória é descoberta, mas ela ameaça Paulo (Caco Ciocler) com seu infalível poder de persuasão (Divulgação)

Chateada: farsa de Vitória é descoberta em ‘Boogie Oogie’, mas ela ameaça Paulo (Caco Ciocler) com seu infalível poder de persuasão (Divulgação)

O noveleiro mais jovem e desavisado com certeza se espanta com a falta que o “doutor Google” fazia na vida dos mocinhos em 1978, principalmente quando vilãs ardilosas tentavam aplicar o velho golpe da doença terminal. O hit folhetinesco movimenta a trama de Boogie Oogie (Globo, 18h), graças ao notável poder de persuasão de Vitória (Bianca Bin) e à, digamos, boa vontade dos personagens em volta dela. Para tentar atrapalhar a felicidade de Sandra (Isis Valverde) e Rafael (Marco Pigossi), ela inventou que está à beira da morte. E todo mundo acreditou, embora a tal doença não tenha nome nem sintoma.

A farsa, entretanto, está perto de acabar. Escritor e jornalista investigativo – e talvez por isso mais perspicaz do que os demais personagens –, Paulo (Caco Ciocler) descobrirá a verdade. Mas ao pressionar Vitória, cuja paternidade anda sendo questionada, ouvirá ameaças de cortar o coração de qualquer suposto pai: “Se você tem esperanças de um dia provar que é meu pai e quiser me ter como sua filha, fique na sua. Caso contrário, eu jamais vou te perdoar.”

As cenas devem ir ao ar no capítulo desta terça (30). Antes, porém, Rafael dará uma ajuda involuntária à ex-noiva: não bastasse já ter adiado a data por causa da tal doença terminal, ele vai cancelar de vez o casamento com Sandra.

Úrsula (Silvia Pfeifer) de 'Alto Astral': o velho truque da doença terminal movimenta também a novela das 7 (Divulgação)

Úrsula (Silvia Pfeifer) de ‘Alto Astral’: o velho truque da doença terminal movimenta também a novela das 7 (Divulgação)

Vale citar ainda que “doença terminal de mentira” é um clichê que carrega também um núcleo da novela das 7, Alto Astral. Depois de “roubar” o namorado da amiga, Maria Inês (Christiane Torloni) e viver com ele durante 20 anos, Úrsula (Silvia Pfeifer), sustenta que está à beira da morte, como artifício para mantê-lo ao seu lado. Marcelo (Edson Celulari) bem que gostaria de pedir o divórcio e viver, enfim, com Maria Inês, mas tem acreditado piamente no fingimento da mulher – no caso dele, personagem de novela contemporânea, uma busca no “doutor Google” bem que poderia ajudar.

Leia também:

Militar vira chato de galochas em ‘Boogie Oogie’

As 7+ de Bruno Gagliasso em ‘Dupla Identidade’

Twitter: @patvillalba Facebook: facebook.com/QuantoDrama

28/12/2014

às 19:44 \ Eu faço drama

Melhor atriz coadjuvante, Drica comemora com beijo em Andreia Horta

Em discurso de agradecimento, Drica prometeu voltar a 'Império' (Reprodução)

Em discurso de agradecimento, Drica prometeu voltar a ‘Império’ (Reprodução)

Em licença médica das gravações de Império (Globo, 21h15), na qual interpreta a vilã Cora, Drica Moraes ficou com o prêmio Melhores do Ano do Domingão do Faustão na categoria Melhor Atriz Coadjuvante. Concorreu com duas colegas de elenco, Marina Ruy Barbosa, a Maria Ísis, e Andréia Horta, a Maria Clara, que até pareciam torcer por ela. Ao saber do resultado, a vencedora surpreendeu como a própria Cora surpreenderia e beijou Andreia, para delírio dos fãs na internet.

Como o autor Aguinaldo Silva já afirmara ao blog, a atriz comentou no discurso de agradecimento que ainda pode voltar à novela. No momento, Marjorie Estiano interpreta Cora. “Estou ótima, malhando, fazendo coisas que eu precisava fazer e em breve estarei de volta”, garantiu.

No ar há 19 anos, o troféu do Faustão premia as produções da casa, do jornalismo e do entretenimento, por meio de votação na internet. As indicações nas 15 categorias são feitas em votação interna, pelos funcionários da emissora. Na cerimônia recheada de salamaleques, chamou a atenção que Em Família, novela de Manoel Carlos que terminou em julho, tenha sido esquecida – não recebeu uma indicacão sequer. Império foi a grande vencedora, com cinco premiados: além de Drica, Ailton Graça (Melhor Ator Coadjuvante), Chay Suede (Ator Revelação), Josi Pessoa (Atriz Revelação) e Alexandre Nero (Melhor Ator). Lilia Cabral, a Maria Marta da novela, concorria como Melhor Atriz, mas perdeu para Claudia Abreu, a Pamela Parker de Geração Brasil – curiosamente, a personagem, atriz famosa de Hollywood, encerrou a novela recebendo um Globo de Ouro.

Leia também: “Se a Renée mudou de cara, por que não a Cora?”

22/12/2014

às 15:47 \ Eu vejo novela

As 7+ de Gagliasso em ‘Dupla Identidade’

Sob a ameaça de ser deportado para os EUA, Edu (Bruno Gagliasso) sonha com a cadeira elétrica: cena impecável e corajosa (Divulgação)

Sob a ameaça de ser deportado para os EUA, Edu (Bruno Gagliasso) sonha com a cadeira elétrica: cena impecável e corajosa (Divulgação)

Ainda que com um roteiro muitas vezes amparado não só em casos reais de serial killers famosos, como o Ted Bundy, mas especialmente em séries estrangeiras como The Fall, Dupla Identidade foi um ótimo e eletrizante programa para os fãs do gênero policial. Boas sacadas da autora Glória Perez, direção impecável de Mauro Mendonça Filho e René Sampaio, e atuações inspiradas como a de Débora Falabella (Ray), muito bem no papel da jovem mãe insegura, carente e perdida, não podem deixar qualquer dúvida de que o seriado que terminou última sexta (19) foi um dos melhores momentos da TV em 2014.

O primeiro acerto para que se chegasse a um resultado tão bom foi a escalação de Bruno Gagliasso. O papel deu a faca e o queijo, e ele fez bom uso disso. Não é, portanto, o caso de ceder ao clichê e dizer que ele “roubou a cena”, mas de admitir que o ator engoliu o personagem. Recém-saído de Joia Rara, novela das seis na qual interpretou um mocinho romântico e um tanto influenciável demais, ele ganhou o público mais exigente cena a cena, e não demorou muito para que passsasse a ser aplaudido de pé semana após semana. Há de se anotar ainda que Glória Perez cometeu uma audácia que os roteiristas da aclamada Dexter não tiveeram coragem (ou não quiseram cometer): expôs seu serial killer à opinião pública. O resultado foi genial.

Condensada em apenas 13 episódios, a primeira temporada de Dupla Identidade deixa uma porção de cenas memoráveis na carreira de Bruno Gagliasso. Veja as 7+ na opinião do blog:

1. A hora do pesadelo

Ao saber que será deportado para os EUA – onde, como bem anotou Vera (Luana Piovani), há punição severa para gente cruel como ele –, Edu sonha que morre na cadeira elétrica, sob os olhares de suas vítimas. De arrepiar: aqui.

2. Meu mundo gira por você

Entre assustador e sexy, Edu causa arrepios na sequência final do quarto episódio da série, realizada num plano invertido inteligente e ousado: aqui.

3. Pau, pedra, fim do caminho

Gagliasso e a direção conseguiram o equilíbrio perfeito entre o susto e o riso debochado – se é para ser mau, que seja inteligente. A cena em que ele “acampa” com Vera e dedilha Tom Jobim no violão é hilariante e ao mesmo tempo assustadora – como músico, Edu é um ótimo serial killer: aqui

» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

19/12/2014

às 12:15 \ Eu vejo novela

RIP Comendador

Quando todos pensam que ele está mortinho da silva, José Alfredo (Alexandre Nero) acorda no caixão: vai ao ar nesta sexta (19) em 'Império' (Divulgação)

Quando todos pensam que ele está mortinho da silva, José Alfredo (Alexandre Nero) acorda no caixão: vai ao ar nesta sexta (19) em ‘Império’ (Divulgação)

Se as fãs do charmoso Comendador já não soubessem de antemão que tudo não passa de um jogo de cena, seria o caso de derramar pelo menos uma lágrima durante a sequência que terminou com a morte fingida do personagem em Império (Globo, 21h15). Numa sequência emocionante e propositalmente confusa, como costumam ser as reuniões de família da mansão dos Medeiros de Albuquerque, José Alfredo teve um treco ao flagrar a mulher, Maria Marta (Lilia Cabral), em sua própria casa, justamente com o sujeito que quer destruí-lo, Maurílio (Carmo Dalla Vecchia).

Parecendo mais enciumado do que se poderia esperar, ele partiu para cima do inimigo. Depois de ser contido pelos filhos – com destaque para o soco que João Lucas (Daniel Rocha) deu em Maurílio, capaz de derrubar aquele homem de mais de 1,90 de altura –, o comendador caiu duro. No capítulo desta sexta (19) começam, então, os preparativos para o funeral, que promete ser um dos mais agitados da história da teledramaturgia – em especial porque o morto vai acordar logo depois, dentro do caixão a sete palmos.

Por mais que pareça absurda, a morte anunciada e fingida é um recurso que sempre agrada nas novelas. E, anote-se, já rendeu momentos memoráveis. Relembre outros 7 casos:

» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados