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08/10/2014

às 17:14 \ Fotonovela

Ah, o cheiro do plástico bolha…

Maria Casadevall está perfeita como a maluca e esperta Lili das tirinhas: história da atriz com a série começou quando o diretor Luis Pinheiro viu o viral em que ela dançava sozinha na orla da praia (Divulgação)

Maria Casadevall está perfeita como a maluca e esperta Lili das tirinhas: história da atriz com a série começou quando o diretor Luis Pinheiro viu o viral em que ela dançava sozinha na orla da praia (Divulgação)

Melhor surpresa da nova temporada de séries nacionais, a divertida sitcom Lili, a Ex mostra nesta quarta como uma ex-mulher psicótica pode ter lá os seus benefícios. Desde que se separou de Reginaldo (Felipe Rocha), Lili (Maria Casadevall) se tornou uma incansável espiã de novas namoradas. A da vez, Mari (Nathália Rodrigues), deixa a máscara cair no terceiro episódio a (GNT, 22h30) e se mostra uma víbora. Mas quem disse que Reginaldo quer acreditar? Afinal, quem daria credibilidade a uma denúncia feita por Lili.

Baseada nas tirinhas de Caco Galhardo, a série é um acert0 de roteiro, direção e interpretação, uma vez que consegue, sem grandes recursos gráficos ou de edição, transportar de maneira suave a linguagem dos quadrinhos para a televisão. Escolhida para o papel pelo diretor Luis Pinheiro, após um vídeo viral em que aparecia dançando sozinha na orla da Barra da Tijuca, no Rio, Maria está simplesmente hilariante no papel da mulher inconformada com o fim do relacionamento – maluca de tudo mas ao mesmo inteligente e divertida. “Sabe do que eu gosto? Do cheiro do plástico bolha”, disse ela logo no primeiro episódio, excitada com a mudança para o novo lar, ao lado do apartamento do ex.

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Edu, o serial killer, vê ‘Tom e Jerry’. Que perigo… 

07/10/2014

às 13:18 \ Folhetinescas

As lolitas inesquecíveis da ficção

Entre ninfeta, amante perfeita e prisioneira, Maria Isis (Marina Ruy Barbosa) ajudou a compor a figura do "comendador" José Alfredo (Alexandre nero). Agora, ela vai surpreender ao evoluir como mulher (Divulgação)

Entre ninfeta, amante perfeita e prisioneira, Maria Isis (Marina Ruy Barbosa) ajudou a compor a figura do “comendador” José Alfredo (Alexandre nero). Agora, ela vai surpreender ao evoluir como mulher (Divulgação)

Criticada no começo por ser um incentivo a isso e àquilo, a romântica Maria Ísis (Marina Ruy Barbosa) já não desfila mais de lingerie pela garçoniere de Jose Alfredo (Alexandre Nero) em Império (Globo, 21h15).

Na estrutura monárquica da trama de Aguinaldo Silva – na qual a joalheria Império seria um reino comandado pelo “comendador”, em meio a conspiradores, vassalos, bobos da corte e criados fofoqueiros –, a personagem primeiro ajudou a compor a figura do homem forte e tirano que sente no direito de prender uma jovem inexperiente numa torre, para estar com ela quando bem entender. É a própria cortesã predileta, que irrita a rainha má, Maria Marta (Lilia Cabral), numa onda meio medieval. Mas já faz uns dias que a moça iniciou uma mudança e, desde o capítulo de ontem (segunda, 6), está oficialmente num triângulo amoroso com João Lucas (Daniel Rocha), filho do seu “protetor”. Agora, começa uma disputa pela bela lolita ruiva. Dizem que ela até vai começar a trabalhar, o que será um bom cala-boca aos que andaram criticando o autor por incentivo à pedofilia.

Atriz e personagem são adultas e Maria Isis está ali por livre e espontânea vontade, como teúda e manteúda sinceramente apaixonada. Mas a citação à Dolores de Nabokov, a garota de 13 anos que se envolve com um cinquentão no clássico Lolita (1955) é óbvia – ainda que ninfeta de novela tenha de ser maior de idade. E, afinal, como o livro ensina, uma lolita não é feita apenas de camisolinhas e unhas do pé mal-pintadas de vermelho. A personagem se forma e acontece por meio do seu Humbert Humbert. Por isso, Isis dá um tempero ficcional interessante ao comendador. O que ele fará quando perceber que sua boneca começou a pensar? Talvez enlouqueça, como boa parte dos “tios” das novelas que sabem bem o que é conviver com esse tipo sedutor de personagem. Veja outras seis, das mais marcantes:

anita-conchitaAnita

Lolita, Anita. Manoel Carlos adaptou com grande sucesso em 2001 o livro Presença de Anita, de Mário Donato, numa minissérie homônima. Mel Lisboa viveu a jovem que enlouquecia Nando (José Mayer) um quarentão em busca de tranquilidade numa cidadezinha do interior de São Paulo.

 

 

 

tabalipa-bettiElisa

Em 1999, numa bela e soturna produção da Casa de Cinema de Porto Alegre de Jorge Furtado para a Globo, Ana Paula Tabalipa viveu uma garota que virava a vida de Ramiro (Paulo Betti), amigo de seus pais, pelo avesso na minissérie Luna Caliente.

 

 

 

 

irisIris

Um ano antes da marcante Presença de Anita, José Mayer deu vida a outro atormentado por uma bela jovem demais: Pedro, grosseirão charmoso por quem a ninfeta caipira Íris (Deborah Secco) era obcecada em Laços de Família, também de Manoel Carlos.

 

 

 

 

 

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03/10/2014

às 16:27 \ Eu faço drama

Edu, o serial killer, vê ‘Tom e Jerry’. Que perigo…

Por enquanto, não sabemos nada sobre a infância de Edu. Mas é certo que o psicopata assistia ao sádico 'Tom & Jerry' (Divulgação)

Por enquanto, não sabemos nada sobre a infância de Edu (Bruno Gagliasso) em ‘Dupla Identidade’. Mas é certo que o psicopata assistia ao sádico ‘Tom & Jerry’ (Divulgação)

Já pareceu coisa mais inocente em outros tempos, quem sabe até desastre à toa na vida de seres animados, mas o jogo sádico dos velhos Tom e Jerry não anda mais bem-visto nas grades dedicadas aos pequenos. No Cartoon Network,  o desenho criado em 1940 por William Hanna e Joseph Barbera já andou meio ameaçado de suspensão por ser “politicamente incorreto”. Ontem, foi a vez da Amazon e o iTunes anunciarem que, após diversas reclamações de clientes incomodados com “ofensas racistas” nos roteiros originais da série (muitas das cenas polêmicas foram cortadas há anos nas versões que vão para a TV), passarão a exibir um alerta sobre o conteúdo polêmico. A ideia é ponderar que esse tipo de injúria fez parte dos Estados Unidos dos anos 40 e que vale a exibição na íntegra – não o corte, que seria a negação.

Fica para os psicólogos a discussão profunda sobre se esse tipo de desenho pode ter influência negativa sobre a mente de uma criança. É claro que a nostalgia impede os fãs de julgarem a série com rigor, daí os protestos nas redes sociais dos que ficaram magoados com o banimento dos queridos Tom e Jerry – #chidhoodruined é uma das hashtags mais usadas. Boa coisa o desenho realmente não ensina. Mas se for capaz de um estrago ou de reforçar certa tendência, até que ponto seria?

No que depender do seriado Dupla Identidade, pode ser coisa de psicopata, como se quiçá fizesse parte da lista dos “10 mais queridos” da infância de um serial killer. Foi uma boa sacada a cena do segundo episódio, exibido na última sexta (26), que mostrou Eduardo (Bruno Gagliasso) inquieto em frente à TV, vendo Tom ser massacrado por Jerry em uma de suas intermináveis perseguições – uma piada do diretor Mauro Mendonça Filho. O gato sempre leva um sacode do rato, mas, como se sabe, nunca morre (ou uma única vez, veja abaixo). Já Edu, na representação da vida real criada por Glória Perez, acabara de matar uma mulher.

Deveria Vera (Luana Piovani) incluir Tom e Jerry nas pesquisas sobre psicopatas?

No Brasil, os episódios podem ser vistos no SBT, no Bom Dia & Cia, e no Cartoon Network.

Abaixo, três episódios bizarros de Tom & Jerry que, com certeza, Eduardo teria adorado:

Jerry bombadão

Muito antes da Lei da Palmada, Tom bate no bebê rato de Jerry, que vira um monstro musculoso apavorante:

Piuí

Fã de trens de brinquedo, Tom vira um psicopata no comando de uma maria-fumaça minúscula e tenta atropelar Jerry. Até que…

Episódio perdido

Na rua da amargura, Tom e Jerry se suicidam no mítico episódio Blue Cat Blues.

Leia também:

Sabe aquela que toca na novela?

Bruno Gagliasso vai ao topo em ‘Dupla Identidade’

 

 

02/10/2014

às 17:23 \ Eu faço drama

Sabe aquela que toca na novela?

Eu chorando pela estrada/ Mas o que que eu posso fazer?/ Trabalhar é minha sina/ Eu gosto mesmo é d'ocê

Eu chorando pela estrada/ Mas o que que eu posso fazer?/ Trabalhar é minha sina/ Eu gosto mesmo é d’ocê (Divulgação)

A gente ainda não viveu o suficiente da eternidade para poder afirmar com certeza, mas com o que se tem até aqui pode-se desconfiar de que algumas poucas canções sobreviverão para sempre. Tocantes de todos os modos e por vários motivos, quando reinterpretadas, relidas e rearranjadas lá vão passando de geração para geração – um Cole Porter aqui, um  Luiz Gonzaga ali, entre as Anittas e os Tiaguinhos com quem convivem numa boa. Jamais passam despercebidas. “Que música é essa que o Zeca Baleiro canta na novela, gente?”, é mais ou menos o que se lê no Twitter quando entram as românticas – e diárias – cenas de Cristina (Leandra Leal) e Vicente (Rafael Cardoso) em Império (Globo, 21h20).

No meio disso, há de se reconhecer que a Globo andou dando uma boa repensada nas suas trilhas, especialmente em projetos de diretores como Luiz Fernando Carvalho, José Luiz Villamarim e Rogério Gomes, que têm conseguido fisgar o público com música boa. À frente de Império, Gomes, o “Papinha”, tem uma cartela extensa de músicas para editar suas cenas, de Ed Sheeran a Cartola, e, em meio até a improváveis Information Society e Coldplay, relançou Ai que saudade d’ocê. O leitor certamente já ouviu ou cantarolou esse forró gracioso que o paraibano Vital Farias, aclamado violeiro de Taperoá, lançou em Cantoria 1, LP de 1984 em parceria histórica com Elomar, Geraldo Azevedo e Xangai. Há 30 anos ela foi registrada pela primeira vez no disco ao vivo e nunca mais deixou de ser cantada e de embalar arrasta-pés de terra batida às baladas de forró universitário.

O tema caiu bem para o casal de protagonistas da novela de Aguinaldo Silva, mocinhos raro nos últimos tempos: são jovens de excelente caráter, buscam vencer com estudo e trabalho, mas mantém a doçura bonita de ver que os excessivamente bons perdem em novelas – nada de pamonhice, em resumo. A letra fala sobre um imaginário beijo levado por meio de um beija-flor, indo de um sujeito de excelente lábia que trabalha viajando e sofre com saudade da amada. “O que é que eu posso fazer? Trabalhar é minha sina. Eu gosto mesmo é d’ocê”, diz o personagem, um sucesso sempre lembrado na voz de Fábio Jr, que a gravou em 1992 e a emplacou na trilha de Renascer (1993), para os personagens Ritinha (Isabel Fillardis) e Damião (Jackson Antunes).

Mas era a música original, na voz do recluso Vital – o músico vive em Taperoá e faz poucos shows no Sudeste – que Zeca Baleiro, o intérprete atual da música, assobiava havia 20 anos até ser convidado pela gravadora Som Livre para gravá-la. “Conheço a canção desde a gravação do Vital Farias, de quem sou fã e cujo trabalho acompanho desde o início”, contou ele ao QUANTO DRAMA!. “Já havia assoviado bastante a canção por aí, mas nunca a havia tocado. Cantei sim outras canções suas em shows, como Caso Você Case e Veja.”

Além de Fábio Jr., Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, Dominguinhos, Fagner gravaram a música ou a cantaram em shows. Vale ainda contar as dezenas de aspirantes a cantores que divulgam suas versões no Youtube. A fama da música chegou a preocupar Zeca.

Como cantar de novo algo já tão cantado?

Zeca não se fez de acanhado. Seu arranjo dá uma nova amplidão à música, sofisticando-a. O narrador da letra é um sujeito simples, como costumam ser os personagens das músicas de Vital Farias. Você ouve e vê claramente um sujeito de uns 40 anos, calça de tergal e cabelo penteado para o lado com gumex. Na nova versão, esse sujeito é outro; Zeca deu a ele um violoncelo que impôs uma leve dramaticidade. Agora, esse novo viajante que sente saudade da namorada e pede carta – veja só, ainda de papel – combina bem com o belo nordestino íntegro e trabalhador de Rafael Cardoso. “E tudo o que eu sabia é que a música serviria a um par romântico. Foi isso que me fez buscar exacerbar o lirismo que há na canção”, justifica o músico. “Quando veio o convite para gravá-la, fiquei bem feliz, mas também fiquei num belo impasse, porque a música já foi muito regravada. As gravações anteriores são lindas, especialmente a da Elba”, detalha. “Mas eu tinha que buscar uma saída diferente pro arranjo, sem descaracterizá-la totalmente de sua origem “nordestina”. Tirei o acento mais regional e busquei fazer um baião “estilizado”, com piano, violoncelo e uma percussão leve”, explica ele.

Aqui, você ouve a versão de Zeca Baleiro para Ai que saudade d’ocê, acompanhado de Adriano Magoo (piano), Fernando Nunes (baixo), Jonas Moncaio (cello), Leonardo Shina (percussão). Abaixo, uma lista com as versões mais marcantes da música de Vital Farias.

Vital Farias

Qualquer canção é sempre mais especial na voz do próprio compositor, tenha ele a voz que tiver. A de Vital Farias é forte, sertaneja, de construções amplas.

Elba Ramalho

No show O Grande Encontro II, de 1997, Elba Ramalho canta com Geraldo Azevedo e Zé Ramalho

Fábio Jr.

Já em 1992, mas com umas notas meio ointentistas no “estilo Cassino do Chacrinha”,  a versão de Fábio Jr. só se rendia ao xote no refrão. Em shows, mais tarde, o cantor acabou deixando o baião rolar, e passou a cantar a música de um jeito mais solto.

Geraldo Azevedo

Vira e mexe confundido com o compositor original da música, Geraldo Azevedo tem um jeito único de interpretar a canção do amigo e parceiro.

Fábio Jr. e Elba Ramalho

Num programa especial (não datado no vídeo, infelizmente) Fábio Jr. recebe Elba, em todo o seu esplendor.

Fagner

Raimundo Fagner também se rendeu aos versos de Vital Farias, nesta apresentação ao vivo, em 2000.

Banda Scracho

Da novíssima geração, a banda Scracho fez uma versão meio reggae, com bastante delicadeza.

30/09/2014

às 13:33 \ Entrevista

‘Muitos são preconceituosos por ignorância’, diz Suzy Rêgo

Casada com Cláudio (José Mayer) por 30 anos, Beatriz aceita a bissexualidade do marido. Autor leva público a julgar personagem, expondo como o moralismo pode ser nocivo ao amor (Divulgação)

Casada com Cláudio (José Mayer) por 30 anos, Beatriz aceita a bissexualidade do marido. Autor leva público a julgar personagem, expondo como o moralismo pode ser nocivo ao amor (Divulgação)

Quem é casado e tenta ter, pelo menos, um pouco de reflexão sobre a vida a dois no seu cotidiano sabe que cada casamento tem códigos próprios – alguns os mais simplistas possíveis e outros nem tanto. Num mundo cada vez mais cheio de rótulos, variações e avanços no que diz respeito à psique humana, nada pode ser mais sem graça do que aquela união que segue monocórdia de segunda a segunda. Mas há casamentos que, ainda que envernizados pelas mais cristalizadas convenções, podem parecer chocantes para a maioria quando vistos de perto.

E se de perto ninguém é normal, como diz Caetano Veloso, o que dizer de personagens de novela que saem da cabeça fervilhante e provocativa de Aguinaldo Silva? Soa cada vez mais perturbante para alguns  – e, que fique claro, o termo é usado  aqui num sentido positivo – a conduta da Beatriz (Suzy Rêgo) da novela das 9, Império. O autor poderia ter repetido Manoel Carlos, que criara lá em 1997 o dentista Rafael (Odilon Wagner), casado e pai de dois filhos que escondia a bissexualidade da mulher, Virgínia (Ângela Vieira) em Por Amor.

Com sinais de homofobia desde o início da novela, Enrico (Joaquim Lopes) surtou ao descobrir que o pai, Cláudio (José Mayer) é bissexual: discussão que tem pautado a campanha política aparece também com destaque em 'Império' (Divulgação)

Com sinais de homofobia desde o início da novela, Enrico (Joaquim Lopes) surtou ao descobrir que o pai, Cláudio (José Mayer) é bissexual: discussão que tem pautado a campanha política aparece também com destaque em ‘Império’ (Divulgação)

Mas a sociedade evoluiu um tanto, o telespectador um bocadinho e a TV tenta se equilibrar entre a modernidade que se impõe e os guardiões da moral e dos bons costumes. Por isso, 17 anos depois, Aguinaldo criou uma esposa esclarecida que sabe das aventuras homossexuais do marido, Cláudio Bolgari (José Mayer), com quem vive há 30 anos, feliz da vida. É um passo importante na construção do retrato dos homossexuais na telenovela brasileira, ainda o produto cultural mais consumido no país. E que só gera pano para a manga porque um tal fofoqueiro de internet, Téo Pereira (Paulo Betti), acha que se assumir gay é uma obrigação. Será?

“Personagens afetados, tipos divertidos e figuras extravagantes, sempre habitaram o núcleo de humor das novelas com destaque, são clowns que invariavelmente agradam ao público. Os gays (homens e mulheres)  em sua grande maioria, eram  retratados apenas como exagerados, “fantasiados” e espalhafatosos”, analisa a atriz Suzy Rêgo em conversa por e-mail com o blog. Ela tem uma boa teoria para o sucesso dos personagens homossexuais, atualmente os de maior destaque dentro das tramas da Globo. “Há algum tempo, felizmente, as novelas mostram o que também acontece ao nosso lado, seres humanos com família, trabalho, conflitos, sonhos, problemas, dúvidas, conquistas, felicidades, objetivos, sucesso e alma. Por meio de algumas tramas é possível discutir temas polêmicos e fornecer informação, esclarecimento, reflexão e claro, diversão. E combater as intolerâncias através de uma obra de ficção. Muitas pessoas são preconceituosas por pura ignorância”.

Foi curiosa a reação do público que acompanha a novela nas redes sociais quando ficou claro que Beatriz sabia o tempo todo do romance – de dez anos – entre Cláudio e o bonitão Leonardo (Klebber Toledo). Em termos de telenovela, foi uma bomba – perfeitamente calculada pelo autor, que tem dezoito novelas no currículo. “Pensei na personagem sabendo que ela seria rejeitada, execrada, amaldiçoada… E aceitando o desafio de fazer com que as pessoas mudassem de opinião a respeito dela”, detalha o autor em conversa com QUANTO DRAMA! diretamente de Portugal, onde participa do lançamento de Império, que começa a ser exibida ali em outubro. É o que está acontecendo agora. Beatriz luta por seu homem e por sua família feito uma leoa… E os que a rejeitaram inicialmente começam a agora admirá-la. Não pense que foi fácil impor Beatriz à telespectadora padrão, que é o pavor de todas as pesquisas de opinião sobre a novela. Mas parece que eu consegui.”

É nas sutilezas que estão as grandes qualidades da novela de Aguinaldo Silva. Cláudio Bolgari ganha o público pela cumplicidade que manteve todos esses anos com Beatriz. Não é nada bonito fazer julgamento moral das pessoas da vida real, mas é algo inevitável quando estamos diante da ficção – especialmente de novelas, cujos personagens estão dando a cara a tapa praticamente todos os dias. Neste ponto, vale ressaltar o crucial da trama dos Bolgari em Império: a verdade é sempre louvável, mas até que ponto alguém é obrigado a sair do armário, assumir-se gay (ou, que seja, bissexual)?

Leia também: Os 7 tapas mais doídos das novelas

“Conheci várias Beatriz e convivo com algumas”, revela Aguinaldo. Tenho profunda admiração por essas mulheres que fazem esse tipo de escolha – se apaixonam por um homem que foge ao padrão habitual do marido e, desde que eles as queiram, decidem viver essa opção a qualquer preço. E sinto que elas são felizes. Veja bem, não estou falando das que casam sem saber e quando descobrem que os maridos gostam de homens​ levam um choque terrível (como a personagem de Ângela Vieira citada acima). A história de Beatriz é outra – ela escolheu Cláudio mesmo sabendo da (outra) opção dele.“

No começo da novela, como era de se esperar, a incógnita sobre o que unia Cláudio e Beatriz talvez tenha gerado a incompreensão sobre as atitudes da personagem. Mas mais importante do que tentar imaginar o que o casal faz entre quatro paredes – afinal, eles têm dois filhos biológicos – foi a reação homofóbica de Enrico (Joaquim Lopez) ao descobrir a bissexualidade do pai. Foi forte, e drástico. Mas, sobretudo, humano, quando você pensa na curva dramática do personagem. ”O Enrico tem exibido uma intolerância e intransigência que até os pais desconheciam, e além disso é imaturo e dissimulado profissionalmente. A outra filha, Bianca (Juliana Boller) revelou há pouco que  respeita a orientação sexual de cada um. Jovem e madura. Novela é ‘novelo’ e o nosso está bem enrolado”, pontua Suzy.

Leia também: Dar ou não dar pinta, eis a questão

O núcleo, temperado com numa medida interessante entre o humor do blogueiro rancoroso Téo Pereira e o drama da família Bolgari, que pode se desfazer diante da vida sexual do seu patriarca é assunto para conversas no Twitter, no sofá, nos salões de beleza e até mesmo nos mestrados da vida. Mas nem todos estão dispostos a pescar as sutilezas. “Encaro os comentários com muita satisfação, Beatriz Bolgari é uma personagem muito interessante, marcante, desafiadora e carismática”, observa Suzy. “Tenho recebido muitos cumprimentos pela novela e respeito a opinião das pessoas. Mas o que a grande maioria quer, na verdade, é fazer uma selfie. Simples assim.”

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29/09/2014

às 21:41 \ Maestro, uma nota

“Queria 15 latinhas pra reciclar…”

(Divulgação)

(Divulgação)

Cada vez menos visto pelas bandas de Xerém e mais habitué de Santa Teresa, Ismael (Jonas Torres) é um catador de material reciclável  que não quer saber de 15 minutos de fama. “Eu queria é 15 latinhas para reciclar”, disse ele para Vicente (Rafael Cardoso), numa das melhores frases do capítulo desta segunda (29) de Império (GloBo, 21h20).

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Os 7 tapas mais doídos das novelas

 

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29/09/2014

às 16:57 \ Eu vejo novela

Os 7 tapas mais doídos das novelas

Há algo de podre no reino de  'Império' (Reprodução)

Há algo de podre no reino de ‘Império’ (Reprodução)

“Eu faço picadinho de  você. E quando você vier me pedir uma mão, sabe o que vai acontecer? Eu vou te dar isso…”, disse Maria Marta (Lilia Cabral), num tom de dar medo na cena em que a rainha das joias de Império esbofeteou a nora insolente, Danielle (Maria Ribeiro), exibida pela Globo no capítulo do último sábado (27). “Ela me tira do sério, gente”, justificou depois de encher a mulher do primogênito José Pedro (Caio Blat) de bofetões, fala proferida com fôlego quase perfeito – que megera em plena forma.

A cena, mais um dos barracos que tentam atrair o público de Império em tempos de horário eleitoral gratuito a atrapalhar o Ibope, faz QUANTO DRAMA! relembrar os tapas mais doloridos da teledramaturgia.

1. Branca e Isabel, em Por Amor (1997)

A briga entre Branca Letícia (Susana Vieira) e Isabel (Cássia Kis Magro) teve tentativa de tesourada e guerra de almofadas. Mas o tapa veio mesmo quando Isabel, que ameaçava denunciar os podres da família, disse: “Você vai precisar empenhar as unhas e os dentes para poder comer um pedaço de pão.”

2. Lucimar e Lívia, em Salve Jorge (2013)

Mãe coragem, Lucimar (Dira Paes) quer saber o que a traficante de pessoas Lívia (Cláudia Raia) fez com sua filha, Morena (Nanda Costa). Debochada, a vilã insinua que Morena era prostituta.

3. Helena e Luiza, em Em Família (2014)

Tapa de mãe é sempre dolorido, mas imagine levar um tapa da mãe por causa de um mesmo flautista charmoso e internacionalmente conhecido? (no caso, o Laerte de Gabriel Braga Nunes)

4. Maria Escandalosa e Sabrina, em Deus nos Acuda (1992)

Não precisa muita coisa para a Maria Escandalosa de Cláudia Raia aprontar um barraco em Deus nos Acuda. Nesta cena, ela bate na “perua dourada” Sabrina (Paula Manga), que fingia estar grávida de Ricardo (Edson Celulari)

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5. Edu e Maria do Carmo, em Rainha da Sucata (1990)

Muito antes da Lei Maria da Penha, o playboy Edu (Tony Ramos), não pensa duas vezes antes de esbofetear a mulher, Maria do Carmo (Regina Duarte). Na cena, ela provoca seu ciúme, uma vez que o casamento dos dois aconteceu por interesse.

6. Vitoria e Bia Falcão

É inesquecível a frieza que Fernanda Montenegro demonstra na cena em que Bia Falcão conta  a todos que Vitória (Cláudia Abreu) matou um homem no passado. O sujeito, na verdade, era um patrão que tentou abusar da personagem, quando ela tinha apenas 13 anos. Mas quem disse que a bruxa tinha coração. Levou um tapa na cara, bem dado, mas menos dolorido que o estrago que causou.

7. Iris e Cíntia, em Laços de Família (2000)

Mulher brigando por personagem de José Mayer é um clássico das telenovelas. Nesta cena, a lolita birrenta Iris dá uns tapas da veterinária, um tanto sonsa, Cíntia.

25/09/2014

às 15:23 \ Folhetinescas

Na reta final, ‘Geração Brasil’ tenta ser ‘A Favorita’

Jonas Marra (Murilo Benício) tem momento serio-sincero com Herval (Ricardo Tozzi) no capítulo desta quinta (25): tomara que a cena termine com os dois cantando "Beijinho Doce" (Divulgação)

Jonas Marra (Murilo Benício) tem momento sério-sincero com Herval (Ricardo Tozzi) no capítulo desta quinta (25): tomara que a cena termine com os dois cantando “Beijinho Doce” (Divulgação)

Não há dúvida de que Jonas Marra é um personagem incrível e valioso para qualquer autor. O fato de o personagem ser interpretado por Murilo Benício só engrandece aquela figura ambiguamente charmosa que estrela a novela das 7 da Globo, Geração Brasil. Mas, da mesma forma, não se pode negar que é um pouco incômoda a tentativa de atrelar – para não dizer clonar – sua história da trajetória de vida à de Steve Jobs, Mark Zuckerberg e até Lex Luthor.

Quem acompanha o QUANTO DRAMA! sabe que eu adoro uma referência, quando o autor pinça algo de um seriado, filme icônico ou uma novela –  mesmo que seja uma novela sua, como Aguinaldo Silva e Silvio de Abreu costumam fazer tão bem.

Mas, depois de 120 capítulos, Geração Brasil passou do limite das referências bacaninhas. E a coisa anda feia – o que é uma pena para autores como Filipe Miguez e Isabel de Oliveira, que se mostraram tão talentosos quando escreveram Cheias de Charme em 2012.

A novela vive um momento A Favorita, sucesso de João Emanuel Carneiro de 2008, famosa por confundir o público com mistério em torno de quem era a mocinha e de quem a vilã – como se sabe, era a Flora (Patrícia Pillar). Na mesma forma, Jonas Marra passou o tempo todo meio “beijinho doce”, fazendo-se de mocinho que, ora bolas, precisava pisar em alguns desavisados para sobreviver no mundo competitivo do Vale do Sicílio. Herval (Ricardo Tozzi) foi retratado como o recalcado que não aceitava o sucesso do “Marra Man” – por um motivo misterioso.

Desde a semana passada, a coisa começou a se desenrolar. Jonas é a Flora – não só roubou a ideia do ex-amigo e a poupança da mãe, mas também seduziu uma jornalista um tanto ingênua para estar nesta profissão. Herval é um justiceiro, uma espécie de Donatella que vem minando a vida daquele que o passou para trás. Jonas descobrirá no capítulo desta quinta (25) que Herval é que aquele ex-amigo de 20 anos atrás. Mas não é a primeira vez que os dois personagens da novela se encontram. E, pergunta-se o noveleiro um tanto de má-vontade: como Jonas não reconheceu Herval?

A resposta só pode ter vindo de O Amor é Cego (Shallow Hall, 2001), talvez mais uma das tantas referências pop da novela: há 20 anos, Herval era gordo. Por isso, agora no estilo “gato levemente de esquerda” se tornou irreconhecível. Ah, agora deu para entender.

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20/09/2014

às 10:47 \ Folhetinescas

Bruno Gagliasso vai ao topo em ‘Dupla Identidade’

No papel do serial killer ambicioso Eduardo, Bruno Gagliasso se alterna entre o charme e a perversidade, e acerta ao estabelecer uma rara cumplicidade com o público (Reprodução)

No papel do serial killer ambicioso Eduardo, Bruno Gagliasso se alterna entre o charme e a perversidade, e acerta ao estabelecer uma rara cumplicidade com o público (Reprodução)

O serial killer costuma ser o tipo de personagem dos sonhos de qualquer autor: rico em composição, imprevisível e, com sorte, sedutor o suficiente para assustar e conquistar a plateia ao mesmo tempo. Não é uma figura frequente na nossa teledramaturgia, muito menos no cinema, uma vez que sempre foi associado às histórias policiais americanas – mas jamais vamos esquecer o Donato que Miguel Falabella interpretou em Noivas de Copacabana, minissérie que o grande Dias Gomes escreveu em 1992.

Com seu Eduardo Borges que apareceu pela primeira vez na noite desta sexta (19) em Dupla Identidade (Globo, sextas, 23h30), Gagliasso, ator dos mais dedicados de sua geração, conseguiu inscrever na TV brasileira o tipo que mata por matar a granel. Muito bem na estreia, o ator fez dos seus encantadores olhos azuis dois espelhos embaçados pela maldade. Esteve ótimo nas cenas e se é verdade que ele teve de lutar pelo papel, como andou contando as entrevistas que precederam a estreia, fez valer a escolha da autora Glória Perez e dos diretores Mauro Mendonça Filho e René Sampaio.

Com boa parte dos cacoetes mais batidos dos autores policiais americanos, cujos criadores exploram as mentes perturbadas desde antes de Conan Doyle e Agatha Christie, Dupla Identidade fez um belo primeiro episódio. Câmera viva na medida – nada daquele balanço vertiginoso e sem sentido andou sendo usado por aí –, fotografia perfeita para mostrar um Rio de Janeiro além do “purgatório da beleza e do caos”, trilha sonora vigorosa de Andreas Kisser, do Sepultura, e uma abertura matadora, ainda que com “leve”inspiração em Homeland e American Horror Story.

Em meio à onda de assassinatos, Dias (Marcello Novaes) espera ansiosamente a indicação para secretário de segurança, o que dá um tempero especial ao seriado, Já a Vera de Luana Piovani precisa de algum remédio anti-mononia, para poder burlar o tipo "fria e sexy" que é clichê na literatura policial (Divulgação)

Em meio à onda de assassinatos, Dias (Marcello Novaes) espera ansiosamente a indicação para secretário de segurança, o que dá um tempero especial ao seriado. Já a “caçadora de mentes” Vera de Luana Piovani precisa de algum veneno antimonotonia, para burlar o tipo “fria, sexy e determinada”, que é clichê na literatura policial (Divulgação)

Mas se o primeiro dos 13 episódios previstos deixou algum porém no ar, pode-se dizer que é a personagem Vera, de Luana Piovani. A “caçadora de mentes” que, em geral, mede forças com sua “caça” nunca está numa posição confortável perante o espectador. Vira e mexe é enganada, persegue pistas falsas e, não raro, tenta passar a imagem de concentrada, do tipo “missão dada é missão cumprida”. Há várias policiais como Vera nos CSI da vida.

Acontece que Vera, por enquanto, é fria demais, certinha além da conta. Mesmo com a beleza exuberante de Luana Piovani, não tem charme. E, pior, é ela que narra a série, a partir dos valiosos conhecimentos que obteve num tal estágio no FBI americano.

Não é à toa que, em meio aos tantos elogios que a série recebeu no Twitter durante a exibição, o nome de Luana tenha sido enxovalhado – muito mais do que a atriz merecia. O público tem uma implicância excessiva com ela. De  minha parte, confesso que prefiro vê-la em comédias, mas jamais se pode criticar um ator por arriscar algo novo, fora do que se espera dele.

E, sejamos justos, mais exposta do que o próprio protagonista Bruno, Luana segurou com afinco a sua Vera. Ela consegue imprimir em cena a sensualidade quase fria da investigadora clássica das histórias policiais. É dura porque é determinada, treinada pelos bambambãs do combate ao crime. Mas talvez falte à personagem – ou ainda virá a aparecer – alguma loucura particular a lhe temperar a personalidade, como uma Carrie Mathison (Claire Danes) de Homeland ou até mesmo uma Clarice Starling  (Josie Foster) de Hannibal. Esperemos.

De um modo geral, a série tem bons personagens, e seria impossível conhecer todos num primeiro episódio. Por falar em arriscar. Marisa Orth ainda deve arrasar como Sylvia Veiga, uma típica ex-mulher-raivosa-de-político-mulherengo, papel moldado por um humor fino misturado com tensão.

A Ray de Débora Falabella é um bom complemento para Bruno, e uma ótima sacada da autora. É uma jovem adulta à beira dos 30 anos, com uma filha pequena e um jeitinho alternativo e um pouco infantil, absolutamente perdida no campo afetivo. Doida para encontrar alguém, conhece um bonitão na praia e se entrega, sem saber que ele é um psicopata. O material de divulgação da série chega a dizer que ela é uma boderline, vocabulário que, na ficção, pode servir para uma criatura carente de algum carinho.

Outro acerto do seriado é o pano de fundo político. Glória Perez provoca com a ideia de que Brasília é um campo agradável para os psicopatas e o próprio Eduardo diz que será presidente da República um dia. Há ainda uma disputa pelo cargo de secretario de segurança, que Dias (Marcello Novaes) almeja, jogo que acaba se misturando com a série de assassinatos. É um recurso já muitas vezes usado nos roteiros americanos, mas não costuma cair mal.

Carente de tudo, Ray (Débora Falabella) conhece um bonitão atencioso e divertido na praia – nem passa pela cabeça dela que quando a esmola é muita o santo desconfia (Divulgação)

Carente de tudo, Ray (Débora Falabella) conhece um bonitão atencioso e divertido na praia – nem passa pela cabeça dela que quando a esmola é muita o santo desconfia (Divulgação)

Como se, dizem, não há crime perfeito na vida real, também não há história policial que consiga explicar o modus operandi de um assassino com verossimilhança a toda prova – em Dupla Identidade não é diferente. A autora optou, por exemplo, em mostrar o mínimo possível de sangue. Assim, o telespectador não consegue entender como Eduardo arrasta suas vítimas e o que faz, de fato, na “sessão de tortura” citada pela polícia. Da mesma forma, não se sabe qual a motivação do serial killer para cometer os assassinatos e o que une as vítimas – moças jovens e bonitas, por enquanto –, o que só faz enfraquecer o personagem. É que a “maldade em estado puro”, como diz Gagliasso, existe na vida real. Mas na ficção, certas justificativas são essenciais para garantir um bom programa.

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19/09/2014

às 16:11 \ Fotonovela

‘Império’ vive dia de ‘O Rebu’

Juju Popular (Cris Viana) é a estrela do desfile de joias, em noite que dará muita dor de cabeça aos anfitriões José Alfredo (Alexandre Nero) e Maria Marta (Lilia Cabral) (Divulgação)

Juju Popular (Cris Viana) é a estrela do desfile de joias da Império, em noite que trará muita dor de cabeça aos anfitriões José Alfredo (Alexandre Nero) e Maria Marta (Lilia Cabral) (Divulgação)

Figurinos exuberantes, boa comida circulando nas bandejas de prata e música animada, além de penetras, personas non gratas, barracos, ligações perigosas e declarações de amor. Império (Globo, 21h20) terá seu momento O Rebu a partir do capítulo desta sexta (19) quando, após muito planejamento do cerimonialista Cláudio Bolgari (José Mayer), será lançada com pompa a nova coleção da joalheria que ambienta a trama de Aguinaldo Silva.

Bem longe da festa, Téo Pereira (Paulo Betti) publicará a fofoca que logo estará em todos os smartphones dos convidados (Divulgação)

Bem longe da festa, Téo Pereira (Paulo Betti) publicará a fofoca que logo estará em todos os smartphones dos convidados (Divulgação)

A primeira gafe da noite deve ser do anfitrião José Alfredo (Alexandre Nero), que levará um susto ao esbarrar com Cristina (Leandra Leal), a sobrinha e suposta filha. Nada boba, a mocinha não terminará a festa na rua da amargura já que, coincidentemente, seu grande amor de infância é o responsável pelos comes e bebes servidos no evento – vai ter beijo, com direito a registro da paparazzo Érika (Letícia Birkheuer).

Cristina não é a única convidada indesejável. A “sweet child” Maria Isis (Marina Ruy Barbosa) também deve balançar as madeixas ruivas no regabofe patrocinado pelo Comendador. Lembremos que ela recebeu um convite especial do filho fura-olho de José Alfredo, João Lucas (Daniel Rocha) – será que ela vai? Se for, é claro que a “imperatriz” Maria Marta (Lilia Cabral) não vai gostar nada da presença da amante do marido.

Como revelou o próprio autor no seu Aguinaldo Silva Digital, a atrapalhada Lorraine (Dani Barros), que conseguiu um bico como copeira, vai roubar um valioso anel de esmeraldas. Mas o maior bas-fond da noite certamente virá de fora do evento, a jato, pela internet: Téo Pereira (Paulo Betti) vai, enfim, revelar no seu blog a identidade do “beijoqueiro” que fora flagrado em intimidades com um jovem bonitão em pleno passeio público.

A fofoca cairá como uma bomba. Mas, menos mal, não há previsão de que um cadáver apareça boiando na piscina.

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