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06/02/2015

às 13:11 \ Folhetinescas

PF faz hora extra na ficção

Em meia dúzia de cenas, o Comendador (Alexandre Nero) foi pego pelos agentes, prestou depoimento, acertou as contas com Maria Marta (Lilia Cabral) e foi direto para a cadeia: protagonista é acusado de lavagem de dinheiro, contrabando e falsidade ideológica (Divulgação)

Em meia dúzia de cenas, o Comendador (Alexandre Nero) foi capturado pelos agentes da PF, prestou depoimento, acertou as contas com Maria Marta (Lilia Cabral) e foi direto para a cadeia: protagonista é acusado de lavagem de dinheiro, contrabando e falsidade ideológica (Divulgação)

Não bastasse o trabalho na vida real com a Operação Lava Jato, que investiga desvios de recursos em contratos da Petrobras, a Polícia Federal se desdobra para dar conta das irregularidades da ficção nacional – só ontem, dois protagonistas foram presos.

Em Império, o ambíguo José Alfredo de Medeiros (Alexandre Nero), heróico mas não muito, apareceu algemado em imagem da dar pena. Depois de forjar a própria morte, fugir durante seis meses e ficar dando bandeira por vários capítulos em Santa Teresa e Copacabana, o Comendador foi pego em dois tempos escondido na quadra da escola de samba, dica passada ao delegado por ninguém menos que Maria Marta (Lilia Cabral). Agora, o homem de preto deve pagar pelo crime de contrabando de diamantes. Foi uma operação de extrema eficência dos agentes ficcionais. Em tempo recorde, o protagonista foi da mesa de interrogatório para o presídio, uma verdeira moralização no reino de mentirinha de Aguinaldo Silva.

Claudio Drummond (Enrique Diaz), de 'Felizes para Sempre?': vai pra Papuda ou não vai? (Divulgação)

Claudio Drummond (Enrique Diaz), de ‘Felizes para Sempre?’: vai pra Papuda ou não vai? (Divulgação)

Tarde da noite, as investigações seguem em Felizes para Sempre?. A Operação E agora, Drummond?, que investiga os contratos fraudulentos da empreiteira de Cláudio (Enrique Diaz) com o governo federal também avança rápido, mas não é certo que terá êxito. Afinal, o cafajeste do momento não tem o caráter forte do Comendador da novela das 9 e, mais real e cru do que ele, não é o tipo que esquenta lugar na cadeia. Tanto é, que não durou um bloco sequer preso. O capítulo de ontem (quinta, 5), aliás, terminou com a pergunta “O crime compensa?”. Descobriremos no desfecho da minissérie de Euclydes Marinho, que vai ao ar nesta sexta (6) – Drummond vai para a Papuda ou não vai?

Entre os intrépidos investigadores das novelas, vale citar ainda que Pepita Rodrigues anda dando expediente como delegada no longínquo 1978 da novela das 6, Boogie Oogie. Bandida misteriosa chamada de “o Corvo” por Carlota (Giulia Gam), Ágata foi reveleda como policial no começo da semana – em curso, há uma investigação sobre um rocambolesco roubo de diamantes e o sumiço do ex-marido da vilã. 

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05/02/2015

às 17:00 \ Folhetinescas

Cláudio Drummond é o nosso Frank Underwood

Frank Underwood (Kevin Spacey) e Cláudio Drummond (Enrique Diaz): manipuladores, inescrupulosos e com acesso irrestrito aos bastidores do poder (Divulgação)

Frank Underwood (Kevin Spacey), de ‘House of Cards’ e Cláudio Drummond (Enrique Diaz), de ‘Felizes para Sempre?’: manipuladores, inescrupulosos e com acesso irrestrito aos bastidores do poder (Divulgação)

Não é preciso uma segunda olhada para concluir que o Cláudio Drummond (Enrique Diaz) de Felizes para Sempre? (Globo, 23h) e o Frank Underwood (Kevin Spacey) de House of Cards (Netflix) são farinha do mesmo saco. Embora estrelas de tramas diferentes entre si, mas fundamentalmente manipuladores, corruptos, vingativos e, pior, bastante críveis, os dois personagens flutuam pelos corredores dos governos brasileiro e americano dando as cartas que põem suas histórias para funcionar – e que histórias.

Confira 7 semelhanças que fazem do detestável Cláudio Drummond o nosso Frank Underwood:

1. Os dois são personagens típicos de uma capital federal: Frank Underwood é protagonista de House of Cards, que se passa em Washington; Cláudio Drummond, de Felizes para Sempre?, apronta suas falcatruas em Brasília.

Cláudio Drummond (Enrique Diaz) e sua amante, a prostituta Denise (Paolla Oliveira): personagem é o centro de uma trama de poder e sedução (Reprodução)

Cláudio Drummond (Enrique Diaz) e sua amante, a prostituta Denise (Paolla Oliveira): personagem é o centro de uma trama de poder e sedução (Reprodução)

2. Como figuras ligadas ao poder, os dois fazem de tudo para se dar bem. Underwood é um deputado que tenta subir na hierarquia do governo, à custa de tráfico de influência e corrupção. Drummond é o dono de uma construtora que obtém contratos por meio de fraudes em licitações, superfaturamento de obras públicas e pagamentos de propina.

3. Homens poderosos precisam parecer bem casados, por isso Frank e Cláudio têm esposas belas e refinadas – respectivamente, a engajada Claire (Robin Wright) e a etérea Marília (Maria Fernanda Cândido) –, mas vivem metidos em relacionamentos extraconjugais irresponsáveis.

4. Onde há poder, há sedução e, mesmo não sendo, digamos, fisicamente privilegiados, Frank e Cláudio sabem de cor e salteado a cartilha da conquista.

5. Os dois poderosos são aficionados por remo: Cláudio pratica o esporte no Lago Paranoá e Frank, no porão de casa.

6. Impiedosos e perigosos: Frank lança jornalistas investigativas na frente do trem e Cláudio atira na cabeça de quem ousar chamar Denise (Paolla Oliveira) de prostituta.

7. No centro de tramas inteligentes e bem-estuturadas, os dois são exímios frasistas. Frank é conhecido por suas tiradas ácidas e mordazes, as “Underwood’s quotes” que fazem sucesso na internet – “A democracia é superestimada”, costuma dizer. Entre cínico e grosseiro, Cláudio diverte pela falta de classe – “Não tem um rabo que não seja preso neste país”, ensinou ele, logo no primeiro capítulo.

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04/02/2015

às 13:04 \ Folhetinescas

As melhores frases de ‘Felizes para Sempre?’

No capítulo de ontem (terça, 3), Daniela (Martha Nowill) descobriu que sua charmosa namorada, Denise (Paolla Oliveira) é garota de programa: "Eu vendo o que é meu!", rebateu  Danny Bond (Divulgação)

No capítulo de ontem (terça, 3), Daniela (Martha Nowill) descobriu que sua charmosa namorada, Denise (Paolla Oliveira), é garota de programa: “Eu vendo o que é meu!”, rebateu Danny Bond (Divulgação)

Veterano da crônica de costumes e com obras no currículo do porte de Malu Mulher (1979) e Capitu (2008), Euclydes Marinho fez uma releitura certeira da sua Quem Ama Não Mata, minissérie de 1982 que voltou totalmente repaginada como Felizes para Sempre? na Globo. Não só por Paolla Oliveira – sucesso como a prostituta Danny Bond – e pelo despudor em cena, mas pelo texto afiado e a narrativa fluída, a minissérie tem conseguido aumentar a expectativa a cada capítulo, corroendo mais e mais a casca perfeita da família Drummond.

“Cláudio está em tudo o que é jornal, Joel bateu na mulher, papai está infartado e eu não tenho nem casa. Rir de quê?”, perguntou Hugo (João Miguel) à mãe numa reunião familiar no hospital, no capítulo desta terça (3). “É… a família está na m…”, respondeu Norma (Selma Egrei) – e todos caíram na gargalhada, até mesmo o “pai infartado”.

Densos e envolvidos nas mais complicadas situações que o Planalto Central já presenciou, os personagens da minissérie não abrem a boca à toda. Confira abaixo uma compilação das frases mais mordazes, estapafúrdias ou sincericidas de Felizes para Sempre? – por enquanto:

“Casamento é burrinho atrás de cavalinho.”

De Dionísio (Perfeito Fortuna), dando a receita de uma união estável aos filhos. 

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03/02/2015

às 21:50 \ Bastidores

‘Barracos da Bíblia’ marca volta do ‘Tá no Ar’

Marcius Melhem, o diretor Maurício Farias e Marcelo Adnet apresentam a segunda temporada do 'Tá no Ar': carta branca para fazer humor (Divugação)

Marcius Melhem, o diretor Maurício Farias e Marcelo Adnet apresentam a segunda temporada do ‘Tá no Ar’: carta branca para fazer humor (Divugação)

Um programa sensacionalista para personagens bíblicos debaterem seus conflitos é uma das novidades da segunda temporada do Tá no Ar: A TV na TV, da dupla Marcius Melhem e Marcelo Adnet. Barracos da Bíblia, obviamente inspirado por atrações como Casos de Família do SBT, faz parte do primeiro episódio, que vai ao ar na próxima quinta (12).

Herdeiro do TV Pirata e do Casseta & Planeta, o humorístico recria os clichês e os absurdos da televisão. Num outro novo quadro, A Vingança dos Famosos, celebridades perseguem anônimos em seus momentos de lazer. Politicamente incorreto, mas mantendo certa classe, o programa brinca com religiões, políticos, anunciantes da Globo e até outras emissoras – o que antes dele era tabu. ““O bacana é que temos carta branca para fazer o que queremos, sempre respeitando a diversidade e repudiando qualquer preconceito. Nossa intenção não é ser correto ou incorreto. O humor é subjetivo. Nossa intenção é entreter. O que digo sempre é que o resultado é sincero e autoral, sem travas””, explicou Marcelo Adnet no lançamento da nova temporada, no Projac.

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‘Temos nosso público’, diz Adnet sobre Ibope do ‘Tá no Ar’

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02/02/2015

às 14:30 \ Folhetinescas

Paolla Oliveira e a resenha do derrière

Tapa na cara da sociedade: com bons personagens no currículo, mas marcada pela insossa Paloma de 'Amor à Vida', Paolla Oliveira se reinventou em 'Felizes para Sempre?' – e engoliu a minissérie (Reprodução)

Tapa na cara da sociedade: com bons personagens no currículo, mas marcada pela insossa Paloma de ‘Amor à Vida’, Paolla Oliveira se reinventou em ‘Felizes para Sempre?’ – e engoliu a minissérie (Reprodução)

Não deixa de ser surpreendente, mas mesmo assim compreensível, todo o frisson em torno de Paolla Oliveira desde a terça passada, quando foi ao ar a tal cena em que ela desfila de fio-dental na minissérie Felizes para Sempre? (Globo, 23h). O bafafá se justifica porque, primeiro, o corpo da atriz é realmente bonito. Segundo, qualquer assunto vira grande polêmica nestes tempos de Twitter – afinal, #somostodoszoeiros. E terceiro, talvez principalmente, quando um diretor de cinema como Fernando Meirelles quiser causar impacto com um derrière, assim será.

Filmada com uma inteligência de planos e um ritmo de narrativa além do que já conhecemos como “padrão caprichado das minisséries”, ancorada em personagens de mil camadas e em interpretações não menos do que excelentes, Felizes para Sempre? é, definitivamente, um entretenimento para adultos. Os temas em discussão, a profundidade dos diálogos e, ah, o texto de Euclydes Marinho põem o programa, de fato, num padrão internacional – ou americano.

É interessante perceber como o autor estruturou a trama, releitura de uma obra sua de 1982, Quem Ama Não Mata. Da afirmação – tirada de pichações que apareciam nos muros do Rio naquela época, em resposta a crimes passionais –, passamos às dúvidas que começam no título – Felizes para Sempre? – e permeiam os capítulos – “Onde colocar o desejo?”, “Aqui se faz, aqui se paga?”. É como se,  30 anos depois, os filhos de 1968 tivessem muito mais dúvidas no campo amoroso do que certezas. Bem representativa de tudo o que se transmite ali, a cena em que Marília reclama que o marido, Cláudio (Enrique Diaz), não milita com afinco nas trincheiras do sexo oral foi de uma verdade raramente vista na nossa televisão – e Maria Fernanda Cândido esteve esplêndida.

Há ainda o pano de fundo da construtora Drummond, tocada pelo detestável Cláudio e seus problemáticos irmãos, Hugo (João Miguel) e Joel (João Baldasserini) – em uma ótima passagem, eles são chamados de “os irmãos Metralhas”. Negociatas que rendem milhões a serem gastos com tudo o que há de mais supérfluo – prostitutas de luxo em suítes de onde se “vê do Oiapoque ao Chuí”, inclusive – são matéria-prima que um roteirista só encontra com riqueza de detalhes em Brasília. Daí, a sábia decisão de transportar a história origial de Niterói para a capital da República, abalada na série pela operação “E agora, Drummond?”, que esmiuça os contratos da construtora com o governo e o pagamento de propina a parlamentares – qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência.

Marília (Maria Fernanda Cândido): discussão sobre sexo oral é uma das melhores cenas da carreira da atriz (Divulgação)

Marília (Maria Fernanda Cândido): discussão sobre sexo oral é uma das melhores cenas da carreira da atriz (Divulgação)

Paira sobre os personagens a ideia lançada numa das primeiras cenas, de que aquela boa família é fruto do casamento de 46 anos entre Dionísio (Perfeito Fortuna) e Norma (Selma Egrei). Na comemoração das “bodas de alabastro”, Cláudio anotou que a melhor coisa que os pais lhe deram foram os valores – quanta ironia.

A se lamentar, entretanto, que num nível ainda mais acima do conteúdo esteja o fato de que o sucesso e a repercussão da série se amparem, não há como negar, na anatomia da prostituta Danny Bond. Hedonista, linda, inteligente e culta, ela é uma personagem divertida e recorrente na cultura pop, da Bree Daniels de Jane Fonda em Klute (1971) às moças despudoradas do Crepax. Paolla merece todos os elogios pelo trabalho, talvez o melhor desde que ela esteve em Afinal, o querem as mulheres?, de Luiz Fernando Carvalho, em 2010. Pena que seja vista basicamente por aquele caminhar de alguns segundos com fio-dental, cena eternizada no gif viralizado que, convenhamos, tirou toda a poesia e – por que não? – a verdadeira sacanagem da cena. “Já viu a vista?”, perguntou ela a Cláudio. “Linda vista”, respondeu ele depois de vê-la tirar o vestido.

Em loop, o bumbum indo e voltando, já foi objeto de todo tipo de ação e teoria. As mais recalcadas dizem que “é levemente caído, vai…”. As com baixa auto-estima tuítam logo que seu bumbum é “igual ao da Paolla segundo a margem de erro”. Os mais otimistas dizem que é um alívio para o estresse da crise hídrica e a lama da Operação Lava Jato. Os politizados rebatem que é o velho pão e circo. Os salientes pedem doações para juntar os R$ 4 mil e ter hora com Danny Bond. As mais desesperadas se comparam à atriz e, concluindo que o verão 2015 já está perdido, prometem abalar as praias por aí em 2016. Os que têm menos o que fazer na vida organizam eventos de mentirinha no Facebook. Há até os intelectualizados, que dão ar filosófico à predileção nacional pelos bumbuns e os alienados, que juram não entender nada da história. Por fim, os ávidos por rotular classificam a série como “soft porn”, como se ela chegasse perto disso – veja só o estrago que um fio-dental pode fazer neste país.

Na tentativa de resenhar o derrière e ter voz na última maior polêmica de todos os tempos, sobram bobagens. E fica uma pergunta à moda daquelas que dividem os capítulos: “Não estamos bobos demais?”

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29/01/2015

às 13:37 \ Folhetinescas

Perto do fogo

Josie Pessoa, a Eduarda de 'Império': com o cabelo mais desejado e formando par perfeito com João Lucas (Daniel Rocha), personagem ganha espaço na trama (Reprodução/Instagram)

Josie Pessoa, a Eduarda de ‘Império’: com o cabelo mais desejado e formando par perfeito com João Lucas (Daniel Rocha), personagem ganha espaço na trama (Reprodução/Instagram)

Há tempos não se via nada parecido entre as modas de novela: em pouco mais de 24 horas, do Rio ao interior de Minas, deparei-me com nada menos do que cinco mulheres com os cabelos em fogo, num tom idêntico ao que a atriz Josie Pessoa usa para compor a sua Du em Império (Globo, 21h10). Vermelho-escândalo, as madeixas da moça são um item forte da caracterização da personagem, que começou como “doidinha rebelde” e agora tenta ser a mãe dedicada de dois bebês.

Se o objetivo era chamar a atenção, deu mais do que certo: Du e seu par, João Lucas (Daniel Rocha), juntaram uma legião de fãs incansáveis na tarefa de encher os ouvidos do autor Aguinaldo Silva com pedidos por mais cenas do casal Lucadu  – tanto é, que no capítulo desta quarta (29) os dois protagonizaram uma espécie de videoclipe de namoro.

E já que não se pode copiar o “ruivo de nascença” de Marina Ruy Barbosa, a “sweet child” Maria Isis, as noveleiras vêm tentando descobrir como aderir ao cabelo fantasia de Du. Esse é o questionamento número 1 da Central de Atendimento ao Telespectador (CAT), que não indica marcas.

Há, por sorte, uma grande variedade de colorações no mercado que prometem um vermelho intenso, mas o processo para chegar a ele não é simples: é preciso, antes, deixar o cabelo loiro e, para mantê-lo brilhante, retocar a tintura de 15 em 15 dias – e olhe que a mãe de gêmeos recém-nascidos vive dizendo que não tem tempo nem mesmo para um banho. Toda novela traz esse tipo de semente, algo que possa ganhar as ruas – todos tentam, mas poucos conseguem. Neste sentido, os cabelos são peça fundamental, não apenas para ajudar na composição de um personagem, mas também para demonstrar que a trama está na boca – ou na cabeça – do povo. Por isso, a história da teledramaturgia está repleta de exemplos de cabelos de novela que ganharam as ruas. Relembre 7 dos mais marcantes:

(*) o blog Ruiva Diva tem boas dicas sobre como aderir ao look da atriz.

jo_agatacomeu

(Divulgação)

1. Jô, de A Gata Comeu (1985) Em formato de asa-delta e todo armadão, muito antes das “escovas progressivas”, o penteado da mimada Jô (Christiane Torloni) de A Gata Comeu fez a cabeça de muitas moderninhas nos anos 80.

 

 

 

 

 

 

 

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2. Ninon, de Roque Santeiro (1985) Ah, o corte pigmaleão… Também chamado de penteado “poodle de madame”, o cabelo da dançarina Ninon (Cláudia Raia) não foi criado especialmente para a novela – já andava fazendo sucesso por aí, mas virou uma febre com o sucesso de Roque Santeiro.

 

 

 

 

 

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3. Solange Duprat, de Vale Tudo (1988) Antes das práticas chapinhas, teve gente – acredite – passando a franja a ferro para ficar com o cabelo como o da intrépida Solange Duprat (Lídia Brondi) em 1988.

 

 

 

 

 

 

 

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4. Maria do Carmo, de Rainha da Sucata (1990) Como a batalhadora protagonista da novela de Silvio de Abreu, Regina Duarte popularizou não apenas um corte de cabelo, mas um penteado bem específico: franja e coque, arrematado por um laçarote. A personagem, curiosamente, era brega, mas de tão forte, impôs seu estilo.

 

 

 

 

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5. Rachel Green, de Friends (1994-2004) Em escala mundial, o cabelo mais comentado da televisão ainda é o da Rachel de Friends. No auge de popularidade do seriado, chegou a ser o mais pedido nos salões americanos. Repicado nas laterais e liso toda vida, era, sem dúvida muito bonito, mas nada que justificasse o frisson – o fato de atriz ser casada com Brad Pitt talvez fosse a melhor explicação.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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6. Bárbara, de Da Cor do Pecado (2004) Giovanna Antonelli é boa em lançar modas – de capinhas de celular ao look pijama da “delegata” Helô. Nem mesmo o mau caráter da Bárbara de Da Cor do Pecado conseguiu impedir a mulherada de correr aos salões para imitar o curtinho pontudo e platinado da vilã.

 

 

 

 

 

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7. Roberta, de Rebelde (2004-2006) Muito antes da Du de Império, a mexicana Dulce Maria inspirou ruivas de toda a América Latina como a Roberta da novela adolescente Rebelde (Televisa).

 

Leia também: Menos Carminha, Adriana Esteves está de volta em ‘Felizes para Sempre’

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26/01/2015

às 12:28 \ Eu faço drama

Menos Carminha, Adriana Esteves volta à TV em ‘Felizes para Sempre?’

Na minissérie de Euclydes Marinho, Adriana é Tania, uma cirurgiã-plástica que vive um casamento morno com Hugo, papel de João Miguel (Divulgação)

Na minissérie de Euclydes Marinho, Adriana é Tania, uma cirurgiã-plástica que vive um casamento morno com Hugo, interpretado por João Miguel (Divulgação)

Um personagem de grande destaque é sempre um presente, para usar o clichê preferido dos bastidores, e uma armadilha para um ator. Dois anos depois do fim de Avenida Brasil, Adriana Esteves ainda é cercada pela fama da exuberante Carminha, que ela interpretou tão bem na novela de João Emanuel Carneiro. Por isso, para amenizar a força da personagem em sua trajetória, a atriz foi sábia ao decidir descansar a imagem, esperando um papel que pudesse representar uma volta à TV em grande estilo – ou, pelo menos, num estilo diferente da “madame do Divino”.

Tânia é essa mulher. Cirurgiã-plástica paulistana, cabelos mais curtos e escuros e profissional obstinada, a personagem de Felizes para Sempre? deixa o pretenso glamour suburbano de Carminha para trás – e, desta vez, não é culpa da Rita. Na minissérie de Euclydes Marinho, dirigida por Fernando Meirelles, a médica é casada com Hugo (João Miguel) e mãe de um adolescente de 16 anos, Júnior (Matheus Fagundes). O marido – como um verdadeiro Tufão (Murilo Benício) – não percebe o desinteresse da mulher, que anda mais preocupada com a carreira do que com a vida doméstica, e quer ter mais um filho. Em vez de uma conversa franca, ela prefere tomar anticoncepcionais às escondidas, levando Hugo na flauta.

A pequena trapaça doméstica adia o novo filho, mas acaba levando Tania a uma situação típica de Carminha: inconformado com a demora em engravidar a mulher, Hugo faz exames médicos e descobre que é estéril – ou seja, Júnior não pode ser seu filho. Numa desculpa à la Carminha, ela dirá que o “o laboratório errou” – mas não espere gritos. “Ela é sileciosa, é calada. O desafio é entender o que ela sente para passar o que ela sente”, explica Adriana.

O caso tipicamente folhetinesco de Tania e Hugo é um dos imbróglios que envolvem os cinco casais da minissérie de dez capítulos que estreia hoje na Globo, às 23h (ou “depois do BBB”). É uma releitura de Quem Ama Não Mata, que o próprio Euclydes escreveu em 1982, dirigida por Daniel Filho e Dennis Carvalho. Agora, em vez do Rio, a trama é ambientada em Brasília, o que trouxe para o tempero do poder político para o enredo, além dos cenários cinematográficos das obras de Oscar Niemeyer. Acima de todos os problemas amorosos, entre sentimentos contidos, rancores, despudor e a necessidade primordial de sentir o sangue correndo nas veias, haverá um crime passional a pôr em risco o pacote “família bem-estruturada”.

A minissérie, vale dizer, não pode ser classificada como um “remake”, pois o autor promete uma história bem diferente daquela de 1982. A unir os dois trabalhos, apenas a estrutura de cinco casais às voltas com um crime, que acontece em meio aos conflitos típicos dos relacionamentos amorosos. No elenco, que esteve envolvido nas gravações durante três meses, além de Adriana e João Miguel, estão nomes como Maria Fernanda Cândido, Cássia Kis Magro, Enrique Diaz, Paolla Oliveira, Caroline Abras e Perfeito Fortuna.

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24/01/2015

às 12:24 \ Folhetinescas

Volta, Zé!

Alô, doçura: depois de telefonema desesperado e emocionante, reencontro de Maria Marta (Lilia Cabral) e José Alfredo (Alexandre Nero) é um dos momentos mais esperados de 'Império' (Reprodução)

Alô, doçura: depois de telefonema desesperado e emocionante, reencontro de Maria Marta (Lilia Cabral) e José Alfredo (Alexandre Nero) é um dos momentos mais esperados de ‘Império’ (Reprodução)

Que José Alfredo está vivo, Maria Marta tem quase certeza. Só falta acontecer a esperada cena que uniará novamente Alexandre Nero e Lilia Cabral em Império (Globo, 21h15). Como todos os embates entre os personagens, o encontro promete, mas não deve ser romântico – mais uma semana e a imperatriz vai denunciar o marido à Polícia Federal, para salvar a própria pele contra as tramóias de Maurílio (Carmo Dalla Vecchia). Até lá, cada vez mais personagens ficarão sabendo que o comendador está vivinho da silva. No capítulo deste sábado (24), será a vez do filho João Lucas (Daniel Rocha) e da nora Duda (Josie Pessoa) descobrirem a verdade.

Desde o começo da novela, o Lilia e Nero vêm fazendo jus ao jargão “química em cena” – se isso realmente existe, está ali espelhado nos encontros dois dois. E provaram no capítulo desta sexta (23) que contracenam com excelência mesmo a distância. Maria Marta deu o bote em Cristina (Leandra Leal) e lhe arrancou o celular da mãos, quando ela falava com o pai supostamente morto – estava aflita porque os irmãos a destituíram da presidência da empresa. “Fala comigo, Zé!”, implorou a viúva “que foi sem nunca ter sido”, enquanto o Comendador ouvia impassível. “Eu penso em você todos os dias, estou com saudade. Você precisa voltar ou me dizer o que fazer”, apelou, sem ouvir um suspiro sequer do outro lado, numa das cenas mais emocionantes da novela.

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José Alfredo, o garimpeiro fiel

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21/01/2015

às 12:09 \ Eu vejo novela

Deborah Secco se despede de ‘Boogie Oogie’

Inês (Deborah Secco) escolhe a aventura do estrelato em vez do amor por Tadeu (Fabrício Boliveira) (Divulgação)

Inês (Deborah Secco) escolhe a aventura do estrelato em vez do amor por Tadeu (Fabrício Boliveira) (Divulgação)

Em vez do final tipicamente água com açúcar, a charmosa aeromoça Inês terá um desfecho prafrentex em Boogie Oogie (Globo, 18h20). No capítulo desta quarta (21), a personagem parte para uma aventura nos Estados Unidos, deixando a dica de que pode vir a se tornar uma estrela de vídeos de ginástica à la Jane Fonda.

Uma pena para os mais românticos, a moça deixa o simpático Tadeu (Fabrício Boliveira) de coração partido. Mas não faz mal – como ele também é, para usar uma expressão da época, “mente aberta”, deu todo o incentivo para que a amada tomasse coragem.

Uma mocinha que deixa o amor de lado para investir na carreira não é comum nas telenovelas. Curiosamente, essa foi a motivação de outra personagem de Deborah, a Sol de América (2005), que chegou a ser mal vista pelo público por causa disso. Vale destacar, portanto, a saída encontrada pelo autor Rui Vilhena, que aproveita bem o simbolismo da mulher energética que surgiu no final dos anos 70 e dominou a cultura pop na década seguinte.

Deborah deixa a novela das 6 a pouco mais de um mês do final para se dedicar às gravações de Verdades Secretas, trama que Walcyr Carrasco escreve para a faixa das 23h, com estreia prevista para o segundo semestre.

Abaixo, um dos famosos vídeos de Jane Fonda que certamente inspiraram a personagem de Deborah Secco:

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Duas vezes Laura Cardoso

Silviano é ex-marido de Maria Marta, revela Aguinaldo Silva ‘Quem morreu?’ vai agitar reta final de ‘Império’

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17/01/2015

às 11:58 \ Folhetinescas

Duas vezes Laura Cardoso

Jesuína (Laura Cardoso) conduz José Alfredo (Alexandre Nero) e Josué (Roberto Birindelli) ao túmulo do verdadeiro Maurílio (Divulgação)

Jesuína (Laura Cardoso) conduz José Alfredo (Alexandre Nero) e Josué (Roberto Birindelli) ao túmulo do verdadeiro Maurílio (Divulgação)

Especialista em participações especiais e memoráveis, Laura Cardoso entrou em Império (Globo, 21h15) para ajudar o comedador José Alfredo (Alexandre Nero) a desvendar o passado de seu maior inimigo, Maurílio (Carmo Della Vecchia). Ela interpreta Jesuína, mulher de Sebastião Ferreira (Reginaldo Farias), de quem o vilão diz ser filho. Mas, após uma conversa com as galinhas no quintal – “Te dou milho, talo de verdura e nada d’ocê ponhá um ovo pra mim?” –, ela revelará ao Comendador no capítulo deste sábado (17) que o verdadeiro Maurílio está morto e enterrado em São João del Rey.

A informação só aumenta o mistério em torno do vilão que tem feito de tudo para destruir José Alfredo, sabe-se lá com que propósito. E não é um plano de um homem só: de uns tempos para cá, Maurílio tem falado ao telefone com um homem misterioso, a quem chama de “pai”.

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O pacote “Laura Cardoso, Aguinaldo Silva e um segredo bombástico” fazem o blog lembrar da bela sequência de Duas Caras que foi ao ar em 20 de maio de 2008. Também em participação especial e breve, Laura interpretou Alice, a mãe do atormentado protagonista Marconi Ferraço, que foi resgatar sua infância miserável no interior de Pernambuco. Emocionte, a passagem foi decisiva para que o personagem, um vilão complexo que se transformou ao longo da trama, fosse visto com mais doçura pelo público.

Abaixo, você revê Laura Cardoso como a sofrida Alice de Duas Caras:

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