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04/11/2014

às 18:38 \ Folhetinescas

Aguinaldo Silva, um comendador legítimo

Aguinaldo Silva: além das manias, autor compartilha o título de legítimo comendador com o José Alfredo de Medeiros de 'Império' (Divulgação)

Aguinaldo Silva: além das manias e da personalidade arretada, autor compartilha o título de legítimo comendador com o José Alfredo de Medeiros de ‘Império’ (Divulgação)

Depois de pôr o termo na boca do povo, eis que Aguinaldo Silva vai se tornar um legítimo “comendador”, como o personagem criado por ele e vivido por Alexandre Nero em Império (Globo, 21h10). O autor recebe nesta quarta (5), em solenidade no Palácio do Planalto, a comenda da Ordem do Mérito Cultural do Ministério da Cultura, que a Presidência da República oferece todos os anos a personalidades que contribuíram para o desenvolvimento da cultura brasileira.

A medalha foi originalmente oferecida em 2012, na classe Comendador (além dela, há a Grã-cruz e Cavaleiro), mas Aguinaldo não pôde comparecer à solenidade naquele ano. Em 2014, serão homenageados ainda nomes como o da atriz Patrícia Pillar e da cantora Marisa Monte.

Pernambucano de Carpina e jornalista, Aguinaldo é o autor que mais coleciona sucessos no terreno das telenovelas. Escreveu, por exemplo, Roque Santeiro, em 1985, uma das tramas mais queridas de todos os tempos, a partir dos 40 capítulos de Dias Gomes (e que não foram ao ar em 1975 por imposição da censura), e foi co-autor da novela-sensação Vale Tudo, ao lado de Gilberto Braga em 1988. Antes, em 1983, já chamara a atenção do público usando sua experiência como repórter de polícia para criar a minissérie Bandidos da Falange, ousada até para os padrões atuais ao contar a história da formação da facção criminosa Falange Vermelha. Mas caiu mesmo no gosto popular com tramas de regionalismo fantástico, como Tieta (1989), Pedra sobre Pedra (1992) e A Indomada (1997). Em 2004, o autor se desprendeu da fórmula que o consagrou e reinventou seu estilo no sucesso Senhora do Destino.

Agora, vive um terceiro ciclo como novelista, com a empolgante história do comendador arretado José Alfredo de Medeiros em Império, retirante sem eira nem beira que se torna o “imperador dos diamantes”. Sobre o personagem e suas manias, como se vestir sempre de preto e arrumar meticulosamente a própria cama, o autor escreveu recentemente em seu site, no melhor estilo Flaubert: “Sim, o comendador José Alfredo Medeiros sou eu… Mas, como todo bom personagem, é multifacetado, e é também vários outros. E são estes os que eu não revelo. É claro que já conheci várias criaturas reais parecidas com ele.”

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04/11/2014

às 12:55 \ É página virada

As 10+ de ‘Vale Tudo’

Beatriz Segall como a inesquecível Odete Roitman: a rainha entre todas as vilãs de novela (Divulgação)

Beatriz Segall como a inesquecível Odete Roitman: a rainha entre todas as vilãs de novela (Divulgação)

Apesar de todas as boas tramas que a sucederam nestes 26 anos, Vale Tudo (Globo, 1988) segue firme na memória do telespectador como a novela mais impactante da nossa teledramaturgia, título que se reforça nas interpretações impecáveis, nos personagens bem-construídos, na trama envolvente, no contexto histórico da pós-abertura política e, especialmente, no texto assinado pela dupla de luxo Gilberto Braga e Aguinaldo Silva (com colaboração de Leonor Basseres).

Reapresentada com cortes no Vale a Pena Ver de Novo em 1992 e, na íntegra, no Canal Viva, em 2010, a novela está acessível de novo ao noveleiro saudosista numa caixa com 13 DVDs com 37 horas de duração. Além da trama, a caixa traz entrevistas e bastidores da produção, que é recheada de alguns dos melhores momentos da TV. Veja abaixo uma lista com dez das cenas mais marcantes da novela:

1. Odete esculhamba o Brasil

Impressionante a atualidade do discurso de Odete Roitman na cena que definiu a vilã de Beatriz Segall:

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03/11/2014

às 14:05 \ Fotonovela

Jovens galãs de ‘Em Família’ são trunfo de ‘Alto Astral’

em 'Alto Astral', Guilherme Leicam será o ambicioso Gustavo Martins: destaque na primeira fase de 'Em Família', ator tem volta à TV cercada de expectativa (Divulgação)

em ‘Alto Astral’, Guilherme Leicam será o ambicioso Gustavo Martins: destaque na primeira fase de ‘Em Família’, ator tem volta à TV cercada de expectativa (Divulgação)

Bastaram alguns poucos capítulos da primeira e segunda fases de Em Família para que Guilherme Leicam e Nando Rodrigues conquistassem o coração da audiência. Tanto que os nomes dos atores que interpretaram Laerte e Virgílio na juventude não deixaram de ser citados em mensagens saudosas nas redes sociais durante toda a exibição da novela de Manoel Carlos. Era, portanto, questão de tempo até que a Globo escalasse os dois novamente – e eles aparecerão mais uma vez juntos, de novo como antagonistas, de Alto Astral, trama das 7 que substitui Geração Brasil a partir desta segunda (3).

Fôlego para 2016: Nando Rodrigues, o jovem Virgílio de 'Em Família', é agora o campeão Rodrigo, que sonha chegar às Olimpíadas de 2016 (Divulgação)

Fôlego para 2016: Nando Rodrigues, o jovem Virgílio de ‘Em Família’, é agora o campeão Ricardo, que sonha chegar às Olimpíadas de 2016 (Divulgação)

No que pode ser chamado de “núcleo da piscina” dentro da trama de Daniel Ortiz – o que, em se tratando de novela das 7 remete aos tradicionais bonitões “descamisados” – Guilherme será Gustavo Martins e Nando, Ricardo Barbosa, dois nadadores. Gustavo é competitivo ao extremo, invejoso, de caráter duvidoso. Ricardo é um campeão dedicado, educado e bom companheiro. Os dois querem ascender no esporte ao ponto de disputarem as Olímpiadas de 2016, o que é um gancho ótimo para a história.

Com um roteiro típico da faixa, que mistura romance, mistério e comédia, além de pitadas sobrenaturais, Alto Astral fala sobre a disputa de dois homens, Caíque (Sérgio Guizé) e Marcos (Thiago Lacerda), por uma mesma mulher, Laura (Nathalia Dill), e da briga antiga de duas mulheres, Úrsula (Silva Pfeifer) e Maria Inês (Christiane Torloni), pelo mesmo homem, Marcelo Barbosa (Edson Celulari). Com direção de Jorge Fernando, a novela tem supervisão de texto de Silvio de Abreu, de quem o autor estreante foi colaborador em trabalhos como Passione (2011) e o remake de Guerra dos Sexos (2013). Vale dizer que Ortiz se baseia numa sinopse deixada por Andréa Maltarolli, autora promissora que morreu vítima de um câncer em 2009, um ano após estrear como titular com o sucesso Beleza Pura, também novela das 7.

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Trilha de ‘Dupla Identidade’: medo, delírio e riffs de guitarra

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31/10/2014

às 17:27 \ Folhetinescas

Medo, delírio e riffs de guitarra

Edu (Bruno Gagliasso) e sua namorada iludida e surtada, Ray (Débora Falabella): nas cenas mais intensas, assassino passa de perturbado a assustador com a ajuda da marcação da trilha de Andreas Kisser (Divulgação)

Edu (Bruno Gagliasso) e sua namorada iludida e surtada, Ray (Débora Falabella): nas cenas mais intensas, assassino passa de perturbado a assustador com a ajuda da marcação da trilha de Andreas Kisser (Divulgação)

Em pelo menos 40 anos de parceria, o rock e o horror se juntaram em trilhas sonoras das mais marcantes, absolutamente necessárias na construção do clima soturno e de suspense que costumam rondar roteiros como o de Dupla Identidade (Globo, sextas, 23h).

A série de Glória Perez tem boa parte de suas ideias tiradas do cancioneiro do serial killer ficcional – em especial da irlandesa The Fall, da BBC –, o que poderia pôr tudo a perder. Mas a direção rica em detalhes de Mauro Mendonça Filho (em parceria com René Sampaio) e a atuação do protagonista Bruno Gagliasso têm salvado o programa, hoje no sexto episódio. Na lista de caprichos especiais, é destaque a trilha sonora composta pelo guitarrista do Sepultura, Andreas Kisser. A pedido do diretor, como nos velhos tempos das novelas e minisséries, ele compôs dez músicas deliciosamente soturnas, perfeitas para conduzir um psicopata pelo Rio de Janeiro caótico do arrivista Eduardo – nos momentos mais sublimes de Gagliasso, o personagem vai de louco a assustador graças à marcação da trilha. Ouça a perturbadora Devil in Disguise aqui.

Abaixo, outras sete uniões felizes entre rock e horror:

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29/10/2014

às 13:04 \ Fotonovela

Charmosa e iluminada, Lili faz humor com Kubrick

Redrum, redrum...: no sexto episódio de 'Lili, a Ex', a surtada mais charmosa da TV entra no clima de 'O Iluminado', de Stanley Kubrick (Divulgação)

Redrum, redrum…: no sexto episódio de ‘Lili, a Ex’, a surtada mais charmosa da TV entra no clima de ‘O Iluminado’, de Stanley Kubrick (Divulgação)

A cada semana mais divertida e deliciosamente surtada, a Lili de Maria Casadevall aparecerá em clima assustador no episódio desta quarta (29) de Lili, a Ex (GNT, 22h30).

No melhor estilo surrealista, a história ganha ares de O Iluminado (1980), de Stanley Kubrick, com direito a Lili duplicada como as gêmeas macabras que assombravam as mentes de Jack Torrence (Jack Nicholson) e sua família – não há dúvida de que será hilariante. Aconselhada pelos amigos Cintia (Daniela Fontan) e Seu Anselmo (Milton Gonçalves) e da mãe, Gilda (Rosi Campos), a protagonista tenta passar por uma desintoxicação do ex, Reginaldo (Felipe Rocha), com direito a terapia de vidas passadas – claro que não vai dar certo. Numa interdependência muito louca, Reginaldo, no apartamento do lado, tenta livrar o pensamento da ex – não será nada fácil, ainda mais depois de um certo drinque alucinógeno que ele acaba tomando sem querer.

As melhores tirinhas de Caco Galhardo dão o tom de cada episódio da série: transposição certeira da HQ para a TV (Reprodução/site GNT)

As melhores tirinhas de Caco Galhardo dão o tom de cada episódio da série: transposição certeira da HQ para a TV (Reprodução/site GNT)

Espelho sincero e bem-humorado das pirações tomam conta dos relacionamentos amorosos contemporâneos, a série da produtora O2 é um dos grandes acertos de 2014 na TV. Maria já se mostrara charmosa como a Patrícia de Amor à Vida, mas não teve na novela bons elementos de texto para trabalhar – lembremos das cenas de pegação com Caio Castro. Agora, com a personagem criada pelo cartunista Caco Galhardo, ela desponta como uma atriz das mais promissoras no momento. É a prova de que a escalação certeira faz toda a diferença não só na obra em questão, mas também na carreira do ator.

Mas Lili, a Ex não soa bem exclusivamente por causa de Maria. Fora a produção de arte impecável, a transposição esperta dos quadrinhos para a televisão e a direção vigorosa, há ainda o Reginaldo de Felipe Rocha, muito bem no papel do cara certinho e metódico que tenta – mas não muito – fugir da ex-mulher obcecada que, claro, ele adora. E quem é capaz de condená-lo?

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‘Boogie Oogie’ e a vida antes do sutiã com bojo

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27/10/2014

às 12:36 \ Eu vejo novela

‘Boogie Oogie’ e a vida antes do sutiã com bojo

Toda Farrah Fawcett, a aeromoça Inês (Deborah Secco) é adepta das blusas sem sutiã na novela das 6 (Reprodução)

Toda Farrah Fawcett, a aeromoça Inês (Deborah Secco) é adepta dos bodies de lycra sem sutiã na novela das 6 (Reprodução)

Banidos de vez das vistas masculinas desde meados dos anos 90, os mamilos femininos voltam a aparecer provocantes sob a blusa das moças e com o despudor típico dos anos 70 nas cenas de Boogie Oogie (Globo, 18h30).

Gilda (Letícia Spiller) é uma das beldades de 'Boogie Oogie' que representam o guarda-roupa feminino antes do advento dos sutiãs estruturados (Reprodução)

Gilda (Letícia Spiller) é uma das beldades de ‘Boogie Oogie’ que apresentam as sutilezas do guarda-roupa feminino antes da febre dos sutiãs estruturados (Reprodução)

Trata-se de uma sutileza interessante do belo guarda-roupa montado pela equipe da figurinista Marie Salles para a novela de Rui Vilhena. Inspiração para versos e prosas em outros tempos, quando os homens torciam por um ambiente frio que pudesse revelar esse “algo mais”, os mamilos femininos praticamente desapareceram de circulação por causa da disseminação dos sutiãs com bojo – alguns, verdadeiras armaduras a moldar na marra o corpo feminino. No final dos anos 70, quem sabe ainda influenciadas pela fogueira de sutiãs promovida nos anos 60 ou, mais provável, pela simplicidade dos materiais usados nas lingeries de então, as blusas mostravam mais do que hoje – e de uma maneira, digamos, mais inocente. Daí as beldades de Boogie Oogie usarem sutiãs fininhos ou simplesmente, não usarem nada sob a roupa, como o HD vem denunciando. Puritanismo à parte, é uma ótima sacada de Marie Salles, que não se resumiu aos ícones mais óbvios, como a meia lurex, as batas hippie ou o salto carrapeta.

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23/10/2014

às 14:08 \ Folhetinescas

Motivos para amar e (tentar) odiar o Comendador de ‘Império’

José Alfredo (Alexandre Nero) vê a novela do topo: comendador quebrou a rotina dos homens fracos das 9, como o Tufão (Murilo Benício) de 'Avenida Brasil', o Téo (Rodrigo Lombardi) de 'Salve Jorge' e o César (Antonio Fagundes) de 'Amor à Vida' (Divulgação)

José Alfredo (Alexandre Nero) vê a novela do topo: personagem quebrou a rotina dos homens fracos das 9, como o passivo Tufão (Murilo Benício) de ‘Avenida Brasil’, o certinho Téo (Rodrigo Lombardi) de ‘Salve Jorge’ e o surtado e manipulável César (Antonio Fagundes) de ‘Amor à Vida’ (Divulgação)

No verdadeiro “casamento vermelho” à moda de Game of Thrones (HBO) que tornou o não-enlace de Enrico (Joaquim Lopes) e Maria Clara (Andrea Horta) em Império (Globo, 21h10), sobram elogios para os protagonistas do episódio que domina a semana com recorde de audiência. Mas quase todos os suspiros nas redes sociais durante a exibição da novela de Aguinaldo Silva vão para o Comendador José Alfredo, sempre soberano, carismático e imperfeito nos mais diferentes furdunços que costumam tomar conta da trama.

Não há dúvida de que é o melhor personagem de Alexandre Nero e de que caminha para ser o rei entre os tipos masculinos criados por Aguinaldo que, note-se, é autor de homens arretados – lembremos do Osnar (José Mayer) de Tieta (1989), do Raimundo Flamel (Edson Celulari) de Fera Ferida (1993), do Marconi Ferraço (Dalton Vigh) e do Juvenal Antena (Antonio Fagundes) de Duas Caras (2007). Em comum, são personagens de uma humanidade que parece ser comandada pela virilidade, daí os erros e os acertos que refletem na história a ser contada. Um sujeito assim não pode ser perfeito, claro. Por isso, chama a atenção a habilidade do autor e do ator em transformarem os “defeitos” do comendador em idiossincrasias adoráveis. Abaixo, 5 motivos para amar José Alfredo e 5, para “odiar” – os 10 itens ajudam a explicar o sucesso do personagem:

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21/10/2014

às 13:03 \ Fotonovela

“Dilma do Youtube” encontra “Aécio do Youtube” em vídeo do Parafernalha

Gustavo Mendes como Dilma e Aécio: "Soletre previsibilidade", diz o tucano à candidata (Divulgação)

Gustavo Mendes como Dilma e Aécio: “Soletre previsibilidade”, diz o tucano à candidata (Divulgação)

Famoso no Youtube pelos esquetes da presidente Dilma Rousseff no canal Parafernalha, o humorista Gustavo Mendes lança nesta quarta (22) um personagem baseado no presidenciável tucano Aécio Neves. Na estreia, Mendes protagoniza a paródia de um debate entre os candidatos, fazendo também o papel de mediador.

Diante do empate técnico entre PT e PSDB na última pesquisa Datafolha de intenção de voto, o humorista aproveita para lançar o novo personagem que, dependendo do resultado da eleição do próximo domingo (26), poderá se tornar mais frequente no canal de Felipe Neto (no qual, vale dizer, Gustavo tem audiência invejável, com uma média de 3 milhões de views por vídeo e o dono do segundo vídeo de maior audiência do Parafernalha, “Dilma – Marco Feliciano”, com mais de 9 milhões de visualizações). “Soletre previsibilidade”, será a primeira pergunta do Aécio do Youtube para a Dilma do Youtube (veja o vídeo, abaixo).

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20/10/2014

às 23:55 \ Fotonovela

Se beber não case

Prepare-se para a ressaca, Enrico: não era bem isso que ele esperava da "noite mais louca de todas" (Divulgação)

Prepare-se para a ressaca, Enrico: não era bem isso que ele esperava da “noite mais louca de todas” (Divulgação)

Frequentador assíduo das redes sociais, Aguinaldo Silva sabe usar bem o potencial ficcional da internet no núcleo do blogueiro Téo Pereira (Paulo Betti). Em mais de uma das armações do fofoqueiro em busca de milhares de cliques, o homofóbico Enrico (Joaquim Lopes) recebeu um bolo com recheio indigesto em sua despedida de solteiro, no capítulo desta segunda (20): uma drag queen toda trabalhada na maldade, ostentando uma faixa onde se lia “Claudete Hetera” – uma referência ao pai do noivo, Cláudio Bolgari (José Mayer).

O final do capítulo deixou em suspenso um paparazzo infiltrado, que espera o momento certo para registrar a reação do chef. Com os nervos à flor da pele desde que descobriu que o pai é bissexual, Enrico se deixará levar pela fofoca plantada, o que terá reflexos durante toda a semana na novela das 9: ele ficará tão abalado, que acabará deixando Maria Clara (Andreia Horta) no altar.

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16/10/2014

às 17:23 \ Eu faço drama

Klebber Toledo será “mendigo gato” em ‘Império’

Leo (Klebber Toledo) sofrerá demais com o afastamento de Cláudio (José Mayer) (Divulgação)

Leo (Klebber Toledo) sofrerá demais com o afastamento de Cláudio (José Mayer) (Divulgação)

Muita gente torceu o nariz quando o ator Klebber Toledo evitou declarar a homossexualidade do personagem Leo nas entrevistas que precederam a estreia de Império (Globo, 21h20). “Não quero falar em rótulos para ele, prefiro dizer que é uma pessoa apaixonada”, repetia. Houve quem visse na atitude do jovem ator uma maneira de fugir da polêmica, mas a verdade começa a aparecer agora: amargurado com o fim do relacionamento com o hesitante Cláudio Bolgari (José Mayer), o aspirante a ator começa a se envolver com Amanda (Adriana Birolli), demonstrando que é, portanto, bissexual.

Rafael Nunes, o “mendigo gato de Curitiba” (Reprodução/Facebook)

Rafael Nunes, o “mendigo gato de Curitiba” (Reprodução/Facebook)

Mas a principal reviravolta na vida do personagem ainda está por vir. Segundo o autor Aguinaldo Silva divulgou em seu site, Leo ficará tão perdido após o rompimento com Cláudio que chegará a mendigar nas ruas de Copacabana. A história, de pronto, lembra a do “mendigo gato de Curitiba”, Rafael Nunes, ex-modelo que fez sucesso ao ter uma foto divulgada nas redes sociais em que aparecia maltrapilho na porta de uma igreja. De cortar o coração, como deve acontecer com Leo na novela das 9 – a diferença é que na ficção, o bonitão será resgatado das ruas pela fina e decidida Amanda de Adriana Birolli.

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