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31/03/2014

às 11:22 \ Folhetinescas

E até Helena se irritou com pesquisa do Ipea

Virgílio (Humberto Martins) ficou chocado com os dados do Ipea: Maneco levou para a ficção o assunto mais quente do dia (Reprodução)

Virgílio (Humberto Martins) ficou chocado com os dados do Ipea: Manoel Carlos levou para a ficção o assunto mais quente do dia (Reprodução)

No capítulo de sábado de Em Família (Globo, 21h15), Virgílio (Humberto Martins) desviou o caminho do banco e apareceu indignado na casa de leilões da mulher, Helena (Júlia Lemmertz). “Precisava vir aqui porque quero que você veja a notícia absurda que eu li”, disse logo, com um exemplar do Globo nas mãos um tanto trêmulas. Numa de suas marcas registradas, o autor Manoel Carlos precisou de apenas um dia para transformar em dramaturgia uma notícia que repercutira na vida real.

Arrastões na praia, balas perdidas no Leblon e até os preços altos da feira livre já foram incorporados as novelas de Maneco, o grande cronista entre os maiores escritores de telenovela do país.

Na cena de cerca de dois minutos de duração, Virgílio se mostrava incrédulo e irritado diante da polêmica pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (PEA), divulgada na última quinta (27) e segundo a qual, para 65% dos entrevistados, “mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”. “Pelo amor de Deus, isso é coisa da Idade da Pedra!”, espantou-se Helena, quando o marido leu a reportagem. “Quer dizer que o homem não consegue controlar o seu furor sexual quando vê uma perna de fora?”

O casal de personagens lembrou, ainda, que a irmã de Virgílio, Neidinha (Elina de Souza) foi vítima de estupro quando jovem. Na segunda fase da trama, ela foi atacada ao entrar numa falsa van de passageiros, como no caso real da turista americana estuprada no Rio em março do ano passado. Grávida após a violência, Neidinha decidiu ter o bebê e, agora, tenta driblar a insistência da filha, Alice (Érika Januza), que quer saber quem é seu pai. Levada ao ar em 10 de fevereiro e reduzida para não chocar (tanto), a cena do estupro, veja que coisa, foi duramente criticada nas redes sociais – muitos tuítes, a maioria de perfis femininos, classificaram como “desnecessário”. “Nós sabemos o trauma que algo assim ocasiona na família. Vergonhoso!”, encerrou Virgílio.

Oportuna e contundente, a cena de indignação dos personagens – diante, claro, das limitações de uma novela que afinal não é um fórum de debates – reduziu a pesquisa à manchete que mais repercutiu nas redes sociais e provocou o movimento “eu não mereço ser estuprada”. “A Luiza (Bruna Marquezine) já tinha lido a notícia na internet e me disse que há um grande movimento on line de mulheres dizendo que não merecem ser atacadas”, completou Virgílio.

Só faltou observar – e quem sabe não seria interessante se a novela o fizesse – que entre os 3.810 ouvidos no estudo pelo Ipea, 66,5% eram mulheres.

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30/03/2014

às 10:03 \ Entrevista

‘Não tenho paciência para ciúme’, diz Juliana Paes

Juliana Paes faz selfie no cenário de 'Meu Pedacinho de Chão'

Juliana Paes faz selfie na cidade cenográfica de ‘Meu Pedacinho de Chão’, no Projac: “Às vezes a gente entra em projetos muito bem-sucedidos que acabam não acrescentando ao nosso trabalho de ator, ao nosso estofo. E esse me fez transcender tanto, que já estou feliz, não importa o que aconteça“ (Divulgação)

Depois de 15 anos de carreira, consolidada por personagens marcantes como a Maya de Caminho das Índias (2009) e a protagonista de Gabriela (2012), Juliana Paes diz que o momento é de correr risco. “Chega uma hora em que esse é o grande barato. Não mais medo, sabe?”, explica ela a Quanto Drama!, ao falar da empolgação com o trabalho que a traz de volta à TV, Meu Pedacinho de Chão, novela das seis diferente de tudo o que já fez como atriz. “Às vezes a gente entra em projetos muito bem-sucedidos que acabam não acrescentando ao nosso trabalho de ator, ao nosso estofo. E esse me fez transcender tanto, que já estou feliz, não importa o que aconteça.“

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Madame Catarina (Juliana Paes): 'Não sou tão vaidosa quanto ela. Agora, com dois filhos, sou mais 'The Flash' ao me arrumar para sair", brinca a atriz (Divulgação)

Madame Catarina (Juliana Paes): ‘Não sou tão vaidosa quanto ela. Agora, com dois filhos, sou mais ‘The Flash’ ao me arrumar para sair”, brinca a atriz (Divulgação)

Na trama, que estreia no dia 7 na Globo, ela será Madame Catarina, a esposa do manda-chuva da Vila de Santa Fé, Coronel Epaminondas (Osmar Prado). Bela, doce, afogueada e vestida por várias camadas de rendas, contém várias mulheres numa só personagem. O universo lúdico e colorido proposto pelo diretor Luiz Fernando Carvalho na releitura da novela escrita por Benedito Ruy Barbosa em 1971 foi o que levou a atriz a aceitar o convite sem pensar duas vezes. “Não costumo dizer muitos nãos. Gosto de personagens que sejam, de alguma maneira, um desafio, algo que eu nunca fiz”, observa. “Fazer uma novela como essa, com esses figurinos e cenários, estimula muito o ator.”

Linda e vaidosa, Madame Catarina é um dos 20 personagens do diminuto elenco da novela. Mesmo numa vila tão pequena, a beleza da mulher é capaz de despertar a insegurança do intransigente Coronel Epa, que morre de ciúmes da mulher. Na vida real, Juliana diz que, depois de 10 anos de relacionamento, ela e o marido, Carlos Eduardo Baptista, não dão espaço para ciúme, mesmo diante das cenas quentes que ela protagoniza de vez em quando. “Quando ele acha que assistir a determinada cena não vai fazer bem, ele diz ‘amor, vou pular essa’. E eu entendo, tudo certo”, conta ela, mãe de Pedro, de três anos, e Antônio, de apenas nove meses. “Já tive namorados muito ciumentos. Mas eu não me sentia nem um pouco envaidecia, sempre me deixou irritada. Nunca dei margem para o ciúme, não tenho paciência.”

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28/03/2014

às 10:58 \ Entrevista

‘Meu Pedacinho de Chão’ é o Brasil, diz Luiz Fernando Carvalho

No autêntico clima caipira das novelas de Benedito Ruy Barbosa (sentado), a coletiva de imprensa de 'Meu Pedacinho de Chão' terminou numa cantoria, com elenco entoando o clássico sertanejo 'Chuá, Chuá': fantasia para crianças e adultos, novela das seis estreia dia 7, no lugar de 'Joia Rara' (Divulgação)

No autêntico clima caipira das novelas de Benedito Ruy Barbosa (sentado), a coletiva de imprensa de ‘Meu Pedacinho de Chão’ terminou numa cantoria, com elenco entoando o clássico sertanejo ‘Chuá, Chuá’: fantasia para crianças e adultos, novela das seis estreia dia 7, no lugar de ‘Joia Rara’ (Divulgação)

À primeira vista, toda colorida e lúdica, Meu Pedacinho de Chão parece feita sob medida para as crianças. Mas a releitura cheia de fantasia que o diretor Luiz Fernando Carvalho levará ao ar a partir do dia 7, em substituição a Joia Rara na faixa das seis, trará muito do caráter educativo, social e político que marcou a obra original de 1971.

Bruna Linzmeyer, a professorinha Juliana, posa com crianças do elenco na cidade cenográfica: "Tudo aqui é de verdade", diz ela

Bruna Linzmeyer, a professorinha Juliana, posa com crianças do elenco na cidade cenográfica: “Tudo aqui é de verdade”, diz ela (Quanto Drama!)

“O abandono da educação e da figura da professora, por exemplo, estará espelhado lá – claro que de uma forma lúdica e moderna. Até a nossa classe política terá os seus representantes na Vila de Santa Fé, que é um microcosmos, é o Brasil”, adiantou o diretor na coletiva que apresentou a novela à imprensa na noite desta quinta (27), no Projac, no Rio. “As pessoas dirão ‘ah, que lindo, que colorido!’, mas há uma mensagem por trás de tudo. Talvez seja a melhor forma de transmitir certas coisas.”

 

 

Detalhe das árvores da Vila de Santa Fé, recobertas por crochê: projeto do artista plástico Raimundo Rodrigues, cidade cenográfica foi erguida com 20 toneladas de lata

Detalhe das árvores de Santa Fé, recobertas por crochê: projeto do artista plástico Raimundo Rodrigues, cidade consumiu 20 toneladas de lata (Quanto Drama!)

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Primeira novela das seis da Globo, Meu Pedacinho de Chão foi ainda pioneira na ideia de que a teledramaturgia poderia servir para ensinar – crianças e adultos, especialmente o homem do campo. Surgiu como um projeto de Benedito na TV Cultura, que lhe deu o aval para produzir, a duras penas, “10 ou 12 capítulos” e, sucesso no ar, chegou a ser exibida quatro vezes ao dia – duas na TV Cultura e duas na Globo. “Eu precisava convencer o conselho de que a Cultura poderia produzir novelas e a condição para poder produzir foi o foco na educação”, contou Benedito, que naquela recheou a trama com conceitos sobre a importância da alfabetização de adultos, técnicas agrícolas que facilitavam a vida do homem do campo e até campanhas de vacinação. “As pessoas chegavam ao posto de saúde e perguntavam “é a vacina da novela?’”, orgulhou-se o autor, 83 anos e 34 novelas. “Hoje, a gente não tem mais a preocupação didática, mas vamos vir com elementos de uma preocupação educativa, sem ser chato – sabe como é, quando a gente fala em educação, o moleque foge pela janela.”

Com desenho de produção diferente das demais novelas da emissora, Meu Pedacinho de Chão conta a história da chegada de uma doce e inspiradora professora, Juliana (Bruna Linzmeyer) a uma pequena vila e sua luta para implantar uma escola, diante da resistência do poderoso local, o Coronel Epaminondas (Osmar Prado). Apenas 20 personagens representam a história, que deve ter apenas 105 capítulos, gravados em esquema de cinema numa deslumbrante cidade cenográfica, erguida com 20 toneladas de lata numa criação do artista plástico Raimundo Rodrigues. Com casinhas de boneca e até uma linha de trem, é o tipo de lugar que dá vontade de se morar – ainda que o teto das casas seja um tanto baixo demais. “Cada construção tem uma característica especial, a partir de cada personagem, para que eles se reconhecessem ali”, explicou Rodrigues. “A gente queria que fosse uma cidade mágica. Por isso, as casas têm tamanho reduzido, para que os personagens estivessem no íntimo e  no espaço do brinquedo mesmo.”

Casas da cidade cenográfica não são só cenário, têm interior montado com capricho

Casas da cidade cenográfica não são só cenário, têm interior montado com capricho (Quanto Drama!)

No elenco, mais do que entusiasmado por participar de tal projeto, estão, além dos já citados Bruna e Osmar, Antonio Fagundes, Juliana Paes, Rodrigo Lombardi, Ricardo Blat, Emiliano Queiroz, Flavio Bauraqui e Irandhir Santos, destaque como o João da minissérie Amores Roubados que volta a trabalhar com Luiz depois de lançado na TV pelo diretor em A Pedra do Reino (2007). Até outro dia vivendo a autista Linda de Amor à Vida, Bruna é puro encanto com o seu cabelo rosa, que poderia ser representado em cena com uma peruca, mas que ela fez questão de pintar para valer. “Eu e o Luiz quisemos que fosse de verdade. Aqui é tudo de verdade”, filosofa a futura professorinha mais querida da TV.

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Trem da Vila de Santa Fé corre por trilhos de verdade no Projac: esmero da produção é um dos chamarizes da novela

Trem da Vila de Santa Fé corre por trilhos de verdade no Projac: esmero da produção é um dos chamarizes da novela (Quanto Drama!)

27/03/2014

às 13:26 \ Eu faço drama

Galãs herdeiros estreiam em ‘Meu Pedacinho de Chão’

Muito parecido com o pai, Almir, Gabriel Sater será um violeiro na nova novela das seis (Reprodução)

Muito parecido com o pai, Almir, Gabriel Sater será um violeiro na nova novela das seis (Reprodução)

Quem conhece a obra do autor Benedito Ruy Barbosa, especialmente Pantanal, novela que ele escreveu com sucesso para a extinta TV Manchete em 1990, vai pensar estar vendo de novo o violeiro Xeréu Trindade quando Meu Pedacinho de Chão estrear na Globo, no dia 7. Mas não será Xeréu em cena, e sim Viramundo, também violeiro e tão andarilho quanto o personagem de Almir Sater, agora interpretado pelo filho dele, Gabriel Sater.

Em 'Meu Padacinho de Chão', Bruno Fagundes será o forasteiro Rafael, médico que chega a Santa Fé quando a história começa (Divulgação)

Em ‘Meu Padacinho de Chão’, Bruno Fagundes será o forasteiro Rafael, médico que chega a Santa Fé quando a história começa (Divulgação)

A novela é uma releitura cheia de fantasia da novela escrita por Benedito em 1971, sob direção de Luiz Fernando Carvalho. Conta a história da implantação de uma escola na cidezinha de Santa Fé, projeto da doce professora Juliana (Renée de Vielmond/Bruna Linzmeyer) que enfrenta resistência do Coronel Epaminondas (Castro Gonzaga/Osmar Prado).

Quando a novela trama começa, Viramundo faz uma parada na cidade de Santa Fé e acaba encantado pela bela caipira Milita, papel de Cintia Dicker, top model que começou na carreira de atriz em Correio Feminino, série do Fantástico dirigida por Carvalho no ano passado. O casal não fez parte da novela original e faz parte das muitas adaptações que a nova versão trará.

Meu Pedacinho de Chão terá ainda mais um filho de galã que – ao que tudo já indica – galã será. Filho de Antonio Fagundes, parceiro tradicional de Benedito em sucessos como Esperança, Rei do Gado e Renascer, Bruno Fagundes estreia em novelas como Renato, um jovem médico que vai testar na prática o que aprendeu na faculdade, a mando do pai – talvez num clima meio “médicos sem fronteiras”.

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26/03/2014

às 15:17 \ Folhetinescas

Azul é a cor mais quente de ‘Em Família’

Seja refletindo, chorando na chuva, tocando flauta ou tentando fazer as pazes com Verônica (Helena Ranaldi), Laerte (Gabriel Braga Nunes) está na mesma paleta de cores

Seja refletindo, chorando na chuva, tocando flauta ou tentando fazer as pazes com Verônica (Helena Ranaldi), Laerte (Gabriel Braga Nunes) está na mesma paleta de cores

Com a novela ainda no começo, muita água deve rolar debaixo da ponte do Laerte (Gabriel Braga Nunes) de Em Família (Globo, 21h15) daqui em diante. Há por vir uma mãe doente para cuidar, concertos para executar, ONG para erguer e, sobretudo, mulheres exaltadas para administrar. Mas, aconteça o que acontecer com o vaidoso, indócil e introspectivo mocinho, é grande a chance de que ele esteja vestindo uma camisa azul.

Como o “rei” Roberto Carlos, Laerte prefere o azul há pelo menos 30 anos, desde quando ainda era interpretado por Eike Duarte e Guiherme Leicam. Ele raramente veste outra cor, em geral, só em dias de meio-fraque ou, como costuma dizer, quando quer parecer imprevisível. Essa quase onipresença do azul tem a ver, obviamente, com a cor dos olhos de Gabriel Braga Nunes, mas não só com ela. Deve ser, também, um jeito de marcar a identidade do personagem em cena – como se as frases desconcertantes dele não fossem o suficiente.

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25/03/2014

às 18:40 \ Folhetinescas

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Virgílio (Humberto Martins) chora no túmulo da mãe, Maria (Cyria Coentro): mas ela não estava doente? (Reprodução)

Virgílio (Humberto Martins) chora no túmulo da mãe, Maria (Cyria Coentro): mas ela não estava doente? (Reprodução)

Interpretada por Cyria Coentro, Maria, a mãe do Virgílio de Em Família (Globo, 21h15), não deu as caras na terceira fase da novela. Com papel de bom destaque na primeira e segunda fases, a personagem fora citada no capítulo exibido em 12 de fevereiro como “muito doente”, quando não apareceu entre os convidados da festa de aniversário do filho. “Eu convidei, mas não teve jeito de tirá-la de lá de Goiânia”, justificou a nora Helena (Júlia Lemmertz). “Mamãe está muito doente, não sai de Goiânia”, lamentou Virgílio.

Maria (Cyria Coentro) (Divulgação)

Maria (Cyria Coentro) (Divulgação)

Nunca mais se falou em Maria. Mas eis que no capítulo da última quinta (20), como alerta Antonia, leitora do Quanto Drama!, Vírgílio visitou Goiânia, a propósito de montar sua exposição de esculturas. Foi, claro, visitar a mãe – no cemitério!

Teria Maria morrido sem merecer sequer uma cena de velório? Parece que sim, coitada.

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25/03/2014

às 11:44 \ Folhetinescas

Fórmula do ‘TV Pirata’ inspira Adnet e Melhem em ‘Tá no Ar’

Marcelo Adnet e Marcius Melhem brincam de ‘o magro e o magro’: novo humorístico faz graça com as idiossincrasias da televisão (Divulgação)

Novos parceiros, Marcelo Adnet e Marcius Melhem brincam de ‘o magro e o magro’: novo humorístico faz graça com as idiossincrasias da televisão (Divulgação)

Como no caso dos técnicos de futebol de ocasião, há no Brasil milhares de “críticos de TV”, sempre prontos a emitir opiniões assertivas baseadas no mais puro achismo. É deles que a nova dupla Marcius Melhem e Marcelo Adnet esperam as mais entusiasmadas risadas durante o novo humorístico Tá no Ar: a TV na TV, que estreia na Globo em 10 de abril.

É o quinto projeto de Adnet desde a sua contratação pela emissora, no final de 2012, depois de ter saído da MTV com grande alarde. A ideia partiu de Melhem, que nos últimos anos conquistou grande público com uma parceria bem-sucedida com Leandro Hassum, algo como “o gordo e o magro brasileiros”. Pois agora, como “o magro e o magro”, os dois vão tentar reeditar uma das fórmulas mais manjadas da TV: a de fazer graça com a própria televisão.

A principal referência é o inesquecível TV Pirata, programa transgressor que o diretor Guel Arraes criou em 1988, famoso por personagens como o Barbosa (Ney Latorraca) e Tonhão (Claudia Raia) e por uma acidez até então inédita na TV brasileira. Mas o fato é o modelo que reúne esquetes que satirizam os  diversos formatos de programas, as manias, frescuras e absurdos que nos acostumamos a ver no ar pode remeter a todo tipo de sucesso anterior – do americano Saturday Night Live ao brasileiríssimo Os Trapalhões, passando ainda pelo recém-aposentado Casseta & Planeta e o atualmente exibido Zorra Total!.

Dirigido por Maurício Farias (de A Grande Família e Tapas & Beijos), o programa terá nada menos do que 28 esquetes por episódio. Estarão lá satirizadas atrações como reality show, telejornal, videoclipe, seriado policial, discurso eleitoral e comerciais (lembre-se dos comerciais das Organizações Tabajara no Casseta & Planeta e dos anúncios absurdos do Saturday Night Live). Como o TV Pirata, Tá no Ar terá quadros fixos, entre eles o Sexy Indecisa, que abordará as questões que atormentam a mulher moderna e Dr. Sus, sobre o cotidiano de um médico brasileiro, numa paródia aos seriados hospitalares americanos. Ainda como faziam os cassetas, Melhem e Adnet já escalaram nomes do elenco global para participações especiais – a apresentadora Fátima Bernardes é uma das primeiras.

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24/03/2014

às 12:32 \ Folhetinescas

Juliana leva ‘Em Família’ a um mergulho na classe C

No capítulo desta segunda (24), Juliana (Vanessa Gerbelli) seduz Jairo (Marcello Melo Jr.): para ficar com a filha dele, ela é capaz de tudo (Divulgação)

No capítulo desta segunda (24), Juliana (Vanessa Gerbelli) seduz Jairo (Marcello Melo Jr.): para ficar com a filha dele, ela é capaz de tudo (Divulgação)

Depois de todo o barulho causado por Avenida Brasil e Cheias de Charme em 2012, sempre atribuído a um tal poder da “nova classe C” e ainda não repetido por outras produções, já está na hora de a teledramaturgia rever os conceitos que a levaram a apostar em tramas que se apoiam basicamente em barracos, bordões e esquetes de humor, em vez da própria história.

De repente, parece um deslize imperdoável oferecer uma novela que não tenha um pé numa “comunidade” – que, em geral, é uma favela criada artificialmente e bem longe da realidade – ou que não martele um hit funkeiro do momento. Na estrutura de Em Família (Globo, 21h15) Manoel Carlos, veja que curioso, ousou sendo ele mesmo, escrevendo mais uma das suas tramas que sempre promoveram a reflexão em vez do susto – claro que para quem estiver mais interessado numa boa cena do que em correr ao Twitter para “trollar” algum diálogo ou ator.

Mas se o Ibope abaixo do esperado que a novela vem registrando desde a estreia – na casa dos 30 pontos há quase dois meses – tem a ver, digamos, com o excesso de personagens belos e perfumados do Leblon, começa em breve um momento “classe operária vai ao paraíso”. É que Juliana (Vanessa Gerbelli), cada dia mais obcecada em obter a guarda da menina Bia (Bruna Faria), vai não só seduzir Jairo (Marcello Mello Jr.) – no capítulo desta segunda (24) – como chegará a pedi-lo em casamento, oferecendo “casa, comida, dentista e roupa lavada”.

A atitude da madame não tem nada a ver com amor, mas com o desespero para adotar a menina, depois que mãe dela e sua doméstica, Gorete (Carol Macedo) morreu – em situação ainda não explicada, que pode ter sido provocada pela própria patroa. Juliana tentou fazer a adoção ao modo tradicional, mas a avó materna, Iolanda (Magdale Alves), impediu. A solução é um primor folhetinesco: a madame vai se casar com o viúvo da empregada.

Boa menina sempre pronta a ajudar os parentes desajustados, Luiza (Bruna Marquezine) será chamada pela tia-avó a posar como testemunha, no cartório. O restante da família ficará chocada com a decisão, principalmente o ex-marido dela, Nando (Leonardo Medeiros). Mas o casamento acontecerá, ainda na próxima semana, com a presença apenas de Luiza, Chica (Natália do Vale), Helena (Júlia Lemmertz) e Clara (Giovanna Antonelli). Claro que, nestes termos, o enlace não levará a personagem a um “felizes para sempre”: Jairo não é flor que se cheire, ela logo descobrirá.

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20/03/2014

às 11:14 \ Eu faço drama

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Cauã Reymond volta à TV como o ex-policial André: expulso da corporação, personagem vive de caçar recompensas (Divulgação)

Cauã Reymond volta à TV como o ex-policial André: expulso da corporação, personagem vive de caçar recompensas (Divulgação)

O espectador pode até não acreditar, mas um dos tipos mais difíceis de se representar é o do pegador, aquele que conquista sem muito esforço e pelo qual as mulheres costumam se estapear em cena. Na teledramaturgia da Globo, durante décadas, esse papel foi principalmente de José Mayer, que viveu os mais variados tipos de Don Juan – do jagunço ao médico, do quase miserável ao milionário – sempre com um notável borogodó.

Acontece que José Mayer, já com 60 e poucos, precisa passar o cetro para alguém. Muitos querem e outros tantos são até bonitos o suficiente, mas não é exatamente de beleza que um conquistador nato precisa – como a carreira de Mayer, aliás, demonstra. É mais conveniente uma dose extra de simpatia, aliada à sensualidade que, de tão bem colocada em cena, não parece ensaiada, forçada. Por essas e outras, o posto é de Cauã Reymond.

Leia também: Cauã Reymond vai à caça em 2014

Depois de uma série de personagens sedutores, em especial o sommelier Leandro Dantas da minissérie Amores Roubados, exibida em janeiro, o ator de 33 anos é agora um ex-policial sofrido, injustiçado e estrategicamente tatuado em O Caçador, drama policial dirigido por José Alvarenga Jr. e Heitor Dalhia e escrito por Marçal Aquino e Fernando Bonassi. Estreia no dia 11 na Globo, às 23h30. O “caçador” do título é seu personagem, André, que vive atrás de recompensas, após ter sido preso e expulso da polícia, acusado de um crime que não cometeu.

É verdade também que, quando o assunto é mulheres, ele parece mais caça do que caçador. Antes mesmo do começo da ação,  já é certo que as duas beldades do pedaço vão dar trabalho ao moço. Kátia (Cleo Pires) é cunhada de André, mulher do irmão dele, o delegado Alexandre (Alejandro Claveaux) – sobram cenas quentes entre os dois. Há ainda Marinalva, personagem de Nanda Costa que, mais uma vez, trafega no mundo da prostituição. “Eu visto a roupa da personagem e não tenho problema em tirar. A arte não tem limite”, disse ela na coletiva que apresentou o seriado à imprensa, na noite de ontem (quarta, 19), numa boate em Copacabana, no Rio.

Não só por Cauã e pelas cenas de sexo que sempre chamam a atenção do público, o seriado promete. Basta lembrar que o trio Alvarenga, Aquino e Bonassi foi também responsável pelo excelente Força-Tarefa, seriado com Murilo Benício exibido pela emissora entre 2009 e 2011.

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19/03/2014

às 13:00 \ Eu faço drama

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Na volta de 'Pé na Cova', Ruço (MIguel Falabella) vai passar pela histeria da juventude eterna. Terceira temporada estreia no dia 8 (Divulgação)

Na volta de ‘Pé na Cova’, Ruço (MIguel Falabella) vai passar pela histeria da juventude eterna. Terceira temporada estreia no dia 8 (Divulgação)

Para alguns, não é possível fazer comédia sem incomodar alguém. Mas a experiência de Miguel Falabella com a sua Pé na Cova, escrita e protagonizada por ele, demonstra o contrário. “Pé na Cova é a comédia da tolerância, por isso agrada tanto. Admite novas formas de amar e ser amado e eu acho que todos nós, no fundo, não gostamos da nossa intolerância e dos nossos preconceitos”, observou ele, durante o lançamento da terceira temporada, na noite desta terça (18), no Projac, no Rio. “Talvez isso faça com que o programa chegue tão forte nas pessoas.”

Sucesso quando surgiu, no começo do ano passado, o seriado perdeu um pouco o fôlego nos últimos episódios, mas mesmo assim ainda é um dos mais interessantes no opaco cenário dos humorísticos da emissora.

O programa recomeça no dia 8 de abril com os efeitos da separação de Abigail (Lorena Comparato) e Ruço (Miguel Falabella). Como se anunciou durante toda a segunda temporada, ela fugiu com Clécio (Magno Bandarz), a quem Ruço ajudara em clima de Os Miseráveis, de Victor Hugo. Agora, para piorar e porque em Pé na Cova desgraça pouca é bobagem, a ex-mulher vai usar o dinheiro que roubou de Alessanderson (Daniel Torres) para abrir a Santa Abigail, a funerária mais moderna do Irajá, potencial rival da F.U.I..

Entre ciúmes, brigas por causa dos negócios e a disputa pela guarda do pequeno Neymã, Ruço vai passar ainda por uma crise idade, mais uma vez influenciado pela morte – uma das boas sacadas do seriado é como a finitude se insere no cotidiano da família. “O Ruço vai começar a delirar com a idade eterna, quando um amigo que regula em idade com ele morre”, adiantou Falabella.

Nos braços da mulherada local, ainda mais após a partida de Darlene (Marília Pêra não participará da nova temporada), Ruço vai ser avô. Com Luma Costa grávida na vida real, a stripper Odete Roitman também terá um bebê no seriado.

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