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07/05/2015

às 14:33 \ Eu vejo novela

Desfecho de ‘Alto Astral’ terá clichês a granel

Laranja não é o novo preto em 'Alto Astral': Marcos (Thiago Lacerda) vai fugir da cadeia disposto a infernizar os mocinhos antes do final feliz (Divulgação)

Laranja não é o novo preto em ‘Alto Astral’: Marcos (Thiago Lacerda) vai fugir da cadeia disposto a infernizar os mocinhos antes do final feliz (Divulgação)

Alto Astral termina nesta sexta (8) vitoriosa no Ibope com sua colcha de referências a clássicos da novela das 7 – como as tramas de Silvio de Abreu, Carlos Lombardi e Walcyr Carrasco –, alinhavada pelos maiores clichês do folhetim. Há mais dèjá ju do que surpresa em cena, e boas mesmo só as situações vividas pela dupla Samantha (Cláudia Raia) e Pepito (Conrado Caputo). Mas o que dizer diante dos números que a trama vem alcançando, maiores que Babilônia? Na última terça, foram 28 pontos, um a mais do que o registrado pela polêmica novela das 9 na Grande São Paulo, rejeitada por tentar inovar.

Num pulo da história, Laura (Nathália Dill) aparecerá grávida de Bella (Nathália Costa), a fantasminha (Divulgação)

Num pulo da história, Laura (Nathália Dill) aparecerá grávida de Bella (Nathália Costa), a fantasminha (Divulgação)

Se uma história com pegada vintage é o que mais diverte o espectador, o autor Daniel Ortiz, destaque neste primeiro trabalho solo na TV brasileira, não deixará por menos na reta final. Os dois últimos capítulos estão repletos de hits folhetinescos, depois de uma semana com direito a revelação de maternidade encharcada de lágrimas e fantasma de mentira virando fantasma de verdade.

O vilão Marcos (Tiago Lacerda) já decidiu que não é o tipo que aceita a prisão assim tão fácil e planeja uma fuga – os protagonistas Caíque (Sérgio Guizé) e Laura (Nathália Dill) vão honrar a classe e sofrer até o fim. E como mocinha de novela das 7 costuma sofrer nos capítulos finais? Sequestrada pelo vilão que já se contava como carta fora do baralho, obviamente – para, em seguida, ser salva pelo mocinho, casar, engravidar e partir, enfim, para o “felizes para sempre” definitivo.

Quem pensou que poderia ser diferente?

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Drica Moraes voltará à TV em novela de Walcyr Carrasco

5 rounds entre Inês e Beatriz em ‘Babilônia’

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06/05/2015

às 14:23 \ Bastidores

Diretor confirma Drica Moraes em ‘Verdades Secretas’

Drica Moraes subistitui Deborah Secco como a protagonista Carolina (Divulgação)

Drica Moraes subistitui Deborah Secco como a protagonista Carolina (Divulgação)

Afastada das gravações de Império, na qual interpretava a vilã Cora, em dezembro para tratar da saúde, Drica Moraes é nome garantido no elenco de Verdades Secretas, trama que Walcyr Carrasco escreve para as 23 horas da Globo, com estreia em junho. A informação, que já circulava nos bastidores desde a tarde de ontem, foi confirmada pelo diretor de núcleo Mauro Mendonça Filho em seu perfil no Facebook . “Suderj informa – agora é oficial: sai Debora(s) e entra Drica Moraes em Verdades Secretas. Substituição pra ganhar a partida. Agora chega de esquema, bora jogar bem, porque o jogo é de campeonato”, escreveu ele na manhã desta quarta (6). 

A novela é primeira história original desde que Roberto Talma (1949-2015) implantou a faixa com O Astro, refilmagem da obra de Janete Clair escrita por Alcides Nogueira e Geraldo Carneiro em 2011, também dirigida por Maurinho. No ano seguinte, com Walcyr, ele refez Gabriela, com Juliana Paes no papel que foi de Sônia Braga. O sucesso abriu caminho para mais dois remakes, Saramandaia (2013) e O Rebu (2014), dirigidos por Denise Saraceni e José Luiz Villamarim. Verdades Secretas, portanto, pretende inovar no horário, com a história de uma dona de casa do interior, Carolina, e sua filha, Arlete, que se tornará modelo em São Paulo.

Inicialmente, o papel esteve com Deborah Secco, que deixou o elenco por causa da gravidez. Débora Falabella chegou a ser cogitada, mas não pôde aceitar. Drica, vale lembrar, tem uma longa parceria de successo com Walcyr: ela foi a inesquecível Violante de Xica da Silva (1996), a Marcela de O Cravo e a Rosa (2000), a Márcia de Chocolate com Pimenta (2003) e ainda a Olívia de Alma Gêmea (2005) – os dois têm tudo para repetir a dose.

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05/05/2015

às 16:21 \ Fotonovela

Choque de gerações é o tema de ‘Vizinhos’

Mario (Marcelo Airoldi) e Luiza (Bianca Byington) em cena de 'Vizinhos': drama do "ninho vazio" vira comédia na série do diretor Luiz Villaça (Divulgação/ André Brandão)

Mario (Marcelo Airoldi) e Luiza (Bianca Byington) em cena de ‘Vizinhos’: drama do “ninho vazio” vira comédia na série do diretor Luiz Villaça (Divulgação/ André Brandão)

De um lado um lar em clima de “ninho vazio”. Do outro, uma efervescente república de jovens estudantes. As dificuldades dos 40 e muitos e dos 20 e poucos constroem o roteiro de Vizinhos, série da Bossa Nova Films que estreia nesta terça (5), às 23h no GNT.

Luiza (Bianca Bayington) e Mario (Marcelo Airoldi) sofrem com a partida dos filhos, que agora moram no exterior. Entre dores no joelho e repuxada nos olhos na frente do espelho, eles decidem resgatar o frescor da juventude, voltando para a casa ao lado, onde viveram como estudantes. Lá, estão os amigos Eduardo (Bernardo Bibancos), Júlia (Samya Pascotto) e Rodrigo (Francisco Miguez) que, ao serem despejados, propõem a troca de casas.

Filmada no bairro paulistano  da Lapa, a primeira temporada terá 13 episódios. A criação é do diretor Luiz Villaça, conhecido por histórias delicadas como O Contador de Histórias (2009) e Três Teresas (2013/2014), Rafael Gomes, criador e diretor do adorável Tudo o que sólido pode derreter (2009) e Leonardo Moreira, também roteirista de Três Teresas. Com um humor leve e piadas envolvendo os problemas típicos da meia idade, o texto que propõe uma reflexão sobre como envelhecer mantendo a animação – e, de quebra, sobre como controlar a “inveja boa” que os personagens mais velhos sentem dos mais jovens.

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04/05/2015

às 17:02 \ Fotonovela

Beatriz aterroriza Inês em ‘Babilônia’

Resistente a tiro, Inês (Adriana Esteves) quase morrerá de susto com a visita da "muy amiga" Beatriz  (Glória Pires)

Resistente a tiro, Inês (Adriana Esteves) quase morrerá de susto com a visita da “muy amiga” Beatriz (Glória Pires) (Divulgação)

Mais do que disposta a tomar satisfações sobre a súbita rebeldia da subordinada que acabou com seu casamento e a mandou para uma temporada nada glamourosa na cadeia, Beatriz (Glória Pires) fará uma visita surpresa para Inês (Adriana Esteves). Em sequência que vai ao ar nesta segunda (4) em Babilônia (Globo, 21h15), a vilã mor não perde tempo e, ao sair da penitenciária, vai direto ao hospital onde a rival se recupera – que não parece ter um controle eficiente das visitas aos pacientes.

Apesar do susto, reforçado pelos pesadelos que anda tendo com a chefe, Inês não receberá qualquer castigo, apenas um aviso – por muito menos, Flora (Patrícia Pillar) desligou os aparelhos que mantinham Maíra (Juliana Paes) viva em A Favorita (2008). Na nova versão da novela, que começou a ir ao ar na semana passada, Beatriz ficou aparentemente mais suave, o que muito a tem a ver com a paixão sincera por Diogo (Thiago Martins). A quase doçura terá um preço alto: na atual fase do jogo entre as duas, a vitória será de Inês.

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Sete Vidas’ e o amor que ainda prende no sofá

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30/04/2015

às 15:45 \ Folhetinescas

Duelo de vilãs terá maratona de rounds em ‘Babilônia’

Vaso ruim não quebra em 'Babilônia': Inês ainda vai dar muito trabalho a Beatriz (Reprodução)

Vaso ruim não quebra em ‘Babilônia’: Inês ainda vai dar muito trabalho a Beatriz (Reprodução)

As mudanças operadas pela equipe de Babilônia (Globo, 21h15) tentam dar mais agilidade à trama, como vem ficando evidente desde o começo da semana. Em apenas três capítulos, Inês (Adriana Esteves) tirou da manga, após 10 anos, o vídeo que comprova a traição de Beatriz (Glória Pires) com o motorista do então noivo, as imagens bombaram na internet e a empresária acabou expulsa de casa pelo marido, Evandro (Cássio Gabus Mendes). Em troca, e após conseguir ludibriar Inês mais uma vez, Beatriz deu um tiro na “muy amiga”.

Como vaso ruim de novela não quebra fácil, Inês sobreviveu para mandar a outra para a cadeia, numa sequência que vai ao ar nesta quinta (30). É apenas um dos muitos rounds que as duas terão pela frente, agora que a trama pisou no acelerador. E nessa guerra entre megeras, o noveleiro deverá notar que a heroína Regina (Camila Pitanga) seguirá parecendo mera coadjuvante, reagindo às mentiras de um lado e de outro.

Caso não se incomode com spoilers, confira 5 embates entre a “Inês Carminha” e a “Beatriz de Fátima”, que marcarão a próxima semana da novela de Gilberto Braga – pelo menos por enquanto, a personagem de Adriana Esteves levará a melhor:

1. Inês conseguirá amolecer o coração da filha, Alice (Sophie Charlotte) e cooptá-la para o plano de se tornar a “senhora Evandro Rangel”.

2. Fora da cadeia, graças aos serviços competentes de Teresa, Beatriz convencerá Regina de que Inês tinha um caso com o pai dela, Cristovão. O objetivo é jogar a culpa pelo assassinato do motorista no colo da ex-amiga.

3. Sedução em pessoa, Beatriz fará de Diogo (Thiago Martins) um grande aliado – mesmo ele sabendo que ela foi amante do seu pai e pode estar envolvida no assassinato dele. Em conversa com Regina, ele vai confirmar o caso entre Cristovão e Inês.

4. Sempre indisposta para miúras, Beatriz armará um esquema para deixar o país, rumo à Suiça. Mas Guto contará para Alice, que contará para Inês, que contará para Regina que – ufa! – convocará Vinicius (Thiago Fragoso) para impedir a fuga. De quebra, Beatriz terá ouvir um sermão de Teresa (Fernanda Montenegro) sobre os riscos que querer enganar a Justiça.

5. Preocupada com a movimentação de Beatriz, Inês deixará o hospital antes da alta médica. Sem perder tempo, procurará Evandro, a quem contará sobre o envolvimento de seu pai com a “Beatriz adolescente”. O empresário – que, note-se, foi retratado no começo como um apreciador de jovens prostitutas – ficará sensibilizado. O resultado será uma grande vitória para Inês: ele resolverá se declarar para Alice. Ponto para Inês.

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‘Sete Vidas’ e o amor que ainda prende no sofá

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28/04/2015

às 15:58 \ Eu vejo novela

‘Sete Vidas’ e o amor que ainda prende no sofá

No capítulo desta terça (28), Lígia (Débora Bloch) vai em busca de explicações, mas acaba ganhando um beijo de Miguel (Domingos Montagner) (Divulgação)

No capítulo desta terça (28), Lígia (Débora Bloch) aparece no hotel em busca de explicações, mas acaba ganhando um beijo de Miguel (Domingos Montagner): reencontro dos protagonistas de ‘Sete Vidas’ é cercado de expectativa, no melhor estilo folhetinesco (Divulgação)

Entre os muitos indicadores de que uma novela é realmente boa, o mais emblemático é a capacidade do autor para criar ganchos. Despertar no público mais do que a vontade, mas uma prazerosa ansiedade pelo que está por vir é a essência do folhetim. Não é um efeito fácil de obter. A divulgação prévia do conteúdo dos capítulos e a especulação da imprensa especializada, além dos spoilers publicados pelos próprios sites oficiais tratam de desfazer qualquer suspense, mas ainda há autores que conseguem nos deixar com aquela sensação de “e agora, gente?”. Por Sete Vidas (Globo, 18h20) ser justamente assim, devo dizer que já me programei para estar em frente à TV quando Lígia (Débora Bloch) confrontar Miguel (Domingos Montagner) no capítulo desta terça (28) – se o gancho é bom, ver na internet não basta.   

Escrita por Lícia Manzo, que se destacou com A Vida da Gente em 2011 e agora repete a dose, a novela das 6 tem um equilíbrio de fazer inveja a uma novela das 9. A história envolvendo um sujeito arredio a compromissos que se depara, de repente, com seis filhos gerados por inseminação artificial a partir de uma doação a um banco de sêmem na juventude é folhetinesca o suficiente para render uma novela e, ao mesmo tempo, realista o suficiente para não soar rocambolesca. O arco dramático da maioria dos personagens é tão bem montado e o texto da autora é tão natural, que em poucos dias no ar a novela conseguiu criar a ilusão de que aquelas pessoas em cena são reais, quem sabe conhecidos nossos cujas dificuldades nos fazem pensar na vida.

Miguel é um herói imperfeito, profissional corajoso na sua função, mas que demonstra ser um covarde na vida pessoal. O melhor é que, ainda que se condene o galã atormentado, há de se reconhecer que ele tem bons motivos para ser como é – mais do que isso, como bem observou Laila (Maria Eduarda de Carvalho), ele tem o direito de ser assim. Na esperada cena de logo mais, o expedicionário terá de explicar a Ligia por que andou se fingindo de morto, mesmo sabendo que, além dos filhos surgidos do banco de sêmem, é pai de um bebê com ela. O que se diz numa hora dessas, senhora autora? Esteja onde estiver, a mestra Janete Clair (1925-1983) deve estar orgulhosa desse quiprocó cheio de sentimentos à flor da pele, equívocos, boa intenção e alta dose de drama – quanto drama. E imaginando a história empolgante que poderia ter criado a partir de uma doação de sêmem, se isso fosse assunto no seu tempo. Pois bem, Lícia Manzo criou.

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Inês, uma Nina do mal em ‘Babilônia’

‘Malhação’ chega aos 20, mas mantém espírito teen

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27/04/2015

às 18:18 \ Folhetinescas

Inês, uma Nina do mal em ‘Babilônia’

Um dia da caça, outro do caçador: Adriana Esteves gravou no último sábado (25) a cena em que Inês leva um tiro de Beatriz (Glória Pires) (Divulgação)

Um dia da caça, outro do caçador: Adriana Esteves gravou no último sábado (25) a cena em que Inês leva um tiro de Beatriz (Glória Pires) (Divulgação)

A estreia de Babilônia foi cercada de expectativa não só por se tratar de uma novela da grife Gilberto Braga, mas também por trazer Adriana Esteves de volta à vilania, três anos depois da querida Carminha de Avenida Brasil. Consagrada por uma megera que já nasceu clássica, a atriz contava com a torcida dos noveleiros para que Inês fosse uma personagem tão ou mais empolgante do que aquela criada para ela por João Emanuel Carneiro. Mas que nada.

Adriana vive – com o reconhecido talento, anote-se – uma pobre criatura sem atrativos, massacrada, ressentida e, pior do que tudo isso, com um objetivo bem questionável na vida e na trama. De acordo com o que foi revelado recentemente, Inês é obcecada pela “muy amiga” Beatriz (Glória Pires) porque, além de ter sofrido bullying na adolescência, perdeu o pai por causa dela. O sujeito ficou apaixonado pela Beatriz de 15 anos, acabou preso por se envolver com ela e se matou na cadeia, deixando um bilhete suicida de amor.

Carminha (Adriana Esteves) enterra Nina (Débora Falabella) viva em 'Avenida Brasil' (Divulgação)

Carminha (Adriana Esteves) enterra Nina (Débora Falabella) viva em ‘Avenida Brasil’ (Divulgação)

O motivo, apesar da alta dose folhetinesca, não põe a personagem no campo das heroínas com sangue nos olhos. Afinal, um pai que se envolve com a amiga adolescente da filha não merece ser vingado. Genésio, pai da Rita/Nina de Débora Falabella em Avenida Brasil, era um santo homem, enganado por Carminha, a madrasta manipuladora. Não por acaso, ele era interpretado por Tony Ramos e foi atropelado numa cena de grande emoção. Assim, não foi tão difícil conquistar o público, que ficou com coração apertado quando viu Mel Maia sendo abandonada num lixão após a morte do pai.

Pela Inês de Babilônia não vale a pena sentir compaixão, muito menos torcer. Que ela e Beatriz se matem! – nos próximos capítulos, aliás, a executiva vai tentar matar a advogada. Elas se merecem. Ao optar por essa estrutura, a equipe de autores correu risco.

A vingança em nome do pai, a chantagem envolvendo um vídeo que prova traição e um atentado. O enredo da nova trama, que sofre para alcançar o patamar de audiência do horário, usa os mesmos elementos da novela mais novidadeira dos últimos anos. A resposta do público não é a mesma provavelmente porque a trama atual despreza um dos mandamentos fundamentais da telenovela, que diz que o público precisa torcer por alguém. Apegando-se a um personagem – por exemplo, o Comendador de Império – é mais fácil topar assistir aos 200 capítulos. E com quem o público de Babilônia pode se identificar? Não é com Inês, que mesmo presa a uma cama de hospital vai continuar a atazanar a vida de Beatriz – que a vilã-mor e o público estejam dispostos.

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‘Malhação’ chega aos 20, mas mantém espírito teen

24/04/2015

às 22:09 \ Eu faço drama

Cid Moreira e Sérgio Chapelin emocionam na bancada no ‘JN’

Afastados do 'Jornal Nacional' desde 1996, Cid Moreira e Sérgio Chapelin voltaram com o "boa noite" mais famoso da TV (Reprodução)

Afastados do ‘Jornal Nacional’ desde 1996, Cid Moreira e Sérgio Chapelin voltaram com o “boa noite” mais famoso da TV (Reprodução)

O Jornal Nacional encerrou na noite desta sexta (24) a série especial em comemoração aos 50 anos da TV Globo em grande estilo, com a dupla histórica Cid Moreira e Sérgio Chapelin de volta à bancada, 19 anos depois.

Durante a semana, o telejornal apresentou uma retrospectiva de forte apelo emocional, com a prata da casa comentando, sob mediaçãode William Bonner, os fatos mais marcantes na trajetória do jornalismo da emissora e, portanto, do país e do mundo. Entre guerras, desastres ambientais, gangorras políticas e conquistas esportivas, o programa não deixou pedra sobre pedra. Além de citar diversas vezes profissionais que hoje estão em outras emissoras, o que é bem civilizado, o show de edição teve espaço para bastante confete, com destaque para a cobertura da ocupação do Morro do Alemão em 2010, premiada com o Emmy Internacional, mas também para mea culpa, como quando citou o caso mais do que esmiuçado do debate entre Collor e Lula em 1989.

Além da demonstração da força da líder de audiência, a série foi uma bela homenagem ao ofício de jornalista. E como não poderia ser diferente diante de tantas emoções fortes, a retrospectiva se tornou rapidamente um dos assuntos mais comentados nas redes sociais – em especial quando Cid Moreira repetiu o seu histórico “boa noite”. “Boa noite, Cid Moreira!”, responderam os tuiteiros nostálgicos.

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24/04/2015

às 14:03 \ Folhetinescas

‘Malhação’ chega aos 20, mas mantém espírito teen

Carolina Dieckmann, a vilã Juli da primeira temporada, aparece na abertura especial de 'Malhação', no ar nesta sexta (24) (Divulgação)

Carolina Dieckmann, a vilã Juli da primeira temporada, aparece na abertura especial de ‘Malhação’, no ar nesta sexta (24) (Divulgação)

Sempre criticada, mas com mais momentos de sucesso do que de fracassos, Malhação (Globo, 17h45) completa 20 anos no ar nesta sexta (24) em alta, valendo-se da boa sacada de voltar às origens e construir seu roteiro com base na oposição entre a “galera dos esportes” e a “galera das artes”.

Com 20 anos de idade, como a própria Malhação, os atores isabella Santoni e  Rafael Vitti conquistaram os adolescentes como Karina e Pedro, o casal Perina: oposição entre arte marcial e arte dramática deu novo fôlego à novelinha (Divulgação)

Com 20 anos de idade, como a própria Malhação, os atores Isabella Santoni e Rafael Vitti conquistaram os adolescentes como Karina e Pedro, o casal Perina: oposição entre arte marcial e arte dramática deu novo fôlego à novelinha (Divulgação)

Única opção dirigida aos jovens na TV aberta nacional, a novelinha nunca foi um suprassumo da teledramaturgia. Mas, verdade seja dita, mesmo restrita ao mundinho da zona sul carioca, conseguiu estabelecer conexão com seu público, ano após ano, apresentando basicamente os mesmos temas, típicos da faixa etária que mais lhe interessa – ou seja, gravidez na adolescência, uso de drogas, conflitos familiares e afirmação de personalidade. E é isso o que importa.

Para comemorar, a equipe do diretor de núcleo José Alvarenga Jr. preparou uma abertura que reúne os personagens mais marcantes das 22 temporadas do seriado, do malandro Mocotó de André Marques à espevitada Fatinha de Juliana Paiva, passando pela Juli de Carolina Dieckman, a Patrícia de Luana Piovani e o Mau-Mau de Cauã Reymond – o que demonstra como o programa também é vitorioso na tarefa de fabricar estrelas da TV.

Nesta toada, QUANTO DRAMA! aproveita para enumerar as cinco aberturas mais marcantes da nossa soap opera mais longeva:

→ 1997:

Assim caminha a humanidade, de Lulu Santos, faz parte da história da televisão brasileira por causa de Malhação. Tema de abertura entre 1995 e 1999, a música estará na vinheta especial programa para o capítulo de hoje. Em 1997, ela embalava uma sequência de cenas recheadas de gente bonita, entre shortinhos e bíceps sarados.

→ 1999:

Em 1999, o conceito “geração saúde”” já não agradava tanto, por isso a Academia Malhação deu lugar ao Colégio Múltipla Escolha. E o seriado, naquele momento estrelado pelos então iniciantes Giovanna Antonelli, Daniel de Oliveira e Priscilla Fantin, lançou mais uma abertura que confirmaria um hit – Te levar daqui, do Charlie Brown Jr.

→ 2011:

Com o objetivo principal de criar uma ponte entre televisão e redes sociais, além de uma boa dose de ousadia na construção do roteiro, a temporada de 2011 não conseguiu, infelizmente, cativar o público. Mas a abertura, ao som de Todos, de Macaco e Marcelo D, foi com certeza uma das melhores:

→ 2012:

Por causa do fiasco da temporada 2011, o seriado se reinventou no ano seguinte e apareceu com uma vinheta linda, embalada por Tempos Modernos, de Lulu Santos na interpretação do Jota Quest:

→ 2015:

A mistura de arte marcial e arte dramática da temporada atual do programa deu um caldo bom no roteiro e também na abertura – ao som de Agora Só Falta Você, com Pitty cantando Rita Lee, é uma das mais bonitas destes 20 anos. 

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22/04/2015

às 22:52 \ Eu vejo novela

Falta foco em ‘Babilônia’. Literalmente

Saudades, foco: Inês não vale nada, mas Adriana Esteves não merece a luz com que vem sendo fotografada em 'Babilônia' (Reprodução)

Foca nela!: Inês não vale nada, mas Adriana Esteves não merece o desleixo com que vem sendo fotografada em ‘Babilônia’ (Reprodução)

O noveleiro atento já percebeu a obsessão da equipe técnica de Babilônia (Globo, 21h15) em repetir aparência cinematográfia de Avenida Brasil, que soube usar tão bem a luz mais escura, a chamada “câmera na mão” e a marcação de cenas além do feijão-com-arroz do plano e contraplano que se costuma ver nas novelas. É louvável a disposição de ousar num programa diário, mas a estética da novela das 9 chega a destoar do reconhecido “padrão Globo de qualidade”, mais do que honrado durante a exibição da produção anterior, Império.

O capítulo desta quarta (22), por exemplo, foi um festival de cenas fora de foco, planos tortos e erros na passagem de uma cena para outra. Está certo que, na lógica da trama de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga, a aprendiz de vilã Inês deve aparecer como uma criatura derrotada. Mas Adriana Esteves, pobrezinha, não merece a iluminação que tem recebido. Até Beatriz, que deve ser a “diva suprema” do pedaço, também não vem sendo enquadrada à altura – impossível não notar a ponta do nariz de Glória Pires invadindo um plano que enquadrava Adriana e Cássio Gabus Mendes.

Os figurinos da novela deixam a desejar, a produção de arte nem se fala – o que é aquela tapeçaria medonha e torta na parede do apartamento de Inês? Claro que, diante dos tantos delírios estéticos do audiovisual contemporâneo, pode-se sempre argumentar que se trata de uma linguagem. Mas é difícil acreditar que o incômodo desfoque das lentes dos diretores da novela – mais do que “foco doce”, como é conhecido no meio o leve e breve embaçamento da cena – seja intencional quando ela aparece no grand finale do capítulo, momento em que Teresa (Fernanda Montenegro) é “congelada” pela vinheta ao ver o filho, Lauro (Dennis Carvalho, também diretor-geral) no seu casamento.

Nestes tempos em que a novela enfrenta dificuldades para cativar o público, talvez não seja o caso de derrapar na técnica.

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