10/05/2012
às 23:56 \ FolhetinescasCarminha lesa Tufão até no guarda-roupa
Evita 171 que reina no bairro do Divino, Carminha (Adriana Esteves) diverte com suas teorias sobre a vida, filosofia pura de botequim em Avenida Brasil. Uma delas explica o figurino largado de Tufão (Murilo Benício), adepto do agasalho tipo Adidas quase como uniforme, como a Sue Sylvester (Jane Lynch) da série americana Glee, e de bermudas de tactel com camiseta – não há como não reparar no desleixo do ex-craque.
As roupas são escolhidas por Carminha para que o marido, digamos, não desperte a cobiça de terceiras – e, pensando bem, Tufão se vestia melhor na primeira fase da novela. Nada de ficar arrumando muito o homem, ensinou a esposa vilã a Nina (Débora Falabella) outro dia. “É bom deixar ficar até um pouco barrigudinho”, tripudiou ela, fingindo sentir ciúme do marido, mas de fato preocupada em manter o acesso ao patrimônio dele.
Comparadas às histórias de outras esposas nada exemplares da telenovela, a teoria de Carminha faz algum sentido. Em Amor Eterno Amor, Jáqui (Suzi Rêgo) teve um ataque de ciúmes quando o marido Kleber (Marcelo Farias), mais novo do que ela, resolveu tirar a barba. Problema: ficou mais bonito e ainda mais jovial.
E “marido bonito dá trabalho”, diria a Heloísa ( Giulia Gam) em Mulheres Apaixonadas (2003), que ficou doida de pedra por amar demais o marido Sérgio (Marcello Antony), frequentador dos mais charmosos da orla carioca.
Lembremos também de Danilo (Alexandre Borges), que passou quase toda Laços de Família (2000) na beira da piscina, de sunga e roupão. Mesmo sob o olhar atento de Alma (Marieta Severo), acabou traindo sua mulher e provedora, justamente com a empregada da casa, Rita, papel que revelou Juliana Paes.
Veja também:
Quando a literatura visita a telenovela
Tags: Adriana Esteves, Amor Eterno Amor, Avenida Brasil, Carminha, Marcelo Farias, Murilo Benício, Suzi Rêgo, Tufão




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