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25/07/2012

às 10:43 \ É página virada

Que susto, dona Carminha!

Carminha (Adriana Esteves): não fosse o coração de pedra, ela teria enfartado como o Gonçalo de A Favorita (Reprodução)

Em novela, um susto bem dado é coisa que pode garantir recorde de audiência e não sair mais da memória do público, como aqueles que a gente leva na vida real de vez em quando. Nesta categoria já está o teatro que Nina (Débora Falabella) armou para voltar em grande estilo à mansão de Carminha (Adriana Esteves) para tocar fogo em sua vingança, sequência que tomou os dois últimos capítulos de Avenida Brasil.

É que não bastava voltar. Foi preciso pôr nos porta-retratos da sala as fotos da perua com o amante, Max (Marcello Novaes), e apagar as luzes, para aparecer no lusco-fusco meio A Bruxa de Blair. Buuu, Carminha!

Não tivesse a perua um coração de pedra, poderia ter enfartado, como o Gonçalo (Mauro Mendonça), em A Favorita (2008), quando Flora (Patrícia Pillar) lhe apareceu coberta de sangue em cena das mais famosas (e citada aqui no blog semana passada). Susto, portanto, é coisa séria em novela, mas quase sempre divertida. Reveja abaixo cinco sustos, memoráveis e diferentes entre si:

→ Já citada, a cena em que Flora (Patrícia Pillar) faz uma superprodução de terror para levar o doce Gonçalo (Mauro Mendonça) ao enfarto em A Favorita (2008) é ótima. O plano era fazê-lo pensar que a mulher Irene (Glória Menezes) e a neta Lara (Mariana Ximenes) foram brutalmente assassinadas.

→ Se em A Favorita o susto pôde matar, em Tieta (1989), de Aguinaldo Silva, foi coisa para causar cegueira – falsa, soube-se depois. Ao invadir o quarto da irmã, Tieta (Betty Faria), a beata Perpétua descobre a identidade de seu amante: era Ricardo (Cássio Gabus Mendes), seu filho. Mas, em vez de escândalo, ela fica cega, instantaneamente.

 

→ Em Belíssima (2005), de Silvio de Abreu, o susto veio do além-túmulo. Até então dada como morta, a megera Bia Falcão (Fernanda Montenegro)  é vista pela neta, Júlia (Glória Pires), no estacionamento de um shopping.

→ A verdade assusta ainda mais se vier com requintes de humilhação. Demorou para o ingênuo Raul Cadore (Alexandre Borges) descobrir que amante Yvone (Letícia Sabatella) era uma golpista, em Caminho das Indias (2008), de Glória Perez. E quando descobriu, não poderia estar em situação menos apropriada: de cueca e algemado à cama.

→ No melhor estilo dormindo com o inimigo, a Raquel (Helena Ranaldi) de Mulheres Apaixonadas (2003), de Manoel Carlos, fugia do ex-marido, Marcos (Dan Stulbach). Louco demais, ele não se separava de uma raquete de tênis que ficou famosa na época como instrumento de agressão. Nesta cena, ele dá um tremendo susto na moça.

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1 Comentário

  1. Brasilino Brasa

    -

    25/07/2012 às 18:55

    Um assunto mais comum do que se imagina foi muito bem colocado nesta novela. Pais de boa índole e boa fé como o “Tufão” da novela criando filhos não biológicos como se fossem deles. Muitas vezes a mulher se sente insegura na relação e busca este nefasto estratagema para “prender” o namorado. Muitas vezes até má orientada por pessoas ignorantes ou de péssimo caráter. Isso levanta um assunto que ainda é tabu na sociedade brasileira, mas tem uma prevalência ainda não estudada, mas relativamente significativa. Isso nos remete a uma pergunta? Com a evolução e o barateamento dos teste de DNA, será que este teste, sendo obrigatório ao nascer, assim como outros são, as mulheres respeitariam mais os seus parceiros? Isso também deixaria os maridos mais seguros quanto a sua responsabilidade. O grande fato é que a dúvida sempre paira e isso causa perturbações nas relações e se tornam assuntos não resolvidos entre os casais e problemas entre pais e filhos.

 

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