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15/04/2012

às 12:00 \ É página virada

Cadinho e seu amor transbordante em ‘Avenida Brasil’

Alexandre Borges, o romântico em excesso de 'Avenida Brasil': "Ele ama as três", diz o ator (Divulgação/Globo)

Os homens estão sempre reclamando de que as mulheres dão muito trabalho, mas o que diriam aqueles que não se contentam com uma ou duas esposas e constituem três familías? “O Cadinho ama as três com a mesma intensidade”, disse Alexandre Borges ao Quanto Drama!, analisando a psique do seu personagem na novela das 21h da Globo, Avenida Brasil.

Cadinho se divide entre Verônica (Débora Bloch), Noêmia (Camila Morgado) e Alexia (Carolina Ferraz). “Ele não é simplesmente um mulherengo, tanto é que formou família com as três”, anota Alexandre, defendendo o personagem, um milionário que tem dinheiro de sobra para sustentar – com muito conforto – três casas. As três mulheres do empresário são totalmente diferentes entre si. Verônica é uma perua, Noêmia é quase uma “bicho grilo” e Alexia é uma modernosa que buscava um homem para realizar o sonho de engravidar.

Quequé com Santinha em 'Rabo de Saia' (Divulgação/Globo)

Cadinho não é o primeiro e, tendo em vista o sucesso que personagens do tipo costumam fazer, não será o último da nossa teledramaturgia a colecionar esposas. Logo de cara, ele lembra o Quequé (Ney Latorraca), caixeiro-viajante da minissérie Rabo de Saia (1984), de Walter George Durst, que mantinha três famílias: uma com Eleuzinha (Dina Sfat), outra com Santinha (Lucinha Lins) e mais uma com Nicinha (Tássia Camargo).

O personagem, muito divertido, foi homenageado pelas autoras Thelma Guedes e Duca Rachid, esta última que trabalhou como colaboradora de Durst, em Cordel Encantado (2011). O Farid (Mohammed Harfouch), também caixeiro-viajante tinha três mulheres, uma de cada tipo, e passou a novela, coitando, tentando se equilibrar entre Neusa (Heloísa Périssé), Bartira (Andréa Horta) e Penélope (Paula Burlamaqui).

Também de personalidades bastante diferentes entre si, as mulheres de Quequé viviam em três cidades fictícias do Nordeste. No caso de Cadinho, o universo é menor, pois todas as mulheres estão no Rio – Verônica mora na Barra da Tijuca, Noêmia vive numa bela casa na região serrana, e Alexia é uma socialite da zona sul.

Rei Davi (Leonardo Brício) (Divulgação/Record)

Em tramas de época, a situação costuma funcionar melhor. Rabo de Saia e Cordel Encantado, passavam-se nos anos 20. Na minissérie Rei Davi, no ar na Record, o protagonista interpretado por Leonardo Brício, encantador de moças nos tempos a.C., tem no momento duas mulheres sob o mesmo teto. A primeira, Mical (Maria Ribeiro), é uma víbora. A segunda, Bate-Seba (Renata Dominguez) é seu grande amor, com quem cometeu adultério e só pôde se casar após a morte do marido dela – o castigo de Deus não tardou, e o casal perdeu o primeiro filho. E antes da história terminar, já na velhice, o rei ainda deverá tomar mais uma esposa.

Seja por costume cultural ou pela precariedade da comunicação e dificuldade de locomoção de outros tempos, os bígamos da ficção soam menos inverossímeis do que Cadinho. Afinal, não havia celular, internet, redes sociais e todos os mecanismos modernos que, se não impedem a traição, tornam pouco provável a possibilidade de um mesmo homem constituir três famílias. As mulheres de Quequé e Farid, por exemplo, ficavam em casa, quietas, esperando o marido aparecer das viagens a trabalho. As de Cadinho – como já aconteceu – podem se esbarrar num restaurante a qualquer momento.

Para Cadinho, portanto, fica difícil esticar a mentira. Talvez seja por isso que o autor João Emanuel Carneiro tenha dado um tom de farsa ao núcleo – até vinhetas típicas de desenho animado estão sendo usadas na edição, deslocando completamente a história dele dos demais núcleos da novela, que aparecem num registro bastante realista.

Mas mal começou a novela, as máscaras do personagens vêm caindo, uma a uma. Alexia foi a primeira a descobrir, ainda em 2000, antes da passagem de tempo que trouxe a novela para os dias atuais. Noêmia, depois de ser enganada por uns 20 anos, finalmente, pegou o adúltero. E Verônica anda desconfiada, ainda mais depois que o malandro inventou uma tal reunião em Zanzibar, na África, para justificar um período de ausência. “Desta vez eu pego ele!”, ameçou ela, no capítulo de sexta.

 

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2 Comentários

  1. Elvira Akchourin do Nascimento

    -

    24/04/2012 às 10:43

    O núcleo do Cadinho é um dos pontos fracos da trama. O tema é recorrente e Alexandre Borges e Camila Morgado repetem atuações anteriores.

  2. JOSE Olimpio Castro

    -

    15/04/2012 às 15:32

    É O QUE MAIS ACONTECE OU MELHOR SEMPRE ACONTECEU NA SOCIEDADE EM TODAS AS CLASSES. VIVA O ARABE QUE VIVE SEM FALSIDADES.

 

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