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Arquivo de abril de 2012

30/04/2012

às 0:07 \ Folhetinescas

Mais que roupa, figurino às vezes é uniforme

Débora (Nathália Dill): sutiã charmoso já é personagem de 'Avenida Brasil' (Divulgação/Globo)

Em cena, roupa não é apenas roupa, é figurino. E figurino não é vestir, é ser, portanto nunca é aleatório e, no caso das novelas, jamais pode estar fora de contexto. É um recurso que, muito mais do que lançar moda, transmite informações sobre o personagem além do que o texto pode dar. Na teledramaturgia, que precisa prender a atenção do espectador à mercê de todo tipo de interferência enquanto a obra está no ar, o figurino serve também para marcar um personagem.

É por isso, por exemplo, que em Celebridade (2003), a heroína Maria Clara (Malu Mader) vestia roupas claras, muitas vezes brancas, e a vilã maldita, Laura (Cláudia Abreu), estava quase sempre de preto. Na famosa cena em que Maria Clara dá uma surra em Laura num banheiro, a associação entre cor e caráter é óbvia.

Em alguns casos, entretanto, a vontade de marcar passa um pouco do limite. Veja a Débora (Nathália Dill) em Avenida Brasil. Quando ela vai botar aquele top de renda para lavar, gente? A peça é linda e estilosa, usada sob a roupa para aparecer mesmo, mas ocorre que a moça aparece acordando com ela, depois indo ao cinema, em jantar na casa do namorado, enfim, não tira do corpo. Divertido imaginá-la como uma pessoa real, sempre com o mesmo sutiã. Já pensou?

Beatriz (Carolina Kasting) em 'Amor Eterno Amor'

Outra que parece ter gostado demais de um mesmo modelo é a médica Beatriz, personagem de Carolina Kasting em Amor Eterno Amor. Até agora, ela praticamente só desfilou vestidos longos, de tecidos fluidos, na novela das 6.

Em A Vida da Gente, antecessora de Amor Eterno Amor no horário, as irmãs Manu (Marjorie Estiano) e Ana (Fernanda Vasconcellos) variaram o tempo todo sobre o mesmo tema. A primeira, vestiu quase sempre o conjunto vestidinho-casaquinho-cintinho. A segunda, fora o tempo que passou em coma no hospital, obviamente de camisola branca, vestiu pelo menos uma peça vermelha em todas as cenas em que apareceu. Assim, imagino que ficava mais fácil identificá-las.

Num diálogo imaginário entre noveleiros:

– De qual irmã você está falando, daquela que sempre está de vestidinho-casaquinho-cintinho?

– Não, da outra… A que está de sempre de vermelho…

Esse tipo de personagem é como a Mônica do Mauricio de Sousa, que tem um guarda-roupa só de vestidinhos vermelhos. O Olavo (Wagner Moura) de Paraíso Tropical (2007) tinha um armário todo preto e cinza, e recheado de ternos risca-de-giz, como manda a cartilha do vilão. Em Caminho das Índias (2009), em que várias mulheres conviviam sob o teto de Opash (Tony Ramos), Surya (Cléo Pires), a cunhada invejosa e ressentida, vestia sempre sáris em tons de azul, bem mais apagados se comparados à cartela de cores de que dispunha a heroína Maya (Juliana Paes), que usava modelos deslumbrantes e acesos em vermelho, amarelo e rosa.

Mesmo com toda a elegância, a Vitória (Cláudia Abreu) passou a novela Belíssima (2005)  de cabo a rabo usando vestidos longos – um mais bonito que o outro, é verdade.

Vitória (Cláudia Abreu) em 'Belíssima'

Chegou o inverno no mundo real, e quando a gente pensava que ela vestiria uma calça jeans, pelo menos, que nada – puseram casaquinhos em cima dos vestidos longos, e assim foi até o último capítulo. O caso é que os modelos fizeram muito sucesso entre as telespectadoras, ficando conhecidos no comércio como “vestidos Vitória”. E, veja como é curioso, é capaz que a gente esqueça qual a história da personagem na novela, mas vamos sempre lembrar daqueles vestidões lindos.

Mal comparando, porque o efeito na prática foi o contrário, é o que acontece com o “terno Mário Fofoca”, eternizado pelo personagem de Luís Gustavo em Elas por Elas (1982). O modelo quadriculado roxo foi uniforme durante toda a novela e, depois, ainda participou do seriado criado para o detetive, com grande sucesso, no ano seguinte. Inesquecível, é citado até hoje como exemplo de mau gosto pelas esposas que querem interferir no guarda-roupa dos maridos.

 

 

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28/04/2012

às 12:26 \ Folhetinescas

Fernando enlouquece em ‘Amor Eterno Amor’

Fernando: transtornado no melhor clima 'Atração Fatal' (Divulgação/Globo)

Fernando (Carmo Dalla Vecchia) bem que tentou ser um namorado paciente, e vinha até reagindo com certa elegância diante do fascínio que sua noiva Miriam (Letícia Persiles) demonstra ter pelo primo dele, Rodrigo (Gabriel Braga Nunes), em Amor Eterno Amor (Globo, 18h). Mas, opa, há limite. E, na verdade, a trajetória do moço – que tem tendência à vilania – vai passar dos limites.

Após terminar o relacionamento com a jornalista – nada mais do que um blefe para tentar tê-la de volta –, Fernando vai acentuar cada vez mais a obsessão que tem por ela, no melhor clima Atração Fatal. Dentro de poucos capítulos, ele chegará ao extremo de tatuar um M na palma da mão. “Ele vai marcar a linha da vida com a letra do nome dela”, conta Carmo ao Quanto Drama!. “É a maneira dele mostrar como o destino dos dois está entrelaçado.”

A tatuagem é um dado simbólico importante na trama espiritualista de Elizabeth Jhin – Miriam e Fernando carregam uma relação de outras vidas, carma dos fortes ao que parece. “Ele vai passar a segui-la e até criar um diário sobre todos os passos dela”, adianta o ator, dizendo ainda que “maus-tratos a bichinhos fofos estão previstos” – lembre-se que em Atração Fatal (1987), Alex, a  personagem de Glenn Close cozinha o coelho da filha do amante que a rejeita, Dan (Michael Douglas), num surto psicótico.

Enquanto não sabe de nada disso, a jornalista seguirá com o “chove, não molha” com Rodrigo – mais um daqueles beijos “quase sem querer” está programado para acontecer entre os dois nos próximos capítulos.

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Mais uma beldade disputa Rodrigo em ‘Amor Eterno Amor’ 

27/04/2012

às 10:14 \ Bastidores

Lei trabalhista tira Grazi de ‘Guerra dos Sexos’

Grazi: nada de voltar ao batente antes da hora (Divulgação/Globo)

Grazi Massafera já tinha trabalho garantido para quando voltasse da licença-maternidade – integraria o elenco do remake de Guerra dos Sexos, como a Vânia Trabucco. Mas o papel, que foi de Maria Zilda Bethlem em 1983, escapou-lhe das mãos por causa da Lei Trabalhista – que, sim, também protege as estrelas.

A lei recomenda que a mulher fique quatro meses sem trabalhar após dar  à luz. Como Sofia, filha dela com Cauã Reymond, é esperada para 15 de maio, só seria possível ter a atriz em cena na segunda quinzena de setembro. É inviável, porque a novela deve estrear em 1º de outubro. Entre tantos os nomes ventilados para assumir o papel – Cláudia Raia, por exemplo, teria sido cotada – o único que realmente foi cogitado foi o de Grazi. Mas o respeito à licença-maternidade da atriz prevaleceu.

Diante disso, para o papel da secretária de Charlô (Fernanda Montenegro e, agora, Irene Ravache) que trai a causa das mulheres ao manter um caso amoroso com Felipe (antes Tarcísio Meira, agora Edson Celulari), o autor Silvio de Abreu e o diretor Jorge Fernando já têm nome escolhido – só falta acertar detalhes de contrato.

Enquanto o remake não vem, divirta-se com a cena da Guerra dos Sexos original em que Vânia e Carolina (Lucélia Santos) brigam no corredor da Charlô’s no melhor estilo Os Trapalhões:

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27/04/2012

às 0:37 \ Folhetinescas

Sandy ri de si mesma e vai bem em ‘As Brasileiras’

Sandy, como Gabriela: bem escalada, ela estrelou episódio redondo (Divulgação/Ique Esteves)

É unanimidade que a boa escalação de um ator é capaz de fazer o sucesso de uma produção, especialmente na TV, onde o tempo de preparação e filmagem costuma ser pouco. Se é assim, Sandy Leah ajudou a fazer o episódio de hoje de As Brasileiras um dos mais agradáveis.

A história foi melhor do que a da maioria dos episódios já apresentados por Daneil Filho. Também foi menos histérica, menos confusa e muito mais lírica – a variação é bem-vinda, anote-se. Gabriela, A Reacionária do Pantanal, é um tipo que se vê na vida real naquela região do país, uma moderninha de interior. A graça é que ela descobre que a mãe (Regina Braga) deixou a viuvez de lado e engatou romance com a professora de pintura (Xuxa Lopes).

O roteiro certamente seria mais interessante se não fizesse uma pregação exagerada da causa gay – o programa é curto, não dá para esticar tanto o assunto. Também seria recomendável uma economia nas piadas “de temática lésbica”, as mais manjadas de todos os tempos – algumas, com poeira dos anos 70. Não caiu bem.

Já Sandy foi bem no papel, e há de se elogiar cantores que se aventuram na atuação. Por que não? E se a pessoa vai bem, feito a Ivete Sangalo no epsódio A Desastrada de Salvador, também de As Brasileiras? E como esquecer o Fábio Jr., sempre cantor e ator, como o Jorge Tadeu de Pedra Sobre Pedra (1992)?

O risco é bacana só pelo risco, e a televisão é lugar para isso, experimentar, causar bochincho. E Sandy além de experimentar, riu de si mesma – e até mostrou o dedo médio. Numa sequência, a personagem desabafa com uma amiga. “Ela pregava a virgindade, só me deixou sair quando fiz 21 anos”, diz o texto, lembrando o próprio passado da princesinha do sertanejo.

Em outra cena, foi Jackson Antunes, no papel do sogro grosseirão, que tirou onda: “Dizem até que ela fala palavrão”, alertou o filho. O roteiro, portanto, soube tirar partido da atriz que tinha, sem dúvida um acerto.

Outro foi a fotografia do episódio, dirigido por Tizuca Yamazaki. Em tom esverdeado, traduziu lindamente a luz que se vê no Pantanal e mostrou uma Corumbá muito graciosa. O resultado foi redondo, correto, bem Sandy.

26/04/2012

às 22:31 \ Maestro, uma nota

“Você não é bandido? Rouba uma farmácia!”

(Divulgação/Globo)

de Carminha (Adriana Esteves), botando ordem no seu falso cativeiro. No capítulo desta quinta de Avenida Brasil, a Evita do Divino ajudou o amante Max (Marcello Novaes) a forjar seu sequestro para extorquir o marido, Tufão (Murilo Benício). Sem medo de lidar com o perigo, a perua fez exigências dignas de camarim de musa pop – cremes, calmantes, máscara de dormir e até picolé de limão. Bem mais esperto que o ex-craque do Flamengo da novela das 21h, um dos bandidos foi bem claro: se a madame fosse mulher dele, não daria dez reais de resgate.

26/04/2012

às 12:37 \ Folhetinescas

Sandy faz “a certinha e brava” em ‘As Brasileiras’

Sandy (Gabriela) com Fernanda Paes Leme (Luiza): presença frequente na TV (Divulgação/Ique Esteves)

Preconceito, sabe como é, se procurar todo mundo tem um, nem que esteja lá bem escondido. O de Gabriela, personagem da cantora Sandy no episódio de hoje de As Brasileiras (Globo, 23h10) só vem à tona quando a mãe dela, Olinda (Regina Braga), resolve abandonar a viuvez e engatar um namoro com uma mulher.

É um golpe duro para A Reacionária do Pantanal, moça que banca a moderninha mas que tem verdadeiro horror a certas saliências. E, como costuma ser com gente assim, morre de medo “do que vão falar” em Corumbá, onde se passa a história. A maior preocupação é a família do noivo, Maurício (Pedro Neschling), careta aos baldes. “Ela fica muito revoltada, brava, briga com todos, simplesmente por não concordar com a escolha da mãe”, adianta Sandy.

Sem poder contar com o apoio dos irmãos – Guilherme (Cadu Fávero), Guiomar (Suzana Ribeiro) e Gustavo (Danton Mello), que acham que a mãe tem direito de levar a vida do jeito que quiser –, Gabriela se sente acuada sob os olhares de reprovação da cidade. Num bar, ela e amiga Luiza (Fernanda Paes Leme) ouvem piadas de uma mesa de homens ao serem confundidas com lésbicas. “Sabe por que tem muita mulher preferindo ficar com mulher? Porque não dá para encarar homens feito vocês!”, dirá a personagem, dando a dica de que não é a doce Sandy que veremos em cena hoje – tomara.

Cantora durante a vida toda, Sandy, nota-se, está cada vez mais presente na TV desde que desfez a famosa dupla com o irmão Júnior, em 2007. No momento, além de As Brasileiras, ela está no ar no GNT como apresentadora do Superbonita (segundas, 22h) e, ainda, comanda o quadro Sandy na Casa dos Campeões, no qual tenta – que tarefa… – arrancar alguma graça dos broncos confinados no reality de lutadores.

Antes disso tudo, a carreira da moça demonstra que ela não entra “verde” em cena hoje. E se o roteiro ajudar – os de As Brasileiras têm sido bastante irregulares – ela não deve decepcionar. De 1999 a 2003, a atriz e cantora foi ela mesma no seriado Sandy & Júnior, que marcou a infância de muita gente (e tinha a mesma Fernanda Paes Leme que estará com ela hoje, como a protótipo de vilã Patty). Em 2003, fez Acquária, longa-metragem de ficção científica ecológica de Flávia Moraes que tem roteiro, fotografia e produção interessantes.

Tudo o que ela faz ou fala ou deixa de fazer sempre causa muita repercussão, mas nada comparado a 2001, quando interpretou Cristal, a protagonista da novela Estrela-Guia, de Ana Maria Moretzsohn. Era uma lolita moradora de uma comunidade alternativa no interior de Goiás que acabava se envolvendo com o padrinho e tutor Tony, papel de Guilherme Fontes, após ficar órfã. Não só o fato de que a mocinha tinha 17 anos, mas principalmente o dado que de que atriz era Sandy, a princesa do sertanejo nacional que àquela altura não havia ainda declarado seu “lado devassa”, cercaram a novela tão singela de um auê danado – e olhe que ela já tinha 18 anos. O beijo do casal deu o que falar. Reveja abaixo:

 

 

25/04/2012

às 12:05 \ Bastidores

Saiba tudo sobre a nova ‘Guerra dos Sexos’

Irene Ravache será a combativa Charlô: guerra volta com elas por cima (Divulgação/Globo)

Basta uma olhada rápida nas novelas que estão no ar para concluir que as mulheres estão com tudo, na vida e na ficção. Espelho imediato do que acontece na sociedade, a novela se esmerou em deglutir e traduzir conceitos que dariam conteúdo para verdadeiras teses de estudo social mas que, nas mãos de um bom autor, tornaram-se comédias memoráveis.

Foi assim com Guerra dos Sexos, trama de 1983 que começa a ser regravada em julho para voltar  à TV no segundo semestre, substituindo Cheias de Charme na faixa das 19h da Globo. As gravações, sob a batuta do mesmo Jorge Fernando que dividiu a direção a original com Guel Arraes, começam pela mesma São Paulo da primeira novela, escrita por Silvio de Abreu na crista da onda – para usar um termo da época – que elevou as mulheres ao patamar de soberanas.

Nesse contexto, a Charlô (Fernanda Montenegro), que lutava com o primo Otávio (Paulo Autran, 1922-2007) pelo controle da rede de lojas de roupas da família, seria uma ancestral da Monalisa (Heloísa Périssé), de Avenida Brasil, que, dona de si, vive recusando os pedidos de casamento de Silas (Ailton Graça) e, melhor, costuma dizer aos quatro ventos que “com internet e televisão, ninguém precisa mais de homem”. O equilíbrio seria, sem dúvida, um caminho mais prudente, mas se as mulheres parecem ter ganho (será?) a guerra dos sexos da vida real, de que tratará o remake de Guerra dos Sexos, quase 30 anos depois?

Otávio (Paulo Autran) e Charlô (Fernanda Montenegro), em 1984 (Divulgação)

“A guerra será a mesma, com duas partes antagônicas lutando pelo poder. As mulheres estão por cima, então os homens serão a parte mais fraca nessa nova versão”, adianta o autor Silvio de Abreu, jogando conversa fora com o Quanto Drama!. “Mas toda a comédia será preservada e a novela não pretende ser, como também não foi (em 1984), nenhum estudo sociológico do comportamento masculino ou feminino. Vou, sim, usar o antagonismo eterno entre os dois sexos para fazer uma divertida comédia.”

Silvio vem tentando refazer Guerra dos Sexos há alguns anos. O primeiro projeto, que teve Jorge Fernando como capitão, era levar a história aos cinemas, mas a produção era caríssima e, somada à rotina do autor sempre envolvido entre novelas das 21h da Globo, mostrou-se inviável. O remake de Ti-Ti-Ti, novela de Cassiano Gabus Mendes repaginada com grande sucesso por Maria Adelaide Amaral em 2010, abriu caminho para a volta da história de Bimbo e Cumbuca, de novo como novela.

O elenco, principal preocupação quando se fala de remakes de novelas de grande sucesso como foi Guerra dos Sexos, está praticamente todo escalado – muito bem escalado, anote-se. Na cena da batalha de brioches no café da manhã, talvez a mais reprisada da história da TV (se não resistir, reveja aqui), estarão agora Irene Ravache e Tony Ramos, como Charlô e Otávio.

O atrapalhado Felipe, papel que mostrou um Tarcísio Meira diferente do que o público estava acostumado a ver, será agora de Edson Celulari. Relembrando: o personagem é o filho adotivo de Charlô, mas, como homem, passa para o lado de Otávio quando a guerra começa. Ele será seduzido pela inescrupulosa Carolina, vilã interpretada por Lucélia Santos no original e que agora será feito pela doce Bianca Bin – na época, como se sabe, Lucélia também era especialista em mocinhas doces e deu uma virada graças à ousadia de Silvio.

Bianca Bin será a vilã Carolina (Divulgação)

Roberta, braço-direito de Charlô e antes de Glória Menezes, será agora papel de Glória Pires. É ela que se envolve com o motorista bonitão Nando, que foi interpretado por Mário Gomes – o personagem continuará bonito, porque agora é de ninguém menos que Reynaldo Gianechinni. Na disputa pelo moço – que tinha uma tal tatuagem no peito que deixava a audiência louca – está também Juliana, filha de Felipe. No original, ela foi personagem de Maitê Proença; agora, volta como Mariana Ximenes.

Já confirmados no elenco ainda estão Drica Moraes, que será a noveleira Nieta, que é casada com Dinorah, antes Ary Fontoura, e agora Fernando Eiras; Mayana Moura será Veruska, a secretária de Roberta que é espiã de Otávio – o papel foi de  Sônia Clara na novela original; Ulisses, o boxer apaixonado por Carolina e que em 1984 foi interpretado por José Mayer será vivido por Eriberto Leão.

24/04/2012

às 9:57 \ Fotonovela

Mefibosete ganha um beijo em ‘Rei Davi’

Mefibosete (Vitor Hugo) é beijado por Raquel (Cacau Melo): é a vez do amigo do rei (Divulgação/Record)

Não há sofrimento sem fim, e que assim esteja escrito também para as figuras bíblicas. E depois de muito sofrimento e humilhação, a sorte do pobre Mefibosete (Vitor Hugo) começou a mudar quando, na semana passada, o Rei Davi (Leonardo Brício) estendeu a mão ao velho amigo na minissérie da Record.

Agora morando no palácio, o agora “amigo do rei” tem o incentivo de Raquel (Cacau Melo) para deixar de se arrastar, situação deveras humilhante, e passar a andar com a ajuda de muletas. Depois de tentativas frustradas e algumas quedas, ele começa a chorar. Raquel, que observava escondida, se aproxima e o incentiva a tentar mais uma vez.

Ela o ajuda, mas depois de conseguir dar um passo, Mefibosete perde o equilíbrio e a jovem cai por cima dele. Os dois se olham intensamente. O telespectador perceberá que ele quer beijá-la, mas teme a rejeição. Raquel decide se aproximar mais e os dois se beijam, apaixonados.

A cena deve ir ao ar nesta quinta. Na terça passada (17), a sequência em que Davi recebe o amigo de infância no palácio e se comove com a difícil situação em que ele se encontra, vivendo como um mendigo aleijado nas ruas, foi apontada ao Quanto Drama! pelo protagonista Leonardo Brício como a cena mais emocionante de toda a minissérie. Não por acaso, tornou-se o sétimo assunto mais comentado no TT do Twitter no Brasil naquela noite.

Para interpretar Mefibosete, Vitor Hugo passou por uma preparação difícil – ficou recluso durante um mês em seu sítio no interior do Rio, onde se movimentava como o personagem para dar mais veracidade à atuação. Além disso, as trajetórias de ator e personagem guardam algumas semelhanças – o próprio Vitor Hugo, com apenas cinco anos de idade, foi vítima de uma doença nos membros inferiores, que o prendeu a uma cama durante um ano e deixou sem poder praticar esportes até os 11 anos.

A minissérie Rei Davi vai ao ar às terças e quintas, às 23h15, na Record.

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Leonardo Brício reina como Davi

23/04/2012

às 17:31 \ Eu faço drama

Nathália perde Cauã em cena duas vezes

Débora (Nathália), com Jorginho (Cauã Reymond): "Ainda te pego..." (Divulgação/Globo)

É comum que o galã da história seja disputado entre a mocinha e a vilã, mas não é o que vem acontecendo em Avenida Brasil. No páreo por Jorginho (Cauã Reymond) estão a noiva Débora (Nathália Dill) e a namoradinha da infância, Nina (Débora Falabella). Não há dúvida de que o destino dele é ficar com Nina. Mas chega a cortar o coração que a preterida seja Débora, coadjuvante que tem todos os predicados para fazer o moço feliz.

Pobre Débora… Nos próximos capítulos da novela das 21h da Globo, ainda convalescente de uma manobra acrobática desastrosa, ela seguirá tentando salvar o relacionamento com o craque do Divino. Todos os caminhos da trama de João Emanuel Carneiro, entretanto, levam o rapaz para os braços de Nina.

Será que já é uma sina de Nathália perder Cauã em cena?

Doralice e Jesuíno (Divulgação)

Aconteceu outro dia, em Cordel Encantado (2011). Na novela de Duca Rachid e Thelma Guedes, ela era Doralice, filha do prefeito de Brogodó que voltava após se formar em Direito no Rio. De imediato, pôs os olhos em Jesuíno, papel de Cauã, nada menos que herói da história e par de Açucena (Bianca Bin). E Dora quis saber? Jogou limpo, mas fez de tudo para conquistar o moço. Em momento Diadorim, até se disfarçou de homem, para integrar o bando de cangaceiros que ele formou.

Trama pra cá, trama pra lá, e não houve jeito de tirá-lo de Açucena, com quem ele deveria mesmo ficar. Nada a ver, claro, com a performance de Nathália, atriz talentosa que faz primeira novela das 21h depois de protagonizar Escrito nas Estrelas, em 2010. O Quanto Drama! deseja toda a sorte às futuras personagens dela com os futuros personagens de Cauã.

23/04/2012

às 11:14 \ Entrevista

‘A Chayene não é uma vilã’, diz Cláudia Abreu

Chayene Cheias de Charme

Chayene: "Ela não é má, mas fará de tudo para manter o sucesso", avisa Cláudia Abreu (Divulgação/Globo)

Madonna da caatinga, Elba Ramalho pós-moderna e Joelma em versão novela das 19h, a Chayene de Cheias de Charme é absurda o suficiente para ser divertida e humana o bastante para parecer uma estrela pop real. Afinal, de tantas fofocas cabeludas que circulam sobre todos os tipos de divas – das mais eruditas às mais populares, das nacionais às internacionais – não é de se duvidar que a criatura bem que poderia estar rodando em turnê verdadeira por aí, a bordo daquele avião de Barbie surtada. Em entrevista ao Quanto Drama!, Cláudia diverte-se com as frases cortantes – “A depiladora me deixou a virilha feito um carpaccio!”, disse ela outro dia, descendo as escadas de sua mansão pink – e demais exageros de sua personagem, e diz que ela é uma colagem das divas possíveis e até das inimagináveis. “Não me inspirei em alguém em especial, nem poderia, porque a Chayene é uma entidade”, anota.

Linda em cena e fora dela, a atriz de 41 anos garante que a preparação para incorporar Chayene é só de voz e interpretação, nada de ginástica pesada. Mãe de quatro filhos, entre 11 anos e sete meses de idade, do casamento com o cineasta José Henrique Fonseca, ela faz questão de guardar um tempo para ficar em casa, brincando. “Quando não estou gravando, fico todo o tempo que puder com eles”, conta.

Aos olhos do público, com aquele jeito espalhafatoso, a Chayene é muito divertida. Como você tem visto a personagem?

Ela é uma pomba-gira, né? É divertida, e Cheias de Charme é uma novela de humor, mas não dá pra deixar de notar que ela é grosseira, maltrata as empregadas. Realmente, é uma pessoa que tem dinheiro e subiu na vida, mas que não teve uma educação refinada, digamos (risos). Ela acreditou no próprio sucesso, ficou dependente dele e se tornou uma pessoa arrogante. Mas é engraçada dentro dessa arrogância.

É uma sádica.

Com certeza. É engraçado porque ela é a “Rainha das Empregadas”, mas maltrata quem trabalha na casa dela. Isso é que vai contribuir para a derrocada dela… Mas, por outro lado, não a vejo como uma vilã que vai sair por aí fazendo maldades. Ela conquistou o sucesso e imagino que fará de tudo para mantê-lo, isso sim. Por isso, tenta a todo custo controlar o Fabian (Ricardo Tozzi). Lançou a carreira dele, e agora quer se beneficiar do sucesso que ele conseguiu – ela acha que ele lhe deve isso. E ela guarda um segredo sobre ele, que vai usar para chantageá-lo mais adiante.  » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

 

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