Blogs e Colunistas

29/10/2014

às 13:04 \ Fotonovela

Charmosa e iluminada, Lili faz humor com Kubrick

Redrum, redrum...: no sexto episódio de 'Lili, a Ex', a surtada mais charmosa da TV entra no clima de 'O Iluminado', de Stanley Kubrick (Divulgação)

Redrum, redrum…: no sexto episódio de ‘Lili, a Ex’, a surtada mais charmosa da TV entra no clima de ‘O Iluminado’, de Stanley Kubrick (Divulgação)

A cada semana mais divertida e deliciosamente surtada, a Lili de Maria Casadevall aparecerá em clima assustador no episódio desta quarta (29) de Lili, a Ex (GNT, 22h30).

No melhor estilo surrealista, a história ganha ares de O Iluminado (1980), de Stanley Kubrick, com direito a Lili duplicada como as gêmeas macabras que assombravam as mentes de Jack Torrence (Jack Nicholson) e sua família – não há dúvida de que será hilariante. Aconselhada pelos amigos Cintia (Daniela Fontan) e Seu Anselmo (Milton Gonçalves) e da mãe, Gilda (Rosi Campos), a protagonista tenta passar por uma desintoxicação do ex, Reginaldo (Felipe Rocha), com direito a terapia de vidas passadas – claro que não vai dar certo. Numa interdependência muito louca, Reginaldo, no apartamento do lado, tenta livrar o pensamento da ex – não será nada fácil, ainda mais depois de um certo drinque alucinógeno que ele acaba tomando sem querer.

As melhores tirinhas de Caco Galhardo dão o tom de cada episódio da série: transposição certeira da HQ para a TV (Reprodução/site GNT)

As melhores tirinhas de Caco Galhardo dão o tom de cada episódio da série: transposição certeira da HQ para a TV (Reprodução/site GNT)

Espelho sincero e bem-humorado das pirações tomam conta dos relacionamentos amorosos contemporâneos, a série da produtora O2 é um dos grandes acertos de 2014 na TV. Maria já se mostrara charmosa como a Patrícia de Amor à Vida, mas não teve na novela bons elementos de texto para trabalhar – lembremos das cenas de pegação com Caio Castro. Agora, com a personagem criada pelo cartunista Caco Galhardo, ela desponta como uma atriz das mais promissoras no momento. É a prova de que a escalação certeira faz toda a diferença não só na obra em questão, mas também na carreira do ator.

Mas Lili, a Ex não soa bem exclusivamente por causa de Maria. Fora a produção de arte impecável, a transposição esperta dos quadrinhos para a televisão e a direção vigorosa, há ainda o Reginaldo de Felipe Rocha, muito bem no papel do cara certinho e metódico que tenta – mas não muito – fugir da ex-mulher obcecada que, claro, ele adora. E quem é capaz de condená-lo?

Leia também:

‘Boogie Oogie’ e a vida antes do sutiã com bojo

Motivos para amar e para (tentar) odiar o Comendador de ‘Império’

Klebber Toledo será “mendigo gato” em ‘Império’

Twitter: @patvillalba

Facebook: facebook.com/QuantoDrama

27/10/2014

às 12:36 \ Eu vejo novela

‘Boogie Oogie’ e a vida antes do sutiã com bojo

Toda Farrah Fawcett, a aeromoça Inês (Deborah Secco) é adepta das blusas sem sutiã na novela das 6 (Reprodução)

Toda Farrah Fawcett, a aeromoça Inês (Deborah Secco) é adepta dos bodies de lycra sem sutiã na novela das 6 (Reprodução)

Banidos de vez das vistas masculinas desde meados dos anos 90, os mamilos femininos voltam a aparecer provocantes sob a blusa das moças e com o despudor típico dos anos 70 nas cenas de Boogie Oogie (Globo, 18h30).

Gilda (Letícia Spiller) é uma das beldades de 'Boogie Oogie' que representam o guarda-roupa feminino antes do advento dos sutiãs estruturados (Reprodução)

Gilda (Letícia Spiller) é uma das beldades de ‘Boogie Oogie’ que apresentam as sutilezas do guarda-roupa feminino antes da febre dos sutiãs estruturados (Reprodução)

Trata-se de uma sutileza interessante do belo guarda-roupa montado pela equipe da figurinista Marie Salles para a novela de Rui Vilhena. Inspiração para versos e prosas em outros tempos, quando os homens torciam por um ambiente frio que pudesse revelar esse “algo mais”, os mamilos femininos praticamente desapareceram de circulação por causa da disseminação dos sutiãs com bojo – alguns, verdadeiras armaduras a moldar na marra o corpo feminino. No final dos anos 70, quem sabe ainda influenciadas pela fogueira de sutiãs promovida nos anos 60 ou, mais provável, pela simplicidade dos materiais usados nas lingeries de então, as blusas mostravam mais do que hoje – e de uma maneira, digamos, mais inocente. Daí as beldades de Boogie Oogie usarem sutiãs fininhos ou simplesmente, não usarem nada sob a roupa, como o HD vem denunciando. Puritanismo à parte, é uma ótima sacada de Marie Salles, que não se resumiu aos ícones mais óbvios, como a meia lurex, as batas hippie ou o salto carrapeta.

Twitter: @patvillalba

Facebook: facebook.com/QuantoDrama

Leia também:

Motivos para amar e para (tentar) odiar o Comendador de ‘Império’

Klebber Toledo será “mendigo gato” em ‘Império’

23/10/2014

às 14:08 \ Folhetinescas

Motivos para amar e (tentar) odiar o Comendador de ‘Império’

José Alfredo (Alexandre Nero) vê a novela do topo: comendador quebrou a rotina dos homens fracos das 9, como o Tufão (Murilo Benício) de 'Avenida Brasil', o Téo (Rodrigo Lombardi) de 'Salve Jorge' e o César (Antonio Fagundes) de 'Amor à Vida' (Divulgação)

José Alfredo (Alexandre Nero) vê a novela do topo: personagem quebrou a rotina dos homens fracos das 9, como o passivo Tufão (Murilo Benício) de ‘Avenida Brasil’, o certinho Téo (Rodrigo Lombardi) de ‘Salve Jorge’ e o surtado e manipulável César (Antonio Fagundes) de ‘Amor à Vida’ (Divulgação)

No verdadeiro “casamento vermelho” à moda de Game of Thrones (HBO) que tornou o não-enlace de Enrico (Joaquim Lopes) e Maria Clara (Andrea Horta) em Império (Globo, 21h10), sobram elogios para os protagonistas do episódio que domina a semana com recorde de audiência. Mas quase todos os suspiros nas redes sociais durante a exibição da novela de Aguinaldo Silva vão para o Comendador José Alfredo, sempre soberano, carismático e imperfeito nos mais diferentes furdunços que costumam tomar conta da trama.

Não há dúvida de que é o melhor personagem de Alexandre Nero e de que caminha para ser o rei entre os tipos masculinos criados por Aguinaldo que, note-se, é autor de homens arretados – lembremos do Osnar (José Mayer) de Tieta (1989), do Raimundo Flamel (Edson Celulari) de Fera Ferida (1993), do Marconi Ferraço (Dalton Vigh) e do Juvenal Antena (Antonio Fagundes) de Duas Caras (2007). Em comum, são personagens de uma humanidade que parece ser comandada pela virilidade, daí os erros e os acertos que refletem na história a ser contada. Um sujeito assim não pode ser perfeito, claro. Por isso, chama a atenção a habilidade do autor e do ator em transformarem os “defeitos” do comendador em idiossincrasias adoráveis. Abaixo, 5 motivos para amar José Alfredo e 5, para “odiar” – os 10 itens ajudam a explicar o sucesso do personagem:

» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

21/10/2014

às 13:03 \ Fotonovela

“Dilma do Youtube” encontra “Aécio do Youtube” em vídeo do Parafernalha

Gustavo Mendes como Dilma e Aécio: "Soletre previsibilidade", diz o tucano à candidata (Divulgação)

Gustavo Mendes como Dilma e Aécio: “Soletre previsibilidade”, diz o tucano à candidata (Divulgação)

Famoso no Youtube pelos esquetes da presidente Dilma Rousseff no canal Parafernalha, o humorista Gustavo Mendes lança nesta quarta (22) um personagem baseado no presidenciável tucano Aécio Neves. Na estreia, Mendes protagoniza a paródia de um debate entre os candidatos, fazendo também o papel de mediador.

Diante do empate técnico entre PT e PSDB na última pesquisa Datafolha de intenção de voto, o humorista aproveita para lançar o novo personagem que, dependendo do resultado da eleição do próximo domingo (26), poderá se tornar mais frequente no canal de Felipe Neto (no qual, vale dizer, Gustavo tem audiência invejável, com uma média de 3 milhões de views por vídeo e o dono do segundo vídeo de maior audiência do Parafernalha, “Dilma – Marco Feliciano”, com mais de 9 milhões de visualizações). “Soletre previsibilidade”, será a primeira pergunta do Aécio do Youtube para a Dilma do Youtube (veja o vídeo, abaixo).

Twitter: @patvillalba

Facebook: facebook.com/QuantoDrama

Leia também:

Klebber Toledo será “mendigo gato” em ‘Império’

20/10/2014

às 23:55 \ Fotonovela

Se beber não case

Prepare-se para a ressaca, Enrico: não era bem isso que ele esperava da "noite mais louca de todas" (Divulgação)

Prepare-se para a ressaca, Enrico: não era bem isso que ele esperava da “noite mais louca de todas” (Divulgação)

Frequentador assíduo das redes sociais, Aguinaldo Silva sabe usar bem o potencial ficcional da internet no núcleo do blogueiro Téo Pereira (Paulo Betti). Em mais de uma das armações do fofoqueiro em busca de milhares de cliques, o homofóbico Enrico (Joaquim Lopes) recebeu um bolo com recheio indigesto em sua despedida de solteiro, no capítulo desta segunda (20): uma drag queen toda trabalhada na maldade, ostentando uma faixa onde se lia “Claudete Hetera” – uma referência ao pai do noivo, Cláudio Bolgari (José Mayer).

O final do capítulo deixou em suspenso um paparazzo infiltrado, que espera o momento certo para registrar a reação do chef. Com os nervos à flor da pele desde que descobriu que o pai é bissexual, Enrico se deixará levar pela fofoca plantada, o que terá reflexos durante toda a semana na novela das 9: ele ficará tão abalado, que acabará deixando Maria Clara (Andreia Horta) no altar.

Twitter: @patvillalba

Facebook: facebook.com/QuantoDrama

Leia também:

Klebber Toledo será “mendigo gato” em ‘Império’

Beatriz e a fofoca que pode matar

Dar ou não dar pinta, eis a questão

16/10/2014

às 17:23 \ Eu faço drama

Klebber Toledo será “mendigo gato” em ‘Império’

Leo (Klebber Toledo) sofrerá demais com o afastamento de Cláudio (José Mayer) (Divulgação)

Leo (Klebber Toledo) sofrerá demais com o afastamento de Cláudio (José Mayer) (Divulgação)

Muita gente torceu o nariz quando o ator Klebber Toledo evitou declarar a homossexualidade do personagem Leo nas entrevistas que precederam a estreia de Império (Globo, 21h20). “Não quero falar em rótulos para ele, prefiro dizer que é uma pessoa apaixonada”, repetia. Houve quem visse na atitude do jovem ator uma maneira de fugir da polêmica, mas a verdade começa a aparecer agora: amargurado com o fim do relacionamento com o hesitante Cláudio Bolgari (José Mayer), o aspirante a ator começa a se envolver com Amanda (Adriana Birolli), demonstrando que é, portanto, bissexual.

Rafael Nunes, o “mendigo gato de Curitiba” (Reprodução/Facebook)

Rafael Nunes, o “mendigo gato de Curitiba” (Reprodução/Facebook)

Mas a principal reviravolta na vida do personagem ainda está por vir. Segundo o autor Aguinaldo Silva divulgou em seu site, Leo ficará tão perdido após o rompimento com Cláudio que chegará a mendigar nas ruas de Copacabana. A história, de pronto, lembra a do “mendigo gato de Curitiba”, Rafael Nunes, ex-modelo que fez sucesso ao ter uma foto divulgada nas redes sociais em que aparecia maltrapilho na porta de uma igreja. De cortar o coração, como deve acontecer com Leo na novela das 9 – a diferença é que na ficção, o bonitão será resgatado das ruas pela fina e decidida Amanda de Adriana Birolli.

Twitter: @patvillalba

Facebook: facebook.com/QuantoDrama

Leia também:

Beatriz e a fofoca que pode matar

Dar ou não dar pinta, eis a questão

15/10/2014

às 12:51 \ Fotonovela

Marjorie Estiano vai do brega ao luxo em ‘Apneia’

Marjorie é a rica e entediada Giovana no longa-metragem que estreia no dia 6: versátil, a atriz deixa a virgindade recalcada da Cora de 'Império' e beira  a devassidão no cinema (Camilla Bruzzone/Divulgação)

Marjorie é a rica e entediada Giovana no longa-metragem que estreia no dia 6: versátil, a atriz deixa a virgindade recalcada da Cora de ‘Império’ e beira a devassidão no cinema (Camilla Bruzzone/Divulgação)

“Eu gosto de um bom sexo”, diz a personagem de Marjorie Estiano. Bem que poderia ser uma das falas mais surtadas da puritana Cora de Império, que a atriz viveu na primeira fase da novela e que agora, nas mãos de Drica Moraes, tem sonhos interessantes com o “comendador” José Alfredo (Alexandre Nero) – mas não. No dia 6, a atriz estará nos cinemas como a Giovana de Apneia, longa-metragem que a leva da breguice da classe C de Santa Teresa para a alta roda paulistana – de Perpétua 2.0 ela passa a “refinada entediada à beira do precipício”, digamos assim.

Dirigido por Maurício Eça, grande nome dos videoclipes nacionais que tem no currículo o impactante e já histórico Diário de um detento (1998), dos Racionais MC’s e Admirável Chip Novo (2003), da Pitty, entre tantos outros, o filme fala sobre patricinhas que brincam de camicase madrugada adentro para sentir o sangue correndo nas veias, num antídoto à monotonia do mundo dos ricaços (veja o trailer abaixo).

Marisol Ribeiro – que, diga-se de passagem, merece papeis de mais destaque na TV – é a protagonista Chris, que sofre da apneia que dá o título, numa boa metáfora para trânsito intenso que faz entre a realidade e o sonho. O roteiro, do próprio Eça, foi escrito a partir de uma verdadeira caçada do diretor e sua equipe a perfis de mulheres jovens, ricas e um tanto exibidas nas redes sociais. Além de Marisol e Marjorie, o trio principal é formado por Thaila Ayala. “O que me motivou a escrever este roteiro foi a vontade de contar uma história contemporânea e humana, pouco explorada no nosso cinema nacional: a juventude da classe mais abastada social e economicamente”, explica o diretor. “Fizemos uma extensa pesquisa deste universo, além de uma preparação de atores, para que os personagens sejam  reais e não caricatos. Minha intenção não é rotular. Muito menos julgar os fatos vividos pelos personagens. Desejo mostrar esta realidade através do ponto de vista da Chris de uma forma mais orgânica, traduzindo sensações e intenções.”

Leia também:

Cora é a Perpétua 2.0

A Cora é má e realista, diz Marjorie Estiano

13/10/2014

às 16:32 \ Fotonovela

Beatriz e a fofoca que pode matar

Vítima de um mulherio histérico, Beatriz (Suzy Rêgo) sai apressada, bate e capota o carro em 'Império': críticas do público à personagem sempre estiveram nos planos do autor e agora servem de "inspiração" (Divulgação)

Vítima de um mulherio histérico, Beatriz (Suzy Rêgo) sai apressada, bate e capota o carro em ‘Império’: críticas do público à personagem sempre estiveram nos planos do autor e agora servem de “inspiração” (Divulgação)

Sempre atento ao que se comenta sobre sua Império, das padarias as redes sociais da vida, Aguinaldo Silva fará boa ponte entre realidade e ficção na novela a partir do capítulo desta segunda (13). Beatriz (Suzy Rêgo) sofrerá um grave acidente de carro após uma discussão surrealista com populares no supermercado.

A empresária será abordada por mulheres que, leitoras do blog do fofoqueiro Téo Pereira (Paulo Betti) – isso é que é inclusão digital! –, vão tomar satisfações sobre o comportamento incomum dela, que apoia a vida dupla do marido, Cláudio Bolgari (José Mayer). “Saber que é traída pelo marido com outro homem? Pessoas como você são o câncer da nossa sociedade!”, bradará o mulherio.

É, obviamente, um exagero – afinal, quem reconheceria “a mulher do cerimonialista bissexual que o Téo Pereira ‘acusa’ de ter um caso extraconjugal” no supermercado?

Mas a intenção do autor nos leva a dispensar a verossimilhança. Beatriz, como contou o próprio Aguinaldo ao Quanto Drama!, foi feita para ser criticada e também para levantar a discussão sobre o direito a intimidade. Talvez o telespectador comum esperasse ver uma esposa traída, ludibriada, mártir – uma personagem, sem dúvida, mais palatável. Mas no contexto dos Bolgari, seu apoio ao marido bissexual é coisa para dar, deliberadamente, nó na cabeça de alguns – confusão e polêmica que a trama aproveita agora, quando começa a “malhação de Judas” contra o casal. Por isso, os impropérios que vem sendo dirigidos a Cláudio e Beatriz em cena desde que veio à tona que ele manteve um caso com Leo (Klebber Toledo) são os mesmos repetidos pelo público nas redes sociais e nos grupos de discussão sobre Império.

Contra a horda de intrometidas, Beatriz usará um xingamento que é de fato desconcertante: “Medíocres e feias!”, dirá ela, pouco antes de bater e capotar o carro.

Twitter: @patvillalba

Facebook: facebook.com/QuantoDrama

Leia também:

Suzy Rêgo: “Muitos são preconceituosos por ignorância”

Dar ou não dar pinta, eis a questão

10/10/2014

às 17:10 \ Folhetinescas

7 olhares matadores de assassinos em série

Bruno Gagliasso em cena como o Edu, de 'Dupla Identidade': debochado, ele é do tipo que escolhe o batom para a vítima (Divulgação)

Bruno Gagliasso em cena como o Edu, de ‘Dupla Identidade’: debochado, ele é do tipo que escolhe o batom para a vítima (Divulgação)

Há, basicamente e tomando por determinado ponto de vista, dois tipos de assassinos seriais na ficção: os muito assustadores, como o Hannibal Lecter de Anthony Hopkins em O Silêncio dos Inocentes (2001), e os sedutores que tentam se fazer de irresistíveis, como o Edu de Bruno Gagliasso em Dupla Identidade.

Nas entrevistas que precederam a estreia do seriado da Globo (sextas, 23h30), a autora Glória Perez explicou que seu texto procurava não vitimizar o serial killer, dando espaço para que se sentisse pena dele por causa de, por exemplo, um passado difícil ou quem sabe uma orfandade. “Ele é o mal em estado puro”, disse ela. Edu não é nada confiável, já deu para entender. Mas como estamos falando de entretenimento, se é para ver o mal de tão perto que seja nos olhos azuis de Gagliasso.

Bem no papel, se não tem a piedade do telespectador, poderá com certeza contar com sua torcida – até porque do outro lado está a “ulta profissional treinada no FBI” de Luana Piovani, Vera. E se chega a ser impossível se assustar com Gagliasso – ainda mais quando o vemos chorando no palco do Domingão do Faustão, como no último domingo –, resta então incluí-lo na lista dos psicopatas sanguinários mais charmosos de todos os tempos. Aqui, um dado precioso para a investigação da doutora Vera: todo serial killer da ficção capricha nos olhares enviesados para a câmera:

» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

08/10/2014

às 17:14 \ Fotonovela

Ah, o cheiro do plástico bolha…

Maria Casadevall está perfeita como a maluca e esperta Lili das tirinhas: história da atriz com a série começou quando o diretor Luis Pinheiro viu o viral em que ela dançava sozinha na orla da praia (Divulgação)

Maria Casadevall está perfeita como a maluca e esperta Lili das tirinhas: história da atriz com a série começou quando o diretor Luis Pinheiro viu o viral em que ela dançava sozinha na orla da praia (Divulgação)

Melhor surpresa da nova temporada de séries nacionais, a divertida sitcom Lili, a Ex mostra nesta quarta como uma ex-mulher psicótica pode ter lá os seus benefícios. Desde que se separou de Reginaldo (Felipe Rocha), Lili (Maria Casadevall) se tornou uma incansável espiã de novas namoradas. A da vez, Mari (Nathália Rodrigues), deixa a máscara cair no terceiro episódio a (GNT, 22h30) e se mostra uma víbora. Mas quem disse que Reginaldo quer acreditar? Afinal, quem daria credibilidade a uma denúncia feita por Lili.

Baseada nas tirinhas de Caco Galhardo, a série é um acert0 de roteiro, direção e interpretação, uma vez que consegue, sem grandes recursos gráficos ou de edição, transportar de maneira suave a linguagem dos quadrinhos para a televisão. Escolhida para o papel pelo diretor Luis Pinheiro, após um vídeo viral em que aparecia dançando sozinha na orla da Barra da Tijuca, no Rio, Maria está simplesmente hilariante no papel da mulher inconformada com o fim do relacionamento – maluca de tudo mas ao mesmo inteligente e divertida. “Sabe do que eu gosto? Do cheiro do plástico bolha”, disse ela logo no primeiro episódio, excitada com a mudança para o novo lar, ao lado do apartamento do ex.

Leia também:

As lolitas inesquecíveis da ficção

Sabe aquela que toca na novela?

Edu, o serial killer, vê ‘Tom e Jerry’. Que perigo… 

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados