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22/05/2013

às 15:32 \ Folhetinescas

Os gays mais terríveis da ficção

Félix (Mateus Solano), em cena de 'Amor a Vida': personagem faz oposição ao estereótipo do "purpurinado, bom caráter e divertido" que costuma aparecer com frequência nas novelas (Divulgação)

Quase sempre mostrados como tipos afetados, divertidos e de bom caráter, os homossexuais masculinos costumam causar furor quando aparecem como vilões na ficção. O Félix (Mateus Solano) de Amor à Vida, que em dois capítulos conquistou o coração dos noveleiros tem tanto impacto quanto, por exemplo, o Mário Liberato de Roda de Fogo, de 1987 – levando em consideração que naquela época não havia rede social.

Língua afiada, ar misterioso e um certo olhar enjoado para as mulheres que cruzam seu caminho são elementos fundamentais para a construção dos chamados “bichas más”  da ficção. Sete deles compõem a galeria selecionada abaixo pelo blog.

Os gays perversos da ficção

1 de 7

Escobar (Pierre Baitelli), de 'Capitu'

Escobar (Pierre Baitelli), de 'Capitu'

Em Capitu (2008), leitura de Dom Casmurro em formato de minissérie da Globo, o diretor Luiz Fernando Carvalho carregou na tensão sexual entre os colegas seminaristas Bentinho e Escobar que, vivido por Pierre Baitelli, ganhou um certo sadismo.

 

 

21/05/2013

às 15:07 \ Folhetinescas

Félix é o novo “muso” dos memes

No meme da comunidade FelixBichaMa, o Féliz (Mateus Solano) aparece como herdeiro de Carminha (Adriana Esteves), o que Lívia Marine (Cláudia Raia) não conseguiu ser (Reprodução/Facebook)

Bastou um capítulo e meia dúzia de frases certeiras para que Mateus Solano ganhasse o público como o malvado Félix. “Eu salguei a Santa Ceia!”, disse ele logo num dos primeiros diálogos, entre as ruínas de Matchu Pitchu na estreia de Amor à Vida, na noite desta segunda (20) na Globo.

(Reproduçnao/Facebook)

De cara um dos Trending Topics nacionais do Twitter, onde suas frases foram reproduzidas à exaustão, o personagem criado por Walcyr Carrasco amanheceu nesta terça como estrela de vários memes que circulam pelo Facebook e pelo Tumblr. No mais divertido, o bonitão invejoso e capaz de jogar a sobrinha recém-nascida no lixo, recebe simbolicamente a coroa da Carminha (Adriana Esteves) de Avenida Brasil. O que Félix diria dessa suposta ancestralidade? Provavelmente, algo como o que disse à mãe, Pilar (Susana Vieira): “Genética não tem nada a ver com cabelo tingido.”

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‘Amor à Vida’ refaz troca de bebês de ‘Por Amor’

 

21/05/2013

às 12:36 \ É página virada

‘Amor à Vida’ refaz troca de bebês de ‘Por Amor’

No hospital da família, Paloma (Paolla Oliveira) amamenta um bebê sem saber que é sua filha desaparecida, em 'Amor à Vida': são as voltas que o mundo dá, como em 'Por Amor', de 1997

O drama da heroína Paloma (Paolla Oliveira), que foi separada da filha logo no primeiro capítulo de Amor à Vida, novela das 9 que estreou na Globo na noite desta segunda (20), revive um dos mais emocionantes imbróglios da teledramaturgia brasileira, espinha dorsal da de Por Amor, de 1997.

No capítulo desta terça da novela de Walcyr Carrasco, o bebê tirado de Paloma por Félix (Mateus Solano) será encontrado por Bruno (Malvino Salvador). O herói acabou de perder a mulher Luana (Gabriela Duarte) e o filho, no parto. E, diante da tragédia de perder um bebê e a sorte de encontrar um recém-nascido atirado no lixo, ele conseguirá convencer a médica Glauce (Leona Cavalli) a adulterar a documentação. Dessa forma, criará Paulinha (Klara Castanho) como sua filha.

O mesmo tipo de situação e, também de sentimento, envolvia o caso de Por Amor, novela de Manoel Carlos que alcançou grande sucesso ao mostrar um amor incondicional de uma mãe por uma filha. A mãe era, claro, uma Helena, talvez a mais controversa das “Helenas de Maneco”, vivida por Regina Duarte. A mesma Gabriela Duarte, que fez uma participação especial em Amor à Vida para morrer logo na estreia, era a Maria Eduarda que recebia, sem saber, o irmão no lugar do seu bebê morto.

Gabriela Duarte como a Maria Eduarda de 'Por Amor': o filho era o irmão (Divulgação)

Numa cena que se tornou um clássico do drama nacional, durante uma tempestade e num hospital que tinha ares fantasmagóricos, Helena convencia o médico César (Marcelo Serrado) a alterar a documentação. Como a Glauce de Amor à Vida, que é apaixonada por Bruno, ele toma a atitude por amor, já que sempre amou Maria Eduarda.

Por fim, há ainda duas coincidências que aproximam os acontecimentos que originaram as duas novelas: as presenças de Susana Vieira e Antonio Fagundes como figuras centrais. Em 1997, ela era a terrível Branca Letícia que – a atriz já andou dizendo por aí – recebe agora sua homenagem na interpretação de Pilar. Fagundes, por sua vez, vem no mesmo clima do  doce Atílio, um dos melhores partidos que a teledramaturgia já produziu, pai da criança que Helena deu para a filha, sem pensar na dor do marido.

Com  um capítulo de tirar o fôlego e num padrão de produção que supera a novela anterior, Amor à Vida não parece ter chegado para reinventar a roda. Mas nem precisa. Seu maior trunfo está nas boas interpretações – a mais evidente, de Mateus Solano no excelente papel de Félix – e no apelo a alguns dos pilares do melodrama. E, nesse terreno, não há referência melhor do que Por Amor.

Confira a cena da troca de bebês abaixo:

20/05/2013

às 11:55 \ Folhetinescas

‘Amor à Vida’ leva o Divino para São Paulo

Autêntica, falastrona, muito amorosa e comandada por Eliane Giardini, a família do Bruno (Malvino Salvador) de 'Amor à Vida' é uma versão paulistana do clã carioca Tufão de 'Avenida Brasil' (Reprodução)

A cidade agora é outra, São Paulo. Mas o falatório à mesa, os barracos, o botequim que serve de ponto de encontro para os personagens e até mesmo a matriarca de Amor à Vida têm os mesmos moldes do Divino, bairro fictício carioca que encantou o público durante Avenida Brasil. A novela de Walcyr Carrasco, que estreia nesta segunda (20) na Globo, tem a dura missão de levantar não só o Ibope, à mingua após o fraco desempenho de Salve Jorge, mas principalmente a recuperar a credibilidade na produção de novelas. Para isso, busca uma identidade que se aproxima da modernidade testada e aprovada na novela-sensação de João Emanuel Carneiro. Walcyr, que assinou tramas de sucesso as 18h e as 19h, além do remake de Gabriela no ano passado, tem um ponto a seu favor: como João, não é autor dado à enrolação, e não costuma economizar nos acontecimentos, resolvendo os conflitos com certa rapidez num estilo que, na medida do possível, se aproxima dos seriados.

Localizado ali pelas bandas do tradicional Bixiga, o bairro fictício da nova novela das 9 é o lar do protagonista Bruno (Malvino Salvador), que passa pela tragédia de perder a mulher e o filho, mortos no parto. Dez anos depois, ele é pai adotivo de Paulinha (Klara Castanho) e vive na casa da mãe, Ordália. No papel, a mesma Eliane Giardini que comandou a família Tufão como Muricy. Agora, ela é casada com Denizard, papel de Fúvio Stefanini, dono de um bar muito parecido com o do Silas (Ailton Graça) em Avenida Brasil.

“Eles falam alto e brigam muito, como uma típica família de origem italiana, mas são pra cima e se curtem também”, detalha Malvino, prestes a viver um sujeito tão íntegro quanto o Tufão de Murilo Benício. “Estou procurando fazer uma coisa mais discreta, menos espalhafatosa”, anota Eliane, com a preocupação de se distanciar da exburante Muricy.

Na hora do alívio cômico, não por acaso, passa pelo estabelecimento da família de Bruno a periguete da vez, Valdirene (Tatá Werneck) que, ao lado da mãe, a ex-dançarina Márcia (Elizabeth Savalla), tentará ser um furacão de tanto vulto quanto a saudosa Suellen de Ísis Valverde.

A novela de João Emanuel Carneiro é vista nos bastidores como um divisor de águas e um padrão a ser atingido. Seu sucesso e boa repercussão tanto na classe C, a quem tanto se quer agradar, e na classe A, afastada pela oferta da TV a cabo, já dura mais do que esperava e teve efeito negativo para Salve Jorge. Na última sexta (17), após o final da novela de Glória Perez, a hastag #avenidabrasil entrou para as dez mais comentadas do Twitter – a comparação entre as duas novelas foi implacável.  ”A questão é que nem todos têm aquele estilo. E não se pode oferecer só um estilo ao público”, observa um dos autores mais experientes, em conversa com o blog.

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As melhores frases do final de ‘Salve Jorge’

18/05/2013

às 12:05 \ Folhetinescas

Tema holywoodiano derrubou ‘Salve Jorge’

Russo (Adriano Garib) apanhou das traficadas da boate no último capítulo: se fosse personagem de um filme ou seriado, ele não daria esse mole (Divulgação)

À primeira vista, Salve Jorge pareceu uma mera cópia de dois sucessos anteriores de Glória Perez, O Clone (2001) e Caminho das Índias (2008). Mas não foi. No fim das contas, não era uma novela sobre o amor em meio ao choque das culturas ocidental e a oriental, mas uma trama essencialmente sobre o tráfico humano, lançada com a ambição de, além de entreter, interferir na realidade.

Não foi um bom caminho, como o Ibope demonstrou ao longo dos sete meses em que novela ficou no ar – média de 34 pontos até o começo do mês, a pior já registrada por uma novela das 9.

Contravenção de engenharia complexa e que movimenta muito dinheiro, o tráfico internacional de pessoas é, sem dúvida, um prato cheio para a ficção. Mas não é adequado para ancorar uma novela que, apesar do amplo espaço dos seus 180 capítulos, jamais poderia ir fundo na representação do drama das vítimas e da crueldade dos vilões – um filme ou uma série, sim.

Wanda (Totia Meirelles) "encontrou Jesus" na prisão: vilã entrou e saiu fazendo piada (Reprodução)

Dessa forma, tanto a mocinha traficada quanto os mafiosos ficaram enfraquecidos pelas amarras do próprio gênero, que pede muitas idas e vindas, injustificadas e a partir de atitudes que enfraquecem os personagens. Um caso envolvendo escravidão sexual já havia sido mostrado em Belíssima, de Silvio de Abreu, em 2005, por meio da prostituta Taís (Maria Flor). Mas foi uma trama secundária, de curta duração, não o centro da novela. Como aceitar, por exemplo, que os capangas de Russo (Adriano Garib), diante de todas as chances que tiveram, não tenham matado Morena (Nanda Costa) de uma vez?

Com pouca inteligência e muita empáfia – o tal do “sangue nos olhos”, que tentou moldar a “mulher batalhadora da favela”–, a mocinha de Glória Perez não chegaria viva ao final da história, se Salve Jorge fosse um filme. O seriado americano Body of Proof  usou o tema no sexto episódio, Fallen Angel, de sua terceira temporada, no ar nos Estados Unidos pela ABC. Arrancada à força de uma vila na Croácia, a mocinha é morta logo na primeira cena e, já morta, tem seu bebê arrancado do ventre, num beco. Num horário mais adequado – a partir das 22h – e com menos espaço para enrolação, as meias-palavras ficam de lado.

Seria injusto esperar que uma novela mostrasse algo tão extremo. Mas foi justo esperar que o assunto não virasse a piada provocada pelos vilões trapalhões e os policiais nada perspicazes, além das típicas soluções folhetinescas que são aceitáveis só no terreno amoroso, não no contexto policial. Em histórias de investigação, o realismo é essencial e a habilidade do autor está em espelhar a verdade sem fazer um documentário. Longe disso, Salve Jorge demandou uma tal “vontade de voar”, que seria embarcar na história sem se questionar. Pena que seu avião – ao contrário do jatinho de Lívia Marine (Cláudia Raia), o tempo todo partindo do Rio para Istambul – não decolou.

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As melhores frases do final de ‘Salve Jorge’

‘Salve Jorge’: Quem Jorge salvou, e quem o dragão queimou

17/05/2013

às 23:01 \ Maestro, uma nota

As melhores frases do final de ‘Salve Jorge’

Perdeu, Lívia Marine: personagem de Cláudia Raia sensualizou no palco de algum rendez-vous no leste europeu, mas acabou presa por Helô (Giovanna Antonelli) (Divulgação)

O último capítulo de Salve Jorge, exibido na noite desta sexta (17) pela Globo, teve poucas surpresas, mas boas frases de efeito. Confira as melhores:

– Meu nome é Jô!

dee Jô (Thammy Miranda) para Russo (Adriano Gabrib), no melhor estilo Zé Pequeno.

– Eu sou casado!

de um figurante que se deu mal com a invasão da boate das traficadas.

– Eu não trafico ninguém…

de Irina (Vera Fischer), que até se levantou com o susto que tomou da Swatt

– Cadê seu cabelo?

de Waleska (Laryssa Dias) ao descobrir que Jô era policial infiltrada

– Não tem nem frigobar?

de Lívia (Claudia Raia) ao conhecer o seu novo cafofo

– Tá surpreso?

de Helô (Giovanna Antonelli) para Stênio (Alexandre Nero), de queixo caído ao descobrir que Lívia é bandida

– Eu aceitei Jesus.

de Wanda para Lívia, na prisão.

– Acabou!

de Théo (Rodrigo Lombardi) encerrando a novela.

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‘Salve Jorge’: Quem Jorge salvou, e quem o dragão queimou

17/05/2013

às 14:04 \ Folhetinescas

‘Salve Jorge’: Quem Jorge salvou, e quem o dragão queimou

Além dos milhares de devotos que tem na vida real e do Corinthians, que já lhe dão trabalho suficiente, São Jorge teve de se desdobrar para ajudar não só os personagens, mas também os atores da novela das nove que o homenageia.  E, num balanço final no dia em que a Globo exibe o último capítulo de Salve Jorge, entre mortos, surrados, traídos e vítimas de “seringa de conteúdo letal”, nem todos se salvaram – e terminam, digamos, chamuscados pelo dragão.

É comum que parte dos telespectadores sintonize numa novela apenas para ver um Antonio Fagundes, um Tony Ramos ou uma Adriana Esteves. Não foi o caso de Salve Jorge, que já no anúncio de seu elenco chamou a atenção mais pelas “personalidades” do que pelos grandes atores . De cara, a presença de figuras como a “filha da Gretchen”, do “neto do Silvio Santos”, da “ex-mulher do Tande”, da “namorada do Neymar” e, enfim, do “namorado da Xuxa” monopolizou as atenções da imprensa e do público, algo que teve muito mais a ver com a vida pessoal dos atores do que com seus personagens em si. Thammy Miranda, Tiago Abravanel, Lisandra Souto, Bruna Marquezine e Juno terminam o trabalho, obviamente, com saldo positivo.

Nem todos tiveram a mesma sorte. Veja abaixo uma seleção de outros que São Jorge salvou e quem – fazer o quê? – o dragão queimou.

Quem sai ileso e quem sai chamuscado de 'Salve Jorge'

1 de 11

Helô - Salva

Favorecida pelo heroísmo e pela estampa de "delegata", Giovanna Antonelli brilhou, esbanjando o carisma que a protagonista Morena não tinha.

16/05/2013

às 14:59 \ Bastidores

Bianca e Maitê – apenas boas amigas?

Cleo Pires e Cissa Guimarães gravam as cenas finais de Bianca e Maitê em 'Salve Jorge': filosofando ao natural (Divulgação)

Moderna, antenada e transgressora, como descreveu a autora Glória Perez na sinopse da novela, a Bianca de Salve Jorge (Globo, 21h15) evaporou da Capadócia, depois de perceber que perdeu Ziah (Domingos Montagner) para Ayla (Tânia Khalill).

Bianca na praia com a amiga Maitê: nudez e provocação para tentar salvar o Ibope na reta final

De volta ao Brasil, ela aterrissa numa praia de nudismo no Grumari, na zona oeste do Rio, onde filosofará, ao natural, sobre a vida amorosa com a amiga Maitê (Cissa Guimarães) – que, afinal, não fez outra coisa na novela senão ouvi-la.

A personagem, que começou a trama celebrando um descasamento, termina a novela sozinha nesta sexta (17). Ou melhor, aparentemente sozinha. Nos bastidores, há quem aposte que a cena de Bianca e Maitê na praia de nudismo deixará no ar a ideia de que elas têm algo mais. Maitê chegou a paquerar Ricardo (Alexandre Barros), colega policial de Helô (Giovanna Antonelli), mas nada do romance engatar – e a novela acaba amanhã. Recentemente, a provocativa Cleo Pires disse, numa entrevista à TV, que faz “muito sucesso” entre as mulheres.

Um casal lésbico é o que falta para completar a diversidade da novela que, como já comentado aqui no blog, deu palco a todo tipo de minoria. Vale lembrar que em 2005, Glória tentou levar ao ar uma esperada cena de beijo gay entre os personagens Júnior (Bruno Gagliasso) e Zeca (Eron Cordeiro), em América., mas foi impedida pela direção da emissora.

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Erros são diversão à parte em ‘Salve Jorge’

16/05/2013

às 9:09 \ Folhetinescas

Os 7 hits de ‘Salve Jorge’

Lívia Marine (Cláudia Raia) limpa as digitais de sua "seringa de conteúdo letal" após matar Raquel (Ana Beatriz Nogueira): sucesso da temporada (Divulgação)

Salve Jorge pode até não terminar nesta sexta consagrada como um sucesso, mas esteve o tempo todo na boca do povo, especialmente nas redes sociais.

Relembre abaixo sete itens que deram o que falar durante a novela de Glória Perez, autora já acostumada a lançar moda na TV:

1. Seringa de conteúdo letal de Lívia Marine: é só sacar, mirar e… todos os seus problemas acabam! A vilã de Salve Jorge não seria ninguém sem a sua seringa absurdamente letal.

Maria Vanúbia (Roberta Rodrigues): filosofia de botequim e periguetismo (Divulgação)

2. Juba da Morena: Modelada à mexicana, lisa ou como juba natural, o cabelo de Morena (Nanda Costa) mudou diversas vezes – algumas na mesma sequência – durante a novela. E em todas elas virou assunto.

3. “Os mega” da Maria Vanúbia: Roberta Rodrigues entrou para a – já extensa – galeria das periguetes mais divertidas da TV. Com a língua afiada, cunhou as melhores frases da novela e apresentou as gírias do momento no Morro do Alemão para todo o país.

4. Batom  fúcsia da Lívia Marine: Cláudia Raia disse poucas e boas durante a novela. Algumas ficarão na memória muito por causa do berrante batom fúcsia que ela passou a usar em cena.

 

Helô (Giovanna Antonelli): vestida para dormir? (Reprodução)

5. Conga, conga, conga: O hit da Gretchen não estava na trilha sonora oficial, mas apresentado por Thammy Miranda na “boate das traficadas”, embalou o momento mais divertido da novela.

Bolsa porta-bebês da Wanda: pequena por fora e surpreendentemente espaçosa por dentro, a it bag da bandida foi uma maneira muito estranha de carregar criancinhas indefesas por aí.

Pijamas da Dona Helô: No começo, a “delegata” de Giovanna Antonelli chegou a ser referência de estilo. Depois, encasquetou com o look pijama, e passou a desfilar um sem-fim de conjuntos estampados de gosto bastante duvidoso.

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15/05/2013

às 12:05 \ Folhetinescas

‘Sangue Bom’, uma novela cheia de charme

A diva louca Bárbara Ellen (Giulia Gam): frasista de mão cheia e vaidosa sem-noção, ela lembra a Chayenne (Claudia Abreu) de 'Cheias de Charme' (Divulgação)

Embora com um enredos completamente diferentes, Sangue Bom, a nova novela das 7 da Globo, tem notáveis semelhanças com Cheias de Charme, arrasa-quarteirão que ocupou o horário no ano passado. Não chega a ser um pecado, já que a teledramaturgia vive da repetição de ícones e, no caso da simpática trama de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari, uso é feito com inventividade  – e deliciosa acidez.

Brunette (Ellen Roche), a Mulher Mangaba: clipe lançado na internet, como As Empreguetes (Divulgacão)

Como Cheias de Charme, Sangue Bom é bem ancorada na música. Na primeira, havia o trio formado por Penha (Taís Araújo), Cida (Isabelle Drummond) e Rosário (Leanda Leal); na segunda, há a funkeira Mulher Mangaba (Ellen Roche), que lança o clipe Solteirinha da Pompéia no capítulo desta quarta (15), numa ação semelhante à das Empreguetes, e ainda um karaokê, onde personagens como Malu (Fernanda Vasconcellos) e Bento (Marco Pigossi) aparecem cantando.

Veja o teaser do clipe Solteirinha da Pompeia, da Mulher Mangaba

Ainda no terreno musical, a trilha sonora da novela atual tem bom equilíbrio entre hits populares, como Camaro Amarelo (Munhoz e Mariano), e canções de qualidade, como Poema (Ney Matogrosso). Não por acaso, a consultoria é do antropólogo Hermano Vianna, que também atuou em Cheias de Charme.

No horário das 7, crianças e jovens são fundamentais na audiência. Essa influência começa na abertura de Sangue Bom, uma vinheta de estética juvenil à moda das fofíssimas bonecas de pano que dançavam ao som de Ex Mai Love em Cheias de Charme.

Mais chique, porém igualmente destrambelhada, Bárbara Ellen (Giulia Gam) é uma diva vaidosa e sem limites como foi a Chayenne (Cláudia Abreu) – cobertas de referências ao meio artístico, as duas personagens se sentem no centro do universo e dão margem a boas piadas que envolvem figuras do show business real.

Humberto Carrão, o Fabinho: antes de terno e agora de jaqueta de couro, com o mesmo charme (Divulgação)

Alguns nomes dos elencos das duas novelas se repetem. Isabelle Drummond, até outro dia a Cida, aparece menos delicada, mas com o mesmo bom caráter, desta vez como a corintiana Giane. Daniel Dantas, o pai amoroso de Rosário em Cheias de Charme, agora é o bondoso Gilson, dono do lar de adoção que recebeu os protagonistas de Sangue Bom quando crianças. Sucesso com as moças como o batalhador Elano no ano passado, Humberto volta igualmente charmoso, mas “do outro lado da Força”, como o bad boy Fabinho.

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