Blogs e Colunistas

25/11/2014

às 12:46 \ Folhetinescas

Vem aí a biografia não-autorizada do Comendador de ‘Império’

É a glória, Téo Pereira: personagem de Paulo Betti poderá, enfim, mostrar que é uma fera da pena, ao lançar o maior sucesso editoral do ano em 'Império' – a biografia não-autorizada de José Alfredo (Alexandre Nero) (Divulgação)

É a glória, Téo Pereira!: personagem de Paulo Betti poderá, enfim, mostrar que é uma fera da pena, ao lançar o maior sucesso editoral do ano – a biografia não-autorizada de José Alfredo (Alexandre Nero) (Divulgação)

Embora adore se vangloriar dos “milhares de cliques” que diz obter com o veneno destilado diariamente em seu blog, não é difícil concluir que Téo Pereira (Paulo Betti) não é exatamente bem-sucedido como jornalista. Num subtexto muito interessante e contemporâneo de Império (Globo, 21h15), o personagem demonstrou que vive num embate interno regado a uísque e rancor, uma vez que não é um fofoqueiro vazio, mas um homem com boa bagagem cultural e que, no passado, já teve aspirações mais elevadas na profissão.

Nos próximos capítulos, como o jornalista investigativo que sempre quis ser, municiado pelas informações do seu “garganta profunda” Maurílio (Carmo Dalla Vecchia), ele vai ajudar a deflagrar a série de acontecimentos que levarão à morte fingida do Comendador José Alfredo (Alexandre Nero). Ganhará um tanto de reconhecimento, mas não sairá daí a sua maior glória.

Com o comendador aparentemente morto e enterrado, Téo finalmente poderá desfilar entre os grandes nomes do jornalismo nacional, ao lançar a “biografia não-autorizada” de José Alfredo de Medeiros. Pense num livro bombástico.

Quem conta o spoiler ao QUANTO DRAMA é o próprio autor Aguinaldo Silva que, como jornalista que é, sente-se incomodado com as limitações que vêm sendo impostas pela Justiça à publicação de biografias no Brasil. “É uma vergonha para o país, um limite à liberdade de expressão”, opina ele que, digamos, corrigirá a realidade na sua ficção. “Téo conseguirá o que quer, que é ser reconhecido como jornalista. O livro será um sucesso!”, adianta, às gargalhadas.

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22/11/2014

às 16:21 \ Eu vejo novela

Divas dão a cara a tapa sem maquiagem

Susana Vieira como a Sandra de 'Eu que amo tanto', do 'Fantástico': sincera e desesperada, personagem é destaque na carreira de 50 anos da atriz (Reprodução)

Susana Vieira como a Sandra de ‘Eu que amo tanto’, do ‘Fantástico’: sincera e desesperada, personagem é destaque na carreira de 50 anos da atriz (Reprodução)

Esta foi uma semana intensa na ficção, com diamante se espatifando, amante sendo morto em plena delegacia, gente caindo da escada e depois do precipício. E, em tempos de high definition, não deixa de ser curioso que as cenas que melhor representam o turbilhão de emoções folhetinescas dos últimos dias tenham sido protagonizadas por três atrizes de cara limpa, sem maquiagem.

No domingo (16), Susana Vieira viveu com notável paixão e sem vaidades a obsessiva Sandra de Eu que amo tanto, série do Fantástico baseada no livro de Marília Gabriela (Ed. Rocco, 2008) sobre mulheres reais que amaram mais do que deviam. Foram dez minutos de entrega irrestrita à profissão, com certeza mais um ponto alto na carreira de 50 anos da atriz. “Eu não queria nada de mais. Só que ele me amasse”, repetia ela no interrogatório, após matar o namorado (Miguel/Tarcísio Filho) em plena delegacia.

Heloísa Périsse como a Beatriz de 'Boogie Oogie': envolvida com um intelectual de esquerda, a personagem foi expulsa  de casa pelo marido militar (Reprodução)

Heloísa Périsse como a Beatriz de ‘Boogie Oogie’: envolvida com um intelectual de esquerda, a personagem foi expulsa de casa pelo marido militar (Reprodução)

Bem mais jovem do que Susana, mas com boa bagagem, Heloísa Périssé faz em Boogie Oogie (Globo, 18h) algo bem diferente dos seus papeis anteriores, em geral, ligados ao humor ou a mulheres de personalidade forte. Submissa, Beatriz é mulher de um militar em pleno 1978, que vem exigindo da atriz um desapego da aparência. A novela de Rui Vilhena evita a discussão sobre o período da ditadura, mas não deixa de encarnar em Elísio, personagem de Daniel Dantas, a imagem do rigor espartano.

Desde o começo da novela, estava no ar a suspeita de que Beatriz tivesse traído Elísio num passado distante. O caso veio à tona no capítulo de segunda (17), quando ele expulsou a mulher de casa ao descobrir que ela andou indo ao cinema, 20 anos antes, com o vizinho – e veja que coisa: justamente um intelectual de esquerda (Paulo/Caco Ciocler). “Eu só queria um pouco de atenção, uma conversa”, repetia Beatriz, “despedaçada como um flor na tempestade”, como se disse em uma outra cena.

Cora (Drica Moraes), de 'Império', usa a virgindade como moeda de troca: tem gente disposto a jogar moribundos no precipício por ela (Reprodução)

Cora (Drica Moraes), de ‘Império’, usa a virgindade como moeda de troca: tem gente disposto a jogar moribundos no precipício por ela (Reprodução)

Destaque em Império (Globo, 21h15) quase todos os dias, Drica Moraes faz de sua Cora uma serpente que encanta com artifícios um tanto misteriosos, já que, aparentemente, é uma criatura seca, sem vaidade e muito rancor. Mas ela não precisa passar nem sequer um batom para fazer Jairo (Júlio Machado) dar sumiço no corpo de seu ex-comparsa Fernando (Eron Cordeiro) – ofereceu sua virgindade, o que só pode ser um alívio cômico em meio à trama policial. E, no capítulo de segunda, chegou a estar sob a mira da arma do futuro defunto, mas convenceu o (para todos os efeitos) psicopata a lhe poupar a vida. Sem dó, empurrou-lhe escada abaixo. “Nunca dê as costas para uma mulher sozinha”, ensinou.

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21/11/2014

às 22:03 \ Maestro, uma nota

‘Posso ser tudo nessa vida. Menos nada’

Lili (Maria Casadevall) e Reginaldo (Felipe Rocha): Unfriends? Até parece... (Divulgação)

Lili (Maria Casadevall) e Reginaldo (Felipe Rocha): Unfriends? Até parece… (Divulgação)

Excluída da rede social de Reginaldo (Felipe Rocha), Lili (Maria Casadevall) pirou bonito para fazer valer a “separação estável” e o papel de “ex-mulher presente”. Unfriend, como ela disse, não é posição digna para ela.

Em mais um ótimo capítulo da série Lili, a Ex, exibido pelo GNT na noite de ontem (quinta, 20), o casal mais gracioso da TV paga tentou firmar um contrato de ex-casamento, cheio de cláusulas absurdas. Mas a verdade fica mais evidente a cada semana: eles não podem viver longe um do outro.

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19/11/2014

às 11:50 \ Folhetinescas

Tabefes no toilette

Após descontar a raiva que sente da rival Carmem (Ana Carolina Dias), Juju Popular (Cris Vianna) lavará as mãos: "Para não levar alguma sujeira sua nas minhas unhas", dirá (Divulgação)

Após descontar a raiva que sente da rival Carmem (Ana Carolina Dias), Juju Popular (Cris Vianna) lavará as mãos: “Para não levar sua sujeira nas minhas unhas”, dirá (Divulgação)

Figura das mais insuportáveis da novela, Carmem (Ana Carolina Dias) leva uns tabefes de Juju Popular (Cris Vianna) no capítulo desta quarta (19) de Império (Globo, 21h15). A confusão acontecerá quando a advogada de porta de cadeia provoca a ex-rainha de bateria em encontro casual no banheiro do restaurante de Vicente (Rafael Cardoso).

Carmem, como se sabe, armou contra Juju em passado recente: juntou-se com o marido dela, Orville (Paulo Rocha), e ainda tomou-lhe a casa.

A cena desta quarta, mais um dos barracos dos quais o público demonstra tanto gostar, é um caso clássico de “acerto de contas no banheiro feminino”, lugar que na teledramaturgia – e também na vida real – é propício a confissões, xingamentos, puxões de cabelo e até assassinatos. Abaixo uma lista com sete bafões no toilette feminino da ficção:

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18/11/2014

às 18:26 \ Fotonovela

O garganta profunda e o ‘boca de Matilde’

Maurílio (Carmo Dalla Vecchia) garante a Téo Pereira (Paulo Betti) que tem provas contra o Comdendador José Alfredo (Alexandre Nero) dignas de um Watergate (Divulgação)

Maurílio (Carmo Dalla Vecchia) garante a Téo Pereira (Paulo Betti) que tem provas contra o Comdendador José Alfredo (Alexandre Nero) dignas de um Watergate (Divulgação)

Com a imagem inabalável de que estão sempre às voltas com histórias das mais interessantes, os jornalistas são frequentemente personagens de ficção. Nas telenovelas brasileiras, estão quase sempre correspondendo ao estereótipo dos que trabalham muito e ganham pouco, sempre com valentia na busca pela notícia mais bombástica de todos os tempos. ‘Boca de Matilde’ dos mais venenosos, Téo Pereira (Paulo Betti) de Império (Globo, 21h15) é um tipo diferente de jornalista, numa leitura contemporânea e certeira de Aguinaldo Silva sobre a profissão.

É como se o blogueiro estivesse relegado a um jornalismo periférico, um verdadeiro umbral da pena, vivendo como um comensal da morte de mexericos maldosos e dos escombros da reputação alheia. É curioso que nunca fale de uma Grazi Massafera, de uma Susana Vieira ou até mesmo de uma Valeska Popozuda. Está sempre nos calcanhares de celebridades específicas, como o festeiro Cláudio Bolgari (José Mayer) ou da família do Comendador José Alfredo (Alexandre Nero). É obcecado e nada ético, num perfil que faz uma crítica contundente ao jornalismo raso e que, ao mesmo tempo, joga no colo do público parte da responsabilidade pela indústria da fofoca quando apela para o humor.

Nos últimos dias, Téo tem estado endiabrado. Acostumado ao desprezo do pessoal do jornalismo impresso, viu a oportunidade de brilhar como os grandes. Com esperança digna de um foca, tem saltitado quase ingenuamente – e, veja só, naquele peito envenenado bate um coração.

Um informante misterioso promete revelar notícias com n em “caixa alta”, coisa de mandar parar as rotativas, sobre o passado de José Alfredo. É a chance de praticar jornalismo de verdade, viver dias de Bob Woodward, em aventuras com o seu “Garganta Profunda” – ele não perdeu tempo em apelidar o delator anônimo. E a novela ensina que cada jornalista tem o Garganta Profunda que merece.

O Garganta Profunda de Téo Pereira é Maurílio (Carmo Dalla Vecchia). Ele sustenta que o Comendador matou seu pai, Sebastião (Reginaldo Faria). A informação pode fazer ruir o império de José Alfredo, que enriqueceu a partir da morte do benfeitor. “Eu tenho provas”, dirá Maurílio no capítulo desta terça (18).

Pode-se imaginar, portanto, que a denúncia terá na novela tanto impacto quanto o Garganta Profunda que levou à renúncia Richard Nixon à presidência dos EUA em 1972, durante o escândalo de corrupção conhecido como Watergate. Responsáveis pelas reportagens que revelaram o escândalo nas páginas do Washington Post, a dupla Bob Woodward e Carl Bernstein é grande inspiração para os profissionais da área – até mesmo para os fofoqueiros de plantão, como o personagem de Paulo Betti. E o codinome que os repórteres americanos usaram para esconder a identidade de sua fonte – Mark Felt, como foi revelado em 2005 – será sinônimo eterno de bomba jornalística.

A inspiração, curiosamente, não vem da óbvia profundidade das denúncias, mas de um filme erótico que causava furor na época. Num dos roteiros mais doidos de todos os tempos e também o primeiro sucesso mundial da indústria pornô, a jovem Linda (Linda Lovelace) é objeto de estudo científico por ter o clitóris no fundo da garganta. A desenvoltura da atriz nas cenas de sexo oral fez do filme um clássico. Téo Pereira, certamente, viu.

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17/11/2014

às 15:47 \ Bastidores

Jockey Club veta cenas de ‘Império’

Magnólia (Zezé Polessa) e Severo (Tato Gabus) o casal encrenca de 'Império': fortuna nas patas do azarão Falso Brilhante (Divulgação)

Magnólia (Zezé Polessa) e Severo (Tato Gabus) o casal encrenca de ‘Império’: fortuna nas patas do azarão Falso Brilhante (Divulgação)

Os dias de miserê de Magnólia (Zezé Polessa) e Severo (Tato Gabus) estão contados em Império ( Globo, 21h15). Os dois malandros vão vender um falso segredo sobre a própria filha, Maria Isis (Marina Ruy Barbosa), ao Comendador José Alfredo (Alexandre Nero) e apostarão todo o dinheiro num azarão no turfe.

A novela tem apresentado uma boa quantidade de externas o que, no sistema de produção de um programa diário, é digno de elogios. As cenas da chegada gloriosa do cavalo Falso Brilhante – aliás, nome provisório da trama antes do definitivo Império – estavam escritas e prontas para serem ambientadas no Jockey Club do Rio. Severo apostaria todo o lucro da chantagem e levaria uma bolada. Mas a direção do clube vetou – sob a alegação de “apologia ao vício”.

De qualquer forma, Magnólia e Severo ficarão ricos. Mas o autor Aguinaldo Silva não pretende deixar no ar a ideia de que o crime compensa – logo, os dois irão à bancarrota.

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12/11/2014

às 13:38 \ Folhetinescas

Novela angolana tenta ocupar espaço do negro na TV brasileira

Micaela Reis é Victoria em 'Windeck', a primeira novela africana a ser exibida no Brasil (Divulgação)

Micaela Reis é Victoria em ‘Windeck’, a primeira novela africana a ser exibida no Brasil (Divulgação)

A TV Brasil começou a exibir nesta segunda (10), às 23h, a primeira novela africana na terra do folhetim: Windeck, todos os tons de Angola. Transmitida TPA em 2012 e apresentada com sucesso em países como Cabo Verde, Moçambique e Portugal, a produção se tornou meramente conhecida aqui quando concorreu ao troféu de Melhor Novela com Avenida Brasil e Lado a Lado no Emmy Internacional, prêmio levado por esta última.

É uma boa produção, ainda que com um tanto dos vícios mexicanos e brasileiros, mas salva por atuações convincentes e tramas bem-estruturadas. Mas não é só a qualidade que justifica a exibição pela rede estatal brasileira – o discurso é ampliar o espaço dos negros na nossa televisão, num ação conjunta da Empresa Brasil de Comunicação e da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir). Na prática, no entanto, a novela é tão africana quanto Uggly Betty poderia ser considerada colombiana. Ou seja, quanto mais o produto tenta parecer “internacional”, mais ele se afasta das raízes culturais. E, fora a eventual curiosidade pela “Luanda além dos estereótipos” que aparece como pano de fundo, pouco ou nada se aprende com a novela sobre afrodescendência – não é à toa que a produção perdeu o Emmy para Lado a Lado, que tratou com esmero da participação do negro na formação do Rio de Janeiro.

O brasileiro Rocco Pitanga participa da novela angolana como o publicitário Gabriel Castro (Divulgação)

O brasileiro Rocco Pitanga participa da novela angolana como o publicitário Gabriel Castro (Divulgação)

A trama é ambientada numa revista de moda, a Divo (qualquer semelhança com Celebridade, de Gilberto Braga e Ricardo Linhares não pode ser mera coincidência). Ali, acontece todo tipo de confusão, entre ciúme, inveja e romances mal-resolvidos. A grande maioria dos atores é negra – embora os protagonistas tenham sido criticados pela imprensa angolana por serem “esbranquiçados demais”. Contam-se nos dedos os atores brancos em cena.

É, portanto, o inverso do que estamos acostumados a ver nas novelas nacionais. Mas é claro que é algo distante da nossa realidade. Não seria o caso de buscarmos uma escalação de elenco mais igualitária e representativa do Brasil contemporâneo? O tema, como se sabe, é delicado. Ainda outro dia, Miguel Falabella foi duramente criticado na internet, pelos setores ligados ao movimento negro, pela autoria do seriado Sexo e as Negas, estrelado por quatro atrizes negras na Globo.

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10/11/2014

às 22:50 \ Eu vejo novela

‘Não vou morrer é nunca!’

José Alfredo prepara escapada triunfal: novela de Aguinaldo Silva chega ao 100˚ capítulo nesta quinta (12) (Divulgação)

José Alfredo prepara escapada triunfal: novela de Aguinaldo Silva chega ao 100˚ capítulo nesta quinta (12) (Divulgação)

Embora o Comendador José Alfredo de Império (Globo, 21h156) esteja procurando uma saída para não ter de entregar toda sua fortuna para Maurílio (Carmo Dalla Vecchia), o filho de Sebastião Ferreira (Reginaldo Faria) que pode abalar seu reinado, o autor Aguinaldo Silva anunciou nesta segunda (10) em seu site que, sim, o protagonista vai morrer em breve. “Estou triste. Acabei de escrever a cena em que o comendador morre. Sim, ele morre e é enterrado… Mas alguma coisa surpreendente sempre pode acontecer no terceiro dia, não é mesmo?”, escreveu.

Algo no ar dá a entender que o adorável personagem dará uma escapada estratégica, deixando o circo em chamas. Além das pistas que Aguinaldo deixou escapar para aguçar a curiosidade dos fãs da novela, as cenas do capítulo desta noite deram a entender que o imperador do diamantes anda tramando, com direito a participação de um pajé do tipo “europeu perdido na Amazônia”. “Eu não vou morrer é nunca”, pensou ele em voz alta com seus botões. “A não ser que eu queira.”

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07/11/2014

às 9:51 \ Folhetinescas

7 coincidências entre ‘Dupla Identidade’ e ‘The Fall’

Como o Peter Spector de 'The Fall', Edu (Bruno Gagliasso) vai conviver com uma lolita insinuante: no capítulo desta sexta (7), ele se interessa por Tati (Brenda Sabryna), filha do Delegado Dias (Marcello Serrado) (Divulgação)

Como o Peter Spector de ‘The Fall’, Edu (Bruno Gagliasso) vai conviver com uma lolita insinuante: no capítulo desta sexta (7), ele se interessa por Tati (Brenda Sabryna), filha do Delegado Dias (Marcello Novaes) (Divulgação)

* atenção: spoilers da série ‘The Fall’

Já no sétimo de seus 13 episódios previstos, não há como negar: o roteiro de Dupla Identidade (Globo, sextas, 23h30), série policial de Glória Perez, tem uma boa dose de semelhanças com The Fall, produção irlandesa que foi ao ar na rede britânica BBC no ano passado (disponível no Netflix). Embora Bruno Gagliasso venha defendendo seu serial killer muito bem, Eduardo pode ser classificado como uma versão nacional do frio e impenetrável Paul Spector interpretado por Jamie Dornan no thriller irlândes. E não é só ele.

A “caçadora de mentes” Vera (Luana Piovani) é praticamente idêntica à especialista em assassinos seriais Stella Gibson, vivida pela excelente Gillian Anderson (conhecida aqui pela agente Dana Scully de Arquivo X). Loiras, frias e obstinadas, elas são o estereótipo da profissional que sacrifica a vida pessoal pela carreira, uma receita frequente na ficção policial. Mas além da base “policial americana treinada pelo FBI”, elas compartilham detalhes bem específicos da biografia, como o caso amoroso mal-resolvido com o colega de delegacia.

Há que se considerar que a série da Globo traz um pouco de cada um dos serial killers mais famosos de todos os tempos, reais e ficcionais. Mas, entre todos os personagens que ajudam a formar o retrato de Edu e dos que se relacionam com ele, Peter Spector parece ser a fonte mais  próxima. Confira abaixo, sete semelhanças entre os dois programas:

Peter Spector (Jamie Dornan), de 'The Fall' (Divulgação)

Peter Spector (Jamie Dornan), de ‘The Fall’ (Divulgação)

1. Pintura íntima

Nos primeiros episódios da série brasileira, Edu foi apresentado como um assassino meticuloso que monta cenas de crime com capricho e que se delicia colecionando “lembranças” das mulheres que matou, como documentos, bijuterias e mechas de cabelo, além de fazer desenhos num caderno. Paul Spector faz quase o mesmo: seu modus operandi inclui banho, arrumação do corpo, recolhimento de souvenires e fotografias das vítimas, que ele usa como base para desenhos macabros. Em outro ponto em comum, os dois guardam seus álbuns como se fossem tesouros, no forro de casa.

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05/11/2014

às 14:17 \ Fotonovela

Natalia Klein faz dupla com Bento Ribeiro em ‘Fred & Lucy’

Sempre as turras, Fred (Bento Ribeiro) e Lucy (Natalia Klein) competem pelo comando da agência de detetives na comédia romântica que estreia nesta quarta (5) no Multishow (Divulgação)

Sempre às turras, Fred (Bento Ribeiro) e Lucy (Natalia Klein) competem pelo comando da agência de detetives na comédia romântica que estreia nesta quarta (5) no Multishow (Divulgação)

Destaque entre as humoristas de sua geração – ela é engraçada escrevendo e divertida atuando –, Natalia Klein deixou saudade na TV depois do fim de Adorável Psicose, cuja quinta temporada terminou no começo do ano. Agora ruiva como a musa Lucille Ball, ela está de volta em dupla com Bento Ribeiro, em mais um seriado de sua autoria, Fred & Lucy, que estreia nesta quarta (5), às 21h30, no Multishow.

Os protagonistas são dois detetives que competem pelo comando de uma agência, ao mesmo tempo em que desvendam casos de traição conjugal. A história começa com a saída do chefe, quando a dedicada Lucy (Natalia Klein) pensa que vai subir ao posto. Mas eis que surge Fred (Bento Ribeiro) como a salvação da lavoura e atravessa sua promoção. Sem jeito, mas muito empolgado, ele tem uma visão diferente romantizada da profissão e dos clientes, e vai mexer com as estruturas da colega: sua teoria é que os seres humanos são essencialmente bons – o que, claro, pode comprometer qualquer tentativa de se apanhar alguém com a boca na botija.

No elenco, estão ainda Babu Santana (atualmente nos cinemas como o protagonista de Tim Maia), Pollyana Rocha, Renata Augusto e Paulinho Serra, que trabalhou com Bento Ribeiro e Marcelo Adnet no Comédia MTV (2010-12).

Veja abaixo o vídeo promocional da série:

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Trilha de ‘Dupla Identidade’: medo, delírio e riffs de guitarra

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