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27/07/2015

às 13:00 \ Folhetinescas

É jogo? É programa de humor? E tem graça?

Eri Johnson, Marcelo Serrado e Heloísa Périssé (em momento Susana Vieira) no segundo episódio de 'Tomara que Caia': atração vende improviso, mas entrega humor ruim (Divulgação)

Eri Johnson, Marcelo Serrado e Heloísa Périssé (em momento Susana Vieira) no segundo episódio de ‘Tomara que Caia’: atração vende improviso, mas entrega humor ruim (Divulgação)

Fora o título de gosto duvidoso, que dá margem a piadas sobre queda no Ibope, o novo Tomara que Caia surpreendeu já na estratégia amadora de lançamento. Nas insistentes chamadas durante a programação da Globo, os atores discutiam entre si: “É um game (ou “jogo”, no português claro)”, dizia um. “É um programa de humor”, rebatia o outro.

Ora, poderia pensar o espectador, se vocês atores não sabem, como eu é que vou saber? E se vocês não sabem do que se trata a atração, como querem me convencer a assistir?

A história da televisão acumula erros suficientes para que os idealizadores aprendam que o formato jamais pode se sobrepor ao conteúdo. Em resumo, se é jogo ou programa de humor, pouco importa desde que tenha graça. E Tomara que Caia não tem.

Apresentado ao vivo, o programa é uma competição entre dois grupos de atores que disputam a preferência do público. A ideia é que eles estão improvisando no palco, nos moldes do lendário Whose Line Is It Anyway?, que revolucionou o humor britânico no final dos anos 80, primeiro no rádio, depois na TV. Contam, ainda, com o Barbixas, que vem fazendo sucesso nos últimos anos com o humor de improviso na internet. Mas, presos ao tal “game”, os atores globais não conseguem entregar improviso algum. Dessa forma, chega a ser lamentável que um grupo tão bom de humoristas tenha sido contratado para ficar em segundo plano, aparecendo apenas em entradas que são uma cópia mal-feita do seus vídeos online.

No episódio exibido na noite de ontem (domingo, 27), por exemplo, os jogadores que estavam no palco foram desafiados pelos oponentes a falar apenas com perguntas. E limitou-se a isso mesmo: dizer o texto, já decorado, com pontos de interrogação no final. A brincadeira – ou “trollada”, como dizem, numa tentativa equivocada de se aproximar da linguagem da internet – só poderia ser classificada como improviso se desencadeasse um jogo de cena entre os atores, como acontece no Improvável dos Barbixas no Youtube. Chega a ser irônico que, ao mesmo tempo em que o Tomara que Caia está no ar, o telespectador encontre muito mais improviso no Sai de Baixo de Miguel Falabella, em reprise no Canal Viva, do que no novo programa que se baseia justamente disso. Prova de que o humor não precisa de uma fórmula mágica, mas de um bom texto e de bons atores.

No final, além da sensação de que a grande piada é a que o título carrega – “Tomara que caia da grade”, brincam os tuiteiros – e a constatação de que Heloísa Périssé está cada vez mais parecida com a Susana Vieira, fica a certeza de que não pode haver meio-termo quando se trata de improviso. A graça está no improvável, no quão longe um ator pode levar seu companheiro de cena – um risco que a líder na TV aberta não parece disposta a correr, ao vivo.

Abaixo, você vê a primeira edição do Só Perguntas, dos Barbixas, apresentado pelo convidado Rafinha Bastos há sete anos. Vale anotar que quando introduziu quadro semelhante no episódio de Tomara que Caia de ontem, Dani Valente usou a mesma explicação que ele, com direito às mesmas piadas, sem medo de ser feliz no estilo “nada se cria” em televisão:

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24/07/2015

às 17:17 \ Folhetinescas

‘Além do Tempo’ confirma força da novela espírita

Personagens farão uma reencarnação em bloco: 150 anos depois, a Condessa Vitória (Irene Ravache) será pobre e mãe de Emília (Ana Beatriz Nogueira) (Divulgação)

Personagens farão uma reencarnação em bloco: 150 anos depois, a Condessa Vitória (Irene Ravache) será pobre e mãe de Emília (Ana Beatriz Nogueira) (Divulgação)

Em três semanas, Além do Tempo confirmou o potencial de sucesso da fórmula que combina romantismo e espiritualidade, cuja especialista na Globo é a própria autora Elizabeth Jhin. Ela bateu seu próprio recorde de 2012, e fez a melhor estreia no horário das 6 desde Amor Eterno Amor, não por acaso uma novela baseada no espiritismo. Na última quarta (22), a trama marcou 24 pontos no Ibope em São Paulo, empatando com a novela das 9, Babilônia (Globo, 21h15), principal atração da emissora.

Aprovada no Ibope e nas redes sociais, a novela é um folhetim clássico que se esbalda no charme do século 19 e das paisagens da região da Serra Gaúcha. Conta a história de um amor impossível entre uma noviça e um conde, cujas famílias vêm acumulando mágoas há 20 anos. Por enquanto uma produção de época típica, a novela terá uma passagem de 150 anos, virada que é aguardada com expectativa pelos fãs. É quando a trama assumirá o perfil espiritualista, partindo da ideia de que uma reencarnação em bloco, ou seja, de almas que se reencontram para resolver pendências de vidas passadas.

Dessa forma, os atores assumirão novas posições. A Condessa Vitória, vilã ressentida interpretada por Irene Ravache, voltará como mãe de sua rival, Emília, papel de Ana Beatriz Nogueira. Cento e cinquenta anos depois, elas ainda não se darão bem – Irene será pobre e a personagem de Ana Beatriz, rica. Separada do Conde Felipe por Melissa, Lívia terá a oportunidade de dar o troco em sua vida futura – nos tempos atuais, Paolla Oliveira e Raphael Cardoso formarão um casal que será separado quando ele se apaixonar de novo pela personagem de Alline Moraes.

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23/07/2015

às 17:09 \ Fotonovela

Carolina agora é chique, benhê!

Carolina (Drica Moraes) passa por transformação em 'Verdades Secretas': como a Charlotte Haze criada por Nabokov, ela mal imagina que o amado está de olho em sua filha adolescente (Divulgação)

Carolina (Drica Moraes) passa por transformação em ‘Verdades Secretas’: como a Charlotte Haze criada por Nabokov, ela mal imagina que o amado está de olho em sua filha adolescente (Divulgação)

É nada mais, nada menos do que um clássico da ficção: toda caipira que engata romance com milionário precisa passar por um banho de loja patrocinado pelo candidato a príncipe encantado. Com a Carolina (Drica Moraes) de Verdades Secretas (Globo, 23h) não será diferente e, no melhor estilo Julia Roberts em Uma Linda Mulher (1990), ela deixará os modelitos “jovem mãe batalhadora” pelos Dolces, Gabbanas, Versaces e Louboutins típicos de uma “mulher de empresário de sucesso”. As cenas vão ao ar no capítulo desta sexta (24).

Prestes a se casar com Alex (Rodrigo Lombardi), ela será repaginada por Fanny Richard (Marieta Severo) e vai se tornar “gente chique, benhê!”, como diria a Márcia de Chocolate com Pimenta,  divertida manicure interpretada por Drica na novela que Walcyr Carrasco escreveu em 2003. Mas, encantada com a vida luxuosa e, principalmente, com possibilidade de ser feliz com um homem carinhoso – lembremos que ela foi casada durante anos com um traste –, não perceberá que as intenções do futuro marido são perversas. Ele está de olho na filha adolescente dela, Arlete (Camila Queiroz).

Drica, vale lembrar, recebeu o papel da dona de casa frágil e interiorana das mãos de Deborah Secco, que chegou a gravar como Carolina, mas teve de desistir ao se descobrir grávida. Pelo que se vê no ar, a substituição não poderia ser melhor. Embora Deborah parecesse um nome mais adequado para corroborar a ideia do autor de que a personagem foi mãe muito jovem, Drica encarna com mais verdade essa mulher que foi cortejada por causa da filha – Alex, como a trama deixou claro, é obcecado por adolescentes. Autor que faz questão de usar referências literárias em suas tramas, Walcyr criou assim sua Charlotte Haze – terá a mãe de Arlete o mesmo destino trágico da mãe da Lolita de Nabokov?

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22/07/2015

às 16:35 \ Eu vejo novela

Vingança volta a ser tema das 9 em ‘A Regra do Jogo’

Em 'A Regra do Jogo', Marco Pigossi será Dante, um policial dedicado e incorruptível (Divulgação/ João Cotta)

Em ‘A Regra do Jogo’, Marco Pigossi será Dante, um policial dedicado e incorruptível (Divulgação/ João Cotta)

Três anos depois de Avenida Brasil, João Emanuel Carneiro, autor dos mais festejados do horário nobre da Globo, voltará à TV com uma história de vingança. Em A Regra do Jogo, que estreia na faixa das 9 no dia 31 de agosto, Marco Pigossi vai encarnar a Nina da vez.

Como a personagem de Débora Falabella, que pretendia destruir a vida de Carminha (Adriana Esteves), Dante quer vingar a morte do pai – mas por um caminho correto, por isso se tornou policial. Curiosamente, ele atribui a desgraça de sua família a Zé Maria, papel de Tony Ramos, que em Avenida Brasil viveu o pai de Nina, Genésio. Misterioso, o personagem é membro de uma facção criminosa, alvo das investigações de Dante.

Correto e incorruptível, o mocinho foi criado pelo protagonista da trama, Romero Rômulo (Alexandre Nero). Por causa do reconhecido trabalho na ressocialização de ex-detentos, o ex-vereador é considerado um herói no pedaço – será mesmo?

Vale anotar que, além de Avenida Brasil, o tema vingança aproxima A Regra do Jogo de A Favorita, novela escrita porJoão Emanuel em 2008 cuja trama se desenvolvia a partir da rivalidade entre Flora (Patrícia Pillar) e Donatella (Cláudia Raia). A julgar pelo brilho do texto e inventividade do autor, as semelhanças entre as obras não devem, entretanto, ser um problema na nova novela, que é esperada com grande expectativa depois do fiasco de Babilônia.

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Camila Pitanga volta a ser Bebel

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20/07/2015

às 13:38 \ Entrevista

Silvio Santos não é uma escola, é uma faculdade’, diz o novo comunicador Ceará

Ceará no palco do 'A Grande Farsa', que estreia nesta segunda (20) no Multishow: "A expectativa é grande, mas estar comandando uma atração de cara limpa é uma novidade maior que isso. Não só para o público, mas também para mim" (Edu Viana/Divulgação)

Ceará no palco do ‘A Grande Farsa’, que estreia nesta segunda (20) no Multishow: “A expectativa é grande, mas estar comandando uma atração de cara limpa é uma novidade maior que isso. Não só para o público, mas também para mim” (Edu Viana/Divulgação)

Wellington Muniz volta nesta segunda (20) à TV com seu primeiro programa solo, A Grande Farsa, que estreia às 22h30 no Multishow, e dois grandes desafios: ser simplesmente Ceará e não mais o “Ceará do Pânico”, como ficou conhecido graças ao programa na Band, e desempenhar o papel central de um verdadeiro comunicador como o próprio Silvio Santos, inspiração para seu personagem mais famoso. “Coincidentemente, o conceito do programa está relacionado ao que faço desde sempre. Tem tudo a ver com o que eu acredito. Por exemplo, o Silvio Santos que eu faço é uma farsa. É um genérico do original”, explica o humorista, em conversa com QUANTO DRAMA!

Com direção de Márcio Trigo e produção da Formata, A Grande Farsa terá 20 episódios nesta primeira temporada, recheados de atrações musicais, entrevistas e esquetes protagonizadas pelo apresentador. “Não é um programa de auditório, é um programa de humor com auditório e não tem um apresentador, tem um humorista que ali é o apresentador.

Em 'A Grande Farsa', Wellington Muniz volta a imitar Silvio Santos: "Quero falar com o povo, ser um comunicador" (Edu Viana/Divulgação)

Em ‘A Grande Farsa’, Wellington Muniz volta a imitar Silvio Santos: “Quero falar com o povo, ser um comunicador” (Edu Viana/Divulgação)

O termo “programa de auditório” relacionado a você é interessante, uma vez que seu personagem mais popular é uma paródia de Silvio Santos. Podemos dizer que SS é uma inspiração nesta sua estreia como comunicador? 

Com certeza. Não só para mim, mas para todos os que estão galgando nessa difícil profissão. O Silvio não é uma escola, é uma faculdade. E a minha faculdade também é empírica, aprendi na escola da vida, fazendo, mas sempre cercado de pessoas experientes, competentes, graduadas que sempre me ensinaram muito. Sempre digo que não é só ser um apresentador. Não procuro isso. O que quero ser é um comunicador de televisão. Quero falar com o povo. Quando era radialista, falava diretamente com as pessoas, entrava na casa delas. Quero estreitar laços com o telespectador. Desejo ser uma opção na TV.

Qual sua expectativa para a estreia na TV paga, depois de se tornar tão popular na TV aberta?

Você falou popular e minha essência é exatamente essa. Vim de uma família de classe média baixa. Sou filho de uma dona de casa e um policial militar, que para criar quatro filhos e complementar a renda trabalhava de madrugada como taxista para pagar escola particular para os filhos. Sou popular desde o dia que nasci e tenho muito orgulho disso. As pessoas não podem confundir popular com popularesco. O Multishow está acreditando em novos projetos de humor e fiquei muito feliz de ser convidado pelo Guilherme Zattar e Christian Machado. A expectativa é grande, mas estar comandando uma atração de cara limpa é uma novidade maior que isso. Não só para o público, mas também para mim.

A cantora Ana Carolina inspira uma das novas personagens que Ceará criou para o programa (Edu Viana/Divulgação)

A cantora Ana Carolina inspira uma das novas personagens que Ceará criou para o programa (Edu Viana/Divulgação)

O humor na televisão me parece hoje bastante influenciado pelo que funcionou muito bem na internet, em portais como Porta dos Fundos, por exemplo. Você acha que existe “piada para a TV” e “piada para internet”? Seu programa tem essa preocupação, de se aproximar da web?

Sim, com certeza. O humor se renova, mas o mais importante é ser engraçado seja na TV, na internet ou no teatro. Em A Grande Farsa, o público terá a opção de escolher o que mais se identifica, pois vamos explorar vários personagens em diferentes quadros que contarão com a participação de plateia e convidados. Temos um time competente de roteiristas, todos ligados no que está acontecendo nas redes sociais. Desde o começo das gravações, mostro em meus perfis nas redes sociais os bastidores de A Grande Farsa e tenho tido ótima repercussão. O canal também tem uma competente equipe de mídias sociais que está dia e noite ligada em estratégias para divulgar o programa.

Você foi conhecido durante muito tempo como o “Ceará do Pânico”. Qual o nível de frio na barriga de ser simplesmente Ceará”?

Frio, dá. Mas, nesse pique de gravação, fazendo vários personagens e imitações, prefiro o calor que não me deixa rouco. Frio não faz bem para a voz.

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17/07/2015

às 23:09 \ Maestro, uma nota

‘Meu nome é Bebel’

(Divulgação)

(Divulgação)

Mais polida e elegante, mas ainda com perfil de detetive, Regina (Camila Pitanga) tanto fez que finalmente descobriu o caso entre seu irmão, Diogo (Thiago Martins) e assassina do pai deles, Beatriz (Glória Pires), no capítulo desta sexta (17) de Babilônia (Globo, 21h15). Para flagrar os amantes, ela seguiu o atleta até o apartamento da empresária e contou com uma providencial incompetência do porteiro do prédio – ah, esses porteiros de novela!

O funcionário não só fez comentários sobre o entra-e-sai na casa da madame como permitiu que Regina subisse sem ser anunciada. Para convencê-lo, ela não precisou de muita conversa. Mas se apresentou com a “catiguria” que Camila Pitanga esbanjou em Paraíso Tropical, novela que Gilberto Braga, autor de Babilônia, escreveu em 2007.  “Primeiro, deixa eu me apresentar: meu nome é Bebel”, disse ela, lembrando a prostituta que roubou a cena ao lado de Olavo (Wagner Moura) – bons tempos. A referência bem-humorada agradou e Babilônia fez, enfim, sucesso no Twitter, com direito a hashtag Bebel entre os assuntos mais comentados da noite. Tuiteira assídua, Camila comemorou com os fãs. “Estou emocionada de verdade com vocês falando da Bebel. Muito mesmo!”, escreveu ela no seu perfil.

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15/07/2015

às 14:01 \ Folhetinescas

7 sinais de que Angel ‘salgou a Santa Ceia’

Adivinhe quem veio para jantar: depois de penar no esquema do "book rosa" Angel (Camila Queiroz) terá de conviver com Alex (Rodrigo Lombardi) como padrasto (Reprodução)

Adivinhe quem veio para jantar, Angel: depois de penar no esquema do book rosa, Arlete (Camila Queiroz) terá de conviver com Alex (Rodrigo Lombardi) como padrasto (Reprodução)

Se o Félix (Mateus Solano) de Amor à Vida, personagem mais famoso do autor Walcyr Carrasco, estivesse assistindo a Verdades Secretas (Globo, 23h), não teria dúvida em afirmar: Arlete (Camila Queiroz) salgou a Santa Ceia.

A bela Angel, nome “artístico” da protagonista, não jogou bebê na caçamba nem deu desfalque no hospital do pai, como fez o vilão da novela anterior de Carrasco. Mas, ah, como está sofrendo na sucessão de ganchos que garantem a fidelidade do telespectador até o capítulo seguinte. No de ontem (terça, 14), a adolescente foi congelada pela câmera no momento em que chegava em casa – deu de cara com Alex (Rodrigo Lombardi), que ela atendeu como prostituta, depois se apaixou e, agora, será seu padrasto.

A situação é realista o suficiente para estabelecer empatia entre personagem e público. E tão bem armada do ponto de vista folhetinesco, ao tornar o telespectador cúmplice das verdades escondidas embaixo do tapete da trama, que o frisson pelo capítulo seguinte é quase inevitável. Para desespero da doce modelo e deleite dos que seguem a novela, o martírio de Angel mal começou. Em breve, o namorado Guilherme (Gabriel Leone) descobrirá que Arlete andou se prostituindo e desistirá do noivado. Abaixo, 7 motivos que levam o noveleiro a concluir que a bela salgou mesmo a Santa Ceia:

Ao descobrir que Arlete (Camila Queiroz) se prostituiu, Guilherme (Gabriel Leone) vai terminar o namoro – "sofrência" da personagem de apenas 16 anos é comovente (Divulgação)

Ao descobrir que Arlete (Camila Queiroz) se prostituiu, Guilherme (Gabriel Leone) vai terminar o namoro – “sofrência” da personagem de apenas 16 anos é comovente (Divulgação)

1. De uma hora para outra, a pobre Arlete foi separada do pai, que mantinha uma família em outra cidade e, ao ser descoberto, optou pela amante. Ela e a mãe resolveram recomeçar a vida morando com a avó em São Paulo, mas logo se depararam com mais uma dificuldade – a professora aposentada Hilda (Ana Lúcia Torre) estava afundada em dívidas.

2. Na capital, ela conseguiu logo uma bolsa de estudos num dos melhores colégios da cidade – que sorte. Mas por ser pobre e “caipira”, sofreu bullying das colegas patricinhas.

3. Com o sonho de ser modelo, a adolescente conheceu Fanny (Marieta Severo), a dona da agência de modelos que lhe prometeu uma carreira cercada de glamour. Era, na verdade, uma maneira de atraí-la para o esquema de prostituição do “book rosa”.

4. Como prostituta, ela atendeu logo de cara Alex Ticiano, o que poderia resolver seus problemas financeiros – mas que nada. O milionário queria exclusividade, não um namoro. E a pobrezinha ainda teve de ouvir: “Com você eu não preciso casar. Eu compro.”

5. Desiludida com o cliente que parecia príncipe, Angel decidiu cair de vez no book rosa. Mas acabou na delegacia, quando um cliente abusou dos estimulantes sexuais e teve um infarto no quarto de hotel. Não bastasse todo o incômodo, teve de encarar a vergonha diante da avó.

6. Ao ser descoberta como prostituta pela avó, foi para a nova casa do pai, no interior – o típico jogo de empurra que costuma acontecer entre pais separados. Lá, não deu outra: foi instalada no quartinho dos fundos e maltrada pela madrasta, que ainda espalhou pela vizinhança que a enteada fazia programas.

7. De volta à capital, saiu do esquema de prostituição, mas não do radar de Alex. Obcecado, o empresário se aproximou da mãe dela, Carolina (Drica Moraes), figura frágil e carente de uma boa história de amor – não há, claro, qualquer boa intenção nesse interesse dele. Agora, por não poder contar à mãe que fazia programas, Arlete terá de fingir que não conhece o novo padrasto – pense numa saia-justa.

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14/07/2015

às 11:32 \ Folhetinescas, Sem categoria

Globo estreia novelão em clima de ‘Downton Abbey’

Felipe (Raphael Cardoso) salva Lívia (Alinne Moraes) no tempo dos coches: daqui a 70 capítulos, novela  dará um salto de 150 anos (Divulgação)

Felipe (Raphael Cardoso) salva Lívia (Alinne Moraes) no tempo dos coches: daqui a 70 capítulos, novela dará um salto de 150 anos (Divulgação)

Depois de uma trama moderna recheada de dilemas contemporâneos como foi Sete Vidas, a Globo promoveu uma grande mudança na faixa das 6, com um folhetim clássico fincado no que há de mais solene e pomposo no século 19. Novelas de época são quase sempre encantadoras, com suas produções bem cuidadas e figurinos deslumbrantes, e Além do Tempo, estreia de ontem (segunda, 13), segue a tradição – é linda, mais um bom trabalho da equipe do diretor Rogério Gomes.

Entre visitas à modista e mocinho cavalgando em câmera lenta, a trama de Elizabeth Jhin aposta em elementos narrativos que remetem ao tempo em que se passa a história – o que não acrescenta em originalidade, vale observar. Lá está a mocinha muito bondosa, Lívia (Alinne Moraes), e um mocinho heróico, Felipe (Raphael Cardoso) – o nome de príncipe não é por acaso, claro. A dividir o doce casal, uma terrível vilã muito rica, a condessa Vitória (Irene Ravache), e Melissa (Paolla Oliveira), criatura interesseira com quem a tia quer casar o moço. A condessa não sabe, mas é avó de Lívia. Com grande rancor, por ter sido rejeitada pela sogra, Emília (Ana Beatriz Nogueira), escondeu a flilha da família do marido após morte dele.

Em 'Além do Tempo', a Condessa Vitória Castellini (Irene Ravache) é uma megera à moda da Condessa Violet Crowley (Maggie Smith), de 'Downton Abbey' (Divulgação)

Em ‘Além do Tempo’, a Condessa Vitória Castellini (Irene Ravache) é uma megera à moda da Condessa Violet Crowley (Maggie Smith), de ‘Downton Abbey’ (Divulgação)

Amores interrompidos, mágoas familiares e intrigas serão os condutores da primeira fase da novela, além de combustível para boas atuações – Irene Ravache já apareceu divina e mordaz como convém a uma megera das 6 e é certo que fará boa dupla com a vilã jovem encarnada por Paolla Oliveira.

Talvez pela proximidade da época, tenha sido irresistível o uso de Downton Abbey, que se passa no início do século 20, como referência. Quem acompanha a série britânica deve ter reparado que a Condessa Vitória Castellini tem pontos em comum óbvios com a Condessa Violet Crowley (Maggie Smith) e que o casarão da família nobre na fictícia Campobello, cidade produtora de uva no sul do país, funciona de maneira bem semelhante ao palacete de Yorkshire, com suas dezenas de empregados atarefadíssimos.

A referência visual é forte, mas as histórias são bem diferentes, mesmo o seriado inglês sendo um grande drama folhetinesco. Para quem gosta do estilo “viagens de coche” é um prato cheio – mas tem data para acabar. Daqui a cerca de 70 capítulos, o século 19 ficará para trás e a novela dará um salto de 150 anos. Lívia e Felipe vão se reencontrar em outra vida, novamente cercados pelas mesmas almas de antes. E Além do Tempo deixará uma novela de época para se tornar uma trama espírita, tema marcante na obra da autora.

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13/07/2015

às 15:54 \ Fotonovela

Soraya é nova conquista de Grego em ‘I Love Paraisópolis’

Grego (Caio Castro) e Soraya (Letícia Spiller) em cena de 'I Love Paraisópolis': é claro que a socialite estava doida por uma aventura "nas quebradas" (Divulgação)

Grego (Caio Castro) e Soraya (Letícia Spiller) em cena de ‘I Love Paraisópolis’: é claro que a socialite estava doida por uma aventura “nas quebradas” (Divulgação)

Desde a primeira cena já deu para perceber que a relação entre Soraya (Letícia Spiller) e Grego (Caio Castro) esconde algo mais do que a rivalidade aparente em I Love Paraisópolis (Globo, 19h30). Doida por uma aventura “nas quebradas”, a perua vai se envolver romanticamente – na medida do possível – com o chefão de Paraisópolis.

O novo encontro dos dois acontece no capítulo desta segunda (13) da novela de Mário Teixeira e Alcides Nogueira. Grego seguirá Soraya até um restaurante, disposto a tirar satisfações por causa de um episódio anterior, quando ela tentou envenená-lo com sushi de baiacu. “Fale de uma vez. O que é que você quer?”, dirá ela. “Eu quero é mais”, responde Grego com a já famosa rispidez.

Algumas cenas adiante, eles estarão entre lençóis. Grego ficará orgulhoso da conquista, uma mulher fina e elegante do Morumbi. Mas, por enquanto, o coração do bad boy continua sendo de Mari (Bruna Marquezine). Com a novela ainda na metade, a lista de personagens encantadas pelo vilão charmoso só tende a aumentar. É grande a torcida dos fãs nas redes sociais por um encontro entre Grego e Margot, o que juntaria novamente Caio e Maria Casadevall. Sensação em Amor à Vida (2013), como Michel e Patrícia, os atores convivem desde então com boatos de que o relacionamento passou para a vida real.

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10/07/2015

às 20:40 \ Folhetinescas

Personagens recebem ‘alta’ no final de ‘Sete Vidas’

Miguel (Domingos Montagner), Lígia (Débora Bloch) e os filhos partiram para o final feliz a bordo do barco Sete Vidas (Divulgação)

Miguel (Domingos Montagner), Lígia (Débora Bloch) e os filhos partiram para o final feliz a bordo do barco Sete Vidas (Divulgação)

Foram horas e horas discutindo as relações, baldes de lágrimas dos personagens e dos noveleiros, alguns corações partidos e depois colados. Sete Vidas (Globo, 18h20) terminou nesta sexta (10) suave, sem sobressaltos, mas com muita emoção e clima de despedida. Não teve sequestro, morte e nem mesmo um vestido de noiva. Em vez disso, optou pela poesia da vida da gente.

Mas mesmo tendo escrito uma trama moderna, corajosa e reflexiva, a autora Lícia Manzo não fugiu do tradicional “quem vai ficar com quem” e os pares se adequaram como esperado numa novela das 6. Pedro (Jayme Matarazzo) e Júlia (Isabelle Drummond) estavam destinados a um final feliz desde o primeiro capítulo e assim foi. O casal partiu em direção ao pôr-do-sol no barco do “pai de todos” Miguel (Domingos Montagner), batizado não por acaso de Sete Vidas.

Ao embarcar numa aventura com a família que formou com Lígia (Débora Bloch), o explorador descobriu finalmente que a maior aventura de sua vida é ter juntado, de uma hora para outra, sete filhos – cinco gerados por laboratório, um por via tradicional e uma agregada. A premissa incrível da novela foi muito aproveitada pela equipe de roteiristas, que desenvolveu personagens complexos e verdadeiros a partir dessa família moderna.

Quem sabe cansados de tanto discutir relação, um tipo de diálogo sério-sincero que marcou a novela e envolveu o público, boa parte dos personagens saiu em viagem – o mundo chegou a parecer pequeno neste último capítulo, recheado de cenas em aeroporto. Até a terapeuta de plantão se deu uma espécie de alta e partiu para um período de estudos em Paris. Arthurzinho (André Frateschi) foi para a Europa em busca de fama, Vicente (Ângelo Antonio) viajou para Londres porque sobrou na história e Marta (Gisele Fróes) saiu num cruzeiro com a amiga, certa de que os ex-maridos das duas estariam por aí na companhia de jovenzinhas. Mas que nada. Eriberto (Fábio Herford) e Renan (Fernando Eiras) assumiram o namoro dando as mãos numa sessão de cinema.

O casal gay foi um dos mais queridos da novela, com grande torcida no Twiter. A homossexualidade foi representada com delicadeza também pela personagem Esther (Regina Duarte), que surpreendeu ao terminar a história num relacionamento heterossexual. Depois de viver décadas com uma mulher, a professora embarcou num romance com um ex-namorado, José Renato (Jonas Bloch). Na sua última lição, ensinou que a vida – e a ficção – precisa ser preto no branco.

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