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17/04/2015

às 16:12 \ Entrevista

Um encontro de bambas em ‘Os Experientes’

Ao lado de Goulart de Andrade e Zé Maria, Wilson das Neves (de chapéu) recebe orientações da diretora Gisele Barroco: qualquer semelhança com a realidade é pura poesia (Divulgação/ Zé Paulo Cardeal)

Ao lado de Goulart de Andrade e Zé Maria, Wilson das Neves (de chapéu) recebe orientações da diretora Gisele Barroco: qualquer semelhança com a realidade é pura poesia (Divulgação/ Zé Paulo Cardeal)

Quem acompanha os bastidores da música sabe que o sucesso é uma exceção. Para cada Zeca Pagodinho ou Arlindo Cruz, há pelo menos uma dezena de cantores e compositores que jamais farão sucesso ou, como se diz, nunca chegarão lá. Mas, a despeito do pragmatismo e se esse “lá” é o estrelato, quem pode apostar que ele nunca acontecerá, mesmo depois de uns 40 anos de uma carreira não muito exitosa? Ninguém, diriam Lucas (Germano Mathias), Oswaldo (Goulart de Andrade), Mateus (Wilson das Neves) e Amaro (Zé Maria), bambas do Atravessadores do Samba, conjunto protagonista do episódio desta sexta (17) de Os Experientes (Globo, 23h30). 

Já tendo o sucesso como um sonho não realizado, os amigos setentões ainda vivem de música, mas não em situação meramente confortável. Apesar da idade, passam perrengues típicos de iniciantes, como um pneu furado da velha kombi em plena madrugada pós-show. Numa dificuldade dessas, o grupo perde Lucas. A morte do amigo, surpreendentemente, traz um sopro de vida para o conjunto, que sai em busca de um novo cantor. É quando surge Celeste (Bibba Chuqui), figura solar que será uma espécie de Yoko Ono dos tamborins. “A gente faz uma seleção e aparece uma cantora. Daí, minha filha, já viu: botou mulher, automóvel e guarda chuva, pronto, dá confusão!”, diverte-se Wilson das Neves, em conversa com QUANTO DRAMA!.

Não é à toa que ele diz “a gente” em vez “eles, os personagens”. Lendário baterista da MPB, que tocou com Cartola, Nelson Cavaquinho, Nara Leão, Elza Soares, Beth Carvalho, Chico Buarque e, por isso mesmo, integrante do seleto grupo dos bambas do samba, Wilson é ator iniciante ou, como define com modéstia e respeito pelo ofício alheio, “um decorador de textos”. “Nunca trabalhei num conjunto, mas conheço bem esse contexto, pois vivenciei muitas coisas com músicos como os do Atravessadores”, observa ele. “Por isso, não foi difícil entender esses personagens – a gente sabe dessas histórias, das intempéries que acontecem dentro dos conjuntos musicais. Sabe o que é, minha filha? Muita gente junta é sempre complicado. E quando tem mulher no meio complica mais ainda.”

A ideia de escalar músicos de verdade e não atores para os papéis tem componentes poéticos. “No início surgiu a dúvida sobre o que seria mais interessante para a série, atores fazendo sambistas ou sambistas dando uma de atores. Ao pesquisar sobre o universo do samba, fui ficando cada vez mais convencida de que deveria chamar os próprios músicos, pois me pareceu mais convincente, mais verdadeiro no jeitão de falar e agir. E mais original também”, explica a diretora Gisele Barroco, responsável pelo episódio, o segundo dos quatro da série, que direção-geral de Fernando Meirelles. “Além de tudo isso, seria uma ótima oportunidade de fazer uma homenagem a alguns ícones do samba e à classe como um todo.”

Leia também: A vida começa aos 70 em ‘Os Experientes’

O roteiro de Márcio Alemão brinca lindamente com as referências do universo do samba. Celeste, por exemplo, bem que poderia ser uma das “donas” que inspiram os sambinhas despretensiosos e geniais de Wilson. O músico “decorador de textos” também vive um momento de pura identificação com seu personagem e com o próprio espírito da série, que fala sobre como a vida pode surpreender quando a maioria de nós não espera mais novidades. “Trabalhei em Os Filhos do Carnaval (HBO), no filme do Noel e agora em Os Experientes”, enumera ele, entre o orgulho dos novos desafios e uma certa admiração com o rumo de sua trajetória. “É uma coisa diferente na vida da gente. Faz pouco tempo que eu fiz uma outra coisa diferente, que foi começar a cantar (em 1996, ele gravou o aclamado ‘O Som Sagrado de Wilson das Neves’, seguido por mais dois discos). Só agradeço a Deus por ainda estar acumulando experiências nesta altura da vida.”

Para os fãs de Wilson e para os que vão conhecê-lo em Atravessadores do Samba, vale a pena encerrar este post com a deliciosa O samba é meu dom, esquentando os tamborins o episódio de Os Experientes desta noite que, além dos protagonistas, terá em cena músicos como Dan Pandeiro, Oswaldinho da Cuíca, Luizinho Sete Cordas, Toninho do Cavaco. “Ou seja, só gente da pesada”, resume Gisele.

16/04/2015

às 21:36 \ Maestro, uma nota

‘Nós vemos gente morta?’

Ana Dirce (Marianna Armellini) e Castilho (Marcelo Médici): sensível e divertido, núcleo dos fantasmas é a porção mais original de de 'Alto Astral' (Reprodução)

Ana Dirce (Marianna Armellini) e Castilho (Marcelo Médici): sensível e divertido, núcleo dos fantasmas é a porção mais original de de ‘Alto Astral’ (Reprodução)

Vivendo uma mistura cômica de O Sexto Sentido (1999) e Os Outros (2001) desde o começo de Alto Astral (Globo, 19h), Ana Dirce (Marianna Armellini) finalmente descobriu, no capítulo desta quinta (16) e já na reta final da novela, que Castilho (Marcelo Médici) está morto – só faltou se tocar de que ela mesma também está morta.

De certa forma, foi um grande alívio, já que fantasminha camarada soube que não foi abandonada no altar, motivo de mágoa imensa que vem atravessando décadas. O noivo foi sequestrado por agiotas, que cobravam uma dívida contraída num cassino. A confusão, entretanto, continua, porque a mãe dela, Meire (Débora Olivieri), resiste a contar toda a verdade. Sendo assim, ao ver Castilho atravessando paredes, a conclusão da donzela do século passado que pensa estar viva não poderia ser outra: “Eu sou médium!”

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14/04/2015

às 19:02 \ Fotonovela

‘I Love Paraisópolis’ segue passos de ‘Cheias de Charme’

Na novela das 7 que estreia no dia 11, Danda (Tatá Wernec) é a bonita e Mari (Bruna Marquezine), a estudiosa (Divulgação/ Zé Paulo Cardeal)

Na novela das 7 que estreia no dia 11, Danda (Tatá Wernec) é a bonita e Mari (Bruna Marquezine), a estudiosa (Divulgação/ Zé Paulo Cardeal)

Uma juventude festiva, sonhadora, batalhadora e representante da chamada “nova classe C” conduz a trama central de I Love Paraisópolis, novela das 7 que substituirá a insípida Alto Astral em 11 de maio. O maior chamariz da trama, escrita por Alcides Nogueira e Mario Teixeira, é sem dúvida a dupla Bruna Marquezine e Tatá Werneck, que interpretam as irmãs Marizete e Pandora, figuras encantadoras que vivem em uma das maiores favelas de São Paulo – é de se esperar que elas conquistem o público ainda saudoso das Empreguetes de Cheias de Charme, de 2012, o último sucesso retumbante do horário.

Em 'I Love Paraisópolis, Caio Castro é  Grego: mistura de bandido e protetor dos moradores, ele posa de "Robin Hood" no pedaço (Divulgação/ Estevam Avellar)

Em ‘I Love Paraisópolis, Caio Castro é Grego: mistura de bandido e protetor dos moradores, ele posa de “Robin Hood” no pedaço (Divulgação/ Estevam Avellar)

Numa versão leve da disputa entre ricos e pobres, a novela explora os contrastes e semelhanças entre as jovens que vivem em Parisópolis e os moradores do bairro do Morumbi. Ali vive o mocinho da história, o arquiteto Benjamin (Mauricio Destri), que planeja a reurbanização da favela, e sua noiva patricinha, Margot (Maria Casadevall). Claro que ele tem uma mãe esnobe, Soraya (Letícia Spiller), que não apóia o interesse do filho pela favela – imagine quando ela souber do envolvimento dele com Mari.

A mocinha é uma menina exemplar, que foi criada pela mãe de Danda, Eva (Soraya Revenie) e Jurandir (Alexandre Borges). Estudiosa, trabalha desde cedo para comprar uma casa própria, o sonho da família. Danda é menos determinada, mas igualmente trabalhadora – o objetivo é manter a beleza. Depois de uma confusão com o chefão local, Jávai (Babu Santana), as duas vão parar em Nova York, quando começa uma aventura policial em clima de comédia romântica. “A ideia é mostrar que esses dois lugares tão diferentes, como Paraisópolis e o Morumbi, interagem de forma fluida, quebrando as barreiras entre as classes”, diz Alcides Nogueira.

Com direção de Wolf Maya e Carlos Araújo, não por acaso um dos diretores de Cheias de Charme, a novela pretende retratar Paraisópolis como uma personagem – um verdadeiro desafio, dado o sotaque carioquíssimo dos atores escolhidos. A favela será representada em cena por uma cidade cenográfica de dez mil metros quadrados, um projeto do grande cenógrafo da casa, Mario Monteiro. Como em Meu Pedacinho de Chão, as construções têm ambientes internos, o que faz toda a diferença nas gravações. A identidade visual paulistana foi reconstruída no Projac com a ajuda de Estevão Conceição e Berbela, artistas plásticos locais que trabalharam com a equioe da novela, e a dupla Os Gêmeos, que grafitou as motos da turma de Grego (Caio Castro) e Rosicler (Paula Cohen).

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13/04/2015

às 15:11 \ Folhetinescas

“Alice Surfistinha” vira mocinha em ‘Babilônia’

Alice (Sophie Charlotte) : agora, personagem terá valores inabaláveis (Reprodução)

Alice (Sophie Charlotte) : agora, personagem terá valores inabaláveis (Reprodução)

Depois de cuspir na cara da mãe que, a bem da verdade, não é das melhores, Alice vai se transformar numa mocinha romântica em Babilônia (Globo, 21h15). Em ritmo da reforma imposta pelo Ibope aquém do esperado, a novela de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga passa a apresentar nesta semana uma nova história para Sophie Charlotte, cuja personagem deixará o caminho da prostituição, antes nos planos dos autores, para ficar “divididinha feito uma laranja” entre o cafetão Murilo (Bruno Gagliasso) e o empresário cafajeste Evandro (Cássio Gabus Mendes). O novo perfil já é apresentado nas chamadas da novela durante a programação da emissora.

Com isso, a problemática trama das 9, que não vem agradando ao público, terá mais uma personagem “do bem” resumida a um caso amoroso – já contava com Regina (Camila Pitanga) e Laís (Luisa Arraes). É uma das medidas emergenciais para tentar reverter o quadro preocupante no Ibope – na última quarta (8), a média foi de 25 pontos na Grande São Paulo, um a menos que a trama das 7, Alto Astral.

Não fosse a audiência, Alice teria uma trajetória bem diferente. Pressionada por Inês (Adriana Esteves) a fazer algo rentável na vida e influenciada por Murilo, ela se tornaria uma prostituta de luxo, por quem Evandro ficaria encantado. Com isso, ficaria no caminho da mãe, que busca uma maneira de acabar com a boa vida de Beatriz (Glória Pires), tomando o marido dela.

Agora, tudo acontecerá de maneira mais suave e romantizada, com Evandro posando como o Edward Lewis (Richard Gere) em Uma Linda Mulher (1990) ou, melhor ainda, como o Huldson de Bruna Surfistinha – por acaso, o próprio Cássio Gabus Mendes viveu o cliente protetor que se torna um príncipe encantado para a personagem de Deborah Secco no longa-metragem de 2011. No caminho do possível casal, estará Murilo, o playboy cafetão. Antes um tanto desvairada, fruto da união de um pai omisso e uma mãe rancorosa, Alice terá embates morais com o namorado.

É, obviamente, uma história mais palatável do que a planejada. Já no capítulo do último sábado (10), por exemplo, os mais conservadores foram poupados de uma sequência ousada: em troca de aceitar entrar no esquema de prostituição, Alice exigiu uma noite com o bonitão Gustavo (Bruno Gissoni) para aceitar fazer um programa – Murilo assistiria a tudo no quarto ao lado. Mas na hora H, ela recuou, dizendo que nada daquilo tem a ver com sua índole – como uma perfeita mocinha de novela faria.

Na queda-de-braço entre os que rejeitaram o conteúdo dito mais pesado da história e os autores, que pretenderam fugir dos clichês folhetinescos e temas provocativos, venceu quem tem o controle remoto na mão – como era de se esperar. Família brasileira em segurança, resta esperar pelos reflexos no Ibope e contar com a habilidade da equipe de roteitistas para manter a alma da trama, apesar das mudanças. A seu favor, a produção tem a própria essência da telenovela, gênero mutável que só acaba quando termina – e Babilônia, vale observar, ainda nem chegou ao 30º dos seus quase 200 capítulos.

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10/04/2015

às 16:14 \ Fotonovela

A vida começa aos 70 em ‘Os Experientes’ e ‘Grace and Frankie’

Yolanda (Beatriz Segall) e Kleber (João Cortês) estão no primeiro episódio de 'Os Experientes': velhinha é vovózinha (Dvulgação)

Yolanda (Beatriz Segall) e Kleber (João Cortês) estão no primeiro episódio de ‘Os Experientes’: velhinha é vovózinha (Dvulgação)

O outono da vida, momento em que a gente espera estar preparado para alguma calmaria e reflexão, ainda pode reservar surpresas e muita agitação, demonstra a dramaturgia. Nesta sexta na Globo e no próximo dia 8 na Netflix, estreiam duas séries protagonizadas por personagens da terceira idade, parte de um filão do entretenimento que subvertendo a ideia de que a velhice é o tempo apenas de lamentação e saudade.

Em Os Experientes (23h), idosos vivem aventuras em que experiência é fundamental na condução da trama. São quatro episódios escritos por Marcio Alemão Delgado e Antonio Prata e dirigidos por Fernando Meirelles, Quico Meirelles e Gisele Barroco, da O2 Filmes. Com nomes como Selma Egrei, Joana Fomm, Juca de Oliveira e os cantores Wilson das Neves, Goulart de Andrade e Germano Mathias no elenco a produção começa com a história de um assalto a banco que, após uma sucessão de erros, une Yolanda (Beatriz Segall), uma senhora de 85 anos, e Kléber (João Côrtes), um aspirante a bandido.

Duas passagens do primeiro episódio resumem bem o espírito da série. No começo, Yolanda sofre para operar o caixa eletrônico do banco e é tratada com deboche pela funcionária que está ali para ajudar. Quando a confusão do assalto acontece, ficaremos sabendo que a “velhinha” é médica – e corajosa. Daí, é o caso perguntar: por que, quando envelhecemos, somos tratados com essa incômoda infantilização?

“A experiência perdeu a respeitabilidade que tinha e que merece. Um camarada mais velho não sabe mais ligar a sua TV, não usa pendrive, não lê blogs, não está nas redes sociais.  Acho que este mundo digital faz a garotada acreditar ilusoriamente que, por não saberem usar aplicativos, seus avós não têm nada de útil a ensinar”, teoriza Fernando Meirelles. “A arrogância juvenil é do tamanho da Ásia, mas a tolerância dos seus avós é do tamanho do planeta.”

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Como na novela das 9, Babilônia (Globo, 21h15), que conta a história de Estela (Nathália Timberg) e Teresa (Fernanda Montenegro), a homossexualidade na terceira idade é tema da comédia Grace and Frankie, produção original para a internet que tem ninguém menos do Jane Fonda e Lily Tomlin como estrelas. As duas personagens passaram a vida como inimigas mas serãounidas aos 70 por uma bomba familiar: além de sócios no trabalho, seus respectivos maridos, interpretados por Martin Sheen e Sam Waterson, são amantes e resolveram assumir a relação – nunca é tarde. O roteiro é da criadora Friends, Martha Kauffman, e promete ser muito divertido, já pelo trailer (veja abaixo) – já valeria pela cena da ex-rainha do fitness conferindo a flacidez do braço no espelho.

08/04/2015

às 20:17 \ Fotonovela

Segredo de Inês envolve pedofilia e suicídio

Inês (Adriana Esteves) recebe uma visita do passado, tia Celina (Débora Duarte) (Divulgação)

Inês (Adriana Esteves) recebe uma visita do passado, tia Celina (Débora Duarte) (Divulgação)

O perfil predador de Beatriz (Glória Pires) é coisa que vem dos tempos remotos, em que ela ainda era “gatinha da Praia do Leme” e uma de suas “vítimas” foi ninguém menos que o pai de Inês (Adriana Esteves). A ligação entre as duas vilãs será esclarecida no capítulo desta quinta (9) de Babilônia (Globo, 21h15).

O segredo vem à tona com a chegada de uma nova personagem, a tia Celina (Débora Duarte) – como aquela vivida por Nathália Timberg em Vale Tudo (1988), também de Gilberto Braga. A ela, Inês vai confessar que anda aguentando humilhações porque tem um plano para tirar tudo de Beatriz. A justificativa é uma tragédia ocorrida em sua família no passado: denunciado e preso por se envolver com amiga adolescente da filha, o pai de Inês se matou na prisão.

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07/04/2015

às 22:00 \ Fotonovela

Casal problema reata em ‘Malhação’

Para voltar com o namorado matusquela, Karina (Isabella Santoni) cantará 'Quase sem querer': atitudes de Pedro (Rafael Vitti) dividiram opiniões nas redes sociais (Tata Barreto/Divulgação)

Para voltar com o namorado matusquela, Karina (Isabella Santoni) cantará ‘Quase sem querer’: atitudes de Pedro (Rafael Vitti) dividiram opiniões nas redes sociais (Tata Barreto/Divulgação)

Depois de deixar o posto de casal mais carismático da trama e protagonizar um estranho caso policial, Karina (Isabella Santoni) e Pedro (Rafael Vitti) vão atender aos pedidos dos muitos fãs e reatar. As cenas em que o ex-namorado matusquela cai nos braços da lutadora enfezada estão previstas para o capítulo desta quinta (9) de Malhação (Globo, 17h45).

O garoto tinha desistido do namoro depois de vê-la beijar o vilão juvenil Cobra (Felipe Simas). Antes disso, e pior, os personagens se meteram numa polêmica quando o até então mocinho teve um surto e sequestrou a “garota esquentadinha” que resistia a ficar com ele – não pegou nada bem.

Apesar dos pesares, muitos dos fãs do casal “Perina” acharam o episódio um desvario romântico. Em mais um desses rompantes em clima de morde e assopra, Karina vai cantar Quase sem Querer, da Legião Urbana.

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06/04/2015

às 15:08 \ Eu vejo novela

Globo faz “relançamento” de ‘Babilônia’

Chamadas na programação  prometem uma semana decisiva em 'Babilônia': passado das vilãs será revelado (Divulgação)

Chamadas na programação prometem uma semana decisiva em ‘Babilônia’: passado das vilãs será revelado (Divulgação)

Três semanas após a estreia, a Globo anuncia “uma semana de novidades” em Babilônia. A novela das 9, como se sabe, vem enfrentando dificuldades para atingir o patamar digno do programa mais visto no país no Ibope – no último sábado (4), registrou média de 20 pontos, a mesma marca da novela das 7, Alto Astral.

Para tentar reverter a situação, a emissora repete desde o fim de semana uma chamada sobre um certo segredo do passado entre as vilãs Beatriz (Glória Pires) e Inês (Adriana Esteves). Ao que parece, há mais de um esqueleto no armário das duas, além do motorista-amante que a madame matou e a recalcada ajudou a encobrir, há dez anos.

O dado novo vai explicar a obsessão de Inês por Beatriz, admiração ambígua que se acentuará nos próximos capítulos. Na linha Mulher Solteira Procura, Inês mudará as roupas e o jeito de se arrumar, com o objetivo de ficar parecida com a primeira mulher de Evandro (Cássio Gabus Mendes), já morta, e tirar o marido da “muy amiga”. Assim sendo, a novela se revelará uma trama de vingança – lembremos que Inês sofria bullying de Beatriz, por ser gordinha.

A demora em deixar claro para o espectador qual a história que pretende contar foi, com certeza, uma das características que afastaram a audiência da novela. Em resumo, a trama de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga é sobre o encontro de duas mulheres de péssimo caráter e a disputa delas por poder, o que pode ser interessante.

A questão é que a novela tem ainda uma terceira protagonista, a heroína Regina (Camila Pitanga), que está ali para, digamos, aliviar o clima de fim dos tempos do mundo das vilãs. Com quase nada que a ligue ao núcleo principal – além de ser filha do motorista-amante assassinado –, a mocinha foi jogada para escanteio, condenada a um romance morno que se desenrola num vaivém sem sentido com Vinicius (Thiago Fragoso). Mas o namoro, segundo as novas chamadas na programação, também passará por “momentos decisivos” – a tarefa de Vinicius nos próximos dias será demonstrar para a amada que ela pode “se entregar, ser feliz e viver um amor verdadeiro”.

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05/04/2015

às 12:04 \ Eu vejo novela

Audiência de ‘Babilônia’ é piada no Twitter

Te conheço?: ccapítulo deste sábado (4) começou com show de grosserias de Karen (Maria Clara Gueiros) (Divulgação)

Te conheço?: ccapítulo deste sábado (4) começou com show de grosserias de Karen (Maria Clara Gueiros) (Divulgação)

De acordo com números prévios, o Sábado de Aleluia deve se tornar o dia de pior desempenho de Babilônia desde a estreia, no último dia 16 – e, consequentemente, a menor marca já registrada por uma novela das 9 da Globo no Ibope. Na noite de ontem, já com a audiência em queda e ainda mais prejudicada pelo feriado, a trama de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga chegou aos 15 pontos e encerrou a exibição com 18,4 pontos, na medição na Grande São Paulo.

Os dados ainda precisam ser validados pelo instituto nesta segunda, o que pode melhorar um pouco o cenário. Mas o fantasma do fracasso já assombra a novela a valer: diante dos números não-oficiais, tuiteiros trataram de lançar a hashtag #damaisquebabilonia, que rapidamente se tornou um dos assuntos mais comentados no Twitter na noite de ontem.

Enquanto os entusiastas da novela se limitavam a comentar na hashtag #Babilonia a performance de Thiago Martins, o nadador Diogo, em um dos seus desfiles diários de sunga, os críticos “zoeiros” tripudiavam. Pica-pau, “Ticiane dançando quadradinho de 8”, Visões da Raven, seriado americano sempre em reprise no SBT, e até mesmo a novela Brida, que a extinta TV Manchete exibiu em 1998, foram citadas como concorrentes de peso para a novela das 9.

No seu 18º capítulo, Babilônia mostrou mais um barraco envolvendo Regina (Camila Pitanga), desta vez desencadeado por Karen (Maria Clara Gueiros). Após caprichar no preconceito contra os moradores de favelas, a personagem mais histérica da novela recebeu a notícia de que Luís Fernando (Gabriel Braga Nunes) vai se separar dela – de fato, não foi nada realmente capaz de empolgar os noveleiros.

Veja abaixo alguns tuites da hashtag-piada #damaisquebabilonia:

 

03/04/2015

às 21:32 \ Eu vejo novela

Lobas na piscina

Beatriz (Glória Pires) e seu novo brinquedo, Diogo (Thiago Martins): a vilã pretende abater o salário do futuro campeão no IR (Divulgação)

Beatriz (Glória Pires) e seu novo brinquedo, Diogo (Thiago Martins): a vilã pretende abater o salário do futuro campeão no IR (Divulgação)

Na toada de preparação para as Olimpíadas do Rio, os atletas das piscinas estão em alta na ficção, a julgar pela repetição de histórias na novela das 7 e das 9 da Globo.

Em Alto Astral, a ex-miss rica e glamourosa Kitty (Maitê Proença) tenta conquistar o nadador e trambiqueiro Gustavo (Guilherme Leicam) mesmo não tendo a tal fortuna que o fez se aproximar dela. Muito mais esperta, a Beatriz (Glória Pires) de Babilônia vai conseguir meios, digamos, criativos de bancar os gastos com o atleta promissor do salto ornamental Diogo (Thiago Martins), que ela quer como troféu.

Em dois tempos, a vilã conseguiu convencer o marido a investir a “mixaria” R$ 2 milhões no projeto social que vai custear o treinamento do moço – já pensando, obviamente, numa aproximação entre pupilo e mecenas. O argumento não poderia ser melhor: além de marketing, a ação pode ser abatida do Imposto de Renda, ensinou ela. Mas o novo brinquedinho ainda pode sair caro:além de ser filho do amante que ela matou no passado, Diogo vai se transformar no único ponto fraco a amolecer o coração da megera .

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