Blogs e Colunistas

23/10/2014

às 14:08 \ Folhetinescas

Motivos para amar e (tentar) odiar o Comendador de ‘Império’

José Alfredo (Alexandre Nero) vê a novela do topo: comendador quebrou a rotina dos homens fracos das 9, como o Tufão (Murilo Benício) de 'Avenida Brasil', o Téo (Rodrigo Lombardi) de 'Salve Jorge' e o César (Antonio Fagundes) de 'Amor à Vida' (Divulgação)

José Alfredo (Alexandre Nero) vê a novela do topo: personagem quebrou a rotina dos homens fracos das 9, como o passivo Tufão (Murilo Benício) de ‘Avenida Brasil’, o certinho Téo (Rodrigo Lombardi) de ‘Salve Jorge’ e o surtado e manipulável César (Antonio Fagundes) de ‘Amor à Vida’ (Divulgação)

No verdadeiro “casamento vermelho” à moda de Game of Thrones (HBO) que tornou o não-enlace de Enrico (Joaquim Lopes) e Maria Clara (Andrea Horta) em Império (Globo, 21h10), sobram elogios para os protagonistas do episódio que domina a semana com recorde de audiência. Mas quase todos os suspiros nas redes sociais durante a exibição da novela de Aguinaldo Silva vão para o Comendador José Alfredo, sempre soberano, carismático e imperfeito nos mais diferentes furdunços que costumam tomar conta da trama.

Não há dúvida de que é o melhor personagem de Alexandre Nero e de que caminha para ser o rei entre os tipos masculinos criados por Aguinaldo que, note-se, é autor de homens arretados – lembremos do Osmar (José Mayer) de Tieta (1989), do Raimundo Flamel (Edson Celulari) de Fera Ferida (1993), do Marconi Ferraço (Dalton Vigh) e do Juvenal Antena (Antonio Fagundes) de Duas Caras (2007). Em comum, são personagens de uma humanidade que parece ser comandada pela virilidade, daí os erros e os acertos que refletem na história a ser contada. Um sujeito assim não pode ser perfeito, claro. Por isso, chama a atenção a habilidade do autor e do ator em transformarem os “defeitos” do comendador em idiossincrasias adoráveis. Abaixo, 5 motivos para amar José Alfredo e 5, para “odiar” – os 10 itens ajudam a explicar o sucesso do personagem:

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21/10/2014

às 13:03 \ Fotonovela

“Dilma do Youtube” encontra “Aécio do Youtube” em vídeo do Parafernalha

Gustavo Mendes como Dilma e Aécio: "Soletre previsibilidade", diz o tucano à candidata (Divulgação)

Gustavo Mendes como Dilma e Aécio: “Soletre previsibilidade”, diz o tucano à candidata (Divulgação)

Famoso no Youtube pelos esquetes da presidente Dilma Rousseff no canal Parafernalha, o humorista Gustavo Mendes lança nesta quarta (22) um personagem baseado no presidenciável tucano Aécio Neves. Na estreia, Mendes protagoniza a paródia de um debate entre os candidatos, fazendo também o papel de mediador.

Diante do empate técnico entre PT e PSDB na última pesquisa Datafolha de intenção de voto, o humorista aproveita para lançar o novo personagem que, dependendo do resultado da eleição do próximo domingo (26), poderá se tornar mais frequente no canal de Felipe Neto (no qual, vale dizer, Gustavo tem audiência invejável, com uma média de 3 milhões de views por vídeo e o dono do segundo vídeo de maior audiência do Parafernalha, “Dilma – Marco Feliciano”, com mais de 9 milhões de visualizações). “Soletre previsibilidade”, será a primeira pergunta do Aécio do Youtube para a Dilma do Youtube (veja o vídeo, abaixo).

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20/10/2014

às 23:55 \ Fotonovela

Se beber não case

Prepare-se para a ressaca, Enrico: não era bem isso que ele esperava da "noite mais louca de todas" (Divulgação)

Prepare-se para a ressaca, Enrico: não era bem isso que ele esperava da “noite mais louca de todas” (Divulgação)

Frequentador assíduo das redes sociais, Aguinaldo Silva sabe usar bem o potencial ficcional da internet no núcleo do blogueiro Téo Pereira (Paulo Betti). Em mais de uma das armações do fofoqueiro em busca de milhares de cliques, o homofóbico Enrico (Joaquim Lopes) recebeu um bolo com recheio indigesto em sua despedida de solteiro, no capítulo desta segunda (20): uma drag queen toda trabalhada na maldade, ostentando uma faixa onde se lia “Claudete Hetera” – uma referência ao pai do noivo, Cláudio Bolgari (José Mayer).

O final do capítulo deixou em suspenso um paparazzo infiltrado, que espera o momento certo para registrar a reação do chef. Com os nervos à flor da pele desde que descobriu que o pai é bissexual, Enrico se deixará levar pela fofoca plantada, o que terá reflexos durante toda a semana na novela das 9: ele ficará tão abalado, que acabará deixando Maria Clara (Andreia Horta) no altar.

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16/10/2014

às 17:23 \ Eu faço drama

Klebber Toledo será “mendigo gato” em ‘Império’

Leo (Klebber Toledo) sofrerá demais com o afastamento de Cláudio (José Mayer) (Divulgação)

Leo (Klebber Toledo) sofrerá demais com o afastamento de Cláudio (José Mayer) (Divulgação)

Muita gente torceu o nariz quando o ator Klebber Toledo evitou declarar a homossexualidade do personagem Leo nas entrevistas que precederam a estreia de Império (Globo, 21h20). “Não quero falar em rótulos para ele, prefiro dizer que é uma pessoa apaixonada”, repetia. Houve quem visse na atitude do jovem ator uma maneira de fugir da polêmica, mas a verdade começa a aparecer agora: amargurado com o fim do relacionamento com o hesitante Cláudio Bolgari (José Mayer), o aspirante a ator começa a se envolver com Amanda (Adriana Birolli), demonstrando que é, portanto, bissexual.

Rafael Nunes, o “mendigo gato de Curitiba” (Reprodução/Facebook)

Rafael Nunes, o “mendigo gato de Curitiba” (Reprodução/Facebook)

Mas a principal reviravolta na vida do personagem ainda está por vir. Segundo o autor Aguinaldo Silva divulgou em seu site, Leo ficará tão perdido após o rompimento com Cláudio que chegará a mendigar nas ruas de Copacabana. A história, de pronto, lembra a do “mendigo gato de Curitiba”, Rafael Nunes, ex-modelo que fez sucesso ao ter uma foto divulgada nas redes sociais em que aparecia maltrapilho na porta de uma igreja. De cortar o coração, como deve acontecer com Leo na novela das 9 – a diferença é que na ficção, o bonitão será resgatado das ruas pela fina e decidida Amanda de Adriana Birolli.

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15/10/2014

às 12:51 \ Fotonovela

Marjorie Estiano vai do brega ao luxo em ‘Apneia’

Marjorie é a rica e entediada Giovana no longa-metragem que estreia no dia 6: versátil, a atriz deixa a virgindade recalcada da Cora de 'Império' e beira  a devassidão no cinema (Camilla Bruzzone/Divulgação)

Marjorie é a rica e entediada Giovana no longa-metragem que estreia no dia 6: versátil, a atriz deixa a virgindade recalcada da Cora de ‘Império’ e beira a devassidão no cinema (Camilla Bruzzone/Divulgação)

“Eu gosto de um bom sexo”, diz a personagem de Marjorie Estiano. Bem que poderia ser uma das falas mais surtadas da puritana Cora de Império, que a atriz viveu na primeira fase da novela e que agora, nas mãos de Drica Moraes, tem sonhos interessantes com o “comendador” José Alfredo (Alexandre Nero) – mas não. No dia 6, a atriz estará nos cinemas como a Giovana de Apneia, longa-metragem que a leva da breguice da classe C de Santa Teresa para a alta roda paulistana – de Perpétua 2.0 ela passa a “refinada entediada à beira do precipício”, digamos assim.

Dirigido por Maurício Eça, grande nome dos videoclipes nacionais que tem no currículo o impactante e já histórico Diário de um detento (1998), dos Racionais MC’s e Admirável Chip Novo (2003), da Pitty, entre tantos outros, o filme fala sobre patricinhas que brincam de camicase madrugada adentro para sentir o sangue correndo nas veias, num antídoto à monotonia do mundo dos ricaços (veja o trailer abaixo).

Marisol Ribeiro – que, diga-se de passagem, merece papeis de mais destaque na TV – é a protagonista Chris, que sofre da apneia que dá o título, numa boa metáfora para trânsito intenso que faz entre a realidade e o sonho. O roteiro, do próprio Eça, foi escrito a partir de uma verdadeira caçada do diretor e sua equipe a perfis de mulheres jovens, ricas e um tanto exibidas nas redes sociais. Além de Marisol e Marjorie, o trio principal é formado por Thaila Ayala. “O que me motivou a escrever este roteiro foi a vontade de contar uma história contemporânea e humana, pouco explorada no nosso cinema nacional: a juventude da classe mais abastada social e economicamente”, explica o diretor. “Fizemos uma extensa pesquisa deste universo, além de uma preparação de atores, para que os personagens sejam  reais e não caricatos. Minha intenção não é rotular. Muito menos julgar os fatos vividos pelos personagens. Desejo mostrar esta realidade através do ponto de vista da Chris de uma forma mais orgânica, traduzindo sensações e intenções.”

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13/10/2014

às 16:32 \ Fotonovela

Beatriz e a fofoca que pode matar

Vítima de um mulherio histérico, Beatriz (Suzy Rêgo) sai apressada, bate e capota o carro em 'Império': críticas do público à personagem sempre estiveram nos planos do autor e agora servem de "inspiração" (Divulgação)

Vítima de um mulherio histérico, Beatriz (Suzy Rêgo) sai apressada, bate e capota o carro em ‘Império’: críticas do público à personagem sempre estiveram nos planos do autor e agora servem de “inspiração” (Divulgação)

Sempre atento ao que se comenta sobre sua Império, das padarias as redes sociais da vida, Aguinaldo Silva fará boa ponte entre realidade e ficção na novela a partir do capítulo desta segunda (13). Beatriz (Suzy Rêgo) sofrerá um grave acidente de carro após uma discussão surrealista com populares no supermercado.

A empresária será abordada por mulheres que, leitoras do blog do fofoqueiro Téo Pereira (Paulo Betti) – isso é que é inclusão digital! –, vão tomar satisfações sobre o comportamento incomum dela, que apoia a vida dupla do marido, Cláudio Bolgari (José Mayer). “Saber que é traída pelo marido com outro homem? Pessoas como você são o câncer da nossa sociedade!”, bradará o mulherio.

É, obviamente, um exagero – afinal, quem reconheceria “a mulher do cerimonialista bissexual que o Téo Pereira ‘acusa’ de ter um caso extraconjugal” no supermercado?

Mas a intenção do autor nos leva a dispensar a verossimilhança. Beatriz, como contou o próprio Aguinaldo ao Quanto Drama!, foi feita para ser criticada e também para levantar a discussão sobre o direito a intimidade. Talvez o telespectador comum esperasse ver uma esposa traída, ludibriada, mártir – uma personagem, sem dúvida, mais palatável. Mas no contexto dos Bolgari, seu apoio ao marido bissexual é coisa para dar, deliberadamente, nó na cabeça de alguns – confusão e polêmica que a trama aproveita agora, quando começa a “malhação de Judas” contra o casal. Por isso, os impropérios que vem sendo dirigidos a Cláudio e Beatriz em cena desde que veio à tona que ele manteve um caso com Leo (Klebber Toledo) são os mesmos repetidos pelo público nas redes sociais e nos grupos de discussão sobre Império.

Contra a horda de intrometidas, Beatriz usará um xingamento que é de fato desconcertante: “Medíocres e feias!”, dirá ela, pouco antes de bater e capotar o carro.

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10/10/2014

às 17:10 \ Folhetinescas

7 olhares matadores de assassinos em série

Bruno Gagliasso em cena como o Edu, de 'Dupla Identidade': debochado, ele é do tipo que escolhe o batom para a vítima (Divulgação)

Bruno Gagliasso em cena como o Edu, de ‘Dupla Identidade’: debochado, ele é do tipo que escolhe o batom para a vítima (Divulgação)

Há, basicamente e tomando por determinado ponto de vista, dois tipos de assassinos seriais na ficção: os muito assustadores, como o Hannibal Lecter de Anthony Hopkins em O Silêncio dos Inocentes (2001), e os sedutores que tentam se fazer de irresistíveis, como o Edu de Bruno Gagliasso em Dupla Identidade.

Nas entrevistas que precederam a estreia do seriado da Globo (sextas, 23h30), a autora Glória Perez explicou que seu texto procurava não vitimizar o serial killer, dando espaço para que se sentisse pena dele por causa de, por exemplo, um passado difícil ou quem sabe uma orfandade. “Ele é o mal em estado puro”, disse ela. Edu não é nada confiável, já deu para entender. Mas como estamos falando de entretenimento, se é para ver o mal de tão perto que seja nos olhos azuis de Gagliasso.

Bem no papel, se não tem a piedade do telespectador, poderá com certeza contar com sua torcida – até porque do outro lado está a “ulta profissional treinada no FBI” de Luana Piovani, Vera. E se chega a ser impossível se assustar com Gagliasso – ainda mais quando o vemos chorando no palco do Domingão do Faustão, como no último domingo –, resta então incluí-lo na lista dos psicopatas sanguinários mais charmosos de todos os tempos. Aqui, um dado precioso para a investigação da doutora Vera: todo serial killer da ficção capricha nos olhares enviesados para a câmera:

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08/10/2014

às 17:14 \ Fotonovela

Ah, o cheiro do plástico bolha…

Maria Casadevall está perfeita como a maluca e esperta Lili das tirinhas: história da atriz com a série começou quando o diretor Luis Pinheiro viu o viral em que ela dançava sozinha na orla da praia (Divulgação)

Maria Casadevall está perfeita como a maluca e esperta Lili das tirinhas: história da atriz com a série começou quando o diretor Luis Pinheiro viu o viral em que ela dançava sozinha na orla da praia (Divulgação)

Melhor surpresa da nova temporada de séries nacionais, a divertida sitcom Lili, a Ex mostra nesta quarta como uma ex-mulher psicótica pode ter lá os seus benefícios. Desde que se separou de Reginaldo (Felipe Rocha), Lili (Maria Casadevall) se tornou uma incansável espiã de novas namoradas. A da vez, Mari (Nathália Rodrigues), deixa a máscara cair no terceiro episódio a (GNT, 22h30) e se mostra uma víbora. Mas quem disse que Reginaldo quer acreditar? Afinal, quem daria credibilidade a uma denúncia feita por Lili.

Baseada nas tirinhas de Caco Galhardo, a série é um acert0 de roteiro, direção e interpretação, uma vez que consegue, sem grandes recursos gráficos ou de edição, transportar de maneira suave a linguagem dos quadrinhos para a televisão. Escolhida para o papel pelo diretor Luis Pinheiro, após um vídeo viral em que aparecia dançando sozinha na orla da Barra da Tijuca, no Rio, Maria está simplesmente hilariante no papel da mulher inconformada com o fim do relacionamento – maluca de tudo mas ao mesmo inteligente e divertida. “Sabe do que eu gosto? Do cheiro do plástico bolha”, disse ela logo no primeiro episódio, excitada com a mudança para o novo lar, ao lado do apartamento do ex.

Leia também:

As lolitas inesquecíveis da ficção

Sabe aquela que toca na novela?

Edu, o serial killer, vê ‘Tom e Jerry’. Que perigo… 

07/10/2014

às 13:18 \ Folhetinescas

As lolitas inesquecíveis da ficção

Entre ninfeta, amante perfeita e prisioneira, Maria Isis (Marina Ruy Barbosa) ajudou a compor a figura do "comendador" José Alfredo (Alexandre nero). Agora, ela vai surpreender ao evoluir como mulher (Divulgação)

Entre ninfeta, amante perfeita e prisioneira, Maria Isis (Marina Ruy Barbosa) ajudou a compor a figura do “comendador” José Alfredo (Alexandre nero). Agora, ela vai surpreender ao evoluir como mulher (Divulgação)

Criticada no começo por ser um incentivo a isso e àquilo, a romântica Maria Ísis (Marina Ruy Barbosa) já não desfila mais de lingerie pela garçoniere de Jose Alfredo (Alexandre Nero) em Império (Globo, 21h15).

Na estrutura monárquica da trama de Aguinaldo Silva – na qual a joalheria Império seria um reino comandado pelo “comendador”, em meio a conspiradores, vassalos, bobos da corte e criados fofoqueiros –, a personagem primeiro ajudou a compor a figura do homem forte e tirano que sente no direito de prender uma jovem inexperiente numa torre, para estar com ela quando bem entender. É a própria cortesã predileta, que irrita a rainha má, Maria Marta (Lilia Cabral), numa onda meio medieval. Mas já faz uns dias que a moça iniciou uma mudança e, desde o capítulo de ontem (segunda, 6), está oficialmente num triângulo amoroso com João Lucas (Daniel Rocha), filho do seu “protetor”. Agora, começa uma disputa pela bela lolita ruiva. Dizem que ela até vai começar a trabalhar, o que será um bom cala-boca aos que andaram criticando o autor por incentivo à pedofilia.

Atriz e personagem são adultas e Maria Isis está ali por livre e espontânea vontade, como teúda e manteúda sinceramente apaixonada. Mas a citação à Dolores de Nabokov, a garota de 13 anos que se envolve com um cinquentão no clássico Lolita (1955) é óbvia – ainda que ninfeta de novela tenha de ser maior de idade. E, afinal, como o livro ensina, uma lolita não é feita apenas de camisolinhas e unhas do pé mal-pintadas de vermelho. A personagem se forma e acontece por meio do seu Humbert Humbert. Por isso, Isis dá um tempero ficcional interessante ao comendador. O que ele fará quando perceber que sua boneca começou a pensar? Talvez enlouqueça, como boa parte dos “tios” das novelas que sabem bem o que é conviver com esse tipo sedutor de personagem. Veja outras seis, das mais marcantes:

anita-conchitaAnita

Lolita, Anita. Manoel Carlos adaptou com grande sucesso em 2001 o livro Presença de Anita, de Mário Donato, numa minissérie homônima. Mel Lisboa viveu a jovem que enlouquecia Nando (José Mayer) um quarentão em busca de tranquilidade numa cidadezinha do interior de São Paulo.

 

 

 

tabalipa-bettiElisa

Em 1999, numa bela e soturna produção da Casa de Cinema de Porto Alegre de Jorge Furtado para a Globo, Ana Paula Tabalipa viveu uma garota que virava a vida de Ramiro (Paulo Betti), amigo de seus pais, pelo avesso na minissérie Luna Caliente.

 

 

 

 

irisIris

Um ano antes da marcante Presença de Anita, José Mayer deu vida a outro atormentado por uma bela jovem demais: Pedro, grosseirão charmoso por quem a ninfeta caipira Íris (Deborah Secco) era obcecada em Laços de Família, também de Manoel Carlos.

 

 

 

 

 

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03/10/2014

às 16:27 \ Eu faço drama

Edu, o serial killer, vê ‘Tom e Jerry’. Que perigo…

Por enquanto, não sabemos nada sobre a infância de Edu. Mas é certo que o psicopata assistia ao sádico 'Tom & Jerry' (Divulgação)

Por enquanto, não sabemos nada sobre a infância de Edu (Bruno Gagliasso) em ‘Dupla Identidade’. Mas é certo que o psicopata assistia ao sádico ‘Tom & Jerry’ (Divulgação)

Já pareceu coisa mais inocente em outros tempos, quem sabe até desastre à toa na vida de seres animados, mas o jogo sádico dos velhos Tom e Jerry não anda mais bem-visto nas grades dedicadas aos pequenos. No Cartoon Network,  o desenho criado em 1940 por William Hanna e Joseph Barbera já andou meio ameaçado de suspensão por ser “politicamente incorreto”. Ontem, foi a vez da Amazon e o iTunes anunciarem que, após diversas reclamações de clientes incomodados com “ofensas racistas” nos roteiros originais da série (muitas das cenas polêmicas foram cortadas há anos nas versões que vão para a TV), passarão a exibir um alerta sobre o conteúdo polêmico. A ideia é ponderar que esse tipo de injúria fez parte dos Estados Unidos dos anos 40 e que vale a exibição na íntegra – não o corte, que seria a negação.

Fica para os psicólogos a discussão profunda sobre se esse tipo de desenho pode ter influência negativa sobre a mente de uma criança. É claro que a nostalgia impede os fãs de julgarem a série com rigor, daí os protestos nas redes sociais dos que ficaram magoados com o banimento dos queridos Tom e Jerry – #chidhoodruined é uma das hashtags mais usadas. Boa coisa o desenho realmente não ensina. Mas se for capaz de um estrago ou de reforçar certa tendência, até que ponto seria?

No que depender do seriado Dupla Identidade, pode ser coisa de psicopata, como se quiçá fizesse parte da lista dos “10 mais queridos” da infância de um serial killer. Foi uma boa sacada a cena do segundo episódio, exibido na última sexta (26), que mostrou Eduardo (Bruno Gagliasso) inquieto em frente à TV, vendo Tom ser massacrado por Jerry em uma de suas intermináveis perseguições – uma piada do diretor Mauro Mendonça Filho. O gato sempre leva um sacode do rato, mas, como se sabe, nunca morre (ou uma única vez, veja abaixo). Já Edu, na representação da vida real criada por Glória Perez, acabara de matar uma mulher.

Deveria Vera (Luana Piovani) incluir Tom e Jerry nas pesquisas sobre psicopatas?

No Brasil, os episódios podem ser vistos no SBT, no Bom Dia & Cia, e no Cartoon Network.

Abaixo, três episódios bizarros de Tom & Jerry que, com certeza, Eduardo teria adorado:

Jerry bombadão

Muito antes da Lei da Palmada, Tom bate no bebê rato de Jerry, que vira um monstro musculoso apavorante:

Piuí

Fã de trens de brinquedo, Tom vira um psicopata no comando de uma maria-fumaça minúscula e tenta atropelar Jerry. Até que…

Episódio perdido

Na rua da amargura, Tom e Jerry se suicidam no mítico episódio Blue Cat Blues.

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