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22/05/2012

às 16:59 \ Uncategorized

Cândido Vaccarezza: agora um homem precavido

Depois de ser pilhado durante a sessão da CPI do Cachoeira da última quinta-feira trocando mensagens de texto pelo celular com o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) decidiu optar por métodos mais seguros para enviar recados a colegas da comissão.

Nesta terça-feira, durante o depoimento do contraventor Carlinhos Cachoeira à CPI, ele usou uma folha de papel para evitar que alguém pudesse flagrar o teor de uma conversa. A cena acabou chamando tanta atenção quanto o “você é nosso e nós somos teu” para Sérgio Cabral.

A conversa - O SMS enviado por Vaccarezza ao governador fluminense foi filmado por um cinegrafista do SBT e exibido em rede nacional de televisão. A troca de mensagens aconteceu enquanto os parlamentares discutiam na CPI a convocação ou não de Cabral e de outros dois governadores suspeitos de envolvimento com o bicheiro goiano. Pouco depois de escrever “a relação com o PMDB vai azedar na CPI, mas não se preocupe, você é nosso e nós somos teu”, Vaccarezza levantou da cadeira e foi até o relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT). Os dois cochicharam algo.

Justificativa - Questionado sobre que motivo faria a relação entre os dois partidos aliados “azedar”, Vaccarezza saiu-se com os seguintes esclarecimentos: “Vai azedar, podia azedar… ali foi um momento de irritação meu. Eu não quero declarar. Isso é uma correspondência privada. Eu não vou contribuir para mostrar a outra parte da conversa. É uma correspondência privada entre duas pessoas.” Vale ressaltar: uma conversa privada entre duas pessoas com cargos públicos. Na argumentação de Vaccarezza, não há motivo para blindagem porque nada consta contra Cabral.

Relação estreita - Fotos vazadas na internet mostram a relação estreita entre Sérgio Cabral e o ex-presidente da Delta, Fernando Cavendish. Os dois aparecem com suas mulheres em jantares e comemorações no exterior, sempre esbanjando dinheiro.

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