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prefeitura do rio de janeiro

17/09/2012

às 21:07 \ Eleições 2012

Rio: Prefeito de Nova York grava depoimento de apoio a Paes

Prefeito de Nova York, Michael Bloomberg durante a abertura da C-40, no Rio

O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, apareceu na noite desta segunda-feira no programa eleitoral de TV do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, candidato à reeleição pelo PMDB. No vídeo de 45 segundos, Bloomberg disse que, se fossem da mesma cidade, votaria em Paes. O vídeo foi gravado durante o Climate Leadership Group, o C-40, que reuniu prefeitos de diversas cidades do mundo no mês de junho no Brasil.

“Em termos de cidade, que é com o que eu lido e tenho conhecimento, me parece que vocês estão trazendo esperança à população. Estão melhorando suas vidas e dando as ferramentas que eles precisam para que tomem controle de seus destinos e façam um futuro melhor para si mesmos e seus filhos”, disse Bloomberg.

“Este prefeito parece entender o equilíbrio entre dar assistência à população e a partir daí deixá-los no controle de seus destinos para que façam um mundo melhor”, completou o americano, no depoimento que encerrou o programa eleitoral de Paes.

(Cecília Ritto, do Rio de Janeiro)

02/08/2012

às 23:39 \ Eleições 2012

Maia se esquiva de enfrentar Paes, e passa a vez a Freixo

Maia levanta a bola para Freixo contra Paes (Foto: Bia Alves / Fotoarena)

Rodrigo Maia, do DEM, iniciou o terceiro bloco do debate da Band no Rio, e em vez de enfrentar diretamente o atual prefeito, Eduardo Paes, do PMDB, escolheu Marcelo Freixo (PSOL) para responder sua pergunta – e deu ao rival a chance de atacar Paes mais uma vez. Segundo pesquisa do instituto Datafolha, Paes aparece com 54% das intenções de votos e Freixo com 10%, na segunda colocação. Maia tem levantado a bola para Freixo cortar, em um movimento que demonstra a intenção do DEM de levar a disputa para o segundo turno – mesmo que não participe.

Freixo criticou a destinação de verbas para publicidade da gestão peemedebista que, segundo ele, chega a 90 milhões de reais. “É dinheiro público usado para interesse privado. A imagem da política não pode ser fruto de marketing”, afirmou. “Usa-se essa quantia em uma cidade que tem o pior atendimento de saúde do Brasil. O Ideb coloca o Rio como o pior estado em termos de educação do sudeste, centro-oeste e sul”, completou.

Educação – Em sua pergunta, o candidato do PSOL explorou a temática educacional, ao que o prefeito respondeu: “A cidade do rio tem o 5º ou 6º melhor Ideb do país. Aguarde a nossa evolução na próxima divulgação do índice”, afirmou o prefeito.

Freixo rebateu e fez a colocação mais incisiva do debate até o momento: “O Rio fica atrás do centro-oeste, sudeste e sul. Se isso te orgulha. Não há planos de cargo e salário, o senhor não conseguiu fazer isso mesmo tendo dinheiro para pagar melhor. O senhor paga 1.100 reais para o professor que entra na rede municipal. O senhor só pensa em números, não sabe nada sobre educação”.

Paes reafirmou o seu “orgulho a essa rede”. “Conheço bem as escolas do Rio. Há novas tecnologias sendo introduzidas e sendo copiadas de nós”, disse.

(Cecília Ritto, do Rio de Janeiro)

02/08/2012

às 23:02 \ Eleições 2012

Freixo para Paes: “Vocês do PMDB viajam muito”

O prefeito Eduardo Paes no debate (Foto: Bia Alves / Fotoarena)

O candidato do PSOL, Marcelo Freixo, foi o primeiro a ter a chance de perguntar ao prefeito Eduardo Paes, no segundo bloco do debate da Band no Rio. Freixo é o segundo colocado na pesquisa de intenção de voto feita pelo Datafolha, com 10% da preferência dos eleitores. Ele optou pelo tema dos transportes, especificamente sobre a Linha 4 do metrô, que está sendo construída: “Por que o seu silêncio sobre a Linha 4?” Essa linha tem sido alvo de manifestações constantes na cidade, porque o governo do estado modificou o projeto inicial e o transformou em um prolongamento da Linha 1.

“O cidadão que usa o metrô é da nossa cidade, não existe o cidadão estadual. Por que o senhor insiste pelo modelo rodoviário?”, perguntou o candidato do PSOL. Paes tentou se defender dizendo que o seu governo fez, pela primeira vez, o processo licitatório com as empresas de ônibus. “No meu governo implementamos o Bilhete Único, que era uma promessa antiga”, disse.

Freixo, então, foi enfático: “Pelo visto, o silêncio sobre o metrô vai continuar. Este sim é transporte de massa, e não ônibus. Em nenhum lugar do mundo é o ônibus. Você sabe disso, vocês do PMDB viajam muito”, disse. Freixo, indiretamente, ironizou as viagens do governador Sérgio Cabral a Paris. Por vezes, em situações de desastre no Rio, como as chuvas que deixaram quase 200 mortos na Região Serrana em janeiro de 2011, o governador estava na Europa. Fotos revelaram encontros entre Cabral e o seu secretariado em Paris com o dono da Delta, Fernando Cavendish.

(Cecília Ritto, do Rio de Janeiro)

02/08/2012

às 22:51 \ Eleições 2012

Todos contra Eduardo Paes: o acordo de cavalheiros da oposição

Maia, Freixo e Aspásia: tom amigável (Foto: Bia Alves / Fotoarena)

O segundo bloco do debate da Band com os candidatos a prefeito do Rio começou como um acordo de cavalheiros. Rodrigo Maia, do DEM, dirigiu a Marcelo Freixo, do PSOL, uma pergunta sobre o assunto preferido do deputado estadual: milícias. Quis saber por que é importante enfraquecer “o poder econômico” das milícias.

Freixo deitou e rolou, citando as prisões de 680 milicianos, disse que o combate às milícias virou filme (‘Tropa de Elite2’) e falou que as milícias aumentaram, apesar do combate.

Maia não escondeu: “Concordo”, disse, deixando claro que não estava ali para incomodar o ‘rival’. O objetivo da oposição esta noite é atazanar Eduardo Paes, o que Marcelo Freixo, em seguida, pôs em prática.  “Por que você insiste no modelo rodoviário?”, perguntou.

Paes começou lembrando o governo Lacerda, para dizer que o transporte, desde então, não mudava no Rio. Defendeu sua licitação de linhas de ônibus e o bilhete único – sistema que efetivamente reduziu os gastos dos usuários de transporte coletivo – e os sistemas de BRT, os ônibus.

Freixo acusou Paes de se reunir com indiciados de participar de milícias e disse que o peemedebista é culpado pelo caos no trânsito. Preparado para suportar acusações, Paes saiu-se bem: “O prefeito não é comentarista do que se faz na cidade. Sempre alguém vai dizer o que acha, se acha bom ou ruim”, disse, defendendo em seguida os projetos do governo do estado – do padrinho político Sérgio Cabral – para a linha 4 do metrô.

Nas perguntas seguintes, o que se viu foi Leite perguntando a Rodrigo Maia sobre problemas na saúde. Os dois, então, usaram resposta e réplica para criticar a prefeitura, concordando sobre os problemas, e falando pouco de suas ideias. Não foi ensaiado. Mas pareceu.

(João Marcello Erthal, do Rio de Janeiro)

02/08/2012

às 22:15 \ Eleições 2012

No Rio, julgamento do mensalão aparece no 1º minuto do debate

Candidatos a prefeito do Rio de Janeiro (Foto: Bia Alves / Fotoarena)

Otávio Leite, do PSDB, prometeu e cumpriu: sorteado para começar a responder no debate da Band, sobre “buracos na cidade”, pediu licença e falou do julgamento do mensalão. Apresentou o tema, mas não citou diretamente Eduardo Paes, do PMDB, que tem o PT e uma dezena de legendas na coligação.

“Hoje é dia histórico no Brasil. O dia do julgamento do mensalão. Vamos convergir nossa energia para que a Corte tenha luz”, afirmou Otávio, que chamou o esquema de corrupção de “máfia que se instalou no Planalto”.

O primeiro bloco seguiu com perguntas sobre camelôs, transporte e crack – com candidatos mais preocupados em se apresentar que em efetivamente apresentar propostas. Ninguém acusou o atual prefeito Eduardo Paes explicitamente, mas todos criticaram a gestão do peemedebista, que concorre à reeleição com largo favoritismo.

Marcelo Freixo, do PSOL, prometeu, antes de entrar no estúdio, levar o mensalão para o confronto. Rodrigo Maia, do DEM, que tem sido o mais agressivo contra o prefeito, afirmou mais cedo ao site de VEJA que não pretende usar esse assunto no encontro promovido pela Band.

(Cecília Ritto, do Rio de Janeiro)

18/08/2011

às 13:39 \ PSD

Indio não disputará prefeitura do Rio

Indio da Costa não será candidato à prefeitura do Rio de Janeiro em 2012. O desejo de disputar o cargo foi uma das principais razões para a saída dele do DEM, que deve lançar Rodrigo Maia na disputa. Mas o PSD decidiu que vai apoiar a reeleição do peemedebista Eduardo Paes.

Indio contemporiza: diz que não faria sentido trocar o comando da prefeitura no meio da preparação para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Agora, ele  só voltará a disputar uma eleição em 2014, quando tentará voltar à Câmara dos Deputados.

Vice na chapa de José Serra à Presidência em 2010, Indio esteve no encontro do PSD com a presidente Dilma Rousseff, nesta quinta-feira. O contato entre os dois não foi além de um cumprimento – cordial, garante o ex-deputado.

(Gabriel Castro, de Brasília)

 

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