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política

04/12/2013

às 18:53 \ Congresso Nacional, Eleições 2014

Aécio tenta barrar aproximação do PPS com o PSB

aecio neves

Às vésperas do congresso do PPS, quando o partido discutirá, neste final de semana, suas alianças para 2014, o potencial candidato à Presidência pelo PSDB Aécio Neves (MG) foi até o gabinete da liderança dos socialistas na Câmara para pedir apoio nas eleições de 2014. A aproximação faz parte da estratégia para evitar que o PPS se alie à dupla Eduardo Campos e Marina Silva, do PSB.

No encontro desta quarta-feira, Aécio afirmou respeitar as decisões do PPS, mas reforçou que “não perderia a oportunidade de comentar a importância das legendas estarem juntas”, o que já é “uma longa tradição”.

“São as coisas naturais que têm efeito. Vamos esperar que o PPS naturalmente tome a decisão sem qualquer tipo de pressão”, disse. Aécio declarou ainda que a migração de Marina e Campos para o campo oposicionista “deve ser saudada como um fortalecimento da oposição”.

Apesar da investida, o presidente da legenda, Roberto Freire (SP), defende a união com os candidatos do PSB. “Não sei o resto do partido, mas posições pré-definidas indicam que há uma certa tendência pró-Eduardo. Mas isso não significa que já está decidido”, disse.

(Marcela Mattos, de Brasília)

24/05/2013

às 14:32 \ Justiça, STF

Barroso: STF condenou ‘forma de fazer política’

Na opinião de Luís Roberto Barroso, escolhido ontem como novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o julgamento do mensalão demonstrou que a Corte endureceu e que os ministros aproveitaram a oportunidade para condenar a forma de política praticada no Brasil.

“Parece muito nítido que o STF aproveitou a oportunidade para condenar toda uma forma de se fazer política, amplamente praticada no Brasil. Ao proceder assim, o tribunal acabou transcendendo a discussão puramente penal e tocando em um ponto sensível do arranjo institucional brasileiro. Quem estava no caminho dessa mudança de percepção foi atropelado, e por isso é compreensível que os condenados se sintam, não sem alguma amargura, como os apanhados da vez, condenados a assumirem sozinhos a conta acumulada de todo um sistema”, disse, em um texto publicado em 3 de janeiro no site Consultor Jurídico e assinado em conjunto com o advogado Eduardo Mendonça.

Barroso também afirmou, em uma entrevista publicada na revista Poder, em outubro de 2012, que os governos anteriores não tentaram mudar o sistema. “Temos muito a celebrar, mas nem FHC nem Lula tentaram mudar o modo como se faz política no Brasil. Para implementar sua agenda política, eles aderiram a esse modelo de presidencialismo de alianças sem base ideológica, com eleições em que se vota em candidatos e não em partidos, modelo que está na raiz de boa parte dos problemas políticos brasileiros, inclusive os de corrupção e fisiologismo. Precisamos romper com essa tradição.”

Na mesma entrevista, ele diz que houve um endurecimento da Corte: “Minha avaliação é que houve um certo endurecimento do STF, talvez como resultado de uma interação com a sociedade. Não acho justa a afirmação de que o Supremo seja pautado pela sociedade, mas ele é permeável aos seus anseios. Há uma mudança de postura. Se isso vai ser bom ou mau, o tempo dirá”.

22/04/2013

às 21:06 \ Partidos

“Doctor Rey” se filia ao partido de Marco Feliciano

Cerimônia de filiação do Doutor Hollywood (primeiro da direita para a esquerda)

Roberto Miguel Rey, também conhecido como Doctor Rey ou Dr. Hollywood, é um dos mais novos filiados do Partido Social Cristão (PSC), a sigla do controverso deputado federal Marco Feliciano, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara.

Celebridade da televisão, Rey ganhou notoriedade ao estrelar um reality show de cirurgia plástica gravado nos Estados Unidos e por participar da cobertura televisa de carnavais do Rio de Janeiro. Nesta última função, seu “trabalho” era analisar para as câmeras as bundas de passistas e carimbar com a frase “aprovado” aquelas que estivessem em boa forma.

“Procurei esse partido porque, aqui, nós não temos vergonha da palavra de Deus. Entendo que o mundo está entrando no caos porque as pessoas não querem mais ouvir a palavra de Deus”, disse Rey, durante a cerimônia de filiação, na Assembleia Legislativa de São Paulo, na semana passada.

A filiação foi feita a partir de um convite do presidente do PSC-SP, Gilberto Nascimento. “Ele é um cara bastante preparado, jovem, mas com uma experiência de vida admirável. Uma pessoa que soube aproveitar todas as oportunidades que a vida lhe ofereceu”, disse Nascimento.

Também participou da cerimônia de filiação, o vice-presidente do PSC, o pastor Everaldo Pereira, um dos nomes cotados pelo partido para disputar a Presidência no ano que vem.

O PSC ainda não informou se Rey deve concorrer a algum cargo público na próxima eleição.

17/04/2013

às 18:48 \ Senado

Senado vai cobrar aluguel de imóveis funcionais

A Mesa Diretora do Senado decidiu, em reunião nesta quarta-feira, cobrar aluguel de apartamentos funcionais ocupados por quem não é senador. Segundo o Senado, 21 dos 72 apartamentos que a Casa possui atualmente em Brasília são usados por ministros, como Marcelo Crivela (Pesca) e Garibaldi Alves (Previdência Social), além de ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal de Contas da União (TCU), e juízes e desembargadores do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região.

O aluguel cobrado será no valor de 8.885 reais. A previsão é que a medida proporcione uma economia de 2,3 milhões de reais por ano aos cofres públicos.

(Com Estadão Conteúdo)

31/05/2012

às 23:33 \ Eleições 2012

Lula faz campanha para Haddad na TV e diz que não vai ‘permitir’ tucano na presidência

Lula no programa do Ratinho: Haddad representa 'renovação'

Lula no programa do Ratinho: Haddad representa 'renovação' (Ivan Pacheco)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que por muitas vezes afirmou que não voltará a ser candidato à Presidência da República, parece não estar mais tão convicto de sua decisão. Em entrevista ao Programa do Ratinho, do SBT, na noite desta quinta-feira, Lula disse que caso a presidente Dilma Rousseff desista da reeleição, ele voltará à cena política em 2014 com um objetivo bem específico. “Se ela não quiser, eu não vou permitir que um tucano volte a ser presidente do Brasil”, disse Lula.

A primeira entrevista do ex-presidente depois de concluir o tratamento contra um câncer de laringe ocupou dois blocos do programa, num total de 44 minutos, e se transformou em palanque eleitoral para o candidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad. Lula fez questão de dizer que ele vai participar da campanha eleitoral em São Paulo.

Clima de campanha – Sentando na primeira fila da plateia com outros representantes do PT, Haddad foi apresentado no primeiro bloco como ex-ministro da Educação. Já na segunda parte do programa, o clima era de campanha. Ratinho perguntou a Lula sobre a escolha de Haddad para candidato do partido na maior cidade do país e deu oportunidade ao líder do PT de repetir – mais uma vez – o argumento de que Haddad “representa a renovação”.

Em seguida, o candidato foi convidado a subir ao palco e, sentado ao lado de Lula, respondeu aos questionamentos do apresentador já como candidato. A primeira pergunta foi:  “O que o prefeito de São Paulo pode fazer por São Paulo?”

Haddad permaneceu o tempo todo sob o olhar atento de seu principal cabo eleitoral, soltando algumas críticas à atual gestão e aproveitando para elogiar os programas do governo federal. Mas falou pouco. O palco era de seu padrinho político.

(Cida Alves, de São Paulo)

29/05/2012

às 21:23 \ CPI do Cachoeira

Advogado de Demóstenes prestigia posse de Toffoli

O advogado do senador Demóstenes Torres marcou presença na cerimônia de posse de Dias Toffoli como ministro efetivo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na noite desta terça-feira, em Brasília. Depois de passar cinco horas sentado ao lado de seu cliente na Comissão de Ética do Senado, Antônio Carlos Almeida Castro, o Kakay, prestigiou – e foi prestigiado – pelos magistrados.

Kakay acompanhou a cerimônia de posse do fundo do auditório do TSE. Depois, aguardou pacientemente o fim da fila de cumprimentos de cerca de 200 convidados. Nesse intervalo, foi procurado pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDM-AP). Os dois conversaram entre cochichos por cerca de cinco minutos e juntaram-se a um grupo quando avistados por jornalistas.

O advogado foi um dos últimos a apertar a mão de Toffoli e trocou breves palavras com o ministro. A posse foi rápida e sem discursos. A única autoridade do governo presente era o ministro da Previdência, Garibaldi Alves, que disse estar ali por vontade própria.

Nenhum dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) – incluindo o presidente Carlos Ayres Brito – quis falar com a imprensa. Questionado sobre a pressão exercida pela ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre os ministros do STF para retardar o julgamento do mensalão, Toffoli virou as costas e encerrou uma entrevista coletiva de uma pergunta só, em que ele apenas agradeceu a honra de compor o TSE.

(Carolina Freitas, de Brasília)

24/05/2012

às 19:04 \ Congresso Nacional

Parlamentares pedem volta de CQC ao Senado

A Mesa Diretora do Senado recebeu nesta quinta-feira um ofício assinado por 46 dos 81 senadores pedindo que os integrantes do humorístico CQC possam fazer gravações no salão azul da Casa. A equipe do programa da TV Bandeirantes está proibida de entrevistar os senadores há cerca de um ano, depois de um incidente com Renan Calheiros (PMDB-AL).

O ofício tem como destinatário o primeiro secretário da Mesa, Cícero Lucena (PSDB-PB), e é de autoria dos senadores Aécio Neves (PSDB-MG), Eduardo Suplicy (PT-SP) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP).

Diz o documento: “Solicitamos a Vossa Excelência, tendo em vista os preceitos constitucionais, sobretudo os ditames do título VIII, capítulo 5º, da Carta Magna, que que fala da liberdade de expressão, da liberdade de comunicação, que determine à Secretaria de Polícia do Senado Federal que adote, em relação aos integrantes do CQC, o mesmo tratamento que é dispensado aos profissionais dos demais veículos de comunicação, que têm autorização para realizarem reportagens nas dependências do Senado Federal”.

(Gabriel Castro, de Brasília)

24/05/2012

às 18:20 \ CPI do Cachoeira

Parlamentares querem bloqueio dos bens da Delta

O senador Pedro Taques (PDT-MT) e o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) pediram nesta quinta à 14ª Vara Federal em Brasília o bloqueio dos bens da construtora Delta. Além da indisponibilidade do patrimônio da empresa, a ação cobra a nomeação de um interventor para gerir a companhia, que também ficaria impedida de firmar novos contratos com o poder público.

A Delta é um dos principais alvos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada para apurar a atuação da quadrilha do contraventor Carlinhos Cachoeira. “A CPI está demorando para tomar essas providências – que, aliás, a União também deveria ter tomado”, afirma Taques.

(Gabriel Castro, de Brasília)

04/04/2012

às 16:59 \ Congresso Nacional

Plenários vazios: é feriado no Congresso

No Congresso, tradicionalmente, quinta-feira já é sexta. Nesta semana, com o feriado de Páscoa, o fim de semana chegou ainda mais cedo. No início da tarde desta quarta-feira, os plenários de Câmara e Senado estavam praticamente vazios.

Oficialmente, o painel eletrônico anunciava a presença de 326 dos 513 deputados e de 52 dos 81 senadores pouco depois das 15 horas. Na prática, era difícil encontrar um parlamentar em meio às poltronas vazias. Aos poucos que resolveram aparecer para as sessões – apenas de debate, sem votação -, restou o constrangimento de discursar para sonolentos servidores do Congresso.

O plenário da Câmara vazio na tarde desta quarta-feira (Foto: Gabriel Castro)

O plenário da Câmara vazio na tarde desta quarta-feira (Foto: Gabriel Castro)

O plenário do Senado também às moscas (Foto: Gabriel Castro)

O plenário do Senado também às moscas (Foto: Gabriel Castro)

(Gabriel Castro, de Brasília)

28/03/2012

às 17:36 \ Justiça

Mensalão: Ayres Britto quer acelerar julgamento

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Ayres Britto já se movimenta para acelerar o julgamento do processo do mensalão. Britto toma posse como novo presidente da corte em 19 de abril. O ministro avalia que a única pendência que falta para colocar o assunto em pauta é o relatório do revisor do caso, ministro Ricardo Lewandowski.

Segundo ele, é possível que o processo seja analisado durante quinze dias – e não em um mês, como se esperava. A data de início do julgamento ainda não foi marcada. “Nenhum ministro coloca um processo em pauta para julgamento sem se empenhar no sentido da sua tramitação o mais rápido possível, sem prejuízo da segurança jurídica”, diz.

O ministro Marco Aurélio Mello concorda: “Temos que otimizar o nosso tempo, evitar discussões paralelas e conciliar celeridade a conteúdo”. Marco Aurélio, no entanto, avalia que o caso não deve ser julgado durante o recesso de julho, como cogitam alguns ministros. “Não vemos esse processo como ‘o processo’, mas como mais um processo que devemos julgar”, afirma.

(Luciana Marques, de Brasília)

 

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