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18/04/2013

às 19:04 \ Justiça

Procuradoria denuncia 7 por greve de PMs na Bahia

Soldados do Exército patrulham entorno da Assembleia enquanto PMs baianos participam de greve

O Ministério Público Federal da Bahia denunciou sete pessoas por envolvimento na greve da Polícia Militar do estado, ocorrida em fevereiro do ano passado. O episódio, que durou dez dias, culminou na invasão da Assembleia Legislativa da Bahia pelos grevistas. Tropas do Exército tiveram de ser chamadas para patrulhar cidades baianas.

A denúncia atinge dois vereadores que representam a categoria: o líder da greve, Marco Prisco (PSDB), de Salvador, e Gilvan Souza Santana (PT do B), de Jequié, a 358 quilômetros da capital. Também foram denunciados dois soldados da PM baiana e duas pessoas de outros estados: o cabo Jeoás Nascimento dos Santos, da PM do Rio Grande do Norte, que participou da greve na condição de vice-presidente da Associação Nacional de Praças (Anaspra); e o ex-cabo Benevenuto Daciolo Fonseca, líder da greve do Corpo de Bombeiros no Rio de Janeiro que ocorreu em 2011 e que chegou a viajar para Salvador em meio à paralisação.

De acordo com a denúncia, todos são acusados de diversos crimes previstos pela Lei de Segurança Nacional, pelo Código Penal e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Entre as acusações estão formação de quadrilha, sabotagem contra instalações militares e paralisação de atividade ou serviço público essencial à segurança.

De acordo com a procuradoria, o grupo teve como objetivo “expor a perigo o Estado” com “nítida motivação política”. Na denúncia, ainda é citado o gasto de 14,4 milhões de reais, por parte de União, para a mobilização de tropas do Exército e da Força Nacional como resposta à greve.
Prisco minimizou a denúncia, dizendo se tratar de “manobra política do governo” para enfraquecer sua “imagem política”. Além disso, o vereador disse não ter sido oficialmente notificado sobre as acusações.

(Com Estadão Conteúdo)

06/08/2012

às 13:23 \ Justiça

Mensalão para crianças

Está no ar no site do Ministério Público Federal (MPF) um material didático para crianças e adolescentes sobre o mensalão, maior escândalo de corrupção do Brasil. O conteúdo faz parte do projeto educacional da Procuradoria, o Turminha do MPF, que oferece a professores e estudantes subsídios para uso em sala de aula.

Um grupo de personagens explica com infográficos e linguagem simples como a quadrilha montou o esquema de pagamento de propina para compra de apoio ao governo Lula no Congresso Nacional. O caso é tratado dentro da seção ‘Honestidade no Dia a Dia’ e há entre os itens um glossário, que define, entre outras, a palavra ‘mensalão’.

O MPF explica porque é importante que os jovens se informem sobre o caso, que começou a ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na última quinta-feira: “Os crimes pelos quais os réus são acusados tiveram como resultado o uso indevido do dinheiro público, ou seja, todos nós fomos vítimas.”

O material pode ser acessado aqui. No site de VEJA, você confere a cobertura completa sobre o julgamento.

Recorte de infográfico do MPF direcionado para estudantes (Reprodução)

Recorte de infográfico do MPF direcionado para estudantes (Reprodução)

 

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