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mensalao

24/05/2013

às 17:05 \ Julgamento do mensalão, Justiça, STF

Kakay aposta em Barroso “garantista” no mensalão

Kakay durante a defesa de Duda Mendonça no julgamento do mensalão

O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, é amigo de Luís Roberto Barroso, o constitucionalista que a presidente Dilma Rousseff indicou nesta quinta para compor o Supremo Tribunal Federal (STF). Mais do que isso: Kakay, que atuou na defesa do publicitário Duda Mendonça no julgamento do mensalão e é um dos advogados mais influentes de Brasília, já defendia a nomeação do colega para o posto.

O advogado diz que Barroso é “a melhor escolha que a presidente poderia ter feito”. E, com a tranquilidade de quem teve seu cliente absolvido, diz que os defensores dos mensaleiros condenados podem ter alguma esperança no julgamento dos embargos: Barroso seria um “garantista” – um magistrado acima de tudo atento aos direitos constitucionais dos réus. A postura é legítima, mas, como todos os “ismos”, o garantismo é uma posição de combate, e por isso exacerbada: no limite, é uma forma oblíqua de restringir a aplicação das leis penais.

“Quando se vê um advogado que tem uma sólida formação humanista, de direito constitucional, como Luís Roberto Barroso, a nossa tendência é achar que ele vai ser um juiz garantista. Isso é uma expectativa, já que ele nunca atuou na área criminal”, avalia Kakay.

(Gabriel Castro, de Brasília)

24/05/2013

às 14:32 \ Justiça, STF

Barroso: STF condenou ‘forma de fazer política’

Na opinião de Luís Roberto Barroso, escolhido ontem como novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o julgamento do mensalão demonstrou que a Corte endureceu e que os ministros aproveitaram a oportunidade para condenar a forma de política praticada no Brasil.

“Parece muito nítido que o STF aproveitou a oportunidade para condenar toda uma forma de se fazer política, amplamente praticada no Brasil. Ao proceder assim, o tribunal acabou transcendendo a discussão puramente penal e tocando em um ponto sensível do arranjo institucional brasileiro. Quem estava no caminho dessa mudança de percepção foi atropelado, e por isso é compreensível que os condenados se sintam, não sem alguma amargura, como os apanhados da vez, condenados a assumirem sozinhos a conta acumulada de todo um sistema”, disse, em um texto publicado em 3 de janeiro no site Consultor Jurídico e assinado em conjunto com o advogado Eduardo Mendonça.

Barroso também afirmou, em uma entrevista publicada na revista Poder, em outubro de 2012, que os governos anteriores não tentaram mudar o sistema. ”Temos muito a celebrar, mas nem FHC nem Lula tentaram mudar o modo como se faz política no Brasil. Para implementar sua agenda política, eles aderiram a esse modelo de presidencialismo de alianças sem base ideológica, com eleições em que se vota em candidatos e não em partidos, modelo que está na raiz de boa parte dos problemas políticos brasileiros, inclusive os de corrupção e fisiologismo. Precisamos romper com essa tradição.”

Na mesma entrevista, ele diz que houve um endurecimento da Corte: “Minha avaliação é que houve um certo endurecimento do STF, talvez como resultado de uma interação com a sociedade. Não acho justa a afirmação de que o Supremo seja pautado pela sociedade, mas ele é permeável aos seus anseios. Há uma mudança de postura. Se isso vai ser bom ou mau, o tempo dirá”.

23/05/2013

às 17:56 \ Julgamento do mensalão, STF, Uncategorized

O ‘setlist’ do novo ministro do Supremo

O escolhido pela presidente Dilma Rousseff para ocupar a cadeira deixada por Carlos Ayres Britto no Supremo Tribunal Federal se define como um amante da música. Em seu site, Luís Roberto Barroso diz que é importante se interessar por outras áreas além do Direto e divulga uma lista com suas músicas preferidas, nacionais e internacionais.

Se na área jurídica Barroso gosta de atuar nas causas controversas, na música ele prefere a (quase) unanimidade dos clássicos, como Caetano Veloso, Chico Buarque, Milton Nascimento e Frank Sinatra.

O top 10 do novo ministro do STF

As músicas prediletas de Luís Roberto Barroso, escolhido para ocupar uma cadeira no Supremo

1 de 10

A banda

Canção de Chico Buarque

10/05/2013

às 20:11 \ Julgamento do mensalão, Justiça, STF

Mensalão: NYT diz que caso de corrupção segue aberto

O jornal americano The New York Times publicou nesta sexta-feira reportagem ressaltando que os 25 políticos e empresários condenados no escândalo do mensalão no ano passado ainda não começaram a cumprir penas – em alguns casos, na cadeia. “Apesar das condenações, o caso de corrupção no Brasil continua aberto”, diz o jornal.

O periódico destaca que o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) foi um “divisor de águas” para o Judiciário brasileiro, principalmente “em um país onde os cidadãos esperam há muito tempo mais do que a impunidade de políticos apanhados em escândalos de corrupção”. Mas o jornal faz um alerta: “a celebração pode ter sido prematura”.

Diante da apresentação de recursos, todos os condenados encaminharam embargos de declaração para análise dos ministros – o NYT diz que os apelos a serem julgados na corte poderão alterar as penas dos condenados, embora originalmente eles sirvam para esclarecer omissões e contradições da sentença. No caso do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o jornal afirma que os embargos poderão servir para o petista “esquivar-se do duro tempo de prisão”.

(Laryssa Borges, de Brasília)

03/05/2013

às 19:00 \ Julgamento do mensalão

STF confirma a absolvição de doze réus do mensalão

Com a confirmação do Ministério Público de não recorrer contra as absolvições de doze réus pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do mensalão, a corte ratificou nesta sexta-feira o fim do processo para acusados como o publicitário Duda Mendonça e sua sócia, Zilmar Fernandes, e os ex-deputados petistas Paulo Rocha, João Magno e Professor Luizinho.

No ano passado, o plenário do STF já havia confirmado a absolvição dos doze, mas apenas nesta sexta foi oficializado o trânsito em julgado da ação. Com isso, não é mais possível questionar nenhum ponto do veredicto dado pelos ministros do Supremo.

Também estão oficialmente absolvidos o ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto, a ex-funcionária de Marcos Valério, Geiza Dias, a ex-diretora do Banco Rural Ayanna Tenório, os ex-assessores Anita Leocádia, Antonio Lamas e José Luiz Alves, e o ex-ministro da Secretaria de Comunicação Luiz Gushiken.

(Laryssa Borges, de Brasília)

24/04/2013

às 16:35 \ Congresso Nacional

De Montesquieu a Nazareno Fonteles

O deputado José Nazareno Fonteles, do PT do Piauí, caminha a passos rápidos para se juntar à galeria dos grandes teóricos da ciência política, ao lado de Montesquieu e James Madison. O francês e o americano estabeleceram as balizas do sistema democrático, criando conceitos como a divisão de poderes e os “freios e contrapesos” que devem reger a relação entre eles. Fonteles acredita ter encontrado uma forma de aperfeiçoar esse modelo: ele é autor da proposta que pretende submeter decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) ao aval do Congresso.

Quem acompanha a sólida carreira do petista no parlamento não deve se surpreender com a proposta. Em novembro do ano passado, Fonteles, que é médico ortopedista mas optou pela carreira política e sindical – foi diretor da CUT -, subiu à tribuna para um célebre discurso. O objetivo: defender seus colegas mensaleiros. Nazareno atirou para todos os lados: atacou a mídia, os ministros do Supremo, especialmente Joaquim Barbosa, e o procurador-geral da República, Roberto Gurgel. “Um magistrado que se submete à mídia não pode ser um juiz para fazer Justiça, que é o que o povo quer”, esbravejou. “Nem Cristo aceitaria o que está acontecendo no Supremo com esse conluio com esse procurador”, concluiu.

Depois, em fevereiro deste ano, voltou a carga num pronunciamento em que conseguiu associar críticas ao Supremo, defesa aos mensaleiros, disparos contra a blogueira cubana Yoani Sánchez e um estranho pedido para que os Estados Unidos sejam combatidos.

“Esta Casa vive baixando a cabeça para um poder nomeado como é o Supremo. A própria Constituição nos diz dos nossos deveres de zelar pelo Legislativo. Isso é exclusivo nosso, mas a gente aceita que um ministro bloqueie aqui a votação do Orçamento (…) Isso é violação de direitos, e ninguém protesta. Agora, bajular uma blogueira que não tem biografia nenhuma para estar sendo bajulada aqui, minha gente, isso é que é defesa da democracia? Nós temos é que combater os Estados Unidos, para acabar com o bloqueio. Isso sim vai dar a Cuba condições para evoluir cada vez mais. Cuba é o país da América Latina que menos viola os direitos humanos, e quem diz isso é a ONU, não somos nós. Então, que discurso é esse?”

Que discurso é esse…

23/04/2013

às 13:23 \ Julgamento do mensalão, Lula

Ex-presidente Lula terá coluna mensal no ‘New York Times’

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinará uma coluna mensal no jornal americano The New York Times. De acordo com o instituto do ex-presidente, o acordo foi fechado nesta segunda-feira em uma reunião com o diretor-geral do serviço de notícias do jornal, Michael Greenspon.

Segundo a assessoria do petista, a coluna “tratará de política, economia internacional e iniciativas para o combate à fome e à miséria no mundo”. A data de início da publicação não foi divulgada.

No ano passado, em entrevista ao jornal americano, Lula afirmou que o mensalão não existiu. O petista repetiu sua versão fantasiosa sobre o maior escândalo de corrupção da República, que terminou com 25 réus condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

15/04/2013

às 19:22 \ Julgamento do mensalão, Justiça, STF

Senador propõe perda do mandato de condenados pelo STF

Na véspera da publicação do acórdão do julgamento do mensalão, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) apresentou uma proposta de emenda constitucional (PEC) que prevê a perda automática dos mandatos de parlamentares condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Jarbas avalia que o Congresso Nacional vai protagonizar “um provável tensionamento com o Supremo” e que há “ações corporativas” e “pressões dos grupos partidários” para que os deputados condenados pelo STF mantenham seus mandatos.

Quatro deputados condenados por participar do esquema de corrupção mantêm seus mandatos na Câmara: Valdemar Costa Neto (PR-SP), José Genoino (PT-SP), Pedro Henry (PP-MT) e João Paulo Cunha (PT-SP).

“O decoro requerido de um parlamentar não pode conviver com a comprovada falta de ética e probidade no trato da coisa pública”, diz Jarbas.

(Laryssa Borges, de Brasília)

12/04/2013

às 12:36 \ Julgamento do mensalão

STF recebe pedido para anular condenação de mensaleiros

Desde que a condenação dos réus do mensalão foi anunciada no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), advogados já tentaram ampliar o prazo para recursos, defensores apelaram para suspender o acórdão do julgamento e militantes já ensaiaram uma campanha pela anulação da reforma da Previdência – cuja votação foi contaminada por deputados corrompidos no esquema. Mas a nova iniciativa para melar o mais importante julgamento desde a redemocratização partiu de um cidadão comum, João Batista de Oliveira.

Ele recorreu ao STF com um habeas corpus para que fosse anulado cada efeito provocado pelo julgamento: desde a definição de penas até a decisão do ministro Joaquim Barbosa de reter os passaportes dos condenados. Oliveira alega que a mais alta corte do país promoveu “constrangimento ilegal” aos mensaleiros.

O autor do habeas corpus chega ao ponto de tentar corrigir o Supremo, afirmando que o devido processo legal é garantido desde a Carta Magna inglesa de 1215. Evidentemente, o pedido de anulação do julgamento do mensalão, analisado pelo ministro Luiz Fux, foi negado.

(Laryssa Borges, de Brasília)

10/04/2013

às 17:05 \ Julgamento do mensalão, Justiça, STF

Fux: ‘Ministro do STF não controverte com réu’

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), seguiu o roteiro traçado pela corte de não responder aos ataques do petista José Dirceu, condenado por ter comandado o mensalão. ”Um ministro do Supremo não controverte com o réu do processo. Isso é uma regra inerente ao ofício. É  tudo o que eu tenho a dizer”, declarou Fux, durante o intervalo da sessão do STF desta quarta-feira.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, Dirceu afirmou que Fux havia prometido absolvê-lo no julgamento do mensalão. O petista foi condenado a dez anos e dez meses de prisão pelo tribunal.

O ministro Marco Aurélio Mello foi o único a fazer comentários específicos sobre a situação de Fux – embora tenha lamentado as acusações de Dirceu. “É ruim para toda a magistratura. Algo que alcance, procedente ou não, um integrante da magistratura, coloca em cheque o Judiciário.”

(Gabriel Castro, de Brasília)

 

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