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jair bolsonaro

26/09/2013

às 17:55 \ Câmara dos Deputados

Deputado que “se lixa” para opinião pública vai julgar caso Bolsonaro

O Conselho de Ética da Câmara já tem um relator para julgar o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) por quebra de decoro: será Sérgio Moraes (PTB-RS), parlamentar que ficou conhecido ao afirmar, em 2009, que “se lixava” para a opinião pública ao comentar possível arquivamento de um processo contra um colega na Casa.

Ele analisará se Bolsonaro deve ser punido por suposta agressão contra o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP). O caso chegou ao colegiado nesta terça-feira. De acordo com o PSOL, Bolsonaro teria agredido Randolfe durante visita à sede do antigo DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informações-Centro de Defesa Interna), realizada na segunda, no Rio de Janeiro. Bolsonaro nega as acusações.

Foi formada uma lista tríplice no Conselho de Ética para designar o relator do caso. Estavam cotados os deputados Izalci (PSDB-DF) e Zequinha Marinho (PSC-PA), mas Sérgio Moraes acabou sendo o selecionado.

(Marcela Mattos, de Brasília)

21/03/2013

às 12:32 \ Câmara dos Deputados

O dilema de Feliciano

O clima crescente de que é insustentável a situação do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) à Frente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDH) se deve, em grande parte, à presença de ruidosos manifestantes dentro da Câmara dos Deputados. Os sucessivos protestos parecem influenciar a opinião dos parlamentares sobre o caso.

Alguns deputados, entretanto, criticam a atuação do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), nos episódios. Caberia a ele determinar que a segurança impedisse a entrada de manifestantes nas reuniões da comissão. Mas Alves quer ver Feliciano fora da presidência da comissão.

A presença de militantes organizados é comum na Câmara: normalmente, esses grupos são barrados antes de se aproximar do salão verde, que dá acesso ao plenário. Nas salas das comissões, eles podem assistir às sessões se permanecerem em silêncio. Mas a regra tem sido desrespeitada.

Nas duas últimas quarta-feiras – como aconteceu na primeira tentativa de eleger Feliciano, há três semanas –, militantes contra o deputado chegaram cedo e ocuparam a sala da comissão. Aos gritos, eles inviabilizaram a realização das reuniões. A segurança chegou depois, apenas para impedir que mais pessoas entrassem no espaço, já superlotado. Marco Feliciano, temendo mais exposição negativa, não mandou retirar os manifestantes. Resultado: quando um parlamentar evangélico – ou Jair Bolsonaro – tentava falar, tinha a voz abafada pelos protestos.

Feliciano, agora, se vê em uma situação complexa: se continua permitindo a presença dos barulhentos manifestantes, não consegue manter a comissão funcionando. Se pede que a segurança remova os militantes da sala, pode ser taxado de autoritário e aumentar a repercussão negativa de sua atuação. Na última quarta, não por acaso, os manifestantes provocavam o presidente da comissão a ordenar a retirada deles.

(Gabriel Castro, de Brasília)

07/01/2013

às 18:10 \ Câmara dos Deputados

Bolsonaro fora da disputa

Tradicional candidato à Presidência da Câmara, Jair Bolsonaro (PP-RJ) não vai disputar o cargo dessa vez. E a razão é simples: com o consenso em torno do nome de Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), não haverá um petista na disputa.

“Não tem ninguém para dar porrada. Sou simpático a qualquer candidato que possa ameaçar o PT”, diz ele, ciente de que nunca teve qualquer chance de ser eleito. Na última disputa, em 2010, Bolsonaro teve nove votos – o melhor resultado que já obteve. A próxima eleição deve ocorrer em 5 de fevereiro.

(Gabriel Castro, de Brasília)

14/06/2012

às 16:50 \ Câmara dos Deputados

Um presente para Bolsonaro

O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) ganhou recentemente um presente sugestivo: um exemplar da cachaça batizada com o nome de “Cura Veado”. O objeto agora fica em exibição no gabinete do parlamentar, que não perde uma oportunidade de fazer piadas com o assunto. Por ora, a garrafa continua intacta.

(Gabriel Castro, de Brasília)

04/04/2012

às 14:17 \ Câmara dos Deputados

PSOL diz que Bolsonaro (mais uma vez) quebrou decoro

Deputados do PSOL e do PT entregaram nesta quarta-feira ao presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), uma representação contra o colega Jair Bolsonaro (PP-RJ) por quebra do decoro parlamentar. A confusão que motivou o pedido ocorreu nesta terça-feira, durante uma reunião da “Subcomissão da Verdade” da Câmara, que ouvia envolvidos no combate à Guerrilha do Araguaia. Bolsonaro tentou participar da reunião, embora não fosse membro do grupo, e protestou contra o caráter sigiloso dos depoimentos. Depois de tentar sem sucesso obter a lista com o nome dos depoentes, passou a tirar fotos dos presentes.

A representação diz ainda que o parlamentar desrespeitou o deputado Arnaldo Jordy (PPS-SP) e um funcionário da comissão com termos ofensivos. “A conversa ainda não chegou no chiqueiro”, teria dito Bolsonaro. A audiência desta terça-feira foi fechada a pedido de duas das pessoas ouvidas, que temiam pela própria segurança. A comissão ouviu dois ex-militares e um camponês da região do Araguaia. Se Marco Maia considerar procedente o pedido contra Bolsonaro, encaminhará o caso à Corregedoria da Câmara – que, por sua vez, pode pedir que o Conselho de Ética abra processo por quebra de decoro contra o parlamentar. Bolsonaro diz ter perdido a conta do número de representações das quais foi alvo. Até agora, se livrou de todas.

(Gabriel Castro, de Brasília)

01/03/2012

às 13:04 \ Câmara dos Deputados

Bolsonaro dá uma “mãozinha” a pai de Xuxa

A apresentadora Xuxa é a principal celebridade a defender a aprovação da Lei da Palmada. Ela chegou a participar de um ato, no Congresso, a favor da medida. Já o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) está no extremo oposto: é o mais barulhento militante contra o projeto. Curiosamente, eles têm um elo: Luiz Floriano Meneghel, capitão reformado do Exército, amigo do deputado e pai de Xuxa. A proximidade é tanta que, nesta quinta-feira, o capitão telefonou para Bolsonaro para pedir uma “mãozinha”. Ele anda tendo problemas com o financiamento de um imóvel pela Poupex, fundo vinculado ao Exército. Bolsonaro, que tem alguma influência na entidade, prometeu se esforçar para ajudá-lo.

(Gabriel Castro, de Brasília)

25/11/2011

às 18:50 \ Câmara dos Deputados, Senado

Câmara apaga frases de Bolsonaro sobre Dilma

As frases do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) sobre a sexualidade da presidente Dilma Rousseff sumiram dos registros da Câmara. A ordem veio da Mesa Diretora. O trecho controverso, que chegou a constar das notas taquigráficas, desapareceu. No lugar, consta a anotação: “Texto escoimado de expressão, conforme arts. 17, inciso V, alínea b, 73, inciso XII, e 98, § 6º, do Regimento Interno”. Os itens do regimento mencionados determinam que expressões “atentatórias do decoro parlamentar” devem ser retiradas dos registros.

Nesta quarta-feira, o site de VEJA revelou as afirmações controversas do parlamentar: “Dilma Rousseff, pare de mentir! Se gosta de homossexual, assuma! Se o seu negócio é amor com homossexual, assuma, mas não deixe que essa covardia entre nas escolas do primeiro grau!”. É o exato trecho do discurso que desapareceu dos arquivos.

No Senado, o procedimento parece ser semelhante. Nesta quinta-feira, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) perdeu a compostura com manifestantes contrários ao Código Florestal. Mas o palavrão proferido pelo senador foi excluído dos registros. Restou apenas a parte menos agressiva da frase: “Vocês nunca viram uma galinha vida na vida!”.

(Gabriel Castro, de Brasília)

24/11/2011

às 12:00 \ Câmara dos Deputados

Na tribuna, Bolsonaro questiona sexualidade de Dilma

O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) voltou à carga. Em discurso na tribuna da Câmara nesta quinta-feira, além de repetir as tradicionais críticas às políticas pró-homossexuais do governo, deu um passo além: questionou a sexualidade da presidente da República. “Dilma Rousseff, pare de mentir! Se gosta de homossexual, assuma! Se o seu negócio é amor com homossexual, assuma, mas não deixe que essa covardia entre nas escolas do primeiro grau!”, esbravejou, ao apontar aquilo que chama de Kit Gay 2 – uma campanha elaborada sob o pretexto de combater o preconceito contra homossexuais nas escolas.

O deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ), que discursou em seguida, reprovou a postura de Bolsonaro: “O que nós ouvimos aqui hoje foi um discurso que, se entendi direito, faltou com o decoro parlamentar ao fazer insinuações a respeito da própria presidente da República, quando acho que a opção sexual de qualquer ser humano, deputado, é uma questão de foro íntimo desse mesmo ser”.

(Gabriel Castro, de Brasília)

23/08/2011

às 17:46 \ Câmara dos Deputados

Bolsonaro e a solução para a crise no PP

O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) esteve nesta terça-feira com o presidente de seu partido, Francisco Dornelles, para tratar da disputa interna da legenda.  Bolsonaro está preocupado com a possibilidade de um agravamento da situação. Mas, em meio à polarização entre os grupos do ministro das Cidades, Mário Negromonte, e do ex-ministro Márcio Fortes, o parlamentar não se posiciona. Não é aconselhável esperar, entretanto, uma postura pacifista do deputado: “Não vou ser o caxias da história. Só se for o Duque de Caxias, para sentar a porrada”, brinca o parlamentar, com a delicadeza rotineira.

(Gabriel Castro, de Brasília)

07/04/2011

às 14:12 \ Câmara dos Deputados

Evento pró-Bolsonaro é divulgado por neonazistas em SP

Depois de receber críticas e até ameaça de cassação por fazer afirmações preconceituosas contra negros e homossexuais, o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) ganhou fãs que apoiam suas ideias. Exaltando aquele que chamam de “único político honesto do país”, eles organizam um “ato cívico” em favor do parlamentar em São Paulo, no próximo sábado. Entre os divulgadores estão neonazistas que defendem a supremacia da raça branca.

A manifestação será feita na Avenida Paulista. O convite para o evento foi divulgado na comunidade do Orkut “Sou fã do Dep. Jair Bolsonaro”, com mais de 4.000 integrantes. Os organizadores afirmam que haverá a participação de cristãos, nacionalistas e militares e dizem querer combater “toda essa libertinagem que os direitos humanos vêm impondo para nós e nossas famílias, como kit gay, aborto e tentativas de tirar os direitos dos pais de educar os seus filhos”.

Nazismo - O anúncio também foi feito em um fórum do grupo neonazista “White Pride”, orgulho branco, em inglês. Um usuário identificado como Erick White postou o convite do evento – que foi posteriormente apagado – e finalizou a mensagem com a expressão 14/88, utilizada por defensores do nazismo.

O número 14 refere-se ao slogan de 14 palavras cunhado por David Lane, um líder extremista americano: “Nós devemos assegurar a existência de nosso povo e o futuro das crianças brancas”. O 88 é relativo à oitava letra do alfabeto, o ‘h’, usada como sigla de “Heil Hitler”, forma como o ditador alemão que provocou o holocausto na Segunda Guerra Mundial era saudado.

O deputado Jair Bolsonaro não foi encontrado para comentar o assunto.

(Adriana Caitano)

 

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