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demóstenes torres

24/04/2013

às 20:06 \ Uncategorized

Demóstenes seguirá afastado do MP por mais 60 dias

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) determinou nesta quarta-feira a prorrogação, por mais 60 dias, do afastamento do ex-senador e procurador do MP de Goiás Demóstenes Torres.

A decisão, por maioria, seguiu voto da conselheira Claudia Chagas, relatora do processo administrativo que investiga o suposto envolvimento do ex-senador com o grupo de Carlinhos Cachoeira. No voto, ela argumentou que o afastamento é necessário porque a presença do ex-senador no Ministério Público de Goiás pode prejudicar o andamento do trabalho da instituição. Demóstenes foi afastado do MP em outubro, poucos meses depois de retomar a função.

Durante a sessão, o plenário também analisou a chamada vitaliciedade de Demóstenes. Por sete votos a cinco, o plenário decidiu que o cargo de Demóstenes é vitalício, já que ele entrou no MP antes de 1988, portanto, antes da Constituição que estabeleceu novas regras para cargo. Na prática, a consequência da decisão é que o processo administrativo que ele responde no CNMP não poderá resultar automaticamente em demissão. O órgão poderá até votar pela sua demissão, mas a decisão terá que ser confirmada pela Justiça.

Mesmo temporariamente afastado, Demóstenes segue recebendo salário.

09/01/2013

às 14:12 \ Câmara dos Deputados, Senado

Demóstenes quer apressar volta à política

O ex-senador goiano Demóstenes Torres tenta reduzir, na Justiça, o longo período de inelegibilidade a que foi condenado por causa da cassação de seu mandato.

Oficialmente, ele só poderá retornar ao cargo em 31 de janeiro de 2027 – oito anos após o fim do mandato para o qual ele havia sido eleito. Mas o amigo do contraventor Carlinhos Cachoeira quer que o prazo de oito anos seja considerado a partir do momento da cassação, o que o tornaria elegível em 2020. A Procuradoria Eleitoral de Goiás apresentou parecer contrário ao pleito do ex-senador. A decisão cabe ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do estado.

(Gabriel Castro, de Brasília)

24/10/2012

às 20:14 \ CPI do Cachoeira

Finalmente, julgamento público para Demóstenes

Ao contrário do que ocorreu em julho, no Senado, quando foi cassado por 56 de seus 81 pares em votação secreta, Demóstenes Torres passou desta vez por julgamento público no Conselho Nacional do Ministério Público – transmitido inclusive pela internet. O órgão decidiu, por unanimidade, abrir processo contra o ex-senador. A mesma transparência deve ser aplicada quanto forem concluídas as investigações e definido o destino de Demóstenes.

As provas que maculam a conduta do ex-senador perante o Ministério Público foram abertas nas atas do julgamento, diferentemente dos documentos da CPI que investigou a atuação de Demóstenes junto ao grupo do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Na CPI, o acesso a elementos das investigações é vedado.

As informações a respeito da conduta de Demóstenes constam de processo que corre sob segredo de Justiça, mas os conselheiros decidiram nesta quarta-feira que não havia problema em torná-las públicas. Escutas da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, por exemplo, foram citadas hoje pelo corregedor nacional, Jeferson Coelho.

(Tai Nalon, de Brasília)

24/07/2012

às 13:16 \ CPI do Cachoeira

Tião Cachoeira e seu “Cristo”

Ainda que o bicheiro Carlinhos Cachoeira seja apontado pela Polícia Federal como o chefe de uma organização criminosa de corrupção e cooptação de autoridades, o patriarca dos Cachoeira, Sebastião Ramos, disse hoje que o mais célebre de seus herdeiros é um verdadeiro “bode expiatório”.

Assim como o ex-senador Demóstenes Torres, que apelou a parlamentares para que, ao votarem pela sua cassação, não se comportassem como Pôncio Pilatos, Tião Cachoeira disse que o filho, alvo de um “massacre” de acusações, vive uma saga semelhante à de Jesus Cristo. “Meu filho é um Cristo. Ele está passando por um massacre”, afirmou ao chegar à sede da Justiça Federal em Goiânia.

Por diversas vezes na sala de audiências, o patriarca dos Cachoeira abandonou os depoimentos e foi amparado por familiares.

(Laryssa Borges, de Goiânia)

11/07/2012

às 10:55 \ CPI do Cachoeira

Uma contagem nada animadora

Pouco antes do início da sessão que pode cassar seu mandato, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) parecia contar, junto com seu advogado, os votos que possui para fugir da cassação. O parlamentar citou alguns poucos nomes e fez um diagnóstico não muito animador a Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay.

“Os que eu sei são esses. Pode oscilar um pouco. Mas é difícil”, disse Demóstenes, balançando negativamente a cabeça. Um dos nomes citados por ele foi o do senador Cyro Miranda (PSDB-GO).

(Gabriel Castro, de Brasília)

02/07/2012

às 19:43 \ CPI do Cachoeira

A matemática de Demóstenes

Demóstenes Torres, no plenário nesta segunda: tribuna todos os dias para se livrar da cassação (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

Na berlinda após os indícios de que utilizava seu mandato para beneficiar o contraventor Carlinhos Cachoeira, o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) fez os cálculos: pretende discursar cerca de 25 minutos por dia em plenário para martelar a cantilena de que é vítima de armações da Polícia Federal. A tese, já rejeitada no Conselho de Ética, é a de que policiais federais selecionaram e editaram trechos de suas conversas com Cachoeira para tentar demonstrar que ele estava a serviço da contravenção.

O político goiano, que discursou hoje depois de 33 dias de silêncio, apresentou uma série de contas matemáticas para tentar demonstrar a parcialidade da PF: “Foram 250 mil horas de gravações telefônicas. Ninguém conseguiu ouvir todas essas 250 mil horas. A própria Polícia Federal degravou somente 0,001% e ainda assim encheu dezenas de volumes”, diz ele.

Demóstenes ainda ensaiou um último apelo: o relatório de Humberto Costa favorável à sua cassação foi baseado em trechos selecionados de apenas três minutos de grampos telefônicos.

“Ou seja, de 15 milhões de minutos gravados, foram necessários 5 milhões de vezes menos tempo para fundamentar a perda do mandato de um senador”, afirma o senador.

A propósito, a PF contabiliza o total de 416 conversas de Demóstenes Torres com Carlinhos Cachoeira.

(Laryssa Borges, de Brasília)

25/06/2012

às 21:51 \ CPI do Cachoeira

Leandro e Leonardo e Habermas

Humberto Costa lê o relatório em que pede a cassação de Demóstenes Torres: citações ecléticas (Foto: José Cruz/ABr)

É eclética a lista de citações do extenso relatório que a equipe do senador Humberto Costa (PT-PE) preparou para pedir a cassação de Demóstenes Torres: há, por exemplo, sete referências ao sociólogo Jürgen Habermas, duas à cientista política Hanna Arendt, duas à Bíblia, uma a Noel Rosa e uma a Leandro e Leonardo – sim, Costa cita a música “Entre Tapas e Beijos” quando se refere à relação entre Carlinhos Cachoeira e a máfia espanhola.

(Gabriel Castro, de Brasília)

25/06/2012

às 18:38 \ CPI do Cachoeira

Demóstenes ignora o Conselho de Ética

O senador Demóstenes Torres no plenário do Senado: todas as fichas na votação secreta (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

O senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) não comparecerá à reunião decisiva do Conselho de Ética, nesta segunda-feira, que deve pedir a cassação do mandato do parlamentar. O advogado de Demóstenes, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, é quem usará o microfone para apresentar a defesa final. É mais um sinal de que o ex-democrata dá como irreversível a aprovação do pedido de cassação no Conselho de Ética. É no plenário, onde a votação é secreta, que o parlamentar aposta todas as suas fichas.

(Gabriel Castro, de Brasília)

18/05/2012

às 17:43 \ CPI do Cachoeira

Demóstenes vacinado

Demóstenes Torres (sem partido-GO) apareceu no Senado nesta sexta-feira. Para entregar sua defesa ao Conselho de Ética? Subir à tribuna e finalmente responder às acusações? Confessar culpa e renunciar ao mandato? Nada disso. O quase ex-parlamentar foi flagrado dirigindo-se ao posto médico dos parlamentares para tomar uma vacina contra a gripe.

Como tem feito nas últimas semanas, evitou a imprensa o quanto pode. “Estou trabalhando o dia todo nisso, com meu advogado”, limitou-se a dizer.

Demóstenes Torres: "Estou trabalhando muito nisso"

Demóstenes Torres: "Estou trabalhando muito nisso" (Jose Cruz/ABr)

(Gabriel Castro, de Brasília)

 

15/05/2012

às 18:46 \ CPI do Cachoeira

Cada dia com sua agonia

Pressionado por todos os lados para pautar requerimentos na CPI ou revogar o sigilo de documentos guardados no ‘bunker’ da comissão de inquérito, o presidente Vital do Rêgo (PMDB-PB) tenta conduzir os trabalhos de investigação no Congresso com a máxima de “cada dia com sua agonia”. Vital já colocou na conta da CPI o saldo de que, pelo menos nesse início de trabalhos, sempre haverá problemas diários e grita constante de parlamentares insatisfeitos. ”A CPI está com a corda toda. Os problemas vão surgir e nesse primeiro mês que todo dia terá problema na CPI”, diz.

Nesta terça, a CPI do Cachoeira autorizou que o criminalista Márcio Thomaz Bastos e sua equipe tenham acesso aos documentos e grampos das operações Vegas e Monte Carlo. Mas Vital do Rêgo já é cobrado a explicar o risco de o contraventor conseguir nova decisão judicial e não comparecer novamente à comissão. “Faço a minha parte, mas não posso tutelar as ações da defesa. Vamos receber o acusado aqui sem maiores problemas. Essa ansiedade é uma questão de tempo”, afirma.

(Laryssa Borges, de Brasília)

 

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