17/05/2012
às 21:03 \ CPI do CachoeiraVaccarezza para Cabral: “Você é nosso e nós somos ‘teu’”
O deputado federal Cândido Vaccarezza deu nesta quinta-feira demonstração de fidelidade – e afeto – ao governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. Durante audiência da CPI do Cachoeira, no Congresso Nacional, o petista trocou mensagens de texto no celular com o peemedebista.
Um SMS de Vaccarezza foi flagrado e mostrado em reportagem exibida agora à noite pelo jornal do SBT. A conversa por SMS aconteceu enquanto os parlamentares discutiam na CPI a convocação ou não de Cabral e de outros dois governadores suspeitos de envolvimento com o contraventor Carlinhos Cachoeira. “A relação com o PMDB vai azedar na CPI, mas não se preocupe, você é nosso e nós somos teu”, diz a mensagem escrita pelo petista. (veja abaixo)
Pouco depois, Vaccarezza levanta da cadeira e vai até o relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT). Os dois cochicham algo. Procurado pelo site de VEJA na noite desta quinta-feira, Cândido Vaccarezza não foi localizado – ele estava com o celular desligado. A assessoria de imprensa do deputado também não retornou a ligação.
Relação estreita – Fotos vazadas na internet mostram a relação estreita entre Sérgio Cabral e o ex-presidente da Delta, Fernando Cavendish. Os dois aparecem com suas mulheres em jantares e comemorações no exterior, sempre esbanjando dinheiro.
A CPI aprovou nesta quinta a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do ex-diretor da empresa Delta no Centro-Oeste, Cláudio Abreu, das filiais da empreiteira em Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e no Distrito Federal e de empresas apontadas como “laranja” no esquema coordenado pelo contraventor Carlinhos Cachoeira.
(Carolina Freitas, de Brasília)
Tags: congresso, cpi, CPI do Cachoeira, delta, fernando cavendish, investigação, quebra de sigilo, Sérgio Cabral, vaccarezza



Incêndio consome depósito de combustíveis na Baixada Fluminense
Chefe de empresa holandesa é preso por escândalo de carne de cavalo
Presidente da CAE acredita é possível salvar reforma do ICMS






