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corrupção

23/04/2013

às 13:23 \ Julgamento do mensalão, Lula

Ex-presidente Lula terá coluna mensal no ‘New York Times’

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinará uma coluna mensal no jornal americano The New York Times. De acordo com o instituto do ex-presidente, o acordo foi fechado nesta segunda-feira em uma reunião com o diretor-geral do serviço de notícias do jornal, Michael Greenspon.

Segundo a assessoria do petista, a coluna “tratará de política, economia internacional e iniciativas para o combate à fome e à miséria no mundo”. A data de início da publicação não foi divulgada.

No ano passado, em entrevista ao jornal americano, Lula afirmou que o mensalão não existiu. O petista repetiu sua versão fantasiosa sobre o maior escândalo de corrupção da República, que terminou com 25 réus condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

18/04/2013

às 18:02 \ Polícia Federal

O PT e a ‘máfia do asfalto’

Pivô de um esquema que pode ter desviado até 1 bilhão de reais em licitações públicas fraudadas, a empreiteira Demop Participações, com sede no município paulista de Votuporanga, resolveu ajudar o PT nas eleições do ano passado. Segundo registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Demop injetou 294 500 reais em campanhas de petistas – foi a única sigla que recebeu doações da empresa.

O dinheiro foi repassado por meio de duas transações, nos dias 4 e 26 de outubro – foram 250 000 reais e 44 500 reais, respectivamente. Como o montante caiu na conta eleitoral da Direção Nacional do partido, a chamada doação oculta, não é possível identificar o destino final do dinheiro – ou seja, em qual campanha ele foi efetivamente utilizado.

A Demop foi fundada em 1999 e hoje tem capital declarado de 25 milhões de reais, segundo dados da Junta Comercial de São Paulo. A empresa integra um grupo empresarial  pertencente à família Scamatti. O fundador, Olívio Scamatti, foi preso pela Polícia Federal na Operação Fratelli. Segundo as investigações, ele era o chefe da chamada “máfia do asfalto”.

Em 2010, a Demop e seus sócios também demonstraram predileção por apoiar campanhas petistas. O principal beneficiado foi o deputado federal José Mentor (SP), que recebeu 550 000 reais de um total de 820 000 doados nas eleições.

O tucano Júlio Semeghini, atual secretário estadual de Planejamento, recebeu 120 000 para a sua campanha a deputado federal em 2010. Em nota, ele afirmou nesta sexta-feira que não possui relação com a empresa. “Recebi na campanha de 2010 uma doação oficial da Demop. Todo o relacionamento foi feito diretamente com a assessoria da minha campanha de forma transparente e declarada”, disse.

(Silvio Navarro, de São Paulo)
(atualizada em 19/04/2013, às 15h30) 

10/04/2013

às 15:11 \ Julgamento do mensalão, STF

STF: silêncio sobre ataque de Dirceu a Fux

A menos que algum ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) decida reagir de última hora, o roteiro traçado no tribunal será de silêncio em relação às declarações do ex-ministro José Dirceu, condenado por chefiar o escândalo do mensalão, contra o ministro Luiz Fux. Em entrevista à Folha de S.Paulo, o petista afirmou que Fux havia prometido absolvê-lo no julgamento do mensalão.

Pela manhã, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou em entrevista à rádio CBN que as palavras de Dirceu, condenado a dez anos e dez meses de prisão, não merecem crédito. “Recebo com absoluto descrédito. O ministro Luiz Fux é um magistrado com uma longa carreira pela honorabilidade, correção e seriedade, o que não é precisamente o caso do ex-ministro [José Dirceu]“, disse.

28/01/2013

às 19:57 \ Uncategorized

Censura ética a Paulo Vieira

Paulo Vieira, à época em que era diretor da ANA (Raylton Alves/Banco de imagens ANA)

Paulo Rodrigues Vieira, personagem que a Polícia Federal aponta como o chefe da quadrilha que negociava relatórios de autarquias para favorecer empresas privadas, recebeu nesta segunda-feira uma censura ética da Comissão de Ética Pública da Presidência da República. A reprimenda não foi por sua participação criminosa no esquema desbaratado pela operação Porto Seguro, mas pela insistência de acumular o cargo de diretor de Hidrologia da Agência Nacional de Águas (ANA) e de conselheiro da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).

Sem poder judicial, o colegiado interpreta a censura como uma simples mácula na carreira de um servidor. O presidente da comissão Américo Lacombe relembra que após o primeiro alerta do grupo de assessoramento da presidente Dilma Rousseff, Vieira ainda insistiu em pedir uma reconsideração dos conselheiros para continuar como diretor da ANA e, ao mesmo tempo, como representante do Ministério dos Transportes na Codesp.

A atuação de Paulo Vieira na quadrilha de venda de pareceres técnicos, investigada pela operação Porto Seguro, ainda está sendo analisada pela Comissão de Ética. A juíza Suzana de Camargo Gomes, relatora do caso, não deu prazo para apresentar seu relatório sobre o comportamento de Vieira. Também está nas mãos da magistrada a análise dos desvios éticos de Rubens Vieira, ex-diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), da ex-chefe de gabinete da presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha, e do ex-número 2 da Advocacia-geral da União (AGU), José Weber Holanda.

(Laryssa Borges, de Brasília)

19/12/2012

às 12:22 \ Uncategorized

O silêncio de Lula e os apelidos de infância

Sem dar nenhum tipo de explicação sobre as recentes acusações que o aproximam de escândalos políticos – seja com a operação Porto Seguro, da Polícia Federal, seja com as recentes revelações de Marcos Valério –, o ex-presidente Lula utilizou um argumento inusitado a aliados para justificar o motivo de seu silêncio.

Em conversa com governadores que lhe manifestaram solidariedade em reunião ontem, Lula utilizou uma tese peculiar para explicar por que se cala diante de revelações de irregularidades: “É como apelido quando você é criança. Se começar a falar, aí é que pega mesmo.”

Mesmo com a máxima do petista, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou sobre as declarações de Marcos Valério, que implicam Lula no mensalão: ‘Nada deixará de ser apurado’.

(Laryssa Borges, de Brasília)

CPI do Cachoeira: só até 22 de dezembro

A CPI do Cachoeira vai mesmo ser prorrogada por apenas 48 dias – e não por 180, como pretendia a oposição. O requerimento que estende o funcionamento da comissão para até 22 de dezembro (último dia antes do recesso) obteve as assinaturas necessárias no Congresso e foi lido em plenário pelo vice-presidente do Senado, Anibal Diniz (PT-AC), nesta quinta-feira.

Com isso, fica impossível o avanço das investigações sobre a construtora Delta e seus tentáculos. O tempo restante será usado para a construção do relatório final, preparado pelo deputado Odair Cunha (PT-MG).

(Gabriel Castro, de Brasília)

22/10/2012

às 15:42 \ Julgamento do mensalão

Defesa de Valério apela contra agravantes de pena

Com o publicitário Marcos Valério condenado pelos crimes de evasão de divisas, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e peculato, só resta ao operador do mensalão apelar para tentar reduzir os agravantes que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) podem somar à sua longa pena.

Memorial da defesa de Valério entregue nesta segunda-feira aos ministros do STF elenca fatores que, segundo o advogado Marcelo Leonardo, poderiam amenizar todas as penas do operador do mensalão.

Entre os argumentos estariam os depoimentos espontâneos que o publicitário mineiro deu ao Ministério Público como “colaborador” e a tese, repetida à exaustão no julgamento, de que Valério e seus sócios dividiam igualmente as funções nas agências de publicidade que participaram do mensalão.

Esse último ponto, acredita Leonardo, derrubaria o agravante de que Marcos Valério ocupava posição de liderança no grupo criminoso.

(Laryssa Borges, de Brasília)

06/08/2012

às 13:23 \ Justiça

Mensalão para crianças

Está no ar no site do Ministério Público Federal (MPF) um material didático para crianças e adolescentes sobre o mensalão, maior escândalo de corrupção do Brasil. O conteúdo faz parte do projeto educacional da Procuradoria, o Turminha do MPF, que oferece a professores e estudantes subsídios para uso em sala de aula.

Um grupo de personagens explica com infográficos e linguagem simples como a quadrilha montou o esquema de pagamento de propina para compra de apoio ao governo Lula no Congresso Nacional. O caso é tratado dentro da seção ‘Honestidade no Dia a Dia’ e há entre os itens um glossário, que define, entre outras, a palavra ‘mensalão’.

O MPF explica porque é importante que os jovens se informem sobre o caso, que começou a ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na última quinta-feira: “Os crimes pelos quais os réus são acusados tiveram como resultado o uso indevido do dinheiro público, ou seja, todos nós fomos vítimas.”

O material pode ser acessado aqui. No site de VEJA, você confere a cobertura completa sobre o julgamento.

Recorte de infográfico do MPF direcionado para estudantes (Reprodução)

Recorte de infográfico do MPF direcionado para estudantes (Reprodução)

17/07/2012

às 15:40 \ CPI do Cachoeira

O romance de Cachoeira

Era véspera de carnaval em 2011 quando o bicheiro Carlinhos Cachoeira, separado há três dias de Andréa Aprígio, travava uma longa discussão com namorada, Andressa Mendonça. Além de juras de amor, interceptadas pelos grampos da Polícia Federal, o contraventor reclama de ter de viajar para o exterior na classe econômica.

Os áudios, captados durante a operação Monte Carlo, mostram que Andressa estava mais preocupada com o amor incondicional do novo namorado do que em saber se eles viajariam de primeira classe para o feriado. Tampouco importavam a ela as promessas de que o bicheiro poderia conseguir dar um jeitinho e arranjar vagas no voo lotado.

“Você quer dar um tempo? Eu estou te incomodando, importunando? Você está me tratando mal. Quer que eu pare de te ligar?”, questiona Andressa em telefonema interceptado às 15h27 do dia 28 de fevereiro do ano passado.

“Eu estou sentindo o seguinte: a pedra é muito grande para tudo isso, eu vou perder ou você vai perder. A gente vai se desgastar. Se a gente não estiver unido, cheio de amor para dar, vai ser muito mais difícil”, reclama.

“É muito difícil gostando, amando, tendo objetivo. Agora é mais difícil ainda com falta de educação, com grosseria”, filosofa ela.

A propósito, a Polícia Federal tem pelo menos 11 grampos, todos do dia 28 de fevereiro, em que Andressa, enquanto discute se o casal vai viajar no carnaval, reclama da falta de atenção de Cachoeira.

(Laryssa Borges, de Brasília)

29/05/2012

às 21:23 \ CPI do Cachoeira

Advogado de Demóstenes prestigia posse de Toffoli

O advogado do senador Demóstenes Torres marcou presença na cerimônia de posse de Dias Toffoli como ministro efetivo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na noite desta terça-feira, em Brasília. Depois de passar cinco horas sentado ao lado de seu cliente na Comissão de Ética do Senado, Antônio Carlos Almeida Castro, o Kakay, prestigiou – e foi prestigiado – pelos magistrados.

Kakay acompanhou a cerimônia de posse do fundo do auditório do TSE. Depois, aguardou pacientemente o fim da fila de cumprimentos de cerca de 200 convidados. Nesse intervalo, foi procurado pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDM-AP). Os dois conversaram entre cochichos por cerca de cinco minutos e juntaram-se a um grupo quando avistados por jornalistas.

O advogado foi um dos últimos a apertar a mão de Toffoli e trocou breves palavras com o ministro. A posse foi rápida e sem discursos. A única autoridade do governo presente era o ministro da Previdência, Garibaldi Alves, que disse estar ali por vontade própria.

Nenhum dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) – incluindo o presidente Carlos Ayres Brito – quis falar com a imprensa. Questionado sobre a pressão exercida pela ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre os ministros do STF para retardar o julgamento do mensalão, Toffoli virou as costas e encerrou uma entrevista coletiva de uma pergunta só, em que ele apenas agradeceu a honra de compor o TSE.

(Carolina Freitas, de Brasília)

 

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