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Carlinhos Cachoeira

10/06/2013

às 19:42 \ CPI do Cachoeira

Mulher de Cachoeira vai a evento organizado pela primeira-dama de Goiás

Andressa e uma amiga no evento

Discrição definitivamente não é o forte de Andressa Mendonça, a mulher do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Na última sexta-feira, ela marcou presença em um evento beneficente organizado pela primeira-dama de Goiás, Valéria Perillo. O local: o próprio palácio do que abriga o executivo goiano.

Tudo isso poucos meses após a divulgação da torrente de denúncias que ligaram o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), à organização criminosa comandada por Cachoeira. Andressa se sentiu à vontade no evento, que tinha como objetivo arrecadar fundos para a construção de uma unidade de transplantes da Santa Casa de Goiânia.

Em sua conta no Instagram, Andressa chegou a postar fotos do evento, que contou com desfiles de moda e um show musical. Foram justamente essas fotos que denunciaram sua presença. Diante da repercussão, Andressa disse que havia sido “convidada” para o evento.

Aassessoria do governo de Goiás afirmou que os 350 ingressos da festa – que custavam 350 reais cada – foram distribuídos para 22 organizações sociais ou pessoas que ficaram responsáveis pela venda, que não havia lista de convidados e a comercialização era livre.

(Jean-Philip Struck, de São Paulo)

24/04/2013

às 20:06 \ Uncategorized

Demóstenes seguirá afastado do MP por mais 60 dias

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) determinou nesta quarta-feira a prorrogação, por mais 60 dias, do afastamento do ex-senador e procurador do MP de Goiás Demóstenes Torres.

A decisão, por maioria, seguiu voto da conselheira Claudia Chagas, relatora do processo administrativo que investiga o suposto envolvimento do ex-senador com o grupo de Carlinhos Cachoeira. No voto, ela argumentou que o afastamento é necessário porque a presença do ex-senador no Ministério Público de Goiás pode prejudicar o andamento do trabalho da instituição. Demóstenes foi afastado do MP em outubro, poucos meses depois de retomar a função.

Durante a sessão, o plenário também analisou a chamada vitaliciedade de Demóstenes. Por sete votos a cinco, o plenário decidiu que o cargo de Demóstenes é vitalício, já que ele entrou no MP antes de 1988, portanto, antes da Constituição que estabeleceu novas regras para cargo. Na prática, a consequência da decisão é que o processo administrativo que ele responde no CNMP não poderá resultar automaticamente em demissão. O órgão poderá até votar pela sua demissão, mas a decisão terá que ser confirmada pela Justiça.

Mesmo temporariamente afastado, Demóstenes segue recebendo salário.

03/12/2012

às 16:56 \ CPI do Cachoeira

CPI do Cachoeira: relator isolado

A CPI do Cachoeira entra em seu derradeiro mês sem qualquer previsão de que terá um relatório aprovado. Isolado mesmo dentro do PT, o relator Odair Cunha não tem o apoio de setores do PMDB, que pressionam pela retirada do nome do ex-presidente da Delta, Fernando Cavendish, da lista de pedidos de indiciamento. Também não tem apoio do PSDB, que defende a retirada do nome do governador Marconi Perillo (PSDB-GO). Esmera-se, ironicamente, em conseguir apoio daqueles que, desde o princípio dos trabalhos, se intitularam ”independentes” e cobram a peso de ouro voto favorável ao seu relatório.

Se Odair dizia no início da semana passada que não incluiria em seu texto nenhum outro nome, pode agora ceder aos senadores Pedro Taques, Pedro Simon e Randolfe Rodrigues e deputados Miro Teixeira e Rubens Bueno para citar em seu relatório exatamente as 14 empresas que o grupo rastreou. A palavra final será dada amanhã.

“Será um voto crítico”, disse Randolfe ao site de VEJA. “Mas depende do relator. Embora não seja o relatório que nós queríamos, nós aceitamos desse jeito.”

(Tai Nalon, de Brasília)

19/11/2012

às 15:29 \ CPI do Cachoeira

Relatório da CPI teve apresentação adiada

Inicialmente marcada para a próxima terça-feira, a apresentação do relatório da CPI do Cachoeira foi adiada para quarta. O relator Odair Cunha (PT-MG) pediu mais um dia para concluir a impressão do documento – as mais de 3.000 páginas do relatório devem ser distribuídas para todos os integrantes da comissão.

Odair tem mantido segredo sobre o conteúdo de seu relatório, que, entre outros “peixes pequenos”, deve indiciar o prefeito de Palmas (TO), Raul Filho, e o deputado Carlos Lereia (PSDB-GO). A dúvida, contudo, é se ele irá sacrificar o pedido de indiciamento do governador tucano Marconi Perillo (GO) para salvaguardar Agnelo Queiroz (PT-DF). Caberá ao PMDB do presidente Vital do Rêgo (PB), que ainda não sentou com Odair para leitura prévia do documento, dar a palavra final.

(Tai Nalon, de Brasília)

25/07/2012

às 10:26 \ CPI do Cachoeira

A vida extra-autos de Alderico Rocha Santos

Indicado para conduzir o caso Cachoeira após o juiz Paulo Moreira Lima, ameaçado, pedir afastamento, Alderico Rocha Santos procurou acalmar o contraventor Carlinhos Cachoeira e seus comparsas diante de uma eventual condenação em primeira instância. Titular da 5ª Vara Federal da Seção Judiciária de Goiás, disse que só condenará o bicheiro e seu bando se estiver “convicto em absoluto”.

“Se terminar o julgamento, aqueles que foram absolvidos, ótimo, acabou”, disse. “Se houver uma eventual condenação, é só na primeira instancia. Essa é a realidade”.

Antes do início do segundo dia de audiências sobre o caso Cachoeira, em Goiânia, o juiz falou sobre a proximidade que tem com alguns advogados do processo, mas garantiu ter independência ao julgar: “A gente brigava e depois tomava cerveja juntos. Só para vocês verem como eu separo a vida extra-autos”.

(Laryssa Borges, de Goiânia)

24/07/2012

às 13:16 \ CPI do Cachoeira

Tião Cachoeira e seu “Cristo”

Ainda que o bicheiro Carlinhos Cachoeira seja apontado pela Polícia Federal como o chefe de uma organização criminosa de corrupção e cooptação de autoridades, o patriarca dos Cachoeira, Sebastião Ramos, disse hoje que o mais célebre de seus herdeiros é um verdadeiro “bode expiatório”.

Assim como o ex-senador Demóstenes Torres, que apelou a parlamentares para que, ao votarem pela sua cassação, não se comportassem como Pôncio Pilatos, Tião Cachoeira disse que o filho, alvo de um “massacre” de acusações, vive uma saga semelhante à de Jesus Cristo. “Meu filho é um Cristo. Ele está passando por um massacre”, afirmou ao chegar à sede da Justiça Federal em Goiânia.

Por diversas vezes na sala de audiências, o patriarca dos Cachoeira abandonou os depoimentos e foi amparado por familiares.

(Laryssa Borges, de Goiânia)

24/07/2012

às 11:03 \ CPI do Cachoeira

Cachoeira foge dos holofotes

O bicheiro Carlinhos Cachoeira tenta a todo custo se esconder dos holofotes das dezenas de jornalistas que se aglomeram nesta terça-feira na Justiça Federal, em Goiânia, para acompanhar a série de depoimentos sobre a atuação da organização criminosa que atuava em Goiás e no Distrito Federal.

Na sala de audiências, sentou na primeira fileira, à frente do araponga Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, e foi o primeiro a protestar contra a possibilidade de imagens suas serem disponibilizadas à imprensa. Como um bom chefe de quadrilha, liderou os demais réus a também votar contra a entrada de cinegrafistas e fotógrafos. De imediato, foram barrados quaisquer aparelhos que pudessem registrar imagens do bicheiro e de seus comparsas.

O contraventor chegou à sede da Justiça Federal na capital goiana em um camburão da Polícia Federal às 8h15. Deitado, também não foi flagrado pelas lentes dos cinegrafistas e fotógrafos presentes no local.

(Laryssa Borges, de Goiânia)

18/07/2012

às 10:51 \ CPI do Cachoeira

Cachoeira ou Zé da Arara?

Nas conversas entre Carlinhos Cachoeira e o agora senador cassado Demóstenes Torres, os amigos de longa data se tratavam por “professor” e “doutor”. Mas grampos da Polícia Federal registram que Cachoeira também se auto-proclamava “Zé da Arara” ao trocar e-mails com o contador do grupo criminoso, Geovani Pereira da Silva.

Em uma das conversas, Cachoeira pede ao contador que o comprovante de um depósito seja encaminhado a ele por correio eletrônico. E soletra o endereço do “Zé da Arara”.

Geovani não deixa por menos: o e-mail de onde encaminha o documento tem como login “Zé do Burro”.

Em tempo: o burro integra o grupo 3 do jogo do bicho. Já a arara não aparece entre os 25 animais do jogo de azar.

(Laryssa Borges, de Brasília)

17/07/2012

às 17:00 \ CPI do Cachoeira

Método Cachoeira de investimento

O conteúdo dos grampos da Polícia Federal coloca cada vez mais luz no nebuloso episódio da venda da casa do governador de Goiás, Marconi Perillo. Mas, se os policiais estão convencidos de que o bicheiro Carlinhos Cachoeira era o real comprador da mansão – mesmo que utilizando recursos desembolsados pela construtora Delta –, outras interceptações telefônicas em poder da PF revelam que o contraventor não considerava a compra de imóveis um bom investimento. Pelo menos quando se tratava de garantir o futuro dos filhos.

Em uma conversa interceptada em 28 de fevereiro de 2011, o bicheiro desencoraja a ex-mulher, Andréa Aprígio, a comprar apartamentos na planta para os pequenos herdeiros. “Até eles se casarem esses apartamentos ficaram velhos”, argumenta. “Nós temos que investir pra eles em empresas. Esse negócio de poupança eu não acredito muito não”.

Depois dizer que não comprará imóveis para os filhos, Cachoeira fala com Andréa sobre a situação do ex-casal: “Não tenho mais nada com você. Só ficou o respeito”, afirma o bicheiro. “Já te falei. Você pode arrumar outro. Tô falando que não tem nada a ver mais nós dois. Senão você fica arrumando dívida para mim. Faça dívida você”.

(Laryssa Borges, de Brasília)

17/07/2012

às 15:40 \ CPI do Cachoeira

O romance de Cachoeira

Era véspera de carnaval em 2011 quando o bicheiro Carlinhos Cachoeira, separado há três dias de Andréa Aprígio, travava uma longa discussão com namorada, Andressa Mendonça. Além de juras de amor, interceptadas pelos grampos da Polícia Federal, o contraventor reclama de ter de viajar para o exterior na classe econômica.

Os áudios, captados durante a operação Monte Carlo, mostram que Andressa estava mais preocupada com o amor incondicional do novo namorado do que em saber se eles viajariam de primeira classe para o feriado. Tampouco importavam a ela as promessas de que o bicheiro poderia conseguir dar um jeitinho e arranjar vagas no voo lotado.

“Você quer dar um tempo? Eu estou te incomodando, importunando? Você está me tratando mal. Quer que eu pare de te ligar?”, questiona Andressa em telefonema interceptado às 15h27 do dia 28 de fevereiro do ano passado.

“Eu estou sentindo o seguinte: a pedra é muito grande para tudo isso, eu vou perder ou você vai perder. A gente vai se desgastar. Se a gente não estiver unido, cheio de amor para dar, vai ser muito mais difícil”, reclama.

“É muito difícil gostando, amando, tendo objetivo. Agora é mais difícil ainda com falta de educação, com grosseria”, filosofa ela.

A propósito, a Polícia Federal tem pelo menos 11 grampos, todos do dia 28 de fevereiro, em que Andressa, enquanto discute se o casal vai viajar no carnaval, reclama da falta de atenção de Cachoeira.

(Laryssa Borges, de Brasília)

 

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