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cândido vaccarezza

23/04/2013

às 10:52 \ Partidos

PT paulista vai apoiar “PEC da impunidade” na Assembleia

Campos Machado diz que apoio do PT à proposta seria condizendo com "tradição" do partido

A bancada do PT na Assembleia de São Paulo (Alesp) vai apoiar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do deputado Campos Machado (PTB) que retira das mãos dos promotores toda e qualquer investigação envolvendo prefeitos e deputados e concentra esse poder na mão do procurador-geral de Justiça. Atualmente, só as investigações criminais envolvendo essas autoridades são de competência exclusiva do chefe da Promotoria estadual. Pela PEC, passariam às mãos do procurador-geral também as investigações sobre improbidade de secretários de estado, juízes e conselheiros do Tribunal de Contas. O Ministério Público é contra a proposta, que classifica como “PEC estadual da impunidade”.

No plano nacional, a relação do PT com o Ministério Público se desgastou com o processo do mensalão – maior escândalo de corrupção do país, ocorrido no primeiro mandato do ex-presidente Lula. Em São Paulo, os petistas decidiram apoiar a PEC depois que os deputados federais petistas Candido Vaccarezza, José Mentor e Arlindo Chinaglia foram citados nas escutas telefônicas da investigação do MP sobre a “Máfia do Asfalto” no interior paulista. Alguns deputados consideram que há promotores que têm viés partidário e “prejudicam o PT”.

Os deputados petistas vêm debatendo a proposição de Campos Machado há um mês. Na última reunião da bancada, na quinta-feira, a maioria favorável derrotou a minoria de contrários. Entre os que defenderam a proposta ao longo das últimas semanas dentro do partido estão os deputados Antonio Mentor, Ênio Tatto e Rui Falcão. Procurados, Tatto e Falcão não se pronunciaram. Mentor sustentou que o partido ainda debate o tema. “Eu já tenho uma posição, mas não direi”. Na reunião, só os deputados Edinho Silva e Carlos Neder se posicionaram contra a PEC.

Campos Machado afirma ter conversado com deputados petistas recentemente e diz ter visto indícios de que o partido irá apoiar sua proposta. “Acho que eles vão assinar. Não espero outra atitude da bancada do PT. Seria condizente com sua tradição e seu histórico no país”, declarou.

(Com Estadão Conteúdo)

22/05/2012

às 16:59 \ Uncategorized

Cândido Vaccarezza: agora um homem precavido

Depois de ser pilhado durante a sessão da CPI do Cachoeira da última quinta-feira trocando mensagens de texto pelo celular com o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) decidiu optar por métodos mais seguros para enviar recados a colegas da comissão.

Nesta terça-feira, durante o depoimento do contraventor Carlinhos Cachoeira à CPI, ele usou uma folha de papel para evitar que alguém pudesse flagrar o teor de uma conversa. A cena acabou chamando tanta atenção quanto o “você é nosso e nós somos teu” para Sérgio Cabral.

A conversa - O SMS enviado por Vaccarezza ao governador fluminense foi filmado por um cinegrafista do SBT e exibido em rede nacional de televisão. A troca de mensagens aconteceu enquanto os parlamentares discutiam na CPI a convocação ou não de Cabral e de outros dois governadores suspeitos de envolvimento com o bicheiro goiano. Pouco depois de escrever “a relação com o PMDB vai azedar na CPI, mas não se preocupe, você é nosso e nós somos teu”, Vaccarezza levantou da cadeira e foi até o relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT). Os dois cochicharam algo.

Justificativa - Questionado sobre que motivo faria a relação entre os dois partidos aliados “azedar”, Vaccarezza saiu-se com os seguintes esclarecimentos: “Vai azedar, podia azedar… ali foi um momento de irritação meu. Eu não quero declarar. Isso é uma correspondência privada. Eu não vou contribuir para mostrar a outra parte da conversa. É uma correspondência privada entre duas pessoas.” Vale ressaltar: uma conversa privada entre duas pessoas com cargos públicos. Na argumentação de Vaccarezza, não há motivo para blindagem porque nada consta contra Cabral.

Relação estreita - Fotos vazadas na internet mostram a relação estreita entre Sérgio Cabral e o ex-presidente da Delta, Fernando Cavendish. Os dois aparecem com suas mulheres em jantares e comemorações no exterior, sempre esbanjando dinheiro.

18/05/2012

às 12:50 \ CPI do Cachoeira

Vaccarezza ‘Somos Teu’ nega o óbvio: blindagem a Cabral

O deputado federal Cândido Vaccarezza (PT-SP) tem uma árdua missão pela frente: explicar o inexplicável. Ele foi flagrado trocando mensagens de texto pelo celular com o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), durante sessão da CPI do Cachoeira nessa quinta-feira.

“A relação com o PMDB vai azedar na CPI, mas não se preocupe, você é nosso e nós somos teu”, diz a mensagem, exibida em reportagem do Jornal do SBT. (veja abaixo)

Leia também: Vaccarezza para Cabral: “Você é nosso e nós somos ‘teu’”

“Não tem nenhuma blindagem e a mensagem não tratava do Cabral na CPI. Não tem nenhuma proteção nem aos membros do PT nem do PMDB”, afirmou o deputado ao site de VEJA. “Eu estava conversando sobre a relação PT-PMDB. Há várias questões, de alianças políticas no Brasil inteiro, alianças eleitorais, várias coisas…”

Correspondência privada – Questionado sobre que motivo faria a relação entre os dois partidos aliados “azedar”, Vaccarezza saiu-se com os seguintes esclarecimentos: “Vai azedar, podia azedar… ali foi um momento de irritação meu. Eu não quero declarar. Isso é uma correspondência privada. Eu não vou contribuir para mostrar a outra parte da conversa. É uma correspondência privada entre duas pessoas.” Vale ressaltar: uma conversa privada entre duas pessoas com cargos públicos.

Na argumentação de Vaccarezza, não há motivo para blindagem porque nada consta contra Cabral. “Não existe motivo de convocação nem de quebra de sigilo de Sérgio Cabral. A única acusação que fazem ao Cabral é um jantar dele em Paris com vários empreiteiros.” Só isso. “Cabral não foi sequer citado nas ligações gravadas pela Polícia Federal”, disse o deputado em relação aos telefonemas grampeados durante a Operação Monte Carlo, que resultou na prisão do contraventor Carlinhos Cachoeira.

As inocentes fotos a que se refere o deputado mostram um sorridente Cabral ao lado do ex-presidente da Delta, Fernando Cavendish. Os dois são amigos íntimos. Durante a gestão do peemedebista, a empresa recebeu 1,5 bilhão de reais do governo fluminense. “Aquela foto foi editada, a dos lenços na cabeça. Aparece uma mão que ninguém sabe de quem é”, disse Vaccarezza. “Eu sei o que tem nas fotos inteiras, mas não vou falar também.”

Desabafo – Na noite desta quinta-feira, depois de o SBT divulgar a troca de mensagens, Vaccarezza desabafou em seu perfil no Twitter e afirmou que o SMS foi mandado em um “momento de irritação”. “Sou amigo do PMDB e nossas relações nunca serão azedadas. O SBT filmou uma troca de mensagens entre eu e o Cabral num momento de irritação”, postou o petista.

“Não tem blindagem do Cabral. Não existe nenhuma citação telefônica, nem envolvimento do Cabral com o Cachoeira”, postou. “Afirmo que a CPMI vai investigar a organização criminosa do Carlos Cachoeira doa em quem doer”, afirmou, em outra mensagem.

Espetacularização – Vaccarezza divulgou nota nesta sexta enfatizando que não haverá blindagem na CPI e que os parlamentares investigarão “qualquer um que tiver relação com a organização criminosa de Carlos Cachoeira”. “Por outro lado, não vamos compactuar com a espetacularização ou com o esvaziamento da investigação”, disse.

O deputado argumentou que o texto do SMS mostrado na reportagem do SBT refletia a preocupação dele com “tensionamentos pontuais” entre o PT e o PMDB. “Meu objetivo era deixar claro ao governador Sérgio Cabral que, apesar das discordâncias pontuais, a boa relação entre nossos partidos deve ser mantida”.

Vaccarezza afirmou também que Cabral não foi citado nas gravações do inquérito que investiga o esquema de corrupção comandado por Cachoeira e que, por isso, não faz sentido falar em “blindagem”.

Repercussão – Nesta sexta-feira, o nome do petista está nos assuntos mais comentados no Twitter – chegou, inclusive, a ficar em primeiro lugar na manhã desta sexta-feira. A oposição ajudou a provocar o movimento. O deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ) foi um dos que usaram o seu perfil no microblog para criticar Vaccarezza. “CPI ñ é lugar de fazer devassa, diz Vaccarezza. Receio de pintar devassidão de amigos em Paris, com dinheiro público? Amizade singular, blindagem co$tumeira”, postou ele.

Embora seja do PMDB, partido de Sérgio Cabral, o senador paranaense Roberto Requião também usou o Twitter para criticar o petista. “O SBT avacarezou a CPMI? CPMI em decúbito ventral, expõe para o país suas redondas abundâncias. Tudo avacarezado. CPMI carinhosa? Ou avacarezada?”. Em um outro post, Requião negou que exista uma tentativa de blindar Cabral. “Não Tem blindagem do Cabral. Não existe nenhuma citação telefônica, nem envolvimento do Cabral com o Cachoeira.”

(Carolina Freitas, de Brasília, e Thais Arbex, de São Paulo)

20/09/2011

às 14:14 \ Câmara dos Deputados, Partidos

Governo insiste, mas PR evita reaproximação

Na última semana, o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), enfatizou que o Partido Republicano (PR) estava a um passo de voltar a integrar a base de apoio de Dilma Rousseff. “Eles estão votando a favor do governo, então, na prática, estão do nosso lado”, comentou o líder. Mas a legenda, que declarou independência no mês passado, nega essa reaproximação.

Em agosto, o partido decidiu abandonar a base de apoio governista depois que a presidente Dilma promoveu uma faxina no Ministério dos Transportes, então comandado pelo presidente da legenda, Alfredo Nascimento. Três dias depois, Ideli pediu a Portela que o partido repensasse a decisão. O líder do PR não só não deu uma resposta como, na semana seguinte, assinou a lista de requerimento para a criação de uma CPI para investigar casos de corrupção do governo.

Segundo Vaccarezza, a confirmação de que o PR havia feito as pazes com o governo viria nesta terça-feira. Ele garantiu que o almoço semanal com a participação de líderes da base e da ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, seria na casa de Lincoln Portela, líder do PR na Câmara.

No entanto, apesar do anúncio otimista feito por Vaccarezza, o almoço de lideranças acabou sendo marcado na casa de Paulo Teixeira, líder do PT na Câmara, e sequer teve a presença de Portela. O líder do PR afirma que não houve mudança de posição: Vaccarezza tenta convencê-lo a participar dos encontros semanais, mas ele prefere ficar de fora. Logo, por enquanto, o PR continua “independente” e a favor da CPI da Corrupção.

(Adriana Caitano e Gabriel Castro)

03/05/2011

às 16:46 \ Partidos

Vaccarezza ajudou Chalita para agradar Temer

A transferência de Gabriel Chalita para o PMDB, sob os auspícios de Michel Temer, teria a mão do líder petista Cândido Vaccarezza. Pelo menos é o que diz o deputado federal aos colegas de partido. Vaccarezza teria ajudado na filiação de Chalita ao PSB. Desejoso por criar identidade política própria longe do alto tucanato, Chalita virou temporariamente socialista pela impossibilidade de entrar no PT, onde não é tolerado – e tampouco possui afinidade.

Como socialista, o ex-vereador soube se aproximar de líderes petistas que, por sua vez, viram em sua expressiva votação (meio milhão de votos) para deputado federal em 2010, um patrimônio que não poderia ficar disponível por aí, a menos de dois anos da eleição para a prefeitura de São Paulo. Quando Temer passou a adular Chalita em nome do PMDB, Vaccarezza já estava discretamente fora desta cena, ciente que minara a capacidade eleitoral dos tucanos com um golpe em dois tempos.

(André Vargas, de São Paulo)

15/02/2011

às 16:44 \ Câmara dos Deputados

Governo confirma Imposto de Renda como moeda de troca

Se o mínimo defendido pelo governo, de 545 reais, for aprovado, a presidente Dilma Rousseff enviará imediatamente ao Congresso uma Medida Provisória atualizando a tabela do Imposto de Renda (IR) em aproximadamente 4,5% – o centro da meta de inflação para 2011. A proposta é uma das bandeiras defendidas pelas centrais sindicais, que também pedem um salário mínimo de pelo menos 560 reais. Os petistas negam, no entanto, que haja chantagem.

O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), afirma que não há recursos para bancar nada além do proposto pelo Executivo. E, segundo ele, o governo ainda não dá como certa a aprovação do mínimo de 545 reais. “Não somos arrogantes de dizer que já temos o resultado”.

Mantega – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, chegou há pouco ao Congresso Nacional, onde participará de uma reunião da comissão criada para discutir o valor do salário mínimo. O ministro foi seguido por manifestantes da Força Sindical, que circulam na Câmara dos Deputados. Representantes das centrais sindicais também lotam as galerias da Câmara dos Deputados.

(Gabriel Castro, de Brasília)

07/02/2011

às 16:15 \ Câmara dos Deputados

Bancada do PT na Câmara define prioridades para 2011

A bancada do PT na Câmara se reúne nesta segunda-feira, em Brasília, para definir a forma de atuação dos deputados do partido no primeiro ano da nova legislatura. O seminário, que se encerra nesta terça-feira, serve para que os parlamentares acertem os ponteiros e evitem divisões dentro da bancada – que é a maior da Câmara.

Salário mínimo – Um dos principais temas do encontro deve ser o posicionamento da bancada a respeito do salário mínimo. Na manhã desta segunda-feira, a presidente Dilma Rousseff pediu ao líder do governo na câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), que garanta 100% dos votos do partido para o mínimo de 545 reais, defendido pelo Planalto. As centrais sindicais cobram um valor maior.

O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), o líder do PT no Senado, Humberto Costa, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, e o ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, participam do encontro.

(Gabriel Castro, de Brasília)

 

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