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30/06/2011

às 18:13 \ governo Dilma Rousseff

Após indicação de Fortes para Autoridade Pública Olímpica, Gleisi afaga Meirelles

É comentário recorrente em Brasília que o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, ficou em baixa após a indicação de Márcio Fortes para a presidência da Autoridade Pública Olímpica (APO). Meirelles ficou com o comando do Conselho Superior da APO, que será responsável pela elaboração de políticas públicas que o órgão deverá executar.

Na prática, avaliam alguns políticos, a função é meramente protocolar. Isso porque o que importará mesmo será o andamento das obras no Rio de Janeiro, e não a forma como foram projetadas. A ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, pensa diferente. Ou, ao menos, não quer desagradar Meirelles.

Questionada pelo site de VEJA sobre qual seria a verdadeira função de Meirelles, fez um afago no colega. “Nenhuma grande empresa funciona sem um conselho”. Resta saber se o ex-presidente do Banco Central vai ficar satisfeito com o novo posto.

(Luciana Marques, de Brasília)

29/06/2011

às 13:30 \ governo Dilma Rousseff

Autoridade Pública Olímpica: um órgão com dois chefes

A Autoridade Pública Olímpica (APO) está em plena crise política antes mesmo de começar a funcionar. O órgão foi criado para organizar os Jogos Olímpicos de 2016, sediado no Rio de Janeiro, mas a indefinição sobre quem realmente tocará a APO tem colocado a recém-nascida instituição em clima de instabilidade.

A confusão foi instalada depois que o ex-ministro das Cidades, Márcio Fortes, foi indicado para a presidência da APO. Ocorre que a presidente Dilma Rousseff já havia prometido ao ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles o comando do órgão, na função de presidente do Conselho Superior da APO – teoricamente, um cargo superior ao de Márcio Fortes.

No papel, o conselho será responsável pela elaboração das políticas a serem executadas pela APO. Na prática, há uma confusão sobre quem será chefe de quem. “Há um crise em potencial”, admite um representante do governo envolvido diretamente no assunto. “A presidente só não quis ser grosseira de desconvidar o Meirelles, que era ligado a Antonio Palocci. Dilma sempre quis manter Márcio Fortes no governo”, avalia outro governista.

O ministro do Esporte, Orlando Silva, vai se reunir nesta quarta-feira com Márcio Fortes, e até sexta, com a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, para definir as atribuições de cada um dos “chefes” da APO.

(Luciana Marques, de Brasília)

 

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