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Arquivo da categoria Obama no Brasil

21/03/2011

às 19:03 \ Obama no Brasil

A visita de Obama, pelas lentes dos cariocas

Câmeras digitais, celulares com câmeras, acesso à internet e um assunto palpitante ao alcance da janela. No caso do último domingo, era Barack Obama e sua extensa comitiva o alvo dos fotógrafos e cinegrafistas amadores de plantão no Rio de Janeiro. O resultado é um registro não-oficial variado da ‘turnê’ carioca de Obama, que, fora o discurso no Theatro Municipal, esteve no Rio para passear e conhecer de perto a cidade – em agendas secundárias de trabalho.

As janelas indiscretas colaboram para mostrar imagens além da cobertura dos veículos de comunicação. O encontro – um pouco forçado – com a presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, foi gravado de um cinegrafista amador a partir de um prédio na Gávea. No vídeo, Obama conversa com Patrícia e se surpreende ao receber a camisa.

A movimentação de carros e aeronaves na Gávea também foi registrada por outro vizinho do clube, que captou, em alta definição, os pousos e sobrevôos dos enormes helicópteros da comitiva.

As circuladas de Obama e sua comitiva por Copacabana não escaparam. Uma moradora postou no youtube um dos momentos pelos quais os veículos oficiais passaram na vista de sua janela.

Na frente do hotel Marriott, onde Obama se hospedou no Rio, uma multidão ficou na espreita para acompanhar a sua chegada. Não conseguiram ver o presidente, mas foi gravada toda a movimentação para abrir caminho ao presidente.

Na Avenida Atlântica, em Copacabana, até blindados de guerra cuidaram da segurança de Obama.

A visita de Obama à Cidade de Deus foi gravada do alto de uma laje. Em um vídeo de 15 minutos, imagens mostram a confusão criada com a chegada do presidente e moradores falando sobre a visita.

Cecília Ritto, do Rio de Janeiro

21/03/2011

às 9:41 \ Obama no Brasil

Obama se despede do Rio e parte rumo ao Chile

Foto: Vanderlei Almeida/AFP

O presidente americano Barack Obama e sua família deixaram o Brasil na manhã desta segunda-feira, depois de dois dias de visita oficial ao país, com compromissos cumpridos em Brasília e no Rio de Janeiro. O avião presidencial americano, o Air Force One, partiu do Aeroporto do Galeão deixando uma promessa de retorno de Obama. “Ele quer muito voltar para cá”, disse o governador do Rio, Sérgio Cabral, que estava na pista para se despedir do presidente americano. O próximo destino de Obama é o Chile. “É muito bom vê-los partindo sem nenhum tipo de problema”, completou Cabral, aliviado.

De acordo com Cabral, Obama e sua mulher, Michelle, “disseram que estão loucos para conhecer o Carnaval, apesar de Obama acreditar que seja difícil fazer isso como presidente, por questões de segurança”. O governador relatou ter ouvido de Obama que o presidente americano pretende visitar o Rio durante a Olimpíada de 2016. “Eles são uma família religiosa, que ficou comovida com a visão do Cristo Redentor. As filhas adoraram”, disse Cabral, pouco antes de emendar uma ressalva. “A caçula é meio tímida, mas a mais velha disse que adorou o passeio.” A filha menor de Obama, Sasha, foi fotografada com cara de tédio durante uma apresentação de capoeira, no domingo.

O presidente americano segue agora para o Chile, onde deve fazer um aguardado discurso à América Latina. Na visita brasileira de Obama, faltou um sinal mais claro de apoio à candidatura do Brasil a membro permanente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), mas sobraram simpatia e elogios ao povo e à presidente (Dilma Rousseff foi chamada de “prática” e “maravilhosa” pelo americano). Simpáticos e receptivos durante toda a visita, Obama e Michelle estavam sorridentes no embarque rumo ao Chile.

Depois de uma visita à Cidade de Deus, onde assistiu a apresentações de capoeira e música, o principal compromisso de Obama no Rio foi o pronunciamento no Theatro Municipal, em que o presidente americano listou numerosos elogios ao Brasil. O discurso foi avaliado de forma positiva por quem estava no Municipal – para muitos convidados, o carisma de Obama e o tom certeiro do discurso, que incluiu referências a futebol e algumas palavras em português, agradaram. Celebridades como o ator Lázaro Ramos e o apresentador Luciano Huck estavam na plateia. O último compromisso da família Obama no domingo foi uma visita ao Corcovado, para ver de perto o Cristo Redentor.

20/03/2011

às 22:20 \ Obama no Brasil

Em momento turístico, família Obama vai ao Corcovado

O presidente americano Barack Obama encerrou a extensa agenda de sua visita ao Brasil com um momento turístico. Ao lado da mulher, Michelle, e das duas filhas, Obama foi ao Corcovado, na noite deste domingo, e conheceu de perto o Cristo Redentor.

O passeio foi garantido por um forte esquema de segurança, que bloqueou os acessos ao Corcovado e contou com homens do Exército, polícia Militar, Guarda Municipal e do Serviço Secreto americano.

Na manhã desta segunda-feira, Obama embarca para o Chile.

20/03/2011

às 21:58 \ Obama no Brasil

Carisma de Obama encanta plateia do Theatro Municipal

Presidente americano é aplaudido de pé no Theatro Municipal por plateia composta de empresários, integrantes de ONGs e até crianças

Vinte e dois minutos, precedidos por um atraso de aproximadamente uma hora, foram suficientes para que o carisma de Barack Obama conquistasse os brasileiros. Apesar de o discurso ter sido construído de maneira primorosa, com cada palavra e referência histórica escolhidas a dedo, o que mais impressionou a plateia do Theatro Municipal, no Rio de Janeiro, foram os gestos, o tom de voz, a eloquência e as pausas acertadas do homem mais poderoso do mundo, que falou sorrindo e sem gravata. “O discurso não foi além do esperado, mas ele esbanjou charme e carisma. Ele tem presença, tem magnetismo”, disse o político Fábio Feldmann, que foi candidato ao governo de São Paulo nas eleições de 2010 pelo PV e estava entre os convidados.

E foi por causa desse carisma que o público – formado por autoridades locais, executivos americanos e brasileiros, com suas mulheres de vestidos e cabelos presos, pais e filhos, integrantes de ONGs e grupos que representam setores da sociedade civil – interrompeu o discurso diversas vezes com aplausos e gritos. A primeira delas foi logo no início, quando o presidente americano disse em português, com todo o sotaque que lhe é inevitável: “Alô, cidade maravilhosa. Boa tarde a todo o povo brasileiro”. Outras referências nacionais, como as palavras “cariocas, mineiros, baianos e paulistas”, o filme Orpheu e a música de Jorge Ben também empolgaram a plateia. “Eu fiquei arrepiada”, revelou Verônica Perri, que é casada com um americano e cujo filho de sete anos mandou a Obama um desenho do Cristo Redentor.

Verônica não foi a única a se sentir tocada pelo discurso. “Foi emocionante. Ele se referiu ao Brasil de forma tão íntima que nos deu muito prazer”, disse Maria Alice Santos, integrante do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos dos Negros do Rio de Janeiro, ressaltando que o discurso de Obama também estimulou a auto-estima dos brasileiros. “Um presidente dos EUA negro vir ao Brasil e fazer o discurso que Obama fez, exaltando desde a importância política e social à beleza do nosso país, é uma referência para a população, principalmente para a população negra brasileira”, completou.

Para o cientista político José Augusto Guilhon de Albuquerque, que falou ao site de VEJA logo após o discurso, Obama teve sucesso em seu objetivo de estabelecer um diálogo com o povo brasileiro. “A comparação sobre a independência do Brasil normalmente não está nem na pauta dos acadêmicos mais ‘brasilianistas’. Todo o discurso foi para mostrar que temos uma origem em comum, uma história semelhante, compartilhamos valores como democracia, direitos humanos e justiça social e temos tudo para caminhar juntos”, acrescentou, lembrando que ainda há alguns setores na sociedade brasileira que têm um sentimento antiamericano, o que atrapalha nas relações bilaterais. “Este discurso, do ponto de vista das relações entre EUA e Brasil, foi o mais importante. Foi o ponto alto da viagem de Obama e atingiu plenamente o objetivo dele.”

Mariana Pereira de Almeida, do Rio de Janeiro

20/03/2011

às 19:45 \ Obama no Brasil

Sósia de Barack Obama vive momentos de estrela no Rio

Minutos antes do discurso do presidente americano, Barack Obama, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro começar, ouve-se um burburinho no balcão superior. Aplausos calorosos, gritos de euforia e flashes são dignos da entrada de um ator famoso. Mas quem aparece é Rinaldo Gaudêncio Américo, um dos sósias brasileiros de Obama, vestindo solenemente a sua “faixa presidencial” e usando jargões de uma verdadeira celebridade. “Este carinho do público carioca é emocionante”, diz.

Depois de passar a manhã na Cinelândia e na Cidade de Deus, em busca de um contato mais próximo com o verdadeiro Obama, o motorista, desapontado, já dava por perdido o discurso do presidente. Mas, durante o seu périplo matinal, ganhou ingresso para assistir à cerimônia.

Muitos dos convidados que haviam posado para fotos com o cover de Obama do lado de fora do teatro comemoram quando o veem sentado na plateia. “Olha, foi sensacional. Não tenho palavras para agradecer”, diz Rinaldo, envaidecido.

O Obama brasileiro chegou a acenar para o Obama americano de sua poltrona. “Pena que ele não pôde me ver com aquela luz batendo em seu olho”, conta. “Com certeza, ele ia me achar muito parecido, principalmente de longe”. Mas Rinaldo garante que não ficou frustrado e conclui as dezenas de entrevistas na escadaria do Municipal com mais uma frase de efeito: “Só a emoção de estar aqui dentro não tem preço”.

(Mariana Pereira de Almeida, do Rio de Janeiro)

20/03/2011

às 17:46 \ Obama no Brasil

Um Obama pra chamar de seu


Encerrado o discurso de Barack Obama, o seleto público que deixava o Theatro Municipal do Rio dividia-se em duas correntes principais: os que gostaram por gostar; e os que criticaram, mas também amaram. Esses dois movimentos principais, amalgamados pelo nível médio de conhecimento do público sobre relações internacionais e outros temas, compunham, assim, uma massa coesa que se rendeu ao carisma de um orador prodigioso.

Líder do grupo cultural AfroReggae, José Júnior fez uma sucinta análise do que foi o encontro de Barack Obama com a platéia do Municipal. “Chegou falando em favela e futebol. Jogou bem para a platéia, passou a bola e saiu vitorioso”, resumiu. Ele, Júnior, apontou o que considerou uma lacuna dos temas abordados por Obama. “Não falou da Líbia, por exemplo”, cobrou, insatisfeito com as referências mais genéricas aos direitos humanos e a defesa da democracia.

É certo que a visita de Obama ao Brasil vai deixar alguns vazios, seja pela falta de tempo de abarcar tantos assuntos em menos de 72 horas de estada no país, seja pela omissão proposital de temas delicados. Afinal, tanto carisma – e tanto poder – acabam por criar uma gama infinita de demandas e expectativas dirigidas a Obama.

Representando a ala dos ‘verdes’, Marina Silva e Alfredo Sirkis se disseram frustrados com a pouca ênfase ao tema. “Ele tocou em assuntos mais abrangentes, como respeito à diversidade e à democracia. É uma figura carismática. Mas faltou fazer o encontro entre economia e ecologia em um modelo sustentável, no país e no estado que sediou a Eco 92. Esse é o principal desafio do início do século 21”, cobrou Marina, que gostaria de ter ouvido uma declaração sobre as questões climáticas.

Não satisfeita por ter recebido Obama no campo do Flamengo, na Gávea, nem por ter furado a segurança para entregar a ele uma camisa do time, a presidente do clube, Patrícia Amorim, reclamou da referência ao Vasco no início do discurso. “Quando ele falou sobre o Vasco foi vaiado. Podia ter falado primeiro do Flamengo, que é maioria. É mais interessante falar para a maioria”, ensinou Patrícia. Como representante do esporte, acima das cores, a ex-nadadora se disse satisfeita. “Achei que o recado foi dado. O Rio de Janeiro tem que se aproveitar dessa boa vontade dos Estados Unidos e aproveitar para ter ajuda para a realização da Copa e das Olimpíadas. Os EUA têm tradição e experiência nisso”, disse, sugerindo um intercâmbio.

Pedidos e cobranças à parte, todos foram atendidos em sua necessidade mais premente no momento: ver Barack Obama. Para a audiência que mesclou autoridades e famosos na tarde do domingo na Cinelândia, poder presenciar o momento já proporcionou a sensação de “missão cumprida”. A atriz Cristiane Torloni foi uma das que se satisfez com a oportunidade. “É a história acontecendo. Tem que estar ao vivo”, opinou.

Entre os artistas, ‘constatar’ o que é Barack Obama foi um exercício. Um dos protagonistas da novela das nove da Rede Globo, o ator Lázaro Ramos, em fase de afirmação como galã da dramaturgia, observou os detalhes do comportamento de Obama. “De início, ele deu sorriso e ganhou metade da platéia. Deu para entender um pouco porque as pessoas tinham tanta esperança”, disse, referindo-se à eleição vencida por Obama. Para Lázaro, Obama é um “discurso vivo” sobre a igualdade racial. “Nem precisaria falar no assunto, só a existência dele diz tudo sobre isso”, alegrou-se, ao sair do teatro com a mulher, também atriz, Thaís Araújo.

O ‘casal 20’ da TV brasileira também marcou presença. Luciano Huck e Angélica levaram o filho, Joaquim. Segundo a apresentadora, é o menino “o mais interessado da família” quando o assunto é Obama. A admiração vem do berço. “Ele representou uma mudança de comportamento importante na política internacional. Sou fã”, declarou-se Huck.

Cecília Ritto e Cecília Araújo, do Rio de Janeiro

20/03/2011

às 17:38 \ Obama no Brasil

Na Cidade do Samba, Michelle adota o ‘carioca way’

O american way entrou com tudo na Cidade do Samba, na Zona Portuária do Rio de Janeiro. O esquema de segurança incluiu atiradores de elite estrategicamente distribuídos e uma revista que obrigou os integrantes da Unidos da Tijuca, anfitriões de Michelle Obama, a tirar a camisa e entregar os telefones celulares. Mas, ao chegar, a primeira-dama dos Estados Unidos parecia ter sido contaminada pelo jeitinho carioca. E os dois ways of life fizeram as pazes.

Acompanhada das filhas Malia, de 10 anos, e Sasha, de 7, e de sua mãe, Michelle teve aulas de percussão e de samba com os ritmistas e passistas da agremiação. Vestida de amarelo, a senhora Obama arriscou alguns passos, bateu palmas e fingiu batucar com as mãos antes de pegar no chocalho e no tamborim.   Como agradecimento, apertou a mão e deu dois beijinhos em um de seus professres, o percussionista Gustavo Bernardo. “Ela é muito simples, me deu dois beijinhos e agradeceu pela aula. Acho que nunca mais vou lavar o rosto”

A segunda porta-bandeira da escola, Jackeline Pessanha, que dançou ao lado de seu irmão Vinicius Pessanha, acompanhou o discurso do colega, afirmando que não vai lavar a mão tocada por Michelle. “Ela é uma rainha. Elegante, linda, mas tem atitude de gente simples. Parece uma pessoa normal.” Depois da aula, elas foram para o segundo andar do barracão, onde tomaram água de coco, beberam guaraná e comeram frutas tropicais.

De lá, assistiram a um resumo do desfile que a escola apresentou na Marquês de Sapucaí no Carnaval. O carnavalesco Paulo Barros explicou que foram escolhidos dois integrantes de cada ala, os ritmistas, e dois carros alegóricos muito bem conhecidos pela comitiva: Indiana Jones e Harry Potter.

Na ausência do presidente Francisco Horta, Paulo Barros ciceroneou a família Obama. “Sem dúvida, o que elas mais gostaram, ou pelo menos o que mais as surpreendeu, foi a comissão de frente. Quando os integrantes tiraram as cabeças, eu vi Michelle pronunciar a palavra “amazing” (maravilhoso).

Depois disso, elas desceram e cumprimentaram quase todos os mais de 60 integrantes da escola.

(Leo Pinheiro, do Rio de Janeiro)

20/03/2011

às 16:16 \ Obama no Brasil

A palavra “together” dá o tom do discurso de Obama no Brasil

Além dos gracejos para quebrar o gelo, o discurso do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, neste domingo, no Theatro Municipal, no Rio de Janeiro, foi dominado por elogios ao Brasil, com inúmeras citações ao povo, à política e à cultura do país.

Durante seu pronunciamento, o líder americano comparou as trajetórias do Brasil e dos Estados Unidos e usou a palavra “together” – “juntos” em iglês – nove vezes, se referindo não só as possibilidades de parcerias econômicas entre as duas nações. Segundo Obama, os países devem manter juntos um compromisso com o intercâmbio de tecnologia e conhecimento, a promoção de fontes de energia renováveis e o combate ao narcotráfico, às armas nucleares, a fome e a corrupção de outras regiões do mundo.

Em tom descontraído, lembrou a disputa entre o Rio de Janeiro e Chicago para sede das Olimpíadas de 2016. “Se os Jogos Olímpicos não podem ser em Chicago, não há outro lugar no mundo que eu quissesse mais que recebesse os jogos do que o Rio de Janeiro”, disse garantindo que retornará ao país em 2016.

O líder americano elogiou a democracia brasileira e, sem citar o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que o Brasil é um país “onde um garoto pobre de Pernambuco pode chegar ao posto mais elevado do pais”.

Ao final do discurso o presidente dos EUA lembrou dos protestos de políticos e artistas na Cinelândia contra a ditadura e aproveitou para citar a presidente Dilma Rousseff. “Uma das pessoas que protestaram foi presa e sabe o que é viver sem seus direitos mais básicos”, disse. “Porém, ela também sabe o que é perseverar. Hoje ela é a sua presidente, Dilma Rousseff”.

Sorridente, Barack Obama terminou o discurso, de cera de 25 minutos, sob aplausos calorosos, com um “muito obrigado” em bom português.

20/03/2011

às 15:23 \ Obama no Brasil

No Theatro Municipal, Obama cheio de graça


Demonstrando ótimo humor e uma assessoria ainda melhor, o presidente americano Barack Obama iniciou seu discurso no Theatro Municipal do Rio de Janeiro ensaiando algumas palavras em português e fazendo graça com o fato de ter marcado o pronunciamento para 2.200 mil convidados quase no mesmo horário do clássico do futebol carioca entre Vasco e Botafogo. “Oi Rio de Janeiro. Alô, cidade maravilhosa! Boa tarde todo o povo brasileiro”, iniciou, com o português carregado de sotaque. ”Peço desculpas a vocês, porque sei que aqui no Brasil vocês levam os assuntos de futebol muito a sério”, afirmou, arrancando risos da plateia.

Obama agradeceu o calor e a receptividade do povo brasileiro durante a visita que começou em Brasília, no último sábado. E citou o cantor Jorge Ben Jor para dizer que o Brasil, ao vivo, é mais bonito do que nos filmes. “É uma país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza”, brincou.

O discurso foi direcionado especialmente para os brasileiros. Obama citou a pacificação nos morros cariocas,  elogiou a mudança de atitude com relação aos moradores das favelas e enalteceu a papel do Brasil no cenário mundial. ”O Brasil não é mais o país do futuro. O futuro já chegou e é agora”, afirmou sob aplausos no Theatro Municipal. “Estou aqui para dizer que nós, nos EUA, não apenas observamos seus sucessos, mas torcemos por ele. Juntos, duas das maiores economias do mundo podem trazer crescimentos.”

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20/03/2011

às 14:45 \ Obama no Brasil

Obama e família voltam ao hotel em Copacabana

Acompanhado por sua família, o presidente americano Barack Obama já voltou para o hotel Marriot, em Copacabana, zona sul da capital fluminense, onde almoça. Pela manhã, o presidente visitou a comunidade Cidade de Deus, zona oeste do Rio.

No percurso entre o campo do Flamengo, na Gávea, zona sul do Rio, onde pousou o helicóptero após a visita à Cidade de Deus e o hotel em Copacabana, onde Obama está hospedado, o tráfego foi interrompido em várias ruas da zona sul. Após almoçar, Obama segue à tarde para o Theatro Municipal, no centro do Rio, onde discursa para convidados.

(Com Agência Estado)


 

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