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Arquivo da categoria Governo Alckmin

Um abuso ruidoso

Meios de comunicação oficiais têm servido nos últimos meses de megafone para descuidados e mal-intencionados. A última trapalhada foi o uso do perfil da Secretaria da Cultura de São Paulo para divulgar propaganda de um dos quatro pré-candidatos tucanos à prefeitura da capital paulista: o secretário da pasta, Andrea Matarazzo.

A secretaria atribuiu a publicação a alguém que usou indevidamente a senha do perfil e garantiu que a mensagem não partiu de nenhum funcionário da pasta. A postagem foi apagada. Os tropeços, no entanto, não se restringem a uma só cor partidária.

Na semana passada o PSDB foi justamente a vítima de um desses excessos. O ex-governador José Serra era dado como “aparentemente morto” em um artigo publicado na Revista de História da Biblioteca Nacional.

A biblioteca é vinculada ao Ministério da Cultura. A revista, patrocinada pelo governo federal e pela Petrobras. A presidente Dilma Rousseff e a ministra Ana de Hollanda figuram entre os conselheiros no expediente do periódico.

O PSDB acertou na lata ao classificar em nota o episódio como uma mostra do “aparelhamento político-partidário desenfreado do estado brasileiro”. Fica cada vez mais difícil aos detentores do poder distinguir o público do privado e o administrativo do ideológico.

Serra, aliás, foi alvo também de uma brincadeira publicada no Twitter da Secretaria de Comunicação da Presidência em janeiro. Diz o governo que um funcionário confundiu a conta oficial com sua página pessoal. E propagou uma piada sobre o sumiço do tucano do cenário político.

A derrapada foi punida com a demissão do servidor. E é assim que deve acontecer, de forma exemplar, em casos como esse.

14/07/2011

às 18:07 \ Governo Alckmin, oposição, PSD

PSDB tenta se aproximar de Chalita e Kassab

De olho nas eleições municipais do ano que vem, tucanos próximos ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, já se mobilizam para a construção de alianças. Eles pretendem manter contato até  mesmo com o deputado federal Gabriel Chalita, que deve disputar o comando do município pelo PMDB. Como o PT também lançará candidato, o PSDB não descarta pedir apoio dos peemedebistas em um eventual segundo turno. Chalita, ex-tucano, ainda é tido como um potencial aliado.

Em outra ponta, o PSDB também quer sentar à mesa com o PSD para desenhar uma espécie de pacto de não-agressão. Mas tudo dependerá, claro, de quem será o candidato tucano para a prefeitura, já quem todos os cotados têm boas relações com Chalita ou Gilberto Kassab (PSD).

Entre os tucanos cotados para o cargo estão o secretário estadual de Energia de São Paulo, José Aníbal, o secretário estadual de Meio Ambiente, Bruno Covas, o deputado federal Ricardo Tripoli e o ex-governador José Serra.

(Luciana Marques e Gabriel Castro, de Brasília)

31/03/2011

às 11:06 \ Governo Alckmin, oposição

DEM adia escolha de novo diretório para São Paulo

O velório do ex-vice-presidente José Alencar adiou a reunião em que a cúpula do DEM iria decidir os nomes que irão substituir o grupo do prefeito Gilberto Kassab no comando do diretório paulista da legenda. Ao anunciar a intenção de criar o PSD, Kassab rompeu os já frágeis laços com as lideranças democratas, que agora querem apagar do partido a influência do prefeito da capital paulista.

A ideia é que a Executiva Nacional escolha nomes do próprio DEM paulista para comandar o diretório, dissolvido na semana passada. Mas, embora tenha dito que a debandada da legenda no estado foi menor do que se esperava (além de Kassab, saíram o vice-governador Guilherme Afif Domingos, um deputado estadual e dois deputados federais), Agripino sabe que precisará de cautela para escolher um nome que esteja fora da influência de Kassab.

(Gabriel Castro, de Brasília)

22/03/2011

às 14:55 \ Gilberto Kassab, Governo Alckmin

Goldman e Serra tentaram dissuadir Kassab de fundar PSD

Geraldo Alckmin não foi o único tucano a interferir na criação do PSD pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, ex-DEM. Enquanto Alckmin tentou conter a debandada de parlamentares e prefeitos paulistas para o novo partido, os ex-governadores Alberto Goldman e José Serra uniram esforços para dissuadir Kassab da empreitada política.

A informação foi publicada por Goldman em seu blog. O tucano disse não entender o que levou Kassab a criar o PSD. “Tentamos (Serra, principalmente) evitar que o fato se consumasse. Mas Kassab estava decidido. Enfraquece a oposição, ainda mais”, disse o ex-governador.

Questionado na segunda-feira sobre a opinião de seu padrinho político, José Serra, a respeito da criação da legenda, Kassab respondeu: “Tenho certeza que governador torce para meu sucesso e para o sucesso do PSD. Ele é um democrata, acredita na democracia e sabe que a democracia precisa de partidos.”

Sumido da cena pública desde a derrota nas eleições presidenciais, em outubro do ano passado, Serra ainda não se pronunciou sobre o assunto.

(Carolina Freitas, de São Paulo)

21/03/2011

às 17:15 \ Gilberto Kassab, Governo Alckmin

PSD: Geraldo Alckmin lava as mãos

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), tem dado claros sinais de que não quer se envolver na briga entre o DEM e os dissidentes que pretendem seguir o prefeito Gilberto Kassab na mudança para o Partido Social Democrático (PSD). Se no período de articulações para a criação da legenda Alckmin tentava impedir, a pedido do próprio DEM, a debandada em massa, com o cenário mais concreto o governador parece considerar a migração como fato consumado e evita interferir.

Em público, Alckmin afirma que a dança das cadeiras partidária não muda em nada sua relação com o prefeito ou com o próprio vice-governador, Guilherme Afif Domingos, que também sai do DEM para o PSD. “Respeito a opinião e a liberdade de todos. Isso faz parte do processo democrático, não vejo nenhum problema”, disse o governador repetidas vezes ao ser questionado sobre o assunto nesta segunda-feira.

A verdade é que o governador não quer se indispor com nenhum dos lados. Ciente de que alguns deputados democratas de São Paulo devem seguir Kassab, Alckmin pretende mantê-los como aliados de seu governo na Assembleia Legislativa. Por outro lado, sabe que o DEM continua tendo peso político, o que se reflete, por exemplo, no tempo de televisão para propaganda partidária. “O DEM foi muito correto conosco, estivemos juntos na campanha eleitoral, vamos continuar juntos, trabalhando em benefício da população”, afirmou.

Tranquilidade - No evento de lançamento do manifesto do novo partido, também nesta segunda, Kassab garantiu que a legenda estará do lado do PSDB de Alckmin em São Paulo e Afif Domingos comentou que tem informado ao governador todos os passos da mudança, para “tranquiliza-lo”. Alckmin, de fato, não parece preocupado.

Nos bastidores, caciques tucanos comentam que a criação do PSD resulta de históricas divergências internas do DEM, desde quando Antonio Carlos Magalhães e José Agripino Maia, recém-eleito presidente da legenda, polarizavam disputas e que, portanto, o melhor a fazer é não se meter em problemas alheios.

(Adriana Caitano, de São Paulo)

18/03/2011

às 17:10 \ Gilberto Kassab, Governo Alckmin, Partidos

Alckmin sobre saída de Afif do DEM: “Não muda nada”

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse nesta sexta-feira que nada muda com a saída de seu vice, Guilherme Afif Domingos, do DEM. O estado era palco até então da mais consistente aliança entre tucanos e democratas do país. Afif confirmou hoje, após evento oficial, no Palácio dos Bandeirantes, sua saída do partido e sua decisão de fundar uma nova legenda ao lado do prefeito da capital, Gilberto Kassab.

Questionado à tarde sobre a mudança de partido de Afif, Alckmin respondeu: “Do ponto de vista administrativo, não muda nada. Espero que não mude nada do ponto de vista político também”. Apesar de não admitir, o governador foi acionado por líderes do DEM para tentar conter a debandada de aliados de Kassab do partido.

Afif esteve reunido com Kassab em São Paulo até 15h30. Os dois almoçaram juntos na região da Rua Augusta, na capital, e selaram seu destino político. Dali, o vice-governador seguiu para o Palácio dos Bandeirantes, onde se reúne no fim da tarde com Alckmin. A assessoria do governo confirma o encontro e diz que se trata de uma reunião de rotina para tratar de assuntos administrativos.

(Fernanda Nascimento, de São Paulo)

10/03/2011

às 12:41 \ Gilberto Kassab, Governo Alckmin, oposição

Alckmin dá como certa saída de Kassab do DEM

A cinco dias da convenção que decidirá a nova executiva do Democratas, na próxima terça-feira (15), a saída do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, do partido foi dada como certa por um importante aliado no estado, o governador Geraldo Alckmin, do PSDB.

Kassab vai se desfiliar da legenda para fundar o Partido Democrático Brasileiro (PDB) e pretende, em no máximo dois anos, fundir a sigla com o PSB. A criação do partido tem como objetivo contornar a lei eleitoral e evitar a perda de mandato de Kassab e de quem decidir acompanhá-lo.

Questionado sobre o movimento do prefeito, Alckmin respondeu com naturalidade: “Para nós não vai mudar absolutamente nada. As boas parcerias que nós temos com o prefeito Kassab, com o município de São Paulo, vão continuar.”

Organização – Alckmin chegou a ser acionado pelo PSDB para conter as articulações de Kassab, mas fracassou. O vice do tucano, Guilherme Afif Domingos (DEM), tem servido de braço direito a Kassab na organização do novo partido – que já tem até estatuto pronto.

O prefeito passa a semana na França, onde participa de um fórum do setor imobiliário. Em palestra na quarta-feira, ele apresentou iniciativas de revitalização da cidade. Por aqui, os aliados cansaram de ficar calados.

(Carolina Freitas, de São Paulo)

02/03/2011

às 15:19 \ Governo Alckmin

Com gripe, Alckmin desmarca agenda pública desta quarta

Já resfriado, governador participa de evento na terça-feira (Foto: Milton Michida / Governo de São Paulo)

Uma gripe fez com que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, desmarcasse seus dois compromissos públicos previstos para esta quarta-feira. Apesar disso, ele permanece no Palácio dos Bandeirantes, para despachos internos. A sede do governo serve também de residência oficial de Alckmin.

A agenda do tucano previa um anúncio de investimento de 32 milhões de reais na área da cultura às 10 horas e a assinatura de contratos com a Sabesp às 15 horas. Mesmo sem a participação de Alckmin, os eventos foram mantidos.

O secretário da Cultura, Andrea Matarazzo, anunciou o aporte, em cerimônia no Museu Catavento, no centro de São Paulo. O titular da Casa Civil, Sidney Beraldo, foi escalado para comandar o compromisso da tarde, nos Bandeirantes.

Alckmin já apresentava sintomas de resfriado na terça-feira, quando participou de evento na Associação Brasileira de Medicina, na capital. Mesmo assim, caminhou um quarteirão debaixo de uma garoa insistente para tomar café em uma padaria com os secretários da Saúde, Giovanni Guido Cerri, e da Pessoa com Deficiência, Linamara Rizzo Battistella.

(Carolina Freitas, de São Paulo)

02/02/2011

às 18:24 \ Governo Alckmin

Alckmin quer distância de cunhado

Geraldo Alckmin está irredutível: em público, não dirá palavra sobre o cunhado Paulo César Ribeiro, investigado por irregularidades na compra de merenda escolar para a prefeitura de Pindamonhangaba. O único comentário de Alckmin, logo após a publicação da denúncia em jornais, em dezembro, foi em defesa das investigações. Nada mais.

Mesmo assim, quase todo dia algum jornalista pergunta sobre os desdobramentos do caso. O governador cerra os lábios e termina a entrevista.

Em conversas privadas, Alckmin tem reclamado de ter seu nome envolvido no caso: “O fulano tem nome e sobrenome, mesmo assim, só se referem a ele como ‘o cunhado do Alckmin’.” O governador sustenta não ter proximidade com o cunhado, um dos onze irmãos da primeira-dama Lu Alckmin. Alckmin e Ribeiro estão há pelo menos dez anos sem se falar. “Ele nem gosta muito de mim”, confidencia o governador a interlocutores.

Uma das explicações está na personalidade expansiva de Paulo Ribeiro e no gosto dele pela proximidade com poderosos. Perfil bem diferente de Alckmin.

Promotores do Ministério Público Estadual de São Paulo e de Minas Gerais investigam desde 2008 irregularidades no fornecimento de merenda para mais de 30 prefeituras. As primeiras denúncias foram apresentadas em São Paulo em 2009.

Só se ouviu falar do caso de novo em dezembro de 2010, às vésperas da posse de Alckmin como governador, quando o MP fez, com autorização da Justiça, uma operação de busca e apreensão na casa de Paulo Ribeiro.

(Carolina Freitas, de São Paulo)

02/02/2011

às 16:01 \ Governo Alckmin

Alckmin reabilita aliado condenado pela Justiça

José Bernardo Ortiz responde a dez ações por improbidade administrativa (Tiago Queiroz/AE)

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, manifestou nesta quarta-feira calorosa acolhida ao ex-prefeito de Taubaté José Bernardo Ortiz, réu em dez processos de improbidade administrativa. Ortiz foi convidado por Alckmin a presidir a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), braço executivo da Secretaria da Educação, com orçamento de 3,5 bilhões de reais.

Empossado há uma semana, Ortiz fez hoje sua primeira aparição pública desde então, em cerimônia para a entrega de kits de material escolar para alunos da rede estadual. Na quinta passada, ele foi presença discreta em evento da Educação. Assistiu a tudo da plateia e teve o nome citado de forma breve pelo secretário da pasta, Herman Voorwald.

Nesta quarta, Ortiz foi reabilitado pelos aliados. Teve assento no palco, ao lado de Voorwald e de Alckmin, no auditório de uma escola estadual do Ipiranga, na zona sul da capital. Entregou o kit de materiais a um aluno do terceiro ano do Ensino Médio e posou para fotos ao lado de autoridades e de crianças.

Citado pelo secretário da Educação como “amigo Ortiz”, o presidente do FDE ouviu ainda elogios do governador. “A FDE comprou [material escolar] muito bem, com preços ótimos e qualidade muito boa”, disse Alckmin. Ainda assim, foi a única autoridade do palco que não discursou, nem passou perto da imprensa na hora da entrevista coletiva.

Em meio aos afagos, o governador dedicou a Ortiz um texto de Monteiro Lobato, O Colocador de Pronomes. A uma plateia de 200 professores, Alckmin contou a história de Aldrovando Cantagalo, que nasceu e morreu em virtude de um erro de gramática. Monteiro Lobato é o mais célebre filho de Taubaté, cidade comandada por Ortiz durante 12 anos.

(Carolina Freitas, de São Paulo)


 

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