Justiça mantém Cachoeira em liberdade
O bicheiro Carlinhos Cachoeira continua longe de começar a cumprir sua pena. Nesta segunda-feira, a 3ª Turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1.ª Região concedeu habeas corpus para que ele continue em liberdade. Os desembargadores ainda foram além: cancelaram uma fiança de 10 milhões de reais que havia sido imposta ao contraventor.
De nada adiantaram os argumentos do Ministério Público de que a prisão de Cachoeira garantiria a manutenção da ordem pública, já que a quadrilha tem atuado há pelo menos 17 anos nos mais diversos crimes. Os procuradores dizem ter provas de cooptação de autoridades, distribuição de propina, tráfico de influência, controle de órgãos públicos em Goiás e fraude em licitações.
Graças ao voto do desembargador Tourinho Neto, que determinou a soltura de Cachoeira em suas sentenças e se aposenta em abril, também ganhou um habeas corpus hoje Geovani Pereira da Silva. O contador de Cachoeira permaneceu quase um ano foragido e havia se entregado à Polícia Federal em janeiro.
(Laryssa Borges, de Brasília)


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