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06/08/2012

às 20:44 \ Justiça

Eliana Calmon às boas com o presidente do TJ-SP

A ministra Eliana Calmon, corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), iniciou nesta segunda-feira uma inspeção no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) para identificar possíveis casos de corrupção. As investigações vêm sendo feitas em tribunais de todo o país.

A visita ao TJ paulista aconteceu em clima de cordialidade com o presidente do tribunal, Ivan Sartori, depois de ele e Eliana terem trocado farpas a respeito da fiscalização do funcionamento da corte no início do ano.

“A corregedoria tem total liberdade aqui”, disse nesta segunda-feira Eliana Calmon. Sartori emendou: “Aqui não há segredos, nós estamos abertos.” Em janeiro, a corregedora havia dito que o TJ-SP era “refratário” ao trabalho do CNJ e “fechado”. Sartori, por sua vez, tinha desafiado Eliana a mostrar seu contracheque caso quisesse informações sobre os salários de juízes.

A investigação que começou a ser feita no TJ hoje será dividida em quatro partes. A primeira vai vistoriar as folhas de pagamento, questões administrativas e dos precatórios.

Além da corrupção, outro grande motivo de reclamações ao CNJ sobre o TJ paulista é o atraso no andamento dos processos. “Isso ocorre em razão do sucateamento da primeira instância”, disse Eliana, que ressaltou a carência de recursos para contratar servidores. A estimativa é que faltam 792 magistrados no estado.

Cerca de 2% dos magistrados do estado de São Paulo são investigados por corrupção, principalmente por conluio entre os juízes e os advogados, disse a Eliana. Dez juízes foram afastados no último ano, dois por corrupção.

Questionada sobre o julgamento do mensalão, que acontece em Brasília desde a quinta-feira da semana passada, Eliana elogiou o trabalho dos ministros do Supremo Tribunal Federal. “O STF está deixando que as coisas fluam dentro do cronograma, sem procrastinação.”

(Tatiana Santiago, de São Paulo)

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2 Comentários

  1. joe dilaime

    -

    04/04/2013 às 2:01

    Cadeia para esses vagabundos.

  2. ulysses freire da paz jr.

    -

    23/08/2012 às 18:49

    “Iustitia per sese colenda est”

 

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