Paris - VEJA.com
Sexta-feira, 20 de Julho de 2007

9/7/2007 - 15/7/2007


Domingo, 15 de Julho de 2007
PARIS VELIB
'Nada se compara com o prazer simples do passeio de bicicleta.' - John F. Kennedy
| 19:18


Enquanto espocavam os tradicionais fogos de artifício do 14 de Julho, celebrando o aniversário da Queda da Bastilha (1789), começou uma revolução silenciosa em Paris. Vinte caminhões em 500 idas e vindas transportaram 10.648 bicicletas para 750 pontos da capital francesa onde serão alugadas como o mais novo tipo de transporte público, o primeiro individual. (Leia no arquivo os posts do dia 28 de Junho.)

Um estudo revelou que o parisiense gasta em média 30 minutos para ir de casa ao trabalho. A primeira meia hora do Velib --- o sistema de transporte público de bicicleta --- é gratuito. Portanto, se alguém escolher ir trabalhar de bicicleta não gastara um centavo, diminuirá o trânsito, o nível de ruído e a emissão de CO2. Bem, não chega a ser tão interessante quanto o Renangate nem as mil e uma teorias que explicam porque o Lula foi vaiado. Em todo caso, 15.000 mil franceses já fizeram assinaturas do serviço. Prevê-se que até o fim do ano eles serão 250.000 quando haverá 20.600 bicicletas públicas para alugar em 1.450 pontos da capital. Trata-se do maior sistema público do mundo tendo a bicicleta como meio de locomoção.

As tarifas do Velib são as seguintes:

Os primeiros 30 minutos são gratuitos.
1 euro a partir da segunda meia hora
2 euros a partir da terceira meia hora
4 euros a partir da quarta meia hora e seguintes.

A idéia é que o usuário utilize a bicicleta para pequenos trajetos. Ele pega a bicicleta em um ponto e devolve em um outro, próximo ao seu destino. Em cada raio de 300 metros haverá um bicicletário com, no mínimo, uma dezena de unidades para alugar. O plano é que cada bicicleta seja alugada 10 vezes por dia.Pela internet o usuário pode saber quantas bicicletas estão disponíveis em cada bicicletário público no exato momento em que ele consulta um site, atualizado em permanência.

O preço das assinaturas:

1 dia : 1 euro
1 semana: 5 euros
1 ano: 29 euros

Cidades européias com sistemas de bicletas públicas:

Bruxelas : 250 bicicletas
Oslo : 300 bicicletas
Viena: 800 bicicletas
Barcelona 1.500 bicicletas
Sevilha: 2.500 bicicletas

Na Alemanha, as cidades de Berlim, Frankfurt, Colônia, Munique e Sttugart têm sistemas de transporte público de bicicletas. Na França, em Lyon, Marselha, Bordeaux e mais seis cidades também e outras estão em fase de estudo.

Quinta-feira, 12 de Julho de 2007
1. MONT-SAINT-MICHEL
A Maravilha voltará a ser uma ilha
| 16:50


Dezenas de escavadeiras mecânicas trabalham para realizar um velho sonho do escritor Victor Hugo. A tarefa colossal consiste em restabelecer a geografia de um rochedo de granito --- 900 metros de circunferência e 80 de altura - emerso das areias movediças do litoral normando, na França. O pedestal de uma cidadela medieval dominada por uma relíquia da arquitetura ocidental cristã, a abadia gótica La Merveille --- A Maravilha. A operação pretende transformar, novamente, o Mont-Saint-Michel em ilha. Uma obra faraônica prevista para terminar em 2012 na qual serão gastos 220 milhões de euros.

Considerado patrimônio da humanidade pela UNESCO, o Mont-Saint-Michel atrai 3,5 milhões de turistas anualmente pela extraordinária bezela e lugar de peregrinação para os devotos do Arcanjo. O monumento está desde o século XIX ligado a costa por uma estrada sustentada por um aterro. O contínuo acúmulo de sedimentos depositados pelo mar em torno do rochedo dificulta a circulação da água ameaçando o Mont-Saint-Michel tornar-se parte definitiva do continente em trinta anos.

Os holandeses travaram a maior batalha de sua história contra o mar. Eles cavaram canais, secaram pôlderes e ergueram diques para conter a água salgada que lhes conquistava território. Sem terra, seriam um povo de refugiados. O plano francês de restituir a insularidade ao Mont-Saint-Michel propõe justamente o contrário. Ou seja, eliminar os entraves para a invasão do oceano. O Mont-Saint-Michel ancorado em terra firme não representa risco nenhum para sua perenidade, mesmo assim, as autoridades francesas abriram os cofres públicos para evitar a fatalidade. Uma ação que causa espanto nos italianos, imersos há décadas na discussão da melhor defesa para Veneza contra o ímpeto do Mar Adriático.

A justificativa dos autores do projeto francês lembra as fotografias do Mont-Saint-Michel feitas em dia nebuloso, quando areia, mar e céu são um cinza só. Segundo eles, vai-se restabelecer a identidade histórica do lugar, o mistério da paisagem e contribuir para a espiritualidade do ambiente. François-Xavier de Beaulaincourt, mestre de obras da empreitada, prefere uma vertente mais modesta, 'Nos vamos consertar os estragos causados pela mão do homem', diz ele a VEJA.
3. MONT-SAINT-MICHEL
Um milhão de metros cúbicos de sedimentos
| 16:45


Pôlderes, aterro-estrada, estacionamento e sedimentos.

Situado no fundo de uma baia de 400 quilômetros quadrados, o Mont-Saint-Michel recebe a visita das águas do Atlântico duas vezes por dia num balé de marés altas e baixas cuja força, varia segundo o calendário lunar. Elas chegam com velocidade de um cavalo a galope depositando, anualmente, um milhão de metros cúbicos de sedimentos. Um fenômeno natural desde a época holocena, sete mil anos atrás. A contribuição humana para acelerar o processo de sedimentação, remonta do século XIX, quando os agricultores da região criaram 2.800 hectares de pôlderes. Para protegê-los e, sobretudo criar acesso fácil ao Mont-Saint-Michel, fez-se um aterro por onde passa uma estrada. Ele obstrui a livre circulação da água em volta do rochedo.

Nos anos sessenta, foi erguida uma barragem em frente ao Mont-Saint-Michel, na embocadura do rio Cuesnon. O obstáculo anulou a força fluvial que ajudava empurrar os sedimentos para o largo. Os sedimentos, ricos em calcário, servem de excelente adubo para vegetação. Ela cresce vigorosa enquanto suas raízes sugam a água do solo. Este cenário foi reproduzido de forma idêntica numa maquete do tamanho de uma piscina olímpica, em Grenoble. O modelo reduzido foi a submetido a uma bateria de simulações hidrosedimentares sob a observação de especialistas europeus. Como nunca houve uma obra igual, os efeitos na miniatura são a única garantia empírica das soluções propostas
3. MONT-SAINT-MICHEL
O jogo das marés
| 16:37


1. Vista geral do projeto. 2. A nova barragem do rio Cueson. 3. A passarela.

O projeto para restituir a característica marítima do Mont-Saint-Michel prevê destruir a barragem do rio Cuesnon e, no seu lugar, construir outra, capaz de permitir ao rio e ao mar, o comando de suas águas. Ela irá funcionar como portas de saloom nos filmes de caubói. O Cuesnon terá seu curso duplicado com leitos mais profundos além de um reservatório com capacidade de 900.000 metros cúbicos, cujo desenho reproduz uma impressão digital gigante. As mudanças querem aumentar o débito fluvial. Se caudaloso, o rio contribui ao jogo das marés, responsável pela expulsão dos sedimentos. Hoje, as ondas chegam fortes, mas retornam menos intensas. O aterro será substituído por uma moderna passarela sob pilotis - na maré alta, ela ficará submersa. Não mais será permitido ir de carro ao Mont-Saint-Michel. A zona de estacionamento para uma centena deles, aos pés do rochedo, dará lugar a uma rampa em declive, atraente a subida do mar. O acesso será feito por navettes para 130 passageiros --- trenzinhos especiais guiados por instrumentos óticos.
4. MONT-SAINT-MICHEL
Omelete
| 16:32


'Tudo isso é muito engenhoso, mas vai complicar a minha vida', diz a VEJA, o fazendeiro Jean-Paul Delaunay. Toda semana, ele transporta na sua caminhonete dois mil ovos frescos para restaurante La Mère Poulard, famoso por fazer as melhores omeletes do mundo. Delaunay diz: 'Victor Hugo queria ver Mont-Saint-Michel voltar a ser uma ilha. O escritor comparava o Mont com a Grande Pirâmide do Egito. Qual é o problema do rochedo ser cercado pela areia? Eu não tenho vocação para personagem do livro Os Miseráveis.'

Quarta-feira, 11 de Julho de 2007
A bíblia do cânabis | 13:57


Cânabis: jardim da erva

Show de bola. Depois de quinze anos de estudos, pesquisas, coletas de dados e com a contribuição de especialistas multidisciplinares, o Observatório Francês das Drogas e das Toxicomanias (OFDT) tornou público um relatório considerado a bíblia do cânabis. Não há trabalho de fôlego precedente sobre o tema com tamanha profundidade e minúcia, onde a ciência se entrelaça com o comportamento social. Isso porque o Observatório foi criado em 1993 com a missão de fornecer ferramentas para ação pública, informar e explicar a população. A maconha é a droga ilegal mais consumida na França, percebida pela maioria como tóxico de efeito anódino quando ela é a principal causa dos acidentes no trânsito. Cannabis, donnes essentielles --- Cânabis, dados essenciais --- realizado pelo OFDT é uma belo exemplo pelo qual o esforço de mapear a situação do consumo de drogas mostra-se bem mais útil que a energia gasta em discussões acaloradas sem o devido conhecimento científico. Força a admiração quando o dinheiro do contribuinte é empregado para produzir o saber de alto nível que pode guiar o estado na sua missão principal: servir o indivíduo. Aqui o Brasil -- onde debates de temas sérios dividem torcidas organizadas e boa parte da academia anda mais preocupada com a ideologia, cotas raciais, melhorias nos dormitórios e preço dos bandejões nas universidades --- pode tirar bom proveito.
2. A BÍBLIA DO CÂNABIS
A França lidera o consumo de maconha na Europa
| 13:50


O baseado.

A França tem 4 milhões de consumidores de maconha entre os quais 1,2 milhões fazem uso regular e 500.000 tem uma dependência cotidiana. É pouco? A população francesa é três vezes menor que a brasileira, o país é o principal produtor de vinhos do mundo e o consumo do cânabis empata com o do álcool. Mais da metade dos jovens com 17 anos declaram já ter fumado um baseado --- a escola é o principal lugar do primeiro contato. Os filhos de famílias com maior poder aquisitivo e com melhor nível escolar são os maiores consumidores, mas a dependência é mais forte entre os estudantes com baixo desempenho e os desempregados. Segundo os especialistas, a escolaridade não freia o consumo, mas 'autoriza' a experimentação e 'protege' contra a queda na dependência. Profissionais liberais, comerciantes e empregados de nível superior consomem mais do que operários e agricultores. Estima-se que 200.000 franceses plantam cânabis em casa como se fosse uma hortinha de alface para consumo próprio. Enquanto a curva de consumo do cigarro embicou para baixo, a da maconha segue firme e estável. O preço sim, caiu pela metade nos últimos 10 anos para chegar aos atuais 5 euros a grama da erva. Os consumidores gastam em média entre 80 a 150 euros por mês --- a maioria deles tem entre 15 e 24 anos. O mercado anual do cânhamo --- 83% da produção vem do Marrocos --- gera em torno de 832 milhões de euros. Em 2004, a policia francesa apreendeu 103 toneladas de maconha, situação que posiciona o país em segundo lugar no nível europeu, atrás apenas da Espanha, rota principal da produção africana para Europa e líder mundial das interceptações com 794 toneladas. O custo social da maconha é da ordem de 919 milhões de euros --- 0,6% do PIB --- onde 523 milhões são gastos pelo governo com repressão e 36,5 milhões para prevenção.
3. A BÍBLIA DO CÂNABIS
Hassassin e hippies
| 13:42


A etimologia do nome haxixe --- a resina extraída das folhas e das inflorescências do cânhamo --- está ligada à seita muçulmana xiita dos hassassin que quer dizer 'consumidores de haxixe.' Os hassasin deram também origem ao verbo assassinar. O autor François Géré conta no fenomenal Les Voluntaires de la Mort, L'arme do suicide --- Os Voluntários da Morte, A arma do suicídio --- que os hassassin agiam no século XI na Pérsia e Síria como fizeram os terroristas islâmicos, autores dos atentados às Torres Gêmeas e ao Pentágono, no 11 de Setembro de 2001, nos EUA. Eles infiltravam-se numa comunidade e primeiro, comportavam-se pacificamente até atacar de surpresa sem planejar fuga. Os hassasin inebriavam-se com o cânhamo antes de matar líderes sunitas e cruzados. O cânabis divide desde o século XIX, aqueles que o estudam evidenciando seus efeitos maléficos e os que experimentam e sentem-se reconfortados. O impulso do consumo no ocidente se deu durante o movimento que se opôs a guerra do Vietnã e abraçou o romântico ideal hyppie do paz e amor e de enfático rompimento com valores da sociedade tradicional. Deriva-se desse período um conflito de gerações no qual grosso modo, os mais velhos são contra e os jovens, favoráveis ao uso da maconha.
4. A BÍBLIA DO CÂNABIS
O consumo de maconha faz mal a saúde?
| 13:26


THC, o princípio ativo do cânabis.

A maconha é uma droga alucinógena e como tal, provoca disturbios no comportamento. Um individuo que dirige sob efeitos do cânabis ou embriagado representa um alto risco para si e terceiros. Fumar maconha pode gerar risco de dependência e tem certamente um impacto na saúde física e psicológica do indivíduo. Os efeitos tem relação com THC --- o tetrahidrocanabinol, princípio ativo do cânabis --- e as substâncias resultantes da sua combustão como o alcatrão. As conseqüências de um consumo crônico de maconha se aproximam dos quadros clínicos observados com o tabagismo: câncer, patologias cardio-cerebrovasculares, doenças respiratórias agudas e o mesmo impacto nas infecções e reprodução. O relatório da OFDT afirma que esta claramente demonstrado que o consumo de cânabis pode inaugurar distúrbios psiquiátricos ou agravar os pré-existentes. Embora provoque riscos para saúde, o cânabis é conhecido de longa data como tendo virtudes terapêuticas. Apesar de haver ainda controvérsias, há casos bem precisos onde o cânabis pode ter um tratamento eficiente. Por exemplo, no caso de pacientes que usam quimioterapia anticancerígena e contra a AIDS que sofrem de náuseas e vômitos. E também para tratar a anorexia de indivíduos em fim de vida e certas doenças neurológicas dolorosas (esclerose em placa, lesões na medula espinhal).

Terça-feira, 10 de Julho de 2007
MENSAGEM DO LEITOR
Tiago Veloso, de São José dos Campos - SP
| 07:54

Olá Antonio!

Li no seu blog o post sobre o discurso do Lula em Bruxelas, onde ele diz que os biocarburantes são a solução para substituir os combustíveis fósseis. Especialistas que tratam o assunto percebem uma crescente demanda por combustíveis. Tem se a impressão que ela terá que ser atendida a qualquer custo, doa a quem doer. Os recursos energéticos do planeta são finitos. Na marcha em que vamos, eles podem se esgotar em pouco de tempo. O petróleo, por exemplo, tem seus dias contados. O desafio maior para este século que começa é o de adequar a demanda de energia, seja ela na forma de combustíveis ou na forma de energia elétrica, aos recursos disponíveis em todo o planeta. Se não soubermos ou não aprendermos a fazer isto, vai faltar energia em um futuro próximo. É realmente necessário estimular o aumento do consumo de combustíveis como se faz hoje? A pressão de consumo é muito grande. As montadoras de veículos e a indústria de combustíveis têm interesse em incentivar o aumento do consumo e da venda de veículos. Nós queremos ter ao menos um carro para nossas necessidades e garantir o nosso sagrado direito de ir a vir, mas a que custo? Precisamos repensar o nosso modelo arcaico de queima de energia para evitar grandes carências energéticas futuras.

De São José dos Campos - SP, um abraço,

Tiago Veloso
Engenheiro, professor

RESPOSTA:

Caro Tiago,

Obrigado pela mensagem.

Permita-me acrescentar: o desafio é também criar novas energias. Assim como a criação de riqueza, a energia carbura o progresso. O objetivo é fazer que maior número de indivíduos possa viver melhor hoje do que ontem. Não é necessário que a equação seja zerada sempre. Ou seja, só pode haver crescimento igual aos recursos energéticos existentes. Evidentemente, a criação de energia e seu consumo devem respeitar o homem e o meio ambiente.

Contribua sempre, os leitores são novas energias que enriquecem essa coluna interativa. Nós apreciamos muito a colaboração.

De Paris, um abraço.

Antonio Ribeiro


Segunda-feira, 09 de Julho de 2007
SETE MARAVILHAS
El Mundo espanhol está bravo
| 13:18


La Alhambra, em Grenada, Espanha

O jornal espanhol El Mundo que tem o maior site de notícias em castelhano da internet --- 318.340.034 páginas visitadas/dia --- publica um editorial hoje, no qual vê farsa a escolha das novas sete maravilhas. 'Resultado bastante difícil de entender, o monumental Cristo do Rio de Janeiro entrou na nessa lista, enquanto a Acrópolis de Atenas e La Alhambra foram excluídos. Mas a explicação é bem simples: a eleição foi feita por votos através da Internet e telefones celulares. O Brasil tem 188 milhões de habitantes, portanto havia um potencial de eleitores muito superior a Espanha e Grécia,' escreve o editorialista do Mundo. A baixo a íntegra do editorial:

LA ALHAMBRA NO DEBIO JUGAR A ESO

Muchos españoles se sintieron ayer profundamente decepcionados al conocer el desenlace del macroconcurso para elegir las siete nuevas maravillas del mundo. La Alhambra de Granada quedó fuera de esas siete joyas universales del arte y la cultura; a saber: la Gran Muralla china, la ciudad de Petra, el Cristo del Corcovado, el Machu Picchu, Chichén Itzá, el Coliseo de Roma y el Taj Mahal. Resultado bastante difícil de entender que el monumental Cristo de Río de Janeiro haya entrado a formar parte de esa lista, mientras la Acrópolis de Atenas o La Alhambra quedan excluidas. Pero la explicación es bien simple: la elección se ha hecho por votos a través de Internet y teléfonos móviles. Brasil tiene 188 millones de habitantes, por lo que existía un potencial de votantes muy superior al de España o Grecia. Y no hablemos ya de China. Fue la Unesco la primera en desmarcarse de este concurso organizado por el aventurero suizo Bernard Weber, aviador y productor de documentales. Una fundación creada por Weber ha sido la organizadora de este evento, que culminó el pasado sábado en Lisboa con un gran espectáculo. Según los datos facilitados por Weber, han votado cien millones de personas de los cinco continentes, lo que no está nada mal. Pero ello no garantiza la objetividad de la elección, marcada sin duda por las simpatías nacionales. El concurso organizado por Weber ha resultado, en primer lugar, un gran negocio porque su fundación ha obtenido ingresos por los mensajes telefónicos, por los derechos de televisión de la gala, por la explotación publicitaria del evento y por otros conceptos.Lo que ha hecho Weber no es divulgar estas grandes maravillas artísticas del mundo sino sacar provecho de ellas desde el punto de vista económico. Lo que resulta increíble es que ayuntamientos e instituciones públicas se hayan prestado a participar en esta farsa a escala global. Tras él éxito comercial de este concurso, es seguro que dentro de muy poco se organizarán otros para elegir las siete bellezas naturales del mundo o los once mejores jugadores de fútbol de la historia. El negocio está asegurado porque el público está ávido de este tipo de espectáculos, que se basan en las posibilidades de participación que ofrecen Internet y las nuevas tecnologías. Todo es, sin embargo, un puro espejismo creado por un genio del marketing que se debe estar riendo del mundo a estas horas.
MENSAGEM DO LEITOR
Raquel Zomer, de Madri
| 10:26


Dom Quixote
Olá Antonio,

Gosto muito do seu blog. Vejo seus artigos com fotos maravilhosas da França, da Europa e fico pensando se as pessoas no Brasil se dão conta de tudo o que estão privados de ter? Na minha opinião, não tem por falta de vontade e incompetência política. Outro dia li sobre o plano para o planeta do presidente Lula, assunto que foi primeira página do jornal Libération. Lembrei de uma reportagem que descrevia as condições de trabalho nos canaviais. É esse o plano que o presidente tem orgulho em fazer propaganda? Plano para o planeta? Sinto vergonha de tê-lo como presidente do meu país. Pena que o mundo não saiba realmente como é o Brasil. E como o país está tomado pela corrupção. Como são seus políticos. A maioria deles não é o que parece.

Mando um abraço, de Madri,

Raquel Zomer


RESPOSTA:

Olé! Raquel.

Obrigado pela leitura e envio da mensagem.

De Paris, um abraço

Por Antonio Ribeiro - 15:59  

Publicidade

COPYRIGHT ©
Editora Abril S.A.

Todos os direitos
reservados