 Sexta-feira, 29 de Junho de 2007
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PAULO COELHO Ver para crer | 09:17
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O calor e o frio não parecem obedecer mais o ciclo das estações. Os rumores de que o retumbante sucesso editorial, O Alquimista, de Paulo Coelho, será transformado em filme, é dos mais recorrentes desde 2003, quando os direitos cinematográficos foram comprados pela Warner Brothers. Esta semana, a revista Variety e o semanário Hollywood Reporter anunciaram que o ator Laurence Fishburne ---- conhecido pelo papel de Morpheus na trilogia "Matrix" --- e a produtora independente A-Mark Entertainment compraram os direitos de adaptação para o cinema do romance brasileiro mais vendido em todos os tempos --- 45 milhões de exemplares. 'Já desisti de acompanhar os boatos, esse deve ser o centésimo, só acredito quando ver o filme', disse a VEJA, o escritor Paulo Coelho.
Em contrapartida, Coelho acaba de saber que a editora indiana Banalata, publicou a sexagésima sexta tradução da história do jovem pastor espanhol em busca de um tesouro escondido nas pirâmides do Egito, encontra iluminação espiritual, escrita por ele, em 1987. Dessa vez, O Alquimista foi traduzido para o assamês. 'Nunca ouvi falar desse idioma,' diz Coelho. Trata-se de uma língua indo-européia do ramo indo-ariano falada em Assã, nordeste da Índia, uma das 13 línguas oficiais do país e escrita no alfabeto bengali. Se Coelho ainda não tinha escutado falar no assamês, ele diz escutar 'vozes', algumas delas na língua dos felinos. Durante reportagem de capa para VEJA, o escritor foi entrevistado no jardim de sua casa aos pés dos Pirineus quando alguém o chamou: 'Paulo.' Como não havia nenhum humano em casa além dele, perguntou-se de quem era a 'voz'? Coelho respondeu que era do gato. O certo é que a história tornou-se grande motivo de diversão, freqüente como os boatos sobre o filme e prazerosa como as novas traduções do Alquimista.
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 Quinta-feira, 28 de Junho de 2007
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PARIS - VELIB' 371 quilómetros de ciclovias | 21:13
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 No detalhe: um ponto de aluguel de bicicletas |
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PARIS - VELIB' A revolução em duas rodas | 20:00
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 As bicicletas públicas são feitas de aço por medida de segurança. Cada uma pesa 26 quilos. Têm três marchas, cestinho, lanterna traseira que acende nas paradas e antifurto. Elas são da elegante cor cinza camundongo, tom predominante no urbanismo de Paris. |
Em 1972, durante uma estupenda reportagem para VEJA sobre a China, José Roberto Guzzo, notou que os passarinhos eram mais velozes do que os poucos ônibus que circulavam pelo país. Naquela época, o meio de transporte do chinês era a bicicleta --- havia quase tantas quanto o número de indivíduos capazes de pedalar em equilíbrio sob duas rodas. Devido ao espetacular crescimento econômico da China nos últimos 25 anos --- o maior show da Terra --- o que se vê muito nas ruas agora são motoristas, em novíssimos carros particulares, buzinando e bradando para os ciclistas saírem do caminho porque eles querem chegar mais rápido. De certa forma, a cena é uma alegoria de um país enclausurado no atraso do comunismo durante décadas que depois de embarcar no capitalismo, não quer mais pisar no freio. Pois muito bem, a partir do dia 15 de julho, Paris vai colocar para funcionar um sistema que, se não lembra Pequim dos tempos em que Guzzo lá esteve, mas no que respeita as bicicletas, vai pelo mesmo caminho. E estamos falando de uma metrópole com uma das mais densas e eficientes redes de transportes públicos do planeta --- não há um só ponto na Paris intramuros que fique a menos de 100 metros de uma estação de metro ou ônibus.
Até o fim de 2007, a prefeitura da capital francesa vai instalar 1.450 pontos para alugar 20.600 bicicletas. Ou seja, cinco vezes mais do que as 297 estações de metro. O usuário retira a bicicleta em um ponto e a devolve em um outro, próximo ao seu destino. A operação é possível por assinatura mensal, anual ou mediante a apresentação da carta magnética dos transportes públicos. O aluguel também pode ser pago com cartão de crédito nos caixas automáticos que produzem um um cartão para liberar as bicicletas das travas. O sistema de bicicletas públicas chama-se Velib'. Já existe em Paris, uma malha de 371 quilómetros de ciclovias. Segundo um estudo da prefeitura, para fazer o trajeto de bicicleta entre a Place du Chatelet, no centro de Paris, até a Place de Italie, no sul da cidade, leva-se 25 minutos, exatamente, o mesmo tempo gasto pelo metrô. De carro, o percurso é feito em 45 minutos, nas horas de grande circulação. Paris é relativamente plana com apenas um grande relevo, Montmartre, o pedestal da Catedral do Sacre Coeur. Bem, há outro, a colina de Sainte Genevieve, onde estão enterrados os Grandes da Pátria, o Pantheon, mas a inclinação é amena, pela avaliação de um ciclista de fim de semana.
Para o usuário de transportes coletivos em boa condição física --- e com mais de 14 anos, segundo o regulamento do Velib' ---, a bicicleta pública tem conveniência de não ser um serviço intermitente como o ônibus e o metro. No entanto, choveu em Paris 111 dias por ano, em media, nos últimos trinta anos, um inconveniente natural e aumento do risco de acidentes. Pierre Toulouse, secretário-geral da Associação dos Ciclistas Parisienses, diz: 'No trânsito, o perigo vem da surpresa. Um pedestre em uma auto-estrada é um perigo por se trata de presença inesperada. Quanto mais bicicletas nas ruas, mais os motoristas se habituam e assim, cai o risco.' A cidade francesa de Lyon já tem um sistema de bicicletas públicas, lá enquanto a circulação em duas rodas a pedaladas aumentou em 50%, o numero de acidentes permaneceu estável. Em Lyon, desde 2005, os número de ciclistas quadruplicou. Evitou-se a emissão de 3.600 toneladas de CO2 pelos 20 milhões de quilômetros percorridos de bicicleta. Ou seja, 50 vezes a distância da Terra a Lua em 'vôo de passarinho' --- expressão francesa que significa 'em linha reta.'
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O Congresso brasileiro é o mais caro da Europa | 07:28
O orçamento anual do poder legislativo federal --- 594 parlamentares --- de 6.068.072.181 reais é nove vezes superior que seu equivalente espanhol que tem 609 parlamentares. Segundo um relatório divulgado pela ONG Transparência Brasil, um deputado brasileiro custa para o contribuinte seis vezes mais do que um eleito da Câmara dos Comuns, na Grã-Bretanha, ou seja, 10.215.609, 73 reais por ano. Um senador cujo desempenho normal está, atualmente, emperrado pela circo promovido por colegas no Comitê de Ética, obriga o brasileiro tirar quarto vezes mais dinheiro do bolso para remunerá-lo do que os europeus. Evidentemente, não estão contabilizados os bônus da Gautama, de Zuleido Veras.
Relação do custo do legislativo em relação ao PIB per capita:
1.Brasil -0,18% 2.Itália - 0,11% 3.França - 0,06% 4.Alemanha - 0,04% 5.Portugal - 0,05% 6.Reino Unido - 0,03% 7.Espanha - 0,02%
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 Quarta-feira, 27 de Junho de 2007
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TONY BLAIR Brasília, aqui Londres | 15:11
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 Big, Ben, aplausos |
Era pouco antes do meio dia no horário do Observatório Real de Greenwich. O ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair sentiu a mesma ansiedade para prestar contas do seu governo ao Parlamento --- tradição das quartas-feiras no reino --- pela a última vez como fosse a primeira, uma década antes. Foi um momento histórico pela despedida do mais jovem primeiro-ministro britânico a assumir o poder em quase duzentos anos --- e reganha-lo no voto duas vezes sucessivas. Foi extraordinário pelo caráter quase ordinário da sessão, onde se evocou com naturalidade as enchentes em Wales, Midlands e no norte da ilha. Confirmou-se a regra pela exceção do encerramento, a ovação de todos os parlamentares, de pé, à Blair, gesto que fez o momento de uma raridade pela qual nem os mais velhos lembram ter acontecido antes.
O jovem David Cameron, líder do Partido Conservador e do Shadow Cabinet --- gabinete de sombra --- felicitou Blair pelas notáveis realizações a frente do governo e do Partido Trabalhista. O jovem rival desejou sucesso ao primeiro-ministro e aos familiares. Brejeiro, Blair retribui as palavras generosas, manifestando os melhores votos a Cameron e família, mas concedeu que não lhe desejava sucesso político. Um colega dos trabalhistas, admirador de Hugo Chavez, se levantou para dizer que não iria falar sobre América Latina. Blair aproveitou a deixa para cutucar: 'Socialismo é para muitos não para poucos.' A Câmara dos Comuns se deliciou com cada tirada de Blair. Era todo o contrario do que se vê no Senado brasileiro. A tradição do Parlamento inglês mostra que o humor refinado estimula o debate de questões sérias enquanto a aparência de seriedade não camufla a piada primária.
'Eu quero dizer que Blair me tratou com grande cortesia,' disse o Ian Paisley, líder irlandês do Partido Unionista Democrático. 'O povo da Irlanda do Norte sentia-se como ele, tempestuoso, mas fizemos progressos." E referindo-se a nomeação de Blair como mediador do Quarteto da Paz no Oriente Médio, o reverendo Paisley completou: 'Agora que ele está entrando numa outra tarefa colossal, espero que aconteça o mesmo que ocorreu na Irlanda do Norte.' Blair não deixou de abordar a sua Dardanelles --- batalha naval da Primeira Guerra onde os aliados foram derrotados pelo Império Otomano, e que os adversários políticos sempre imputaram responsabilidade no então Primeiro Lorde do Almirantado, Sir Winston Churchill. Sobre aos soldados ingleses no Iraque, Blair disse: 'Sinto muito pelos perigos que eles enfrentam. Alguns acham que eles o fazem em vão. Eu não acho e nunca pensarei assim. Seja lá o que vocês acharem das minhas decisões, os soldados britânicos são os mais corajosos e os melhores.'
Tal qual o buquê final de uma oratória que lembra, nas ocasiões de grande inspiração, o espocar de fogos de artifício, Blair disse: ' Eu nunca tive a pretensão de ser um grande paralamentar. Sempre senti uma apreensão antes dessas sessões, nesse medo há respeito. Política ainda é a arena na qual o coração bate mais rápido. Igual a velhacaria, trapaça e impostura, é o lugar de grandes causas. Desejo o bem de todos vocês, amigos ou adversários. E é isso. Fim."
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 Terça-feira, 26 de Junho de 2007
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TONY BLAIR Goodbye Hello | 18:17
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 Blair deixa o 10 Downing Street, em Londres |
Surpresa não deveria haver com a indicação do novo mediador do Quarteto (ONU, União Européia, Estados Unidos e Rússia) para a paz entre israelenses e palestinos. Ele será Tony Blair, o primeiro-ministro britânico que amanhã, depois de uma década, renuncia ao posto para que assuma o principal esteio do seu governo e rival no Partido Trabalhista, o ministro das Finanças, Gordon Brown. Blair é um transgressor de tabus e ideologias. Ele pegou um partido arcaico, considerado sem a menor chance de governar depois de quatro derrotas sucessivas e o converteu no mais moderno partido socialista do mundo, o New Labor. Ganhou as eleições em 1997 e hoje, quem parece não ter chances eleitorais é justamente o adversário, o Partido Conservador.
Blair, um socialista de formação, seguiu a cartilha liberal da primeira-ministra conservadora Margaret Thatcher fazendo a economia inglesa crescer mais do que a média da zona do euro --- não há um socialista inglês depois de Blair que duvide da economia de mercado como o melhor meio de produzir riqueza e distribuí-la para o maior número de beneficiados. Blair criou o salário mínimo no reino e o aumentou em 40% desde 1999. Investiu em educação, saúde e transportes públicos mais do que qualquer dos seus predecessores. Ele diminuiu a criminalidade, tirando os bandidos das ruas e abarrotando as penitenciárias. A taxa de desemprego baixou em dez anos de 7% para 5% da população ativa. Neste mesmo período ela aumentou na França, Alemanha e Itália.
Mas quais são suas credenciais para tentar resolver a pendenga entre israelenses e palestinos? A década do blarismo está associada com a solução pacífica do conflito secular da Irlanda do Norte, entre anglicanos como Blair e católicos como sua esposa Cherie. O carismático Tony Blair é sobretudo um pragmático, crente em missões messiânicas e dono de uma rara capacidade persuasão. Ele acredita profundamente nas suas idéias. Sua convicção foi tamanha na ventura da guerra no Iraque que cometeu seu maior erro, o imperdoável: mentiu para os ingleses. Adicionando ofensa a injuria, aliou-se com George W. Bush, sujeito que representa para meio mundo, a mão do diabo na Terra. Este é o maior combustível de Blair para, nem tanto resolver o conflito no Oriente Médio, mas ir a forra contra sua biografia. Olhe a volta, veja se há alguém com tanta disposição. Isso não é pouco.
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CORRUPÇÃO Chirac será convocado pela Justiça | 15:01
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O ex-presidente da França, Jacques Chirac, será convocado para prestar depoimento, antes do dia 15 de setembro, no processo de empregos fictícios da Prefeitura de Paris. A prática ilegal aconteceu entre 1988 a 1995, quando Chirac era prefeito da capital francesa. A informação foi confirmada hoje, pelo advogado de Chirac, Maître Jean Veil. O processo de 15 volumes e mais de 30.000 páginas foi aberto em 1996 pelo juiz Patrick Desmure. Em 2002, o juiz Alain Philibeaux abriu um inquérito para investigar especificamente as atividades do ex-presidente. Chirac sempre recusou as convocações dos juizes por estar protegido pela imunidade presidencial que terminou no dia 16 de junho. Nesse mesmo processo, o ex-primeiro-ministro Alain Juppé, aliado político de Chirac, foi condenado a ilegibilidade política e a cargos públicos por um período de um ano. Chirac devera ser convocado também em um outro processo sobre nomeações de encarregados de missões do gabinete do prefeito de Paris. Vinte pessoas, sobretudo, membros do RPR, antigo partido de Chirac, estão sendo processados por uso indevido do erário municipal.
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GALERIA DOS ESPELHOS O Senado de Renan é uma monarquia absolutista barata: governa por ele mesmo | 13:10
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 Restauração: O rei governa por ele mesmo |
A restauração da Galeria dos Espelhos do Palácio de Versalhes colocou em evidência um postulado apagado pelos efeitos do tempo e em desuso pela prática da democracia: O rei governa por ele mesmo. Os franceses gastaram 12 milhões de euros na operação, ou seja, 30 milhões de reais. É um pouco mais do que pagou a Hines por um prédio moderno com mais de 20 andares da Light, na Praia do Flamengo, no Rio de Janeiro. Prevê-se que 3 milhões de visitantes, por ano, poderão ver o resultado. O custo/benefício é altíssimo se comparado com a restauração promovida pelo Comitê de Ética do Senado. Os senhores senadores em troca de conversa para boi dormir, fizeram muito mais: trouxeram de volta a prática de governar por eles mesmos, sem prestar contas. Um espetáculo para 189 milhões de brasileiros.
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 Segunda-feira, 25 de Junho de 2007
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FRANÇA Espelhos dos tempos | 11:42
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Nenhum símbolo do fasto francês --- e do egocentrismo das monarquias absolutistas --- é tão eloqüente quanto o Palácio de Versalhes. O versalhes de Versalhes, ou a extravagância máxima da grandeza, se encontra na Galeria dos Espelhos. Trata-se de um salão de 700 metros quadrados, revestido de mármore e com 357 espelhos que reproduzem as 17 arcadas das janelas com vista para o suntuoso jardim. O teto de 10,50 metros de altura que estampa em afrescos do século XVII a história de Louis XIV --- o Rei Sol que dizia pertencer a linhagem divina e ser o estado --- rivaliza em esplendor com a Capela Sistina, no Vaticano. Visitada anualmente por 3 milhões de pessoas, a Galeria dos Espelhos foi reinaugurada hoje, depois de três anos de uma restauração que custou de 12 milhões de euros.
A restauração trouxe de volta o brilho antigo e foi além, revelou detalhes nunca vistos antes. É o caso do afresco Decisão de entrar em guerra contra os holandeses (1671). O rei está enquadrado por Minerva que lhe mostra os infortúnios da guerra e também por Marte que lhe expõe a glória que ela pode gerar. Portanto, o rei decidiu com conhecimento de causa. Atrás de Louis XIV, a Justiça indica que o monarca está tomando uma decisão adequada. 'Nós descobrimos que em um primeiro instante, o pintor Charles Le Brun colocou um cetro na mão da figura feminina que representa a Justiça. Isso dava a impressão que o rei estava sujeito a ela. Na versão final, o artista apagou a insígnia de comando', diz o conservador Nicolas Milovanovic.
Jacques Chirac, ex-presidente da França, apagou pela imunidade presidencial a ação da Justiça que suspeita de sua conduta durante os 18 anos que foi prefeito de Paris. Maître Jean Veil, advogado de Chirac, confirmou que os juizes do Tribunal de Grande Instância querem inquirir o presidente. O primeiro ministro François Fillon, simultaneamente, declarou que o Chirac agora é um cidadão sujeito a Justiça como qualquer outro. Os processos em andamento nos quais os juizes querem que Chirac deponha são:
- Suspeita de financiamentos ocultos de campanhas eleitorais de políticos do RPR, antigo partido de Chirac
- Suspeita de uso ilegal de dinheiro público para serviços privados na gráfica da prefeitura.
- Criação de 40 empregos fictícios na Prefeitura Paris para políticos do RPR. As nomeações foram feitas pelo gabinete do prefeito Chirac.
- Suspeita de que jardineiros da prefeitura prestaram serviços em residências privadas de políticos aliados de Chirac.
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