 Domingo, 27 de Maio de 2007
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USP: os melhores perderam a convicção, e os piores estão cheios de apaixonada certeza | 19:16
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 Março de 2006: a polícia francesa devolve a Sorbonne a todos. |
Observar o Brasil de longe é uma experiência edificante. A 9.000 quilômetros de distância não se distingue a anatomia das tanajuras nem a rugosidade dos troncos das árvores. Mas o contorno da floresta, seu relevo e o essencial não escapam: a clareza é indecente. Sob qualquer ponto de vista a ocupação da reitoria da Universidade de São Paulo (USP) por uma minoria - menos de 4% de sua população flutuante - é uma tragicomédia. A relevância e o sério que o assunto tem sido tratado provoca a falsa impressão de que se está diante da complexidade de uma Crise dos Mísseis, quando o mundo esteve no precipício da guerra nuclear. Se fosse caso, o lado do blefe está ganhando a pendenga dessa vez. O que nos faz tratar desse tema é a sugestão de que as autoridades paulistas deveriam agir como fez o então ministro do Interior da França, Nicolas Sarkozy, quando a Sorbonne foi ocupada, em março de 2006. Não há a menor chance de que isso aconteça. Não há nem arremedo de um Sarkozy no Brasil. Isso porque para chegar a esse patamar seria preciso apropriar-se de um estado de espírito que o mais corajoso dos políticos brasileiros ainda está anos-luz do ponto de partida. Ele significa pela ordem: priorizar a ação pública pelo respeito à lei, confrontar o proselitismo de que o estado de direito é o escudo de uma classe, não da sociedade como um todo e defender suas idéias sem complexo. No Brasil isso quer dizer, entre outras coisas, que a quartelada de 1964 não é mãe do pensamento liberal e que ele é sim o mais positivo da sociedade do ocidente. O seu oposto no Brasil é uma espécie de barroco tardio, o estilo que fez o esplendor das igrejas mineiras do século XVII, mas que já tinha acabado muito antes no seu lugar de origem. Melhor dizendo, esses ideários depois de se aposentarem do hemisfério norte vão tomar sol nos trópicos. Por exemplo, o comunismo e 1968, o ano que no calendário de alguns continua rodando. Há um traço comum em boa parte da classe política brasileira. Ele se evidencia desde a reação do presidente Lula com o roubo do bens da Petrobrás na Bolívia até o discurso coorporativo do senador Pedro Simon no que diz respeito às denúncias de corrupção do seu colega Renan Calheiros. Se entre os dois há um vasto universo, no primeiro caso, o presidente tentou persuadir a idéia da sua excelência como negociador. No segundo, o senador vendeu muito barato a cautela de um político experimentado. Em ambos os casos tratou-se de uma lorota da pior qualidade. O nome disso é medo. Seria prudente economizar tanta verborragia. Qual é a perspectiva de uma negociação com a minoria que invadiu a reitoria da USP? Diálogo se faz necessário quando as partes têm um diferente a ser resolvido, mas que esteja no âmbito legal. Ele pode ser promissor quando as partes têm por principio comer com garfo e faca. O caso da USP é apropriação indevida do espaço público. Esse é o ponto de partida da questão. Autonomia universitária é apenas a bola da vez de uma agenda da indigência mental. Amanhã será outra coisa. Deveria ter havido, sim, um ultimato curto para a saída dos ocupantes. A essa altura, a minoria já ultrapassou em muito o limite do tolerável por uma sociedade civilizada. Ela deve ser desalojada de uma instituição responsável pela transmissão do saber sustentada pelos impostos do contribuinte: ontem. A USP pertence aos paulistas, ela é refém de um grupo bem arregimentado e pouco representativo. No ano passado, 700 universitários - eles são 10.000 - invadiram a Sorbonne. Lá armaram barricadas com cadeiras, mesas e até computadores contra a iniciativa do governo francês de criar o Contrato Primeiro Emprego. Isso aconteceu trinta e seis anos depois do movimento estudantil de Maio 68, quando a universidade foi ocupada e se encetou uma crise só terminada para valer depois que o general De Gaulle deixou o poder. Da última vez, a ocupação não durou 72 horas. No dia 11 de Março, a tropa de choque da policia francesa desalojou os 200 ocupantes. Quem queria estudar pôde ir para a sala de aula. Quem preferiu se manifestar, teve o que lhe era de direito: a rua. As autoridades paulistas não parecem preparadas para isso nem se preparam. A estratégia é empurrar a situação, morosamente, com a barriga. Entre o desejo de alguns universitários de estudar sem poder e a comodidade da rendição do estado para evitar o risco político, tem-se preferido à segunda opção. Os críticos mais contundentes da ocupação temem que pôr fim à crise como determina a justiça possa fabricar mártires. Outros acham que a ação da policia será uma boa imagem para programa de horário eleitoral contra o governador José Serra. Sarkozy, em situação análoga, tomou a direção oposta. Foi esse tipo de atitude que o levou a se tornar o presidente da França. Evidentemente, o caminho do Palácio do Elysée é diferente daquele que termina no terceiro andar do Palácio do Planalto. No entanto, se chegam a ambos os lugares pela vontade da maioria. Quem tem pretensão de atravessar um oceano, deveria ao menos mostrar um pouco de determinação quando tem um riacho que lhe corta o caminho. |
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 Quinta-feira, 24 de Maio de 2007
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Viagra: mil e uma utilidades | 20:56
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A famosa pílula azul do laboratório Pfizer tem sido prescrita para homens com problemas de ereção. Seu poder terapêutico disseminou prazer para todos os sexos. Recentemente, jovens europeus adotaram o Viagra para combater ressacas de noitadas cujo divertimento não fica só em relações sexuais. Agora, o dr. Diego Golombeck e seus colegas da Universidad Nacional de Quilmes, em Buenos Aires, ainda que em laboratório e no universo restrito dos ratinhos hamster, demonstram a influência do remédio nas células cerebrais reguladoras do relógio biológico humano. Isso sugere a pílula azul como auxílio na reparação do jet lag, a desorientação mental provocada pela rápida mudança de fusos horários. Em particular, para quem viaja na direção do leste, no sentido contrário à rotação da Terra - quem vai do Brasil a Paris cruzando o Atlântico, por exemplo.
O processo de ereção é uma cascata de eventos cujo pontapé inicial se faz com o estímulo sexual. Ele desencadeia a produção de um mensageiro químico chamado Guanosin Monofosfato Cíclico, o GMP, e libera também a enzima fosfodiesterase, a PDE-5. As duas substâncias ficam em lados opostos de um cabo-de-guerra: o GMP estimula a ereção e a fosfodiesterase tenta interrompê-la. Em uma ereção normal, o GMP mantém-se soberano na disputa até o orgasmo. Etapa seguinte: a fosfodiesterase aumenta sua ação a ponto de conseguir destruir o GMP. O Citrato de Sildenafil - princípio ativo do Viagra - inibe a ação da PDE-5, bloqueando a degradação do GMP.
O GMP é uma ferramenta bioquímica de múltiplo uso. Ele age, por exemplo, nas células do núcleo supraquiasmático. Essas células servem de relógio interno do corpo humano. Algumas mantêm o ritmo natural de aproximadamente 24,5 horas - assim um indivíduo mantido no escuro irá gradualmente perder a sincronia com o dia. Outras células mantêm o ritmo natural pelo ciclo luz e escuro captado pela visão. Baseado nesse conhecimento, o dr. Golombeck e seus colegas resolveram ministrar doses de Viagra nos ratinhos. Se o GMP ajuda a mudar o ciclo cicardiano - período de um dia sobre o qual se baseia todo o ciclo biológico do corpo humano influenciado através da luz solar - uma determinada dose do remédio equivale a uma fatia de fuso horário.
Resumo da ópera e admitindo-se que os humanos reagem como hamsters: metade de uma pílula de Viagra fará bem para os viajantes masculinos do Brasil à Europa. Isso sem causar, digamos, certos efeitos colaterais de excitamento. As mulheres, talvez, poderão ir um pouco mais além.
AVISO AOS NAVEGANTES: O signatário não é médico nem está sugerindo tomar Viagra para chegar ao destino da viagem em ponto de bala.
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Kaká foi altruísta | 11:15
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Na posição de segundo atacante axial em auxílio a Inzaghi, Kaká foi a raiz de dois gols que levaram o AC Milan conquistar a Copa da Europa contra o Liverpool, na quarta-feira, em Atenas. Em uma aceleração no campo adversário aos 45 minutos, Kaká sofreu falta. Pirlo cobrou o tiro direto a 20,2 metros do gol adversário. A bola foi desviada, involuntariamente, pelo braço esquerdo de Inzaghi, pegou Reina, o goleiro do Liverpool, no contrapé e foi morrer no fundo do gol.
No octogésimo segundo minuto do jogo, a 26,4 metros do gol adversário, ligeiramente à direita, Kaká deu um passe, nas costas da defesa adversária, para Inzaghi. O atacante do Milan evitou a saída de Reina com um corte exterior. Inzaghi, com um toque do interior do pé direito, fez a bola passar entre o ventre do goleiro e o gramado para marcar o gol da vitória. Kaká percorreu durante a partida (e sobretudo na área amarela da ilustração) 10,220 quilômetros. A precisão deste relato só foi possível devido às 16 câmeras de alta definição que operaram na noite de quarta em Atenas. Através de um novo sistema, as câmeras enviam as informações para três computadores da UEFA que, por sua vez, calculam as trajetórias da bola e dos jogadores. A margem de erro é de 3%. |
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 Quarta-feira, 23 de Maio de 2007
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Nicolas Sarkozy: o retrato oficial | 08:21
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Paciente e sem nenhum vedetismo, Nicolas Sarkozy cumpriu mais um ritual republicano: posou para a feitura da fotografia oficial. O novo presidente da França, a exemplo dos seus predecessores Charles De Gaulle, Georges Pompidou e François Mitterrand, escolheu a estante de livros da biblioteca do Palácio do Elysée como fundo do seu portrait presidencial -- alegoria inspiradora do retrato de vários presidentes brasileiros. Segundo Philippe Warrin, fotografo da agência SIPA e autor da fotografia, Sarkozy manifestou o desejo de uma imagem 'clássica' ao lado da bandeira francesa. O fotógrafo, cuja folha corrida é recheada de imagens de celebridades do segundo escalão francês, sugeriu ao presidente adicionar a bandeira da União Européia na cena. O presidente topou. A atenção de quem olha a fotografia se divide entre o sujeito principal, vestido de um elegante terno escuro, e as cores vibrantes das bandeiras em um curioso conflito visual. Detalhe: nota-se no canto superior direito da fotografia uma parte da caixa de luz que serviu de iluminação principal. Isso acontece porque, na penumbra, é difícil de perceber pelo visor da câmera o tom negro que reveste os equipamentos de iluminação. Por que não retocam com fotoxópi? Porque deveriam? Documento histórico é documento histórico. Em um país de fortes tradições pictóricas, o retrato oficial tem todo um simbolismo. De acordo com especialistas na questão, os presidentes gostam de transmitir, pelo retrato oficial, não só como querem ser vistos, mas a marca que desejam imprimir nos seus mandatos -- o retrato ficará pendurado por cinco anos em 36.664 prefeituras da França, ministérios, repartições públicas, escolas e embaixadas pelo mundo afora. O ex-presidente Valery Giscard d'Estaing escolheu um dos mestres da fotografia, Jacques-Henri Lartigue, para fazer -- e não bater nem tirar -- um retrato 'moderno'. De fato, o retrato de Giscard é diferente da cena tradicional, mas não deixa de ser um dos mais banais da Quinta República, onde o busto do presidente está à frente da bandeira tricolor. Mitterrand se fez fotografar com os Ensaios de Montaigne a mão. O objetivo era transmitir naturalidade do 'erudito humanista': o presidente estaria lendo na biblioteca e, subitamente, sua atenção foi desviada pela presença do fotógrafo. A idéia foi melhor do que o resultado -- a fotografa Gisele Freund, 87 anos na época, fala que confrontou com 'exigências impossíveis de uma legião de palpiteiros palacianos'. Bettina Rheims fez um belo retrato de Jacques Chirac nos jardins do Palácio do Elysée. Junto à fotografia do general Charles De Gaulle, uma esplêndida imagem clássica feita em 1958 por Jean-Marie Marcel, são os retratos oficiais mais interessantes dos últimos presidentes franceses. |
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 Terça-feira, 22 de Maio de 2007
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Comércio internacional, a corrida contra o relógio | 11:50
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 Os países do norte continuam dominar as trocas comerciais no mundo |
Depois do final de junho, o governo de George Bush não poderá mais fechar nenhum acordo comercial sem o aval do Congresso americano, majoritariamente Democrata e conhecido pela manutenção das barreiras alfandegárias e subsídios agrícolas. Na semana passada, os negociadores de chamada Rodada de Doha -- tentativa de liberação do comércio internacional prevista para terminar em 2005 -- multiplicam encontros para fechar um acordo sobre os subsídios agrícolas. Os EUA propõem um teto no valor de 22,5 bilhões de dólares em subsídios por ano. Os países do G20, que inclui Brasil, Índia e China, não quer que eles ultrapassem 12 bilhões de dólares. Os paises da UE permanecem irredutíveis no que respeita os subsídios agrícolas e argumentam que não podem baixar suas tarifas de importação aos produtos agrícolas se os outros países não reverem o acesso ao mercado dos produtos industrializados. O G20 tenta aproximar-se da posição americana propondo um prazo de cinco anos para os EUA cumprirem a meta que a Organização Mundial do Comércio estabelece e um eventual aumento no teto dos subsídios. A estratégia do G20 é trazer os EUA para o seu campo e negociar em posição de força com a UE na reunião dia 19 de junho, em Paris. Entretanto, metade do governo chinês, que comanda a economia que mais cresce no mundo, está nos EUA, a maior economia mundial, para tentar algum tipo de acordo que amenize a fúria do Congresso democrata. A razão é simples: em 2006, a balança comercial entre os dois países foi 232 bilhões de dólares favorável à China. Os chineses prometeram aumentar em 30 bilhões de dólares a importação de produtos americanos. Os democratas avançam um novo pretexto para sua posição protecionista: melhorias nas legislação trabalhista chinesa. Uma década atrás, os membros do GATT, atual Organização Mundial do Comércio, decidiram que as leis trabalhistas não devem interferir em acordos de comércio internacional. Na segunda-feira, o primeiro-ministro britânico Tony Blair alertou para as consequencias do colapso nas negociações da Rodada de Doha: "O impacto será muito maior do que as pessoas pensam, um golpe no multilateralismo e sinal do reaparecimento do protecionismo.' No sábado dia 26 de maio, os lideres do G8 -- os sete paises mais ricos do mundo e Rússia -- farão um apelo para que se chegue a um acordo de livre comércio o quanto antes. |
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 Segunda-feira, 21 de Maio de 2007
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O aquecimento global ameaça suas soluções | 14:29
 Poucos animais como a baleia e o panda tiveram defesas tão contundentes pelo movimento ecológico desde os anos 70. Em contrapartida, devido a suspeita contra a radioatividade, a fissão nuclear nunca foi alternativa energética unânime. Neste particular, os franceses não são nenhuma exceção e têm mesmo um agravante. Numa expressão tipicamente francesa, as gigantescas usinas atômicas "atrapalham a paisagem" bucólica do país, orgulho dos seus 64 milhões de habitantes e apreciada pelos 75 milhões de visitantes anuais - França é o maior destino turístico do mundo. Ainda que o barulho contra as usinas nucleares seja grande, 58 reatores atômicos em 19 pontos da França trabalham em silêncio para produzir 80% do consumo elétrico - nenhum país depende tanto da energia nuclear. Diferente do carvão mineral e gás natural - os recursos hidroelétricos são limitados na França - as usinas atômicas não produzem dióxido de carbono, responsável pelo efeito de estufa e redução da camada de ozônio das calotas polares, os filtros solares da Terra. As usinas atômicas dependem de uma grande quantidade de água fresca para manter os reatores trabalhando em temperaturas seguras. A França usa anualmente, em média, 19 bilhões de metros cúbicos de água fresca - mais da metade dos seus recursos hidráulicos - para resfriar seus reatores. Com o aumento da temperatura dos rios e lagos, as usinas atômicas são obrigadas a diminuir o ritmo. Foi o que aconteceu no tórrido verão de 2003 - 14.000 idosos franceses morreram de calor. A França foi obrigada a comprar energia dos seus vizinhos A situação elevou o preço do megawatt /hora a 1.000 euros quando em períodos normais ele custa 95 euros. Sem poder repassar o custo para os consumidores, a estatal francesa EDF teve um prejuízo de 300 milhões de euros. Devido ao calor, a companhia energética alemã E.ON também foi obrigada a reduzir a operação das suas plantas nucleares durante meses. Antigamente, a situação não passava de uma semana. Na Inglaterra, o problema é menor porque as usinas são equipadas com uma nova geração de reatores e foram construídas a beira-mar. A China e a Índia estudam a possibilidade de fazer o mesmo, mas uma enorme quantidade de energia será perdida na transmissão da costa para lugares distantes no interior. Os militantes anti-nucleares acreditam que as usinas atômicas estão ajudando a piorar os efeitos do aquecimento global lançando grande quantidade de água quente nos rios e lagos, um risco para os peixes, plantas aquáticas e um aumento na evaporação da água. Nos EUA, onde 70% das usinas nucleares estão a beira de lagos e rios, um relatório do grupo Public Citzen informa o fechamento de uma usina no estado do Michigan e redução no ritmo de outras três, em Minnesota, Illinois e Pennsylvania. A usina nuclear de Clinton Lake da companhia Exelon que ocupa um espaço de 20 quilômetros quadrados depois de refrigerar seus reatores devolve a água 14 graus Celsius mais quente do que capta dele. |