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08/08/2012

às 6:03 \ Torre de Londres

Chegou a hora de jogar bem

Egito, Bielorússia, Nova Zelândia, Honduras e Coreia do Sul. Nenhum bicho-papão. Nenhuma grande força internacional. Aqui entre nós, a seleção brasileira de futebol tinha mesmo que vencê-los. E foi o que fez, marcando três gols em cada um deles. Não chegou, por enquanto, a dar uma exibição de fato brilhante e nem mesmo convincente. Exceto no encontro com os neo-zelandeses, que não têm qualquer intimidade com a bola redonda – seu negócio é a oval, do rúgbi –, o time enfrentou dificuldades, às vezes mais, às vezes menos, e passou por alguns assustadores, inesperados momentos de sufoco.

Foi o que se viu no final da primeira partida, no início da segunda, durante boa parte do jogo das quartas-de-final e na meia hora inicial da semifinal diante dos sul-coreanos. Em termos de resultados, porém, conseguiu até agora alcançar o objetivo a que se propunha: veio vindo, veio vindo, deu sustos, tomou cinco gols, quase todos evitáveis, mas enfim se credenciou para disputar a medalha de ouro em Wembley.

Reconheça-se que não é pouca coisa e, mesmo para quem é pentacampeão mundial e o maior colecionador de glórias nos gramados do planeta, ir a uma finalíssima não acontece todos os dias. Para não recuar muito no tempo, basta lembrar que, na nossa história olímpica, a última decisão ocorreu em Seul, há longos 24 anos. Na Copa do Mundo, há dez. Depois disso, a seleção caiu logo no segundo mata-mata. Nos Jogos Olímpicos, após a medalha de prata de 1988, perdida para os russos, duas vezes não se classificou e em três ocasiões foi alijada da luta antes da hora.

Em termos práticos, no entanto, a verdade é que para ser campeão em competições curtas e intensas, como a Copa e a Olimpíada, basta jogar bem – ou melhor, vencer – duas ou três partidas importantes, como sempre observou o técnico Carlos Alberto Parreira. O treinador Mano Menezes adota mais ou menos esse pragmatismo. “Não é porque você esteja sendo dominado que deve perder”, ele afirmou após a vitória de 3 a 0 contra a Coreia do Sul em Manchester. “É o que sempre digo para os jogadores.”

A questão é que em Londres o Brasil terá pela frente o México, que vem preparando sua equipe para os Jogos Olímpicos desde o Pan-Americano do ano passado. Não é um simples participante, ao contrário dos nossos cinco adversários anteriores. Trata-se de um rival respeitável. O sábado promete grandes emoções. Vamos torcer juntos.

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3 Comentários

  1. flavio

    -

    08/08/2012 às 9:26

    O mano já disse que o Mexico foi a seleção que melhor se preparou para as Olimpiadas. Já esta começando a dar satisfação se por acaso o
    Brasil perder. Ve-se claramente que o Brasil não tem tatica nenhuma.Nesse aspecto é pior que qualquer seleção que esteve na Olimpiada. Então o mano deveria apreender com o Tite e deixar de se achar o rei da cocada preta pois esta muito longe disso.

  2. Ana

    -

    08/08/2012 às 8:57

    Uma pergunta que não quer calar: SE O ANÃO DE JARDIM, LUCAS DO SP, foi vendido por 43 MILHÕES DE EUROS?? QUANTO VALE O PASSE DE LEANDRO DAMIÃO?? Lucas não serve para engraxar as CHUTEIRAS DE LEANDRO DAMIÃO.

  3. clebes vaz

    -

    08/08/2012 às 7:22

    Meu Deus quanta crítica ao Brasil. “Chegou a hora de jogar” não está vendo os resultados? Tomara que o Brasil continue sem jogar desse jeito. Quero o Brasil ficar sem jogar desse jeito e ganhar a copa 2014.

 

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