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usain bolt

08/08/2012

às 18:22 \ O Brasileiro do Dia

Um abismo de velocidade

Assistir às eliminatórias das provas de velocidade no atletismo é constatar em um enorme abismo entre os corredores jamaicanos e os demais. Usain Bolt, atual campeão da prova, e Yohan Blake, o amigo/rival do campeão olímpico, passam pela linha de chegada com o freio de mão completamente puxado. Chega a beirar falta de educação a vantagem que esses atletas frente aos demais. Nesta quarta-feira, não foi diferente. Os dois dominaram suas baterias. Mas foi um dia diferente foi para o Brasil. Tivemos dois velocistas disputando raia com os jamaicanos. Embora tenham ficado bem atrás nas duas baterias semifinais, a participação de Bruno Lins e Aldemir Gomes já uma evolução. Em Pequim, apenas Sandro Viana disputou as eliminatórias da prova, sem sequer ter se classificado às semis.

Em Londres, tanto Bruno quanto Aldemir foram muito bem em suas baterias iniciais. Ficaram atrás apenas de Bolt e Blake. Tanto é que os brasileiros largaram na raia 5, logo ao lado dos dois jamaicanos. Mas foi só no balizamento que os atletas ficaram lado a lado dos melhores do mundo. Logo na passagem pelos primeiros 100 metros, era nítida a diferença. Bruno, que correu ao lado de Blake, ficou em sexto na sua bateria, com o tempo de 20,55 segundos (o jamaicano marcou 20,01). Aldemir, que disputou a semifinal com Bolt, ficou uma posição acima do outro brasileiro, mas com um tempo pior: 20,63 segundos (Bolt fez 20,18). O melhor tempo de um brasileiro em 2012 é de Bruno, com a marca de 20,32 segundos.

Mesmo se repetisse sua melhor performance aqui em Londres, Bruno não conseguiria se classificar – o último corredor que passou a final, o equatoriano Alex Quiñonez, percorreu os 200 metros em 20,37 segundos. Na sexta-feira, os brasileiros voltam a pista em Londres, dessa vez pelas eliminatórias do revezamento 4×100. O Brasil tem o sexto melhor time do mundo. Esperemos que o conjunto brasileiros se inspirem com os medalhistas de prata em Sydney e consigam uma vaga na final. Chegar na frente dos jamaicanos, porém, só na próxima encarnação.

21/06/2012

às 9:21 \ Diário Olímpico

Comitê de Londres faz seu próprio leilão

Há exatamente um mês, quando começaram a aparecer em sites de comércio eletrônico alguns exemplares da tocha olímpica, os portadores que os colocaram à venda foram criticados por parte da imprensa britânica. Ao tentar lucrar com a venda dos objetos, eles estariam maculando o espírito olímpico.

Na ocasião, o comitê organizador de Londres (LOCOG) limitou-se a dizer que a maioria das pessoas deveria guardar suas tochas, mas que em último caso elas têm o poder de decidir o que fazer com os objetos. Uma porta-voz do comitê afirmou que esperava que as tochas e uniformes de portadores, também colocados à venda, “encontrassem bons lares”.

Ontem, o LOCOG comprovou que, de seu ponto de vista, não há mal algum em que se negociem objetos ligados aos Jogos. O comitê lançou seu próprio site oficial de leilões, no qual estão à venda tochas olímpicas e fotos autografadas por ex-atletas, como Sebastian Coe, Steve Redgrave e Nadia Comaneci.

Até o momento, o item mais cobiçado é a tocha carregada por David Beckham, que recebeu oferta de 4950 libras (15000 reais). Bolas de tênis usadas em Wimbledon e até o bastão que será carregado por Usain Bolt no revezamento 4x100m também serão colocados à venda. Segundo o comitê, o dinheiro arrecadado servirá para ajudar a cobrir os custos para sediar os Jogos.

24/04/2012

às 14:28 \ As estrelas de 2012, Diário Olímpico

As estrelas de 2012: Usain Bolt

Foram necessários 41 passos a chegada, mas alguns a menos para assombrar o mundo. Na raia 4 da pista do atletismo do Ninho do Pássaro, em 2008, o jamaicano Usain Bolt quebrou o recorde mundial dos 100 metros rasos, com 9.69s. Uma marca ainda mais espantosa quando se nota que Bolt largou mal, diminuiu o ritmo no fim e cruzou a linha de chegada batendo a mão direita no peito. E se tivesse mantido o passo até o fim, em quanto tempo correria?

A resposta veio no ano seguinte, no Mundial de Atletismo de Berlim. Bolt quebrou seu próprio recorde com a marca de 9.58s.

Aos 25 anos e com três ouros olímpicos – em 2008 também venceu os 200 metros rasos e o revezamento 4 x 100 com seus compatriotas -, Bolt chega a Londres com o status de estrela maior dos Jogos Olímpicos. Ele nunca alcançará o recorde de medalhas de Michael Phelps, pelo número limitado de provas que disputa, mas ter vencido de forma tão épica – e irreverente – a prova mais nobre das Olimpíadas o colocou entre os grandes mitos do esporte.

Em Londres 2012, Bolt terá a chance de defender suas três medalhas de ouro – competirá novamente nos 100m, 200m e revezamento 4 x100m. Mas para alguns, o jamaicano corre sério risco de perder o título de homem mais rápido do mundo para um de seus compatriotas. O site do jornal norte-americano USA Today se arriscou a fazer uma projeção dos medalhistas em cada modalidade dos Jogos. Para os 100 metros rasos, a previsão do jornal é que Bolt termine com o bronze: a prata seria de Asafa Powell, e o ouro de Yohan Blake.

O palpite parece ousado, mas tem fundamento. As projeções são feitas com base em resultados recentes, e eles de fato apontam Blake como uma ameaça ao reinado de Bolt. O jamaicano de 22 anos é o atual campeão mundial dos 100 metros rasos, com a marca de 9.92s, conquistada no ano passado em Daegu, Coreia do Sul. Na ocasião, Usain Bolt havia sido desqualificado da final por haver queimado a largada (veja o vídeo abaixo).

A marca de Blake ainda parece distante do recorde mundial, mas muito se questiona se o próprio Bolt pode voltar à sua melhor forma. Em 2010 ele perdeu metade da temporada por causa de uma lesão nas costas e dores no tendão de aquiles. Neste ano, desistiu de participar de algumas competições sem revelar o motivo – o que deu margem a especulações sobre uma nova lesão.

A hipótese de que Bolt não estaria hoje no mesmo nível de seus competidores não deve servir para descredenciá-lo. Afinal, em 2008 ele já provou que é capaz de se recuperar em grande estilo de uma má largada.

Este post estreia uma nova seção do blog VEJA nas Olimpíadas. A partir de agora, todas as terças-feiras, você terá aqui informações sobre os atletas que devem brilhar nos Jogos Olímpicos de 2012.

29/03/2012

às 8:28 \ Diário Olímpico

Entre Comaneci e Phelps, uma baldeação

Para quem desembarcar em Londres pelo aeroporto de Heathrow e quiser chegar ao Parque Olímpico, a maneira mais fácil é utilizar o metrô: basta utilizar a linha Remo, Vela e Canoagem até a estação Jonny Weissmuler, trocar pela linha Esportes Aquáticos e descer na estação Michael Phelps.

Muitos visitantes chegarão à cidade de trem, pela estação Nadia Comaneci: de lá, basta tomar a linha Atletismo e fazer uma baldeação na estação Carl Lewis.

Para celebrar a chegada da Olimpíada, o sistema de metrô londrino rebatizou suas linhas e estações com nomes de atletas que se consagraram nos Jogos.

Mas não se trata de uma mudança de fato – o que evidentemente tornaria o sistema caótico: o mapa com as lendas olímpicas é apenas um produto à venda na loja da Transport for London (empresa responsável pelo transporte público na capital).

Em 2010, para celebrar o BFI London Film Festival, a empresa já havia feito um mapa que rebatizava o sistema com nomes de filmes e séries de TV – quase todos com cenas gravadas nos arredores das respectivas estações.

O mapa olímpico, que pode ser visualizado neste arquivo, contempla atletas como Emil Zatopek (West Ham), Roger Federer (Old Street), Ferenc Puskas (Wembley Central), Chris Hoy (North Greenwich), Lionel Messi (Paddington), Usain Bolt (Victoria), Nadia Comaneci (King’s Cross St Pancras), Carl Lewis (Liverpool Street) e Michael Phelps (Stratford).

Os brasileiros estão representados por Marta (Regent’s Park), Torben Grael (Holoway Road) e Robert Scheidt (Arsenal).

15/03/2012

às 15:16 \ Diário Olímpico

A duquesa e o hóquei

Se na semana passada o príncipe Harry venceu o velocista Usain Bolt em um desafio na Jamaica (ou quase isso), hoje foi a vez de sua cunhada, Kate Middleton, mostrar seu talento para o esporte. Em visita ao Parque Olímpico, a duquesa de Cambridge jogou hóquei sobre a grama com membros das seleções masculina e feminina britânicas.

Embora Kate tenha precisado de algumas tentativas para marcar um gol, seu desempenho foi elogiado pelos atletas. A camaradagem tem seu fundamento: a duquesa foi capitã da equipe de hóquei de sua escola. Kate e seu marido, o príncipe William, são embaixadores do Team GB – a equipe olímpica da Grã-Bretanha.

Entre os dias 2 e 6 de maio será disputado um torneio internacional que servirá como evento-teste para as quadras de hóquei do Parque Olímpico, que chamam a atenção pela cor azul da grama sintética. As seleções de hóquei britânicas ocupam o quarto lugar nos respectivos rankings mundiais, e são tidas como esperança de medalha para os donos da casa.

07/03/2012

às 9:53 \ Diário Olímpico

Não tão rápido, Bolt

O reinado de Usain Bolt nas pistas de atletismo está definitivamente ameaçado. A poucos meses dos Jogos de Londres, o recordista e atual campeão olímpico dos 100 e 200 metros rasos encontrou um adversário de sangue real, capaz de desafiá-lo. Ou quase isso.

Em visita à Jamaica, o príncipe Harry participou de um evento na pista de atletismo da University of West Indies, onde treina o homem mais rápido do mundo. Com o carisma que herdou da mãe Diana (e que parece faltar ao restante da família real), Harry desafiou Bolt para uma corrida de 30 metros.

Para surpresa do jamaicano, Harry trapaceou: queimou a largada e cruzou a linha de chegada sorridente, sem o menor pudor. O príncipe posou para fotos fazendo o gesto característico de Bolt e concedeu entrevistas que não faziam parte do protocolo. E, ao ser desafiado para uma revanche nos Jogos de 2012, respondeu ao jamaicano que estará muito ocupado. Abaixo, confira o vídeo da vitória de Harry.

 

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