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misha

08/08/2012

às 13:33 \ Um Conto de Duas Cidades

Mascotes em extinção

Sediar a Olimpíada logo após Londres não será uma tarefa fácil para o Rio de Janeiro. A lembrança de tudo o que tem funcionado bem na capital inglesa fará constante sombra à organização carioca, que em muitos casos não terá como concorrer com os londrinos.

Mas há um aspecto em que o Rio de Janeiro pode superar os britânicos com facilidade: a mascote das Olimpiadas. Londres é, na minha opinião, uma das edições dos Jogoscom as mascotes mais insossas de todos os tempos: Wenlock, para os Jogos Olímpicos e Mandeville para os Paralímpicos. Ambos são animações definidas pela organização como “gotas de aço que possuem uma câmera como olho”. Não me surpreende que a procura por visitas das mascotes em escolas britânicas tenha sido baixa.

Na verdade, foram poucas as mascotes ao longo da história que de fato tiveram algum destaque. A primeira Olimpíada a contar com mascotes foi a de Cidade do México 1968 – uma pomba e um jaguar que sequer ganharam nomes. A mais bem-sucedidas nesse critério foi Moscou 1980, com seu ursinho Misha. Animal símbolo da União Soviética, ele teve participações marcantes nas cerimônias de abertura e encerramento, quando um mosaico o fez chorar ao fim dos Jogos.

A ultima mascote a experimentar certa fama foi o cãozinho desenhado em estilo cubista Cobi, de Barcelona 1992, que ganhou até seu próprio desenho animado. Em Atlanta 1996, a mascote foi uma forma abstrata chamada Izzy, e desde Sidney 2000, todas as cidades-sede decidiram ter múltiplas mascotes – em Pequim 2008 foram cinco. Alguém se lembra o nome de algum deles? Acho improvável.

A mascote olímpica do Rio 2016 ainda não foi escolhida, mas já existe campanha para que seja um macaco da espécie muriqui, que esta ameaçada de extinção – o que me parece uma boa escolha. A decisao pode parecer algo secundário perto de outras prioridades das quais a organização tem que dar conta, mas uma boa mascote pode garantir que os Jogos tenham maior apelo junto as crianças e ajudem a criar uma memória positiva do evento. O Rio 2016 poderá ser lembrado como a Olimpíada que salvou as mascotes da extinção.

 

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