10/08/2012
às 7:24 \ Um Conto de Duas CidadesOs Jogos e as redes
![]()
Há tempos havia a expectativa de que os Jogos de Londres 2012 fossem os primeiros em que as mídias sociais desempenhassem um papel importante. Não que elas não existissem em Atenas 2004 ou Pequim 2008, mas seguramente ainda não tinham o mesmo alcance e relevância.
A previsão se cumpriu, como era de se esperar. Em Londres 2012 as mídias sociais têm ocupado uma espaço importante do noticiário, muitas vezes pautando outros veículos de comunicação. Na semana que antecedeu a cerimônia de abertura, um usuário relatou ter passado por um protesto de taxistas próximo à Tower Bridge. Em alguns minutos, equipes de TV foram deslocadas até o local.
Ainda antes do início dos jogos, a atleta Voula Papachristou foi excluída dos Jogos pelo Comitê Olímpico Grego por ter feito uma piada de conotação racista. O pedido de desculpas veio tarde demais.
Na primeira semana de competições, quando o britânico Tom Daley e seu parceiro ficaram em quarto lugar no salto sincronizado, um usuário fez um comentário de mau gosto sobre a pai do atleta, que morreu no ano passado. Não demorou para que ele fosse identificado.
Os exemplos são inúmeros, e nem é preciso ir tão longe. A judoca brasileira Rafaela Silva discutiu com usuários que a ofenderam após sua desqualificação. Há também quem atribua o mau desempenho de Diego Hypólito ao fato de que ele estaria dedicando tempo demais às redes sociais.
A grande ironia é que o Comitê Olímpico Internacional (COI) tem feito esforços para limitar ao máximo as interações entre atletas e usuários. Há regras explícitas que proíbem a publicação de fotos e vídeos por parte de voluntários e até da torcida, mas é praticamente impossível manter o controle sobre tamanha produção de conteúdo.
A Rio-2016 será mais bem sucedida se entender que o desafio não será desenvolver estratégias mais eficientes para conter o uso das redes sociais, e sim pensar em estratégias para usá-las a favor dos Jogos.
Tags: coi, facebook, olimpíada de londres 2012, olimpíada do rio de janeiro 2016, rafaela silva, redes sociais, tom daley, twitter











