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Hormônios em homens idosos

segunda-feira, 11 de maio de 2009 | 7:19

A produção do hormônio masculino – Testosterona – diminui com a idade. Estudos conduzidos em milhares de homens saudáveis indicam que a partir dos 40 anos existe declínio do nível de hormônio masculino. Por exemplo, na faixa dos 20 anos o nível médio de Testosterona Total seria ao redor de 500-600 ng/mL e aos 40 anos de 400 ng/mL. À medida que as décadas vão passando, o nível de Testosterona Total permanece na faixa dos 300 – 400 ng/mL. Mas o fenômeno que se observa é que o nível da Testosterona chamada LIVRE, isto é, que já “desceu” do ônibus e está "solta" para executar suas funções, é o que mais declina com a idade.

Explicando melhor: a Testosterona Total pode estar normal, mas o nível de Testosterona Livre (que é a forma ativa do hormônio) pode estar baixo. Portanto em homens acima dos 40 – 50 anos devem sempre solicitar que o laboratório nos forneça ambos os valores: Testosterona Total e Testosterona Livre, para avaliarmos se vale a pena introduzir terapêutica com hormônio masculino.

Níveis de Testosterona e qualidade de vida

Em homens acima dos 60 anos ocorre, com frequência, a queda de Testosterona Livre. Tal fato se acompanha de consequências não de todo desejáveis como declínio da capacidade cognitiva, isto é, de aprendizado de novos conhecimentos, de raciocínio mais apurado, de realizar rapidamente decisões importantes com os fatos que lhe são apresentados. Sabe-se também que o declínio da Testosterona Livre no idoso leva a perda da massa muscular. O músculo torna-se menos volumoso e perde o seu vigor de concentração, e velocidade de resposta ao estímulo.

No exame do músculo nota-se várias alterações microscópicas das fibras musculares indicando uma discreta degenerescência. Por outro lado, o declínio da Testosterona Livre conduz à saída do cálcio do sistema esquelético tornando o osso mais frágil e sujeito a fraturas. Existe, também, aumento de quedas involuntárias durante o andar. Muitos idosos, com baixo nível de Testosterona Livre apresentam anemia, que poderá ser corrigida com terapêutica hormonal. Em resumo: a queda da Testosterona Livre reduz a vitalidade do homem idoso bem como sua qualidade de vida.

O sexo e a queda da Testosterona Livre

A queda da Testosterona Livre leva, com frequência, à diminuição do desejo sexual (queda da libido). Em questionários distribuídos a milhares de idosos 39% deles indicaram, como queixa principal, o decréscimo da libido e motivação sexual muito diminuída.

Existe, no entanto, muito debate e ampla controvérsia sobre a associação da libido diminuída e existência de disfunção erétil. Alguns trabalhos indicam que ambos fenômenos são concomitantes, enquanto outros pesquisadores afirmam que são fenômenos independentes. De qualquer forma não existindo contra indicação formal (por exemplo, câncer de próstata) o consenso é que o idoso pode e deve ser tratado da sua deficiência hormonal.

Várias modalidades de tratamento com Testosterona existem no mercado internacional: adesivos cutâneos com o hormônio que "penetra" por via transdermica; Testosterona em forma de gel, que é friccionada na pele.  Mais comumente é utilizada a Testosterona injetável de longa ação (3-4 meses). Esta última preparação é a mais conveniente (e relativamente mais cara), mas requer apenas uma injeção a cada 3-4 meses. A qualidade de vida e a vitalidade do idoso, além da melhora cognitiva e sexual, são consequências desta terapia hormonal.

    15 comentários em “Hormônios em homens idosos”

    1. Cristiana Garcia Cabreira disse:

      Achei de muito mau gosto o título desta matéria: Hormônios em homens idosos. Pois pelo que me consta homens a partir de 40 anos estão longe de serem idosos. Portanto não vejo o porque usar uma palavra desta em uma chamada, quando o desejo de quem a escreve deve ser sensibilizar os homens desta faixa etária a ter cuidados.

    2. Ana disse:

      Concordo com a Cristina. A palavra idoso deveria ser evitada. Tem uma conotação pejorativa. Vocês jornalistas, redatores, escritores em geral, deveriam utilizar a criatividade que Deus lhe deu e usar um termo melhor. Fora isso, gostei de entender o porque que as pessoas tendem a cair com o passar do tempo.

    3. Alfredo Jose de Faria Gonçalves disse:

      Bobagem. Um homem que está preocupado com todas as perdas de qualidade de vida relacionadas no excelente artigo não está nem aí para termos “pejorativos”. Preferimos o mundo real, senhoras. Palavras edulcoradas nada resolvem.

    4. Alfredo Jose de Faria Gonçalves disse:

      Juntando os dois últimos artigos: faço tratamento com a Finasterida, não sentí alteração da libido, mas devido à minha idade, fiquei interessado na reposição de testosterona, caso haja indicação médica. Minha pergunta é: haveria problemas de interação entre os dois medicamentos ?

    5. ana Bulhoes disse:

      Interessante esse enfoque. Fala-se muito da queda hormonal nas mulheres após os 45 anos e todas as consequências que isso acarreta. Parabéns por tratar da questão no chamado sexo forte- o homem. Interessante desmistificar que so as mulheres “esfriam”, e isso é usado como desculpa para “ciscar” no quintal do vizinho.

    6. Vânia disse:

      Achei engraçado as leitoras que não gostaram do termo “idoso” aplicado por Dr. Geraldo Medeiros.O que será que elas achariam se ele utilizase a palavra “velho”? rsrs

    7. gracaearte disse:

      Acho que vou procurar um endocrinobjLuiz

    8. Marla disse:

      O termo “idoso ” está correto. Depois de certa idade, pra que se preocupar em ser “vigoroso” de novo?(sexualmente falando)Não adianta procurar recursos pra querer ser um rapazinho de novo, que jamais será a mesma coisa.Melhor é se divertir e viver bem o lhe resta de vida.

    9. marina disse:

      hormonios masculinos…..

    10. Evaristo disse:

      Título apropriado a partir da constatação de que é a idade o parâmetro à observação de variações de taxas hormonais em homens. Parabéns pela matéria, bastante informativa.

    11. Jorge disse:

      Acho ótimo que exista artigos exclarecedores tal qual esse, apresentado pelo Dr. Geraldo. Até concordo com a Sra. Cristina Garcia em relação ao Título do artigo, poderia ser outro, mas e daí, o que é ser idoso? Quem convencionou? Conheço idosos e idosas de 25 anos e jovens de 60 anos.
      Quanto a Dna. Maria ou deve ser uma Jovem ou uma Senhora sem experiências pra ter falado tal absurdo. Mas deixando de lados as opiniões, a matéria esta de parabéns.

    12. Ademar disse:

      Otimo o artigo e como o Jorge achei muito esclarecedor, só não concordo com o comentário infeliz da Dna Maria, sendo assim me enti no diretito de comentar:
      Tenho 41 anos sou triatleta e já fiz duas provas de Endurance(Ironman de Florianópolis – 3,9km de natação, 180km de bike e 42,195 de corrida). Participam dessas provas muitos jovens de 40, 50, 60 e 70 anos, os quais que completam esse desafio levando seu físico extremo.
      Portanto Dna Maria, acredito que a senhora foi muito infeliz no seu comentário, porque a maioria dessas pessoas não é mais um “rapazinho” como a Sra assim denominou, mas possuem energia que faria muitos jovens de 25 ficarem sem fôlego.

    13. marcos boni disse:

      olha pessoal aqui vai a solução para todas as pessoas acima dos 35anos que querem ter uma vida saudável. MODULÇÃO HORMONAL BIOIDÊNTICA DR. ÍTALO RACHID (ENTREVISTA COM Marília Gabriela e tbm com Ana Maria Braga – pesquisa no google). boa sorte e uma vida saudável para todos!

    14. Roberto Antunes Fleck disse:

      De uma maneira geral, os artigos científicos exibem uma linguagem empolada, engravatada, denunciando a vaidade e a suposta erudição de seus autores. O leitor, que não é experto, sim com “O”, mesmo, que é a palavra correta em Português, acaba afundando na incompreensão das informações. O artigo do doutor Geraldo quebra esse lamentável paradigma. Ele ensina em Português, compreensível a qualquer um de nós, mortais. Parabéns, portanto, a ele, também pela riqueza de dados, claramente argumentados. Fica uma sugestão para médicos, engenheiros, arquitetos, advogados, administradores, agrônomos e todos os profissionais com curso universitário: deem a um jornalista a tarefa de elaborar o texto de seus artigos. Revisem-no, depois de escrito, para garantir o rigor da ciência, mas concedam-lhe a liberdade de dizer o que precisa ser enunciado com as palavras que um cidadão, bem humilde, no assento do ônibus, assimile, sem ser obrigado a lê-lo com o apoio de um dicionário daquela profissão. Todos nós, o povo, sairemos ganhando. E a ciência deixará, aos poucos, de ser um castelo acessível a uma minoria, elitista e distanciada da realidade. Democracia também é isso. Evolução humana e social passa por aí.

    15. teizisisrane disse:

      olha meus queridos adorei a materia em todos os comentario mas fico com o comentario do roberto ffecho roberto tudo q nos leitor precisarmos parabens sem dicionario

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