
A palavra ‘bócio’ indica o aumento do volume da glândula tireoide, situada na face anterior do pescoço, logo abaixo do ‘pomo-de-Adão’, ou seja, a cartilagem tireoide. O bócio pode se iniciar por uma carência nutricional, infelizmente, ainda comum em vários países: a falta crônica de iodo na alimentação, na água, nos vegetais e animais de várias regiões do globo. Por exemplo, boa parte das antigas repúblicas socialistas da União Soviética, agora independentes, deixaram de ter um programa nacional de distribuição de iodo a todos os habitantes dos respectivos países. Assim a Ucrânia, Casaquistão, etc., hoje apresentam falta de iodo na alimentação usual. Outros países da antiga Cortina de Ferro, da região Balcânica (Albânia, Croácia, Macedônia, Romênia, etc) ainda apresentam áreas com falta de iodo para as populações.
Na África vários países não se organizaram para este grave problema de saúde pública e estão sob carência de iodo. Em 2007 cerca de 2 bilhões de habitantes da terra estavam sob falta de iodo nutricional. Nestas condições a tireoide aumenta de tamanho e com o passar dos anos formam-se nódulos constituindo o que se denomina de Bócio Multinodular. Por outro lado, mesmo em áreas onde existe iodo, algumas pessoas podem formar nódulos na tireoide por causas genéticas. Isto porque sabemos que o Bócio Multinodular pode ser de origem genética, ocorrendo nos avós, nos pais, nos filhos e netos. Seja por falta de iodo ou por herança genética o Bócio Multinodular é uma das afecções mais comuns da glândula tireoide. Mesmo após a correção da carência crônica de iodo com o uso diário de sal iodado (obrigatório no Brasil para toda a população desde 1995), os indivíduos com mais de 50-60 anos que viveram por muitos anos sob carência de iodo podem ter nódulos na tireoide.
O diagnóstico do Bócio Multinodular
A simples inspeção da região cervical anterior já indica um volume aumentado, com a presença de nódulos. O exame ecográfico, isto é, pela ultrassonografia, permite visualizar e classificar estes nódulos. O exame pelo ultrassom é capaz de nos informar a possibilidade de haver um nódulo com características de malignidade. Sabemos, todavia, que esta possibilidade seria de cerca de 10% ou menor. Isto quer dizer que mais de 90% dos Bócios Multinodulares são benignos.
Tratamento não cirúrgico do Bócio Multinodular
Durante vários anos, a cirurgia desta tireoide aumentada de volume (bócio) foi considerada como a terapêutica mais indicada embora de custo elevado e possibilidade de haver algumas consequências na fase pós-cirúrgica. Todavia muitos pacientes com Bócio Multinodular são idosos e apresentam outras moléstias (cardíacas, renais, hipertensão, diabetes) que, possivelmente, aumentam o risco cirúrgico. Por outro lado, muitos pacientes não querem se submeter à cirurgia.
Há cerca de 20 anos, em alguns países europeus, se iniciou o tratamento do Bócio Multinodular com iodo radioativo. O tratamento apresentou ótimo resultado. No entanto as doses de radioiodo utilizadas eram elevadas com radiação total do corpo muito além do que se poderia desejar. Além disso, o paciente teria que ficar internado por três dias em hospital.
Mais recentemente, desde 2001, iniciou-se uma nova modalidade de tratamento. Precedendo a dose de radioiodo (relativamente baixa, de 30 milicuries), o paciente recebe duas injeções, em dois dias consecutivos, de um hormônio estimulador da tireoide (TSH). Com este estímulo todos os nódulos do bócio recebem e absorvem o iodo radioativo. A radiação passa a exercer o seu efeito imediatamente e após seis meses nota-se redução do volume do bócio de 30-40%.
Ao fim de um ano do tratamento o volume da tireoide já é 60% menor do que o inicial. Após quatro anos o volume da tireoide, praticamente, deverá estar dentro do normal. O custo deste tratamento é bem inferior ao da cirurgia, o) paciente não precisa ficar internado, não há efeitos colaterais graves, exceto a possibilidade de haver hipotireoidismo.
Tal terapêutica não cirúrgica é bem tolerada e pode ser aplicada em idosos com outras co-morbidades, tem custo relativamente baixo e não necessita de internação. Essa modalidade de tratamento talvez seja a que melhor se indica para países de grande massa populacional, que não possuem cirurgiões especializados em número suficiente para operar as centenas e milhares de pacientes com Bócio Multinodular.
Por Geraldo Medeiros







olá!!!! tenho 27 anos e ha 05 anos tenho bócio muldinodular,trato pelo sus e meu médico nunca pediu ou disse algo a respeito de punção.Meus nódulos estão do tamanho; direito5,3cm esquerdo 14cm o que me sugere que faço? estou preocupada
DR.GERALDO PRECISO DESSE TRATAMENTO, TENHO 3 NODULOS O MEU HORMONIO NÃO APRESENTA A DOENÇA, NÃO QUERO OPERAR, COMO POSSO ENTRAR ENCONTATO COM VOCE ME DAR O TELEFONE DO SEU CONSUTORIO SOU DO RIO DE JANEIRO.
Olá!
Bocio adenomatoso é o mesmo que bocio multinodular? Tenho bocio adenomatoso e gostaria de saber qual o melhor tratamento. Será necessário cirurgia?
Obrigada
Rosa Baroli
Minha mãe tem nódulos multinodular há 4 anos vem fazendo acompanhamento de 6/6 meses e nesse período vem diminuido. Mas quando fez essa ultima 11/2009 teve um aumento. A 4 anos atrás foi feito 2 punções - cintinografia e a médica falou que era só acompanhar. Pode um nódulo benigno se transformar em maligno?
Aguardo resposta.
Deste já olbrigada
Preciso de tratamento pra bocio coloide, pois não quero ser cirurgiada, por favor peço orientação.Já sinto dores, rouquidão, dificuldade para engolir e estou muito nervosa com isso.Foi realizado PAF do nódulo maior e sem característica de malignidade Faço uso de syntroide 75mg.Obrigada.
tenho 51 anos, fiz a ultrason e deu bócio multinoular o lobo esquerdo tem um nodulo de 2.0 cm ( o maior) e deu ausência de linfadenomegalia regional.
Será que vou precisar operar em função desse nodulo?
Obrigado
preciso entender o que está acontecendo comigo fiz um exame que diágnesticou um Bócio multinodular estou preocupada pois na minha familia a vários casos de câncer estou com medo o lombo direito mede o volume de 8,9cm o esquerdo mede o volume de11,2cm o que isso significa por favor espero que leia e me explique o significa obrigada
oooooooo
Fiz punção de um nódulo da tireoide, tenho vários e este que foi análisado tinha pouco mais de um cm. Deu resultado compativel com lesão folicular celular. Minha médica quer operar, mas eu não quero. Tenho medo da cirurgia, pois tenho pressão alta, problemas cardíaco e problemas nos ossos que foram diagnosticados como osteoporose. Sinto voz rouca, tontura quando deito e também algumas dores. Quero saber se posso esperar e não fazer a cirurgia agora. Faço tratamento com plantas da floresta. Minha médica receitou remédio para hipotireoidismo, pois tenho isso também, mas só tomei por três dias, pois me atacou o coração.
No exame mais recente de ultrassonografia da tireóide acusou seis nódulos, sendo feito punção e constatado benignidade e diagnosticada como bócio multinodular. Faz dois anos que estou sem tratamento. Os nódulos me encomodam bastante, até na hora de engolir e doem muito.O que devo fazer.
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Prezado Dr.
Tenho 41 anos. Descobri em Setembro/2009 que tenho BÓCIO NODULAR. Na mesma data, Set/2009, meu T4 = 0,98 ng/dl e, em Maio/2008, meu T3 = 131 ng/dl. Não sei porque não me pediram o T3 em Set/2009, devo realizar novos T3 e T4? O que indicam dos resultados que lhe apresento? tenho deficiencia séria de iodo? Que exame deveria realizar para conhecer esta deficiência?
Estou deveras preocupada com o tema acima porque estou tentando engravidar. Que consequências esta deficiência teria nos bebês? (estou tentando uma gravidês gemelar, IVF)
Gostaria de mencionar ainda que em Maio/2008 realizei um US na tireóide que deu normal. E em Set/2009 outro US da tireóide identificou um nódulo sólido de 0,6×0,4×0,4cm que, segundo o laboratório é consistente com Bócio Nodular. Se em 1 ano passei de “nada” a um nódulo sólido o que posso esperar do futuro? Minha endocrinologista em São Paulo não comentou o assunto…
Grata pela atenção, Veronica