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Homo obesus

Obesidade, hormônios, nutrição e diabetes

Geraldo Medeiros

Médico endocrinologista Professor da USP | email: medeiros.dr@gmail.com

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Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

O que fazer com a criança que 'molha a cama'


O fato de crianças escolares entre 8 e 14 anos urinarem na cama durante a noite, de forma involuntária (enurese), é bem mais comum do que se julga. Em estudo conduzido nos Estados Unidos 20% dos escolares no (primeiro grau) apresentaram, ocasionalmente, enurese noturna. Uma minoria, ou seja, 4% dos escolares molham a cama mais de quatro vezes por semana. O fenômeno é muito mais comum em meninos do que em meninas (meninos 7 a 9%, meninas 3 a 6%). As causas que levam a criança à molhar a cama durante o sono podem ser originarias de distúrbios emocionais. É bem conhecido o fato de que, para uma criança em idade escolar, o nascimento de um irmão ou uma irmã leva as atitudes de ciúmes, sensação de perda da exclusividade de ter os pais só para si, o seu espaço na casa terá de ser dividido e, mesmo com toda a preparação da criança durante a gravidez, os sintomas emotivos surgem no decorrer do nascimento, da amamentação e do desenvolvimento do irmão.

Havendo uma causa orgânica, por exemplo, uma bexiga de baixa capacidade de armazenamento, a criança passará a não controlar a emissão de urina à noite. Pais pouco compreensivos, mal informados, ou que não falam com o pediatra, podem piorar a situação, zangando-se com a criança, chamando-a de nomes impróprios, apontando a vergonha de ter a cama molhada, enfim, piorando o sentimento de culpa da criança. Outro rude golpe emocional para criança é a separação dos pais, o fato dos pais darem mais sinais de afeto e amor a outro irmão criando um ambiente emocional que predispõe a enurese.

Mecanismos que favorecem a enurese

Embora pareça trivial o fato de a criança ter constipação intestinal este é um fator desencadeante de enurese. A massa fecal, no intestino chamado de sigmoide, no lado esquerdo do abdômen pode comprimir a bexiga, reduzindo a sua capacidade de armazenar a urina. Mais uma vez, se a criança já tem uma bexiga de baixa capacidade este fator adicional irá provocar a emissão involuntária noturna de urina.

A constipação intestinal pode chegar a 36% das crianças que são trazidas ao médico. Por outro lado, a observação cotidiana do hábito de tomar líquidos indica que a maioria dos escolares não ingere líquidos durante a manhã e boa parte da tarde. Chegam em casa com muita sede, pelos exercícios comuns da vida escolar, e ingerem a maior parte dos líquidos necessários ao fim da tarde e à noite. Tal fato irá propiciar uma bexiga muito cheia antes de dormir e a criança deve ser instruída para esvaziá-la antes de ir para a cama. No entanto o resíduo de urina vesical é maior em criança com baixa capacidade volumétrica da bexiga e tal fato pode levar a enurese.

Infecções urinárias (cistite) mais comum nas meninas é outra causa frequente de enurese. Dor à micção, ardor durante o ato micional, frequentes idas ao banheiro são sintomas de cistite. O exame de urina irá confirmar a infecção que deve ser prontamente tratada.

Exames que podem ajudar no diagnóstico

É imperativo o exame completo da urina colhida, se possível, em frasco adequado e no laboratório. Com este exame afasta-se a presença de açúcar na urina (diabetes), infecção urinária (cistite) e doenças renais. Outro exame muito importante é a ultrassonografia da bexiga, que deve estar cheia. Mede-se a capacidade da bexiga, destacando-se se a criança tem baixa capacidade de armazenar líquido. Verifica-se, igualmente, se após a criança esvaziar a bexiga, quanto de resíduo permanece dentro da bexiga. No caso de haver resíduo maior que o normal, indica que a criança é incapaz de esvaziar completamente a bexiga o que, inevitavelmente, levará à emissão noturna.

Tratamentos aconselhados para a enurese

A terapêutica de enurese visa fazer cessar a emissão involuntária durante a noite e suas consequências para a criança, a qual se sente envergonhada, com baixa autoestima, e diferente de outras crianças. Três tipos de tratamentos deverão ser considerados. A decisão de iniciar a terapêutica nunca deverá ser baseada na afirmativa de que quando crescer este problema de molhar a cama irá desaparecer. O tratamento comportamental é baseado no fato de que a criança deverá ter hábitos intestinais e urinários normais durante a vida diurna.

A criança deverá esvaziar a bexiga antes de dormir, ingerir pouco líquido até o momento de ir para a cama e ter todo apoio psicológico dos pais e irmãos. A motivação para dar continuidade a um programa físico e emocional demanda um bom terapêutica (psicológico)e  pais cooperativos. O mais realista é aguardar resultados positivos lentos e contínuos, mas sempre elogiados. Estudos realizados em crianças com enurese indicaram que cerca de 60% tiveram "cura" da enurese em seis meses ou mais.

O método do alarme

O método do alarme deve ser um dos primeiros a ser utilizado, pois sua eficácia é excelente. Neste método um dispositivo colocado na cama emite um alarme sonoro quando o líquido vesical é vertido. Com o alarme a criança e os pais acordam. Cria-se o que se chama de reflexo condicionado. A eficiência deste sistema é surpreendente: em mais de 3.000 crianças estudadas com enurese o alarme conseguiu a cura da enurese em 65% das crianças. As que não conseguiram resultado positivo tinham o volume vesical muito menor do que o esperado para a idade. Depois que o sistema de alarme funciona a imensa maioria das crianças deixa de apresentar a enurese.

Métodos que empregam remédios

O nosso corpo secreta hormônio, pela hipófise posterior, que é chamado de hormônio antidiurético. A indústria farmacêutica já produz um agente químico similar chamado de desmopressina, que deve ser ingerido por via oral com a recomendação da criança não tomar água antes e após dormir (isto é, acordar para tomar água). Isto porque esta substância pode reter excesso de água levando a que se chama de "intoxicação aquosa" A desmopressina é altamente eficaz na eliminação da enurese (68%) e, novamente, as crianças que não tiveram o problema resolvido tinham diminuta capacidade vesical.

Outro medicamento que pode ser empregado é um tipo de antidepressivo chamado, genericamente, de tricíclico, que tem o nome de imipramina. O consenso geral é que este medicamento somente deve ser usado quando os outros métodos falharam, não foram aceitos pelos pais ou existe contra indicação por qualquer motivo. 

Por Geraldo Medeiros - 07:40 | Enviar Comentário | Ler Comentários (8)  
Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Fome oculta: falta de nutrientes essenciais


Chamamos de Fome Oculta aquela que não vemos na aparência do que se ingere no dia a dia. Hoje, as pessoas consomem alimentos sem se preocuparem, por exemplo, se são ricos em vitamina A, ou ferro, ou se existe iodo para a tireóide. No entanto a falta permanente dos chamados micro-nutrientes essenciais leva a sérios distúrbios em várias áreas do nosso organismo. Sabemos, por exemplo, que os navios da época dos descobrimentos (séculos 15 e 16) não podiam armazenar frutas e legumes frescos, ricos em vitamina C. Seus marujos tinham com frequência o escorbuto, com sangramento de gengivas, queda de dentes, e outros males para o organismo. Mais tarde, já no século 19 identificaram-se anemias devidas a falta de ferro, alterações do sistema neurológico por falta de iodo e bem mais tarde, já no século 20, as alterações em nosso corpo devido à falta de vitamina D, do ácido fólico e de zinco, selênio e outros minerais.

Aspectos gerais da deficiência de vitamina A

A vitamina A, também conhecida como ácido retinoico ou mais exatamente como um grupo químico chamado de retinoides é encontrada em abundância no fígado (bovino, caprino, suíno) na gema de ovo, no leite integral. Os pigmentos naturais de cor laranjada chamados de carotenos se encontram em cenoura, brócoli, espinafre e em frutas muito conhecidas como tomate, mamão e papaia. Os carotenoides são considerados como precursores da vitamina A, sendo transformados nesta importante vitamina dentro do nosso metabolismo diário.

A vitamina A é muito importante para a função visual, pois é essencial para a síntese da substância conhecida como rodopsina que é parte integrante dos elementos de nossa retina. A falta de vitamina A leva a cegueira noturna ou perda da visão durante a noite, além de várias lesões da retina (constituindo um conjunto de doenças da visão). Além disso, a deficiência da vitamina A altera a capacidade reprodutiva da mulher, com abortos espontâneos e alterações no fígado do recém nascido.

A vitamina A é essencial para o crescimento e desenvolvimento da criança, desde o período fetal até a adolescência. No adulto a vitamina A tem excelente poder antioxidante isto é, de combater radicais livres (perniciosos para o metabolismo celular). Infelizmente a deficiência de vitamina A atinge mais de 250 milhões de habitantes no nosso planeta e a Organização Mundial de Saúde tem programas específicos para sanar esta deficiência especialmente em gestantes.

A falta de ferro e a anemia crônica

Apesar do imenso desenvolvimento dos nossos conhecimentos sobre Fome Oculta, a deficiência de ferro e a anemia crônica atinge 2 bilhões de pessoas no mundo inteiro, sendo a doença carencial mais prevalente ao lado da deficiência de iodo.

É óbvio que a falta de ferro está associada à miséria e às condições sanitárias sub humanas, com falta de nutrientes adequados. O ferro faz parte do pigmento vermelho que existe na célula sanguínea chamada hemácia ou glóbulo vermelho. A hemoglobina, basicamente constituída por ferro, transporta o oxigênio vindo dos pulmões para todos os tecidos do corpo. No caso de não haver ferro não se sintetiza a hemoglobina e surge a anemia (chamada de ferropriva). A falta de oxigenação eficiente dos nossos órgãos afeta muito a vida fetal. Além disso, a falta de ferro leva ao grave problema de recém-nascidos anêmicos, com pouca probabilidade de vida. Por outro lado os escolares anêmicos têm dificuldade para estudar, para aprender, com grande evasão escolar, e baixa produtividade intelectual.

No Brasil o combate à fome oculta do ferro é realizada de várias maneiras. Uma delas é utilizar tecido bovino, rico em ferro, dessecado (isto é, transformado em pó) adicionando-o a um biscoito de boa palatabilidade. O biscoito enriquecido com ferro é distribuído a escolares fornecendo o indispensável ferro e evitando a anemia.

A falta de iodo causa dano á gestante

Na medicina chinesa, séculos antes da nossa era, os médicos receitavam extrato de esponjas marinhas (que hoje, sabemos que têm muito iodo). Mas a deficiência de iodo é altamente prevalente nas áreas montanhosas do planeta. Nos Alpes e nos Andes, na Indonésia, na Índia e na China a falta de iodo induzia a 'bócio' - a tireóide ficava aumentada de volume, formando o que popularmente se chama 'papo'.

Mas o maior problema da falta de iodo é a repercussão negativa na formação do cérebro fetal. Desde que a gestante não receba o mínimo de iodo por dia o cérebro fetal pode ser cerca de 30% menor do que o normal. A criança terá o que se chama de disfunção cerebral mínima para grave, com possibilidade de debilidade mental, má-escolaridade, formando um conjunto de indivíduos adultos inaptos ao trabalho e de baixas condições sócio econômicas. Apesar de todos os esforços da Organização Mundial de Saúde cerca de 2 bilhões de pessoas ainda vivem em condições de carência de iodo. A adição de iodo ao sal destinado ao consumo humano é a grande solução para este problema de 'fome oculta'.  

Por Geraldo Medeiros - 07:26 | Enviar Comentário | Ler Comentários (2)  
Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

Respostas a leitores

As perguntas abaixo foram selecionadas pela redação entre dezenas de e-mails enviados ao colunista. Todas as questões selecionadas foram respondidas por Geraldo Medeiros. As respostas, porém, não eliminam em nenhum caso ou hipótese a indicação de uma consulta com seu médico de confiança.

Raramente como chocolate. Mas quando como, prefiro o amargo com 70% de cacau. Isso é bom?
(José)

O cacau amargo é excelente como fonte de flavanol um poderoso antioxidante que combate os radicais livres. Além disso, tem Teobromina (semelhante a cafeína) que dá mais vigor e energia. Com todas estas vantagens, você pode continuar a consumir o seu chocolate com alto teor de cacau.

Minha filha fará 11 anos no próximo mês. Ela tem 1.53m e menstruou pela primeira vez há três dias.  Gostaria de saber se ela ainda vai crescer e com que altura poderá ficar?
(Mara)

 A estatura é dependente do "fechamento" das áreas de crescimento ósseo. Isto ocorre, mais intensamente, com altos níveis de hormônio feminino (estradiol), que a menina pubera passa a secretar. Por outro lado, a estatura final (altura alvo) é dependente da genética paterna e materna. Muitas vezes é interessante interromper as menstruações com medicamentos para que a menina possa crescer mais. Fale com um endocrinologista de sua confiança.

Existem pessoas que tentam de tudo e não conseguem engordar. O que explicaria esta situação? Predisposição genética? Ingestão menor que o necessário? Hormônios em excesso?
(Laércio)

O fato de não conseguir ganhar peso está ligado a um excessivo gasto energético. O indivíduo é agitado, nervoso, movimenta-se muito, pode ter insônia, enfim, gasta muita energia. Existe, também, um componente genético que daria maior expressão de tecido adiposo marron, que é extremamente eficiente na "queima" de gordura. Qualquer que seja a causa metabólica o individuo "magro" gasta mais energia do que ingere. 

Por Geraldo Medeiros - 14:29 | Enviar Comentário | Ler Comentários (1)  
Segunda-feira, 08 de Junho de 2009

Chocolate - o bem e o mal


O uso medicinal e religioso do cacau originou-se há vários séculos com populações indígenas que viviam na região da América Central - os maias e os astecas. De acordo com a religião destes grupos, o cacau foi uma dádiva dos deuses (Theobroma = dádiva dos deuses). A fruta, com suas sementes e polpa, era utilizada basicamente para preparar bebida.

O líquido era reservado para os homens adultos, da alta hierarquia indígena. O descobridor da América, Cristóvão Colombo, e seus oficiais notaram que os guardas de Montezuma, de tempos em tempos, vinham oferecer ao rei a bebida originária do cacau em cálices de ouro. Perceberam, também, que os guerreiros indígenas, com o uso da bebida produzida a partir das sementes do cacau, adquiriam enorme energia física e sensação de euforia, com a possibilidade de caminhar quilômetros sem cansaço. Obviamente Colombo mandou para a Europa as sementes de cacau e a polpa da fruta. A partir do pó obtido das sementes fermentadas originou-se o chocolate, sempre servido como bebida estimulante. Hoje nós sabemos que as sementes de cacau são muito ricas em flavonoides, os poderosos agentes antioxidantes.

O chocolate é obtido a partir das sementes de cacau

A fruta leva cerca de seis meses para amadurecer. Cada fruta fornece cerca de 45 sementes, que são deixadas para fermentar por cinco dias. Após este período, as sementes fermentadas são deixadas para secar ao sol, adquirindo a coloração marrom escura característica do chocolate. A manteiga de cacau é a parte oleosa da fruta e não tem as excelentes qualidades medicinais do chocolate obtido a partir das sementes fermentadas. A preparação do chocolate requer que as sementes já fermentadas e secas sejam processadas para formar um líquido viscoso, pastoso pela presença de gordura nas sementes.

Por pressão mecânica a gordura é em parte removida e se obtém o chocolate em pó. Para o chocolate tal como nós o conhecemos, o fabricante volta a acrescentar manteiga de cacau e açúcar. Este chocolate, rico em antioxidante é chamado semiamargo, escuro, com excelentes qualidades medicinais. Estudos científicos conduzidos em muitos centros de pesquisa mundiais são unânimes em afirmar que este chocolate é o que mais apresenta qualidades antioxidantes.

A transformação do cacau em alimento delicioso

Os fabricantes observaram que o chocolate semiamargo não era tão facilmente agradável ao paladar da maioria. Ele precisava ser "suavizado" antes de ser vendido. Os holandeses então descobriram método de processamento que transforma o chocolate original em uma substância menos dura e amarga. Adicionaram produtos químicos que tiraram a acidez do chocolate amargo (processo de alcalinar o chocolate). Depois os suíços, belgas e ingleses verificaram que o chocolate alcalinizado poderia ter melhor aceitação ao paladar com a adição de leite e açúcar. Estava, portanto, descoberta esta deliciosa guloseima.

Os americanos são os maiores consumidores deste tipo de chocolate, cerca de 6 quilos por habitante/ano. Acredita-se que o consumo de chocolate represente pouco mais de 1% da dieta diária do americano. Infelizmente este delicioso chocolate nada ou pouco tem a ver com as qualidades medicinais do chocolate semiamargo. Só este último tem excelente atividade antioxidante, anti trombótica e protetora do revestimento de artérias.

O chocolate branco, enganoso e artificial

Enquanto o chocolate semiamargo, escuro, pode ser considerado como um alimento sadio, o chocolate branco não apresenta nenhuma das qualidades do chocolate preparado a partir das sementes do cacau. O chocolate branco é preparado a partir da manteiga de cacau, não contendo as qualidades medicinais do chocolate obtido das sementes da fruta.

O tipo branco contém muita gordura, muito açúcar e é altamente engordativo. Deveria ser chamado de "doce de manteiga de cacau" e não "chocolate branco". Estudos recentes também indicam que a adição de leite ou creme de leite ao chocolate reduz substancialmente suas propriedades antioxidantes. Isto se aplica, igualmente, aos achocolatados - bebidas de leite com pó de chocolate, amplamente difundidos no mundo ocidental.

Mitos e verdades sobre o chocolate

Na era pré-colombiana os astecas achavam que a bebida de chocolate era altamente afrodisíaca. Ele era consumido em cerimônias de casamento tanto pelo noivo como pela noiva. Hoje sabemos que o chocolate não tem propriedades afrodisíacas. Ele possui muito pouca cafeína (cerca de 10 miligramas por 50g de uma barra de chocolate). Outro mito é que ele cause enxaqueca e acne. Nada disso ficou provado cientificamente. É possível que o açúcar possa estimular o aparecimento de acne em alguns casos.

A mulher e o chocolate

O chocolate é uma paixão muito feminina. Na época pré-menstrual é extremamente comum a mulher dizer que tem necessidade de comer o alimento, que a faz melhorar dos sintomas de irritabilidade, depressão e ansiedade da TPM. O chocolate pode ser um elemento nutritivo causador de dependência. Muitas pessoas não podem viver sem uma dose diária.

Cientificamente sabe-se que o chocolate liga-se a receptores canabinoides nas zonas do cérebro junto ao hipotálamo. Sabe-se que se a pessoa viciada em chocolate cheirar o pó de chocolate obtém certo alívio de sua compulsão pelo produto, pois o pó de chocolate através das narinas atinge os receptores cerebrais e acalmam a vontade de ingeri-lo.

Por Geraldo Medeiros - 06:19 | Enviar Comentário | Ler Comentários (14)  
Quarta-feira, 03 de Junho de 2009

Respostas a leitores

As perguntas abaixo foram selecionadas pela redação entre dezenas de e-mails enviados ao colunista. Todas as questões selecionadas foram respondidas por Geraldo Medeiros. As respostas, porém, não eliminam em nenhum caso ou hipótese a indicação de uma consulta com seu médico de confiança.

Estou perdendo a vontade de fazer sexo com minha esposa, devido medicamentos que tomo para diabete e pressão alta - Glifagem 850 mg e o Cardizem. Mantenho minha diabetes em torno de 170 ml. O que devo fazer?

O problema de queda de libido (vontade sexual) é altamente complexo e envolve vários fatores: diabetes não controlado, medicação, disfunção erétil, etc. Um andrologista (especialista em doenças masculinas) pode ser mais útil para você. Ele fará um minucioso estudo hormonal, psicológico e metabólico. E indicará o melhor tramento.

Tenho 26 anos e uma filha de sete meses. Sempre ouvi falar que durante a amamentação a mulher emagrece, mas comigo tem ocorrido o contrário. Durante minha gravidez engordei 10 kg e desde o parto só emagreci 5 kg. Amamentei minha filha até os seis meses, mas sinto muita fome, principalmente de besteiras e não consigo me controlar. O que o senhor me aconselharia?
(Aline)


O melhor conselho é parar de comer 'besteiras', frituras, doces, sorvetes e chocolates e se concentrar em fazer três refeições diárias, ingerindo carne, verduras, legumes e frutas. É óbvio que o exercício físico (aeróbico) irá lhe ajudar. Notei, em sua carta, que está com muita ansiedade, o que resulta em compulsão alimentar. Creio que um endocrinologista poderá ajudar com medicação adequanda.

Minha médica me pediu para tirar a tireoide porque no meu ultrasson consta microcalcificações, hipervascularização periférica e meu nódulo mede 13mm - não esta crescendo. Em outro exame houve 'sugestão de bócio coloide'. O que devo fazer? Um bócio coloide pode virar maligno?
(Marilene)

O bócio coloide, por definição, é benigno. Não creio que o conselho de sua médica seja adequado ao seu caso. Não há registro de que bócio coloide possa se tornar maligno. Consulte-se com outro endocrinologista, leve seus exames para outra avaliação.

Por Geraldo Medeiros - 15:03 | Enviar Comentário  

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