Curtas & Finas (Obama & Osama)
Há um ano, Osama Bin Laden foi justiçado. Que não descanse em paz, onde estiver. Justiça seja feita. Foi uma grande proeza de Barack Obama. Foi uma decisão presidencial, com margem de risco, a operação lançada para dar cabo do terrorista número 1. Um ano depois, os olhos estão à frente, pois as eleições serão dentro de seis meses. O presidente democrata, o oponente republicano Mitt Romney e as respectivas campanhas passaram a segunda-feira trocando alfinetadas.
Obama tem o crédito Osama e abusa com politicagem. Estamos chocados, chocados. Os republicanos de Mitt Romney também aprontam. Estamos chocados, chocados. Eles querem diminuir o crédito democrata na proeza. E com razão, acusam a campanha presidencial democrata, com participação do ex-presidente Bill Clinton, pelo vídeo mesquinho de propaganda, questionando se Romney seria capaz de uma decisão tão audaciosa, como a que levou à morte de Bin Laden no Paquistão. E também mesquinho, Romney tenta associar Obama a um ex-presidente democrata desacreditado em segurança nacional, dizendo que “até Jimmy Carter teria ordenado o ataque contra Bin Laden”.
Bem visível na politização democrata, o vice de Obama, Joe Biden, tem repetido uma frase que dá um bom slogan de campanha eleitoral sobre feitos da administração em segurança nacional e economia: Osama Bin Laden está morto e a General Motors está viva (graças ao resgate de Detroit). Mas aí o verborrágico Biden arrematou num discurso que Romney reverteria o slogan.
São abusos de campanha democrata, como os feitos pelo republicano George W. Bush na campanha de reeleição em 2004 (estamos chocados, chocados), tirando proveito do patriotismo pós-11 de setembro e da remoção do poder de Saddam Hussein. Momentos históricos convertidos em pequenez eleitoral bipartidária. Política externa provavelmente não irá determinar a próxima eleição presidencial americana. De qualquer forma, para os democratas, a morte de Bin Laden é a prova de que Obama não é um fracote em segurança nacional. Para os republicanos, haverá esta condenação de abuso de campanha ao mesmo tempo em que minimizam o feito.
Se o que aconteceu em maio passado (a morte de Bin Laden) se revelar um fator decisivo em novembro, podemos levantar duas hipóteses: 1) Obama está desesperado e precisa apregoar qualquer coisa para ganhar pontos eleitorais. 2) A economia vai bem e com isto segurança nacional se torna um foco de campanha. E aí, será mais desespero dos republicanos.
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Em dia de demagogia trabalhista deste feitor, colher de chá para todos os leitores que se prestaram a trabalhar e comentar neste feriadão.












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