Curtas & Finas (Cabo & Twitter)
Gafes e supergafes (como o oops do outrora candidato texano Rick Perry) na campanha eleitoral americana 2012 estão imortalizadas no YouTube e rendem muitas conversas e comentários no Facebook e Twitter, mas sem ilusões. As redes sociais e a novíssima mídia não imperam nas primárias republicanas. O novo, na verdade, está pegando carona com o velho, mas não o velhíssimo.
Mídia da terceira idade (a velhíssima) são as redes abertas de televisão (com o noticiário local e nacional) e os veneráveis jornais. Mídia velha é a TV por assinatura (eu, por hábito, prefiro dizer cabo). E os americanos dependem justamente do noticiário 24 horas da televisão a cabo para acompanhar a corrida das primárias republicanas. Podem seguir o torneio 25 horas por dia ou, se preferirem, o reality-show, agora com Mitt, Rick, Newt e Paul
Falando no último, Ron Paul é o candidato que mais cativa a moçada das redes sociais. Mas nas primárias da Flórida, os eleitores estavam mais para pais e avós da moçada. No final das contas, as redes sociais têm pouco uso para o típico eleitor nesta corrida republicana. Uma pesquisa com 1.500 pessoas, feita pelo Pew Research Center, revelou que mais de 1/3 dos americanos acompanham o noticiário eleitoral pelo cabo, tanto quanto nos ciclos anteriores, enquanto dependem cada vez menos de jornais e das redes abertas.
Como são primárias republicanas, a liderança indiscutível é da Fox News, que, de qualquer forma, bate com facilidade rivais como CNN e MSNBC. Pelo estudo, apenas 2% dos americanos têm acompanhado o reality-show republicano pelo Twitter, 3% pelo YouTube e 6% pelo Facebook. Em princípio, é uma medida do impacto modesto das redes sociais no jogo eleitoral. A campanha acontece na televisão e no atual ciclo os debates televisionados foram realmente cruciais (oops, Rick Perry). O cabo dá o tom, inclusive, com a conversa intermináveis dos analistas e marqueteiros. Na Fox Nnews é até a porta giratória. Herman Cain saiu das primárias e já entrou no time de analistas da emissora “fair and balanced”.
No entanto, é cada vez mais difícil separar as mídias. A narrativa está no cabo, mas aí acontecem as explosões nas redes sociais, quando as pessoas comentam o que acontece na velha mídia, reagem aos debates, aos discursos, às gafes ou à virgula tirada do contexto.
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Colher de chá para o Magno (dia 10, 15:23), não escreveu no tamanho twitter, mas soube se alongar sobre o assunto.



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