Primeira Impressão (Paquistão)
A trajetória se acelerou no fim-de-semana depois do incidente, em que helicópteros e aviões da Otan mataram 24 soldados paquistaneses na fornteira AfPak. Rashid é obrigatório, com seus livros, artigos de jornais e depoimentos, para quem quer entender minimamente uma região confusa e perigosa. Ele tem acesso aos vários atores, algo perigosíssimo em se tratando do Taliban, rede Al Qaeda e outros grupos radicais, que não vacilam em sequestrar, assasssinar e decepar cabeça de jornalista, como foi o caso do americano Daniel Pearl (o mesmo em relação ao serviço de inteligência paquistanês, exceto no quesito decepar cabeça). Entrevistado esta semana, Rashid diagnosticou que a política americana para a Ásia Central é disfuncional, contraditória (relação de amigo e inimigo com o Paquistão) e o tempo se esgota para evitar estragos maiores.
Rashid adverte que o fervor antiamericano é intenso no Paquistão, mas descarta a receita de alguns candidatos presidenciais republicanos de decepar ajuda ao país. Alerta que será ainda mais desastrosa. Servirá para enfraquecer os já anêmicos setores pró-ocidentais. Isolar o Paquistão é uma opção perigosa, embora seja inevitável para os EUA se aproximarem ainda mais da Índia (enquanto os paquistaneses vão se ligar mais intimamente aos chineses).
Rashid claro que gostou da publicidade em torno do seu livro, comprado pelo presidente, mas lembrou que a campanha do candidato Obama recebeu seis cópias em 2008, quando foi lançado. A tentação é dizer antes tarde do que nunca. Mas pode ser tarde mesmo.
PS: Esta, na verdade, é uma segunda impressão minha do livro de Ahmed Rashid. Publiquei resenha no Estadão em julho de 2008. Para quem estiver interessado, basta checar no Google.
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Boas discussões estratégicas logo cedo sobre um tema atroz. Destaque para a sucessão de comentários do Devildom Voyeur (dia 2, 10:21, 11:42, 12:27).





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